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  • Zimbabwe (continuação)
  • Despertai! — 1985
  • Subtítulos
  • Suportar a Tortura
  • Esperança da Ressurreição — Ajuda Para Perseverar
  • “Jeová Sabe Livrar”
  • Reabilitação Após a Guerra
  • Cresce o Interesse na Mensagem ao Reino
Despertai! — 1985
g85 8/12 pp. 23-25

Anuário das Testemunhas de Jeová

Zimbabwe (continuação)

[Seriado com base no Yearbook de 1985.]

Suportar a Tortura

Alguns de nossos superintendentes viajantes, bem como outros irmãos e irmãs, foram sujeitos a cruel tortura. Um exemplo disso foi o de John Hunguka. Em geral a posição neutra das Testemunhas de Jeová era conhecida e respeitada. Neste caso, porém, parece que a posição firme de John como Testemunha de Jeová motivou o terrível tratamento que recebeu. Ele relata:

“Eu estava a caminho da próxima congregação. Na estrada, devia encontrar um irmão que iria acompanhar-me. Assim que nos encontramos fomos repentinamente cercados por soldados. Tinham em seu poder uma máquina elétrica que utilizavam para torturar as pessoas até revelarem informações sobre os do campo oposto.

“O irmão Mukwambo foi o primeiro a ser submetido a esta forma de tortura. Deram-lhe repetidas descargas elétricas no corpo à medida que tentavam extrair dele informações que não possuía. Enquanto se dava isso, ordenaram-me a sentar de costas para eles de modo que não visse o que acontecia. Foi então que proferi uma oração silenciosa a Jeová, pedindo-lhe que nos ajudasse a ambos a manter nossa fé firme. O irmão Mukwambo por fim perdeu os sentidos.

“Depois disso, fui interrogado. Quando souberam que era Testemunha de Jeová, um dos soldados passou a dar-me choques elétricos no corpo todo até que perdi os sentidos. Quando voltei a mim, começaram a interrogar-me outra vez. Reiterei minha posição neutra. Parece que cada vez que mencionava Testemunhas de Jeová, sua fúria aumentava.

“A seguir fizeram-me ficar nu e colocaram a máquina em meus órgãos genitais, sujeitando-me de novo aos choques. Daí, ameaçando matar-me se eu relatasse o que me fizeram, deixaram-me ir. Com a ajuda do irmão Mukwambo, pude chegar à casa dele. No dia seguinte os irmãos colocaram-me num ônibus para Mutare, onde recebi tratamento médico.”

Como sentiu-se John Hunguka quanto a esta experiência? “Eu não tinha dúvidas da proteção de Jeová em toda esta perseguição. Ao contrário, achegou-me a Ele mais do que nunca antes. Estava determinado a continuar visitando os irmãos naquelas áreas apesar dos problemas.” E foi isso exatamente o que ele fez, pois precisamente na semana seguinte voltava à mesma área, continuando seu serviço de circuito.

Esperança da Ressurreição — Ajuda Para Perseverar

Embora haja muitos exemplos da evidente proteção e libertação miraculosas da parte de Jeová, da morte certa, isto não significa que a morte sempre será evitada. Às vezes a ‘fidelidade até a morte’ é o meio pelo qual provamos nossa lealdade a Jeová e assim somos assegurados da “coroa da vida” por meio da ressurreição. — Tiago 1:12.

Foi triste, contudo encorajador, ler a carta dum irmão muito fiel, Tembe Mtshiywa, que demonstrou sua confiança em Jeová pela firme crença na ressurreição. Perdeu três filhos na guerra. Dois foram mortos quando o carro deles foi atacado; e o terceiro, Abutte, jovem irmão que servia no circuito, foi assassinado quando ia de bicicleta de uma congregação a outra. Tanto quanto sabemos, ele foi a única Testemunha de Jeová morta durante a guerra porque era Testemunha.

O irmão Mtshiywa diz que seus amigos e parentes, e até mesmo o chefe da área, exerceram grande pressão sobre ele, para apaziguar seus antepassados, afirmando que a calamidade sobrevinda a ele se devia à sua rejeição da adoração de antepassados. Mas, ele resistiu com firmeza a tal pressão, mantendo forte fé na esperança da ressurreição. Conta-nos que o conforto que recebeu dos irmãos e da organização de Jeová contribuiu muito para sustentá-lo. Este irmão ainda serve como pioneiro e ancião.

“Jeová Sabe Livrar”

Quão verazes têm-se mostrado estas palavras! (2 Pedro 2:9) Alguém que certamente pode atestar isto é Jeremiah Mupondi. É um jovem pioneiro especial que só tem uma orelha. Como veio a acontecer isto? Ele relata:

“Acabáramos de nos despedir do superintendente de circuito e dum grupo de publicadores quando chegamos a casa [na zona rural] e encontramos um grupo de soldados à nossa espera. Haviam-nos visto com o superintendente de circuito e pensavam que éramos traidores. Disseram que foram enviados para pegar-nos.

“No decurso da conversa, fizeram-se esforços de tentar fazer com que gritássemos lemas, tais como: ‘Avante com a guerra!’, ‘Abaixo Jesus!’ Recusamos firmemente. A seguir, amarraram as mãos dos irmãos atrás das costas com arame. Também tomaram nossas publicações e queimaram-nas.

“Havia conosco uma jovem irmã. Exigiram que ela admitisse que fora obrigada a tornar-se Testemunha de Jeová. Quando recusou, espancaram-na até ficar inconsciente. Ao acordar, ouviu-os dizer que ela confessara ter sido obrigada a tornar-se tal. Do chão ela gritou: ‘Isso é mentira. Eu não disse isso!’ Novamente foi espancada até ficar inconsciente.

“Outro irmão e eu fomos obrigados a deitar no chão. Este irmão foi espancado até ficar quase cego. Quanto a mim, agarraram-me pela orelha e brandiram uma faca, dizendo que se eu não repetisse os lemas decepariam minha orelha. Permaneci calado. Fiel à ameaça, minha orelha foi decepada. Foi então que comecei a apegar-me fortemente ao poder da esperança da ressurreição.

“A seguir, nossos perseguidores voltaram-se para a irmã Muchini e ameaçaram cortar seu bebê de cinco meses em pedaços se ela recusasse dizer os lemas: ‘Avante com a guerra!’ e ‘Abaixo Jesus!’ Em face dessa ameaça, e sabendo o que já haviam feito, esta irmã leal recusou repetir os lemas. Devem ter ficado impressionados, porque não mataram o bebê.

“Por fim, deixaram-nos ir. Mas, dez dias depois outra quadrilha abordou-nos com as mesmas ameaças e espancamentos. Nós cinco permanecemos fiéis.”

Nesta última ocasião, o irmão Mupondi disse aos homens que os maltratavam tão cruelmente: “Não deixaremos nossa obra de pregação, nem de nos reunir, quer isto resulte em morte, quer não. Estamos determinados até a morrer pelo nome de Jeová.” Foi então que se ouviu alguns dos perseguidores dizer, ao passo que se retiravam: “Jeová é o verdadeiro Deus.”

Logo depois desta experiência, tanto o irmão Mupondi como seu irmão mais velho passaram a ser pioneiros. Desde então, ele e seu companheiro, Arnold Chamburuka, têm tido muitas experiências emocionantes no serviço de pioneiro especial.

Reabilitação Após a Guerra

Por fim, a guerra terminou. Depois dum breve governo provisório sob um governador britânico, do começo de 1980 a abril daquele ano, este país veio a estar sob seu primeiro governo majoritário. Foi naquela época que também obteve seu novo nome — Zimbabwe.

Então começou uma época de reabilitação, tanto no país em geral, como também entre o povo de Jeová. Contudo, enquanto o programa de reabilitação instituído pelo novo governo era, e continua a ser, carregado de problemas, no caso do povo de Jeová tem havido progresso constante a todo o tempo. Deveras, faz a pessoa pensar na situação entre os membros da congregação cristã do primeiro século. Depois dum período bastante turbulento e de muita perseguição, o relato diz, em Atos 9:31: “Deveras, a congregação através de toda a Judéia, e Galiléia, e Samaria, entrou então num período de paz, sendo edificada; e, como andava no temor de Jeová e no consolo do espírito santo, multiplicava-se.”

Parece ter ocorrido o mesmo aqui. Sob o programa de anistia do Governo, nossos irmãos detidos foram libertados e se lhes permitiu voltar aos afazeres normais. Os irmãos que enviaram as famílias às cidades e povoados como proteção durante a guerra reuniram-se de novo com seus entes queridos. Congregações que se tinham espalhado voltaram a estabilizar-se. Efetivamente, sob uma atmosfera de paz, a obra de dar testemunho do Reino começou a tomar impulso, e em apenas dois anos houve o seguinte excelente aumento:

Média de Média de Assistência à

Publicadores Pioneiros Comemoração

1981 10.078 560 28.103

1983 11.552 750 33.914

Conforme poderá observar nesses algarismos, não levou muito tempo para nossos irmãos entrarem numa atividade teocrática boa e sadia. Com efeito, as médias dos publicadores têm presenciado um aumento salutar, indicando que os irmãos e as irmãs individualmente estão fazendo muito mais do que faziam antes de 1981.

Cresce o Interesse na Mensagem ao Reino

Por breve período depois do fim da guerra, as pessoas não tinham tempo para escutar a mensagem do Reino. Durante a guerra foram feitas muitas promessas, e agora as pessoas esperavam a concretização dessas promessas. Mas não foi isso o que aconteceu.

Logo ficaram evidentes as conseqüências da guerra — um aumento no crime e na violência, algo quase desconhecido no país antes da guerra. Até mesmo a escassez das necessidades tornou-se um grande problema pela primeira vez. Seqüestros bem como atividades dissidentes tornaram algumas áreas do país perigosas de se locomover.

Tudo isso teve profundo efeito em muitas pessoas, que começaram a nutrir sérias dúvidas quanto à capacidade do homem de cuidar de seus assuntos. Muitas destas começaram a relembrar a posição das Testemunhas de Jeová durante a guerra — a de permanecerem firmes a favor do Reino messiânico de Deus como a única cura para os males do homem. Conforme disse certa pessoa numa carta à Sociedade: “Opus-me muitíssimo a vocês por causa de sua posição durante a guerra. Mas agora percebo que vocês são realmente o povo de Deus.”

Com efeito, jamais a filial recebeu tantas cartas pedindo a ajuda das Testemunhas de Jeová, como se deu desde que a guerra terminou. Por exemplo, havia a carta duma pessoa interessada, que dizia: “Fiquei maravilhado de ler sobre tais boas novas, porque costumava beber e fumar e estava envolvido na política, até que ganhei um livro de um amigo. Costumava sentir-me preso, mas agora sinto-me livre. Por gentileza, peço estudar a Bíblia com os senhores. Podem enviar-me uma Bíblia a fim de poder estudar com as Testemunhas de Jeová?”

Os irmãos nas congregações tiveram experiências similares. Rabson Daniel, superintendente de circuito, já 34 anos no serviço de tempo integral, descreveu a situação. Disse que, em algumas áreas, no fim de cada mês as pessoas vinham às casas dos irmãos obter revistas. Certa pioneira, ao preparar-se para o serviço com as revistas, colocou todas as suas revistas antes de sair de casa, com as pessoas que vieram à sua porta!

Um diretor de escola recentemente escreveu à Sociedade, pedindo 45 exemplares de qualquer livro ou folheto que achássemos que poderia usar qual base para instrução religiosa. Doutra escola a filial recebeu esta carta:

“Escrevo a favor do corpo docente e discente da Escola Secundária Nyangani. Fundada em 1981, somos uma escola em desenvolvimento que nos últimos meses empreendeu a formação duma biblioteca. Naturalmente, consideramos a educação religiosa um aspecto essencial. Recentemente foram-nos doadas algumas de suas publicações e achamo-las excelentes para as nossas necessidades, e gostaríamos de obter agora mais informações. Como exemplo disso, Despertai! é fácil de ler e abrange uma ampla gama de artigos.

“Se tiverem quaisquer folhetos com preços atuais estes certamente serão úteis para nós no futuro.”

[Continua na próxima edição.]

[Foto na página 24]

Quando Jeremiah Mupondi recusou gritar lemas, tais como “Abaixo Jesus!”, sua orelha foi decepada.

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