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Haverá um fim do aumento do custo de vida?Despertai! — 1980 | 8 de setembro
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a doença será permanentemente eliminada. Que alívio isso trará! — Sal. 46:8, 9; 72:1, 4, 12-16; Rev. 21:3, 4.
A Bíblia também diz que tais bênçãos estão muito próximas. As Testemunhas de Jeová ficarão contentes de lhe mostrar isto em sua Bíblia, e de ajudá-lo a cultivar genuína esperança quanto ao futuro.
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Face a face com a morteDespertai! — 1980 | 8 de setembro
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Face a face com a morte
O JOVEM estava tomado de pesar. A cerca de dois metros abaixo de seus pés jaziam os restos recém-sepultados de seu irmão mais velho.
“Por que ele teve de morrer?”, murmurava, seus ombros se sacudindo com seus soluços. “Por que alguém tem de morrer? “Para onde foi? Meu irmão . . . Joel, onde estás?”, lamuriava-se em tons abafados.
Joel, que dentro de pouco tempo completaria 28 anos, era o primeiro dentre oito filhos. Seus pais eram gente simples do interior, cujo ganha-pão era cultivar pequeno terreno. Tinham feito grandes sacrifícios para custear a educação dele; mas, quando se formou como médico, sentiram certa dose de orgulho. Pensaram, também: “Agora ele nos poderá ajudar a criar os outros filhos. Nossa vida não será mais tão difícil.”
Mas, cinco meses depois de concluir seu estágio no Hospital-Escola da Universidade, estava morto!
O jovem pensou nessas coisas todas, e em outras mais. Joel tinha sido mais do que um simples irmão para ele. Tinha sido seu conselheiro, colega e amigo. Ele agora desaparecera, e tão subitamente! Isso acontecera num domingo. Era um dia de calor escaldante. Joel contou a seus amigos no hospital que tencionava “dar um mergulho” no rio, depois do almoço, e os convidou a ir com ele. Não estavam com vontade de ir, de modo que ele foi sozinho.
Não voltou mais vivo. Quanto pesar sentiram seus parentes e amigos quando trouxeram o corpo dele para casa, mais tarde, naquele mesmo dia!
A mente do jovem lutava para captar a realidade disso tudo. No enterro “cristão”, o sacerdote disse que Joel fora “chamado a prestar um serviço mais elevado”. Os aldeões disseram que ele voltava para seus ancestrais, para viver entre eles. Estavam até mesmo preparando um “segundo enterro”, para liberar seu espírito para o mundo espiritual dos ancestrais.
“Mas”, perguntava-se o rapaz, “estará meu irmão realmente vivo agora? Estará compartilhando minha tristeza? Estará feliz? Onde está ele? Será sua morte o fim de tudo?”
A maioria das pessoas teve idéias similares em tempos de pesar devido à morte dum ente querido. Pense só nos que perderam entes queridos em acidentes trágicos, em guerras, ou devido a doenças súbitas. Pense na mãe cujo filhinho sucumbe na morte; da família que perde um genitor. Daí, pense, também, em todos os que morrem devido às chamadas causas naturais.
Fica imaginando por que e como a morte veio a ser aceita como “natural”? Pergunta a si mesmo se a morte é o fim de tudo? Pode a morte ser vencida?
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Procuram vencer a morteDespertai! — 1980 | 8 de setembro
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Procuram vencer a morte
A MAIORIA das pessoas acha difícil de aceitar que a morte seja a condição final. Muitos preferem crer que a vida consciente prossegue após a morte.
Muitos cientistas talvez não creiam nisto. Todavia, quando confrontados com a realidade da morte, procuram maneiras “científicas” de prolongar a vida do homem. Como a Bíblia diz: “Tempo indefinido [está] no seu coração.” — Ecl. 3:11.
Alvos Científicos
Faz-se considerável pesquisa para descobrir a natureza da vida e a constituição da célula viva. Experiências feitas com células humanas vivas demonstraram que, sob condições favoráveis, poderiam existir indefinidamente. Outras pesquisas mostraram que o DNA (ou ADN) em quase toda célula de qualquer criatura contém os dados da inteira constituição daquela criatura.
À base disto, os biólogos fazem experiências de transplantes de genes, ou “clonagem”. Alguns cientistas acham que a manipulação genética poderá ser usada para curar doenças genéticas, para prolongar a vida, e para fazer mudanças significativas no próprio homem.
Há outras teorias que aventam possibilidades para se vencer a morte. Alguns falam de transplantes de cérebros, animação suspensa, reanimação. Há pessoas que consideram meios de preservar plenamente seu corpo por serem rapidamente congeladas por ocasião da morte. Esperam que os cientistas talvez descubram um modo de reanimá-las no futuro.
Reais Consecuções
Em contraste com as teorias a favor do prolongamento da vida humana, a pesquisa médica produziu alguns resultados tangíveis. A melhor higiene tem contribuído para o prolongamento da expectativa de vida das pessoas em geral. Reduziu-se a mortalidade infantil.
Desenvolveram-se métodos aprimorados de tratamento de doenças, habilitando os pacientes a recuperar-se de moléstias que, não faz muito tempo, teriam sido fatais. Os progressos da tecnologia médica, junto com a melhor compreensão do organismo humano, também produziram consecuções no campo da cirurgia que, há 40 anos atrás, se imaginaria impossíveis.
Assim é que a expectativa de vida de milhões de indivíduos foi estendida. Todavia, a duração da vida da humanidade, em geral, não aumentou. Até mesmo em países com elevado padrão de vida, a expectativa de vida é de cerca de 70 ou 80 anos. Há mais de 3.000 anos, a Bíblia declarava que “nossos anos são em si mesmos setenta anos; e se por motivo de potência especial são oitenta anos, mesmo assim a sua insistência é em desgraça”. Isso ainda se dá hoje em dia. — Sal. 90:10.
Tradições Que Procuram Vencer a Morte
As pessoas, porém, tentam de vários modos amainar o impacto dessa realidade. Muitos pensam em termos duma suposta imortalidade da alma humana, de sobrevivência para um mundo espiritual, e de irem para o céu.
Tais crenças são promovidas pela maioria das religiões. As igrejas da cristandade consideram a doutrina de que a alma sobrevive para uma esfera espiritual como sendo o âmago de sua fé. Ao passo que, em algumas nações industrializadas, tal crença está perdendo terreno, na América Central e do Sul, na África, e no Oriente, tais crenças são fortíssimas.
À guisa de exemplo, o Brasil é nominalmente um pais católico romano, e as pessoas, em geral, têm idéias católicas sobre a vida após a morte, sobre o céu, o purgatório e o inferno. No entanto, existe também a influência das religiões africanas e de um pouco do espiritismo europeu. Imagens nas igrejas são identificadas como “santos” que se imagina terem sobrevivido para o mundo espiritual. Crê-se que médiuns espíritas ou macumbeiros sejam possuídos pelos espíritos dos deuses africanos ou dos ancestrais. E em toda a África, há fetiches, ídolos e encantamentos ligados aos espíritos dos ancestrais.
O Preço Pago
É digno de nota que todos estes esforços de vencer a morte pelo apego às tradições exigem seu preço. Às vezes, é financeiro. Em outros casos, é o temor.
O ensino da cristandade sobre a imortalidade da alma, por exemplo, é acompanhado do temor do inferno de fogo. E os que crêem no purgatório aprendem que é preciso oferecer orações para o livramento das almas de seus entes queridos. Mas, naturalmente, espera-se dinheiro daqueles que desejam tais ofícios.
Quando morre alguém no norte do Transvaal (África), os parentes consultam um curandeiro. Daí, espera-se algum pagamento. O curandeiro é considerado um intermediário entre os vivos e os mortos. Crê-se que a pessoa falecida foi para a terra dos deuses e lhe oferecem honrarias que ela jamais usufruiu antes de morrer. Ela é grandemente temida, visto que se crê que tenha o poder de prejudicar os vivos. Assim, oferecem-lhe um apaziguamento em forma duma festa especial no dia de seu enterro.
Os zulus da África do Sul crêem que os mortos podem proteger e ajudar os vivos. Oferecem-lhes sacrifícios regulares, de modo a reter suas boas graças.
No passado, tais crenças, em partes da África, resultaram na prática de se oferecerem sacrifícios humanos. Quando um rei ou chefe tribal morria, alguns de seus servos eram sepultados junto com ele, para lhe servirem no domínio espiritual. Em Gana, ainda são enterrados dinheiro, roupas, e outros itens, junto com alguns dos mortos, por motivos similares.
No Oratório Católico de S. José, em Montreal, Canadá, os devotos gastam dinheiro para acender velas compridas. Crêem que estas ajudarão as almas dos que estão no purgatório.
Sim, pagam um preço pelos seus esforços de vencer a morte — mas será isso necessário? Para obtermos uma resposta verdadeiramente satisfatória, temos de saber o que a própria Bíblia diz que é a morte.
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O que é a morte?Despertai! — 1980 | 8 de setembro
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O que é a morte?
“HÁ UM evento conseqüente com respeito aos filhos da humanidade e um evento conseqüente com respeito ao animal, e há para eles o mesmo evento conseqüente. Como morre um, assim morre o outro.” — Ecl. 3:19.
É mais fácil, porém, aceitar o caráter decisivo da morte no caso dos animais do que no caso dum homem. Um resultado disso é que muitos crêem que o homem possui uma alma imortal, e que, por este motivo, é superior aos animais.
O Que É a Alma
No entanto, a Bíblia não diferencia o homem do animal quanto a ser uma “alma”. As mesmas palavras hebraicas e gregas traduzidas “alma” em muitas Bíblias, ou como “criatura” ou “ser” em outras, são usadas tanto para o homem como para os animais. Queira ler por si mesmo o que se acha declarado em Números 31:28, Gênesis 1:20-24 e Revelação 16:3, onde se encontram tais termos das línguas originais.
Assim, longe de ser um espírito dentro do corpo de criaturas, humanas ou animais, a “alma” designa a inteira criatura. Ela inclui o corpo e o espírito de vida. — Ecl. 3:21; 12:7.
Isto é indicado na descrição da Bíblia sobre a criação do homem: “Jeová Deus passou a formar o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o fôlego da vida, e o homem veio a ser uma alma vivente.” (Gên. 2:7 “criatura”, New English Bible; “ser vivente”, Centro Bíblico Católico) Assim, a “alma” não foi adicionada ao corpo do homem. A “alma” é o que o homem tornou-se quando seu corpo foi ativado pelo fôlego de vida. Não, o homem não possui uma alma. Ele é uma alma. Os animais também são almas.
Como se dá com os animais, o corpo humano se compõe de bilhões de células vivas. São todas animadas pelo “espírito de vida”. É com referência a este “espírito”, ou “força de vida”, que a Bíblia afirma que a espécie humana e a espécie animal “têm apenas um só espírito”. (Ecl. 3:19-21) Este espírito de vida é sustentado no corpo mediante a respiração, e tal respiração ativa o inteiro organismo.
Caso a respiração cesse, ou os elementos revigoradores e sustentadores sejam cortados das células do corpo, tais células morrem. Isto é evidente na cauda da lagartixa, ou em uma das mãos do homem, caso seja decepada do corpo.
Assim, realmente, as almas humanas e as almas animais têm a mesma força de vida proveniente de Deus. Mas esta força de vida nem possui personalidade nem sobrevive à morte.
Difere o Propósito Para os Humanos
Quer-se dizer com isso que não existe nenhuma diferença no propósito de Deus para o homem, em contraste com os animais? De jeito nenhum, pois há várias diferenças vitais.
Por um lado, o homem possui um cérebro com processos de reflexão muito superiores aos dos animais, dando aos humanos o poder de raciocínio, junto com superior memória e um conceito do tempo. O homem não é guiado mormente pelo instinto, como são os animais, mas acha-se dotado da liberdade de escolha e de decisão. Também, o homem foi feito à imagem de Deus, de modo que possui certa medida das qualidades de Deus, de sabedoria, justiça, amor e poder que os animais não possuem.
Existe outra ampla diferença: O homem não foi criado para morrer! Pelo contrário, Deus criou o homem com a capacidade de viver para sempre! O registro contido nos primeiros dois capítulos de Gênesis mostra que Deus criou o homem e a mulher perfeitos. Deviam também ter filhos perfeitos. Deviam então ampliar seu paraíso edênico até os confins da terra, e viver nele para sempre. — Gên. 2:8-25.
Os animais, porém, não foram criados com qualquer perspectiva de viver para sempre. Já viviam e morriam antes de o homem ser criado; continuam a fazê-lo. Antes do dilúvio dos dias de Noé, estavam sendo mortos para prover roupas para os humanos, e para sacrifícios. (Gên. 3:21; 4:4) Depois do Dilúvio, Deus forneceu ao homem a autoridade de matá-los também para servirem de alimento (Gên. 9:3) Assim, sua vida sempre teve um período limitado, tendo a morte como fim último e inevitável. — 2 Ped. 2:12.
Na verdade, Deus criou os humanos do pó do solo assim como fez com os animais. Mas projetou os humanos para durarem indefinidamente — para sempre — sob as condições corretas.
Por Que Morre o Homem
Se este é o caso, então, por que o homem morre? Porque a vida eterna depende da obediência às leis do Criador. A obediência a tais leis por parte de nossos primeiros pais, Adão e Eva, teria significado a vida continuada. A desobediência significava a morte: ‘Positivamente morrereis’, foram as palavras de Deus. (Gên. 2:17) A desobediência cortou a linha da vida ligada ao Sustentador da vida, pois com Deus está “a fonte da vida”. (Sal. 36:9) Caso Adão e Eva não tivessem desobedecido a Deus, não teriam morrido.
Infelizmente, nossos primeiros pais utilizaram mal seu livre-arbítrio e decidiram seguir um proceder de vida independente de Deus. Isso lançou a mente e a vida do homem num canal contrário à vontade de Deus. Daí, o homem não era mais perfeito, visto que a rebelião o levou a perder o marco da perfeição. Ao consumir a tremenda vitalidade que Deus lhe fornecera, ele envelheceu e por fim morreu, ‘voltando ao pó da terra’. (Gên. 3:1, 19) Visto que ele próprio era agora um ‘padrão’ defeituoso, transmitiu à sua descendência a herança da imperfeição e da morte. — Rom. 5:12.
Como Morre o Homem
Na morte, ocorre o inverso do que ocorreu na criação do homem. Cessa a respiração. O espírito, ou força de vida em todas as células, extingue-se. O cérebro deixa de funcionar, e perecem os pensamentos. “Sai-lhe o espírito, ele volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos.” — Sal. 146:4; Eze. 18:4.
Isto concorda com o que é conhecido cientificamente como o processo da morte. Quando o coração cessa de pulsar, o sangue cessa de circular a nutrição e o oxigênio (proveniente da respiração) para as células do corpo. Todavia, as células não perecem de imediato. É por isso que é possível reavivar algumas pessoas cuja respiração e batimentos cardíacos tenham cessado. A morte absoluta advém com o desaparecimento da força de vida, ou espírito de vida, das células corpóreas. — Sal. 104:29
A morte significa o estado de total inatividade. Os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada, . . . pois não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol [a sepultura]”. Isto significa que não se pode ajudar os mortos, mediante esforços religiosos ou espíritas, ou por meios científicos humanos. — Ecl. 9:5, 6, 10.
Manifestações Espíritas
Mas, o que dizer das manifestações espíritas ligadas aos mortos? A Bíblia explica que as criaturas espirituais foram produzidas antes de ser criado o universo material. Alguns de tais anjos, inclusive Satanás, rebelaram-se contra Deus. São aqueles que personificam os mortos, e isto é feito em apoio da primeira mentira de Satanás, de que o homem ‘positivamente não morreria’ caso se rebelasse contra Deus. — Gên. 3:4; João 8:44; Judas 6.
Assim, consultar os mortos, os ritos fúnebres para apaziguá-los, ou prestar-lhes homenagem, orações feitas a eles, e todas as práticas espíritas baseiam-se numa impostura, numa mentira. O dinheiro pago por tais ofícios não traz o favor de Deus, nem influencia os mortos. Ao invés, faz a pessoa cair diretamente nas mãos dos demônios. É por isso que Deus proíbe a participação em tais práticas. — Deu. 18:10-12; Isa. 8:19.
Compreender a verdade sobre a morte, e agir em harmonia com ela, libera a pessoa do temor e das práticas fúteis. Também coloca a pessoa em posição de ter apreço e de beneficiar-se do propósito de nosso Criador, de prover verdadeira conquista sobre a morte.
[Foto na página 9]
Sua Alma É Sua Própria Pessoa.
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A morte não é o fim de tudo!Despertai! — 1980 | 8 de setembro
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A morte não é o fim de tudo!
A CIÊNCIA não pode criar a vida humana, nem pode restaurar a vida dos mortos. Mas o Criador das criaturas humanas pode! Ele tem o conhecimento absoluto sobre a vida humana e suas funções. Ele pode realizar atos que os biólogos não conseguem sequer entender, muito menos praticar.
Visto que Deus criou o homem, em primeiro lugar, Ele sabe como sustentá-lo para sempre, e até mesmo recriá-lo, uma vez esteja morto. E agora que Deus tem concedido tempo para que todos vejam os resultados da desobediência às suas leis, aproxima-se rapidamente o tempo designado para que ele corrija os assuntos na terra. Isso inclui erguer os mortos dos túmulos e guiar a humanidade à vida eterna na terra.
Não, a morte não será o fim de tudo! É o propósito de Deus restaurar, em toda a terra, as condições paradisíacas que certa vez existiam no Éden, e restaurar a humanidade à perfeição que uma vez possuía. Isto habilitará as pessoas a viver para sempre numa terra transformada num deleitoso paraíso. É por isso que Jesus podia dizer a um homem prestes a morrer: “Estarás comigo no Paraíso.” E é por isso que o salmista podia escrever: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Luc. 23:43; Sal. 37:29.
Mas, para que valha a pena viver na nova ordem de Deus, os humanos precisam de mais do que da vida eterna. Precisam de mais do que duma ressurreição dos mortos. De que mais necessitam terrivelmente? O atual sistema de coisas impiedoso, injusto, violento tem de ser removido. E, daí, precisa existir um governo justo sobre toda a humanidade.
Um Governo Perfeito
Quando Jesus ensinou seus seguidores a orar, ligou o cumprimento da vontade de Deus na terra ao vindouro reino celeste de Deus. (Mat. 6:9, 10) Esse reino, ou governo, celeste, é o meio pelo qual Deus administrará a restauração do Paraíso.
Apropriadamente, Jesus é o rei designado desse governo celeste. Ele é o Cristo que foi prometido que viria como salvador, um profeta maior do que Moisés, um rei que herdaria o reino eterno. — Deu. 18:15; Isa. 9:6, 7; Luc. 1:30-33; João 4:42.
Para começar, o reino sob Cristo eliminará totalmente o atual sistema de coisas insatisfatório da terra. Isto removerá todos os governos, sistemas sociais e sistemas econômicos que há muito têm regido mal sobre a humanidade. (Dan. 2:44) Mas haverá uma “grande multidão” de sobreviventes, prediz a profecia bíblica. Estes serão levados para a nova ordem de Deus, para começar nova vida numa terra purificada da iniqüidade, com perspectivas de vida infindável diante deles. — Rev. 7:9, 10, 14.
Uma Ressurreição dos Mortos
Não serão apenas os sobreviventes do fim deste sistema que terão tais perspectivas de vida; também as terão muitos dos mortos. Jesus falou sobre isto ao dizer: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” O apóstolo Paulo também observou: “Há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” — João 5:28, 29; Atos 24:15.
Isto significará criar de novo — uma recriação — os que já morreram. Eles retornarão dos túmulos dotados da personalidade que tinham antes de morrer, inclusive suas memórias e funções mentais. Visto que cada corpo original já terá retornado ao pó Deus reconstruirá um corpo que tem o padrão do DNA (ou ADN) em suas células, e a capacidade cerebral que a pessoa possuía antes de morrer. Jesus, quando estava na terra, demonstrou este poder de Deus por ressuscitar alguns mortos, tais como Lázaro, o filho da viúva de Naim, e a filha dum oficial. — João 11:38-44; Luc. 7:11-17; 8:49-56.
Também, assim como Jesus curou os enfermos quando estava na terra, assim curará a humanidade remida dos efeitos do pecado, restaurando-a à perfeição da mente e do corpo. Daí, “como último inimigo, a morte há de ser reduzida a nada”. Jamais a morte herdada novamente exigirá outra vítima! — 1 Cor. 15:26; Rev. 21:1, 3, 4.
Não haverá então nada para solapar a paz e a harmonia que existirão na terra. A humanidade remida estenderá o Paraíso aos próprios confins da terra. Usufruirá para sempre os frutos de seu trabalho alegre, visto que a terra produzirá com abundância. Todos ficarão satisfeitos com as coisas boas, pois Jeová ‘abrirá sua mão e satisfará o desejo de toda coisa vivente’. (Sal. 145:15, 16) Até mesmo os animais ficarão mais uma vez sob a amorosa sujeição do homem, como estavam no Éden. — Gên. 1:28.
O Que Deve Fazer?
Deseja usufruir tais bênçãos no Paraíso restaurado na terra? Nesse caso, assimile conhecimento exato do Criador, cujo propósito inclui tais coisas. Foi isso que Jesus disse que se devia fazer. (João 17:3) Com fé, siga obedientemente as instruções e orientações do Grande Mestre, Jesus Cristo. (João 3:36) Muitas pessoas, em todas as partes do mundo, fazem isto, e colhem reais benefícios agora. Exemplificando: quando certa senhora asiática, que morava na África do Sul, perdeu o marido, ela decidiu não mais se alimentar até morrer, a fim de estar com ele. As Testemunhas de Jeová a visitaram e, gratuitamente, mostraram-lhe na Palavra de Deus a verdade sobre os mortos. Ela veio a entender que, embora seu pesar fosse natural, podia vencê-lo e trabalhar no sentido dum futuro verdadeiramente feliz. Seu inteiro conceito mudou. Agora, ela até mesmo ensina outros sobre a esperança à frente.
Não, a morte não é o fim de tudo! Jeová apresenta a maravilhosa esperança duma ressurreição, com a perspectiva de vida infindável num Paraíso restaurado. Daí, haverá tempo ilimitado para se empenhar plenamente nas atividades que valham a pena. Quão bom será poder realmente chegar a conhecer a terra e todas as coisas maravilhosas nela, e entender o majestoso universo, com seus planetas, estrelas e galáxias.
Acima de tudo, será profundamente satisfatório conhecer realmente nosso Grandioso Criador, Jeová, e usufruir uma relação eterna e feliz com ele, “porque a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”. — Isa. 11:9.
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