-
Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1978 | 22 de fevereiro
-
-
Rufo. Como transeunte que vinha do interior, Simão foi obrigado a ajudar a carregar a estaca de tortura de Jesus. — Mat. 27:32; Mar. 15:21; Luc. 23:26; veja CIRENE, CIRENEU.
8. Um mágico da cidade de Samaria, que surpreendeu tanto a nação com suas artes mágicas que o povo dizia a seu respeito: “Este homem é o Poder de Deus que pode ser chamado Grande.” Devido ao ministério de Filipe, Simão “se tornou crente” e foi batizado. Mais tarde, quando os crentes receberam espírito santo, à medida que os apóstolos Pedro e João impuseram-lhes as mãos, Simão demonstrou motivo errado, oferecendo dinheiro pela autoridade necessária, de modo que aqueles a quem ele impusesse as mãos recebessem espírito santo. Pedro fortemente o censurou, dizendo a Simão que seu coração não era reto à vista de Deus e instando com ele a que se arrependesse e orasse pedindo perdão. Em resposta, Simão pediu a tais apóstolos que fizessem súplica a Jeová em seu favor. — Atos 8:9-24.
9. Um curtidor em Jope, em cuja casa, junto ao mar, o apóstolo Pedro foi acolhido durante muitos dias, em 36 E. C. — Atos 9:43; 10:6, 17, 32.
TIAGO [ou Jaime, forma derivada de Jacó significando segurador do calcanhar; suplantador].
1. Pai do apóstolo Judas (não o Judas Iscariotes). — Luc. 6:16; Atos 1:13.
2. Filho de Zebedeu, irmão de João e um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. (Mat. 10:2) Sua mãe, pelo que parece, era Salomé, conforme se pode observar pela comparação de dois relatos do mesmo evento. Um relato menciona “a mãe dos filhos de Zebedeu”, o outro a chama de “Salomé”. (Mat. 27:55, 56; Mar. 15:40, 41; veja SALOMÉ N.º 1.) Uma comparação adicional de João 19:25 talvez aponte Salomé como a irmã carnal de Maria, mãe de Jesus. Se assim for, Tiago era primo em primeiro grau de Jesus.
Tiago e seu irmão trabalhavam com seu pai, no comércio pesqueiro, em 30 E. C., quando Jesus os chamou, junto com os pescadores associados, Pedro e André, para serem seus discípulos e “pescadores de homens”. Ao aceitar a convocação de Jesus, Tiago e João deixaram um comércio pesqueiro que era suficientemente grande para empregar trabalhadores contratados, bem como constituir uma sociedade junto com Pedro e André. — Mat. 4:18-22; Mar. 1:19, 20; Luc. 5:7-10.
No ano seguinte, 31 E. C., quando Jesus designou doze de seus discípulos como apóstolos, Tiago foi um do grupo escolhido. — Mar. 3:13-19; Luc. 6:12-16.
[Continua na próxima edição]
-
-
O congresso da liberdade religiosa “deixa um sabor ruim”Despertai! — 1978 | 22 de fevereiro
-
-
O congresso da liberdade religiosa “deixa um sabor ruim”
Do correspondente de “Despertai!” nos Países-Baixos
AMSTERDÃ foi local dum evento ímpar em 1977. De 21 a 23 de março de 1977, o Hilton Hotel foi anfitrião do Primeiro Congresso Mundial Sobre Liberdade Religiosa.
Os patrocinadores deste congresso declararam oficialmente como sendo seu objetivo: 1. Tornar a Associação Internacional de Liberdade Religiosa (sigla IRLA, em inglês), um instrumento deveras viável para a promoção da liberdade religiosa numa escala mundial. 2. Trazer a Associação Internacional de Liberdade Religiosa à atenção dos líderes mundiais, por meio da veiculação. 3. Conceder um prêmio internacional aos estadistas que promovessem a liberdade religiosa em seus países específicos. 4. Fornecer um foro não-combatente para o intercâmbio de conceitos sobre a liberdade religiosa.
“Congresso de Não-Comprometidos”
Os apoiadores oficiais da reunião asseguraram que sua intenção era de exercer a “diplomacia tranqüila” e ‘não expor nem condenar os abusos contra a liberdade religiosa’. Em geral, os oradores louvaram seus respectivos países pelos grandes avanços em direção à liberdade religiosa, ao passo que atenuaram os casos em que a liberdade foi restringida.
Certos discursos continham algumas declarações excelentes. À guisa de exemplo, certo delegado observou que, depois da Reforma protestante, os regentes fizeram acordos de defender grandes segmentos do pensamento religioso. Mas, que dizer dos grupos menores e dos indivíduos? O orador mencionou que, no todo, estes ficaram sem proteção e liberdade. Comentou que muitas liberdades só são concedidas às grandes organizações religiosas.
No que tange à negação da liberdade religiosa em alguns lugares, ele teceu um ponto interessante. Explicou que o motivo declarado para o estabelecimento de colônias era estender a civilização aos povos atrasados. Comentou que rapidamente se tornou patente que os verdadeiros motivos para a colonização eram políticos e econômicos.
O efeito geral da reunião, contudo, foi desapontador. Propuseram-se até argumentos a favor de se negar a liberdade de adoração sob certas circunstâncias. O representante do Islão, por exemplo, afirmou que, onde o povo estava faminto, sedento e oprimido por condições sociais desfavoráveis, não conseguia pensar com clareza sobre os assuntos pertinentes à religião. Na opinião deste representante, apenas depois de se corrigirem tais injustiças é que os muçulmanos devem ficar expostos ao modo de pensar religioso alienígena. Até então, declarou ele, talvez seja sábio cercear a liberdade religiosa.
Os congressistas presentes a esta reunião instaram, repetidas vezes, a que se confiasse nas Nações Unidas qual instrumento de garantia da liberdade de adoração. Muitos expressaram-se preocupados por não terem as Nações Unidas adotado ainda uma declaração contra a discriminação religiosa.a A respeito do espírito geral desta reunião especial, escreve certo observador:
“Não se provava o espírito de sérias negociações, de se lidar com a sombria realidade da pisoteada liberdade de adoração e de expressão, que presentemente desgraça grande parte da humanidade. Ao invés, parecia mais uma reuniãozinha de velhos camaradas, com batidinhas nos ombros, apertos de mãos e sorrisos benévolos. De qualquer modo, esta atmosfera refletia muito bem o propósito e alvo declarados deste congresso.”
“Tratava-se dum congresso de não-comprometidos. A pessoa exercia muito cuidado para não pisar nos calos de ninguém. Como expressou certo dirigente da equipe durante um recesso: ‘Ouvindo todos esses bons discursos, tem-se a impressão que não há nada de errado em parte alguma do mundo no que tange à liberdade religiosa. Naturalmente há muita coisa errada. Mas suponho que, se os oradores relatassem os fatos, realmente ficariam em dificuldades quando voltassem para casa’.”
Comissão Ouve as Testemunhas de Jeová
Fizeram-se arranjos para que dois observadores, representando as Testemunhas de Jeová, falassem perante uma comissão especial a respeito da perseguição contra as Testemunhas em Malaui e em outros países. A comissão ouviu muito atentamente e com cordialidade, e mostrou vivo interesse no assunto.
Mais tarde, em conversas particulares, alguns membros da comissão expressaram seu apreço pelo que tinha sido dito sobre os apuros por que passam as Testemunhas de Jeová. Admitiram que, ao passo que sabiam de tais perseguições, não tinham nenhuma idéia de quão ruins eram realmente as coisas. Os membros desta comissão especial deram a impressão de sinceramente desejarem fazer algo a favor das vítimas.
“Quieto Como um Camundongo”
No seu dia final, o congresso aprovou uma resolução. Esta não tinha sido originalmente planejada. Somente depois de ouvir, na noite anterior, ‘várias queixas’ sobre intolerância e perseguição religiosas é que o congresso achou por bem fazer uma declaração. No entanto, não se disse publicamente nada, no salão de reuniões do congresso, sobre o tratamento desumano infligido aos cristãos em Malaui, ou em outras partes da terra. Em harmonia com o espírito da reunião, de “diplomacia tranqüila” e da intenção de ‘não expor nem condenar os abusos contra a liberdade religiosa’, a resolução não era concreta e não continha compromissos.
Entre outras coisas, os congressistas resolveram: Solicitar às organizações que patrocinavam o congresso que constituíssem uma comissão para controlar a situação da liberdade religiosa no mundo; atrair a atenção dos governos para o direito humano fundamental de liberdade religiosa; instar com os governos para que pressionassem as Nações Unidas a adotar uma declaração contra a discriminação religiosa.
Nos veículos de divulgação dos Países-Baixos, o Primeiro Congresso Mundial Sobre Liberdade Religiosa recebeu pouca atenção. Houve um breve relatório da rede nacional de rádio. Na televisão, o Dr. Philip Potter, secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, teceu alguns comentários sobre a reunião. Os jornais deram muito pouca cobertura ao congresso. Certo artigo, contudo, merece menção. Num editorial intitulado “Camundongos no Hilton Hotel”, o Nieuws van de dag, de Amsterdã, resumiu:
“Esta reunião em Amsterdã deixa um sabor ruim na boca da gente, e isso se dá porque a pessoa receia demais escaldar-se com água fria. Não ouvi nenhum mal, não vi nenhum mal, nem falei nenhum mal. Exteriormente, tão tranqüilo quanto um camundongo no Hilton. Talvez possamos acalentar a esperança de que os trezentos camundongos se multipliquem rapidamente, como é próprio dos camundongos. Mas, por não podermos contar com isso, certamente poderíamos ter-nos arranjado com algumas palavras mais fortes ali proferidas.”
[Nota(s) de rodapé]
a Veja os artigos “Manobra a ONU Para Cercear a Religião?”, e “Como Duas Resoluções da ONU Foram Surpreendentemente Torcidas”, em Despertai! de 8 de abril de 1977, págs. 3-6.
-
-
Por que Deus leva pessoas para o céu?Despertai! — 1978 | 22 de fevereiro
-
-
Qual É o Conceito da Bíblia?
Por que Deus leva pessoas para o céu?
“QUAL é sua esperança quanto ao futuro, além da vida atual?” Talvez a maioria das pessoas respondessem que esperam ir para o céu.
The World Book Encyclopedia, 1973, explica: “A maioria das religiões ensinam que os anjos vivem no céu, e que as almas das pessoas boas vão para lá após a morte.”
Comentando mais, acrescenta tal enciclopédia: “Quase todos os povos sonharam com um céu em que tudo seria perfeito. O modo como os homens representam o céu parece depender de sua própria vida e modos de pensar. Os esquimós crêem que o céu está na terra quente. Os povos do deserto imaginam o céu como sendo agradável oásis que possui água abundante.”
Os índios americanos falavam de seu “Feliz Local de Caça”. Maomé, fundador da religião islâmica, ensinou que há vários céus, e que o primeiro homem, Adão, acha-se no mais inferior deles. Provavelmente, porém, os ensinos de Jesus Cristo são a base da esperança da maioria das pessoas quanto à vida celeste.
Prezam-se, em especial, as palavras de Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não, eu vos teria dito, porque vou embora para vos preparar um lugar. Também, se eu for embora [para o céu] e vos preparar um lugar, virei novamente e vos acolherei a mim, para que onde eu estiver, vós também estejais.” — João 14:2, 3.
Que garantia reconfortante é esta de que Jesus receberia
-