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  • Loucura (Insensatez)
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    • e fariseus que testemunharam isto “se encheram de insensatez e começaram a falar entre si sobre o que poderiam fazer a Jesus”. (Luc. 6:6-11) Para descrever a condição mental de tais pessoas, Lucas empregou a palavra grega ánoia, que significa, literalmente, “imbecilidade” (o termo português “paranóia” se deriva deste vocábulo). Paulo evidentemente tinha presente a extrema raiva ou fúria quando admitiu que, ao perseguir os cristãos, ele se mostrara “extremamente enfurecido contra eles”. — Atos 26:11.

      CONTRASTADA COM A SABEDORIA

      No livro de Eclesiastes, o congregante revela que entregou seu coração “a conhecer a sabedoria e a conhecer a doidice”. (Ecl. 1:17) Suas investigações não se restringiam à consideração da sabedoria, mas também levavam em conta seu oposto, conforme manifestado pelos homens. (Ecl. 7:25) Em Eclesiastes 2:12, Salomão de novo revela que pesou a sabedoria, a loucura e a tolice. Desta forma, pôde determinar o contraste delas quanto ao valor. Reconheceu a frivolidade desordenada como sendo loucura, afirmando: “Eu disse ao riso: ‘Insônia!’”, pois, quando comparada com a sabedoria, ela era sem sentido, não produzindo a verdadeira felicidade. — Ecl. 2:2.

      Comentando a condição mental do estúpido (tolo), disse Salomão: “O início das palavras da sua boca é estultícia, e o fim posterior da sua boca é doidice calamitosa.” (Ecl. 10:13) A tolice pode assumir a forma duma brincadeira, que, às vezes, pode ser tão prejudicial para sua vítima que o brincalhão é assemelhado a um louco suprido de armas mortíferas. — Pro. 26:18, 19.

      Alguns não têm esperança alguma quanto à ressurreição dos mortos, imaginando que a morte é o fim de tudo, para todos. Fornecendo evidência de seu conceito desequilibrado, procuram apenas satisfazer suas inclinações carnais e não mostram nenhuma preocupação de fazer a vontade de Deus. Salomão também os observou, dizendo: “Por haver um só evento conseqüente para todos, o coração dos filhos dos homens está também cheio do mal; e há doidice no seu coração durante a sua vida, e depois dela — rumo aos mortos! — Ecl. 9:3.

      EMPREGO ILUSTRATIVO

      A autoridade do apóstolo Paulo e seu apostolado foram questionados por alguns em Corinto a quem ele chama, sarcasticamente, de “superfinos apóstolos”. (2 Cor. 11:5) A fim de fazer a congregação coríntia cair em si, Paulo “jactava-se” de suas credenciais, de suas bênçãos e das coisas pelas quais passara no serviço de Jeová, provando suas afirmações. Tal jactância era contrária à linguagem usual dum cristão, mas Paulo teve de empregá-la em tal caso. Assim sendo, ele falou de si mesmo como que ‘fora de si’, e disse a respeito dos chamados “superfinos apóstolos”: “São ministros de Cristo? Respondo como louco: eu o sou ainda mais destacadamente.” — 2 Cor. 11:21-27.

  • Loureiro
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    • LOUREIRO

      [Heb., ’óren]. Esta árvore é mencionada como sendo a última de várias árvores, em Isaías 44:14, a única referência a tal árvore, nas Escrituras Hebraicas. Koehler e Baumgartner [Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento), p. 88] identificam tal nome com o loureiro (Laurus nobilis), também comumente chamado de “louro”. O loureiro é uma sempre-verde que amiúde cresce como arbusto, porém é capaz de atingir até 15 m de altura. Assim, Isaías podia falar de a chuva torrencial fazer a árvore “crescer”. A árvore toda (folhas, casca, raízes e frutos) contém um óleo há muito empregado na medicina. As folhas são oblongas e coriáceas, com lado superior lustroso. Também são usadas como condimento. Na primavera setentrional, a árvore floresce com pequenas flores branco-cremosas que amadurecem, tornando-se frutos negro-purpurinos. O Laurus nobilis é encontrado desde a costa até as regiões montanhosas centrais da Palestina, e cresce também em outros países mediterrâneos.

      Folhas de louro eram usadas pelos antigos gregos para formar coroas, que colocavam sobre a cabeça dos vitoriosos nos Jogos Pítios e também se estendiam aos que detinham certos cargos, qual símbolo de distinção. Nossas palavras portuguesas, “laureado” e “bacharelado” se derivam destas práticas e utilizações do louro.

      [Figura na página 1036]

      Ramo florescente do loureiro.

  • Lua
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    • LUA

      (Heb., ya·reʹahh; Gr., se·leʹne]. A lua, como o “luzeiro menor para dominar a noite”, foi provida por Deus como meio de marcar os “tempos designados”. (Gên. 1:16; Sal. 104: 19; Jer. 31:35; 1 Cor. 15:41) A palavra hebraica para “lua” está intimamente relacionada com a palavra hebraica yérahh, que significa “mês lunar”. Visto que o mês lunar sempre começava com o aparecimento da lua nova (Heb., hhódhesh), o termo “lua nova“ também veio a significar “mês”. (Gên. 7:11; Êxo. 12:2; Isa. 66:23) O vocábulo grego men igualmente contém a idéia básica de um período lunar. — Luc. 1:24; Gál. 4:10; também Colossenses 2:16, onde men é prefixado pela palavra grega para “nova”. A palavra levanáh, que significa “branco”, ocorre três vezes no texto hebraico, descrevendo poeticamente o brilho branco da lua cheia, particularmente notado nas terras bíblicas. (Cân. 6:10; Isa. 24:23; 30:26) A palavra késeh ou kése’, que significa “plenitude”, também aparece duas vezes e é traduzida “lua cheia” (ALA; BJ; 80:4, CBC, Fi; IBB; VB) ou “plenilúnio” (MC; PIB) em algumas versões. — Sal. 81:3; Pro. 7:20.

      Visto que a lunação média, de uma lua nova até outra, é de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,78 segundos de duração, os antigos meses lunares tinham 29 ou 30 dias. Originalmente, isto talvez tenha sido determinado pela simples observação do surgimento do crescente da lua nova; mas, no tempo de Davi, encontramos evidência de que isto era calculado de antemão. (1 Sam. 20:5, 18, 24-29) Sem embargo, nos tempos pós-exílicos, os escritos talmúdicos declaram que o Sinédrio judaico se reunia bem cedo de manhã, no trigésimo dia de sete meses do ano, a fim de determinar a época da lua nova. Colocavam observadores em elevados pontos de observação ao redor de Jerusalém, e eles traziam um relatório imediato ao tribunal judaico depois de avistarem a lua nova. Ao receber suficiente testemunho, o tribunal declarava a palavra “Mequddásh” (consagrado), assinalando oficialmente o início dum novo mês, e o mês anterior era declarado como tendo 29 dias. Caso céus nublados ou neblina resultassem em má visibilidade, então o mês precedente era declarado como sendo de 30 dias, e o novo mês começava no dia seguinte ao da assembléia do tribunal. Diz-se também que um anúncio adicional era feito através duma fogueira de sinalização acesa no monte das Oliveiras, que era então repetida em outros pontos elevados através do país. Este método foi, pelo que parece, substituído mais tarde pelo envio de mensageiros portadores das notícias.

      No quarto século de nossa Era Comum, estabeleceu-se um calendário padronizado ou contínuo, de modo que os meses judaicos vieram a ter um número fixo de dias, com exceção de hexevã (bul) e de quisleu, que ainda variam de 29 a 30 dias, segundo certos cálculos. — Veja Festividade da Lua Nova.

      ADORAÇÃO DA LUA

      Os israelitas, embora fossem guiados pela lua, como indicador de tempo, na determinação de seus meses e das suas épocas festivas, deviam continuar isentos do costume de adorar a lua, que era destacado entre as nações em sua volta. Sin, o deus-lua, era o deus da cidade de Ur, a capital da Suméria, de onde Abraão e sua família partiram para a Terra Prometida. Embora os habitantes de Ur fossem politeístas, Sin, o deus-lua, uma deidade masculina, era o deus supremo, ao qual estavam primariamente devotados o seu templo e seus altares. Abraão e sua comitiva viajaram de Ur para Harã, que era outro grande centro da adoração da lua. Tera — pai de Abraão — que morreu em Harã, aparentemente praticava tal adoração idólatra. (Gên. 11:31, 32) Seja qual for o caso, estas circunstâncias dão maior peso ao significado do aviso de Josué a Israel, antes de entrarem na Terra Prometida, conforme registrado em Josué 24:2, 14: “Assim disse Jeová, o Deus de Israel: ‘Foi no outro lado do Rio [Eufrates] que os vossos antepassados moravam há muito tempo, Tera, pai de Abraão e pai de Naor, e eles costumavam servir a outros deuses.’ E agora, temei a Jeová e servi-o sem defeito e em verdade, e removei os deuses a que vossos antepassados serviram do outro lado do Rio e no Egito, e servi a Jeová.”

      NA ERA COMUM

      Nos dias de Cristo Jesus e dos apóstolos, a adoração da lua não era costumeira entre o povo judaico. Naturalmente, observavam as luas novas de acordo com o pacto da Lei. A lua nova de cada mês ainda é observada pelos judeus ortodoxos como um dia menor de expiação dos pecados cometidos durante o mês findo.

      O dia 14 de nisã, quando a lua se aproximava de seu plenilúnio, assinalava a ocasião para se celebrar a Páscoa e também a época da instituição, por parte de Jesus, da ceia comemorativa ou Refeição Noturna do Senhor, em recordação de sua morte. — Mat. 26:2, 20, 26-30; 1 Cor. 11:20-26.

      Com a entrada em vigor do novo pacto, substituindo o pacto da Lei, alguns dos cristãos judeus, bem como outros, tenderam a manter o costume de celebrar as luas novas, bem como os sábados, conforme indicado pelo conselho corretivo de Paulo em Colossenses 2:16, 17 e Gálatas 4:9-11.

  • Lucas
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    • LUCAS

      [Gr. , Loukás, evidentemente uma forma contrata e afetuosa do nome latino Lucius, ou Lucanusl. Um médico e um companheiro fiel do apóstolo Paulo. Foi o escritor do Evangelho de Lucas e dos Atos dos Apóstolos. Dos seus escritos, deduz-se que Lucas era bem instruído. Também, sua formação como médico pode ser notada no emprego que faz de termos médicos. —  Luc. 4:38; Atos 28:8.

      Lucas não menciona a si mesmo como sendo testemunha ocular dos eventos da vida de Cristo que são registrados em seu relato do Evangelho. (Luc. 1:2) Assim, aparentemente, ele se tornou crente algum tempo depois de Pentecostes de 33 EC.

      No livro de Atos, Lucas é mencionado de forma indireta pelo emprego dos pronomes “nós” e “nos”, ou das formas verbais correspondentes. (Atos 16:10-17; 20:5 a 21:18; 27:1 a 28:16) Ele estava com Paulo em Trôade, na segunda viagem missionária desse apóstolo, e o acompanhou de lá até Filipos, onde talvez permanecesse até a volta de Paulo em sua terceira viagem missionária. Lucas foi

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