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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1980 | 8 de fevereiro
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período persa de forma a estar familiarizados com os nomes dos regentes persas, todavia, não encontraram quaisquer erros históricos no livro, no que respeita a tais regentes, como afirmam existir os críticos hodiernos que vivem a mais de 2.200 anos desse período. Se o livro de Daniel estivesse cheio de erros históricos, os judeus do período macabeu o teriam, sem dúvida, rejeitado, como fizeram com os escritos apócrifos, tais como os Macabeus, Tobias e Judite
LINGUAGEM
À base das línguas usadas em Daniel foram feitas algumas críticas infundadas ao livro, mas existe forte argumento de apoio às declarações do livro de Daniel quanto ao tempo de sua escrita. The International Standard Bible Encyclopædia (Enciclopédia Bíblica Internacional Normal), Vol. II, p. 785, afirma: “Afirmamos, contudo, que o aramaico composto de Daniel concorda em quase todo aspecto de ortografia, etimologia e sintaxe, com o aramaico das inscrições semíticas do Norte do 9.º, 8.º e 7.º séculos AC e dos papiros egípcios do 5.º século AC, e que o vocabulário de Daniel contém uma mistura de palavras, hebraicas, babilônicas e persas, similar à do papiro do 5.º século AC; ao passo que difere em composição do aramaico dos nabateus, que não contém palavras persas, hebraicas e babilônicas, e está cheio de arabismos, e também ao dos palmirenos, que está cheio de palavras gregas, ao passo que só tem uma ou duas palavras persas, e nenhuma hebraica ou babilônica.”
Há algumas chamadas palavras persas em Daniel, mas, em vista dos freqüentes tratos que os gregos tiveram com os babilônios, medos, persas e outros, isto não é incomum. Ademais, a maioria dos nomes estrangeiros usados por Daniel são nomes de autoridades, peças de vestuário, termos legais, e termos para os quais o hebraico ou aramaico daquele tempo não possuía, aparentemente, equivalentes apropriados. Daniel escrevia para seu povo que estava, na maior parte, em Babilônia, e muitos estavam espalhados em outros lugares nessa época. Por conseguinte, escreveu numa linguagem que lhes era compreensível.
DOUTRINAL
Outra objeção é a de que Daniel alude à ressurreição. (Dan 12:13) Alguns presumem tratar-se de uma doutrina posteriormente desenvolvida ou obtida de uma crença pagã, mas as Escrituras Hebraicas abundam de declarações de crença numa ressurreição, por exemplo, em Jó 14:13, 15; Salmo 16:10. Também, há casos reais de ressurreição. (1 Reis 17:21, 22; 2 Reis 4:22-37; 13:20, 21) E com base numa autoridade do porte do apóstolo Paulo, temos a declaração de que Abraão tinha fé em que os mortos seriam levantados (Heb. 11:17-19), e também que outros fiéis servos de Deus dos tempos antigos aguardavam a ressurreição. (Heb. 11:13, 35-40; Rom. 4:16, 17) O próprio Jesus disse: “Mas, que os mortos são levantados, até mesmo Moisés expôs, no relato sobre o espinheiro, quando ele chama Jeová ‘o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.” — Luc. 20:37
Aqueles que afirmam que o livro não é realmente profético, mas foi escrito depois de ocorridos os eventos, teriam de mudar o tempo da escrita para além dos dias do ministério de Jesus na terra, pois o nono capítulo admitidamente contém uma profecia a respeito do aparecimento e do sacrifício do Messias. (Dan. 9:25-27) Também, a profecia continua muito além disso, até um período de séculos depois de Antíoco Epifânio, e recorta a história dos reinos que regeriam bem até “o tempo do fim”, quando seriam destruídos pelo reino de Deus às mãos de seu Messias. — Dan. 7:9-14, 25-27; 2:44; 11:35, 40.
(Continua)
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Determinação no reino das avesDespertai! — 1980 | 8 de fevereiro
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Determinação no reino das aves
No mundo da corruíra, tanto o macho como a fêmea se unem em ajuntar material; entretanto, na maior parte do tempo é o macho que o traz para a fêmea, e ela é que faz o ninho. Surge, às vezes, um problema. “Ocasionalmente, o macho traz para a fêmea um raminho que ela rejeita e o joga fora. Ele talvez o tenha achado um raminho especialmente bom, embora um pouco comprido demais e forquilhado, ou talvez tenha gostado desse raminho, mas a fêmea o repele. Assim começa a brincadeira. O macho pega o raminho, contorce-o, vira-o, experimenta-o deste e daquele jeito no empenho de o colocar no ninho, e até o deixa cair uma meia dúzia de vezes. Mas será que desiste? Nunca. Ele continua a fazer tentativas até que por fim o raminho está dentro do ninho, estando colocado nele. A fêmea volta e logo joga o raminho para fora. O macho o coloca de volta, a fêmea o rejeita, e assim continua até que um ou outro finalmente cede, e os dois se harmonizam em prosseguir no trabalho de fazer o ninho.” — Pictorial Guide to the Birds of North America, de L. L. Rue III, pág. 273.
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