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  • Quem é ministro de Deus?
    A Sentinela — 1981 | 15 de setembro
    • Quem é ministro de Deus?

      HÁ VÁRIOS anos, levantaram-se diversas objeções à aplicação do termo “ministro” a todos os cristãos dedicados e batizados. Estas objeções baseavam-se em diferenças de idioma, na maneira em que outros grupos religiosos e autoridades talvez encarassem a sua afirmação de serem ministros, e assim por diante. Todavia, tais objeções não parecem ser suficientemente fortes para invalidar a posição adotada pelo povo de Jeová durante a maior parte dos últimos 100 anos.

      “DIÁKONOS” — MINISTRO

      Na tradução em português das Escrituras Gregas Cristãs, o verbo “ministrar” e o substantivo “ministro” ocorrem muitas vezes. O substantivo grego traduzido assim é diákonos, que significa literalmente ‘através do pó’, como se aplicando a alguém que fica empoeirado por desincumbir-se de tarefas. Parece ser usado em três sentidos distintos, que examinaremos agora.

      Em primeiro lugar, o termo diákonos é usado para se referir a alguém que serve em sentido material, secular, e pode referir-se simplesmente ao serviço de criado. Lemos assim numa das parábolas de Jesus: “O rei disse então aos seus servos [diákonoi]: ‘Amarrai-lhe as mãos e os pés.’” (Mat. 22:13) A mesma palavra é traduzida por “ministro” em Romanos 13:4, onde se faz referência a governos seculares.

      Em certos contextos, esta palavra grega diákonos é usada num sentido oficial, especial e restrito, assim como em Filipenses 1:1, onde é aplicada a certas pessoas na congregação cristã, que ocupam um cargo designado, porque está relacionada com outros que ocupam o cargo de superintendente ou “bispo”. Lemos assim: “Paulo e Timóteo, escravos de Cristo Jesus, a todos os santos em união com Cristo Jesus, os quais estão em Filipos, junto com superintendentes e servos ministeriais [ou: “diáconos”, diákonoi].” O termo é também usado neste sentido especial em 1 Timóteo 3:8, 12, onde o apóstolo Paulo alista as qualificações de tais servos ministeriais ou “diáconos”.

      Finalmente, há outros casos em que estes escritores inspirados das Escrituras Gregas Cristãs parecem ter usado este termo em sentido mais amplo, também com peso maior do que apenas referir-se a um servo que cumpre com deveres seculares. Isto se dá quando é usado para se aplicar a qualquer pessoa dedicada que serve a Deus em assuntos sagrados ou espirituais, e neste caso algumas línguas o traduzem por uma palavra mais apropriada, a saber, “ministro”, que transmite a idéia dum serviço elevado ou piedoso. Neste sentido, o apóstolo Paulo, em Colossenses 1:23, chama a si mesmo de alguém que foi “feito ministro [diákonos]” ou que ‘se tornou ou foi constituído ministro’. (Veja A Bíblia de Jerusalém; Instituto Bíblico Brasileiro; Pontifício Instituto Bíblico; Matos Soares; Almeida, atualizada.) Paulo fala também sobre outros serem ministros, como no caso de Timóteo. — 1 Tim. 4:6, Almeida, IBB; PIB; Centro Bíblico Católico.

      “DIAKONIA” — MINISTÉRIO

      Intimamente relacionado com a palavra grega diákonos há o substantivo diakonia, que se refere a “serviço” ou “ministério”. Esta palavra grega é também usada tanto em sentido secular como em sentido religioso ou sagrado. É usada em sentido secular em Atos 6:1, onde lemos: “Ora, naqueles dias, aumentando os discípulos, surgiram resmungos da parte dos judeus que falavam grego contra os judeus que falavam hebraico, porque as suas viúvas estavam sendo passadas por alto na distribuição diária [“ministração”, nota na NM em inglês; “ministério”, Almeida, rev. e corr.].”

      Quando a palavra diakonia é usada em sentido religioso, alguns tradutores, em certas línguas, usam uma palavra especial para ela, não a vertendo por “distribuição” ou “serviço”, mas por “ministério”, referindo-se a um serviço elevado, piedoso. Assim, em tais idiomas, faz-se o apóstolo Paulo dizer a respeito de seu apostolado para com os gentios: “Glorifico o meu ministério.” (Rom. 11:13; Almeida; PIB; CBC)a Ele escreveu adicionalmente que era grato por Deus ‘o ter considerado fiel por designá-lo para um ministério’, um “serviço” piedoso, elevado. (1 Tim. 1:12, Tradução Interlinear do Reino, em inglês.) Paulo escreveu assim a Timóteo: “Tu, porém, mantém os teus sentidos em todas as coisas, sofre o mal, faze a obra dum evangelizador, efetua plenamente o teu ministério.” A evangelização ou pregação das “boas novas” por Timóteo não era um serviço secular. Era um serviço piedoso, elevado — um ministério — e o constituía ministro. No mesmo sentido, hoje, todos os que participam neste ministério evangelizador são deveras ministros. — 2 Tim. 4:5; Almeida; PIB; CBC; So.

      Foi assim que os escritores das Escrituras Gregas Cristãs, sob inspiração, usaram as palavras gregas diákonos, diakonia e outras similares, o que estabelece a norma para as Testemunhas de Jeová. Na realidade, as Testemunhas de Jeová não somente são uma organização religiosa no sentido comumente aceito do termo “congregação” ou “igreja”, mas constituem também uma associação para o treinamento e a preparação de homens, mulheres e jovens para serem ministros, “servos”, num sentido elevado ou piedoso, pregadores das boas novas do reino de Deus. Com este fim, tem um constante conjunto de cursos de estudo para a instrução de homens, mulheres e jovens no conhecimento vital da Bíblia, a fim de que possam ser cada vez mais eficientes como ministros de Deus. Estes cursos de estudo são realizados em cinco reuniões semanais, nas quais se provê uma exposição das doutrinas bíblicas, uma interpretação das profecias bíblicas, instrução em conduta cristã, e treinamento na pregação e no ensino das verdades bíblicas.

      ORDENAÇÃO DE MINISTROS

      Assim como se dá com todas as organizações religiosas, as Testemunhas de Jeová têm o privilégio e o direito de decidir quando seus estudantes atingem o ponto em que estão habilitados para ser ministros da Palavra de Deus, “servos” em sentido elevado e piedoso. Após um apropriado período de treinamento pessoal, são examinados por anciãos devidamente designados na sua congregação. Se os estudantes puderem apresentar evidência de ter um conhecimento adequado da Palavra de Deus e apreço de coração pela sua mensagem, e se tiverem dedicado incondicionalmente a Jeová, para fazer a vontade dele e para seguir os passos de Jesus Cristo, e se tiverem harmonizado sua vida com os requisitos e os princípios de Deus, serão admitidos ao batismo e serão assim ordenados como ministros. Há um válido precedente bíblico para tal procedimento. Porque foi só depois de Jesus se ter apresentado para o batismo que ele iniciou a sua carreira de ministro ungido de Deus, pregando as boas novas do reino de Deus. — Mar. 1:9-15.

      Mas, será que há um motivo válido para se considerar o batismo, a imersão completa em água, como cerimônia adequada de ordenação?b Talvez não segundo os costumes prevalecentes na cristandade, mas certamente o há dum ponto de vista bíblico, assim como se pode ver no que diz a Cyclopœdia of Biblical, Theological, and Ecclesiastical Literature de M’Clintock e Strong (1877), Vol. VII, página 411, sobre o assunto. Segundo ela, a ordenação é “a nomeação ou designação de alguém para um cargo ministerial, quer com cerimônias acompanhantes quer sem elas . . . Uma investigação bíblica deste assunto não pode deixar de impressionar a mente hábil com a grande significância do fato de que nem o Senhor Jesus Cristo, nem quaisquer de seus discípulos deram ordens específicas ou fizeram declarações com referência à ordenação”. Os ministros, hoje em dia, não precisam dum diploma ou dum certificado de ordenação, assim como tampouco o apóstolo Paulo necessitou. — 2 Cor. 3:1-3.

      O MINISTÉRIO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

      Como efetuam as Testemunhas de Jeová seu ministério? Algumas servem como anciãos designados, e, como tais, pregam e ensinam nas suas congregações da tribuna e nas aulas bíblicas congregacionais realizadas nos lares das Testemunhas. Todavia, o método mais extensivo e mais distintivo usado pelas Testemunhas no seu ministério é o empregado pelos apóstolos e pelos outros discípulos primitivos de Jesus, em obediência à ordem dele: “Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai nela quem é merecedor . . . Ao entrardes na casa, cumprimentai a família; e, se a casa for merecedora, venha sobre ela a paz que lhe desejais.” — Mat. 10:11-13.

      De maneira similar, o apóstolo Paulo distinguiu-se por pregar tanto às congregações como às pessoas nos seus lares. Conforme ele disse aos anciãos de Éfeso: “Bem sabeis como . . . não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas, eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus.” (Atos 20:18-21) Isto estabelece um bom precedente para os atuais ministros de Deus.

      Quanto ao hodierno ministério realizado de casa em casa com o uso de tratados religiosos, a Corte Suprema dos Estados Unidos, no caso de Murdock v. Commonwealth of Pennsylvania (1943) decidiu: “A distribuição manual de tratados religiosos é uma forma milenar de evangelismo missionário — tão antiga quanto a história das prensas gráficas. . .. Esta forma de atividade religiosa ocupa a mesma elevada condição sob a Primeira Emenda que a adoração nas igrejas e a pregação dos púlpitos.”

      Também na Corte de Apelação do Sétimo Circuito dos Estados Unidos, no caso de Ransom v. United States (1955), este tribunal declarou que não se podia “fazer validamente uma distinção . . . entre os ministros das Testemunhas de Jeová que pregam de porta em porta e nas esquinas das ruas, como sua vocação, e os ministros de crenças mais convencionais, que pregam dos púlpitos, ensinam em escolas paroquiais ou se empenham em diversas outras atividades religiosas para as suas igrejas”.

      Lançaria o fato de estes ministros não devotarem todo o seu tempo ao ministério um reflexo desfavorável sobre a sua afirmação de serem ministros, significando que não estão habilitados como tais? De modo algum, porque até mesmo o apóstolo Paulo se empenhava em atividades seculares para sustentar a si mesmo e os com ele. (Atos 18:3, 4; 20:33, 34) Esta posição foi apoiada pela seguinte decisão da Corte de Apelação do Quinto Circuito dos Estados Unidos no caso de Wiggins v. United States (1958): “Os ministros das Testemunhas de Jeová não têm outra escolha senão empenhar-se em empreendimentos seculares para obter fundos para tornar o ministério sua vocação. . . . A prova . . . é . . . se ele, como vocação, de modo regular e não apenas ocasionalmente, ensina e prega os princípios de sua religião.”

      Portanto, quem é ministro de Deus? São os cristãos dedicados e batizados que tomam por objetivo principal na vida o serviço prestado a Deus e ao próximo! (Mar. 12:28-31) Queira examinar os três artigos que seguem.

  • Mulheres — podem elas ser “ministras”?
    A Sentinela — 1981 | 15 de setembro
    • Mulheres — podem elas ser “ministras”?

      HOJE em dia são cada vez mais as mulheres que ocupam os púlpitos protestantes. Em certa igreja, algumas mulheres compartilham o púlpito com o marido. Muitas freiras agitaram a opinião pública para que a Igreja Católica permitisse que mulheres também fossem ordenadas para o cargo de clérigo ou de sacerdote, mas, até o momento, o papa negou-se a aceder aos seus desejos.

      Não importa o que a sabedoria humana possa ditar neste assunto ou quais as nossas próprias inclinações ou preferências, a ‘sabedoria de cima’, conforme expressa na Palavra de Deus, é o fator determinante no que se refere a todos os seguidores sinceros de Jesus Cristo. — Tia. 3:15-17

      A Palavra de Deus mostra que Jesus Cristo estabeleceu o precedente por designar apenas homens para serem os 12 apóstolos e os 70 evangelistas (Mat. 10:1-4; Luc. 10:1) Em harmonia com este precedente, verificamos que o apóstolo Paulo limitou a designação de anciãos congregacionais (e de servos ministeriais) a homens. (1 Tim. 3:1-13; Tito 1:5-9) Além disso, lembrou a Timóteo: “Não permito que a mulher ensine ou exerça autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio.” — 1 Tim. 2:12.

      Todavia, à base de outros textos, torna-se evidente que esta restrição aplica-se apenas dentro da congregação. Que as mulheres podem ser pregadores, proclamadoras e ministras das “boas novas” fora das reuniões congregacionais pode ser visto na profecia de Joel 2:28, 29, a qual, segundo mostrou o apóstolo Pedro, teve cumprimento no dia de Pentecostes, dizendo ele: “‘Nos últimos dias’, diz Deus, ‘derramarei do meu espírito sobre toda sorte de carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão . . . e até mesmo sobre os meus escravos e sobre as minhas escravas derramarei naqueles dias do meu espírito, e eles profetizarão’.” Sim, em Pentecostes, o espírito santo veio tanto sobre homens como sobre mulheres. — Atos 1:14, 15; 2:1-4, 17, 18.

      Aqui também é pertinente o texto de Isaías 61:6, que reza em parte: “Quanto a vós, sereis chamados de sacerdotes de Jeová; dir-se-á que sois ministros de nosso Deus.” Esta profecia teve seu cumprimento inicial quando os exilados judaicos, como grupo nacional, composto, retornaram da antiga Babilônia. Todavia, conforme se pode ver dos fatos físicos e em harmonia com Romanos 15:4, essas palavras têm cumprimento moderno nos israelitas espirituais. (Gál 6:16)a Estes estavam em cativeiro espiritual em “Babilônia, a Grande”, durante a Primeira Guerra Mundial, e foram libertos pouco depois, quando ocorreu a queda simbólica deste império mundial da religião falsa.

      Visto que esta profecia sobre o restabelecimento tem cumprimento nos tempos modernos, quem está incluído na expressão “ministros” ou “servos” em sentido elevado ou sagrado? Limita-se ela aos anciãos e servos ministeriais, ou “diáconos”, na congregação? Parece que não. Lá naquele tempo, esta profecia aplicava-se a todos os judeus que retornaram de Babilônia, como grupo nacional, composto. Do mesmo modo hoje, essa profecia pode ser aplicada a todo o Israel espiritual que saiu da Babilônia moderna, tanto homens como mulheres, idosos e jovens — sim, sem consideração de idade ou sexo, desde que, naturalmente, ‘ministrem’.

      Significa isso que o termo “ministros” se limita agora aos do restante ungido, espiritual? Não, porque esta expressão pode ser aplicada também à “grande multidão” de “outras ovelhas”, que hoje ajuda ao restante. Isto pode ser visto na maneira em que muitos outros textos se aplicam a estas “outras ovelhas”. — João 10:16; Rev. 7:9.

      Por exemplo, Isaías 43:10-12 aplicou-se primeiro aos israelitas naturais, que Jeová Deus libertou do Egito e tornou suas testemunhas. Atualmente, este texto aplica-se aos israelitas espirituais, que Jeová libertou da organização de Satanás, tornando-os Testemunhas de Jeová. A prova de que este termo não pode ser limitado aos do restante ungido do Israel espiritual pode ser visto no fato de que hoje há mais de dois milhões de adoradores de Jeová, que têm esperança terrestre e que deveras dão testemunho de seu Deus, Jeová.

      MINISTRAS

      Sim, todos os cristãos dedicados e batizados, sem consideração de sexo ou idade, podem ser proclamadores, pregadores, ministros ou “servos” em sentido elevado ou sagrado — desde que forneçam evidência disso pela sua conduta e pelo seu testemunho. Assim, o apóstolo Paulo escreveu em Romanos 16:1: “Recomendo-vos Febe, nossa irmã, que é ministro da congregação que está em Cencréia, a fim de que a acolhais no Senhor dum modo digno dos santos, e para que a auxilieis em qualquer assunto em que possa necessitar de vós, pois ela mesma também se mostrou defensora de muitos, sim, de mim mesmo.” É evidente que Paulo se refere a algo mais do que apenas a serviço físico. Refere-se a algo que tem que ver com a palavra falada, ao ministério cristão. No entanto, ela não havia sido designada para ser serva ministerial, visto que Jeová Deus não fizera nenhuma provisão por meio de Paulo para haver mulheres em tal cargo.

      Novamente, escrevendo à congregação cristã em Filipos, Paulo fez referência a Evódia e a Síntique como “mulheres, que se esforçaram lado a lado comigo nas boas novas [evidentemente pregando e ensinando as boas novas do reino de Deus], em companhia de Clemente bem como dos demais colaboradores meus, cujos nomes estão no livro da vida”. — Fil. 4:2, 3.

      Tampouco se deve desperceber Priscila, esposa de Áquila. Ela é mencionada repetidas vezes, na maioria até mesmo à frente de seu marido. (Atos 18:2, 18, 26; Rom 16:3; 1 Cor 16:19; 2 Tim. 4:19) Quando o eloqüente Apolo chegou a Éfeso e se tornou evidente que precisava de instrução adicional, ‘Priscila e Áquila levaram-no para o seu lar e ambos expuseram-lhe mais corretamente a palavra de Deus’. — Atos 18:26, Tradução Interlinear do Reino, em inglês.

      Diversos tribunais nos Estados Unidos reconheceram mulheres das Testemunhas de Jeová, empenhadas na evangelização de porta em porta, como ministras. Por exemplo, a Corte Suprema de Vermont (E.U.A.), em Vermont v. Greaves (1941), declarou que Elva Greaves “é ministra ordenada duma seita ou classe conhecida e designada como ‘Testemunhas de Jeová’”.

      MINISTROS JOVENS

      O mesmo princípio pode ser aplicado a cristãos jovens. Embora em nenhum sentido da palavra possam servir como servos designados na congregação, sua idade não constitui impedimento para serem pregadores e proclamadores das “boas novas”, ministros de Deus. Jesus, à idade de 12 anos, mostrou ser capaz de ‘ministrar’ a Palavra de Deus. (Luc. 2:46-50) Samuel tornou-se “ministro de Jeová” quando era apenas “rapazinho” (1 Sam 2:11, NM; também American Standard Version; The Jerusalem Bible; Rotherham.) E assim, nos tempos modernos, alguns no começo da adolescência e até mesmo mais jovens ainda, depois de se terem dedicado a Jeová e terem sido batizados, provam pela sua atividade de pregação das boas novas do reino de Deus em toda oportunidade, e também pela sua conduta, que de fato são ministros de Deus. — 2 Tim. 2:22; Ecl. 12:1.

      “SERVIÇO SAGRADO”

      Jesus fixou a regra de que as afirmações dum homem precisam ser medidas pelas suas obras. Ele declarou: “As próprias obras que eu faço, dão testemunho de mim de que o Pai me mandou.” (João 5:36) No mesmo sentido, esses ministros (ou “servos” em sentido elevado) enviados por Deus, homens ou mulheres, jovens ou idosos, devem ser reconhecidos pelo seu serviço nos interesses do Reino, seu “serviço sagrado” a seu Deus, Jeová. — Mat. 4:10; Rom. 12:1, 2.

      De modo que hoje, entre as Testemunhas de Jeová, qualquer pessoa que depois de receber instrução adequada na Palavra de Deus tiver sido batizada em símbolo de ter dedicado sua vida a Deus e que depois empreende seriamente o serviço prestado a Jeová Deus em dar testemunho do nome e do reino dele, é realmente ministro no conceito de Deus. (João 12:26) No entanto, desejarem sempre apresentar-se como “ministro” ao fazer visitas de casa em casa dependerá das circunstâncias, inclusive da atitude local para com o termo “ministro”. De qualquer modo, a atual ‘grande multidão de todas as nações’ é descrita em Revelação 7:9-17 como ‘prestando a Deus serviço sagrado, dia e noite, no seu templo’. Todos são ministros de Deus — seus servos em sentido sagrado e elevado.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja A Sentinela de 1.º de janeiro de 1979, pp. 16-29.

      [Foto na página 18]

      Em Pentecostes, o espírito santo comissionou homens e mulheres para serem ministros de nosso Deus, Jeová.

      [Foto na página 19]

      Jovens podem servir como ‘ministros de Deus’, pregando as “boas novas” e levando consolo espiritual a outros.

  • A glorificação do ministério
    A Sentinela — 1981 | 15 de setembro
    • A glorificação do ministério

      “Glorifico o meu ministério.” — Rom. 11:13.

      1, 2. De acordo com Zacarias 13:4-6, em vez de glorificarem o seu ministério, o que tentarão fazer os ministros da religião falsa num certo tempo futuro?

      APROXIMA-SE o tempo em que os ministros de qualquer religião falsa ficarão envergonhados. Procurarão ocultar a sua ocupação. Isto é o que é indicado pela profecia bíblica. Chamando-os de “profetas” ou visionários, Zacarias 13:4-6 diz:

      2 “E naquele dia terá de acontecer que os profetas ficarão envergonhados, cada um da sua visão ao profetizar; e não usarão um manto oficial de pêlo com o fim de enganar. E ele certamente dirá: ‘Não sou profeta. Sou homem que lavra o solo, porque foi um homem terreno que me adquiriu desde a minha mocidade.’ E terá de dizer-se-lhe: ‘Que feridas são essas na tua pessoa entre as tuas mãos?’ E ele terá de dizer: ‘São de eu ter sido golpeado na casa dos que me amavam intensamente.’”

      3. Até que ponto serão estas feridas infligidas aos clérigos da cristandade?

      3 Os anteriores amantes dos clérigos religiosos voltar-se-ão finalmente contra eles e os golpearão, ferindo-os até mesmo moralmente ou a ponto de estes desistirem de sua profissão religiosa e mudarem de tipo de vestimenta. No último livro da Bíblia, Revelação, retrata-se com forte linguagem figurada esta virada das autoridades do mundo contra os que têm uma profissão religiosa. O capítulo 17 de Rev. apresenta o inteiro império mundial da religião falsa, que deriva da antiga Babilônia, como sendo uma meretriz internacional chamada Babilônia, a Grande.

      4, 5. (a) Em Revelação, capítulo 7, como é simbolizado o império mundial da religião falsa? (b) Finalmente, com a permissão de Deus, o que farão os 10 chifres simbólicos e também a própria fera cor de escarlate com aquela que monta nela?

      4 Figurativamente, ela está sentada numa fera cor de escarlate, que tem sete cabeças e dez chifres nestas cabeças. A fera desce a um abismo, desaparece, e surge novamente, assim como se deu com a Liga das Nações e suas sucessoras, as Nações Unidas. Babilônia, a Grande, montou novamente nesta reaparecida “fera” política, internacional, em 1945 E.C. Desde então, Babilônia, a Grande, já monta esta “fera” de cor régia por cerca de 36 anos. Já deve estar agora próximo o tempo em que, para o choque dos religionários, a fera simbólica se voltará contra a “mulher” libertina que dominou a política durante a existência de sete potências mundiais sucessivas. O que acontecerá então? Revelação 17:15-18 retrata isso para nós, dizendo:

      5 “As águas que viste, onde a meretriz está sentada, significam povos, e multidões, e nações, e línguas. E os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo. Porque Deus pôs nos seus corações executarem o pensamento dele, sim, executarem um só pensamento deles por darem o seu reino à fera [a oitava potência mundial], até que se tenham efetuado as palavras de Deus. E a mulher que viste significa a grande cidade [a hodierna Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa] que tem um reino sobre os reis da terra.” — Veja Revelação 18:21-24.

      6. Até que ponto ficará a religião afetada pela destruição de Babilônia, a Grande, e qual é o motivo disso?

      6 Significará a iminente destruição de Babilônia, a Grande, que inclui a cristandade, a eliminação de toda religião da face da terra? Não enquanto existir o único Deus vivente e verdadeiro! Os adoradores dele, que não fazem parte da cristandade, nem do restante de Babilônia, a Grande, sobreviverão ao ataque mundial contra toda religião. Terão a proteção de Deus, Jeová, e de seu reinante “Senhor dos senhores e Rei dos reis”, Jesus Cristo. Depois presenciarão a destruição dos governantes ateus e irreligiosos que então dominarem a terra inteira. A “forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai” nunca perecerá na terra, que é o “escabelo” dele. — Rev. 17:12-14; Tia. 1:27; Isa. 66:1.

      NÃO SÃO MINISTROS DE GOVERNOS POLÍTICOS

      7. Na guerra no Har-Magedon, o que acontecerá aos “ministros” oficiantes dos governos políticos enfileirados contra Jeová?

      7 Na decisão da “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, os “ministros” oficiantes dos estados políticos, enfileirados ali contra Deus, o Todo-poderoso, serão destruídos junto com os governos terrestres. (Rev. 16:13-16; 19:11-21) Os “ministros” apolíticos do vitorioso Deus Todo-poderoso, Jeová, serão preservados por ele durante esta guerra de todas as guerras, com que findará o atual sistema de governos terrestres. Quão grande será esta recompensa por terem sido fiéis a ele no seu ministério cristão! Em muitos países, comunistas e não-comunistas, talvez se objete a serem chamados de “ministros”. Em tais países, o termo “ministro” talvez seja reservado estritamente a altas autoridades do Estado. Todavia, nos Estados Unidos da América, país de língua inglesa, os membros do gabinete do presidente são chamados de secretários, tais como o secretário de estado, o secretário do interior, e assim por diante, e o procurador geral. Todavia, eles não sobreviverão.

      8. Na Grécia moderna, como são chamados os membros do gabinete do presidente, e para quem se reserva ali a palavra “diácono”?

      8 Na Bíblia Sagrada, nas suas Escrituras Gregas Cristãs, o termo “ministro” traduz a palavra grega diákonos, palavra que é entendida como significando literalmente “através do pó”, como no caso de alguém enviado ou convocado. Todavia, na Grécia moderna, o presidente é chamado de próedros, significando “aquele sentado diante ou na frente de”. Os membros de seu gabinete não são chamados pela palavra grega diákonos (“ministro”), mas têm o título de hypourgós, significando literalmente “subtrabalhador”. Esta palavra ocorre na Versão dos Setenta grega das Escrituras Hebraicas, segundo os manuscritos Sinaítico e Vaticano N.º 1209. Josué 1:1 reza ali: “Aconteceu então, após a morte de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué, filho de Num, ministro [hypourgós] de Moisés.” (The Jewish Publication Society of America e Bagster’s) A tradução, em inglês, de Charles Thomson chama Josué de “lugar-tenente de Moisés”. De maneira similar, na República da Grécia, o presidente (próedros) tem seus lugar-tenentes, assistentes ou subtrabalhadores (hypourgós), e ele deixa o serviço de diákonos ou “diáconos” para as organizações religiosas do país.

      9. Apesar do uso político do termo, existem biblicamente “ministros” de Deus? O que disse sobre isso a revista Torre de Vigia em 1882?

      9 Admite-se que hoje alguns países usam e aplicam o termo “ministro” apenas em sentido político. Mas, isto não significa que, do ponto de vista da Bíblia, nas suas línguas originais, alguém que se dedicou inteiramente a Deus e que se devota a fazer a vontade de Jeová Deus não deva ser chamado de “ministro” ou diákonos de Jeová Deus, em imitação de Jesus Cristo. Há quase um século, no número mensal de junho de 1882 (página 7) a revista Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo (em inglês) disse a respeito dos ministros religiosos:

      Os discípulos foram enviados para pregar, ensinar e batizar. E embora creiamos que cada membro consagrado do corpo de Cristo seja ministro em certo sentido e que todos são “ungidos para pregar as boas novas”, todavia há diversos membros adaptados a partes diferentes do trabalho, assim como há membros e funções diferentes no corpo humano, que é biblicamente usado para ilustrar o corpo de Cristo — a igreja.

      10. O que disse o número de 1.º de janeiro de 1892, desta revista, sobre os publicadores de tempo integral conhecidos como colportores à luz do que a igreja nominal da cristandade alega quanto aos ministros de Deus?

      10 No seu número posterior de 1.º de janeiro de 1892 (página 9, em inglês) a revista Torre de Vigia (em português, hoje, A Sentinela) disse sob o cabeçalho “Vistas Desde a Torre” o seguinte:

      Poucos são os que conhecem estes colportores como os verdadeiros representantes do Senhor, ou reconhecem a dignidade que o Senhor vê na humildade e na abnegação deles. Missionários? Não, diz o mundo e a igreja nominal, os nossos é que são os missionários, que vão a países estrangeiros. Sim, diz o Senhor, estes são os meus missionários, incumbidos duma grandiosa missão — . . .

      Ministros? Não, diz o mundo e a igreja nominal, apenas os nossos, que usam veste “clerical” e pregam de nossos púlpitos é que são ministros de Deus. Sim, diz o Senhor, são meus servos (ministros) porque me servem, distribuindo a verdade atual aos da minha família. Eu é que enviei a mensagem que levam. Quem os despreza despreza a mim, e quem receber o selo na testa, que enviou por meio deles, conhecerá a doutrina, que ela procede de mim. “Minhas ovelhas conhecem a minha voz.”

      (Veja também o número de 1.º de fevereiro de 1899, parágrafos 6 e 7, sob o título “É a Verdade Atual Desarrazoada?”.)

      11. De que língua se derivam as palavras “ministro” e “ministério”, e como se define seu significado?

      11 Mas, será que a revista Torre de Vigia foi pretensiosa ou presunçosa ao dizer que todo discípulo consagrado ou dedicado e batizado de Jesus Cristo é “ministro”? De modo algum! As palavras portuguesas “ministro” e “ministério”, bem como as correspondentes em inglês, italiano, espanhol e francês derivam das antigas palavras latinas minister e ministerium palavras encontradas na Versão Vulgata latina da Bíblia. Minister é definido do seguinte modo: “Assistente, copeiro, servo, também assistente ou ajudante de sacerdote; igualmente oficial inferior, suboficial.” Ministerium é definido como “o cargo ou as funções de ministro, assistência, serviço, ministério, em sentido bom ou mau; cargo, ocupação, trabalho, tarefa, emprego, administração, etc.”. — A New Latin Dictionary, de Lewis e Short, página 1146.

      12. Quão amplamente se usa mesmo hoje a versão da Bíblia primeiro citada por esta revista e por outras publicações da Torre de Vigia, e considera-se a política neste assunto do ministério?

      12 De modo que as palavras “ministro” e “ministério” devem ter um sentido amplo. Temos de lembrar-nos de que, desde o início, a revista Torre de Vigia e publicações associadas (em inglês) usaram como tradução bíblica fundamental a Versão Autorizada ou Versão Rei Jaime de 1611 E.C. Até hoje, esta versão reconhecida é usada em toda a Grã-Bretanha e na Comunidade de Nações, bem como nos Estados Unidos da América. De modo que, nas citações desta tradução bíblica de uso comum, as palavras-chaves “ministro” e “ministério” são usadas no sentido que lhes é dado nas Escrituras Gregas Cristãs (O Novo Testamento), não no sentido político moderno. Não estamos tratando de política.

      AS MAIS RECENTES TRADUÇÕES PREFERIDAS DESSAS PALAVRAS

      13. Como vertem a maioria dos tradutores da Bíblia a palavra controvertida diakonia, e o que fará o povo dedicado de Deus quanto às obrigações resultantes disso?

      13 Existem muitas traduções modernas das Escrituras Gregas Cristãs (O Novo Testamento). Como é que a maioria destas traduções modernas prefere verter a controvertida palavra grega diakonia para os seus leitores? Pela palavra “ministério”, com toda a dignidade que a Bíblia Sagrada lhe atribui. As dedicadas e batizadas Testemunhas de Jeová enquadram-se corretamente no significado bíblico quando aplicam a sua designada atividade cristã a palavra apropriada de “ministério”. Então, o que farão estes “ministros” com o seu “ministério”? Viverão à altura dele e de suas obrigações, ou renunciarão a ele por causa das objeções ou das pressões opositoras? Sabemos à base da profecia bíblica revelada o que as autoridades políticas alheadas farão aos ministros, bispos, diáconos, sacerdotes e patriarcas da Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Não devemos fechar os olhos ao que há de vir.

      14. O que indica a linguagem simbólica de Revelação capítulo 17, quanto ao que acontecerá a Babilônia, a Grande, durante a “grande tribulação”?

      14 Conforme indicado na linguagem simbólica de Revelação, os poderes políticos, seculares, cessarão suas ligações entre Igreja e Estado. Romperão as relações íntimas com a prostituta religiosa, internacional. Eles a tirarão de suas costas, despojando-a das suas reivindicações de realeza com o seu escarlate e púrpura, despojando-a de seu ouro, de suas pérolas e pedras preciosas com que se exibiu ostentosamente. Arrancarão da mão dela o “copo de ouro” cheio de todas as coisas impuras e repugnantes, o cálice de que ela fez todos os povos beber para estonteá-los como se estivessem embriagados. Converterão os suntuosos edifícios religiosos dela em locais para uso comum, secular, ou até mesmo os incendiarão, depois de despojá-los das riquezas mal adquiridas. Ai! do dia de ajuste de contas com Babilônia, a Grande, durante a “grande tribulação”! — Rev. 17:1-18; 7:14.

      15. O que se verão obrigados a fazer então as testemunhas cristãs de Jeová?

      15 O que significará este proceder futuro dos poderes políticos do mundo para as testemunhas cristãs de Jeová? O seguinte: seu ministério a favor dos interesses do reino de Deus será rejeitado. Não pregarão mais “o ano de boa vontade da parte de Jeová”. Mesmo depois do despojamento de Babilônia, a Grande, terão de continuar sem vacilação com a proclamação do “dia de vingança da parte de nosso Deus”. — Isa. 61:1, 2; 59:17, 18.

      16. Como imitarão as Testemunhas de Jeová o apóstolo Paulo no que ele disse em Romanos 11:13, segundo muitas traduções?

      16 Até aquele tempo, o que farão as Testemunhas de Jeová com o seu “ministério”? Tendo bem em mente o que virá, segundo a profecia bíblica, decidirão sabiamente fazer o que o apóstolo Paulo fez como bom exemplo. Como legado internacional da parte de Jeová Deus, em Romanos 11:13, o apóstolo Paulo descreveu o que fez a respeito disso, segundo diversas traduções modernas de suas palavras: “Porque falo a vós, as nações, visto que sou apóstolo das nações; glorifico o meu ministério.” (The International Hebrew/Greek English Bible; Novo Testamento Hebraico-Português; Almeida; Versão Brasileira; Imprensa Bíblica Brasileira) “Honro o meu ministério.” (Pontifício Instituto Bíblico; A Bíblia de Jerusalém; Liga de Estudos Bíblicos; Mateus Hoepers; Missionários Capuchinhos; Figueiredo) “Procuro honrar o meu ministério.” (Centro Bíblico Católico) “Hei de fazer honra ao meu ministério.” (Huberto Rohden) “Orgulho-me do meu ministério.” (Weymouth.) “Ilustro o meu ministério.” (Sociedade Bíblica Trinitariana, ed. 1948) “Considero importante o meu cargo.” (The Bible in Living English) “Dou muita ênfase ao meu cargo.” (Moffatt) “Magnifico o meu cargo.” (Authorized Version) A tradução alemã da Bíblia por Lutero reza: “Prezarei o meu cargo [Amt, em alemão].” William Tyndale o verteu em inglês: “Magnificarei o meu cargo.”

      17. Embora fosse um trabalhador a favor dos gentios pagãos, disse Paulo, o judeu, que ele o rebaixava ao nível de um mero serviço corriqueiro?

      17 Nota-se nas versões mencionadas acima que a diakonia de Paulo não é rebaixada ao nível dum mero “serviço”. Paulo usou relacionado com o seu “ministério” a palavra grega doxazo, cuja raiz é o termo grego doxa, significando “glória”. A diakonia de Paulo certamente não era nada de que se envergonhar. Conforme A Bíblia na Linguagem de Hoje verte Romanos 11:13: “Agora estou falando a vocês que não são judeus. Já que sou apóstolo para os não-judeus, tenho orgulho do meu trabalho.” A Bíblia de Jerusalém, na edição em inglês, reza: “Deixai-me dizer-vos o seguinte, pagãos: Fui enviado aos pagãos como apóstolo deles e orgulho-me de ter sido enviado.”a

      18. À luz do que os 12 apóstolos de Jesus Cristo eram em sentido natural, por que não devem as Testemunhas de Jeová ser menosprezadas pelos clérigos de títulos altissonantes, que se formaram em seminários?

      18 Naturalmente, o “ministério” cristão não é nada de que alguém deva ufanar-se. Antes, devemos sentir-nos muito humildes por Deus ter assim favorecido seus adoradores dedicados e batizados, concedendo-lhes tal ministério sob o já reinante Rei, Jesus Cristo. Os clérigos da cristandade, formados nos seminários teológicos dela, são chamados de Reverendo, Mui Reverendo, Reverendíssimo, Eminência, e de muitos outros títulos altissonantes, e por isso talvez menosprezem as testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová. Por outro lado, quatro dos apóstolos de Jesus eram pescadores, um era cobrador de impostos, e dos outros sete não se fala como tendo cursado as escolas rabínicas do primeiro século. No entanto, recebem uma menção gloriosa no último livro da Bíblia, onde se declara que seus nomes estão inscritos nas 12 pedras de alicerce da Nova Jerusalém. — Rev. 21:14.

      19. Será que as testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová são ministros de algum governo? E quão duradouro será o seu ministério?

      19 Quanto a serem ministros dum governo, ora, estas testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová são ministros do maior governo que já existiu e existirá. Não, não são nada parecidos aos membros do gabinete de algum governo constituído pelos homens, tais como um império, um reino ou uma democracia, mas são ministros do Soberano do Universo, o Criador do céu e da terra. Em cumprimento de Mateus 24:14, são os proclamadores designados do reino messiânico do já reinante Rei Jesus Cristo. Seu ministério não terminará no fim catastrófico do velho sistema de coisas, durante a iminente “grande tribulação”.

      20. Nas suas admoestações em Colossenses 4:17 e; 2 Timóteo 4:5, referiu-se Paulo ao serviço comum e corriqueiro prestado pelos homens em geral?

      20 O apóstolo Paulo dificilmente teria pensado nos serviços comuns e corriqueiros prestados pelos homens do mundo em geral quando escreveu ao seu concristão de nome Arquipo: “Persiste em vigiar o ministério que aceitaste no Senhor, para que o cumpras.” (Col. 4:17) Durante o seu encarceramento final, Paulo escreveu a Timóteo, seu companheiro missionário: “Faze a obra [érgon, em grego] dum evangelizador, efetua plenamente o teu ministério.” (2 Tim. 4:5) Estas instruções inspiradas a ministros fiéis da primitiva congregação cristã são admoestações excelentes para todas as testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová, hoje em dia, aplicarem a si mesmas neste “tempo do fim” do condenado velho sistema de coisas, para a glória eterna de Deus. — Dan. 12:4.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Já em 383 E.C., ano em que Eusébio Jerônimo iniciou a sua Versão Vulgata latina das Escrituras Sagradas à base das línguas originais, ele popularizou termos ministeriais entre os cristãos que falavam e liam o latim por usar o substantivo latino minister a partir de Mateus 20:26; o substantivo latino ministerium (“ministério”) a partir de Lucas 10:40; e o verbo latino ministrare (“ministrar”) a partir de Mateus 4:11.

      O latim costumava ser a língua diplomática internacional do mundo ocidental. Em 1378, ano do “Grande Cisma do Ocidente”, envolvendo o papado, João Wycliffe publicou sua tradução do Novo Testamento (as Escrituras Gregas Cristãs) em inglês. “Wycliffe traduziu diretamente da Vulgata latina, não se considerando competente para usar os originais hebraico e grego como base. Sua versão é bastante literal e simples, mas rígida e latinizada: contudo, menos do que muitos outros escritos de Wycliffe.” (Cyclopœdia de M’Clintock e Strong, Volume X, página 1043, coluna 1, sob “Wycliffe”.) De modo que lá no século 14 Wycliffe usava a palavra “ministro”. Sem dúvida, William Tyndale “usou-a em larga escala na sua tradução das línguas originais”. Em Romanos 13:4, a tradução de Wycliffe reza: “Ele é ministro de Deus.” Em Romanos 11:13: “Honrarei o meu ministério.” — Oxford — At the Clarendon Press.

      [Destaque na página 22]

      “O espírito do Soberano Senhor Jeová está sobre mim, . . . para proclamar o ano de boa vontade da parte de Jeová e o dia de vingança da parte de nosso Deus.” — Isa. 61:1, 2.

      [Destaque na página 23]

      “Estranhos estarão realmente de pé e pastorearão os rebanhos, . . . e quanto a vós . . . sacerdotes de Jeová . . . dir-se-á que sois ministros de nosso Deus.” — Isa. 61:5, 6.

  • Ministros trabalhadores
    A Sentinela — 1981 | 15 de setembro
    • Ministros trabalhadores

      1. Na tradução de Romanos 13:1-6 por Tyndale, como são chamadas as autoridades dos governos políticos com relação ao Deus dos cristãos?

      WILLIAM TYNDALE, na sua tradução de 1526 E.C. do grego original para o inglês vernáculo dos seus dias, escreveu a respeito dos “poderes mais elevados” ou as “autoridades superiores” deste mundo: “Pois ele é ministro de deus, para o teu bem. Mas e se tu fizeres o mal, então teme. porque não leva a espada por nada. porque ele é ministro de deus, para tomar vingança daqueles que fazem o mal. Por isso tendes de obedecer, não apenas por temor da vingança: mas também por causa da consciência. Mesmo por esta causa pagais tributo. Porque eles são ministros de deus, servindo para o mesmo propósito.” — Rom 13:1-6. Dabney.

      2. (a) Será que serem as autoridades dos governos seculares chamadas “ministros” baseia-se na tradução de Tyndale, de 1526? (b) Será que usarem este termo nega a Paulo e a seus concristãos, que não fazem parte do mundo, o direito de se chamarem ministros?

      2 Não há motivo para crer que dar títulos a certas autoridades de Estado nos diversos governos políticos, tais como “primeiro-ministro” ou “ministro” disso ou daquilo, se baseie nas palavras acima citadas do apóstolo Paulo. Mesmo assim, há uma vasta diferença entre o ministério secular de tais políticos, chamados ‘ministros de Deus’, e o “ministério” religioso do apóstolo Paulo e o de seus concristãos, que não fazem parte deste mundo. Seus campos de atuação são diferentes um do outro. O uso do termo “ministro” em sentido governamental, pelos políticos do mundo, não priva Paulo e seus concristãos de serem chamados “ministros” em sentido religioso, segundo os idiomas envolvidos.

      3. São as atuais Testemunhas de Jeová, que pregam de casa em casa assim como Tíquico e Timóteo, cada uma “ministro de Deus nas boas novas acerca do Cristo”?

      3 Em Efésios 6:21, quando o apóstolo Paulo chamou Tíquico de “amado irmão e ministro fiel no Senhor”, ele não classificou Tíquico junto com os clérigos da cristandade. (Veja também Colossenses 1:7; 4:7.) Paulo chamou também Timóteo de “nosso irmão e ministro de Deus nas boas novas acerca do Cristo”. (1 Tes. 3:2) As atuais testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová, que pregam “estas boas novas do reino” de casa em casa, certamente são “ministro[s] de Deus nas boas novas acerca do Cristo”. — Mat. 24:14; Mar. 13:10.

      4. O que indicam as Escrituras quanto a se a congregação cristã como um todo e os membros individuais dela tem um ministério?

      4 No entanto, que dizer da congregação de cristãos batizados como um todo? O glorificado Filho de Deus, Jesus Cristo, disse à congregação de Tiatira, na Ásia Menor: “Conheço as tuas ações, e teu amor, e fé, e ministério.” (Rev. 2:18, 19) Paulo escreveu à congregação de Corinto, na Acaia, na Grécia: “Há variedades de ministérios, contudo há o mesmo Senhor.” (1 Cor. 12:5) Em harmonia com este fato, a partir de Pentecostes de 33 E.C., o glorificado Jesus Cristo concedeu à sua congregação na terra dádivas em forma de homens, tais como apóstolos, profetas, evangelizadores, pastores e instrutores. Para que fim? “Visando o reajustamento dos santos para a obra ministerial [literalmente: obra do ministério], para a edificação do corpo do Cristo.” (Efé. 4:7-12) Finalmente, o apóstolo Paulo escreveu a todos os membros da congregação hebraico-cristã em Jerusalém: “Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome, por terdes ministrado aos santos e por continuardes a ministrar.” (Heb. 6:10) De maneira que todos realizavam um ministério aprovado por Jeová Deus.

      COM RESPEITO AO TRABALHO SECULAR

      5. (a) Contrário ao estilo dos ministros profissionais da cristandade, podem os que são ministros segundo a regra bíblica ser trabalhadores seculares parte do tempo? (b) Quando surgiu o termo “ministro” nas traduções da Bíblia?

      5 Ser alguém biblicamente ministro como parte da congregação dedicada e batizada de Testemunhas de Jeová não significa uma vida de luxo e de ócio. Os arranjos para o sustento dos ministros profissionais dos sistemas religiosos da cristandade podem induzir muitos a pensar assim. Mas segundo a Bíblia inspirada, não deve ser assim. No entanto, os que são “ministros” segundo o significado bíblico da palavra podem trabalhar parte do tempo num emprego secular. Ora, até mesmo Jesus Cristo foi carpinteiro em Nazaré até a idade de 30 anos! Depois disso devotou todo o seu tempo ao ministério para o qual havia sido ungido com o espírito de Deus. Não sabemos se ele falava o latim e usava seu termo “ministro”. Mas quando as Escrituras Hebraico-Gregas foram traduzidas para o latim do Império Romano, então a palavra minister apareceu nesta tradução.

      6. (a) Segundo as raízes da palavra correspondente em latim ou em grego, que espécie de sentido tem a palavra “ministro”? (b) Então, como podia ser ‘glorificado’ por Paulo?

      6 Visto que a palavra minister deriva do adjetivo latino minus, que significa “menos”, ser ministro significa basicamente alguém “ser ou agir como algo menos” (quod minus est, latim). A correspondente palavra grega diákonos tem uma derivação humilde similar. Entende-se que deriva de diá (significando “através de”) e konis (significando “pó”). Para um grego, a palavra conteria a idéia de alguém passar através do pó para colocar-se à disposição ou prestar algum serviço. Todavia, apesar das raízes humildes da palavra grega, o apóstolo Paulo a usou ao dizer: “Glorifico o meu ministério.” (Rom. 11:13) Provou isso por se apegar a ele até o fim.

      7. (a) Rebaixa-se o ministério da mensagem do Reino porque os ministros não cobram por ele? (b) Como encaram os ministros do Reino qualquer serviço secular necessário?

      7 Não foi para glorificar a si mesmo que Paulo cumpriu zelosamente seu ministério. Fez isso sem custo ou despesa para aqueles a quem pregava as “boas novas”. Mas, ao proceder assim, não rebaixava o seu ministério. Os que aceitavam as “boas novas” ainda assim tinham de ‘calcular o custo’, de fazerem algo que os beneficiava sem terem de pagar pelas “boas novas”. Paulo sentia-se muito honrado por ser incumbido de tais gloriosas “boas novas”, um ministério sem igual, quando comparado com todas as ocupações de alta renda neste mundo. Hoje, as Testemunhas de Jeová imitam o exemplo do apóstolo Paulo. Como? Por não se empenharem no ministério da mensagem do Reino de Deus por lucro pessoal em sentido material ou secular. Acham errado tratar a mensagem do Reino como algo comercial, como mero meio de levar uma vida confortável. Qualquer trabalho secular que talvez se vejam obrigados a fazer ocupa para eles um lugar secundário, como atividade suplementar. Vale a pena fazer sacrifícios pelo ministério do Reino!

      8. De que maneira continuou Paulo a ‘glorificar o seu ministério’ depois de finalmente chegar a Roma?

      8 Quando o apóstolo Paulo finalmente chegou a Roma e fez contato com a congregação, continuou a fazer o que dissera na sua carta, escrita a ela anos antes: ele ‘glorificou o seu ministério’. Como fez isso apesar de ser prisioneiro em cadeias? O médico Lucas, seu fiel companheiro, fala-nos sobre isso: “Quando por fim entramos em Roma, permitiu-se a Paulo que ficasse sozinho com um soldado para guardá-lo. No entanto, três dias depois, convocou todos os homens de destaque dos judeus. Quando se tinham reunido, [Paulo dirigiu-lhes a palavra]. . . . Permaneceu assim por dois anos inteiros na sua própria casa alugada e recebia benevolamente a todos os que vinham vê-lo, pregando-lhes o reino de Deus e ensinando com a maior franqueza no falar as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento.” — Atos 28:16-31; Efé. 6:20.

      9. Até que ponto se tornou conhecimento público em Roma o encarceramento de Paulo e o motivo dele, e o que achavam disso os cristãos naquela cidade?

      9 Qual foi o resultado desta atividade de Paulo, detido injustamente como preso? Ele nos conta: “Agora desejo que saibais, irmãos, que os meus assuntos têm resultado mais para o progresso das boas novas do que de outro modo, de maneira que as minhas cadeias se têm tornado conhecimento público, em associação com Cristo, entre toda a Guarda Pretoriana e todos os demais; e a maioria dos irmãos no Senhor, sentindo confiança em razão das minhas cadeias, estão mostrando tanto mais coragem para falar destemidamente a palavra de Deus.” “Todos os santos, mas especialmente os da família de César, mandam-vos os seus cumprimentos.” — Fil. 1:12-14; 4:22.

      AGORA É O TEMPO PARA DIGNIFICAR O MINISTÉRIO

      10. Quando é que os do restante do fiel povo dedicado e batizado de Jeová acataram a chamada de sair do império mundial da religião falsa?

      10 As Testemunhas de Jeová acataram a chamada divina de sair de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa. Durante a Primeira Guerra Mundial de 1914-1918, Babilônia, a Grande, colaborou com os poderes políticos em guerra na imposição de restrições ao povo dedicado e batizado de Jeová Deus. Isto levou até ao encarceramento de membros destacados do pessoal da sede de sua organização. Mas no ano de após-guerra de 1919 veio o alívio e a soltura. Viram então a necessidade de se reorganizarem para a predita obra de pregação destas “boas novas do reino” em todo o mundo. — Mat. 24:14.

      11. (a) Quando reunidos em assembléia, em 1914, de que modo foi Babilônia, a Grande, exposta pelos membros do restante? (b) Que período esperado de tempo aclamaram, e em harmonia com isso, que revista passou a ser publicada?

      11 Seguiu-se a reorganização do restante para a pregação destas “boas novas do reino” em toda a terra, como nunca antes. Com este objetivo, realizaram uma assembléia geral em setembro do ano de 1919, em Cedar Point, Ohio, E.U.A. Expuseram ali publicamente Babilônia, a Grande, como apoiadora da então proposta Liga das Nações, que os clérigos das igrejas protestantes chamaram de “expressão política do reino de Deus na terra”. Os aclamaram a “idade de ouro” que havia de ser introduzida pelo reino celestial de Deus, sob Cristo. Conforme anunciado naquela assembléia, em outubro de 1919 começou a ser publicada uma nova revista como complemento da revista Torre de Vigia (Sentinela), sendo intitulada “A Idade de Ouro” (em inglês). Mais tarde, por causa da crescente necessidade de consolo por parte de toda a família humana, o nome da revista foi mudado para “Consolação”. Após a Segunda Guerra Mundial, o nome foi mudado para “Despertai!”.

      12. (a) Melhorando ainda mais sua aparência ministerial, que nova identidade assumiram os do restante? (b) O que causava tudo isso ao seu ministério do Reino?

      12 Tudo isso deu uma nova aparência ministerial aos pregadores do reino estabelecido de Deus. Em 1931, livraram-se de todos os nomes vituperadores que Babilônia, a Grande, continuou a dar-lhes, porque adotaram então o nome baseado na profecia bíblica, a saber, Testemunhas de Jeová. (Isa. 43:10-12) Isto lhes deu uma nova identidade perante Babilônia, a Grande, e seus patrocinadores políticos. Despojarem-se assim da vestimenta religiosa que havia ficado manchada e suja pelo contato com Babilônia, a Grande, agradava ao seu Deus, Jeová. Assumiram um novo aspecto à vista dele. Em sentido figurativo, era como se o restante ungido se revestisse de “trajes de gala”, próprios de seu ministério sacerdotal. (Zac. 3:4, 5) Isto dignificava, honrava e glorificava seu ministério para com Deus.

      13. (a) Que prova adicional foi provida a partir de 1935, de que o restante havia sido restabelecido no favor de Deus? (b) Quanto ao ministério os da “grande multidão” juntaram-se ao restante para fazer o quê?

      13 Após a Primeira Guerra Mundial, havia evidência visível do restabelecimento do restante ungido no favor divino? Sim, porque aquilo que mostrou ser “uma grande multidão” de pessoas que buscavam sinceramente o único Deus vivente e verdadeiro começou a associar-se com o restante comparativamente pequeno do “sacerdócio real”. (1 Ped. 2:9) Definitivamente tem sido assim desde meados do primeiro semestre do ano de 1935. Realizou-se então uma assembléia geral em Washington, D.C., E.U.A., em 31 de maio, na qual o presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E.U.A.) proferiu o discurso básico sobre o tema “A Grande Multidão”. Baseava-se em Revelação 7:9-15. No dia seguinte, 840 simbolizaram sua dedicação a Jeová Deus pelo batismo em água. A maioria desses batizandos tinham a esperança da “grande multidão”, de um paraíso terrestre sob o reino de Cristo. Sabiam muito bem que isto significava juntarem-se ao restante ungido na atividade dele de casa em casa, como ministros de Jeová Deus. Eles também começaram a ‘glorificar seu ministério’.

      14. Embora na maioria dos casos não possam devotar todo o seu tempo à pregação do Reino, os da “grande multidão” têm que obrigação, por causa de sua dedicação e de seu batismo em símbolo dela?

      14 Até agora, centenas de milhares de pessoas semelhantes a ovelhas têm afluído para o lado dos do restante ungido e se têm juntado a eles no ministério do Reino. Nem todos eles puderam devotar todo o seu tempo a esse ministério, na qualidade de publicadores por tempo integral, representantes viajantes da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, ou como membros das filiais e congêneres da Sociedade. Obrigações terrenas exigem da maioria deles empenhar-se em serviço secular na maior parte de seu tempo ou numa boa parte dele. Contudo, sua dedicação a Deus, conforme simbolizada pelo batismo em água, requer que sejam ministros dele em servir os interesses do Seu reino.

      15. De que modo encontram-se estes numa situação similar à do apóstolo Paulo em Corinto?

      15 Encontram-se numa situação similar à do apóstolo Paulo. Durante um ano e meio trabalhou em Corinto como fabricante de tendas, junto com Áquila, um crente judaico. (Atos 18:1-11) Alguns talvez classificassem Paulo hoje como nesta ocasião sendo “ministro regular”.

      16. Quando Paulo parou em Mileto, a caminho de Jerusalém, o que disse ele sobre o serviço secular que fez?

      16 Lembramo-nos também do que Paulo disse enquanto estava a caminho de Jerusalém, quando parou no porto de Mileto, na Ásia Menor. Dali mandou chamar os anciãos ou superintendentes da congregação de Éfeso. Entre outras coisas, disse-lhes: “Portanto, mantende-vos despertos e lembrai-vos de que por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar a cada um de vós, com lágrimas. . . . De ninguém cobicei a prata, ou o ouro, ou a vestimenta. Vós mesmos sabeis que estas mãos têm cuidado das minhas necessidades, bem como das daqueles que estavam comigo. Eu vos exibi em todas as coisas que, por labutardes assim, tendes de auxiliar os que são fracos e tendes de ter em mente as palavras do Senhor Jesus, quando ele mesmo disse: ‘Há mais felicidade em dar do que há em receber.’” — Atos 20:31-35.

      17. (a) Rebaixava Paulo o seu ministério por trabalhar às vezes num serviço secular, ou qual que era a idéia disso? (b) O que se pode dizer sobre se outros cristãos dedicados daquele tempo eram ministros trabalhadores, conforme ilustrado por quais assistentes do templo?

      17 Paulo não estava rebaixando seu ministério do Reino por trabalhar temporariamente num emprego secular, num trabalho que rendia dinheiro. Providenciou tornar sua pregação e seu ensino sem despesa para os seus ouvintes e alunos. Desta maneira estava realmente mantendo sua obra educativa livre da acusação de ser uma negociata lucrativa. (1 Cor. 9:13-18) Neste caso ele realmente fazia o que disse: “Glorifico o meu ministério.” (Rom. 11:13) Ser ele ministro trabalhador para sustentar a si mesmo provou que tinha motivação pura e altruísta no seu ministério do Reino. A maioria dos seus dedicados companheiros cristãos eram ministros trabalhadores, alguns deles até mesmo sendo escravos de amos não-cristãos. (Atos 18:1-4; Rom. 16:3-5) Serviço secular necessário não degrada o ministério do Reino, porque temos de lembrar-nos de que os levitas, sob o pacto da Lei mosaica de Israel, serviam no templo, em Jerusalém, apenas durante uma semana a cada meio ano, além de nas festividades anuais em Jerusalém. O restante do tempo viviam nas suas cidades levitas espalhadas pelo país e trabalhavam para sustentar a sua família. De modo que também eram ministros trabalhadores.

      18. (a) Será que tais ministros trabalhadores entre as Testemunhas de Jeová têm direito à consideração dada aos ministros de Babilônia, a Grande”? (b) De que modo é que os ministros trabalhadores ‘glorificam o seu ministério’ enquanto empenhados em serviço secular?

      18 Só porque muitas das testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová acham necessário ou se vêem obrigadas a fazer trabalho secular na maior parte do seu tempo, isto não significa nem argumenta que não sejam verdadeiros ministros de Deus, com direito a todas as considerações concedidas pelos governos aos ministros religiosos de Babilônia, a Grande. Embora sejam ministros trabalhadores, colocam os interesses do reino de Deus acima de tudo o mais. Por pregarem o reino de Deus mesmo de casa em casa, são deveras ministros do Reino, em nada inferiores aos ministros políticos dos governos deste mundo. Pela qualidade louvável de trabalho que fazem para os seus patrões seculares, estes ministros trabalhadores indiretamente ‘glorificam o seu ministério’. Isto dá louvor a Deus, a quem prestamos serviço sagrado.

      19. (a) Caso a situação mude para lhe possibilitar isso, o que fará o ministro trabalhador dentro do seu alcance? (b) Sem considerar a quantidade de tempo gasta diretamente a favor do Reino, o que fará cada testemunha dedicada e batizada de Jeová?

      19 Nem é preciso dizer que, se a situação mudar de modo a permitir que estes ministros trabalhadores se empenhem no ministério do Reino todo o tempo, eles empreenderão com apreço o ministério da Palavra de Deus ao máximo de sua capacidade. Em todos os casos, quer possamos devotar todo o nosso tempo, quer apenas parte dele diretamente aos interesses do já estabelecido reino de Deus por Cristo, ‘glorifiquemos o nosso ministério’ incessantemente.

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