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Vida futura pela ressurreiçãoA Sentinela — 1979 | 1.° de março
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Vida futura pela ressurreição
“A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos.” — João 6:53.
1, 2. O que disse Jesus em João 6:53, 54, palavras que seriam difíceis de entender pelos que crêem em que ensino?
O ENSINO da imortalidade da alma humana está bastante difundido. Os que crêem nele, portanto, devem achar bastante difícil entender como as palavras de Jesus Cristo, registradas na Bíblia em João 6:53, 54, podem ter cumprimento:
2 “Digo-vos em toda a verdade: A menos que comais a carne do Filho do homem e bebeis o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o hei de ressuscitar no último dia.”
3. Que perguntas razoáveis são levantadas, pelos que crêem na imortalidade, a respeito de termos ‘vida em nós mesmos’ e ressurreição?
3 Se a alma humana já é imortal, continuando a viver após o falecimento do atual invólucro físico, conforme tantos afirmam, então por que temos de comer a carne de Jesus Cristo, “o Filho do homem”, e beber seu sangue, para termos ‘vida em nós mesmos’? Se a alma fica livre quando o corpo morre, e se ela escapa viva para o mundo espiritual, por que é que os humanos têm de ser ressuscitados para viver novamente? Todos temos de admitir que tal raciocínio é lógico.
4. Quem, dentre os ouvintes de Jesus, achou difícil de entender o que Jesus estava dizendo, e o que dizer de hoje?
4 Até mesmo os seguidores de Jesus Cristo acharam dificuldade no que ele disse, pois, lemos: “Mas Jesus, sabendo em si mesmo que seus discípulos estavam resmungando sobre isso, disse-lhes: ‘Causa-vos isso tropeço?’” (João 6:61) Ainda hoje, alguns de nossos leitores talvez achem as palavras de Jesus difíceis de entender. Contudo, Jesus sabia do que estava falando, naquele tempo, porque ele mesmo não cria na imortalidade da alma humana. Suas próprias palavras provam isso.
5. Por meio de que declarações mostrou Jesus que ele não cria na imortalidade da alma humana?
5 Jesus disse certa vez aos seus discípulos: “Temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” (Mat. 10:28) Posteriormente, antes de ser preso no jardim de Getsêmani, ele disse aos seus discípulos: “Minha alma está profundamente contristada, até à morte.” (Mat. 26:38; Mar. 14:34) Jesus citou freqüentemente a profecia de Isaías e concordou com o que dizia a seu respeito: “Ele fará a sua sepultura mesmo com os iníquos e com a classe rica, na sua morte, . . . esvaziou a sua alma até a própria morte.” — Isa. 53:9, 12.
6. De acordo com João 6:53, 54, o que fariam alguns a respeito do sacrifício humano de Jesus, antes do “último dia”, e o que aconteceria com eles neste dia?
6 Por este motivo, em João 6:53, 54, Jesus indicou que se tornaria um sacrifício humano, e que haveria alguns que comeriam ou se alimentariam de sua carne e beberiam seu sangue antes do “último dia”. Estes faleceriam com o decorrer do tempo, mas, quanto a cada um deles, Jesus disse: “Eu o hei de ressuscitar no último dia.” Segundo o que disse Marta, de Betânia, em João 11:24, o tempo da ressurreição dos mortos era considerado como sendo este “último dia”. Marta morava perto de Jerusalém. Ali, um pouco depois da Páscoa de 31 E. C, Jesus falara sobre a sua comissão dada por Deus, de ressuscitar os mortos. Sofrera crítica religiosa, porque havia curado um homem no sábado e lhe havia dito que apanhasse a sua maca e fosse para casa. Em resposta a essa crítica, Jesus dissera:
7, 8. (a) A quem vivifica Jesus Cristo dentre os mortos, e semelhante a quem deve Jesus merecer ser honrado? Por quê? (b) Quem é que passa agora da morte para a vida? (c) Para que espécies de ressurreição é que o Filho do homem chamará para fora todos os que estão nos túmulos memoriais?
7 “Porque, assim como o Pai levanta os mortos e os faz viver, assim também o Filho faz viver os que ele quer. Porque o Pai não julga a ninguém, mas tem confiado todo o julgamento ao Filho. . . . Quem não honrar o Filho, não honra o Pai que o enviou. Digo-vos em toda a verdade: Quem ouve a minha palavra e acredita naquele que me enviou tem vida eterna, e ele não entra em julgamento, mas tem passado da morte para a vida.
8 “Digo-vos em toda a verdade: Vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que tiverem dado ouvidos viverão. Pois, assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é Filho do homem. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; assim como ouço, eu julgo; e o julgamento que faço é justo, porque não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” — João 5:21-30.
9. Nas palavras acima citadas de Jesus, que assunto recebe ênfase especial?
9 Nestas palavras citadas, observamos a ênfase dada ao assunto do julgamento, sendo que as palavras “julgar”, “julga”, “julgo” e “julgamento” ocorrem ao todo sete vezes. Também, ao praticante de coisas ruins aguarda uma “ressurreição de julgamento”.
10. Durante o reinado milenar de Cristo, a quem é entregue o Julgamento da humanidade e por que não haverá apelação de tal julgamento?
10 De modo que o assunto da ressurreição é associado com o julgamento. Visto que o Filho de Deus, do céu, tornou-se o “Filho do homem” na terra, recebeu a autoridade para julgar todos os membros da humanidade. Assim, Deus, o Pai, constituiu seu Filho fiel em juiz adjunto Durante o reinado milenar de Jesus Cristo, o julgamento de toda a humanidade é primeiro entregue ao Filho de Deus, como Juiz Adjunto. Não haverá apelação do julgamento feito pelo Filho de Deus, porque será perfeito. O julgamento que Jeová Deus faz após o Dia de Juízo de mil anos não será por causa de alguma apelação feita pela humanidade restabelecida a Jeová, como Juiz Supremo, Derradeiro Juiz. — 1 Cor. 15:24-28.
PASSAR AGORA DA MORTE PARA A VIDA
11. Em João 5:24, 25, como explicou Jesus por que os crentes nele passaram “da morte para a vida”?
11 Jesus Cristo, enquanto na terra, atuava como porta-voz de Deus para o homem. Portanto, crer alguém no que ouvia Jesus, o Filho de Deus, dizer era o mesmo que crer no que Deus, o Pai, dizia. Jesus indicou o benefício que isso traria aos judeus, quando lhes disse as seguintes palavras: “Digo-vos em toda a verdade: Quem ouve a minha palavra e acredita naquele que me enviou tem vida eterna, e ele não entra em julgamento, mas tem passado da morte para a vida.” Como se dá isso? Jesus explicou isso por prosseguir: “Digo-vos em toda a verdade: Vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que tiverem dado ouvidos viverão.” (João 5:24, 25) Naturalmente, lá naquele tempo, os que estavam literalmente mortos nos sepulcros não podiam ouvir a palavra falada por Jesus e acatá-la na “hora” sobre a qual ele estava falando. Portanto, a respeito de que “mortos” falava Jesus então?
12, 13. (a) A que “mortos” se reteria Jesus, quando faiou sobre eles ouvirem a sua palavra e viveram em resultado disso? (b) Em vista de tal provisão divina, o que podia Paulo escrever aos que estavam “mortos” nas falhas e nos pecados, segundo Efésios 2:4-7?
12 Visto que Jesus disse que a “hora” para que isso acontecesse “agora é”, só podia referir-se aos homens que andavam na terra, mas que estavam sob a condenação à morte, por causa da imperfeição e da pecaminosidade herdadas de Adão. Do ponto de vista de Deus, toda a humanidade em geral está ‘morta’; não tem direito à vida, e o “salário” que lhe é pago pelo pecado é a morte. (Rom. 6:23) Mas, por ouvirem e acatarem a “palavra” de Jesus, sairiam da condenação à morte, por Deus, e assim, de maneira figurativa, ‘passariam da morte para a vida’.
13 Por causa de tal provisão divina, o apóstolo Paulo pôde escrever aos crentes “santos” em Éfeso, que estavam “em união com Cristo Jesus”, as seguintes palavras: “Outrossim, é a vós que Deus vivificou, embora estivésseis mortos nas vossas falhas e pecados . . . Deus, que é rico em misericórdia, pelo seu grande amor com que nos amou, vivificou-nos junto com o Cristo, mesmo quando estávamos mortos nas falhas—por benignidade imerecida é que fostes salvos—e ele nos levantou junto e nos assentou junto nos lugares celestiais, em união com Cristo Jesus, a fim de que, nos vindouros sistemas de coisas, se demonstrassem as riquezas sobrepujantes de sua benignidade imerecida [então já passada] na sua graça para conosco, em união com Cristo Jesus.” — Efé. 1:1; 2:1, 4-7.
14. Os assim espiritualmente vivificados sentam-se em que lugar e constituem que espécie de grupo, tendo de permanecer em união com quem?
14 Os aliviados da condenação à morte e tornados espiritualmente vivos, para se sentarem com Cristo Jesus “nos lugares celestiais”, foram constituídos membros do corpo congregacional de Cristo. Foram também formados numa classe de “templo”, no qual Deus podia habitar pelo seu espírito santo como que num “templo santo”. (Efé. 1:22, 23; 2:20-22) Por serem “corpo” de Cristo, estão especialmente “em união com Cristo Jesus”. Precisam permanecer em união com ele. — João 15:4.
15. Que perguntas surgem sobre o Pai ter “vida em si mesmo”?
15 A estes aplicam-se as palavras de Jesus: “Assim como o Pai levanta os mortos e os faz viver, assim também o Filho faz viver os que ele quer.” (João 5:21) Isto significa que o Filho também tem o poder de conceder vida aos outros O motivo disso foi declarado por Jesus, quando disse: “Pois, assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (João 5:26) o que significa realmente ter o Pai “vida em si mesmo”? Significa apenas que está vivo como o único “Deus vivente e verdadeiro”? (1 Tes. 1:9) Significa que ele tem vida independente ou inerente? Em outras palavras, que ele tem imortalidade? Uma Tradução Americana (em inglês) entende o assunto assim, porque verte João 5:26 do seguinte modo: “Pois, assim como o Pai é auto-existente, deu ao Filho a auto-existência.” Em harmonia com isso, A Bíblia Sagrada em Inglês Moderno, de Farrar Fenton, entende que o nome Jeová significa “Sempre-vivo”, e por isso verte Isaías 42:8: “Eu sou Sempre-vivo; — pois este é o meu nome.” Jeová tem sido chamado de “O Auto-existente”.
16. Se o dar “vida em si mesmo” ao Filho de Deus significasse apenas dar-lhe vida perfeita, por que não se destacaria o Filho neste respeito?
16 Todavia, de acordo com a argumentação do contexto imediato, a expressão “vida em si mesmo” tem um significado mais vigoroso do que referir-se à sua auto-existência. A expressão significa que o Pai celestial tem em si mesmo um reservatório de vida, de modo que, igual a um pai, pode dar vida aos outros. Em face disso, pôde conceder vida ao seu Filho em tal quantidade, que este também poderá conceder vida aos outros. Se o fato de o Pai dar ao Filho a capacidade de ter “vida em si mesmo” significasse apenas que lhe deu vida perfeita, então o Filho não se destacaria. Por que não? Porque Deus também deu vida perfeita aos anjos celestiais. Não somente isso, mas deu vida perfeita a Adão e Eva, no jardim do Éden. Então, por que se deu ao Filho de Deus “vida em si mesmo”?
17. Por que foi dado ao Filho ter “vida em si mesmo”, e como se harmoniza com isso sua oração em João 17:1, 2?
17 Isto se deu porque o Filho de Deus deu a sua vida humana, perfeita, como sacrifício resgatador de toda a humanidade (Mat. 20:28; 1 Tim 2:5, 6) Assim, ele podia comprar de volta da morte a humanidade que foi condenada a ela por causa da imperfeição herdada. Com esta idéia em mente, Jesus pôde iniciar sua oração na noite da Páscoa com as palavras: “Pai, veio a hora; glorifica o teu filho, para que o teu filho te glorifique, segundo lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que, com respeito ao número inteiro dos que lhe deste, ele lhes dê vida eterna.” — João 17:1, 2.
18. Como é esta verdade tornada evidente na tradução de João 5:26 feita por R. A. Knox, e quando foi Cristo autorizado e habilitado a conceder vida?
18 O Novo Testamento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, em inglês, de Ronald A. Knox, retém esta verdade e a torna evidente na sua tradução de João 5:26. Reza: “Assim como o Pai tem em si mesmo o dom da vida, assim concedeu ao Filho ter também em si mesmo o dom da vida.”a Após a sua morte sacrificial, sua ressurreição e a apresentação do valor de sua vida humana perfeita ao seu Pai celestial, Jesus Cristo podia ser autorizado e habilitado a conceder seus benefícios aos necessitados dele—toda a humanidade condenada e morredoura. Por isso lemos em Romanos 6:23: “o salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor.”
19. Por que é Jesus Cristo o legítimo a ser usado por Deus para julgar a humanidade?
19 Jesus, o “Filho do homem”, como humano de carne e sangue, pôde oferecer a Deus o equivalente exato do que Adão havia perdido para todos os seus descendentes, pelo seu pecado deliberado no Éden. (Heb. 2:9, 14, 15; João 1:14) Visto que Jeová Deus o usa para dar vida à humanidade condenada e morredoura, Jesus Cristo, o “Filho do homem”, é o legítimo para Jeová usar em julgar a humanidade remida.
20. Em João 5:26, 27, o que disse Jesus sobre a autoridade para julgar, e como foi isso confirmado por Paulo no seu discurso na Colina de Marte?
20 Em harmonia com isso, Jesus prosseguiu, dizendo: “Assim [o Pai] também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é Filho do homem.” (João 5:26, 27) Visto que o agora já glorificado Jesus Cristo foi antigamente homem, no meio dum corrupto sistema mundial de coisas, ele pode ser juiz tanto misericordioso como justo daqueles que resgatou da morte. Isto foi claramente proclamado ao corpo judicial mais elevado da antiga Atenas, na Grécia, quando o apóstolo Paulo ficou de pé entre os juízes, na Colina de Marte, e disse: “Ele [o Deus que lhes era desconhecido] fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.” — Atos 17:23, 31.
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Uma ressurreição de vida e outra de julgamentoA Sentinela — 1979 | 1.° de março
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Uma ressurreição de vida e outra de julgamento
1, 2. Por que não é maravilhosa demais a declaração de Jesus, de que lhe fora dada a autoridade para Julgar, para se acreditar nela?
NO DIA ‘fixo’ de Deus, seu Filho usará “o dom da vida”. (João 5:26, Knox) Ressuscitará os mortos humanos aos quais se aplica o benefício de seu sacrifício resgatador Este “dia” será um tempo de julgamento, mas não de 24 horas. Será um período de 1.000 anos, fixado para o reinado de Cristo. (Rev. 20:4-6) O processo do julgamento resultará em vida para uns e em condenação judicial à destruição para outros. Parece-lhe isso maravilhoso, hoje, visto que há tanta deturpação da justiça e tanto mal-entendido religioso sobre o que será o dia de juízo de Deus? Parecia maravilhoso para os judeus dos dias de Jesus, que guardavam o sábado.
2 Por conseguinte, Jesus disse-lhes: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento. Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; assim como ouço[do Pai, o Juiz Supremo], eu julgo; e o julgamento que faço é justo, porque não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” — João 5:28-30.
3. Em que diferem os que passam da morte para a vida e não sofrem julgamento adverso daqueles sobre os quais Jesus falou em João 5:28, 29? De que classe de pessoas devem eles ser?
3 Antes de Jesus dizer as palavras que acabamos de citar, ele falou, em João 5:24, 25, sobre outros “mortos”, cuja “hora” para passarem a viver havia começado. Esses indicados foram chamados de “mortos”, mas não estavam “nos túmulos memoriais”. Ouviam até mesmo naquele momento a “palavra” falada pelo Filho de Deus e criam Naquele que o enviara. Assim, estavam passando da morte para a vida e não sofreriam um julgamento adverso. Por terem passado da morte para a vida, estes, que escutavam a voz do Filho de Deus, foram classificados como vivos e como tendo a perspectiva da vida eterna. Devem ser aqueles que hão de tornar-se co-herdeiros celestiais de Jesus Cristo, a saber, os 144.000 que recebem uma ressurreição para o domínio espiritual, a fim de estarem com ele no Reino.
4. Em vez de os 144.000 co-herdeiros de Cristo serem julgados, que tarefa se lhes dará?
4 Estes 144.000 co-herdeiros de Jesus Cristo, em vez de serem julgados, sentar-se-ão com ele em tronos de julgamento. Revelação 20:4 diz que “foi-lhes dado poder para julgar”. A ressurreição deles é chamada de “primeira ressurreição”. Por meio dela, são instantaneamente ressuscitados para o domínio celestial. — Rev. 20:6.
5. Quando começou o período de julgamento da congregação do Israel espiritual, e o que disse Jesus sobre qual seria o privilégio dela no seu reino?
5 Houve um anterior período de julgamento destes 144.000, quando estavam na terra. Este começou com o nascimento da congregação cristã do Israel espiritual, no dia de Pentecostes de 33 E.C. Tal período de julgamento continua até que esta congregação de filhos espirituais de Deus fique completa. (1 Ped. 4:17, 18) Sobre o futuro glorioso deles, Jesus disse aos seus fiéis apóstolos, na noite da Páscoa de 33 E.C.: “Eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Luc. 22:29, 30) De modo que, em vez de serem julgados durante o reino milenar de Cristo, participarão com ele em julgar a humanidade remida.
6. O que precisa haver para que a humanidade em geral tenha um período de julgamento, e como será destruído o Hades?
6 Para que a humanidade remida, em geral, tenha um tempo de julgamento aqui na terra, precisa haver uma ressurreição de “todos os que estão nos túmulos memoriais”. Em confirmação disso, Jesus disse, em João 5:28-30, que viria a “hora” em que todos estes ouviriam a sua voz e responderiam. Ele os chamaria para fora de seus sepulcros, assim como quando clamou para o seu enterrado amigo, em Betânia: “Lázaro, vem para fora!” (João 11:43, 44) Aquela “hora” viria durante o reinado de 1.000 anos de Jesus Cristo com seus 144.000 co-herdeiros glorificados. (Rev. 20:6, 11-14) Durante este reinado, o Hades, ou a sepultura comum da humanidade, há de ser destruído por ser esvaziado de todos os mortos humanos, remidos. Isto significa ressurreição!
7. Que duas classes se destacariam então? E acontece isso no começo do programa da ressurreição?
7 Jesus declarou que então se destacariam duas classes. Isto, porém, não ocorreria no começo do programa da ressurreição, porque nem todos os mortos remidos sairão ao mesmo tempo dos túmulos memoriais. Jesus falou (1) sobre “os que fizeram boas coisas” e (2) sobre “os que praticaram coisas ruins”. Isto não se refere ao que os ressuscitados são no momento em que saem dos túmulos memoriais. Por que dizemos isso?
8. (a) Visto que “o Cordeiro de Deus” morreu para tirar o pecado do mundo, a que não ficariam sujeitos os ressuscitados dentre os mortos? (b) Contudo, como influirá neles a sua vida anterior, e por quê?
8 O fator determinante quanto a que virão a ser os humanos ressuscitados não será o que fizeram antes de morrer. Isto se dá porque, ao morrerem, pagaram a pena pela sua pecaminosidade. (Rom. 6:23) Também, Jesus Cristo morreu como “o Cordeiro de Deus”, a fim de ‘tirar o pecado do mundo’. (João 1:29;1 João 2:2) De modo que aquilo que ele “tira” não pode ser debitado ao mundo da humanidade depois de as pessoas serem ressuscitadas dentre os mortos. Neste sentido, escreveu o apóstolo Paulo: “Não [sejamos] mais escravos do pecado. Pois aquele que morreu foi absolvido do seu pecado.” (Rom. 6:6, 7) Assim, por ser ressuscitado, nenhum homem remido sofrerá julgamento duplo, sendo novamente punido por aquilo que praticou antes de morrer. Por conseguinte, o fator determinante, para os da humanidade ressuscitada, será: O que farão daí em diante com a sua vida, já que receberam um novo início, sob o reinado milenar de Cristo? Naturalmente, durante seu sono na morte, não tiveram nenhuma mudança de personalidade. Por isso, o que fazem ou como vivem durante o atual sistema iníquo de coisas terá influência sobre suas inclinações e atitudes para com o reino de Cristo.
9. Os afetados pelo seu anterior padrão de vida terão a possibilidade de que dois resultados para eles?
9 Sim, o anterior padrão de vida afetará o problema dos ressuscitados quanto a se harmonizarem com os requisitos do Reino com respeito à justiça e quanto ao seu progresso para atingirem a vida humana, perfeita, na terra. Então haverá apenas dois resultados possível. Conforme Jesus indicou, em João 5:28, 29, eles se voltarão para um proceder de fazer o bem, ou então se voltarão para praticar coisas ruins. Com que respectivas conseqüências?
10. Na expressão “uma ressurreição de vida”, a que se refere a palavra “vida”?
10 Jesus indicou essas conseqüências quando falou sobre “uma ressurreição de vida” e uma “ressurreição de julgamento”. Neste contexto, com a palavra “vida”, Jesus não se referiu à medida de vida que as pessoas têm ao saírem dos túmulos memoriais. Neste caso, não só os que fazem boas coisas teriam “uma ressurreição de vida”, mas também os praticantes de coisas ruins teriam igualmente tal ressurreição, visto que também teriam de começar por serem vivificados na terra. Portanto, a palavra “vida”, como usada em João 5:29, significa perfeição de vida, conforme alcançada por alguns no fim do reinado de Cristo, por persistirem em fazer boas coisas, em obediência a seu reino e sua judicatura.
11. Na expressão “uma ressurreição de julgamento”, a que se refere a palavra “julgamento”?
11 De maneira similar, “julgamento” representa o que resulta para os outros, quer durante, quer no fim do milenar “dia de juízo”. Em João 5:29, “julgamento” significa o contrário da “vida”. Portanto, refere-se a julgamento condenatório, à sentença à destruição eterna daqueles que praticam coisas ruins. Esta será a destruição da alma e do corpo na Geena. — Mat. 10:28.
12. Assim, pois, a que dois possíveis finais pode levar ser a pessoa ressuscitada sob o reino de Cristo?
12 De modo que há dois possíveis finais aos quais a ressurreição da pessoa sob o reino de Cristo pode levar, quer a vida humana perfeita, quer o julgamento que resulta na perda de toda a vida O texto de João 5:29 é convenientemente vertido por Uma Tradução Americana, que reza: “sairão para ressurreição e vida, e ressurreição e julgamento”.
13, 14. (a) O que é que Jesus ouve antes de ele e seus juízes adjuntos proferirem sentença? (b) Por que não há margem para apelação de tal sentença proferida por Cristo durante o milênio?
13 Durante o milênio, a judicatura de Jesus Cristo e de seus juízes adjuntos será justa para toda a humanidade. Jesus disse: “Assim como ouço, eu julgo.” — João 5:30.
14 Aquilo que Jesus ouve do Juiz Supremo, Jeová Deus, ele incorpora no seu próprio julgamento. Ele se enquadra na descrição profética dele como juiz, que seu Pai celestial inspirou Isaías a escrever no Isa capítulo 11, versículos um a cinco. No Tribunal, os 144.000 juízes associados imitarão a Jesus Cristo. Desta maneira, executarão realmente o julgamento de Jeová, porque o Filho dele, Jesus Cristo, sempre procurará fazer a vontade de seu Pai, não a sua própria. Por isso, não poderá haver apelação da sentença proferida por Jesus Cristo, para uma corte superior. No fim dos 1.000 anos de sua judicatura, portanto, ele poderá entregar o Reino ao Juiz Supremo, livre de todas as acusações de conduta ilegal no cargo. (1 Cor. 15:24-28) A partir de então, Jeová Deus cuidará do assunto duma prova final e determinante para todos os homens que lhe forem entregues pelo seu Filho. — Rev. 20:7-15.
A “GRANDE MULTIDÃO” E A RESSURREIÇÃO
15. Ao dar ordem solene a Timóteo, por Cristo Jesus, que está destinado a julgar os vivos e os mortos, a quem se referia Paulo com a expressão “os mortos”?
15 O dia do juízo, que se aproxima, é algo que toda a humanidade precisa levar em conta. (Atos 17:30, 31) Em pleno reconhecimento disso, o apóstolo Paulo escreveu ao seu antigo companheiro missionário, Timóteo: “Eu te mando solenemente, perante Deus e Cristo Jesus, que está destinado a julgar os vivos e os mortos.” (2 Tim. 4:1) Com “os mortos”, Paulo referiu-se aos “que estão nos túmulos memoriais” e aos na ‘sepultura aquosa’. Mas, quem são os que Paulo chamou de “os vivos”?
16. Especialmente quem são “os vivos”?
16 Estes, na terra, serão os sobreviventes da “grande tribulação”, e da prisão de Satanás, o Diabo, e seus demônios. Portanto, ainda estarão vivos, na terra, quando começar o reino milenar de Cristo sobre o seu domínio terrestre. Aqueles que então se tornarem seus súditos, com a esperança de terem vida eterna num paraíso terrestre, são os a quem isso se refere especialmente. Alguns do restante ungido dos prospectivos co-herdeiros de Cristo também terão sobrevivido, mas, resta ver se vão começar a julgar na terra antes de serem transferidos para o reino celestial. (1 Tes. 4:15-17; 2 Ped. 3:11-14) Todavia, uma “grande multidão” de “outras ovelhas” de Cristo sobreviverá à “grande tribulação”, junto com o restante dos israelitas espirituais, e entrará viva no milênio. Revelação 7:9-17 prova que isto é verdade.
17. Como sabemos se a terra há de ficar despovoada ou não, no fim derradeiro deste sistema de coisas?
17 Tudo isso se conjuga para confirmar que nosso planeta Terra não será totalmente despovoado, no fim derradeiro deste sistema de coisas. Assim, a “grande multidão” das “outras ovelhas” de Cristo constituirá os “vivos” com os quais começará o dia milenar de julgamento.
18. O que será maravilhoso a respeito desta “grande multidão” de sobreviventes da “tribulação”, e por que motivo?
18 O maravilhoso a respeito desta “grande multidão” de sobreviventes da “tribulação” é que nunca passarão por uma ressurreição. Nunca tendo morrido e sofrido a decomposição do corpo humano, não precisarão de que o Rei Jesus Cristo os chame para fora dos túmulos memoriais. Em vista da maneira em que trataram os do restante ungido dos irmãos espirituais de Cristo no passado, esses semelhantes a ovelhas terão sido colocados ao lado direito de favor do Rei, e a eles se dirá no início de Seu reinado milenar: “Vinde, vós os que tendes sido abençoados por meu Pai, herdai o reino preparado para vós desde a fundação do mundo.” Deste modo, serão introduzidos no caminho para obter a vida humana perfeita, na terra paradísica. (Mat. 25:31-46; João 10:16) Terão o grande privilégio de estar presentes quando o reinante “Filho do homem”, Jesus Cristo, começar a chamar os que estiverem nos túmulos memoriais numa ressurreição que lhes concederá a oportunidade de obter a vida eterna na terra.
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“Eu o hei de ressuscitar no último dia”A Sentinela — 1979 | 1.° de março
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“Eu o hei de ressuscitar no último dia”
1. A que classe de pessoas, hoje vivas, não se aplicam as palavras de Jesus: “Eu o hei de ressuscitar no último dia”?
ESTAS palavras notáveis foram proferidas por Jesus, em João 6:54. Não podiam aplicar-se à “grande multidão” viva, que sobrevive à “grande tribulação” que se aproxima. (Rev. 7:9-17) Pois, então, em quem estava Jesus pensando, quando disse essas palavras, há dezenove séculos?
2. A quem proferiu Jesus estas palavras a respeito da ressurreição, e perto de que festividade dos judeus que envolvia a ele?
2 Os versículos bíblicos conexos a João 6:54 mostram que Jesus não estava dirigindo essas palavras apenas a judeus como tais, mas também a muitos de seus discípulos israelitas, inclusive seus 12 apóstolos. Aproximava-se então a Páscoa deles, “a festividade dos judeus”, do ano 32 E.C. (João 6:4) Em preparação para esta festividade, os judeus costumavam matar o cordeiro pascoal no templo, em Jerusalém, e os sacerdotes costumavam apanhar o sangue em bacias e lançá-lo contra a base do altar. (Veja a Cyclopœdia de M’Clintock e Strong, Volume 7, debaixo de “Páscoa”, p. 738, coluna 1, parágrafo 4, linhas 1-34; também, O Templo — Seu Ministério e Seus Serviços Como Eram no Tempo de Jesus Cristo, de Alfred Edersheim, 1874 E.C., pp. 190, 191, na edição em inglês.) Jesus pretendia assistir a esta festividade, para comemorar a primeira Páscoa celebrada no Egito, lá em 1513 A.E.C. Ele mesmo, de fato, era o antitípico Cordeiro pascoal, “o Cordeiro de Deus”. — João 1:29, 36.
3. Por que foram os judeus atrás de Jesus, após o seu milagre do dia anterior, e que justificativa lhe apresentaram para isso?
3 Os judeus, inclusive os discípulos dele, o haviam visto realizar um milagre notável no dia anterior à sua relatada palestra com eles, em Cafarnaum. Ele havia multiplicado cinco pães e dois peixes, para alimentar milhares de seus ouvintes. Por isso, os judeus patrióticos quiseram constituí-lo em rei, como seu Líder messiânico. Visto que Jesus devia ser um Rei messiânico celestial, afastou-se daqueles pretensos constituintes de rei. Mais tarde, andando sobre a água, ele se juntara aos seus 12 apóstolos, que estavam num barco no Mar da Galiléia. (João 6:14-21) Mas os judeus não se iam deixar frustrar tão facilmente no seu objetivo de seguir um Messias humano, terrestre. Por isso, foram atrás dele, pensando no milagre do dia anterior. Queriam um Rei messiânico que pudesse suprir-lhes alimento material, conforme Jesus demonstrara que podia fazer. Como justificativa, lembraram a Jesus que Deus, no ermo da península sinaítica, dera aos seus antepassados “pão do céu” para comer, na forma do maná milagroso. — João 6:22-31.
4. Como explicou Jesus se Moisés tinha, ou não, dado aos seus antepassados o verdadeiro “pão do céu”?
4 Em resposta a isso, Jesus disse-lhes que Moisés não dera aos antepassados deles o verdadeiro pão do céu. “O pão de Deus”, disse ele, “é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. — João 6:32, 33.
5. o que pediram então os judeus a Jesus, e o que disse ele para Lhes explicar o caminho para obterem a vida eterna?
5 Os judeus replicaram então: “Senhor, dá-nos sempre este pão.” Jesus identificou-se como sendo o pão, dizendo: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim, não terá mais fome, e quem exerce fé em mim, não terá mais sede. . . . Pois esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que observa o Filho e exerce fé nele tenha vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” — João 6:34-40.
6. Por que se garante a ressurreição aos que vem a Jesus e têm fé nele como o Messias, durante este sistema de coisas?
6 De modo que estes que viessem a Jesus e exercessem fé nele, como sendo o Messias, durante o atual sistema de coisas, teriam a perspectiva de vida eterna. Por quê? Porque Jesus Cristo os ressuscitaria dentre os mortos, no último dia. Isto lhes garantiria uma ressurreição. Neste ponto, devemos notar que Jesus não disse, no caso em consideração, que a pessoa precisaria primeiro ter uma ressurreição, para depois vir a ele em fé e se alimentar dele, a fim de obter a vida eterna. É bastante evidente que Jesus não estava ali falando sobre os já mortos nos túmulos memoriais, como Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi e João, o Batizador. Jesus estava ali falando a judeus então vivos, inclusive a muitos dos seus discípulos, que estavam no pacto da lei mosaica.
7. Em resposta aos resmungos dos judeus, o que disse Jesus a respeito daquele que é atraído a ele e sobre ter vida?
7 Os ouvintes judeus começaram a resmungar entre si, numa disputa sobre a origem de Jesus. Em vista do comentário de Jesus, sobre isso, devemos poder identificar a quem, especificamente, ele dirigiu as suas palavras. “Em resposta, Jesus disse-lhes: ‘Parai de resmungar entre vós. Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai, que me enviou, o atraia; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: “E todos eles serão ensinados por Jeová.” Todo aquele que do Pai [como Instrutor] ouviu e aprendeu vem a mim. . . . Eu vos digo em toda a verdade: Quem crê, tem vida eterna.’” — João 6:41-47.
8. Que profecia citou Jesus, e que oportunidade ofereceu ali aos seus ouvintes judeus?
8 Jesus citou ali a profecia de Isaías 54:13, que é dirigida à “mulher” de Deus, à Sião celestial, dizendo: “E todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.” Estes são os filhos espirituais de Jeová Deus. São os que ele atrai a Jesus, pela fé atual que têm nele. São aqueles sobre os quais Jesus disse que entrariam na vida eterna, por ele os ressuscitar no último dia. Sua vida seria eterna na organização espiritual, celestial, de Jeová. Portanto, Jesus ofereceu aos seus ouvintes judeus, inclusive a muitos dos seus discípulos, a oportunidade de se tornarem filhos da “mulher” de Deus, a Sião celestial.
“MINHA CARNE A FAVOR DA VIDA DO MUNDO”
9-11. (a) Que pergunta suscitou dizer Jesus que o “pão” que ele dava era a sua “carne” e que fazia isso “a favor da vida do mundo”? (b) Como respondeu Paulo a esta pergunta, em 1 Coríntios 10:2-11?
9 Depois de Jesus dizer repetidas vezes que ele era “o pão da vida”, prosseguiu: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém [de vós, ouvintes,] comer deste pão, viverá para sempre; e, de fato, o pão que eu hei de dar é a minha carne a favor da vida do mundo.” — João 6:51.
10 Jesus era assim o verdadeiro Maná vitalizador do céu. Este simbólico pão, disse ele, era a sua carne. Esta carne, disse ele, destinava-se “a favor da vida do mundo”. Por acrescentar essas palavras, queria Jesus dizer que os judeus que comeram o maná no ermo, nos dias de Moisés, representavam o “mundo” da humanidade durante o reinado milenar de Cristo e de sua glorificada congregação?
11 Paulo respondeu: “Todos foram batizados em Moisés, por meio da nuvem e do mar; e todos comeram a mesma comida espiritual [o maná] e todos beberam a mesma bebida espiritual. Porque costumavam beber da rocha espiritual que os seguia, e essa rocha significava o Cristo. . . . Ora, estas coisas tornaram-se exemplos para nós [cristãos], para que não fôssemos pessoas desejosas de coisas prejudiciais, assim como eles as desejaram. . . . Ora, estas coisas lhes aconteciam como exemplos e foram escritas como aviso para nós [cristãos gerados pelo espírito], para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas.” — 1 Cor. 10:2-11; Êxo. 16:1-35; Núm. 11:1-9.
12. Como se contrasta a situação dos israelitas espirituais, durante este sistema de coisas, com a do mundo da humanidade durante o milênio?
12 Portanto, aqueles israelitas no ermo sinaítico, sob Moisés, representavam os israelitas espirituais durante o atual sistema de coisas. Este sistema é mortífero, falando-se em sentido espiritual. É agora que os israelitas espirituais se alimentam do antitípico maná celestial, o sacrificado Jesus Cristo. Durante os 1.000 anos do reinado de Cristo, a humanidade ressuscitada não estará numa condição desértica, igual à do Sinai. Estará em progresso o restabelecimento do paraíso em toda a terra. Jeová não ‘atrairá’ então a humanidade a Jesus, assim como Ele, qual Instrutor, faz agora com os israelitas espirituais. (João 6:44) Antes, o Soberano Senhor Jeová estabelece seu Filho Jesus Cristo como Rei sobre a humanidade, e este Rei convoca os mortos para fora dos túmulos.
13. Para que esta “carne” fosse o antítipo do antigo maná, tinha de ser de que espécie e tratada de que maneira?
13 Pão feito de cereais é um comestível sem sangue, assim como o antigo maná. Jesus disse que o “pão da vida”, o antitípico maná, era sua carne “a favor da vida do mundo”. Para corresponder ao antigo maná, o termo “carne”, aqui, tem de ser entendido como referindo-se à carne de que se escoou o sangue. O que Jeová deu aos israelitas a beber no ermo era água, não sangue.
14. Por que entenderam os ouvintes de Jesus que ele se referiu a “carne” sangrada, mesmo que carne humana?
14 Os judeus que escutaram Jesus entenderam o assunto assim, porque, na sua disputa sobre o que ele queria dizer, comentaram: “Como [de que modo] pode este homem dar-nos sua carne para comer?” (João 6:52) Conheciam a lei de Deus sobre o assunto do sangue. Após o dilúvio dos dias de Noé, quando Deus ampliou a alimentação da humanidade, ele não Lhe deu sangue animal para beber, junto com carne animal como alimento sólido, para sustentar a vida. Deu-lhe água para beber e carne exangue para comer. Reivindicou o sangue para si mesmo, como Dador da vida de todas as criaturas de carne e sangue. (Gên. 9:1-4) Sob a lei mosaica, conforme dada à nação de Israel, a violação da lei de Deus, a respeito do sangue animal, era punida com a morte do violador. (Lev. 17:10-12; Deu. 12:16, 22-27) Comer carne humana, mesmo sangrada, era repugnante para os judeus que escutavam Jesus. Não queriam tornar-se canibais. — 2 Reis 6:26-31.a
15, 16. (a) Como se devia dar o comer da carne de Jesus? (b) De acordo com João 6:53-59, como enfatizou Jesus ainda mais este ponto?
15 Jesus quis que seus ouvintes judeus entendessem que se comeria a sua carne de maneira figurativa. Por isso, a fim de enfatizar este ponto ainda mais, ele disse a seguir algo que seria ainda mais objetável, se fosse tomado literalmente. Lemos:
16 “Concordemente, Jesus disse-lhes: ‘Digo-vos em toda a verdade: A menos que [vós, meus ouvintes judeus,] comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem [de vós, ouvintes,] se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o hei de ressuscitar no último dia; pois a minha carne é verdadeiro alimento, e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue permanece em união comigo e eu em união com ele. Assim como o Pai vivente me enviou e eu vivo por causa do Pai, também aquele [de vós, ouvintes,] que se alimenta de mim, sim, esse viverá por causa de mim. Este é o pão que desceu do céu. Não é como quando os vossos antepassados comeram [o maná, no ermo], e, não obstante, morreram. Quem se alimentar deste pão viverá para sempre.’ Estas coisas ele disse enquanto estava ensinando numa assembléia pública em Cafarnaum.” — João 6:53-59.
17. (a) Que impacto causaram as palavras de Jesus na sinagoga Judaica, mesmo em muitos de seus discípulos? (b) Portanto, as palavras de Jesus, em João 6:53, foram dirigidas na maior parte a quem, e o que se tornaram estes?
17 Aqui, a expressão “assembléia pública”, no texto grego original, literalmente é “sinagoga”. É a mesma expressão que Jesus usou em João 18:20, dizendo: “Numa sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem.” Portanto, Jesus dirigiu-se a uma assistência judaica, que estava no pacto da lei mosaica. Incluía muitos discípulos de Jesus. Podemos imaginar o impacto das palavras de Jesus, quando ele falou não só sobre alimentar-se de sua carne, mas também sobre beber o seu sangue. “Portanto, muitos dos seus discípulos, ao ouvirem isso, disseram: ‘Esta palavra é chocante; quem pode escutar isso?’” (João 6:60) Esta declaração mostra que nem todos os discípulos de Jesus ficaram chocados com o seu discurso. Além dos que ficaram chocados, havia outros “discípulos”, inclusive os 12 apóstolos. (João 6:61-66) De modo que as palavras de Jesus, em João 6:53, foram dirigidas na maior parte aos seus discípulos, e, além disso, aos que iam tornar-se seus discípulos antes do “último dia”. Estes tornaram-se judeus espirituais, israelitas espirituais. — Rom. 2:28, 29.
18, 19. (a) A quem pertencia o sangue da vítima sacrificial, e, portanto, o que significava tomar uma refeição a base do sangue e da carne de Jesus? (b) Como se referiu Jesus a tal refeição, em vista da fé demonstrada por um oficial gentio do exército e também por certo judeu, que comentou as palavras de Jesus num jantar?
18 Os judeus no pacto da lei mosaica sabiam que tanto o sangue como a gordura duma vítima sacrificial pertenciam a Jeová. (Lev. 3:16, 17) Quando Jesus subiu para o céu e compareceu na presença de Jeová, ele ofereceu a Jeová seu “sangue” ou o valor dele como preço de redenção. (Heb. 9:12-14; João 6:61, 62) Visto que o sangue pertencia a Jeová, beber dele e comer da carne de Jesus indicariam tomar uma refeição com Jeová. Deus compartilharia assim o sangue de seu Cordeiro, Jesus Cristo, com os discípulos deste Cordeiro. Jesus falou sobre tal refeição com Jeová, como o Abraão Maior, quando predisse que muitos crentes gentios (tais como o “oficial do exército” gentio, crente,) viriam de todas as partes da terra e ‘se recostariam à mesa, junto com Abraão [Jeová], Isaque [Jesus Cristo] e Jacó [a congregação cristã, gerada pelo espírito], no reino dos céus’. — Mat. 8:5-12.
19 Certa vez, ao falar sobre o mérito real duma ceia por causa dos convidados presentes, Jesus explicou por que possuía tal mérito, dizendo: “Porque se te pagará de volta na ressurreição dos justos.” Isto trouxe à mente da pessoa o privilégio de tomar uma refeição com Jeová Deus, pois lemos: “Ouvindo estas coisas, disse-lhe um dos convivas: ‘Feliz é aquele que comer pão no reino de Deus.’” (Luc. 14:12-15) Em resposta a esta exclamação, Jesus apresentou a parábola da “lauta refeição noturna” preparada por certo anfitrião. Jesus mostrou por meio dela que nem todos teriam a felicidade de jantar com Deus no Reino. — Luc. 14:16-24.
“VIDA EM VÓS MESMOS”
20. Aqueles que obtêm ‘vida em si mesmos’ por comerem a carne de Cristo e beberem seu sangue têm vida em que medida, e onde e quando usarão esta qualidade?
20 Em João 6:53, Jesus disse: “A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos.” Visto que aqui ocorre uma expressão similar como em João 5:26, Uma Tradução Americana, em inglês, verte João 6:53: “Eu vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e beberdes o seu sangue, não tereis vida auto-existente.” De modo que Jesus se referiu a uma “vida” de qualidade específica ao prosseguir, dizendo: “Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o hei de ressuscitar no último dia.” (João 6:54) Esta vida eterna deve ser usufruída por aquele que a obtém, não na terra, mas no reino celestial com Cristo. Entrará em tal vida quando for ressuscitado por Jesus Cristo no “último dia”. Aqueles que, junto com Cristo nos céus, tiverem tal ‘vida em si mesmos’ poderão conceder a outros os benefícios do sacrifício humano de Cristo. Farão isso quando os remidos da humanidade forem convocados para fora de seus túmulos memoriais, no “último dia”. — João 5:28, 29.
21, 22. (a) Em que sentido eram a carne e o sangue de Jesus “verdadeiro alimento” para os que os consumissem? (b) Tais consumidores têm que relação com ele e que dependência dele?
21 Quando contemplamos a qualidade da “vida eterna” a ser obtida no céu, sabemos avaliar por que Jesus disse: “A minha carne é verdadeiro alimento, e o meu sangue é verdadeira bebida.” (João 6:55) Depois desta observação, ele mostrou a relação especial em que seus discípulos obedientes entrariam, por acrescentar as palavras: “Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue permanece em união comigo e eu em união com ele. Assim como o Pai vivente me enviou e eu vivo por causa do Pai, também aquele que se alimenta de mim, sim, esse viverá por causa de mim.” (João 6:56, 57) Jesus referiu-se assim a seus discípulos como permanecendo em união com ele, e ele com eles. Mais tarde, numa fraseologia similar, ele disse numa parábola:
22 “Permanecei em união comigo, e eu em união convosco. Assim como o ramo não pode dar fruto de si mesmo, a menos que permaneça na videira, do mesmo modo tampouco vós podeis, a menos que permaneçais em união comigo. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Quem permanece em união comigo, e eu em união com ele, este dá muito fruto; porque separados de mim não podeis fazer nada.” — João 15:4, 5.
23. Então, por que Judas Iscariotes deixou de obter ‘vida em si mesmo’?
23 Embora Judas Iscariotes permanecesse na companhia pessoal de Jesus Cristo ainda por mais de um ano, não permaneceu em união com seu Amo. De modo que não passou a alimentar-se do corpo sacrificial de Jesus, nem bebeu seu sangue, a partir de Pentecostes de 33 E.C. Deixou de obter ‘vida em si mesmo’. — João 6:66-71.
24. (a) De que modo era Jesus o “pão” que desceu do céu? (b) De que maneira vive Jesus por causa do Pai, e como vivem por causa dele aqueles que se alimentam dele?
24 No entanto, Jesus lembrou a Judas e aos demais de seus ouvintes judeus, lá naquela assembléia em Cafarnaum, que os antepassados deles comiam o maná no ermo para se sustentarem. Encerrando seu discurso, ele disse: “Este é o pão que desceu do céu. . . . Quem se alimentar deste pão viverá para sempre.” (João 6:58) Ele havia sido “a Palavra” de Deus, lá no céu, mas, no tempo devido de Deus, ele “se tornou carne” (João 1:14) Assim, como perfeito Filho carnal de Deus, era “o pão vivo que desceu do céu”, o antitípico maná. Sua carne, que serviu qual simbólico maná para os israelitas espirituais,b também serviu “a favor da vida do mundo”. (João 6:51) Hoje, Jesus Cristo vive novamente nos céus, de modo imortal, por causa de seu Pai celestial, porque este “Pai vivente” o ressuscitou dentre os mortos para a vida espiritual. De maneira correspondente, o discípulo que se “alimenta” do antitípico maná (da “carne” de Cristo), antes da vinda do “último dia”, conforme Jesus disse, “viverá por causa de mim”, porque o vivente Jesus o ressuscitará “no último dia”. — João 6:54, 57, 58.
25. (a) Será que aqueles que se alimentam do sacrifício de Cristo na terra continuarão a fazer isso no céu? (b) Em que cargo sagrado servirão, e com que benefício para a humanidade?
25 No céu, tendo ‘vida em si mesmos’, os ressuscitados israelitas espirituais não precisarão mais comer a carne de Jesus e beber o seu sangue. (João 6:53) Terão o privilégio de servir quais “sacerdotes de Deus e do Cristo” e poderão assim transmitir à humanidade os benefícios eternos do sacrifício expiatório de Cristo. (Rev. 20:6) Visto que, no céu, eles têm vida eterna, não precisarão de sucessores no cargo sacerdotal. Iguais ao Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, poderão servir como subsacerdotes, continuamente, durante todo o milênio. Desta maneira, participarão com Cristo em soerguer a humanidade à perfeição humana na terra.
PROVISÕES DIVINAS PARA UMA VIDA HUMANA PERFEITA
26. Desde quando começou a formar-se a “grande multidão”, e que necessidade do sangue do Cordeiro Jesus Cristo sentem os membros dela?
26 Conforme sabemos, desde os meados da quarta década de nosso século 20, tem-se formado uma “grande multidão” das “outras ovelhas” de Cristo. (Rev. 7:9, 10; João 10:16) Elas também tirarão proveito deste sacerdócio de mil anos. O apóstolo João, que teve a visão apocalíptica da “grande multidão”, foi lembrado de que os que pertencem a ela também têm apreço do sangue derramado do Cordeiro Jesus Cristo. Reconhecem-no como meio de purificação, porque João foi informado: “Estes são os que saem da grande tribulação, e lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro.” (Rev. 7:14) Sabem que não podem servir aceitavelmente a Deus no Seu santo templo, se continuarem trajados de vestes imundas. — Veja Zacarias 3:3-10.
27. Embora não necessitem duma ressurreição, precisarão dos benefícios de que serviços, durante o milênio?
27 Os da “grande multidão” atribuem a Deus e ao Cordeiro Jesus Cristo, não a ressurreição dos túmulos memoriais, mas a “salvação” do meio da “grande tribulação”. São preservados vivos através da “grande tribulação”. Por isso não precisam ser ‘ressuscitados no último dia’, como os mencionados em João 6:54. Entretanto, necessitam dos benefícios dos serviços do Sumo Sacerdote Jesus Cristo e de seus 144.000 subsacerdotes, durante o milênio.
28. Que “hora” se aproxima, com respeito à humanidade morta e remida, e que oportunidade se lhe oferecerá?
28 Aproxima-se então uma “hora” maravilhosa. É a “hora” em que Jesus Cristo, como juiz adjunto de Jeová, convoca “todos os que estão nos túmulos memoriais” para saírem como seus remidos. Todos serão tornados súditos terrestres do seu reino celestial, quer gostem disso, quer não. Apresentar-se-á a todos eles a oportunidade de obter a vida humana, perfeita, na terra paradísica. — João 5:28, 29.
29. o que beberão e comerão então a “grande multidão” e os ressuscitados da humanidade, e que oportunidade excecional terá então a “grande multidão”?
29 O que terão os súditos de Cristo para beber então? O que comerão? A Revelação dada ao apóstolo João mostra então “um rio de água da vida” manando de debaixo do trono de Jeová Deus e do Cordeiro, Jesus Cristo. Em ambas as margens do “rio” havia “árvores da vida”, produzindo cada mês uma safra de frutos. Suas folhas eram para a cura das nações. É destas provisões divinas que os da “grande multidão” e os mortos ressuscitados comerão e beberão. (Rev. 22:1-3) Aproveitando-se plenamente de toda esta benignidade imerecida de Jeová Deus, por meio de Jesus Cristo, os apreciativos e obedientes farão com que a sua tenha sido “uma ressurreição de vida”. Os desta “grande multidão”, sem ressurreição, das “outras ovelhas” de Cristo terão assim a oportunidade de continuar a viver sem jamais morrerem e voltarem ao pó do solo.
[Nota(s) de rodapé]
a O equivalente hebreu para “canibal” é okhél adám, significando “comedor de homem terreno”, ou okhél ben minó, “comedor do filho de sua espécie”. Quanto ao horror expresso diante dum caso desses, em Jerusalém, em 70 E.C., veja “Guerra dos Judeus”, de Josefo, Capítulo 3, livro 6, na edição em inglês, ou parágrafos 458 e 459 na tradução de Vicente Pedroso, em português.
b Note que, segundo Revelação 2:9, 17 o “maná escondido” é reservado para os israelitas espirituais que são vencedores. — Veja Hebreus 9:4.
[Foto na página 25]
Assim como o maná sustentou os israelitas no ermo, assim Jesus, “o pão da vida”, sustenta agora os israelitas espirituais.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1979 | 1.° de março
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Perguntas dos Leitores
● No futuro, quando Deus ressuscitar pessoas na terra, terão estas aproximadamente a mesma idade e aparência de antes?
As Escrituras não comentam especificamente este assunto, mas a razão e certos indícios bíblicos sugerem que sim.
Quanto à ressurreição espiritual, a Bíblia usa a ilustração das sementes vegetais e diz: “Deus Lhe dá um corpo assim como lhe agrada.” (1 Cor. 15:35-44) Podemos esperar o mesmo a respeito da ressurreição terrestre.
Os relatos bíblicos sobre ressurreições no passado não fornecem nenhum indício sobre os humanos ressuscitados terem sido acentuadamente diferentes em idade ou aparência. Quando faleceu um menino, em Suném, e foi ressuscitado por Eliseu, ele voltou com a idade e a aparência que tinha por ocasião da morte. (2 Reis 4:32-37) Considere também a ressurreição de Lázaro, por Jesus, sendo que ele esteve morto por quatro dias e seu corpo já começara a decompor-se. Voltou Lázaro drasticamente diferente em aparência, ou com partes decompostas de sua carne? Não. Ele se parecia assim como antes. Do contrário, os inimigos religiosos certamente teriam usado isso para desacreditar Jesus. — João 11:32-47.
Além disso, sabemos que Jeová é Deus de ordem, benignidade e misericórdia. Isso contraria a idéia de que ele trará alguém de volta à vida com um membro faltando ou horrivelmente desfigurado pelos últimos estágios duma doença fatal. (Tia. 1:17; Luc. 11:13) Isto não requer, porém, que a pessoa volte ‘no primor da vida’. Caso alguém tenha morrido de ataque cardíaco aos 75 anos de idade, por que não pode Deus ressuscitá-lo com um corpo comparável, mas com um coração que continuasse a funcionar? Daí, ao passo que os poderes curativos das provisões de Jeová, inclusive o mérito do sacrifício de Jesus, fossem aplicados, a pessoa progrediria em direção à perfeição. — Rev. 22:1, 2, 17.
Mas, não é necessariamente proveitoso ou aconselhável levar avante questões sobre a condição dos ressuscitados. Deus poderia ter incluído na Bíblia informações detalhadas sobre exatamente o que fará. O fato de Jeová não ter feito isso indica que não considera esta informação vital para nós, agora. Registrou na Bíblia vários relatos sobre ressurreições realizadas pelo seu poder. E apresentou nas Escrituras garantias de que haverá “uma ressurreição tanto de justos como de injustos”. (Atos 24:15; João 5:28, 29) Daí, ele deixou entregue a nós desenvolvermos fé na sua Palavra e nas suas promessas. Podemos ter a certeza de que, se exercermos fé e assim sobrevivermos para a Nova Ordem, Deus cuidará de que não haja problemas insolúveis quanto à ressurreição. Teremos a alegria de receber de volta aqueles que serão ressuscitados dentre os mortos, reconhecendo-os e ajudando-os.
● Em vista da terrível destruição de Dresden, Estalingrado, Hiroxima e Nagasáqui, na Segunda Guerra Mundial, como pôde Jesus descrever aquilo que sobreveio a Jerusalém, em 70 E.C., como ‘grande tribulação, tal como nunca ocorreu, nem ocorreria de novo’?
Esta profecia tinha uma aplicação futura, além do que ocorreu a Jerusalém e aos judeus em 70 E.C., mas também se cumpriu na história daquela cidade e nação.
Essas palavras encontram-se na resposta profética de Jesus à pergunta dos apóstolos sobre a sua futura presença e a terminação do sistema de coisas. (Mat. 24:3, 21; Mar. 13:19) As Testemunhas de Jeová têm muitas vezes salientado que grande parte do que Jesus predisse ali teve dois cumprimentos: Primeiro, um cumprimento limitado nos acontecimentos que levaram inclusive à destruição de Jerusalém e do sistema judaico de coisas pelos romanos, em 70 E.C. Segundo, uma aplicação maior a partir de 1914 E.C., quando Jesus iniciou a sua invisível presença celestial, como rei do reino messiânico, incluindo o ainda futuro fim do mundial sistema iníquo de coisas. — Veja A Sentinela de 15 de julho de 1970, páginas 425-439, e Aproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos, páginas 292-331.
Nesta profecia, Jesus enfatizou a necessidade de se manter atento e estar preparado. Ele disse: “Persisti em orar que a vossa fuga não ocorra no tempo do inverno, nem no dia de sábado; pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo.” — Mat. 24:20, 21.
Para os cristãos que moravam em Jerusalém e na Judéia, que ficariam diretamente afetados pelo fim do sistema judaico de coisas, o aviso de ficar atentos era vital. Os exércitos romanos
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