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  • Os primitivos copistas cristãos
    A Sentinela — 1963 | 1.° de julho
    • Ao copiar dos rolos originais os cristãos copistas chegaram a sobrepujar os profissionais copistas pagãos, seus contemporâneos. Eram homens práticos. Logo cedo começaram a substituir os rolos pelos códices, isto é, uma obra que consistia em folhas separadas e que, quando encadernada, tinha capa de madeira. Assim, chegamos a saber que no terceiro século quase todos os escritos pagãos ainda eram feitos em rolos, ao passo que a maior parte das obras dos primitivos cristãos copistas já eram feitas na forma de códice.

      A vantagem do códice com relação aos rolos era notável: custava menos, visto que originalmente o códice consistia em folhas soltas como saíam da fábrica, ao passo que os rolos requeriam que estas fossem coladas umas nas outras. Além disso, os códices podiam conter muito mais do que os rolos. Em vez de se limitarem a um só livro como o de Atos, os quatro Evangelhos foram logo reunidos num só códice, assim como se dava com as cartas de Paulo. Deveras, seriam precisos de trinta e cinco a quarenta rolos para conter o que aparece num códice como o Manuscrito Vaticano No. 1209.

      Nem devemos desperceber a vantagem do códice ao se buscar um texto bíblico. Era muito mais simples abrir o livro na última página do que desenrolar nove metros de manuscrito! Não há dúvida quanto a isto, os primitivos copistas cristãos sabiam muito bem o que estavam fazendo, quando imediatamente utilizaram a forma de códice, se não a inventaram eles mesmos.

      Como tinta os copistas usavam uma mistura de fuligem e cola. Era produzida em forma endurecida e misturada com água, conforme a necessidade. Em vez de borracha de apagar letra como, se usa hoje, ou mesmo facas que eram usadas pelos escribas que escreviam em couro, velino ou pergaminho, os copistas cristãos carregavam esponjas e lavavam seus erros. A pena deles era um caniço, um cálamo, com a ponta amolecida em água e, portanto, era como um pincel fino. — Jer. 36:23; 2 Cor. 3:3; 2 João 12; 3 João 13.

      CONSCIENCIOSOS EMBORA NÃO-ESPECIALIZADOS

      Os historiadores tendem a falar depreciativamente do trabalho dos primitivos copistas cristãos. Indicam que tais copistas não apreciavam a importância da exatidão e por isso faziam muitos erros que os entendidos têm estado empenhados a corrigir. Mas tal observação cria uma impressão inteiramente errada. É verdade que, conforme Westcott e Hort indicam em Introduction to the New Testament (Introdução Para o Novo Testamento): “A reprodução exata de uma série de palavras numa certa ordem” é o propósito da transcrição, e, para fazer isto, deve haver “uma percepção distinta de que o dever do copista é transcrever e nada mais”. “Esta percepção”, prosseguem eles, “é mais rara e mais dependente de treinamento do que possa ser suposto”, pois a menos que haja uma “concentração especial de consideração pela língua como tendo santidade intrínseca . . . o sentimento instintivo do senso coopera amplamente no resultado”. Em outras palavras, a menos que especialmente treinado, o copista, embora consciencioso, faria erros menores devido à sua concentração no sentido antes que na exatidão das palavras, dependendo muito isto do trabalho da mente inconsciente.b

      Por conseguinte, os primitivos copistas cristãos, devido à falta de habilidade profissional, fizeram realmente muitos erros. Mas em que consistiam estes? Pequenas transposições de palavras ou frases, uso de sinônimos, tais como “Senhor” por “Deus”, uso de pronome para substantivo ou vice-versa, tais como “ele” por “Jesus” ou “Jesus” por “ele”, ou talvez variação ou erro de ortografia. Deveras, mesmo Westcott e Hort declararam que 99,9 por cento das diferenças que se questionam consistem em “variações comparativamente triviais”.

      Típico do trabalho dos primitivos copistas cristãos é o mais antigo fragmento existente das Escrituras Gregas Cristãs, o Papiro Rylands Grego, No. 457. É escrito de ambos os lados, consistindo em apenas algumas centenas de letras gregas e lhe foi dada uma data tão antiga quanto o segundo século E. C. Somos informados referente a ele que, embora se mantenha uma atmosfera informal sobre ele e não se pretenda que seja uma excelente escrita, trata-se de “uma obra criteriosa”. É interessante este fragmento ser de um códice de cerca de vinte centímetros quadrados que aparentemente continha todo o Evangelho de João ou cerca de sessenta e seis folhas, aproximadamente 132 páginas ao todo.

      Produzindo testemunho extensivo, mas de data posterior, acham-se os Papiros Bíblicos de Chester Beatty. Estes consistem em parte de onze códices gregos produzidos entre o segundo e o quarto século E. C. Contêm partes de nove livros hebreus da Bíblia e quinze livros bíblicos cristãos. São muito importantes, visto que se encontra neles uma variedade de estilos de escrita. Diz-se que um códice é “trabalho de um bom escriba profissional”. De outro diz-se o seguinte: “A escrita é muito acurada e, embora sem pretensão caligráfica, é trabalho de um escriba competente.” E de ainda outro se diz: “A mão é irregular, mas geralmente correta.” — Chester Beatty Biblical Papyri, Vol. I.

      Todavia, mais importante do que estas características é o assunto deles. Em geral confirmam os manuscritos em velino do quarto século conhecidos como “Neutros”, que são classificados superiores por Westcott e Hort, tais como o Vaticano No. 1209 e o Sinaítico. Em adição, ele não contém nenhuma das famosas intercalações que se encontram em alguns manuscritos em velino e que têm sido chamadas, talvez erroneamente, de “Ocidentais”.

      O mais importante de tudo é o apoio que estes manuscritos em papiro dão à autenticidade do texto bíblico existente. Sobre eles, Sir Frederic Kenyon declarou: “A primeira e mais importante conclusão derivada do exame deles é a satisfatória com que eles confirmam a exatidão essencial do texto existente. Nenhuma variação surpreendente nem fundamental é encontrada no Velho nem no Novo Testamento. Não há omissão importante nem adição de textos e não há variações que influam nos fatos vitais nem nas doutrinas. As variações do texto atingem questões menores, tais como ordem de palavras ou as palavras precisas em regadas.”

      É verdade que se pode dizer referente aos primitivos copistas cristãos que entre eles não havia “muitos sábios segundo a carne”, contudo, o trabalho deles provou que eram realmente sábios. E embora muitas pequenas faltas penetraram no trabalho deles, visto que não tinham habilidades profissionais, o seu trabalho consciencioso e a ênfase que davam ao sentido, fizeram com que produzissem manuscritos basicamente corretos e sem muitas intercalações. O que possuímos do trabalho deles contribui muito para a autenticidade das Escrituras que temos.

  • Os capítulos e versículos da Bíblia
    A Sentinela — 1963 | 1.° de julho
    • Os Capítulos e Versículos da Bíblia

      Cerca de 1250 (E. C.), o Cardeal Hugo de Sancto Caro dividiu a Bíblia em capítulos. Em 1545, Robert Stephens, um editor francês, dividiu as Escrituras Gregas Cristãs em versículos. A primeira Bíblia completa em inglês a ter capítulos e versículos numerados foi a Bíblia de Genebra, publicada em 1560. A maioria das Bíblias publicadas hoje ainda usam a mesma divisão.

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