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Que defesa há contra os difamadores dos verdadeiros cristãos?A Sentinela — 1977 | 1.° de julho
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Que defesa há contra os difamadores dos verdadeiros cristãos?
O CONJUNTO inteiro dos ensinos cristãos, que se tornaram parte da Palavra escrita de Deus, são a “verdade das boas novas” ou simplesmente a “verdade”. (Gál. 2:5; Rom. 2:8) No decorrer dos séculos, relativamente poucas pessoas aceitaram este fato. Cegados pelo “deus deste sistema de coisas”, Satanás, o Diabo, muitos combateram a “verdade das boas novas” por difamarem os verdadeiros cristãos, seus ensinos e sua motivação. — 2 Cor. 4:3, 4.
Para os cristãos, tal difamação é uma das evidências de que deveras estão andando em harmonia com a verdade de Deus. Isso pode, assim, ser motivo de se alegrarem, sabendo que sua aderência à verdade resultará em bênçãos duradouras. Assim como Jesus Cristo disse no seu Sermão do Monte: “Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa e grande nos céus; pois assim perseguiram os profetas antes de vós.” — Mat. 5:11, 12.
Naturalmente, não é agradável ser vituperado. Pode-se ficar muito preocupado com os possíveis efeitos adversos sobre aqueles que talvez sejam induzidos a aceitar a difamação como sendo verdade. Especialmente quando a difamação vem da parte de alguém que anteriormente parecia andar em harmonia com a verdade da Palavra de Deus, pode haver a tendência de combatê-lo. Mas, é sábio tal proceder?
Nunca devemos esquecer-nos de que muitos simplesmente não querem saber da verdade. Achando ser demais para eles harmonizar-se com as elevadas normas da Palavra de Deus, alguns simplesmente procuram uma desculpa para não escutar a mensagem da Bíblia, conforme apresentada pelas testemunhas cristãs de Jeová. Quando as Testemunhas de Jeová são difamadas, essas pessoas preferem crer nas falsidades, a fim de justificar seu próprio proceder. Conforme nos diz 2 Tessalonicenses 2:11, 12: “Deus deixa que vá ter com eles a operação do erro, para que fiquem acreditando na mentira, a fim de que todos eles sejam julgados, porque não acreditaram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça.” É óbvio que, se os servos de Jeová fizessem caso de cada acusação falsa lançada contra eles, isso não ajudaria a tais pessoas. Estas ainda prefeririam acreditar na mentira.
Se as Testemunhas de Jeová se enfronhassem em refutar todas as acusações falsas lançadas contra elas, poderiam também cair numa armadilha do grande acusador, Satanás, o Diabo. De que modo? Ora, Satanás certamente se agradaria de ver uma redução no trabalho de ajudar pessoas sinceras a aprender a verdade. No entanto, é exatamente isso o que poderia acontecer. Se os servos de Jeová se deixassem influenciar, eles perderiam tempo valioso, que de outro modo poderiam gastar com proveito em ajudar pessoas sinceras a aprender a vontade e os propósitos de Deus para com a humanidade.
De modo similar, se alguém gastasse muito tempo em ler os ataques lançados contra as Testemunhas de Jeová e depois se esforçasse em achar meios de refutá-los, ele poderia ficar com facilidade todo agitado emocionalmente. Poderia ficar deprimido e desanimado, em especial visto que, humanamente, não há meios de silenciar todos os falsos acusadores. Quaisquer extensos esforços públicos neste sentido, de fato, apenas serviriam para dar publicidade a falsidade. Alguns talvez até mesmo ficassem induzidos a encarar os esforços estrênuos para refutar as acusações como motivos para dar-lhes ainda mais importância.
No entanto, há um modo de refutar acusações, sem ficar indevidamente envolvido na tentativa de combatê-las. Qual é? Foi indicado pelo apóstolo Pedro, quando disse a concristãos: “Mantende a vossa conduta excelente entre as nações, para que, naquilo em que falam de vós como de malfeitores, eles, em resultado das vossas obras excelentes, das quais são testemunhas oculares, glorifiquem a Deus no dia da sua inspeção. . . . Pois a vontade de Deus é que, por fazerdes o bem, possais açaimar a conversa ignorante dos homens desarrazoados.” (1 Ped. 2:12-15) Sim, quando observadores sinceros notam que as Testemunhas de Jeová realmente vivem em harmonia com as normas justas da Palavra de Deus, e são movidas pelo interesse genuíno nos outros e pelo amor a eles no cumprimento de seu serviço, eles podem prontamente ver que as acusações lançadas contra esses cristãos não têm fundamento.
De modo que não é preciso ficar demasiadamente preocupado com as acusações mentirosas de pessoas descontentes, cujo único interesse é atacar e prejudicar a união e o serviço das Testemunhas de Jeová. Aqueles que desejam verificar o que as Testemunhas fazem e ensinam não terão dificuldade nenhuma em obter essa informação de primeira mão. Cada mês, as Testemunhas de Jeová distribuem milhões de exemplares de literatura, que apresentam a base bíblica das crenças delas. As reuniões nos seus Salões do Reino são franqueadas ao público, assim como também suas assembléias regionais, nacionais e internacionais. E, naturalmente, cada Testemunha de Jeová está sempre pronta pata apresentar razões para a sua crença àqueles que perguntarem sinceramente.
Mas, quando pessoas preferem crer nas acusações falsas, terão de sofrer as conseqüências por não terem feito uma investigação sincera. Isto está de acordo com as palavras de Jesus Cristo: “Se, pois, um cego guiar outro cego, ambos cairão numa cova.” — Mat. 15:14.
Portanto, em vez de entrarem em discussões, quando se fazem acusações falsas, as Testemunhas de Jeová costumam deixar que o peso da apresentação de provas recaia sobre os acusadores. Um bom exemplo disso é o apóstolo Paulo. Quando os inimigos religiosos lançaram contra ele acusações falsas perante o governador romano Félix, Paulo não tentou refutá-las, mas simplesmente salientou que seus acusadores não podiam provar ‘as coisas de que o acusavam’. (Atos 24:13) De modo similar, Jesus Cristo, em certa ocasião, perguntou aos seus opositores: “Quem de vós me declara culpado de pecado?” — João 8:46.
Há ocasiões, porém, em que é preciso apresentar uma defesa sob circunstâncias desfavoráveis. Autoridades públicas, tais como juízes, talvez exijam uma resposta. Embora as perguntas possam ser apresentadas de modo a rebaixar a Testemunha de Jeová e sua mensagem, ela não precisa ficar zangada ou mostrar-se ressentida ou irritada. Pode permanecer calma e demonstrar brandura ao responder. Sabendo que “os olhos de Jeová estão sobre os justos”, mostra corretamente profundo respeito, como se estivesse na presença de Deus. (1 Ped. 3:12) Tal conduta está em harmonia com a admoestação encontrada em 1 Pedro 3:15: “Santificai o Cristo como Senhor nos vossos corações, sempre prontos para fazer uma defesa perante todo aquele que reclamar de vós uma razão para a esperança que há em vós, fazendo-o, porém, com temperamento brando e profundo respeito.”
Ao passo que uma luta com palavras apenas pode piorar a situação, o testemunho da conduta excelente não pode ser refutado. Nenhuma pessoa razoável jamais chegaria à conclusão de que qualidades tais como o altruísmo, a benignidade, a prestimosidade e a empatia sejam caraterísticas de pessoas odiosas. De modo que a conduta louvável dos verdadeiros cristãos, junto com a calma persistência na apresentação positiva dos ensinos da Bíblia, é sua melhor defesa contra os difamadores. A conduta excelente pode açaimar a conversa ignorante e contribuir para ajudar outros a se tornarem glorificadores de Jeová Deus.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1977 | 1.° de julho
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Perguntas dos Leitores
● Parece que demasiadas vezes os maridos deixem para sua esposa a tarefa de educar e disciplinar os filhos. O que diz a Bíblia sobre isso? É realmente ‘tarefa de mulher’?
É verdade que, em muitos lugares, os homens acham que cabe à esposa orientar e corrigir os filhos. Mas a Bíblia não concorda com isso; ela mostra claramente que ambos os cônjuges têm este dever. — Pro. 1:8.
Naturalmente, é preciso ser razoável e realístico quanto à situação existente em muitas famílias. Amiúde acontece que o marido que faz trabalho secular para sustentar a família está fora grande parte do dia. E em muitos casos a esposa trabalha no lar a maior parte do tempo, fazendo ali a sua contribuição valiosa para a felicidade e o bem-estar da família inteira. Se ela for o membro da equipe marido-e-mulher que está regularmente em contato com os filhos, durante o dia, é natural que ela lhes forneça grande parte da orientação e disciplina de que precisam.
Realmente, porém, aquilo de que cada vez mais mulheres se ressentem é a relutância do marido de participar na educação dos filhos, quando ele está em casa, com a família.
O que a Bíblia diz sobre a instrução e a disciplina dos filhos é tanto sábio como instrutivo. Por exemplo, lemos: “Educa o rapaz segundo o caminho que é para ele; mesmo quando envelhecer não se desviará dele. Castiga teu filho e ele te trará descanso e dará muito prazer à tua alma.” (Pro. 22:6; 29:17) Deus lança a responsabilidade tanto sobre o pai como sobre a mãe De modo que o conselho para os filhos é: “Observa, filho meu, o mandamento de teu pai e não abandones a lei de tua mãe. Escuta teu pai que causou o teu nascimento e não desprezes a tua mãe só porque ela envelheceu.” (Pro. 6:20; 23:22) Portanto, mesmo quando o homem está longe do lar, durante o dia, deve estar ativamente interessado em educar seus filhos com bom êxito. Ele não é apenas o ‘arrimo de família’.
Entretanto, talvez volte para casa cansado, procurando ‘paz e sossego’. Portanto, quando surge um problema cotidiano a respeito dos filhos, ele talvez seja tentado a dizer à sua esposa: ‘Tome você conta disso. Você está todo o dia com eles e por isso pode saber o que é melhor para eles.’ Talvez ela possa fazer isso, como talvez tenha feito durante o dia. Mas, quando seu marido está em casa, por que não devia ele cooperar com ela na educação dos filhos? Isso mostraria amor e consideração.
Além disso, como chefe da família, ele foi incumbido por Deus da responsabilidade de tomar a dianteira na orientação e correção dos filhos. A Palavra de Deus diz: “Vós, pais, não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová.” (Efé. 6:4) E a Bíblia compara a disciplina benéfica da parte de Jeová Deus com a disciplina bem motivada da parte do pai humano, disciplina que cria respeito nos filhos e produz frutos pacíficos. — Heb. 12:7-11.
Isto não significa, porém, que a tarefa é só dele, uma vez que esteja em casa. Não, a Bíblia não fraciona a responsabilidade segundo as horas do dia. Marido e mulher formam uma equipe em que ambos compartilham a responsabilidade e em que ambos devem mostrar consideração mútua. Ambos devem reconhecer que juntos tem a responsabilidade bíblica de ajudar e orientar seus filhos, sempre que possível. (Deu. 11:18-21) Quando marido e mulher cooperam em fazer isso, o resultado provável é felicidade e bom êxito. Os filhos certamente tirarão proveito de receberem amorosa orientação e disciplina de ambos os progenitores. E o marido provavelmente verificará que sua esposa não fica ressentida
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