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LavadeiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Por si só ou como componente do sabão, este álcali é um agente de limpeza muito eficaz. Isto dá mais força às palavras de Jeová sobre a profundeza da pecaminosidade de Israel: “Mesmo que fizesses a lavagem com álcali e tomasses para ti grandes quantidades de barrela, teu erro certamente seria uma mancha diante de mim.” — Jer. 2:22.
BARRELA
A palavra hebraica boríth, traduzida “barrela” (“sabão” em algumas traduções, Al; IBB; “lixívia”, PIB; “potassa”, BJ), refere-se a um “álcali vegetal”, diferente do néther, o chamado “álcali mineral”. A diferença não se baseava na composição química, mas, ao invés, na diferença da fonte de suprimento. Em Jeremias 2:22, ocorrem ambas as palavras no mesmo versículo. Quimicamente, a barrela dos tempos bíblicos era o carbonato de sódio ou o carbonato de potássio, dependendo de se as cinzas das quais era obtida provinham de vegetação que crescia perto do mar, em solo salino, ou se crescia na região interior. As substâncias químicas das cinzas eram separadas por lixiviação ou por serem filtradas com água. Esta barrela difere da substância química moderna chamada “barrela”, o muito cáustico hidróxido de potássio. A barrela do antigo lavadeiro era empregada, não só para limpar as roupas (Mal. 3:2), mas também para a redução de metais tais como o chumbo e a prata. — Isa 1:25.
POTASSA
A palavra hebraica zakhákh, que contém a idéia de “tornar puro” ou “limpar”, é traduzida “potassa” (NM; PIB), “sabão” (Al; IBB), “lixívia” (BJ; CBC), em Jó 9:30. Ali, ela é mencionada como sendo usada para limpar as mãos. Imagina-se que este agente de limpeza seja o carbonato de potássio ou o carbonato de sódio. A forma como era fabricada lhe dava o nome de “potassa” [do alemão: ‘cinza de panela’]: cimas de madeira eram primeiro lixiviadas, daí a solução era fervida em panelas.
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Lavagem Dos Pés (Lava-pés)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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LAVAGEM DOS PÉS (LAVA-PÉS)
Veja PÉ.
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Lavar As MãosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LAVAR AS MÃOS
Veja MÃOS, LAVAR AS.
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LavrarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LAVRAR
Jesus Cristo se referiu à obra de lavrar (arar) para sublinhar a importância do discipulado de todo o coração. Quando um homem expressou seu desejo de ser um discípulo, mas estipulou a condição de lhe ser permitido primeiro despedir-se da família, Jesus replicou: “Ninguém que tiver posto a mão num arado e olhar para as coisas atrás é bem apto para o reino de Deus.” (Luc. 9:61, 62) Caso um lavrador se permitisse desviar sua atenção do trabalho à frente, ele faria sulcos tortos. Similarmente, a pessoa convidada a ser um discípulo cristão, mas que se permite desviar do cumprimento das responsabilidades acompanhantes, não seria apta para o reino de Deus. Conforme o Filho de Deus exemplificou em seu próprio caso, até mesmo os mais íntimos vínculos familiares são subordinados à fidelidade no cumprimento da vontade divina. — Mar. 3:31-35; 10:29, 30; veja ARAR (LAVRAR).
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LázaroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LÁZARO
[forma do nome hebraico Eleazar, que significa Deus ajudou]
1. O irmão de Marta e Maria; sua ressurreição foi um dos notáveis milagres feitos por Jesus Cristo. (João 11:1, 2) Jesus nutria profundo amor por esta família, que morava em Betânia, “cerca de três quilômetros” [c. 2 milhas romanas] de Jerusalém, na estrada para Jericó. (João 11:5, 18) Ele tinha sido bem acolhido na casa deles, talvez com frequência. — Luc. 10:38-42.
As duas irmãs mandaram avisar Jesus, que se achava nessa ocasião do outro lado do rio Jordão, de que seu irmão Lázaro estava muito doente. Sem dúvida, acalentavam a esperança de que Jesus o curasse. (João 11:3, 21, 32) No entanto, em vez de dirigir-se de imediato para Betânia, ou curar Lázaro por meios indiretos, como fizera no caso do servo do oficial do exército (Mat. 8:5-13), Jesus permaneceu onde se achava por outros dois dias. Ao chegar nas proximidades de Betânia, Marta, e depois Maria, se encontraram com ele. Lázaro tinha expirado e já estava morto por quatro dias. — João 11:6, 17, 20, 30-32.
Quando falava com Marta, Jesus aproveitou a oportunidade para dar ênfase à ressurreição. (João 11:23-27) Logo depois emprestaria maior significado a tais palavras. Ao chegar ao túmulo, ou caverna, em que Lázaro tinha sido sepultado, Cristo ordenou que fosse removida a pedra que selava a sua entrada. Daí, em oração a seu Pai celeste, Jesus mostrou que o propósito do milagre que logo ocorreria era ‘que [a multidão ali presente] cresse que tu me enviaste’. (João 11:38-42) Jesus então mandou que o falecido Lázaro saísse do túmulo, e ele saiu mesmo, sem dúvida para o assombro e a alegria das pessoas presentes. — João 11:43, 44.
Este milagre moveu muitos a terem fé em Jesus, mas também fez com que os principais sacerdotes e os fariseus passassem a tramar a sua morte. A ira dos principais sacerdotes foi ainda mais acirrada quando uma grande multidão de judeus vieram ver, não apenas Jesus, mas também o ressuscitado Lázaro. Por causa de Lázaro, muitos judeus passaram a ter fé em Jesus, e, assim, os principais sacerdotes deliberaram em conjunto matar também a Lázaro. (João 11:45-53; 12:1-11) Entretanto, não existe nenhuma evidência bíblica no sentido de que tais inimigos religiosos levassem a cabo seus malévolos intentos contra Lázaro.
O relato sobre a ressurreição de Lázaro, feito por João, tem sido atacado por alguns críticos da Bíblia. Estes indicam o silêncio dos outros Evangelhos quanto a este evento. Um exame detido dos vários relatos dos Evangelhos, contudo, mostrará que mesmo os escritores dos Evangelhos sinópticos não narraram, cada um, todo ato praticado por Jesus. À guisa de exemplo, apenas Lucas relatou a ressurreição do filho da viúva de Naim. (Luc. 7:11-15) João, costumeiramente, não repetia o que os outros haviam registrado. A ressurreição de Lázaro é um exemplo notável disto.
Não existe nenhuma declaração bíblica, nem qualquer motivo, para se associar o Lázaro histórico com o mendigo da ilustração de Jesus sobre o homem rico e Lázaro.
2. Nome dado ao mendigo na ilustração de Jesus comumente conhecida como a parábola do homem rico e Lázaro. (Luc. 16:19-31) Na Vulgata, a palavra “rico” foi traduzida pelo adjetivo latino dives, que amiúde é usado erroneamente como sendo o nome próprio do homem rico. Entretanto, o nome judaico, Lázaro, era comum nos tempos antigos, fato comprovado pelas inscrições nos ossuários.
Na parábola, o ulceroso mendigo, Lázaro, foi colocado à porta do homem rico, desejando alimentar-se das coisas que caíam da suntuosa mesa do homem rico. Depois disso, Lázaro morreu e foi levado pelos anjos para a posição do seio de Abraão (um lugar comparável ao ocupado por uma pessoa, nos tempos antigos, quando se reclinava em frente de outrem, no mesmo divã, durante uma refeição). Abraão teve uma palestra com o homem rico, que também tinha morrido, fora sepultado e se achava no Hades, existindo em tormentos. Um “grande precipício”, que não podia ser atravessado, separava o homem rico de Abraão e Lázaro. A solicitação do homem rico, para que Abraão mandasse Lázaro aos cinco irmãos dele, para “que lhes dê um testemunho cabal”, na esperança de poupá-los dessa mesma experiência, foi rejeitada, à base de que eles tinham “Moisés e os Profetas”, e, se não estavam dispostos a ouvi-los, “tampouco serão persuadidos se alguém se levantar dentre os mortos”.
O contexto e a fraseologia dessa história mostram claramente que se trata duma parábola, e não duma história real. Não se está exaltando a pobreza nem condenando as riquezas, mas, ao invés, a fé, a conduta, as recompensas finais, e uma inversão da condição ou status espiritual dos representados por Lázaro e pelo homem rico, são evidentemente indicados. Terem os irmãos do homem rico rejeitado a Moisés e os profetas também mostra que a ilustração possuía um significado e um objetivo mais profundos do que o de contrastar a pobreza e a posse de riquezas.
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LealdadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEALDADE
O apego fiel a um soberano ou a um governo, ou a um líder, a uma causa, ou algo semelhante. Sugere o apego devotado, o sentimento de devoção a alguma coisa ou a alguém, o ser veraz a qualquer pessoa ou a quaisquer pessoas a quem se deva fidelidade.
Nas Escrituras Hebraicas, o adjetivo hhasídh é traduzido, de forma variada, pelas palavras portuguesas “leal”, “bondoso”, “santo” e outros termos similares. O substantivo hhésedh se refere à bondade (benignidade), porém contém mais do que a idéia de terna consideração ou bondade proveniente de amor, embora inclua tais características. É uma bondade que amorosamente se apega a um objeto até que se realize seu propósito em relação com tal objeto. Este é o tipo de bondade que Deus expressa para com Seus servos, e que eles expressam para com Ele. Por conseguinte, entra no campo da lealdade — uma lealdade justa, devotada e santa.
Nas Escrituras Gregas, o substantivo hosiótes, e o adjetivo hósios, transmitem a idéia de santidade, justiça, reverência, ser devotado, pio; a cuidadosa observância de todos os deveres para com Deus. Envolve um relacionamento correto para com Deus.
Parece não haver palavras, em português, que expressem com exatidão o pleno significado dos termos hebraicos e gregos, mas “lealdade” — que inclui a idéia de devoção e de fidelidade — quando usada em conexão com Deus e seu serviço, serve para dar uma boa idéia disso. O melhor modo de se determinar o pleno significado dos termos bíblicos em pauta é examinar o seu emprego na Bíblia.
A LEALDADE DE JEOVÁ
Jeová Deus, o Santíssimo, devotado à justiça como Ele é, e exercendo inquebrantável benevolência para com aqueles que o servem, lidando com justiça e veracidade até mesmo com seus inimigos, é eminentemente fidedigno. (Rev. 15:3, 4) A lealdade à justiça e à retidão, bem como o amor que sente pelo Seu povo, movem-no a executar seu julgamento. — Rev. 16:5; compare com Salmo 145:7.
Jeová é leal a seus pactos. (Deut. 7:9) Por causa de seu pacto com seu amigo, Abraão, ele exerceu longanimidade e misericórdia, durante séculos, para com a nação de Israel. (2 Reis 13:23; Jer. 3:12) Os que são leais a Ele podem confiar plenamente nele. (Sal. 37:27, 28) Davi, em oração, solicitou a ajuda de Deus, e disse: “Com alguém leal agirás com lealdade; com o que está sem defeito, o poderoso, procederás sem defeito.” — 2 Sam. 22:26.
Os que são leais a Jeová podem contar com Sua proximidade e Sua ajuda até o fim total de seu proceder fiel, e podem ficar inteiramente tranqüilos, sentindo plena segurança, sabendo que Ele se lembrará deles, não importa qual seja a situação. Ele guarda os caminhos deles. (Pro. 2:8) Ele guarda as suas almas ou vidas. — Sal. 97:10.
JESUS CRISTO
Jesus Cristo, quando estava na terra, foi grandemente fortalecido por saber que Deus tinha feito com que fosse predito, a respeito dele, que, como o principal servo “leal” de Deus,
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