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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1975 | 15 de setembro
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descrente com o objetivo de achar um cônjuge está agindo contrário à admoestação bíblica.
Daí, também, embora alguns incrédulos talvez respeitem a crença, eles mesmos não estão seguindo o conselho da Palavra de Deus. Sendo assim, podem estar inclinados a tomar certas liberdades com alguém do sexo oposto. Não sendo imune aos desejos da carne, o cristão ou a cristã talvez ceda à tentação quando estiver com um(a) descrente. “Não sejais desencaminhados”, acautela a Bíblia. “Más associações estragam hábitos úteis.” — 1 Cor. 15:33.
Mesmo que se evite a conduta imoral, alguém que não é crente não é boa companhia. Se não for adorador devoto de Jeová Deus não pode ser fonte de verdadeiro encorajamento para quem é. Quem não for crente, embora aparentando ser ‘boa pessoa’ e respeitar a fé de quem crê, ainda assim não aprecia coisas espirituais. Faltando-lhe o conceito espiritual, ele ou ela não fortaleceria o crente na determinação de ser fiel a Deus. Ao contrário, visto que o incrédulo talvez pense no casamento, estaria animando o cristão ou a cristã a desconsiderar o conselho de Deus sobre ‘casar-se somente no Senhor’.
Portanto, é sábio que o cristão ou a cristã dedicados procurem possíveis cônjuges apenas entre os que são crentes e que têm espiritualidade. — Veja Deuteronômio 7:3, 4; Neemias 13:26, 27; Malaquias 2:10-12.
● Justifica-se um aborto quando há um substancial perigo para a saúde?
Embora este seja um problema que envolve profundos sentimentos humanos e preocupações, o conselho perfeito da palavra de Deus mostra que um perigo potencial para a mãe ou para o filho não justifica induzir um aborto.
Os conceitos humanos sobre esta questão variam e muitas vezes se contradizem. Mas o fundamental no conceito bíblico é a vida e o respeito por ela. A vida humana tanto teve origem divina como tem propósito divino. (Gên. 1:27; Jó 33:4; Sal. 100:3-5) Em toda a Bíblia vemos refletido o profundo respeito de Deus pela vida. Ele exorta amorosamente os homens a prezarem sua vida e a respeitarem como sagrada a vida dos outros. Aquele que, sem consideração da lei divina, tirava a vida de outro homem, mesmo dum bebê no ventre era tanto culpado como responsável. — Gên. 9:5, 6; Êxo. 21:14, 22-25.
Não se pode negar que a mulher grávida às vezes enfrenta considerável perigo. Um problema de saúde, tal como diabetes, hipertensão ou outras doenças cardio-vasculares, pode induzir os médicos sinceramente preocupados a concluir que a vida dela esteja em perigo. Talvez ela seja informada: ‘Ou tem um aborto, ou morrerá.’ Ou talvez se recomende um aborto quando parece que o filho possa nascer cego ou deformado, como no caso em que a mãe contrai rubéola (sarampo alemão) durante a gravidez. Alguns talvez raciocinem que em tais casos um aborto na realidade mostra respeito pela vida. Embora de modo algum se minimize a seriedade de tais problemas ou a sinceridade dos que recomendam o aborto, deve-se ter em mente a vida tanto da mãe como do filho.
Não há hoje tal coisa como uma gravidez perfeita, pois todos os humanos são imperfeitos. (Rom. 5:12) Assim, toda mulher grávida enfrenta certo risco; o fato lamentável é que algumas mulheres, mesmo mulheres sadias, falecem durante a gravidez ou o parto. (Gen. 35:16-19) Deve-se interromper cada gestação só por haver um risco para a vida ou a saúde da mãe? É evidente que não. É verdade que em alguns casos o perigo é maior do que o normal, em vista da idade da mulher ou de sua saúde. Contudo, não sobrevive a maioria das mulheres ao parto, inclusive muitas das que enfrentam riscos incomuns? E precisa-se admitir que o diagnóstico médico, embora bem intencionado, pode estar errado. Portanto, como é que alguém que aceita o conceito de Deus sobre a santidade da vida poderá concluir que um perigo em potencial justifique um aborto? Deve-se abreviar a vida da criança em desenvolvimento só por causa daquilo que possa ocorrer?a
De modo similar, em cada gestação existe a possibilidade de que o filho nasça com defeito ou deformidade. “Cerca de um dentre 14 bebês nasce com desordem genética; os atingidos vão desde o diabético . . . até o desesperançosamente aleijado, que talvez viva apenas alguns dias.” (Times Magazine de Nova Iorque, 8 de setembro de 1974, p. 100) Deveria este risco em potencial levar à conclusão que todas as gestações devem ser acabadas por meio dum aborto? De modo algum.
Também neste caso, em algumas situações o risco de o filho ter um defeito pode ser acima do normal. Por exemplo, parece dar-se quando a mulher tem mais de quarenta anos de idade, ou nos casos em que ela tomou fortes remédios ou contraiu uma doença potencialmente prejudicial nos primeiros estágios da gestação. Cerca de 10 a 15 por cento dos bebês nascidos de mães que contraíram rubéola durante as primeiras doze semanas da gravidez possuem alguns efeitos prejudiciais dessa doença, reconhecíveis no primeiro ano de vida. (Naturalmente, isso significa também que de 85 a 90 por cento de tais filhos não ficam afetados assim.) Mas, como pode aquele que tem profundo respeito pela vida dizer que o mero risco potencial dum dano para o filho justifique acabar com a vida da criança em desenvolvimento?
Para ilustrar que tais perigos devem ser encarados como meras possibilidades há o caso de certa mulher na África do Sul. Antes de ela se aperceber de que estava grávida, ela recebeu uma injeção para um padecimento dos rins. Mais tarde, o médico lhe disse que, em resultado disso, seu bebê ou seria um imbecil ou ficaria horrivelmente deformado; exortou-a a que tivesse um aborto. Quando ela aprendeu das testemunhas de Jeová o que a Bíblia diz sobre o respeito pela vida, recusou o aborto. Ela reconheceu que, mesmo que seu bebê nascesse defeituoso, Jeová podia desfazer o dano na vindoura Nova Ordem. (Veja Isaías 35:5, 6; Revelação 21:4) Qual foi o resultado? Ela deu à luz uma menina sadia. Mas, mesmo que sua filha tivesse sofrido conseqüências ou precisasse de cuidados e tratamentos extras, mudaria isso a justeza da decisão de deixar a menina viver, com a perspectiva da vida eterna?
Por conseguinte, a mulher que é exortada a ter um aborto terapêutico por causa dum perigo para a sua saúde ou vida, ou as de seu filho, precisa fixar a mente no conceito da Bíblia. Um perigo possível ou em potencial, mesmo que seja sério não justifica tomar o assunto nas próprias mãos e deliberadamente cortar a vida da criança no ventre da mãe. Fazer uma decisão segundo o conceito bíblico exigirá verdadeira fé e coragem, mas certamente será a decisão correta, que terá a aprovação de Jeová para sempre.
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Venha ouvir o discurso público gratuito: um só mundo, um só governo sob a sobA Sentinela — 1975 | 15 de setembro
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Venha ouvir o discurso público gratuito: um só mundo, um só governo sob a soberania de Deus
Este é o tema do discurso principal da série de assembléias de distrito de quatro dias, das testemunhas de Jeová, a partir de outubro, no Brasil. O programa das assembléias destaca também palestras bíblicas, úteis, sobre assuntos práticos da vida, bem como quatro dramas bíblicos em trajes típicos.
Entre em contato com o Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na sua localidade para saber da assembléia mais próxima ou escreva à editora desta revista.
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