Salve tanto a si mesmo como aos que o escutam
“Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino. Permanece nestas coisas, pois, por fazeres isso, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te escutam.” — 1 Tim. 4:16.
1. Qual é a coisa mais importante na vida dum ministro? Dêem três razões para se mostrar fiel.
EIS a grande coisa na vida dum ministro equilibrado de Deus: louvar a Jeová diante de outros, falar de Seus maravilhosos propósitos a todos, mas especialmente aos que o escutarem. Que prazer é relatarem as boas novas do reino de Deus aos que os ouvem e observarem crescer em conhecimento e em apreciação! Quão grande é sua alegria quando eles, por sua vez, começam a ‘exaltar a Jeová’ com o coração! Na verdade, observam estas “ovelhas” andarem em direção à vida, e é seu privilégio ajudá-las. Realmente, então, têm estas três razões fortes de se provarem fiéis no seu ministério: salvarem a si mesmos e aos que os escutam, e, a maior de todas, tornarem-se louvadores do nome de Jeová. — Sal. 109:30.
2. Como é que Jeová fez provisão para que obtenham a vida as pessoas que nos escutam, e será que se trata agora de assunto urgente?
2 Neste sistema de coisas marcado para o Armagedom, a vida está em jogo. O homem não mais pode dizer: “Deixemos que a próxima geração se preocupe com isso”, ou: “Jamais virá no meu tempo.” Não há tempo suficiente para tal modo de pensar. É mais tarde do que muitos pensam! Assim, então, quando leva a verdade da Bíblia de Deus aos que o escutam, está realmente tirando-os duma armadilha mortífera. Assim como ama a vida, também eles a amam. Jeová tem provido o caminho da salvação, e lemos a respeito disso em Mateus 20:28: “Assim como o Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” Deveras, a vida não vem automaticamente, ou pela sabedoria do homem; antes, Jeová Deus e seu Filho, Cristo Jesus, têm que ver com o assunto. Ela é para os que se ‘apegam firmemente à verdadeira vida’ e recusam deixá-la ir. (1 Tim. 6:19) O motivo do resgate era o amor de Deus, mas, a fim de tirar proveito desta dádiva maravilhosa, temos de aceitar a dádiva e mostrar fé em Deus. A Bíblia nos diz em João 3:16: “Porque Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” A vida eterna é para os que têm fé e é para os que se provam dignos dela.
3. (a) Mostrem como Jesus era um ministro equilibrado. (b) De que modo o trabalho mencionado em Tiago 2:24, 26 tem que ver com a nossa fé?
3 Cristo Jesus constituía perfeito exemplo de equilíbrio quando estava na terra. Note algumas das coisas que disse e com que concordava: “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.” (Mat. 4:10) “Dá-nos hoje o nosso pão para este dia.” (Mat. 6:11) “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino.” (Mat. 6:33) “Meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mat. 11:30) “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus:” (Mat. 22:21, Al) “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua mente.” (Mat. 22:37) “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” (Mat. 22:39) “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada.” (Mat. 24:14) “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações.” (Mat. 28:19) “Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas. Poucas coisas, porém, são necessárias, ou apenas uma.” (Luc. 10:41, 42) Não se deixou desequilibrar pela tradição; curou certa mulher no sábado. (Luc. 13:10-17) É fácil discernir que, embora Jesus reconhecesse a necessidade de cuidar das responsabilidades familiares e de pagar os devidos impostos, a grande coisa é adorar a Jeová, pregar sua palavra e seu reino, e ser louvador do seu nome. Com efeito, apenas tais ministros serão salvos. Reflita sobre Tiago 2:24, 26 neste respeito: “Vedes que o homem há de ser declarado justo por obras e não apenas pela fé. Deveras, assim como o corpo sem fôlego está morto, assim também a fé sem obras é morta.” Para obter a vida, tem de ser ministro trabalhador, o que significa ser pregador e instrutor das boas novas do reino de Deus. Tem de ser adorador dedicado de Jeová Deus. As testemunhas de Jeová são uma sociedade de ministros ordenados e, atualmente, participam num duplo programa de salvação.
DUPLO PROGRAMA DE SALVAÇÃO
4. Ao transformarmos nossa personalidade, como progredimos à verdadeira alegria em servir a Deus?
4 Será difícil obter este equilíbrio de cuidar de si mesmo e dos que o escutam se retiver a personalidade e o modo de pensar deste atual sistema da humanidade. Nele, a maioria pensa em si, mas isto é tudo. Naturalmente, é correto e bíblico ficarmos preocupados com nós próprios. Tal preocupação deve significar alimentar-nos diariamente da Palavra de Deus. Deveria encontrar-nos assistindo às reuniões do povo de Deus, para assimilarmos o conhecimento que cria fé e para sermos ajudados por outros ministros maduros. Significaria que estaríamos vivendo ativamente um programa pessoal destas coisas essenciais e da coisa todo importante, participar semanalmente em falar as boas novas do reino de Deus. Mas, a menos que ampliemos nossa visão e exerçamos tal conhecimento, não seremos equilibrados e não poderemos apegar-nos a esta qualidade essencial, a fé. Jesus disse a Marta: Aquele que “exercer fé em mim, nunca jamais morrerá”. (João 11:26) De novo, em Romanos 10:10, lemos: “Porque com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” A pessoa fica admirada e sente grande contentamento e satisfação ao obter entendimento dos propósitos de Jeová, mas, realmente, a maior alegria advém de falar aos outros aquilo que aprendemos. — Sal. 71:1-24.
5. Que perguntas sobre o alimento espiritual destacam a necessidade de saúde espiritual?
5 Prestar atenção a nós mesmos é feito com o motivo de agradar a Deus, não de mimar nosso egoísmo, e há diversas coisas envolvidas, se a pessoa há de agradar com êxito a Deus. O alimento diário, isto é, o alimento espiritual, é essencial para se manter o vigor espiritual. Será que se alimenta da Palavra de Deus em ocasiões regulares e programadas? Será que belisca aqui e ali e então fica admirado de não ter o vigor para trabalhar no serviço de Deus? Será que está tirando pleno proveito do alimento espiritual, ou está ocupado demais para comer estas refeições nutritivas, que criam fé? É o estudo pessoal uma tarefa de seu programa que faz por obrigação, ou é um deleite, algo que aguarda com vívida expectativa? O estudo pessoal não só satisfaz tal fome, mas aumenta o seu fundo de verdades e idéias operantes, com as quais poderá ensinar efetivamente a outros. Se parece que não consegue fazer-se entender, tem então um suprimento, um depósito de outras idéias e outras maneiras de ensinar. Os ministros limpos têm o apoio de Deus, e isso significa ser limpo não só na obra de pregação mesma, mas também em casa, no serviço secular, nos divertimentos e distrações; pois, embora talvez não estejamos falando a verdade, ainda a estamos vivendo e somos exemplos para os outros. Estas coisas nos serão possíveis se tivermos qual base para nossa adoração o motivo revelado em Mateus 22:37: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.” Juntando isto ao encorajamento de 1 Timóteo 4:16, tornar-nos-emos ministros sólidos, altruístas e equilibrados: “Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino. Permanece nestas coisas, pois, por fazeres isso, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te escutam.”
ALIMENTE COM DILIGÊNCIA AS “OVELHAS” MEDIANTE ESTUDOS BÍBLICOS
6. Partilhar as boas novas com outros cria que espécie de atitude em nós? Será que há felicidade neste proceder?
6 Mediante sua Palavra, Jeová tem instruído seu povo a pregar as boas novas do Reino. (Mat. 24:14) É a parte ativa de nossa adoração participar neste ministério. Fazemos isso porque desejamos fazê-lo, não para agradar a outros nem para termos um relatório no papel. A alegria genuína no serviço de Deus é alimento para o ministro e o fortalecerá, mas, participar na obra de pregação para agradar algum homem ou apenas para fazer um relatório termina sendo exatamente isso, um pedaço de papel. A apreciação deste privilégio de adorar a Jeová e de partilhar o conhecimento vitalizador com os que nos escutam nos fortalecerá para usufruirmos tais bênçãos, tanto agora como enquanto vivermos. Sabemos que outros gastaram considerável tempo em preparar publicações, em imprimir Bíblias e em visitar nossas casas a fim de partilharem conosco as boas novas. Agora é nossa vez de agirmos altruìstamente e ajudarmos a outros. Agora é o tempo de pregar. Num futuro não muito distante chegará a ocasião em que possivelmente não será possível fugir para a segurança em Jeová. Agora é o tempo de ‘sair dela [de Babilônia, a Grande], povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas’. (Rev. 18:4) Agora é o tempo de achar, apascentar e cuidar ternamente das “outras ovelhas”, dizendo a todos os povos que ‘saiam dela’. As vidas estão em jogo, e não devemos apagar da mente este ponto pela busca egoísta de prazeres e do materialismo, ao invés de participarmos em ensinar a verdade a outros. Os estudos bíblicos são a obra mais importante de prestar atenção aos que nos escutam. (João 21:15-17) Pode descrever a felicidade dos pais ao observarem seus bebês crescerem, aprenderem a dizer e a fazer coisas novas com tamanho fervor? Assim é a alegria dos que alimentam as “ovelhas” com alimento espiritual mediante estudos bíblicos regulares.
7. Que ponto destacou Jesus ao fazer a sua ilustração da colheita, e, em realidade, o que está envolvido na época de colheita?
7 Foi Jesus quem destacou a importância de prestarmos atenção aos que nos escutam, em Mateus 9:35-38: “Jesus empreendeu uma viagem . . . ensinando . . . e pregando as boas novas do reino . . . Vendo as multidões, sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor. Ele disse então aos seus discípulos: ‘Sim, a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, rogai ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita.’” Indicou a necessidade de se retornar e cuidar destas “ovelhas”, de alimentá-las e pastoreá-las para a vida. O fazendeiro planta a semente em solo em que já trabalhou diligentemente para preparar para a época do plantio. No entanto, plantar a semente não é o fim do assunto ou do trabalho. Os campos precisam ainda ser protegidos dos animais famintos, do joio e dos insetos. Em muitas localidades, ele voltará para regar por meio de irrigação os brotos sedentos. Então se vê os primeiros estágios da colheita, o corte do grão. Mas, a colheita não se completa até a debulha ocorrer e o grão ser estocado em segurança no depósito. A colheita é uma época de tensão, o tempo talvez não esteja firme, talvez venham chuvas que ensopem o grão cortado que está no solo, resultando em danos, ou as chuvas talvez diminuam os dias de colheita e o lavrador talvez tenha de cavar as suas últimas colheitas de debaixo das primeiras neves. Não é de admirar que o lavrador trabalhe longas horas na época de colheita e espere que seus ajudantes façam o mesmo. Não há lugar para pessoas preguiçosas ou para os que apenas procuram divertir-se.
8. De que modo nos tornamos co-trabalhadores de Deus, e quando se precisa de ajuda, que espécie de co-ministros se pede em oração?
8 Jesus associou os trabalhadores na colheita e a atmosfera de urgência em cuidar destas “ovelhas”. É uma idéia sensata compreender que tais “ovelhas” famintas oram a Deus, pedindo que alguém lhes aponte o caminho à verdadeira religião, e que seus irmãos oram, pedindo ajuda para a obra de colheita. Mas, lembre-se, tais “ovelhas” e os seus irmãos oram pedindo trabalhadores. A menos que trabalhe, não será resposta às orações deles. Para fazer a colheita, o lavrador sábio reconhece a Deus como o dador da chuva e do sol que trazem o crescimento. Mas, a chuva e o sol não produzem uma colheita a menos que se plante semente num leito bem preparado. Assim, também, ao alimentar as “ovelhas”, reflita sobre como isso é descrito em 1 Coríntios 3:6-9: “Eu [Paulo] plantei, Apolo regou, mas Deus o fazia crescer; de modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que o faz crescer. Ora, quem planta e quem rega é um só, mas cada um receberá a sua própria recompensa, segundo o seu próprio labor. Pois somos colaboradores de Deus. Vós sois campo de Deus em lavoura, edifício de Deus.”
9. (a) Será que o método de estudo bíblico usado por Filipe e outros naquele tempo dará certo agora? (b) O que acrescenta urgência e importância à atividade de estudos bíblicos nestes tempos?
9 Alimentar as “ovelhas” que nos escutam mediante estudos bíblicos não é idéia nova. O anjo de Jeová orientou o ministro Filipe a usar este método a fim de estimular o tesoureiro etíope a servir a Deus. Foi um estudo de perguntas e respostas que logo levou este homem ao batismo e à felicidade no serviço de Jeová. (Atos 8:27-38) Deve haver ainda muitas mais destas “ovelhas” a encontrar e a alimentar regularmente com o mesmo alimento espiritual, pelo mesmo método, os estudos bíblicos. Algo importante ao prestar atenção a outros é a atitude que tem quando sai de casa em casa. Será que irá voltar de novo em breve, dentro de alguns dias, para trazer mais alimento? Será que sua preocupação quanto às vidas destas pessoas sobrepuja o temor de ser obrigado a dirigir regularmente cada semana um estudo bíblico e a paciente e ternamente criar estas “ovelhas” até que elas também sejam ministros? Poderá se dar ao luxo de perder as alegrias que se obtém do ministério de estudos bíblicos, onde o crescimento e a apreciação pelos arranjos de Deus ocorrem diante de seus olhos? Filipe ouviu atentamente a um anjo, quando foi instruído a estudar com uma pessoa que dava ouvidos, e ambos receberam uma bênção. Este também é tempo de se ouvir a ordem da instrução celeste e de se participar em alimentar as pessoas famintas com as águas vitalizadoras da verdade. Jeová Deus está interessado no bem-estar espiritual das “ovelhas”. (Eze. 34:11-16) Cristo Jesus ordenou que as “ovelhas” fossem encontradas e alimentadas. (Mat. 28:19, 20; João 21:15-17) Os anjos que têm responsabilidades na obra de pregação instruíram que se desse urgente atenção ao assunto. (Rev. 14:6-10) É uma voz celeste que dá a ordem: “Saí dela [de Babilônia, a Grande], povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados, e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” (Rev. 18:4) Certamente, então, temos a mais alta autoridade e apoio quando participamos do privilégio de alimentar as “ovelhas” mediante um programa de estudos bíblicos. Receberá uma bênção se escutar e agir.
10. Será necessário saber tudo antes de se dirigir um estudo bíblico com uma pessoa que nos escute, e ‘por que responde assim?
10 “Os jovens e os idosos podem participar deste privilégio. Lerá muitos exemplos disso no Anuário das Testemunhas de Jeová de 1966. Trata-se duma consideração simples e clara das doutrinas e dos princípios encontrados na Palavra de Deus. A Bíblia permanece sendo a sólida autoridade que precisa apenas consultar para dar as respostas corretas. As concordâncias e as publicações da Sociedade Torre de Vigia fornecem abundante ajuda num programa para tal estudo bíblico. Em vista do campo de colheita, da urgência dos tempos e do que temos recebido, há necessidade de muitos mais na congregação iniciarem e dirigirem regularmente estudos bíblicos com tais “ovelhas” espalhadas e famintas e que nos escutam.
CONDUZA TERNAMENTE OS NOVOS À ORGANIZAÇÃO DE JEOVÁ
11. Quais são as coisas que os novos desejarão saber antes de assistirem às reuniões congregacionais?
11 Salvar os que nos escutam exigirá um programa regular de alimentação, programa este que seja preparado de modo a treiná-los desde o início a ver a necessidade duma vida equilibrada de serviço a Deus. A maneira provada e bíblica é encaminhar imediatamente estas “ovelhas” à organização de Jeová. Há muitas coisas que as pessoas desejam saber sobre a organização, antes de assistirem às reuniões, tais como: como estas são dirigidas? e o que se espera dos que as assistem? Muitos ficam surpresos de saber que não se passam sacolas de coleta nas reuniões das testemunhas de Jeová. Ficam felizes de ouvirem e verem a Bíblia ser tão usada durante o programa. Realmente, dizem, é tão instrutivo, dando ênfase a se ganhar conhecimento, ao invés de cerimônias ou rituais.
12. Será que Jeová espera que informemos a estes novos a respeito dos requisitos da adoração limpa, e o que significa a adoração limpa para tais pessoas?
12 Para que se sintam realmente à vontade, tais pessoas precisarão entender os requisitos bíblicos quanto a se manter limpa a organização. Assim, pouco a pouco, nós as familiarizamos com a honestidade, os hábitos moderados de beber, as relações entre os sexos, falar a verdade, e a conduta apropriada para alguém que diz publicamente: “Eu sou ministro, e, como uma das testemunhas de Jeová, estou aqui para lhe trazer as boas novas do reino de Deus.” Não esperará que façam tudo de uma só vez, mas terá presente as informações sensatas registradas em 1 Coríntios 6:9-11: “O quê! Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, nem gananciosos, nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus. E, no entanto, isso é o que fostes alguns de vós. Mas vós fostes lavados, mas vós fostes santificados, mas vós fostes declarados justos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus.” Não só suas explicações da organização limpa, mas também sua conduta, os instruirá que isso pode ser feito e lhes dará um vislumbre da felicidade obtida por se seguir o conselho de Deus sobre a conduta limpa. Estes novos que chegam à organização, têm de manter, naturalmente, a espécie de conduta apropriada ao ministro cristão, Isto será necessário para que eles sejam bem-vindos na associação da congregação, e realmente se tornem parte da família. (1 Ped. 4:3, 4) De suma importância será sua relação para com Jeová, o Criador. Será que poderão dirigir-se a ele em oração sem terem obstruídas as suas orações por causa de condições impuras? (1 Ped. 3:7) “O sacrifício dos iníquos é algo detestável a Jeová, mas a oração dos retos é um prazer para ele.” — Pro. 15:8.
13. Como é que a organização congregacional os ajuda a ensinar os novos?
13 Convidá-los à congregação é realmente convidá-los a participar dos privilégios do ministério, pois a organização é de ensino, estando determinada a assumir sua responsabilidade de treinar os novos a ensinar a outros. Note como este ponto é destacado em 2 Timóteo 2:2: “E as coisas que ouviste de mim, com o apoio de muitas testemunhas, destas coisas encarrega homens fiéis, os quais, por sua vez, estarão adequadamente qualificados para ensinar outros.” A organização é o melhor lugar para onde levar estas “ovelhas” com as quais estuda, para lhes dar valiosa instrução quanto a manterem-se equilibradas quais servos de Deus.
14. Descrevam como familiarizariam os novos com a organização, e o que é essencial ao progresso?
14 Agora, naturalmente, surge a pergunta: Como devemos convidar à organização estas pessoas que nos escutam? As circunstâncias e as pessoas sempre serão diferentes, mas podem ser alistadas aqui algumas das coisas que talvez ache por bem fazer. Toda semana, fale com elas sobre uma fase da organização. Consulte os índices das publicações da Torre de Vigia, especialmente sob o título “Congregação”, para obter pontos a usar. Descreva a finalidade de cada uma das reuniões, as assembléias, os servos, e as várias formas de executarmos a obra de pregação. Estes poucos minutos depois de seu estudo bíblico logo as familiarizarão com a congregação e elas se sentirão bem à vontade e saberão o que esperar. Leve-as consigo no ministério e lhes ensine com paciência, passo por passo, ajudando-as a se tornarem experientes em falar com as pessoas, em usar a Bíblia e em apresentar as publicações. Estes são importantes períodos de treinamento, pois a sua fidedignidade e a regularidade serão mais tarde o padrão que seguirão quando estes novos começarem a ensinar àqueles com quem dirigirem estudos bíblicos. As ovelhas vicejam com um programa regular de alimentação, de modo que a fidelidade é essencial a alguém que lhes deseje ministrar. Jeová e Jesus são exemplos de cumpridores das promessas; “apeguemo-nos à declaração pública da nossa esperança, sem vacilação, pois aquele que prometeu é fiel”. — Heb. 10:23.
A FIDELIDADE RESULTA EM VIDA
15. (a) Dêem exemplos de infiéis cujo proceder desejamos evitar. (b) Comparem-nos com os fiéis, e as bênçãos que estes usufruem.
15 Apegar-se a algo exige perseverança, e é a perseverança que produz a condição aprovada; a condição aprovada, por sua vez, a esperança. (Rom. 5:4) ‘Pois com o coração se tem de persistir em exercer fé para a justiça e com a boca se tem de persistir em fazer declaração pública para a salvação.’ (Rom. 10:10; 2 Cor. 13:5; Gál. 6:9) Disse Paulo: “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” (1 Cor. 9:27) Salomão não fez isto, e pense por um momento no fim dele. Domina como rei por quarenta anos, gasta vinte anos construindo uma casa para Jeová e uma casa para o rei. Edifica cidades e navios. A sabedoria e a prosperidade pacífica são o que o mundo comenta. Salomão ora, pedindo sabedoria, e Jeová responde a tal oração. Todavia, ele desiste e morre infiel. (1 Reis 11:1-43) Jesus profetizou que outros abandonariam a adoração verdadeira. (Mat. 24:12) Por que ser alistado entre os que ‘esfriam’? Siga o exemplo dos muitos alistados em Hebreus 11:4-39. Lembre-se de Abraão. Tinha setenta e cinco anos de idade quando Jeová lhe deu uma designação de responsabilidade. Morreu com cento e setenta e cinco anos. Cem anos em tal serviço, e o relato diz: “Então Abraão expirou e morreu numa boa velhice, velho e satisfeito.” (Gên. 12:1, 4; 25:8) Deus estava satisfeito com ele, e, em Hebreus 11:8, registra-o como homem de obediência e de fé. Ao passo que a vida, antes que a morte, se apresenta diante do leitor, deveria ser seu desejo permanecer satisfeito no serviço de Jeová e ter a aprovação de Deus sobre a sua adoração. Quando alguns discípulos ficaram com sentimentos feridos por causa do que Jesus dissera, esfriaram e voltaram ao seu anterior proceder. Quando Jesus perguntou a outros se eles também queriam ir embora. Simão Pedro disse: “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna.” (João 6:68) Jesus respondera antes a esta pergunta, conforme registrada em Mateus 24:13: “Mas quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.”
16. Expliquem o conceito equilibrado em cuidar de nossas muitas responsabilidades, e o que usam como base de tal conclusão?
16 É verdade que há tanta coisa a fazer na adoração de Deus e em cuidar de todas as nossas responsabilidades. Necessitamos do espírito de mente sã para mantermos o equilíbrio. Um conceito calmo e bem equilibrado significa contentamento e felicidade. Provérbios 14:30 assim se expressa: “O coração calmo é a vida do organismo carnal”, e Provérbios 15:13: “O coração alegre tem bom efeito sobre o semblante.” Naturalmente, então, aqueles que observam nosso proceder e nos escutam precisam de atenção pessoal para tirarem a sua velha personalidade e revestirem-se da nova. Depois de instar a favor desta mudança por meio da renovação da mente (Rom. 12:2, 3), Paulo mostra como é realizada: “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não estejais planejando antecipadamente os desejos da carne.” (Rom. 13:14) Não só terá a Jesus Cristo como exemplo em todas as coisas, mas aqui está o pivô de seu equilíbrio. Ao passo que Jesus era perfeito e o leitor é imperfeito, todavia, poderá descobrir quais são as áreas seguras de andar. Jesus refletia a mente do Criador, Jeová, e, assim, fica familiarizado com o seu Pai celeste mediante as palavras e as obras deste Filho. A apreciação por estes fatos tem de ser cultivada naqueles que o escutam. Se a verdade é valiosa para nós, nós a ensinaremos, sim, recomendaremos, sim, ainda mais, instaremos que seja usada, e muito mais ainda, persuadiremos estas pessoas inclinadas a ser “ovelhas” a aplicar a Palavra de Deus em sua vida, ‘visando . . . em interesse pessoal os outros’. Filipenses 2:4 insta conosco a ajudarmos tais pessoas a ordenar sua vida a fim de agradarem a Deus. Será necessário, não pensar ou agir por elas, mas ajudá-las a aplicar os princípios da Palavra de Deus.
17. (a) Por que devemos ser pacientes com os novos? (b) Descrevam a causa da profunda satisfação e felicidade no serviço de Jeová.
17 Lembre-se de que é a Palavra de Deus que resulta na nova personalidade, e assim não nos tornaremos impacientes nem desistiremos porque tal mudança não acontece da noite para o dia. Leva tempo fazer mudanças e se tornar um ministro bem equilibrado. “É pela bondade e pela verdade que se expia a iniqüidade, pelo temor do Senhor [Jeová] evita-se o mal.” (Pro. 16:6, CBC) Mas, que contentamento de se sentir útil poderá ter à medida que apascenta as “ovelhas” e as conduz ternamente ao campo da adoração de Jeová. Se Jeová vê no leitor um instrumento para levar a verdade a outrem, e os anjos o ajudam, quão privilegiado é! As palavras não podem expressar a sua arraigada felicidade, mas a Bíblia a expressa da seguinte forma: “Quando Jeová tem prazer nos caminhos dum homem, faz que até os inimigos dele fiquem em paz com ele.” (Pro. 16:7) “Agora, o Deus de paz, que com o sangue dum pacto eterno tirou dentre os mortos o grande pastor das ovelhas, o nosso Senhor Jesus, vos equipe com toda coisa boa, para fazerdes a sua vontade, realizando em nós, por intermédio de Jesus Cristo, aquilo que é bem agradável à sua vista; a ele seja a glória para todo o sempre. Amém.” — Heb. 13:20, 21.