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Procuram vencer a morteDespertai! — 1980 | 8 de setembro
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que crêem no purgatório aprendem que é preciso oferecer orações para o livramento das almas de seus entes queridos. Mas, naturalmente, espera-se dinheiro daqueles que desejam tais ofícios.
Quando morre alguém no norte do Transvaal (África), os parentes consultam um curandeiro. Daí, espera-se algum pagamento. O curandeiro é considerado um intermediário entre os vivos e os mortos. Crê-se que a pessoa falecida foi para a terra dos deuses e lhe oferecem honrarias que ela jamais usufruiu antes de morrer. Ela é grandemente temida, visto que se crê que tenha o poder de prejudicar os vivos. Assim, oferecem-lhe um apaziguamento em forma duma festa especial no dia de seu enterro.
Os zulus da África do Sul crêem que os mortos podem proteger e ajudar os vivos. Oferecem-lhes sacrifícios regulares, de modo a reter suas boas graças.
No passado, tais crenças, em partes da África, resultaram na prática de se oferecerem sacrifícios humanos. Quando um rei ou chefe tribal morria, alguns de seus servos eram sepultados junto com ele, para lhe servirem no domínio espiritual. Em Gana, ainda são enterrados dinheiro, roupas, e outros itens, junto com alguns dos mortos, por motivos similares.
No Oratório Católico de S. José, em Montreal, Canadá, os devotos gastam dinheiro para acender velas compridas. Crêem que estas ajudarão as almas dos que estão no purgatório.
Sim, pagam um preço pelos seus esforços de vencer a morte — mas será isso necessário? Para obtermos uma resposta verdadeiramente satisfatória, temos de saber o que a própria Bíblia diz que é a morte.
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O que é a morte?Despertai! — 1980 | 8 de setembro
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O que é a morte?
“HÁ UM evento conseqüente com respeito aos filhos da humanidade e um evento conseqüente com respeito ao animal, e há para eles o mesmo evento conseqüente. Como morre um, assim morre o outro.” — Ecl. 3:19.
É mais fácil, porém, aceitar o caráter decisivo da morte no caso dos animais do que no caso dum homem. Um resultado disso é que muitos crêem que o homem possui uma alma imortal, e que, por este motivo, é superior aos animais.
O Que É a Alma
No entanto, a Bíblia não diferencia o homem do animal quanto a ser uma “alma”. As mesmas palavras hebraicas e gregas traduzidas “alma” em muitas Bíblias, ou como “criatura” ou “ser” em outras, são usadas tanto para o homem como para os animais. Queira ler por si mesmo o que se acha declarado em Números 31:28, Gênesis 1:20-24 e Revelação 16:3, onde se encontram tais termos das línguas originais.
Assim, longe de ser um espírito dentro do corpo de criaturas, humanas ou animais, a “alma” designa a inteira criatura. Ela inclui o corpo e o espírito de vida. — Ecl. 3:21; 12:7.
Isto é indicado na descrição da Bíblia sobre a criação do homem: “Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o fôlego da vida, e o homem veio a ser uma alma vivente.” (Gên. 2:7 “criatura”, New English Bible; “ser vivente”, Centro Bíblico Católico) Assim, a “alma” não foi adicionada ao corpo do homem. A “alma” é o que o homem tornou-se quando seu corpo foi ativado pelo fôlego de vida. Não, o homem não possui uma alma. Ele é uma alma. Os animais também são almas.
Como se dá com os animais, o corpo humano se compõe de bilhões de células vivas. São todas animadas pelo “espírito de vida”. É com referência a este “espírito”, ou “força de vida”, que a Bíblia afirma que a espécie humana e a espécie animal “têm apenas um só espírito”. (Ecl. 3:19-21) Este espírito de vida é sustentado no corpo mediante a respiração, e tal respiração ativa o inteiro organismo.
Caso a respiração cesse, ou os elementos revigoradores e sustentadores sejam cortados das células do corpo, tais células morrem. Isto é evidente na cauda da lagartixa, ou em uma das mãos do homem, caso seja decepada do corpo.
Assim, realmente, as almas humanas e as almas animais têm a mesma força de vida proveniente de Deus. Mas esta força de vida nem possui personalidade nem sobrevive à morte.
Difere o Propósito Para os Humanos
Quer-se dizer com isso que não existe nenhuma diferença no propósito de Deus para o homem, em contraste com os animais? De jeito nenhum, pois há várias diferenças vitais.
Por um lado, o homem possui um cérebro com processos de reflexão muito superiores aos dos animais, dando aos humanos o poder de raciocínio, junto com superior memória e um conceito do tempo. O homem não é guiado mormente pelo instinto, como são os animais, mas acha-se dotado da liberdade de escolha e de decisão. Também, o homem foi feito à imagem de Deus, de modo que possui certa medida das qualidades de Deus, de sabedoria, justiça, amor e poder que os animais não possuem.
Existe outra ampla diferença: O homem não foi criado para morrer! Pelo contrário, Deus criou o homem com a capacidade de viver para sempre! O registro contido nos primeiros dois capítulos de Gênesis mostra que Deus criou o homem e a mulher perfeitos. Deviam também ter filhos perfeitos. Deviam então ampliar seu paraíso edênico até os confins da terra, e viver nele para sempre. — Gên. 2:8-25.
Os animais, porém, não foram criados com qualquer perspectiva de viver para sempre. Já viviam e morriam antes de o homem ser criado; continuam a fazê-lo. Antes do dilúvio dos dias de Noé, estavam sendo mortos para prover roupas para os humanos, e para sacrifícios. (Gên. 3:21; 4:4) Depois do Dilúvio, Deus forneceu ao homem a autoridade de matá-los também para servirem de alimento (Gên. 9:3) Assim, sua vida sempre teve um período limitado, tendo a morte como fim último e inevitável. — 2 Ped. 2:12.
Na verdade, Deus criou os humanos do pó do solo assim como fez com os animais. Mas projetou os humanos para durarem indefinidamente — para sempre — sob as condições corretas.
Por Que Morre o Homem
Se este é o caso, então, por que o homem morre? Porque a vida eterna depende da obediência às leis do Criador. A obediência a tais leis por parte de nossos primeiros pais, Adão e Eva, teria significado a vida continuada. A desobediência significava a morte: ‘Positivamente morrereis’, foram as palavras de Deus. (Gên. 2:17) A desobediência cortou a linha da vida ligada ao Sustentador da vida, pois com Deus está “a fonte da vida”. (Sal. 36:9) Caso Adão e Eva não tivessem desobedecido a Deus, não teriam morrido.
Infelizmente, nossos primeiros pais utilizaram mal seu livre-arbítrio e decidiram seguir um proceder de vida independente de Deus. Isso lançou a mente e a vida do homem num canal contrário à vontade de Deus. Daí, o homem não era mais perfeito, visto que a rebelião o levou a perder o marco da perfeição. Ao consumir a tremenda vitalidade que Deus lhe fornecera, ele envelheceu e por fim morreu, ‘voltando ao pó da terra’. (Gên. 3:1, 19) Visto que ele próprio era agora um ‘padrão’ defeituoso, transmitiu à sua descendência a herança da imperfeição e da morte. — Rom. 5:12.
Como Morre o Homem
Na morte, ocorre o inverso do que ocorreu na criação do homem. Cessa a respiração. O espírito, ou força de vida em todas as células, extingue-se. O cérebro deixa de funcionar, e perecem os pensamentos. “Sai-lhe o espírito, ele volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos.” — Sal. 146:4; Eze. 18:4.
Isto concorda com o que é conhecido cientificamente como o processo da morte. Quando o coração cessa de pulsar, o sangue cessa de circular a nutrição e o oxigênio (proveniente da respiração) para as células do corpo. Todavia, as células não perecem de imediato. É por isso que é possível reavivar algumas pessoas cuja respiração e batimentos cardíacos tenham cessado. A morte absoluta advém com o desaparecimento da força de vida, ou espírito de vida, das células corpóreas. — Sal. 104:29
A morte significa o estado de total inatividade. Os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada, . . . pois não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol [a sepultura]”. Isto significa que não se pode ajudar os mortos, mediante esforços religiosos ou espíritas, ou por meios científicos humanos. — Ecl. 9:5, 6, 10.
Manifestações Espíritas
Mas, o que dizer das manifestações espíritas ligadas aos mortos? A Bíblia explica que as criaturas espirituais foram produzidas antes de ser criado o universo material. Alguns de tais anjos, inclusive Satanás, rebelaram-se contra Deus. São aqueles que personificam os mortos, e isto é feito em apoio da primeira mentira de Satanás, de que o homem ‘positivamente não morreria’ caso se rebelasse contra Deus. — Gên. 3:4; João 8:44; Judas 6.
Assim, consultar os mortos, os ritos fúnebres para apaziguá-los, ou prestar-lhes homenagem, orações feitas a eles, e todas as práticas espíritas baseiam-se numa impostura, numa mentira. O dinheiro pago por tais ofícios não traz o favor de Deus, nem influencia os mortos. Ao invés, faz a pessoa cair diretamente nas mãos dos demônios. É por isso que Deus proíbe a participação em tais práticas. — Deu. 18:10-12; Isa. 8:19.
Compreender a verdade sobre a morte, e agir em harmonia com ela, libera a pessoa do temor e das práticas fúteis. Também coloca a pessoa em posição de ter apreço e de beneficiar-se do propósito de nosso Criador, de prover verdadeira conquista sobre a morte.
[Foto na página 9]
Sua Alma É Sua Própria Pessoa.
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A morte não é o fim de tudo!Despertai! — 1980 | 8 de setembro
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A morte não é o fim de tudo!
A CIÊNCIA não pode criar a vida humana, nem pode restaurar a vida dos mortos. Mas o Criador das criaturas humanas pode! Ele tem o conhecimento absoluto sobre a vida humana e suas funções. Ele pode realizar atos que os biólogos não conseguem sequer entender, muito menos praticar.
Visto que Deus criou o homem, em primeiro lugar, Ele sabe como sustentá-lo para sempre, e até mesmo recriá-lo, uma vez esteja morto. E agora que Deus tem concedido tempo para que todos vejam os resultados da desobediência às suas leis, aproxima-se rapidamente o tempo designado para que ele corrija os assuntos na terra. Isso inclui erguer os mortos dos túmulos e guiar a humanidade à vida eterna na terra.
Não, a morte não será o fim de tudo! É
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