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  • yb82 pp. 207-256
  • Nova Zelândia

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  • Nova Zelândia
  • Anuário das Testemunhas de Jeová de 1982
  • Subtítulos
  • OS PRIMÓRDIOS
  • HOMENS QUE FORAM PIONEIROS NA OBRA DE PREGAÇÃO
  • “FOTODRAMA DA CRIAÇÃO”
  • TEMPO DE PROVAÇÃO
  • COMO FOI DISSEMINADA A VERDADE
  • ASSEMBLÉIA MAORI
  • A VERDADE CHEGA A UM PASTOR EM LUGAR RETIRADO
  • COLOCARAM OS INTERESSES DO REINO EM PRIMEIRO LUGAR
  • SERVIÇO DE PIONEIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS
  • O TRABALHO NA ILHA DO NORTE
  • O GRUPO DE PIONEIROS NA ILHA DO SUL
  • VIGOROSOS PROCLAMADORES DAS BOAS NOVAS
  • O SERVIÇO NAS ILHAS CHATHAM
  • PUBLICIDADE EM CHRISTCHURCH
  • IRMÃS ZELOSAS
  • O TRABALHO COM CARRO SONANTE
  • A VISITA DE J. F. RUTHERFORD
  • ATIVIDADE ENQUANTO SE FORMAVAM NUVENS DE TEMPESTADE
  • PROSCRITA A OBRA DE PREGAÇÃO
  • A ATIVIDADE DURANTE A PROSCRIÇÃO
  • POSIÇÃO DE NEUTRALIDADE OCASIONA DETENÇÃO
  • SUSPENSA A PROSCRIÇÃO
  • A ORGANIZAÇÃO SE FORTALECE
  • VISITANTES REAIS RECEBEM LITERATURA
  • CRESCIMENTO NA DÉCADA DE 1950
  • NOVA SEDE DA FILIAL
  • BATALHA JURÍDICA
  • ASSEMBLÉIA “BOAS NOVAS ETERNAS”
  • CONSTRUÇÃO DO SALÃO DO REINO
  • ASSEMBLÉIA “PAZ NA TERRA”
  • O ANEXO DA SEDE DA FILIAL
  • ASSEMBLÉIAS QUE MARCARAM ÉPOCA NOS ANOS 70
  • ATENDIDAS AS NECESSIDADES ESPIRITUAIS DAS PESSOAS
  • COM O APOIO DE JEOVÁ
Anuário das Testemunhas de Jeová de 1982
yb82 pp. 207-256

Nova Zelândia

Em 1769, quando os primeiros europeus pisaram nas margens da Nova Zelândia, os maoris, de pele bronzeada, estavam lá para irem ao encontro deles. Estes vieram a estas remotas ilhas do Pacífico Sul, viajando em canoas, no século XIV, mais de 400 anos antes dos brancos. “Os próprios relatos dos maoris sobre a Frota de 1350 A.D.”, conclui certo historiador, “são tão convincentemente corroborados pela evidência externa que possuem a dignidade de história autêntica”.

Em 1840, quando havia só aproximadamente 2.000 brancos na Nova Zelândia, milhares de maoris começaram a interessar-se pela Bíblia. Cerca de 60.000 exemplares das Escrituras Gregas Cristãs foram produzidos na língua maori em princípios da década de 1840. Naquela época, a proporção dos que sabiam ler e escrever era maior entre os maoris do que entre os brancos.

Mas, com a chegada de europeus em números cada vez maiores, surgiram guerras com os maoris. A população maori ficou muitíssimo reduzida, e o número dos brancos cresceu rapidamente. Agora, a Nova Zelândia tem uma população de mais de 3.000.000 de habitantes, apenas 8 por cento dos quais são maoris. Há ainda muitos que imigram para a Nova Zelândia anualmente; cerca de 15 por cento da população nasceu no estrangeiro.

A maior parte da população vive nas duas ilhas principais, a Ilha do Norte e a Ilha do Sul. Um estreito de 26 quilômetros separa as duas ilhas. Mais de 70 por cento da população vive na Ilha do Norte, embora seja a menor das duas. A área terrestre total da Nova Zelândia, de 269.057 quilômetros quadrados, é aproximadamente do tamanho de Colorado, nos Estados Unidos.

O encanto pitoresco desta terra, que os maoris chamaram de Aotearoa, “A Terra da Longa Nuvem Branca”, é o resultado da combinação dos ondulantes prados verdes do interior, dos pitorescos lagos e fiordes, de uma região térmica de gêiseres e fontes de lodo escaldante, de uma distintiva flora de notável beleza, de centenas de arenosas praias oceânicas, de escabrosas montanhas cobertas de neve, de geleiras e de cidades relativamente livres de nevoeiro enfumaçado. As principais cidades das ilhas — todas tendo mais de 100.000 habitantes — são, em ordem de tamanho, Auckland, Wellington, Christchurch e Dunedin.

A grande maioria dos neozelandeses professa o cristianismo. Há mais de 900.000 que pertencem à Igreja Anglicana, uns 570.000 presbiterianos, 480.000 católicos romanos e 170.000 metodistas. E há cerca de 7.000 Testemunhas de Jeová, das quais umas 1.000 são maoris. A história das Testemunhas de Jeová na Nova Zelândia começou há mais de 75 anos.

OS PRIMÓRDIOS

Por volta de 1904, certo irmão e irmã Richardson, procedentes dos Estados Unidos, chegaram a Auckland, na Ilha do Norte. Iniciou-se ali uma pequena classe de estudos da Bíblia. Em 1907, havia também um grupo que se reunia na casa de H. S. Tarlton, em Christchurch, na Ilha do Sul. Pouco tempo depois, porém, alguns se afastaram por causa de uma disputa sobre o significado do batismo.

Todavia, lançou-se boa semente em Christchurch naqueles tempos antigos. Um colportor, como eram chamados então os pregadores de tempo integral das Testemunhas de Jeová, fez visita à Rua Coronation, 1. Certa Sra. Barry, que tinha bom coração, aceitou os seis volumes dos livros do Pastor Russell, ‘porque ficou com pena do senhor idoso’. Em princípios de 1909, seu filho William e um companheiro foram à Inglaterra numa viagem de seis semanas de navio. Vendo os seis volumes, e sabendo que tinham de ‘matar o tempo’ na viagem, lançaram os volumes num dos sacos de viagem. Quando tinham navegado meia volta do mundo, via Valparaíso, Cabo de Horn, Rio de Janeiro, Tenerife e finalmente até Londres, Bill Barry já havia estudado os volumes a ponto de aceitar a sua mensagem como sendo a verdade.

Anos mais tarde, em junho de 1914, seu companheiro lhe escreveu: ‘Bill, o mundo nunca pareceu estar tão pacífico; o Pastor Russell deve ter-se enganado.’ Mas, daí, veio julho e veio agosto, e explodiu a Grande Guerra numa época de terrível dificuldade, que os Estudantes da Bíblia estavam esperando que acontecesse naquele ano.

Na década de 1920, a verdade veio a ser bem conhecida no mundo comercial de Christchurch como sendo a “religião de Bill Barry”. Alguns clérigos eram conhecidos do irmão Barry quando este era jovem, e ele palestrava sobre a verdade com eles. Ele disse que conhecia diversos párocos ‘decentes’ antes da primeira guerra mundial, mas nunca pôde encontrar um depois daquele tempo. Ele lhes atribuiu culpa de sangue por advogarem a guerra, de modo que foram julgados e rejeitados por Jeová.

Mais tarde, Bill fez uma coisa excelente, inculcando as verdades bíblicas no coração de seus filhos. Com o tempo, seu filho Lloyd entrou no serviço de Betel na Austrália, passou 25 anos como missionário no Japão e nos últimos sete anos tem servido como parte do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová em Brooklyn, Nova Iorque.

Nos tempos antigos, por volta de 1910, as irmãs Evans e Blick moravam na capital, em Wellington. Um colportor viajante visitou um agricultor em Taita, cerca de 24 quilômetros fora de Wellington, o que logo resultou em grande alegria para essas irmãs. O lavrador que o colportor visitou era Jack Walters. Jack encomendou três volumes dos Estudos das Escrituras (em inglês). Sua esposa Edith relata:

“Levou dois meses até que os livros foram enviados e meu marido os leu dia e noite até terminar de lê-los, e não falávamos de outra coisa senão sobre eles. Ele escreveu para a América, encomendando uma Bíblia e mais alguns livros. Para a sua alegria e surpresa, eles enviaram o quarto, o quinto e o sexto volume dos Estudos das Escrituras, sobre os quais nada sabíamos. Deram-nos também o endereço da Sociedade em Melbourne.”

Jack Walters escreveu para Melbourne, Austrália, encomendando uma caixa de livros. Ao recebê-los, carregou sua bicicleta e foi por cima da colina ao vale vizinho de Wainuiomata para falar aos poucos agricultores isolados dali sobre sua recém-encontrada crença. Atualmente, há ali um extensivo desenvolvimento residencial e um Salão do Reino das Testemunhas de Jeová.

O escritório de Melbourne, ao receber o pedido de literatura enviado por Walters, enviou uma carta às irmãs Evans e Blick, informando-lhes que J. F. Walters, de Taita, que ficava na vizinhança, mostrava interesse. Quão extremamente alegres ficaram de encontrar este jovem de 26 anos, um irmão na verdade! Assim teve início a congregação de Wellington em 1911. A mãe de Jack Walters aceitou a verdade, também sua irmã e seu irmão, bem como outros membros da família.

HOMENS QUE FORAM PIONEIROS NA OBRA DE PREGAÇÃO

Ed Nelson, um homem cheio de energia e zelo, não excessivamente dotado de tato, mas muito fervoroso na obra do Senhor, teve muito que ver com o desenvolvimento inicial da verdadeira adoração na Nova Zelândia. Falava de modo decidido e com sotaque finlandês. Batizado no verão de 1902, em Los Angeles, nos Estados Unidos, trabalhou no escritório da Sociedade em Melbourne em 1909 e 1910 antes de vir para a Nova Zelândia. Foi pioneiro durante 50 anos até sua morte em agosto de 1961. Desde os campos das coníferas do copal, ao norte da Nova Zelândia, até Bluff (o extremo sul de Nova Zelândia), ainda se encontram pessoas que se lembram das visitas que Ed Nelson lhes fez.

A primeira assembléia do povo de Jeová na Nova Zelândia foi organizada pelo irmão Nelson, em dezembro de 1912. Cerca de 20 pessoas se reuniram nos fundos de uma casa particular em Wellington. Deste grupo, oito pessoas se apresentaram na frente para o batismo. Naquele tempo, era uma ocasião séria, e os batizandos trajavam-se de longas vestes pretas.

Em 1914, Frank Grove, que foi batizado em dezembro de 1913, associou-se com Ed Nelson. Frank, logo depois, deixou seu negócio de livraria em Christchurch. Ele desejava usufruir pelo menos alguns meses de serviço pioneiro antes que chegasse o esperado fim do sistema no outono (setentrional) de 1914. Mais tarde, Frank gostava de citar Jeremias 20:7: “Tu me lograste, ó Jeová, de modo que fui logrado.” Seu serviço pioneiro que ele esperava que fosse breve se prolongou por mais de 50 anos recompensadores até sua morte em 1967.

Ao preencher um questionário para a Sociedade certa vez, Frank Grove fez a seguinte observação sobre sua saúde: “Vista muito fraca.” Os que o conheciam se lembram das lentes de aumento extremamente fortes de seus óculos e de sua voz viril penetrante que nunca perdeu a força. Quando grupos de pregadores faziam uma pausa para comer sanduíche na hora do almoço, ajuntavam-se amiúde em volta de Frank, que recitava de cor longas passagens das Escrituras, até mesmo capítulos inteiros de Levítico e de outros livros da Bíblia. Ele superintendeu a congregação de Christchurch por muitos anos e mais tarde, de 1940 a 1945, serviu também nesta qualidade em Invercargill.

Frank Grove estava presente quando se realizou em dezembro de 1913 a segunda assembléia na Nova Zelândia, à qual 50 pessoas assistiram, procedentes do país inteiro. Não havia carros motorizados naquele tempo, portanto, os congressistas viajaram de trem à estação ferroviária de Lower Hutt. Foram providenciados ali charretes puxadas a cavalo, que os levou até o local da assembléia numa fazenda. Bem poucos dos congressistas se haviam visto antes, e passaram momentos alegres juntos. Arranjou-se um grande celeiro para as reuniões, Esvaziou-se um palheiro e foram colocadas ali camas simples, alugadas, para os irmãos, as irmãs sendo alojadas na casa de quinta, bem como numa casa mobiliada que alugaram.

Em 1914, havia um núcleo muito pequeno, mas forte, de proclamadores do Reino. Quatro eram colportores, ao passo que outros oito faziam o que se chamava de trabalho “voluntário”. Consistia na distribuição do Púlpito dos Povos e O Mensário dos Estudantes da Bíblia, que eram colocados debaixo das portas, aos domingos de manhã. Este pequeno grupo de publicadores do Reino, 12 ao todo, distribuiu 3.172 livros e 75 revistas em 1914.

“FOTODRAMA DA CRIAÇÃO”

O Fotodrama da Criação era uma apresentação de filme cinematográfico e de slides sobre os propósitos de Deus, segundo ensinados na Bíblia. A Sociedade Torre de Vigia produziu-o, e foi lançado em 1914. A sua apresentação foi trazida à Nova Zelândia pelo irmão Lee, procedente de Vancouver, Canadá. Em 1.º de outubro de 1914, foi projetado na prefeitura de Wellington.

Às vezes, a voz gravada do Pastor Russell se sincronizava com o filme e muitas vezes não, mas, assim mesmo, foi uma excelente produção. Bom número de pessoas aceitaram a verdade em resultado de o verem. Uma destas pessoas foi Alice Webster, que ainda é uma pregadora fiel na congregação de Lower Hutt.

Em Christchurch, havia apenas três Estudantes da Bíblia naquele tempo, de modo que outros três chegaram de Wellington para ajudar na exibição do filme e dos slides. Alugaram o maior salão de Christchurch, o Teatro Real. O salão ficou totalmente lotado cada noite durante um mês inteiro! Isto se deu no tempo em que ainda não era proibido fumar em auditórios públicos. Portanto, a atmosfera ficou carregada de fumaça de cigarro, tornando necessária uma lâmpada de arco elétrico de 7.000 velas para penetrar na obscuridade.

Como a lâmpada de arco elétrico só operava a 45 volts, os irmãos usavam grandes espirais de arame comum de cerca para reduzir a corrente elétrica de 110 volts. Os espirais às vezes esquentavam muito, e, certa vez, fizeram com que a caixa de operação pegasse fogo. Um bombeiro alerta logo cortou a corrente. Depois disso, os irmãos sempre tinham à mão vários cobertores molhados para enfrentar tal emergência. Contudo, nem a obscuridade enfumaçada nem o equipamento primitivo diminuíram a força da apresentação. As platéias simplesmente vibravam e prestavam arrebatada atenção.

TEMPO DE PROVAÇÃO

Quando o presidente da Sociedade Torre de Vigia, Charles Taze Russell, morreu em 1916 e Joseph F. Rutherford o sucedeu, os murmúrios da discórdia chegaram até mesmo à Nova Zelândia. Alguns na organização discordaram abertamente da nomeação do irmão Rutherford. Alguns agitadores nos Estados Unidos escreveram cartas a irmãos na Nova Zelândia, na tentativa de criar divisão. Ao mesmo tempo, houve ataques da parte dos de fora. Houve jornais na Nova Zelândia que lançaram ataques insultuosos contra o povo de Jeová. Certa vez, detetives estavam presentes a um estudo bíblico em Wellington, pensando que encontrariam sediciosos entre os irmãos.

Não obstante, a obra de pregação prosseguiu com bom êxito, aumentando o número dos proclamadores do Reino de 12 em 1914 para 18 em 1918. Um dos que foram, acrescentados à pequena congregação de Wellington durante os anos da guerra foi Oliver Canty, um ex-capitão do Exército da Salvação. Após ler os Estudos das Escrituras, compreendeu que encontrara a verdade, de modo que se demitiu do Exército da Salvação. Casou-se com uma irmã da congregação de Wellington em 1917 e se mudou para Dunedin, onde era o superintendente da congregação até sua morte em 1934. Assim se formou uma congregação na quarta maior cidade do país elevando a um total de seis congregações de norte a sul. Isto serviu de espinha dorsal para a vigorosa atividade de pregação empreendida na década de 1920.

COMO FOI DISSEMINADA A VERDADE

Os pioneiros nos primórdios da obra eram precursores no verdadeiro sentido da palavra. Penetravam nos cantos mais inacessíveis do país numa época em que era muito primitivo o sistema de transporte, e as estradas, na maioria, não eram nada mais que trilhas de boi. A irmã Early foi uma precursora assim. Quando chegaram mais tarde os pioneiros, observaram que a irmã Early já estivera ali antes deles. Um pioneiro disse: “A irmã Early sempre foi ‘Early’ [significa cedo em inglês], quer se escrevesse seu nome com inicial maiúscula, quer simplesmente com minúscula.”

Quando a irmã Early morreu em 1943, aos 74 anos de idade, ela tinha sido pioneira por 34 anos. Ela cobriu o país inteiro de bicicleta. Mesmo quando ficou aleijada, devido à artrite, e não podia mais andar de bicicleta, ela usava a bicicleta para se apoiar nela e para carregar seus livros em território comercial de Christchurch. Ela conseguia subir escadas, mas tinha de descer de costas por causa de sua deficiência física! Certa noite, seu médico lhe perguntou: “Está pronta para ir para o céu, Srta. Early?”

“Nunca será cedo demais, Doutor”, replicou ela. Não resta dúvida de que a sua esperança se realizou, e as ‘coisas que fez a acompanharam’. — Rev. 14:13.

Os discursos públicos por parte dos irmãos visitantes da filial da Austrália também contribuíram muito para promover o crescimento teocrático na década de 1920. Por exemplo, Bill Cooper assistiu ao discurso “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”, proferido na prefeitura de Wellington por William Johnston, em 1920. Bill aceitou a verdade e, por muitos anos, foi o superintendente presidente em Wellington.

Quando o mesmo discurso foi dado na cidade de Waihi, de extração de minério de ouro, o jovem Bill Samson e sua esposa aceitaram o convite para assistir. Deixaram seu nome e endereço, e Ed Nelson com sua esposa os visitaram. Depois, a visita ficou aos cuidados de Fred Franks que ajudou os Samson a aceitar a verdade.

Entre os que se associavam com a congregação de Christchurch, na década de 1920, que se reunia num recinto escondido, mal iluminado, na Câmara dos Construtores, estava um ex-soldado que perdera uma das pernas na Primeira Guerra Mundial — Michael Cassidy O’Halloran. Sim, Mick era irlandês e tinha sido católico. Mais tarde, quando ficou hospitalizado para lhe amputarem a outra perna, o pessoal do hospital não podia entender como um homem com esse nome podia ser Testemunha de Jeová. Apesar de sua deficiência física, Mick devotou muitos anos ao serviço de tempo integral na Nova Zelândia e na Austrália. Ele, sempre alegre e espirituoso como são os irlandeses, fez muito no sentido de encorajar os outros, jovens e idosos, no caminho da verdade.

A literatura da Sociedade, colocada por trabalhadores zelosos, fez com que muitos começassem a trilhar o caminho da verdade. Reg Johnston, que morava em Thames, outra cidade de extração do minério de ouro, perto de Waihi, não podia lembrar-se do tempo em que os seis volumes dos Estudos das Escrituras não estavam na estante de livro da família. Antes de sua mãe morrer em 1916, ela lhe falava das coisas que os volumes traziam. Desejando saber mais a respeito, Reg entrou em contato mais tarde com o “Vovô” Franks, como era chamado o pai de Fred Franks. Reg explicou:

“Noite após noite, este irmão idoso me ajudava a entender as verdades que nos eram tão preciosas. Amiúde quando era quase meia-noite, ele dizia: ‘É hora de ir para casa, Reg.’

“Meu pai ainda vivia, e ele junto com outros parentes estavam aborrecidos com minha mudança de religião chamada ‘a religião de Franks’ em Thames. Finalmente chegou a hora decisiva. Papai me expulsou de casa, porque eu não quis me apegar à Igreja Anglicana.”

Reg Johnston depois casou-se e serviu junto com Reta, sua esposa, durante três anos e meio, no Betel da Austrália. Em 1940, ele voltou para a Nova Zelândia e foi “servo aos irmãos”, como eram então chamados os superintendentes de circuito, de 1940 até 1946.

Ken Pepin veio da Inglaterra para a Nova Zelândia em 1924. Certo dia, em setembro de 1928, quando saía de seu local de emprego secular, após um longo dia, ele ouviu um homem dizer com suspiro de alívio: “Oh! Um dia mais próximo da sepultura!”

Ken virou-se para um colega de trabalho que caminhava ao seu lado e disse: “Ele quer dizer um dia mais perto do céu, não é?”

“Não, ele está certo”, foi a resposta inesperada A conversação se desenvolveu por alguns minutos enquanto se aproximavam do ponto final de um bonde. Ali se separaram para ir para casa por caminhos diferentes. Entretanto, na manhã do dia seguinte, o colega de trabalho de Ken lhe trouxe um exemplar do folheto Onde Estão os Mortos? Segundo o relato de Ken:

“Eu li o folheto para provar que estava errado, verificando cada declaração e referência com a Bíblia. Todavia, observei que ele provou que minhas crenças anteriores eram erradas. Nunca mais fui à igreja.” Ken devotou mais tarde muitos anos ao serviço de pioneiro na Nova Zelândia.

Cliff Keoghan era um açougueiro que trabalhava em Taumarunui, no centro da Ilha do Norte. Sua noiva, em Auckland, escreveu-lhe em 1928, dizendo que acabava de ler um livro que explicava a Bíblia com máxima clareza. Ela embrulhou o livro, A Harpa de Deus, e o enviou pelo correio para ele. Naquele dia, a casa dela incendiou-se até a base. Perdeu-se tudo, mas o livro estava a caminho pelo correio.

Esse livro transformou a vida de Cliff. Voltando para Auckland, ele começou a assistir às reuniões da congregação local com cerca de 30 pessoas. Hoje ele é um ancião em Auckland, onde há 21 congregações e uns 1.800 publicadores do Reino.

Em fins da década de 1920, houve sérias condições de desemprego na Nova Zelândia, época em que a pessoa de forma alguma, em circunstâncias normais, desistiria de um emprego secular. Contudo, em 1928, Bert Christeansen desistiu e entrou no serviço de pioneiro. “Nunca me arrependi”, afirmou ele. Qual foi a sua designação de território? A costa oeste inteira da Ilha do Sul! Levou seis meses para Bert cobrir seu território, hospedando-se onde podia, quer em casa de amigos, quer em pensões.

Em 1928, havia 10 pioneiros e uns 63 trabalhadores de tempo parcial na Nova Zelândia. Distribuíram uns 12.000 livros e 28.000 folhetos naquele ano. Para manter esses zelosos pregadores supridos, estabeleceu-se um depósito de literatura em Wellington, em 1928. Eventualmente, adquiriu-se uma casa em Kent Terrace, 69, Wellington, para servir de depósito. Este lugar era a sede das Testemunhas de Jeová na Nova Zelândia até o tempo em que se formou a filial em 1947.

ASSEMBLÉIA MAORI

A primeira assembléia maori foi realizada em 1928, na casa de Tuiri Tareha, em Taradale, que fica na costa leste da Ilha do Norte. Tuiri adquirira publicações da Sociedade através de parentes, e logo se convenceu de ter encontrado a verdade. Portanto, demitiu-se da igreja. Seu filho Charles descreve o que aconteceu:

“Isto causou uma agitação na hierarquia anglicana, em virtude do destaque de papai na sociedade maori. Convocaram imediatamente uma reunião especial com o objetivo de fazer com que ele desistisse de sua demissão. Papai concordou com a reunião — não na igreja — mas em nossa propriedade, onde se construiu uma enorme tribuna para a ocasião. Estavam presentes diversos clérigos, inclusive F. Bennett, o bispo anglicano da Nova Zelândia, junto com uma grande multidão de uns 400 outros, brancos e maoris.

“O porta-voz maori da Igreja parecia que evitava de propósito usar a Bíblia. Antes, apelava para as emoções. ‘Nossos antepassados acreditavam que a alma continua após a morte’, mencionou ele, e, contudo, você escolheu adotar uma religião que nega a existência da alma’. Daí, papai passou a mostrar na Bíblia que a própria pessoa é uma alma, e, portanto, quando a pessoa morre, a alma morre. Papai explicou também que Deus pode ressuscitar a pessoa, tornando-a novamente uma alma vivente.

“Quando se tornou aparente que o clérigo anglicano não estava apresentando um argumento convincente, fez um gesto impaciente em direção à igreja vizinha, que meu bisavô construíra, e exclamou com voz cheia de emoção: ‘Faço-lhe um último apelo para que não abandone esta sagrada herança que lhe foi legada pelos seus ilustres antepassados.’

“Depois disso, papai se pôs de pé, agradeceu a todos o seu comparecimento e explicou que estava mais convicto do que nunca antes de que estava então com a verdade. Informou a todos o dia e a hora de nosso estudo regular da Bíblia, convidando-os a assistir. Muitos vieram.”

A VERDADE CHEGA A UM PASTOR EM LUGAR RETIRADO

Em 1929, Lew James trabalhava numa grande fazenda de criação de ovelhas perto de Cheviot, na Ilha do Sul. Num dia quente e ensolarado, após tomar sua refeição do meio-dia, estava tirando uma soneca no barracão onde dormiam os operários, quando surgiu um vulto no vão da porta. Era Ben Brickell, um moço que dizia estar fazendo empenho de “encontrar todas as pessoas para ajudá-las a ganhar conhecimento da Palavra de Deus, a Bíblia, por meio de pesquisa pessoal”. Lew começou a crivá-lo de perguntas: “O que acontece quando a pessoa morre? Existe realmente um lugar de tormento eterno?”

“A facilidade com que o homem abria sua Bíblia e lia textos em resposta às minhas perguntas surpreendeu-me realmente”, explicou Lew. “Por quase uma hora, deixou-me encantado, falando-me sobre a ressurreição, os vindouros mil anos de paz, a terra ser restaurada em paraíso e, acima de tudo, que Jeová é o verdadeiro Deus.”

Lew adquiriu os quatro livros Criação, Profecia, Libertação! e Governo (em inglês), e pediu que se lhe enviasse mais literatura. Logo passou a ficar acordado durante metade da noite palestrando sobre a Bíblia com seus colegas pastores e os fazia ler A Sentinela. Finalmente, escreveu à filial da Austrália e ofereceu ser pioneiro. Recebeu instruções para encontrar-se com Frank Grove em Christchurch. Deixando a fazenda de criação de ovelhas, partiu para Christchurch e para uma nova carreira como pioneiro no serviço de Jeová.

COLOCARAM OS INTERESSES DO REINO EM PRIMEIRO LUGAR

Mais ou menos nessa época, Cliff Keoghan estava pensando em se casar. O Boletim (agora Nosso Serviço do Reino) mensal trazia o cabeçalho em negrito “IDE TAMBÉM VÓS PARA A VINHA.” “Isto nos parecia claramente uma chamada de que era a hora undécima”, explicou Cliff. Portanto, em 1930, ele e sua esposa Edna devotaram suas duas semanas de lua-de-mel ao serviço de pioneiro. Seu território se estendia de Opotiki até Dannevirke, quase um quarto da Ilha do Norte! Cliff descreveu uma de suas acomodações para dormir:

“Em Opotiki, alugamos uma pequena cabana de zinco onde dormíamos num colchão de arame. Estava montado sobre caixas, havendo só um cobertor sobre o arame. Nós o chamávamos nossa ‘máquina de impressão’, por causa das impressões que ficavam no nosso corpo depois de uma noite de sono.”

Em 1931, nasceu um filho aos Keoghan, portanto passaram o inverno em Auckland. Mas, alguns meses mais tarde, saíam com seu bebê, levando a mensagem do Reino às pessoas.

SERVIÇO DE PIONEIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS

Os Keoghan combinaram as forças com outros que eram pioneiros. Entre os pioneiros estavam Norman e Olive Cochrane, Wally Wood e sua filha Eileen, Len e Arthur Rowe e Len Belcher. Começando no sul de Auckland, o grupo trabalhou em todos os distritos, de costa a costa, em direção do sul.

A Nova Zelândia estava então sob a depressão, e o povo lutava pela subsistência. O governo havia estabelecido campos de socorro nas planícies de Hauraki, que eram na maior parte contínuos pantanais. Homens, inclusive médicos e advogados, afluíam para o campo procedentes de todas as partes da Ilha do Norte. Alguns haviam caminhado de tão longe quanto de Wellington, a uma distância de mais de 480 quilômetros. Trabalhavam abrindo canais e escoadouros que estavam sendo feitos no pantanal. A maioria desses homens escutava os pioneiros, mas não tinha dinheiro para pagar a literatura.

Com a aproximação de dezembro de 1932, os pioneiros partiram para a assembléia nacional em Wellington. Estavam nessa assembléia o irmão MacGillivray, o servo da filial da Austrália, e Harold Gill, que fora designado para organizar a obra de pregação na Nova Zelândia. Aqui, os pioneiros foram organizados para trabalhar ambas as ilhas principais.

O TRABALHO NA ILHA DO NORTE

Um grupo de pioneiros foi instruído a fazer sua base 145 quilômetros ao norte de Wellington, em Palmerston Norte. Eles tinham uma caravana Buick, um carro Buick, duas tendas e quatro bicicletas. As bicicletas eram levadas num estrado sobre a parte da frente do carro. Nas estradas secundárias, tirava-se uma bicicleta e um pioneiro descia e se punha a trabalhar naquele território. Em geral, as irmãs pregavam nas cidades, e os irmãos trabalhavam nas zonas rurais.

Enquanto estavam acampados em Eketahuna, os irmãos partiam às 6 horas da manhã, e, durante o dia andavam de bicicleta mais de 42 quilômetros em esburacadas estradas de pedregulhos. Amiúde, visitavam um sítio após outro, só para descobrir que haviam sido abandonados. As famílias simplesmente partiram a pé, tendo perdido tudo durante a depressão econômica. Deixaram as casas com a mobília ainda dentro delas. Quando encontravam pessoas, estas geralmente se agradavam de ouvir as boas novas do Reino e de saber que, no devido tempo de Jeová, “gozarão por longo tempo das obras das suas mãos”. — Isa. 65:22, VB.

Daí, surgiu uma inesperada emergência. Sérias dificuldades se desenvolveram na congregação de Auckland por causa da ação rebelde da parte de alguns anciãos eletivos. Portanto, a filial da Austrália disse ao grupo de pioneiros que voltasse para Auckland para dar apoio aos leais e estabelecer ali um lar de pioneiros. Assim, o trabalho planejado do grupo na Ilha do Norte foi interrompido.

O GRUPO DE PIONEIROS NA ILHA DO SUL

O grupo na Ilha do Sul era composto de uns 12 a 14 pioneiros. Harold Gill organizou o grupo, ao qual, com o tempo, Jim Tait se uniu.

Jim era um moço de mentalidade muito séria que aceitou o convite de ouvir um discurso gravado de J. F. Rutherford no Teatro Cívico de Christchurch. Ao chegar ali, Jim foi apresentado a Harold Gill. Harold perguntou se poderia falar com Jim Tait fora do Teatro Cívico na noite seguinte, visto que ouvira que Jim estava realmente interessado nas coisas que escutara. Na noite que se seguiu, Jim apressou-se a tirar leite das vacas e viajou quase dez quilômetros de bicicleta até o Teatro Cívico. Sentaram-se no carro de Harold e conversaram. Gill disse finalmente: “Se tem certeza de que esta é a organização de Deus, então precisa ser pioneiro agora!”

“O que significa ser ‘pioneiro’?” perguntou Jim.

Portanto, explicou-se a Jim qual era o arranjo do grupo dos pioneiros. Será que deixaria sua ocupação secular e a segurança que representava em tais tempos de dificuldade? Ele decidiu deixar e descreve o que aconteceu:

“O irmão Gill veio me buscar em casa conforme combinado. Era um dia quente e soprava um forte vento do noroeste. Eu estava trajado de terno azul-marinho e tinha um chapéu totalmente novo. Meus pertences, junto com minha bicicleta, foram amarrados em cima de seu carro. Eu me despedi de meus pais e parti para me unir ao grupo de pioneiros, não sabendo ainda totalmente o que estava envolvido no servido de pioneiro. Numa coisa eu acreditava realmente . . . eu ia unir-me à organização de Deus.”

VIGOROSOS PROCLAMADORES DAS BOAS NOVAS

Esses pioneiros eram robustos, dispostos e capazes de suportar trabalho árduo e condições difíceis. Trabalhavam oito a 10 horas por dia, sem receber mesada, mas dependendo unicamente da renda das publicações que lhes eram providas a preços reduzidos.

O inverno na Ilha do Sul era um teste de perseverança. Os pioneiros acordavam de manhã e encontravam dependurados no interior da tenda pingentes de gelo que haviam sido formados pela condensação de seu hálito enquanto dormiam. As paredes da tenda ficavam congeladas, tão duras como uma tábua. Para se lavar de manhã, era preciso quebrar gelo de até cerca de um centímetro de espessura. Amiúde, os irmãos tomavam o café da manhã envoltos em seu sobretudo para se manterem aquecidos.

Reservavam um dia por semana para fazer uma revisão nos seus “cavalos de ferro” (bicicletas) e consertá-los, bem como para lavar sua roupa. Este último era feito de modo primitivo numa lata de querosene aberta sobre um fogareiro a querosene. As irmãs usavam um ferro a gasolina para passar, ao passo que os irmãos mantinham suas calças passadas colocando-as debaixo do colchão cada noite.

A experiência do apóstolo Paulo, registrada em 2 Coríntios 11:26, “em perigos de rios”, repetiu-se, quando os pioneiros chegaram à pequena cidade de Tuatapere, no extremo sul. Nessa época estavam em dois grupos de seis. Alguns dos irmãos acamparam imediatamente fora de Tuatapere, nas margens do rio Waiau. Encontraram um pequeno abrigo frágil que não era usado e se mudaram para lá.

Fazia incomumente bom tempo, o que causou o derretimento de gelo fora de época nas montanhas. O rio subiu, mas os pioneiros não estavam indevidamente preocupados enquanto jantavam. Mas, quando começou a escurecer, observaram, alarmados, que a água estava lambendo as tábuas do assoalho. Ficaram presos! Só tinham duas velas para iluminação. Mais tarde, naquela noite, depois de oferecerem uma oração a Jeová, adormeceram finalmente.

Durante a noite, o rio rompeu suas barreiras. Logo madeiras e toras flutuantes começaram a bater contra o abrigo frágil deles, acordando-os. Estendendo a mão para puxar os cobertores sobre sua cama, um dos pioneiros ficou assustado ao tocar em água! Foi uma experiência aterrorizante! Agradeceram a Jeová na manhã seguinte, quando notaram que o nível da água diminuíra abaixo do assoalho, deixando uma camada malcheirosa de barro e lodo. Temporariamente ilhados ali, permaneceram mais uma noite até ficar seguro passar a vau até a estrada, para continuarem, destemidos, o serviço de Jeová.

A Ilha do Sul foi coberta duas vezes pelo grupo. É interessante notar que não foi senão em 1933, após ter feito o serviço de pioneiro por um ano inteiro com o grupo, que Jim Tait foi batizado no mar, num dia frio de outubro. Durante a segunda volta na ilha, Jim procurou economizar suficiente dinheiro de suas colocações de literatura para comprar dentadura postiça. Ao completar a volta, ele descobriu que tinha exatamente a importância necessária, £25 (cerca de Cr$ 5.000,00). Quão contente estava de que Jeová o prosperara deste modo, habilitando-o a satisfazer essa necessidade! Daí, antes de poder comprar a dentadura, ele recebeu uma carta da Sociedade, perguntando se gostaria de ir para as ilhas Chatham, um território virgem naquele tempo.

As ilhas Chatham situam-se cerca de 800 quilômetros a leste de Christchurch, sendo consideradas parte da Nova Zelândia. Tinham, nessa época, uma população de aproximadamente 800 maoris que se ocupavam principalmente da agricultura e da pesca. O povo vivia ali de modo primitivo, não tendo visto nem mesmo uma bicicleta. O único meio de transporte era o cavalo. Jim tinha de viajar de navio de Lyttelton até Waitangi, um pequeno porto na principal ilha de Chatham, e tinha de pagar a sua viagem — exatamente £25!

O SERVIÇO NAS ILHAS CHATHAM

Assim partiu Jim para as ilhas Chatham, ficando sua dentadura postiça uma esperança prezada para o futuro. Chegou ali com diversas caixas de livros e folhetos. Eis a descrição dele:

“Não havia ninguém na ilha que eu conhecesse. Ninguém estava a minha espera. Todos ali andavam a cavalo. Não havia estradas nem veículos motorizados de espécie alguma. Fui falar com um agricultor e aluguei um cavalo. Com sacos fiz sacolas que enchi de livros e as pendurei dos lados da sela. Eu levava outro saco nas costas, com meu aparelho de barbear e toalha, e fui assim cobrir a ilha com a mensagem do Reino.

“As pessoas ficavam curiosas, e à noite sempre havia alguém que me hospedava. Quão grato me sentia por tal provisão da parte de Jeová! Houve dias em que viajava muitas milhas e só visitava uma ou duas casas. Uma vez, deram-me a orientação mais estranha para chegar a uma retirada fazenda de criação de ovelhas, a 25 milhas [40 km] de distância. Por exemplo, um ponto de referência era um montão de ossos secos, onde um boi havia morrido. Ali, a mudança de direção me levaria a um ponto específico para entrar num lago raso, que tinha de ser atravessado por quatro milhas [6 km] em linha reta, do contrário, desviando-me do rumo, eu e o cavalo ficaríamos atolados numa espécie de areia movediça. Comecei a me perguntar: Será que Jeová fará provisão para mim para esta noite? Será que me aceitarão na fazenda? E se não me hospedarem?

“Já estava escuro quando amarrei meu cavalo na cerca da casa. Com minha sacola de livros, fui até a porta e bati. Uma senhora abriu a porta, olhou para mim e disse em voz entrecortada: ‘Jim Tait! O que você está fazendo aqui?’ Sim, era uma jovem senhora que, quando criança, ia à escola comigo. Fui muito bem acolhido. Jeová Deus proveu novamente para mim. Quão feliz me sentia! Coloquei quase todos os meus livros na fazenda e no dia seguinte fiz a viagem de volta até Waitangi.”

Depois de passar dois meses dando testemunho nas ilhas Chatham e colocar muitas caixas de livros, Jim retornou a Lyttelton, o porto de Christchurch. Fez um balanço de suas despesas com as contribuições da literatura e observou que ainda tinha exatamente £25. Portanto, conseguiu comprar sua dentadura postiça! Anos mais tarde, numa assembléia, ele teve a alegria de encontrar uma irmã com filhos pequenos que se lembrava de que a primeira vez que o havia visto foi quando ele os visitou em sua casa, nas ilhas Chatham.

PUBLICIDADE EM CHRISTCHURCH

A congregação de Christchurch programou a realização de um discurso público num teatro no coração da cidade. O discurso seria a conferência gravada “Fascismo ou Liberdade — Qual?” do presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E.U.A.), Joseph F. Rutherford. O Conselho Municipal concedeu permissão para fazer publicidade do discurso por meio de cartazes sanduíches. Foi traçada a rota a seguir, a fim de evitar conflito com um desfile de competição de banda, programado quase na mesma ocasião.

Os irmãos começaram a caminhar com seus cartazes sanduíches, dois indo lado a lado. Ao se aproximarem da rua principal, podiam ouvir o som da música da banda cada vez mais perto. Ao chegarem à encruzilhada, passou uma banda tocando uma marcha estimulante. Havia um espaço de aproximadamente quinze metros entre esta e a próxima banda de instrumentos de metal. O que fariam os irmãos? Os que marchavam com os cartazes entraram neste espaço, anunciando o discurso. Foi um grande testemunho a milhares de pessoas enfileiradas em ambos os lados da via pública! Naquele domingo, a pequena congregação de Christchurch teve 500 pessoas na assistência para seu discurso público. Que poderoso testemunho!

IRMÃS ZELOSAS

No ínterim, na Ilha do Norte, a irmã Ida Thompson junto com as irmãs Barton, Jones e Priest estavam à frente da obra de pregação durante a década de 1930. Gastavam nove dias por vez fora de casa, dando testemunho em todos os povoados e sítios, diversas centenas de quilômetros ao norte de Wellington. Levavam muitas caixas de literatura consigo e quase sempre colocavam todas elas. Dormiam muitas noites em celeiros para feno ou dentro do seu carro. Estavam preparadas para enfrentar “dureza” por causa do Reino, continuando esta atividade desde 1932 até 1940. O filho de Ida Thompson, Adrian, foi um dos primeiros missionários a ir para o Japão em 1949, onde demonstrou o mesmo espírito de “pioneiro” como o primeiro superintendente de circuito das Testemunhas de Jeová naquele país.

A ênfase durante esses anos iniciais era inteiramente sobre a distribuição de literatura. As pessoas eram incentivadas a ler e a estudar as publicações, mas nunca se ouvira falar de estudos bíblicos como conhecemos agora. Entretanto, realizou-se grande semeadura de sementes da verdade.

O TRABALHO COM CARRO SONANTE

Um dos principais meios empregados na proclamação da mensagem do Reino nessa época era o carro sonante. Os discursos do irmão Rutherford eram tocados com volume tão alto, que às vezes podiam ser ouvidos a uma distância de cinco quilômetros. Certa vez, uma moradora disse a Jim Tait: “Sabe, ouvi uma coisa extraordinária hoje cedo. Ouvi música que vinha das nuvens e a voz de um homem. Pensei que tivesse chegado o fim do mundo!” Ao receber uma explicação sobre isso, ela aceitou prontamente literatura bíblica.

Em Auckland, a reação ao trabalho com o carro sonante foi variada. Às vezes, quando os publicadores chegavam após ter sido feito o anúncio pelo carro sonante, os moradores estavam esperando a literatura com o dinheiro na mão. Outras vezes, multidões iradas sacudiam o carro, na tentativa de arrancar o alto-falante do teto.

A VISITA DE J. F. RUTHERFORD

Em 1938, J. F. Rutherford fez a sua única visita à Nova Zelândia. Chegando em abril, a caminho da assembléia na Austrália, falou perante a congregação de Auckland, no Salão Fonte da Amizade. Naquela mesma noite, o irmão Rutherford partiu de navio para Sydney, Austrália, acompanhado então de 14 irmãos da Nova Zelândia. Todos foram convidados à sua cabina particular no navio, no dia 15 de abril, para a celebração da Comemoração.

Na viagem de volta, duas semanas mais tarde, deu-se testemunho organizado a bordo do navio. Foram colocados folhetos debaixo de cada porta e o navio inteiro foi coberto cedo de manhã antes de se notar o que estava acontecendo. Tendo algumas horas livres no porto, ao chegar a Auckland, o irmão Rutherford deu um discurso público na prefeitura de Auckland durante a hora do almoço, em 2 de maio de 1938.

ATIVIDADE ENQUANTO SE FORMAVAM NUVENS DE TEMPESTADE

Em 1939, Robert Lazenby foi designado para cuidar do depósito de literatura da Nova Zelândia, em Wellington. Reg Johnston, que servia no Betel da Austrália, foi trabalhar com Robert. Havia apenas cerca de 12 irmãos que se associavam naquele tempo com a congregação de Wellington. Reuniam-se na sala de estar da casa situada em Kent Terrace, 69, que também servia de depósito da sede. Em 1939, havia 320 publicadores do Reino na Nova Zelândia, inclusive 35 pioneiros, e estavam organizados em 19 congregações.

Começavam a se formar nessa época nuvens tempestuosas de oposição religiosa. A Igreja Católica, em especial, torcia-se de dor por causa da exposição de seus ensinos e de suas práticas, feita pela literatura distribuída pelas Testemunhas. A edição de 19 de abril de 1939 do periódico católico Tablet, da Nova Zelândia, referia-se às Testemunhas de Jeová e declarava: “Entrementes, é dever de todo bom cidadão protestar junto a seus representantes no Parlamento contra esta crescente ameaça. Se se fizer suficiente protesto, o Governo será obrigado a tomar ação.”

PROSCRITA A OBRA DE PREGAÇÃO

Um ano mais tarde, em 13 de outubro de 1940, os irmãos estavam anunciando o discurso gravado do irmão Rutherford, intitulado “Governo e Paz”, na pequena cidade de Oamaru da Ilha do Sul. Naquela noite, cerca de 40 pessoas, inclusive um delegado de polícia, estavam presentes para a apresentação. A segunda guerra mundial prosseguia na Europa, e a perseguição movida às Testemunhas se intensificara. Portanto, George Edwards e Hallet Ridling estavam vigiando à porta. Certo William Meehan, armado de um fuzil de calibre 0,303 com baioneta calada, aproximou-se deles. “Peguei vocês dois agora”, disse ele. “Portanto, mãos ao alto! Se desobedecerem, eu atiro.”

Resultou disso uma luta em que os dois irmãos tentaram desarmar o homem. O fuzil disparou e Frederick MacAuley, que estava de pé ali perto, caiu, recebendo ferimento na perna. Sangrando profusamente, foi levado às pressas ao hospital. Seis dias depois, ele estava em estado tão crítico que foi preciso amputar-lhe a perna. Ele se restabeleceu bem depois disso. Quando Meehan foi levado perante o Tribunal, foi achado culpado meramente de ter ameaçado Edwards e MacAuley com uma arma, e foi sentenciado a dois meses de prisão com trabalho forçado.

Três dias depois do incidente do tiro, o secretário da Associação dos Ex-combatentes, em Oamaru, o Sr A. C. Piper, escreveu ao Secretário Geral da Associação dos Ex-combatentes, da Nova Zelândia, em Wellington. Ele disse:

“Numa reunião da Diretoria da Associação dos Ex-combatentes, em Oamaru, adotou-se unanimemente a seguinte resolução: Que, em vista das ocorrências trágicas numa reunião da seita chamada ‘Testemunhas de Jeová’ realizada em Oamaru, em 13 de outubro de 1940, e em vista do forte sentimento público contra esta seita, seja feito um requerimento junto ao Governo para proscrever a seita em todo o Domínio da Nova Zelândia. . . . Suas atividades devem ser sustadas antes que se cause dificuldade adicional em outras partes do Domínio.”

Assim, em outubro de 1940, foi proscrita na Nova Zelândia a atividade das Testemunhas de Jeová. É interessante notar, porém, que, durante o debate sobre os Regulamentos de Emergência de Guerra, seis semanas mais tarde, o Primeiro-ministro P. Fraser disse:

“Não sou defensor de nenhuma determinada Igreja, mas considero que é meu dever como Primeiro-ministro . . . cuidar de que, durante a guerra, os insultos à religião do povo sejam suspensos e, se possível, eliminados por ora. . . . Espero que o Procurador-geral possa fazer algum arranjo com as Testemunhas de Jeová, pois não duvido da sua sinceridade ou honestidade. Não temos nada a dizer contra elas, e não questionamos o seu direito de adorar segundo a sua consciência.”

Em 8 de maio de 1941, o governo emitiu uma emenda à proscrição das Testemunhas de Jeová. Esta legalizou para elas a realização de suas reuniões “para estudo da Bíblia, oração ou adoração”. Na prática, os irmãos e as irmãs tinham também permissão de pregar de casa em casa, conquanto só levassem a Bíblia. Fizeram isto.

A ATIVIDADE DURANTE A PROSCRIÇÃO

Pouco antes da proscrição, comprara-se a propriedade situada à Rua Daniell, 177, para ser usada como lar de Betel, visto que as dependências de Kent Terrace, 69, tinham ficado pequenas. O prédio de Kent Terrace foi alugado como hotel até a proscrição ser suspensa em 1945. Com o anúncio da proscrição, a literatura foi transferida para as congregações espalhadas no país. Era escondida debaixo de camas, em galpões e nos sótãos das casas. Na casa da Rua Daniell, Reg Johnston dividiu uma grande parte da área do telhado, acima do teto, completada com alçapão, e armazenou ali a literatura. Ele atendia pedidos pelo correio com este suprimento e o reabastecia, conforme a necessidade, com os suprimentos armazenados nas casas dos irmãos dentro da cidade.

A polícia chegava à casa dos publicadores inesperadamente e a vasculhava à procura de literatura da Sociedade. Amiúde, estava tão bem escondida que não era encontrada. Certa irmã havia escondido a literatura debaixo do tapete e a polícia, caminhando por cima, nada encontrou. Outro irmão relembra: “Tudo o que encontraram foram nossos exemplares de estudo. O que eles não sabiam era que havia 50 caixas de livros guardadas no teto.”

Molly Thompson fez cópias datilografadas em estêncil de cada artigo de estudo da Sentinela. Fizeram-se cópias que foram enviadas às congregações para fins de estudo. O novo livro Filhos foi copiado em estêncil, e milhares de cópias foram feitas e enviadas em partes aos irmãos, junto com as perguntas de estudo para os estudos de livro no meio da semana. O equipamento de impressão e de copiar estava escondido atrás de painéis nas paredes e no sótão da casa um tanto isolada de George Covacich, em Auckland.

Também, os irmãos se reuniam secretamente, tarde da noite, para distribuir folhetos nas caixas de correspondência, voltando para casa às vezes às duas horas da madrugada. No dia seguinte, havia agitação, quando as pessoas telefonavam para a polícia. Em Christchurch, a irmã Messervey foi detida e ficou presa por uma semana. A polícia queria saber quem eram os líderes das Testemunhas de Jeová na Nova Zelândia. Ela disse que lhes contaria como favor especial. Quando os três homens se reuniram avidamente em volta dela, ela lhes falou baixinho que os líderes eram Jeová Deus e Cristo Jesus, para grande dissabor deles.

Durante os quatro meses logo após a proscrição, houve 14 casos jurídicos. Diversos irmãos receberam sentenças de três meses de prisão, ao passo que outros receberam sentenças com a pena suspensa. Grace Bagnall estava pregando, quando a polícia a prendeu após receber um telefonema que um homem católico fez. Ao recusar pagar a multa de £5 (cerca de Cr$ 1.000,00), ela ficou presa por 14 dias.

POSIÇÃO DE NEUTRALIDADE OCASIONA DETENÇÃO

O governo estabeleceu campos de detenção durante a guerra. Os irmãos, por recusarem participar do serviço militar, foram encarcerados nesses campos enquanto durou a guerra, e até seis meses depois. Havia cerca de oito desses campos, e uns 80 irmãos passaram ali mais de quatro anos e meio cada um deles. Foram postos a podar árvores nas florestas de pinho, trabalhar em estradas e em outros serviços assim. Robert Lazenby e Reg Johnston podiam visitar os irmãos nesses campos mensalmente, por uma hora cada vez.

Durante os meses de inverno, as condições dos irmãos em detenção eram difíceis. Moravam em cabanas, e não se lhes permitia acender fogo. A tinta congelava nos vidros. Os irmãos colocavam folhas de jornal entre os cobertores e debaixo de si para prover melhor insulação contra o frio. Embora os campos estivessem cercados de arame farpado e patrulhados por guardas durante 24 horas por dia, as revistas A Sentinela e outras publicações novas penetravam nos campos.

Foram imaginados vários métodos para fazer entrar publicações nos campos. Quando Doris Best visitava seu marido, Cliff, ela colocava o bebezinho deles no colo dele. Ele, por sua vez, passava o bebê a outros irmãos que o seguravam por um pouco. A literatura estava escondida na roupa do bebê, e, depois de ser retirada, o bebê era devolvido a sua mãe. Também, as revistas eram embrulhadas em papel impermeabilizado e colocadas no meio de um bolo que era assado no forno e enviado pelo correio aos presos.

Durante a sua permanência nos campos, os irmãos pregavam a mensagem do Reino a todos os que escutavam. Realizavam também reuniões, e, no campo de Strathmore, cerca de 65 quilômetros de Rotorua, organizou-se até mesmo um programa de assembléia. Os irmãos obtiveram o uso de uma cabana dupla, comprida, que estava disponível para reuniões religiosas. Esboçaram um programa baseado num que se havia conseguido introduzir no campo. Convidaram secretamente outros co-detentos a assistir a ele, e muitos se associaram com os 31 irmãos durante o programa.

SUSPENSA A PROSCRIÇÃO

Nesse ínterim, os irmãos fora da prisão faziam forte pressão sobre o governo para que suspendesse a proscrição. Finalmente, em 29 de março de 1945, os jornais em toda a Nova Zelândia noticiavam a suspensão da proscrição. O Dominion de Wellington noticiava debaixo de um pequeno cabeçalho, em coluna simples:

“O Procurador-geral, o Sr. Mason, anunciou ontem a suspensão das restrições especiais impostas às Testemunhas de Jeová. Disse que revogava a notificação emitida por ele sob os Regulamentos de Emergência da Segurança Pública, que declarava suas organizações subversivas. . . . Na Austrália (como em outros países), as Testemunhas de Jeová têm estado livres de restrições por tempo considerável, com resultados inteiramente satisfatórios. . . . O Governo teve a mais plena garantia de que os mesmos resultados bons decorrentes da suspensão das restrições na Austrália serão também tidos na Nova Zelândia.”

Até hoje, os opositores da nossa obra gostam de acusar as Testemunhas de Jeová de terem sido achadas subversivas durante a guerra. Mas isto é poderosamente refutado pelo fato de ter sido suspensa a proscrição enquanto a guerra ainda continuava. A ação católica, de mãos dadas com a Associação dos Ex-combatentes, havia conspirado tentar mostrar que as Testemunhas de Jeová estavam fomentando agitação, e que o incidente do tiro em Oamaru indicava a espécie de agitação que o governo poderia esperar em todo o país, se não se impusesse restrição às Testemunhas de Jeová.

A suspensão da proscrição criou circunstâncias incomuns para os irmãos. Em Christchurch, a polícia telefonou para Andrew Downie para lhe dizer que podia ir buscar todas as publicações que haviam sido confiscadas. Com apropriada inflexibilidade escocesa, o irmão Downie disse: “Mas, senhor, não fomos nós que as levamos aí.” Passou então a esclarecer que, já que a polícia havia confiscado os livros, esperava que ela os trouxesse de volta. Foi preciso fazer duas viagens com o carro da polícia para devolvê-los todos.

Apesar da proscrição, o número de publicadores do Reino aumentou de 320 em 1939 para 536 em 1945. Com o fim da guerra, houve aumentos maiores ainda. Em 1949, alcançou-se um auge de 1.131 publicadores! E naquele ano realizou-se a primeira assembléia, com uma assistência de mais de 1.000 pessoas.

A ORGANIZAÇÃO SE FORTALECE

Em dezembro de 1946, Charles Clayton chegou. Ele foi o primeiro formado na Escola de Gileade a ser designado para a Nova Zelândia. No mês de março que se seguiu, o presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E.U.A.), Nathan H. Knorr, visitou a Nova Zelândia e estabeleceu-se uma filial em Wellington. Robert Lazenby se tornou o servo da filial. Alguns meses depois, chegaram mais três formados em Gileade — Howard Benesch, Orville Crosswhite e Samuel Betley.

O irmão Betley aprendeu a língua maori e pôde ajudar a desenvolver a obra entre os maoris. O Anuário de 1950 (em inglês) relata:

“São muito boas as perspectivas de um aumento ainda maior entre os da raça maori. . . . Durante o ano, foram feitos vinte discursos públicos em maori, com uma assistência total de 470 pessoas, a maioria sendo visitantes. Antes de começar o discurso e em harmonia com o costume maori, um dos anciãos da aldeia dá primeiro boas-vindas ao orador e aos visitantes de outras aldeias. Na conclusão, as pessoas não vão embora imediatamente, mas permanecem para palestrar sobre o discurso. Talvez uma ou duas pessoas dêem um discurso improvisado, cada qual expressando seus pontos de vista sobre as coisas consideradas pelo orador. Uma pessoa pode estar de pleno acordo com o que foi dito. Outra talvez expresse seu desacordo e suscita perguntas. Daí, o orador tem a palavra final, esclarecendo os pontos que precisem de explicação adicional. Essas palestras, todas na língua maori, amiúde duram longo tempo após a conclusão da reunião pública.”

O primeiro Salão do Reino na Nova Zelândia foi construído pelos irmãos maoris em Waima, em 1950. Grande parte da madeira foi cortada de árvores derrubadas nas suas próprias terras.

VISITANTES REAIS RECEBEM LITERATURA

Em princípios de 1954, a Rainha da Inglaterra ficou sabendo da atividade das Testemunhas de Jeová na Nova Zelândia por intermédio de uma irmã maori. O jornal Dominion, de Wellington, Nova Zelândia, explicava:

“Uma Bíblia e um livro publicado pela Sociedade Torre de Vigia foram inesperadamente entregues à Rainha por uma senhora maori que subiu à plataforma no Parque McLean, Napier, hoje, para ser apresentada a Sua Majestade e ao Duque de Edimburgo. O Sr. e a Sra. Tuiri Tareha estavam entre as 74 pessoas apresentadas aos visitantes reais. Em vez de dar a mão à Rainha, a Sra. Tareha entregou a Sua Majestade um pequeno pacote, belamente embrulhado com papel marrom.”

O pacote continha A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs e um exemplar do livro “Novos Céus e Uma Nova Terra”. O irmão Tareha explicou, conforme foi citado na reportagem do jornal: “A Rainha disse certa vez que desejava ter a sabedoria de Salomão, a fim de poder governar seu povo com eqüidade e justiça. Tínhamos certeza de que estes livros a podiam ajudar.”

CRESCIMENTO NA DÉCADA DE 1950

Os primeiros anos e os meados da década de 1950 foram de notável crescimento teocrático na Nova Zelândia. Em 1951, num congresso nacional realizado na prefeitura de Wellington, 1.645 pessoas ouviram o irmão Knorr dar o discurso público “Proclamai Liberdade por Toda a Terra”. O Herald da Nova Zelândia, de 31 de dezembro de 1953, comentando um censo recente, suscitou a questão quanto a por que as Testemunhas de Jeová tinham tão grandes aumentos em número. Dizia:

“O aumento na imigração se reflete em alguns dos totais. A Igreja Reformada Holandesa, por exemplo, só tinha 37 seguidores na Nova Zelândia em 1945, mas, em 1951, podia afirmar ter 264. Não se pode encontrar uma razão tão simples no aumento das Testemunhas de Jeová de 650 para 1.756 no mesmo período.”

Talvez uma resposta parcial, explicando o aumento das Testemunhas de Jeová, seja a dada por um destacado eclesiástico anglicano da Nova Zelândia, o Deão Chandler. Escrevendo no Star Sun de Christchurch sobre o assunto, ele disse:

“Talvez nossa mais séria negligência seja a das visitas pastorais, pois é necessário o pastor visitar continuamente o seu rebanho, portanto é necessário encontrar oportunidade de palestrar com nossa gente sobre problemas vitais que perturbam a sua mente e salvá-la dos emaranhamentos heréticos em que será provavelmente apanhada. Tendo dito isto, estou dolorosamente cônscio de minha própria negligência neste respeito.”

Continuou ele:

“Estou convencido mais do que nunca de que a Palavra impressa precisa suplementar a palavra falada a um grau cada vez maior. Se desejamos que nossa gente seja forte na fé, temos de encorajá-la a ler e a estudar muito mais do que tem feito até o presente.”

Não resta dúvida de que é exatamente isso que as Testemunhas de Jeová na Nova Zelândia vêm encorajando e ajudando as pessoas a fazer. E muitos aceitaram tal encorajamento e cresceram à madureza cristã. Com efeito, a Nova Zelândia fornecia ajuda espiritual a outros campos. Em 1951, ao todo 13 pioneiros neozelandeses se formaram na Escola de Gileade e foram enviados a outros países para servir ali. Estava entre eles o primeiro maori formado em Gileade, Rudolph Rawiri, que depois voltou para a Nova Zelândia para empreender o serviço de circuito.

NOVA SEDE DA FILIAL

Em 1956, o irmão Knorr visitou novamente a Nova Zelândia. Desta vez, 3.510 pessoas ouviram o discurso público que ele proferiu no congresso nacional realizado no Parque Carlaw, Auckland. Durante a sua visita, decidiu-se comprar um terreno em Auckland e construir aqui uma nova filial.

Embora Wellington seja a capital do país, e a filial se situasse ali, Auckland é a cidade que cresce mais rápido. Portanto, os novos prédios do lar, do escritório, do Salão do Reino, do departamento de expedição e da gráfica de Betel foram construídos em Auckland. Quando estes terminaram de ser construídos, a família de Betel se mudou em março de 1958.

Realizou-se um estimulante programa de dedicação, de três dias de duração, para o novo Salão do Reino e os prédios da Sociedade, de 13 a 15 de junho de 1958. Coincidiu com a visita de um dia de 150 irmãos australianos que estavam de passagem para a assembléia internacional de 1958 em Nova Iorque. Daí, 152 congressistas da Nova Zelândia também partiram para esta histórica Assembléia Internacional da Vontade Divina. Os congressistas representavam mais de metade das 87 congregações da Nova Zelândia. Os irmãos ficaram grandemente encorajados por estes eventos, conforme se indica no novo auge de 3.346 publicadores do Reino na Nova Zelândia em agosto. Isso significava que havia então um publicador para cada 616 pessoas no país.

Naquele mesmo mês, enquanto muitos dos irmãos neozelandeses estavam no congresso da Vontade Divina, o servo da filial, Robert Lazenby, faleceu. Foi subitamente, enquanto estava dando um discurso de serviço na congregação de Mt. Albert, em Auckland. Numa carta ao irmão Gibbons, que informava sobre o assunto, o irmão Knorr disse:

“Sempre apreciei associar-me com o irmão Lazenby e alegro-me muito de saber que ele morreu fiel, com os pés calçados, uma expressão que usamos aqui na América, e que estava servindo seus irmãos. É uma bela maneira de morrer. Sabia que ele estava doente. Gostaria muito que ele estivesse no congresso, mas é uma alegria saber que ele ficou sabendo dos excelentes resultados da assembléia e das coisas que aconteceram aqui.”

Benjamin Mason, um formado em Gileade que servia na filial da Nova Zelândia desde 1957, tornou-se o novo servo da filial.

BATALHA JURÍDICA

Em janeiro de 1958, os irmãos solicitaram o uso do Salão Comemorativo da Guerra, de Levin e do Distrito, para uma assembléia de três dias de duração. O Conselho Municipal de Levin era favorável a isto até que a Associação dos Ex-combatentes (Returned Services Association, mais tarde chamada Returned Servicemen’s Association) expressou forte desaprovação. Passou-se uma resolução no sentido de que “um Monumento à Guerra é sagrado para a memória dos que serviram seu país em tempo de perigo”, e, por conseguinte, devia negar-se às Testemunhas de Jeová o uso de suas dependências. Embora alguns Conselhos Municipais resistissem à pressão da Associação dos Ex-combatentes (R.S.A.), muitos outros, de modo fraco, capitularam. Isto significava que dezenas de salões comemorativos seriam fechados às Testemunhas.

Os irmãos entraram com ação jurídica num empenho de derrotar esta tentativa discriminatória de se lhes negar o uso de tais dependências. Durante a audiência, em maio de 1959, o advogado da Sociedade, F. H. Haigh, argumentou:

“Esta interdição pode ser considerada como sendo nada menos do que fantástica, e não há a mínima justificativa para se decidir que o que as pessoas fizeram durante a Segunda Guerra Mundial deva servir como critério em 1958 quanto aos seus direitos a algo utilitário em memória à guerra. A ação do Conselho é uma recusa de justiça natural causada por discriminação injustificada.”

Em 21 de agosto de 1959, o Ministro T. A. Gresson, da Corte Suprema da Nova Zelândia, apresentou a seguinte decisão:

“É incontestável que os cidadãos da municipalidade, que são Testemunhas de Jeová, constituem uma parte legal da comunidade, e, embora uma minoria relativa, precisam, a meu ver, gozar dos mesmos direitos legais e ter as mesmas obrigações legais que os membros da Associação dos Ex-combatentes. Ao recusar permitir ao querelante o uso do Salão, o Conselho querelado, a meu ver agiu em violação dos amplos termos deste encargo. . .

“Nestas circunstâncias, faço a seguinte declaração. ‘Que a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados . . . têm direito a ter acesso ao Salão Comemorativo da Guerra, de Monte Roskill, com o fim de realizar discursos bíblicos em horários razoáveis e em condições razoáveis que o Conselho Municipal de Mt. Roskill impuser.’”

No dia seguinte, todos os diários traziam uma reportagem sobre a decisão. O Waikeke Resident de Auckland dizia, em manchete “Semana de Humilhação na Junta de Road”:

“O Sr. Ministro Gresson fez uma decisão com respeito à discriminação religiosa por parte de órgãos locais que abalou nossos membros envoltos em trevas, todos os oito. . . . A Junta, semelhante a muitos órgãos locais, de pouca vontade, em toda parte do país, apressou-se a obedecer à R.S.A., quando lhe disse que as Testemunhas de Jeová não receberiam permissão de usar os Salões Comemorativos. O Sr. Gresson diz que as Testemunhas têm os mesmos direitos que a R.S.A. Portanto, a Junta de Road precisa abrir agora o Salão Comemorativo de Waiheke para as Testemunhas ou estará burlando abertamente a lei, assim como burlaram os direitos democráticos das Testemunhas. As Testemunhas podem agora adorar seu Deus à sua própria maneira, sem serem sujeitas à tirania da Junta de Waiheke Road.”

ASSEMBLÉIA “BOAS NOVAS ETERNAS”

O maior teatro da Nova Zelândia, o Cívico, serviu de local para a assembléia “Boas Novas Eternas”, em Auckland, em 1963. Mas, mesmo este não foi suficientemente grande, de modo que se usou também a prefeitura municipal de Auckland, com 2.000 assentos, para acomodar as multidões. O auge de assistência de 6.005 incluía 191 visitantes procedentes de 16 países. Fred W. Franz, então vice-presidente da Sociedade Torre de Vigia, estava entre os congressistas que viajaram ao redor do mundo, assistindo a esta série de assembléias “Boas Novas Eternas”.

Ao chegar, o irmão Franz foi recepcionado à moda tradicional maori, na calçada, em frente do Teatro Cívico. Os transeuntes foram logo atraídos pelas dançarinas maoris que cantavam em lindas vestimentas nativas. Foi difícil dizer quem apreciou mais a recepção incomum, se os entusiásticos observadores ou o irmão Franz e as irmãs maoris que o cumprimentaram com um aperto de mão e um esfregar de narizes.

Esta assembléia foi realmente um marco na história da Nova Zelândia. Houve cobertura radiofônica e televisada sem precedentes, o ponto alto sendo um filme sobre o batismo, de 95 segundos de duração. Deu-se um excelente testemunho tanto pela pregação feita pelos congressistas da assembléia como pela sua conduta. “São as pessoas mais bem organizadas e de melhor conduta que já vi”, disse o administrador do Teatro Cívico.

CONSTRUÇÃO DO SALÃO DO REINO

Segundo se observou antes, os maoris construíram o primeiro Salão do Reino da Nova Zelândia, em 1950. Não foi senão em 1955 que o segundo Salão do Reino da Nova Zelândia foi dedicado em Gisborne. Mas, depois, durante a década de 1960, 58 Salões do Reino foram construídos, quando os irmãos se mudaram de salões alugados — amiúde cheios de bolor e cheiro de cigarro e álcool — para belos e novos edifícios limpos, dedicados à adoração de Jeová. Quão gratos são os irmãos por estes!

Este programa de construção continuou durante a década de 1970. Há atualmente 119 congregações das Testemunhas de Jeová na Nova Zelândia, e 112 delas realizam suas reuniões nos seus próprios Salões do Reino. Há planos para a construção de mais Salões do Reino.

ASSEMBLÉIA “PAZ NA TERRA”

Em novembro de 1969, o pitoresco Parque Alexandra, o Hipódromo de Auckland, transformou-se num lindo local de assembléia mediante o trabalho de 1.500 voluntários. Para a decoração do palco foram usados mais de 5.000 vasos com flores plantadas neles, 300 arbustos e plantas e centenas de metros quadrados de “gramado instantâneo”. Gerânios de matiz esverdeado contra um fundo de begônias vermelhas soletravam “Haere-Mai” (Bem-vindos, em maori). A ocasião era a Assembléia Internacional “Paz na Terra”, de seis dias de duração, à qual assistiram N. H. Knorr e F. W. Franz, bem como dezenas de outros congressistas de países estrangeiros.

Houve um programa especial, que incluía cantos e danças maoris, para os congressistas de além-mar. Um irmão maori disse à assistência entusiástica que havia 193 de seus parentes carnais na assembléia. Isto ilustrava quão favoravelmente os maoris reagiram à mensagem do Reino.

Alguns dos membros da comissão do Hipódromo de Auckland ficaram receosos de permitir às Testemunhas de Jeová o uso de suas dependências. Mas a seguinte carta, enviada pelo secretário, indica a impressão que tiveram depois da assembléia:

“Agora, com o término de seu congresso, aproveito o ensejo para expressar-lhes o agradecimento de minha Comissão, bem como a todos os seus congressistas, pelo modo notável em que suas reuniões foram realizadas no Hipódromo do parque Alexandra.

“Desejamos também agradecer-lhes, e a seus trabalhadores, a maravilhosa cooperação que demonstraram, e a maneira como conservaram as dependências durante o tempo em que as ocuparam.

“Se desejarem algum dia realizar outro congresso nesta área, esperamos que usem as dependências do Parque Alexandra.

“Em conclusão, permitam-me expressar, da minha parte e da do administrador do hipódromo, nossos agradecimentos pessoais a todos os envolvidos e dizer-lhes que certamente foi um prazer tê-los aqui.”

Sim, funcionários do hipódromo, proprietários de hotéis, autoridades de trânsito e homens de negócios louvaram entusiasticamente, sem solicitação, a limpeza, a disposição amistosa e a conduta exemplar das Testemunhas. Um agente de segurança disse que nunca viu coisa igual em todos os seus 40 anos de experiência. Alguns o descreveram como sendo o congresso mais bem organizado que já se realizou na Nova Zelândia.

Houve também boa publicidade da parte dos veículos noticiosos. O batismo de 421 novas Testemunhas foi anunciado em toda a nação. Um orador do congresso observou que uma dentre 10 de todas as Testemunhas batizadas e ativas da Nova Zelândia foi imersa em 7 de novembro de 1969, durante a assembléia. Para o discurso público “A Estrada de Retorno à Paz no Paraíso”, proferido pelo irmão Knorr, houve um número excelente de 8.400 pessoas presentes.

O ANEXO DA SEDE DA FILIAL

Em 1973, atingiu-se um auge de mais de 6.000 publicadores do Reino, e a sede da filial que terminou de ser construída em 1958 ficou com pouco espaço. Portanto, em julho de 1973, iniciou-se a construção de um grande anexo à estrutura original. O Ministério do Reino de dezembro de 1973 (em inglês) relatava:

“O último tijolo foi colocado no domingo, 18 de novembro . . . O projeto inteiro foi terminado, a bem dizer, em 18 semanas exatamente, e os números preliminares indicam que 248 irmãos diferentes devotaram 16.000 horas de trabalho durante esse tempo. Quão gratos somos pelo seu esplêndido apoio. Já sentimos os benefícios do espaço maior para trabalho.”

ASSEMBLÉIAS QUE MARCARAM ÉPOCA NOS ANOS 70

A Assembléia Internacional “Vitória Divina” de 1973 foi o maior evento teocrático que houve na maior cidade da Ilha do Sul, em Christchurch. Os 500 visitantes, procedentes da Austrália e 350 da América do Norte, ajudaram a aumentar a assistência no Parque Lancaster para o número notável de 11.640, mais de 3.000 acima do número de assistência da assembléia internacional de 1969. Leo K. Greenlees, do Corpo Governante, foi o principal orador da assembléia.

Cinco anos mais tarde, em dezembro de 1978, a Assembléia Internacional “Fé Vitoriosa”, em Auckland, no Parque Éden, tornou-se o maior ajuntamento de Testemunhas de Jeová que já se realizou na Nova Zelândia. O auge de assistência foi de 12.328 pessoas. Lloyd Barry, John Booth e Ted Jaracz, todos membros do Corpo Governante, tomaram parte no programa da assembléia.

ATENDIDAS AS NECESSIDADES ESPIRITUAIS DAS PESSOAS

Com o passar dos anos, cerca de 60.000 polinésios das ilhas de Samoa, Tonga, Niue e Rarotonga chegaram à Nova Zelândia para viver e trabalhar aqui; aproximadamente 36.000 deles residem na área maior de Auckland. Para atender às necessidades espirituais dessas pessoas, estabeleceu-se uma congregação de língua samoana em Auckland, em fevereiro de 1977. É uma das congregações que cresce mais rapidamente no país; 216 assistiram à Comemoração em março de 1980.

Com o fim de equipar os irmãos para que ajudem os semelhantes a ovelhas de modo mais eficaz, funcionam várias escolas especiais. Em 1978, 700 anciãos cristãos na Nova Zelândia fizeram o curso revisado da Escola do Ministério do Reino, de 15 horas de duração. Daí, em 1979, 184 pregadores do Reino, de tempo integral, foram grandemente beneficiados com o curso de duas semanas de duração, da Escola do Serviço de Pioneiro. E, quase na mesma época, John Wills, Ed Gibbons, Charles Tareha e John Cumming, membros da comissão de filial da Nova Zelândia, fizeram o Curso da Escola de Gileade Para Filiais, de cinco semanas, na sede mundial de Brooklyn. Receberam ali instrução prática para os ajudar a se desincumbir de suas responsabilidades de atender às necessidades espirituais do povo na Nova Zelândia.

Outra excelente provisão para o progresso da obra educacional do Reino tem sido o novo salão de assembléias das Testemunhas de Jeová na Nova Zelândia. O antigo Cinema Estadual, num subúrbio de Auckland, construído originalmente em 1934, foi comprado e reformado completamente por cerca de 400 Testemunhas que ofereceram voluntariamente os seus serviços. Este lindo local foi dedicado em fevereiro de 1978, e desde então sete circuitos vem realizando suas assembléias ali semestralmente.

COM O APOIO DE JEOVÁ

Passando em revista a obra das Testemunhas de Jeová na Nova Zelândia desde seu início, há mais de 75 anos, vê-se claramente a bênção de Jeová Deus. Cada semana agora, milhares de pessoas afluem para os mais de 100 ótimos Salões do Reino, a fim de aprenderem mais sobre seu Deus Jeová e seus grandiosos propósitos. Em 31 de março de 1980, uma grande multidão de 15.385 pessoas assistiu à Comemoração. Muitas destas estão proclamando ativamente sua esperança do Reino.

Há atualmente mais de 7.000 publicadores que participam na proclamação do Reino na Nova Zelândia. Cerca de 350 dentre estes são pioneiros. Coletivamente, devotam cada ano cerca de um milhão de horas à pregação, e distribuem mais de um milhão de exemplares de A Sentinela e Despertai! A bem dizer, cada lar na Nova Zelândia recebe a visita de uma Testemunha de Jeová cerca de três vezes por ano.

O que se tem realizado na pregação das boas novas do Reino na Nova Zelândia, bem como em todo o mundo, não é simplesmente devido aos esforços ou às habilidades de algum homem ou de um grupo de homens. Antes, vem sendo realizado, conforme o próprio Jeová diz: “Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito.” — Zac. 4:6.

[Foto na página 210]

Bill Barry (à direita): Em Christchurch, a verdade era conhecida como a “religião de Bill Barry”. Seu filho Lloyd (à esquerda) agora é membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová.

[Foto na página 214]

Frank Grove foi pioneiro até à morte em 1967 — por mais de 50 anos.

[Foto na página 220]

Charles Tareha, um maori que trabalha agora no Betel da Nova Zelândia. Quando seu pai, um maori proeminente, aceitou a verdade, isto causou verdadeira agitação na comunidade religiosa dos maoris.

[Foto na página 228]

O serviço de pioneiro na Ilha do Sul durante a década de 1930 — “em perigos de rios”.

[Foto na página 230]

Jim Tait, após ouvir apenas um discurso de J. F. Rutherford, deixou seu emprego e a segurança que este lhe oferecia para se tornar pioneiro.

[Foto na página 232]

Um dos carros sonantes usados na proclamação da mensagem do Reino.

[Foto na página 237]

Lar de Betel, na Rua Daniell, 177, onde, durante a proscrição foram escondidas publicações numa parte do telhado acima do teto.

[Foto na página 242]

Irmãos maoris construíram o primeiro Salão do Reino da Nova Zelândia, em 1950, em Waima.

[Foto na página 247]

Robert Lazenby, servo de filial por muitos anos até sua morte em 1958.

[Foto na página 249]

O irmão Franz recebendo os cumprimentos tradicionais dos maoris, um aperto de mão e esfregar narizes, ao visitar Auckland por ocasião da assembléia “Boas Novas Eternas”.

[Foto na página 253]

Prédio da filial em Auckland.

[Foto na página 255]

O antigo Cinema Estadual, no subúrbio de Auckland, em Devonport, foi adquirido e reformado para ser um salão de assembléias.

[Mapa na página 208]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

Nova Zelândia

MAR DA TASMÂNIA

OCEANO PACÍFICO

Auckland

Thames

Waihi

Rotorua

Opotiki

Gisborne

Taumarunui

Taradale

Dannevirke

Palmerston Norte

Eketahuna

Lower Hutt

WELLINGTON

Cheviot

Christchurch

Lyttelton

Oamaru

Dunedin

Tuatapere

Invercargill

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