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  • As igrejas da África pesam o passado e o futuro
    A Sentinela — 1975 | 1.° de julho
    • ‘APOIO INEQUÍVOCO AOS MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO’

      Um dos principais tópicos da conferência foi a questão da ‘libertação africana’, inclusive o apoio dado aos exércitos de libertação. Estes agem em partes da África que estão sob domínio de governos formados principalmente de brancos (os quais costumam ser o grupo minoritário no país). O Secretário-Geral Carr, segundo o Daily Mail, disse que ‘a igreja precisa dar seu apoio inequívoco aos movimentos de libertação, porque estes a ajudaram a redescobrir um apreço novo e radical da cruz’. Nos últimos quatro anos, a Conferência doou 125.000 dólares a tais movimentos de libertação. A assembléia fez uma declaração formal, dizendo:

      “Afirmamos nossa solidariedade com o movimento de libertação nos países oprimidos e convocamos os cristãos, tanto dentro como fora de nosso continente, a acabar com toda estrutura ou apoio político, econômico, militar e outro, de opressão, nestes países.”

      A Igreja Católica Romana, que tem milhões de membros na África, não é membro da Conferência Pan-africana de Igrejas. Ela sofreu crítica por não estar em harmonia com os movimentos de libertação preconizados pela Conferência. É de interesse que o Conselho Nacional de Apostolados Laicos (organização católica) respondeu a esta acusação por publicar uma declaração no sentido de que a maioria dos movimentos de libertação eram financiados por católicos e que a Conferência devia entender que, em assuntos tais como justiça social e independência nacional, havia acordo total entre a Igreja Católica e as igrejas que são membros da Conferência. — Times de Zâmbia, 16 de maio de 1974.

      BUSCA DE UNIÃO

      A união e cooperação das igrejas também recebeu atenção séria na assembléia. Embora concordassem na necessidade de uma igreja africana distinta e no seu apoio aos movimentos de libertação, os delegados deram poucos indícios de qualquer passo definitivo em direção à própria unificação religiosa entre os mais de 100 membros da Conferência.

      O Dr. Phillip Potter, secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, falou perante a assembléia de Lusaca, e o Times de Zâmbia noticiou que ele disse que ‘grande parte da história da África foi atormentada pelo tribalismo e por guerras tribais — mesmo até o presente. Muitos permitiram-se continuar o injusto sistema colonial por buscarem o proveito próprio e poder, às custas da vasta maioria do povo’. Ele acrescentou que ‘algumas igrejas continuavam com as divisões trazidas à África’, e que era ‘comum ouvir um clérigo dizer a outro de denominação diferente: “Vocês, adorem a Deus de seu modo, mas nós adoraremos assim”’.

      ENCONTRAR O CAMINHO DA VERDADEIRA LIBERDADE E UNIÃO

      A Conferência mostrou preocupação com as condições que se desenvolveram especialmente desde o século dezenove. Na realidade, o cristianismo chegou à África muito antes do século dezenove. O livro bíblico de Atos mostra que, lá no primeiro século, um funcionário etíope, evidentemente homem instruído e inteligente, aceitou o cristianismo ao retornar de Jerusalém para a África. (Atos 8:26-38) Não há nada para indicar que esta primitiva introdução do genuíno cristianismo na África tivesse sido usada pelos cristãos daquele tempo como trampolim para uma exploração comercial ou política.

      Exige a história passada da África realmente o desenvolvimento futuro dum tipo distinto de cristianismo, alguma variedade continental, especial? Deve-se responsabilizar o verdadeiro cristianismo pelos graves males cometidos durante os últimos cem anos? Ou são esses males realmente o resultado do afastamento do genuíno cristianismo por parte de organizações que apenas afirmam representar a Cristo? O tema da assembléia de Lusaca da Conferência Pan-africana de Igrejas era: “Não Vivemos Mais Para Nós Mesmos . . . mas Para Cristo.” Então, quais foram os exemplos e os ensinos do próprio Cristo, segundo os quais seus verdadeiros discípulos devem viver?

      Cristo Jesus disse que ‘seu reino não fazia parte deste mundo’, e em parte alguma autorizou ele seus discípulos a servir de precursores para os sistemas políticos do mundo ou para seu estilo de “civilização”. (João 18:36; 15:19) Antes, deviam indicar o reino de Deus, mediante Cristo Jesus, como o meio pelo qual todos os amantes da justiça, não importa de que família, tribo, nação ou continente, “serão libertos da escravização à corrução e terão a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. — Rom. 8:21; Rev. 7:9, 10; 14:6.

      Aqueles verdadeiros discípulos indicavam assim uma libertação maravilhosa, que não somente libertará as pessoas da opressão e exploração humana, mas que também as libertará da escravização à imperfeição, à doença e à própria morte. (Rev. 21:4) Ao anunciarem e promoverem o governo messiânico de libertação, de Deus, os verdadeiros discípulos de Cristo não usariam armas carnais, mas sim espirituais, armas que não prejudicam os inocentes, nem causam sofrimento brutal e pesar. (2 Cor. 10:4, 5; Efé. 6:10-17) Como ‘soldados excelentes de Cristo Jesus’ não tentariam misturar o cristianismo com o comercialismo, como aconselhou o inspirado apóstolo Paulo a seu colaborador e co-missionário Timóteo. — 2 Tim. 2:3, 4.

      Será que há hoje na África e no resto deste planeta pessoas que vivem segundo estes princípios do verdadeiro cristianismo e que moram em união, sem barreiras de tribalismo, racismo, nacionalismo ou sectarismo?

      Milhares de africanos de todas as tribos e de todas as partes daquele continente associam-se hoje com as testemunhas cristãs de Jeová pelo próprio motivo de verem que estas põem tais princípios em operação na sua vida. Fazendo assim, não adotam a “importação estrangeira” da “religião do homem branco”, mas adotam a adoração do Criador do céu e da terra, Jeová Deus, Aquele que não faz distinção e que “não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável”. — Atos 10:34, 35.

  • Enfrentando a tensão
    A Sentinela — 1975 | 1.° de julho
    • Enfrentando a tensão

      “O coração calmo é a vida do organismo carnal”, diz a Bíblia. (Pro. 14:30) A calma das pessoas hoje em dia sofre forte ataque por parte da tensão da vida moderna. O que acontece ao “organismo carnal” sob tal pressão?

      A pulsação se acelera, a pressão do sangue aumenta, a digestão diminui e há várias outras mudanças. Segundo um recente livro inglês intitulado Tensão, quando não há alívio, estas reações do corpo continuam e produzem um efeito cumulativo, “esgotando o motor do corpo sem nos levar a parte alguma”.

      A tensão prolongada pode causar sério dano — desde úlceras até dores fortes de cabeça e perturbações cardíacas. Qual é a solução?

      Muitos recorrem aos tranqüilizadores e calmantes. Mas, conforme salientaram os autores de Tensão, “estas pílulas nunca realmente resolvem coisa alguma, apenas a obscurecem”.

      O remédio, segundo os pesquisadores, é chegar à causa da tensão e então ajustar a vida para trazer alívio ou ajustar a atitude, para reduzir o efeito sobre a mente e o corpo.

      Algumas coisas na vida estão simplesmente além do controle humano para mudar. E ajustar a atitude exige perspicácia quanto aos motivos dos problemas da vida e algo sólido em que apoiar as esperanças de algo melhor. “O poder desvanecente da religião”, observa o livro Tensão, “é um dos motivos de a vida se ter tornado tensa no mundo ocidental”. Mas a religião fundada na verdade não verá seu poder desvanecer. Esta verdade encontra-se na Palavra de Deus, indicando o caminho para a ‘calma do coração’, que contribui para a saúde da mente e do corpo. — Pro. 3:4-8; Mat. 6:25-34; Fil. 4:6, 7.

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