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Cobertura Para A CabeçaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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pendentes” (Heb., tevulím), descritos por Ezequiel como sendo usados nas cabeças dos guerreiros caldeus, podem ter sido muitíssimo coloridos e adornados. — Eze. 23:14, 15.
BARRETES DO ORIENTE MÉDIO
Uma forma comum de barrete usada atualmente no Oriente Médio é o kaffiyeh, usado pelos beduínos. Consiste num pano quadrado, dobrado de tal modo que três lados caiam sobre as costas e sobre os ombros. É preso na cabeça por uma corda, deixando a face exposta, e protegendo a cabeça e o pescoço do sol e do vento. É possível que tal cobertura para a cabeça fosse usada antigamente pelos hebreus. — Veja CABEÇA, SER (CHEFIA).
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Cobra ArdenteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COBRA ARDENTE
[Heb. , saráph]. Esta palavra hebraica, em sua forma plural, é traduzida “serafins” em Isaías 6:2, 6, e significa “ardente” ou “abrasador”. Muitas vezes é usada para modificar o termo hebraico geral para serpente (nahhásh), podendo então ser traduzida “venenosa”, talvez se referindo à ardência e ao efeito inflamatório do veneno. — Deut. 8:15.
Em Isaías 14:29 e 30:6, menciona-se uma “cobra ardente, voadora”, no julgamento de Deus contra a Filístia, e na descrição da área desértica ao S de Judá. A expressão “voadora” é considerada por alguns como se referindo ao bote rápido, relampagueante, dado pelas cobras venenosas.
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Cobra-cuspideiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COBRA-CUSPIDEIRA
Veja COBRA-FLECHA.
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Cobrador De ImpostosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COBRADOR DE IMPOSTOS
(Ou, Publicano). No Império Romano, os oficiais imperiais coletavam impostos por cabeça e impostos territoriais, como parte de sua função oficial. Mas a autoridade de coletar impostos sobre as exportações, as importações e os bens transportados pelos mercadores através do país era adquirida em hasta pública. Assim, o direito de coletar tais impostos ficava com aqueles que davam o maior lance. Quando coletavam os impostos, lucravam com a receita que ultrapassasse o total de seu lance. Estes homens, conhecidos como publicani (publicanos), arrendavam a subcontratantes o direito de coletar impostos em certas áreas de seu território. Os subcontratantes, por sua vez, eram encarregados de outros homens que coletavam pessoalmente os impostos. Zaqueu, para exemplificar, parece ter sido o supervisor dos coletores de impostos de Jericó e cercanias. (Luc. 19:1, 2) E Mateus, a quem Jesus chamou para ser apóstolo, era alguém que realmente fazia o trabalho de coletar impostos, sua coletoria estando, aparentemente, localizada em Cafarnaum ou nas proximidades. — Mat. 10:3; Mar. 2:1, 14.
Assim, na Palestina, atuavam muitos coletores judeus de impostos. Eram pouco estimados pelos seus concidadãos, visto que amiúde exigiam mais do que a taxa do imposto. (Mat. 5:46; Luc. 3:12, 13; 19:7, 8) Os outros judeus geralmente evitavam associar-se voluntariamente com coletores de impostos e os colocavam na mesma classe que as pessoas conhecidas como pecadoras, inclusive as me- retrizes. (Mat. 9:11; 11:19; 21:32; Mar. 2:15; Luc. 5:30; 7:34) Também nutriam ressentimentos contra os coletores de impostos por estarem estes a serviço duma potência estrangeira, Roma, e manterem íntimo contato com os gentios “impuros”. Por isso, tratar um “irmão” como um “cobrador de impostos” significava não ter nenhuma associação voluntária com ele. — Mat. 18:15-17.
Cristo Jesus não compactuou com a corrupção predominante entre os cobradores ou coletores de impostos. Embora criticado por assim fazer, mostrou-se disposto a ajudá-los espiritualmente. (Mat. 9:9-13; Luc. 15:1-7) Em uma de suas ilustrações, Jesus mostrou que o coletor de impostos que se reconheceu humildemente como pecador e se arrependeu era mais justo do que o fariseu que se considerava orgulhosamente como justo. (Luc. 18:9-14) E os humildes e penitentes coletores de impostos (como Mateus e Zaqueu) tornaram-se elegíveis para ser membros do reino dos céus. — Mat. 21:31, 32.
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Cobra-flechaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COBRA-FLECHA
[Heb., qippóhz]. Uma cobra assim chamada por causa dos botes e investidas sobre sua presa, à maneira da cascavel. A raiz hebraica da qual se deriva tal nome significa “saltar” ou “pular”. A cobra-flecha pe mencionada na profecia de Isaías (34:15, “cobra-cuspideira”, NM) como uma das criaturas que habitariam Edom. Isto sublinharia que Edom tornar-se-ia uma ruína tão desolada que se tornaria um lugar seguro para a cobra-flecha ‘fazer seu ninho, pôr ovos, e chocá-los, e ajuntá-los debaixo de sua sombra’. A maioria das cobras põem ovos, e este texto talvez se refira ao costume de algumas cobras de se enroscarem em volta de seus ovos. Afirma H. W. Parker, em seu livro Snakes (Cobras, pp. 105, 106): “Enroscar-se em volta dos ovos, que é também feito por várias áspides e serpentes-krait, e alguns crótalos, ajuda a incubação, por estabelecer uma camada de insulação térmica e, assim manter uma temperatura mais uniforme, mas sua principal vantagem, sem dúvida, reside na proteção que dá contra os saqueadores.”
Albert Barnes afirma: “Bochart em Hieroz. t. ii. lib. iii. c. xi. pp. 408-419, examinou extensamente o significado da palavra [qippóhz], e chegou à conclusão de que significa a serpente que os gregos chamavam de acontias, e os latinos de jaculus: — a cobra-flecha.” — The Book of the Prophet Isaiah (O Livro do Profeta Isaías), pp. 339, 340.
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Cobre (Latão, Bronze)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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COBRE (Latão, Bronze)
Um metal mole facilmente batido e moldado em muitas formas. Não existe evidência de que os antigos possuíssem um método secreto para endurecer o cobre puro pela têmpera, mas eles sabiam endurecer o fio de corte de implementos mediante simples malhadas a frio. Sua dureza é grandemente aumentada quando em liga com outros metais. Uma de tais ligas é o bronze, cobre que contém estanho (algumas descobertas antigas tendo de 2 a 18 por cento de estanho). O latão é uma liga de cobre e zinco. — 1 Cor. 13:1.
O cobre em estado livre não era abundante; minérios de cobre consistindo em óxidos, carbonatos ou sulfetos tinham de ser fundidos para liberarem o cobre metálico. No uádi Arabá, aquela parte árida do vale de abatimento tectônico que se estende ao S do mar Morto até o golfo de Acaba, na ponta E do mar Vermelho, encontraram-se minas de cobre. (Jó 28:2-4) Salomão explorou os depósitos de cobre próximos de Sucote, na Palestina propriamente dita, depósitos estes que Moisés antecipou ao descrever a Terra Prometida. (Deut. 8:9) Ali, foram feitos grandes trabalhos de fundição em moldes de argila. (1 Reis 7:14-46; 2 Crô. 4:1-18) O cobre era encontrado em abundância em Chipre. A Bíblia também fala de Javã, Tubal e Meseque como fontes de cobre. — Eze. 27:13.
O cobre e suas ligas tinham muitas utilidades práticas e variadas. Sendo um dos metais mais antigos conhecidos, Tubalcaim, antes do dilúvio dos dias de Noé, forjou ferramentas de cobre. (Gên. 4:22) Utensílios domésticos e para o santuário incluíam panelas, bacias, caçarolas, pás e garfos. (Êxo. 38:3; Lev. 6:28; Jer. 52:18) Usava-se o cobre para portas, portões, colunas e instrumentos musicais (2 Reis 25:13; 1 Crô. 15:19; Sal. 107:16; Isa. 45:2); para armaduras, escudos, armas e grilhões. (1 Sam. 17:5, 6, 38; 2 Sam. 22:35; 2 Reis 25:7; 2 Crô. 12:10) Tal metal também era usado na fabricação de ídolos. (Rev. 9:20) Moedas de cobre circulavam nos dias de Jesus. (Mat. 10:9) A Escritura também fala do cobre em sentido figurado ou simbólico. — Lev. 26:19; Jó 6:12; Isa. 48:4; 60:17; Jer. 1:18; Eze. 1:7; Dan. 2:32; Rev. 1:15; 2:18.
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CodornizAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CODORNIZ
[Heb., seláw; seláyw]. O hebraico seláw corresponde evidentemente aos nomes árabe e aramaico da codorniz (salway). A codorniz é uma ave pequena, de corpo rechonchudo, com uns 18 cm de comprimento. Passa a maior parte do tempo no solo e suas cores simples se fundem com a terra, predominando a cor marrom, com matizes de cor de areia, branco e preto.
As aves descritas na Bíblia são evidentemente as codornizes migratórias (Coturnix coturnix), que partem do interior da própria África em direção ao N, na primavera setentrional, chegam ao Egito por volta de março e, depois disso, atravessam a Arábia e a Palestina, voltando com a aproximação do inverno setentrional. Emigram em grandes bandos, fazendo tal migração em estágios e amiúde voando à noite. Suas asas lhes permitem o vôo veloz, mas não por distâncias muito longas. Devido ao peso do seu corpo em relação com a força das suas asas, às vezes chegam exaustas ao seu destino. As codornizes, portanto, voam na direção do vento e costumeiramente em altitudes um tanto baixas.
A primeira menção de codornizes no relato bíblico ocorre na primavera setentrional (Êxo. 16:1), quando estariam voando para o N. Os israelitas estavam no deserto de Sin, na península do Sinai, e queixavam-se de suas provisões alimentares. Em resposta, Jeová garantiu a Moisés que “entre as duas noitinhas” eles estariam comendo carne e, pela manhã, estariam fartos de pão. (V. 12) Nesse anoitecer, “começaram a vir codornizes e passaram a cobrir o acampamento”, ao passo que, de manhã, o maná apareceu sobre a terra. (Vv. 13-15; Sal. 105:40) De novo, evidentemente na primavera setentrional, cerca de um ano depois, os murmúrios dos israelitas a respeito de sua limitada dieta de maná fizeram com que Jeová predissesse que comeriam carne “até um mês de dias”, até sentirem aversão a ela. (Núm. 11:4, 18-23) Deus fez então que um vento SE impelisse as codornizes do mar, e fez que ‘caíssem sobre o acampamento’, estendendo-se “quais os grãos de areia”, sobre uma ampla área, por diversos quilômetros ao redor do perímetro do acampamento. — Núm. 11:31; Sal. 78:25-28.
A expressão “por cerca de dois côvados [aprox. 90 cm] acima da superfície da terra”, tem sido explicada de diferentes formas. (Núm. 11:31) Alguns consideram que as codornizes realmente caíram ao solo, e que, em alguns lugares, ficaram empilhadas nessa altura. Outros, objetando que tal medida indubitavelmente resultaria na morte de grande parte delas, tornando-as assim inapropriadas como alimento para os israelitas, entendem o texto como significando que as codornizes voaram nessa baixa altitude, desta forma tornando facílimo para os israelitas abatê-las e capturá-las. Expressando uma idéia similar, a tradução Septuaginta reza: “por todo o redor do acampamento, cerca de dois côvados da terra”, e a Vulgata afirma: “por todo o redor do acampamento,
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