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Pode a união salvar as igrejas?Despertai! — 1976 | 8 de maio
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ajudariam a promover a união das religiões. O que pensam disso as pessoas? Bem, resumindo uma enquête de certa área metropolitana dos Estados Unidos, o Journal de Milwaukee, de 28 de outubro de 1974, estampava a manchete “Idéia de ‘Uma Só Fé Verdadeira’ Perde Terreno.” Dentre as 1.323 pessoas entrevistadas, quase oito de cada dez estavam a favor de movimentos ecumênicos. Certo senhor católico sustentava que “não importa tanto em que se crê como em se crer em algo”. E uma senhora luterana exclamou: “Todos cremos basicamente nas mesmas coisas. Não acho que a interpretação doutrinal seja tão importante assim.”
Todavia, tentar atingir a união religiosa por meio de compromissos doutrinais não goza de precedente favorável na Bíblia. Quando o profeta Moisés estava no topo do Monte Sinai, recebendo instruções de Deus, os israelitas procuraram fundir a adoração de Jeová Deus com a prática religiosa egípcia. Aarão fez um bezerro de ouro, e foi dito: “Este é o teu Deus, ó Israel, que te fez subir da terra do Egito.” Arão passou a construir um altar diante do bezerro e então bradou: “Amanhã há uma festividade para Jeová.” No dia seguinte, foram feitas ofertas queimadas e sacrifícios de comunhão. Depois disso, o povo comeu e bebeu, daí se levantou “para se divertir”. O que foi que Jeová Deus pensou sobre isso? Ficou grandemente indignado. Tentar misturar a adoração verdadeira com a religião falsa por certo não tem a aprovação de Deus. — Êxo. 31:18-32:10.
Longe de encorajar a união religiosa com outros, Deus, por meio de Moisés, disse ao Seu povo antigo: “Não concluirás pacto algum com eles ou com os seus deuses.” “Quem oferecer sacrifícios a quaisquer deuses, e não somente a Jeová, deve ser devotado à destruição.” (Êxo. 23:32; 22:20) Também, Jesus Cristo, o Filho de Deus, jamais transigiu com os que detinham conceitos religiosos incorretos. Por exemplo, Cristo declarou: “Ai de vós, escritas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós mesmos não entrais, nem deixais entrar os que estão em caminho para entrar.” — Mat. 23:13.
O Que Exige Deus?
Obviamente, a união religiosa ‘a qualquer preço’ não goza do favor divino. O que, então, exige Jeová Deus das pessoas que desejam ter sua aprovação? “Os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade”, declarou Jesus Cristo. (João 4:24) Claramente, a união religiosa que ignora a verdade bíblica é inaceitável a Jeová Deus.
Outro essencial da adoração verdadeira é a aceitação do Filho de Deus, Jesus Cristo. “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida”, disse Jesus. “Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6) Todavia, mesmo se as seitas divididas da cristandade alcançassem a suposta união em nome de Cristo, não se poderia presumir que isso agradasse a Jeová Deus ou a Jesus. Por que não? Declarou Cristo: “Nem todo o que me disser: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus, senão aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.” — Mat. 7:21-23.
Outro ponto que merece meditação é que as religiões da cristandade, bem como outras fés, tornaram-se parte deste mundo. Por exemplo, certo clérigo católico advoga o ecumenismo que chega ao ponto de “acordo e ação em questões vitais como guerra e paz, etnicismo e nacionalismo; os direitos das minorias, desenvolvimento humano, e pobreza”. Mas, deve o cristianismo envolver-se em assuntos mundanos como guerra e nacionalismo? Não, segundo seu fundador, Jesus Cristo. Ele disse sobre seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” — João 17:16; compare com Tiago 1:27; 4:4.
Perto do fim desta vida terrestre, Jesus Cristo podia dizer em oração a Deus: “Tenho dado a conhecer o teu nome e o hei de dar a conhecer.” (João 17:26) Jesus usava livremente o Nome Divino, Jeová, mas, os cristãos nominais da atualidade em geral se recusam a fazer isso em suas traduções da Bíblia ou de outras formas. Por outro lado, os verdadeiros cristãos levam a peito as palavras: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu sou Deus’.” (Isa. 43:12) É a vontade de Jeová Deus que seu nome seja declarado por toda a terra, e as Testemunhas de Jeová são os únicos que fazem essa obra, assim como Jesus tornou conhecido o nome de seu Pai. — Êxo. 9:16.
Intimamente relacionado com o Nome Divino acha-se o propósito de Jeová em relação com seu reino. Quando na terra, Jesus Cristo ia de lugar em lugar, pregando a mensagem do Reino e, em certa ocasião, disse: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.” (Luc. 4:43; 8:1) Similarmente, hoje em dia apenas as Testemunhas de Jeová declaram as boas novas do reino estabelecido de Deus, regendo o Rei Jesus Cristo num trono celeste. Apenas elas cumprem a profecia de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:14.
Nenhuma organização religiosa a não ser as Testemunhas de Jeová declara o nome de Deus e testemunha sobre seu reino celeste estabelecido. Por isso, até mesmo nessa base, as Testemunhas de Jeová nada têm em comum com outros grupos religiosos e jamais podem buscar qualquer afiliação junto com eles. Tais organizações simplesmente não defendem as mesmas coisas que as Testemunhas de Jeová.
O Que Esperar no Futuro Próximo
Mas, há outra razão significativa para se evitar a união com essas outras fés. A Bíblia mostra que algo mui dramático e completamente irreversível irá acontecer com essas religiões nesta mesma geração. A união das religiões não pode salvar as igrejas da destruição. Considere só:
O livro bíblico de Revelação menciona a mulher simbólica, Babilônia, a Grande, “com a qual os reis da terra [o elemento político deste mundo] cometeram fornicação”. (Rev. 17:1, 2, 5) Revelação também se refere ao elemento político quando fala de uma “fera” figurada bem como de “dez chifres”. Diz-se-nos: “Estes odiarão a meretriz [Babilônia, a Grande] e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo.” (Rev. 17:12, 16) O elemento comercial também figura nessa profecia, pois “os mercadores viajantes da terra” são descritos como “chorando e pranteando” devido à destruição de Babilônia, a Grande. (Rev. 18:11) Visto que tanto os elementos comercial e político são facilmente identificados nesta profecia, torna-se bem óbvio que Babilônia, a Grande, representa o império mundial da religião falsa.
O que, então, significa isso? O seguinte: Que o império mundial da religião falsa irá ser destruído. A profecia bíblica indica que isto ocorrerá em nossos dias. (Mat. 24:34) Por conseguinte, as pessoas que crêem na Bíblia não se preocupam com movimentos ecumênicos, fusões de igrejas e à união de várias religiões. Tal preocupação seria deveras fútil.
Antes, os de coração honesto acatam com ações apropriadas a voz de comando provinda do céu. Ela diz, a respeito da condenada Babilônia, a Grande: “Sai dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” — Rev. 18:4.
A crescente apatia para com a religião torna fácil ver que muitos não ficarão especialmente afligidos quando o império mundial da religião falsa for destruído. Por certo, tal destruição de Babilônia, a Grande, é inevitável, “porque Jeová Deus, quem a julga, é forte”. (Rev. 18:8) Assim, a união religiosa não pode salvar as igrejas. Mas, encorajamo-lo a praticar a adoração verdadeira e gozar a aprovação de Jeová, o “Deus de atos salvadores”. — Sal. 68:20.
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Pessoas felizes que reconhecem a “Soberania Divina”Despertai! — 1976 | 8 de maio
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Pessoas felizes que reconhecem a “Soberania Divina”
Do correspondente de “Despertai!” no Brasil
TALVEZ, em sua vida, já tenha deparado com fatos que o deixaram completamente surpreso, vindo a constatar mais tarde que eram a pura realidade. Um destes fatos, que adquire cada vez maior repercussão, é que, desde 1914 E.C., Jeová Deus já exerce sua Soberania Divina sobre o reino da humanidade. Faz isso por meio do governo messiânico celeste de seu Filho, Jesus Cristo. — Rev. 11:15; Mat. 6:9, 10.
Mas, talvez pergunte: Se tal governo é real, quem são os súditos? Há atualmente no Brasil mais de 100.000 pessoas, incluídas entre as cerca de 2.200.000 em toda a terra, que se declaram súditos leais desse Reino. Pelo seu modo de vida, por suas ações diárias, revelam que aceitam as leis e os princípios justos desse governo celeste, e submetem-se voluntariamente à eles. — Miq. 4:1, 2; Rom. 6:16-18.
Ao reconhecer a Soberania Divina, tais pessoas não se tornam rebeldes para com os governos terrestres. Muito pelo contrário. É por isso que as Testemunhas de Jeová são reconhecidas em todo o mundo como cidadãos exemplares, cumpridores das leis, e fiéis pagadores dos impostos. Elas respeitam e obedecem aos governos terrestres, enquanto estes existem, pela permissão de Deus. — Rom. 13:1-5.
Mas, já não eram pessoas assim antes de se tornarem testemunhas de Jeová? Que espécie de pessoas se tornam Testemunhas? Que mudanças tiveram de fazer? O que dizem os outros sobre elas? Quais são suas aspirações e o que pensam do futuro imediato? O que faz, enfim, que as Testemunhas de Jeová sejam o que são?
Farta Alimentação Espiritual
O que as torna cristãos que amam a Deus e procuram mostrar amor ao próximo de modos práticos é seu rico programa de nutrição espiritual. Sabia que as Testemunhas dedicam, em média, mais de 5 horas por semana para estudar a Bíblia em conjunto? Além disso, de tempos a tempos realizam assembléias de diferentes âmbitos, a que milhares ou até dezenas de milhares delas comparecem.
Há pouco, no Brasil, realizaram-se 24 Assembléias de Distrito “Soberania Divina”. A elas compareceram um total de 212.441 pessoas. Alguns dos objetivos dessas reuniões de âmbito maior foram bem sintetizados em certa reportagem de Belém do Pará: “Um congraçamento espiritual, onde todos são confortados
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