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Quem é o cabeça de sua casa?Despertai! — 1976 | 22 de julho
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também fazê-lo. Se for genitor, aos primeiros sinais de esforços de seu filho nessa direção, esteja alerta para agir com firmeza e, ainda assim, com amor, ajudando-o destarte a ver que ele não é o cabeça.
Em Ulster, Irlanda, muitas crianças acham-se envolvidas em bandos que jogam pedras, e que detêm considerável poder nas escolas e na vizinhança. Isto facilmente se espalha ao lar; desejam exercer controle também ali. Recente notícia da situação na Irlanda dizia:
“Alguns pais parecem receosos de seus filhos. ‘Ele é mais forte que um homem’, disse a mãe dum garoto de 11 anos. ‘É por isso que o levei para consultar o médico-chefe. Ele me assustava.’”
Adicionalmente, o jovem talvez tente “dominar” a casa por estar confuso quanto a quem, de outra forma, exerce o controle. Talvez seus pais discutam e berrem quanto ao que deve ser feito. O pai grita que ele é o chefe, apenas para ouvir a mãe retrucar aos berros de forma rebelde e sarcástica. Exatamente em que situação isso deixa o filho? Talvez aproveite o atrito, lançando um genitor contra o outro, e assim manipule as coisas de tal modo que o filho é, até certo ponto, o cabeça.
O Que Fazer?
Ao passo que fatores e problemas que fazem com que os filhos usurpem a chefia sejam muitos; inquestionavelmente os resultados são péssimos. O filho não se sente feliz — sofre, e prejudica-se seu desenvolvimento.
Revelava certa notícia israelense: “O poder que estes déspotas juvenis detêm na família, pelo que parece, os deixa cheios de ansiedades quanto a enfrentar a dura realidade fora do lar. . . . Temem que não disponham de ninguém a quem recorrer num momento de necessidade.”
Qual é a solução, então? Não é alguma nova teoria ou recente enfoque por um psicólogo infantil. Basicamente, é a aplicação de conselhos registrados há muitos anos na Bíblia.
Parte dos conselhos do Criador é considerar o jovem da família como parte dum arranjo em que o pai é o cabeça designado. Ele não deve ser déspota ou chefão duro, mas cabeça amoroso e considerado, tanto de sua esposa como de seus filhos. (Col. 3:18-21) Obviamente, para que um filho sinta e respeite isto, o pai tem de assumir suas responsabilidades. Também, a mãe deve manifestar regularmente sua consideração por tal arranjo, e cooperar com ele.
O valor de ambos os genitores se esforçarem nessa direção pode ser avaliado pelo que ocorre quando não o fazem. O livro Between Parent & Child (Entre Pai & Filho) menciona lares em que o pai evita assumir suas responsabilidades e a mãe é “o último tribunal de recursos em todos os assuntos importantes”.
“O marido em tal lar parece evitar ser o cabeça da casa. Refere-se abertamente a sua esposa como ‘a patroa’. Quando seus filhos lhe pedem que faça uma decisão, sua resposta usualmente é: ‘Pergunte a sua mãe’. Nesses lares, os filhos crescem sentindo pouco respeito ou admiração pelos homens. Tanto os meninos como as meninas vêem o pai através dos olhos da mãe: um rapaz doce, porém, ‘apalermado’, um bonachão descuidado.”
Em contraste, aconselha a Palavra de Deus: “Pais, não tratem seus filhos de tal maneira que eles fiquem irritados. Ao contrário, vocês devem criá-los na disciplina e na instrução cristãs.” (Efé. 6:4, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Sim, o pai é o cabeça da família e precisa orientar e participar na educação de seus filhos. Dá-se isso em sua família?
A Bíblia também mostra quão importante é a contribuição materna para a família. Respeitando a chefia do marido, ela pode trabalhar unidamente com ele em orientar os filhos. Provérbios 14:1 afirma: “A mulher realmente sábia edificou a sua casa, mas a tola a derruba com as suas próprias mãos.” — Compare com Provérbios 1:8; Levítico 19:3.
Significa isso que não se dá ao filho nenhuma margem para o desenvolvimento e a expressão pessoais? De jeito nenhum. Os pais, porém podem dar-lhe certa responsabilidade e independência de tal modo que ele ainda saiba que não é o chefe. A mãe poderia perguntar, não: ‘O que deseja para o café da manhã?’, mas: ‘Hoje comeremos flocos ou papas de cereal. Qual desses você quer?’ Assim, concede-se ao filho certa medida de independência e escolha, mas, ao mesmo tempo, faz-se com que se conscientize de que não é o cabeça da família.
Ingrediente Essencial
Para que os filhos aprendam que não são o cabeça da casa, é preciso disciplina. Alguns pais objetam a isso. E pode estar certo de que muitos filhos também objetam. Todavia, observe os comentários dum psiquiatra infantil, Wayne Weisner:
‘Os filhos precisam de disciplina a fim de se tornarem civilizados. Eles até mesmo a desejam. Aceitam-na mui prontamente dos pais que são firmes, porém, sempre justos. Ambos os genitores devem estar em total acordo sobre qual deva ser a disciplina, de outra forma o radar do filho captará o desacordo, e um convite implícito à desobediência.’
Naturalmente, tais sentimentos são simples ecos do que Deus há muito fez registrar como o melhor proceder paterno: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.” — Pro. 29:15, Almeida, atualizada.
Admitidamente, há muitos lares em que os filhos são o cabeça, dando ordens e controlando seus pais. Mas, tais lares não são felizes. Os pais não são felizes. Os filhos não são felizes, nem serão. A Palavra de Deus mostra meridianamente que o maior êxito e felicidade resulta de o pai amoroso exercer sua chefia em ligação com uma esposa respeitosa e cooperadora. Este arranjo provê o clima seguro e a orientação firme com os quais os filhos se desenvolvem melhor em adultos equilibrados e maduros.
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Será seguro tomar remédios?Despertai! — 1976 | 22 de julho
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Será seguro tomar remédios?
SE EXAMINAR o armário do banheiro duma típica casa próspera, o que verá? Não raro está tão repleto de remédios que dificilmente sobra lugar até para uma escova de dentes. Parece ser uma fraqueza humana querer tomar remédios. Com efeito, o falecido e famoso médico canadense, Sir William Osler, certa vez ponderou que “o desejo de tomar remédio talvez seja a maior caraterística que distingue o homem dos animais”.
Nos Estados Unidos, cerca de Cr$ 100 bilhões por ano são gastos com remédios a fim de aliviar várias aflições. Os médicos prescrevem cerca de 2,4 bilhões de receitas por ano. E o uso de remédios sob receita, segundo se prediz, continuará aumentando à taxa de 9,5 por cento ao ano. Por quê?
Um motivo é que se descobrem remédios cada vez mais eficazes para combater muitas doenças. Mas, grandemente responsáveis são os esforços propagandísticos dos laboratórios farmacêuticos. Anualmente,
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