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A moderna embalagem de alimentos — boa ou má?Despertai! — 1974 | 8 de março
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fazer tais comparações. Ao passo que o tempo é limitado no mundo moderno, alguns minutos extras para ler os rótulos podem resultar em economia.
As numerosas mudanças no formato das embalagens servem para engodar o consumidor a comprar. Ao mesmo tempo, este processo também contribuiu para o que se poderia chamar de maior problema criado pela indústria de embalagens — a destruição dos invólucros jogados fora.
Polui a Embalagem Moderna
Durante décadas, as pessoas têm jogado fora latas, garrafas, caixas de papelão, invólucros, e assim por diante. Agora, os resíduos atingiram críticas proporções, em especial nas grandes cidades. Nova Iorque, para exemplificar, joga fora 15.000 toneladas de restos cada dia, grande parte sendo embalagens usadas; agora a cidade já está ficando sem lixeiras. Naturalmente, o problema se espalhou muito além das grandes cidades. Garrafas e latas jogadas fora conspurcam até mesmo estradas do interior. O que se pode fazer quanto ao problema da destruição das embalagens usadas?
Muitos cidadãos dos EUA, seguindo o rastro dos conservacionistas, afirmam que o lixo diminuiria grandemente se as companhias de bebidas parassem de usar recipientes para ‘jogar fora’. Desejam a volta das antigas garrafas de depósito. Talvez já tenha ouvido falar nisso. Daria realmente certo?
É verdade que o número das garrafas sem devolução definitivamente aumenta. Entre 1958 e 1970, o consumo de bebidas aumentou cerca de 60% nos EUA; mas, no mesmo período, usaram-se 4,2 vezes mais recipientes. É óbvio que mais recipientes sem devolução estão sendo feitos agora do que no passado. Mas, por quê?
Porque, evidentemente, é isso que o público dos EUA deseja. Apesar do que as pessoas digam, suas ações não apóiam sua afirmação de preferirem garrafas com devolução. Grande porcentagem do lixo encontrado ao longo das estradas estadunidenses é constituído de garrafas que poderiam ser devolvidas para se receber o dinheiro do depósito. Em certo tempo, garrafas com devolução foram devolvidas, em média, nos EUA, cerca de quarenta vezes. Agora, a média é de quinze vezes, e apenas quatro vezes em partes do país. Sim, o público parece preferir garrafas sem devolução. Não é surpreendente que certo estudo mostre que, se a indústria de bebidas empregasse de novo apenas garrafas usadas várias vezes, o lixo seria reduzido apenas em 11 por cento.
Talvez já ouviu outros dizerem que se deveria limitar o plástico como embalagem, visto que não se decompõe naturalmente e, assim, aumenta o problema do lixo. Há um pouco de verdade nessa afirmação. Mas, por outro lado, o plástico não constitui o mesmo perigo que o vidro quebrado.
Certo plástico, em especial, tem sido criticado fortemente por outra razão. O cloreto de polivinila (PVC) emite o gás cloro quando queimado. Quando combinado com água, forma a névoa de ácido clorídrico que pode danificar incineradores de lixo. Mas, neste caso, também, parece haver outro lado da história. Afirma Tom Alexander na revista Fortune:
“Bastantes pessoas que trabalham com incineradores afirmam que acolhem bem os plásticos; contendem que as quantidades presentes no lixo comum não são suficientes para causar danos e, com efeito, ajudam ao processo de combustão, em especial quando há grande quantidade de lixo molhado.”
Todavia, a quantidade de plástico usado está aumentando. Sem dúvida, os peritos ficam atônitos com os problemas de eliminação do lixo criados pelo plástico e outras embalagens modernas. O que se pode fazer?
Solver o Problema da Poluição das Embalagens
Há algo que facilitaria grandemente, se não eliminasse, este problema. O que é? Se todos nós vivêssemos “do solo”, numa sociedade agrícola. As pessoas não se concentrariam nas grandes cidades. Mas, cada família comeria aquilo que crescesse por si. Maçãs, pêras, pêssegos, cenouras frescas, e assim por diante, todas viriam em sua ‘embalagem natural’. Tal embalagem amiúde pode ser comida! Algumas podem ser usadas de outras formas. Por exemplo, o coco dá leite e a polpa. Mas, a parte externa do fruto pode ser usada para fazer corda de fibra, esteiras e coisas semelhantes. As cascas da laranja e do limão são usadas para fazer doce; a casca da melancia se torna deliciosa conserva. Cascas e outros “resíduos” das embalagens naturais se decompõem num período de tempo e, assim, voltam ao solo como fertilizantes naturais.
Mas, permanece o fato de que, hoje em dia, milhões de pessoas não vivem numa sociedade agrícola. Para elas, as embalagens têm sido boas — por meio delas, têm-se alimentado. Os problemas, como a destruição dos restos, que as embalagens trazem, precisa ser considerado parte do preço para se realizar essa tarefa. Sem dúvida persistirá até que os homens de novo vivam mais achegados à terra.
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Inesperada bênção por manter o domínio de siDespertai! — 1974 | 8 de março
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Inesperada bênção por manter o domínio de si
O AUTODOMÍNIO é um fruto do espírito de Deus. (Gál. 5:22, 23) Mantê-lo sob circunstâncias bem desagradáveis pode causar favorável impressão aos observadores e até mesmo movê-los a virem a conhecer a Fonte desta elogiável qualidade. Esta foi a experiência de uma das testemunhas cristãs de Jeová na Califórnia. Relata ele:
“Acordei cedo certa manhã. Visto que era feriado e não tinha de trabalhar, decidi fazer uma caminhada pelo quarteirão. Ao virar a esquina, perto da casa de meu vizinho, notei-o de pé no quintal. Tendo-o conhecido antes, levantei o braço e disse: ‘Bom dia, Don, como está passando hoje?’
“Antes que ele pudesse responder, um comprido objeto escuro veio correndo pelo quintal e pulou a cerca e começou a me morder furiosamente nas pernas. O instinto fez com que eu cobrisse o rosto com os braços. Imediatamente, Don correu para o meu lado. O comprido objeto escuro resultou ser sua cadela Doberman. Ela entendeu errado meu gesto de saudação como significando um ataque a Don. Antes de ele conseguir acalmá-la, e arrancá-la de perto de mim, ela já havia dado umas boas mordidas em mim e estraçalhado minhas calças ao fazer isso.
“Naturalmente, fiquei abalado com o triste ocorrido e também ficou Don. Mas, foi aqui que entrou em cena a qualidade do domínio de mim mesmo. Ao invés de estourar com o incidente, verifiquei que estava confortando Don e explicando-lhe que a cadela só tinha agido para proteger seu amo de dano aparente. Depois de verificar que a cadela tinha sido devidamente vacinada contra raiva, parti dolorosamente de volta para minha casa, onde entrei em imediato contato com um médico que pensou minhas feridas e me deu uma injeção antitetânica.
“Pouco depois, ouvi alguém bater à minha porta. Ao abri-la, encontrei Don. Convidei-o a entrar, e ele logo perguntou como eu passava depois da visita do médico, e assim por diante. Depois de uma palestra casual, ele disse: ‘Suponho que você quererá que eu mande matar minha cadela ou talvez pegará no seu revólver e a matará você mesmo.’ De novo o convenci que não nutria nenhum ressentimento contra ele ou sua cadela. Ele ficou atônito. Não podia crer que eu tinha tanto domínio de mim mesmo e não lhe pagaria mal por mal. Calmamente lhe expliquei que, como uma das testemunhas de Jeová, cultivava as qualidades do espírito de Deus e que era apenas por meio do estudo e por colocar em prática o que eu aprendia que conseguira demonstrar autodomínio neste incidente.
“Poucos dias depois, minha esposa visitou este vizinho e deixou as revistas A Sentinela e Despertai! com a esposa de Don, Mary. Pouco depois, iniciamos um estudo bíblico com a família. Don observava vez após vez que qualquer homem que pudesse controlar a si mesmo sob tais condições adversas tinha que ter algo em seu favor.”
Qual foi o resultado de tudo isso? Agora, como testemunhas batizadas de Jeová, Don e Mary também apreciam que demonstrar a qualidade do domínio de si é vital para o cristão.
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