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  • Para quem há esperança de ressurreição
    A Sentinela — 1965 | 1.° de setembro
    • Para quem há esperança de ressurreição

      “E o mar entregou os mortos nele, e a morte e o Hades entregaram os mortos neles, . . . E a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. Este significa a segunda morte, o lago de fogo.” — Rev. 20:13, 14.

      1, 2. (a) Que poder tem o grande inimigo do homem, e quem é ele? (b) Por quem será ele reduzido a nada, e mediante que proceder dessa pessoa?

      O GRANDE inimigo do homem tem o poder de causar a morte. Agora, ele dentro em breve será reduzido a nada. Esta é uma das coisas maravilhosas que resultarão da morte de Jesus Cristo, há dezenove séculos atrás. Antes disso, Jesus fora o glorioso Filho celeste de Deus, mas humilhou-se sob a poderosa mão do seu Pai celestial. Pôs de lado sua glória celeste e, pelo poder de Deus, nasceu como bebê humano de carne e sangue, como descendente do patriarca Abraão, mediante o Rei Davi de Jerusalém. Tornou-se como um dos filhos de Abraão, por meio duma virgem judia chamada Maria, descendente do Rei Davi. No dia da Páscoa do ano 33 de nossa Era Comum, Jesus morreu. Naquele dia, o cordeiro pascoal era morto pelos judeus, mas nessa ocasião Jesus se deixou matar como cordeiro pelos servos terrestres do Diabo, aquele “que tem os meios de causar a morte”. Da libertação que resulta da morte de Jesus, lemos:

      2 “Portanto, visto que as ‘criancinhas’ são partícipes de sangue e carne, ele participou também similarmente das mesmas coisas, para que, pela sua morte, reduzisse a nada aquele que tem os meios de causar a morte, isto é, o Diabo, e para que emancipasse todos os que pelo temor da morte estavam toda a sua vida sujeitos à escravidão. Pois ele realmente não auxilia em nada os anjos, mas auxilia o descendente de Abraão.” — Heb. 2:14-16.

      3. Pela sua morte sacrificial, ao que foi Jesus Cristo levado, mas, como foi cumprido para com ele o Salmo 16:10?

      3 Assim, para fins sacrificiais, em harmonia com a vontade de Deus, Jesus Cristo foi levado ao Seol ou Hades, a sepultura comum dos humanos que jazem mortos no pó da terra. No entanto, o Deus Todo-poderoso não deixou que o Seol retivesse para sempre o seu Filho fiel e destarte permitisse que a carne dele sofresse gradual decomposição no túmulo memorial. No terceiro dia, Deus ressuscitou a Jesus Cristo de entre os mortos e assim cumpriu o Salmo 16:10, conforme escrito pelo Rei Davi. O apóstolo cristão, Paulo, citou do Salmo 16:10 e disse: “Por isso ele diz também em outro salmo: ‘Não permitirás que aquele que te é leal veja a corrupção.’ Pois Davi, por um lado, serviu à vontade expressa de Deus, na sua própria geração e adormeceu na morte, e foi deitado com os seus antepassados e viu a corrução. Por outro lado, aquele a quem Deus levantou não viu a corrução.” — Atos 13:35-37.

      4. Por que poderá Jesus Cristo reduzir a nada o mortífero Diabo, e como é que fará isso?

      4 O Deus Todo-poderoso levantou a Jesus Cristo do Seol qual pessoa espiritual e imortal, muito mais poderosa que Satanás o Diabo, “aquele que tem os meios de causar a morte”. No devido tempo de Deus, o ressuscitado Jesus Cristo reduzirá a nada este mortífero Diabo. Ele o atará, junto com todos os seus anjos demoníacos e os prenderá num abismo onde não poderão interferir com o reinado milenar de Jesus Cristo como o Rei ungido de Deus.

      5. (a) Quando é que isto acontecerá, e, assim, o que fugirá? (b) Que visão do Dia de Juízo será então cumprida?

      5 Isto se dará logo depois da batalha do Armagedom, na qual a organização terrestre dos governantes políticos do Diabo será derrotada pelo guerreiro celestial, Jesus Cristo, e seus anjos. (Rev. 19:11 a 20:3) É deste modo que o céu e a terra simbólicos são obrigados a fugir de diante do grande trono branco de julgamento de Deus. Isto dará lugar a “um novo céu e uma nova terra”. (Rev. 20:11; 21:1) Será então que a visão do apóstolo cristão, João, será cumprida: “Eu vi os mortos, os grandes e os pequenos, em pé diante do trono, e abriram-se rolos. Mas outro rolo foi aberto; é o rolo da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas escritas nos rolos, segundo as suas ações. E o mar entregou os mortos nele, e a morte e o Hades entregaram os mortos neles, e foram julgados individualmente segundo as suas ações.” —  Rev. 20:12, 13.

      6. Por que essa visão não inclui os 144.000 discípulos?

      6 Revelação 20:13 diz que “o mar entregou os mortos nele, e a morte e o Hades entregaram os mortos neles”. Isto não inclui os 144.000 seguidores das pisadas de Jesus Cristo, que são mencionados em Hebreus 2:16 como o “descendente de Abraão” por meio do qual todas as nações de nossa terra granjearão uma bênção eterna. (Rev. 7:3-8; 14:1, 3; Gên. 12:3; 22:18) Há dezenove séculos atrás, o Hades ou Seol entregou o morto Jesus Cristo, e estes 144.000 seguidores fiéis, que são seus irmãos espirituais, são feitos à sua semelhança em terem parte no que é chamado de “a primeira ressurreição”.

      7, 8. (a) Quando começou a ressurreição deles? (b) Como é que Revelação 20:4-6 representa a ressurreição deles?

      7 Segundo indicações da Bíblia sua ressurreição começou no ano 1918 E. C., ou três anos e meio depois de Jesus Cristo ser entronizado e coroado qual Rei celeste, para começar a dominar no meio de seus inimigos. (Sal. 110:1, 2; Heb. 10:12, 13; Rev. 14:13) Por isso, antes de Revelação, capítulo vinte, contar-nos a respeito da entrega dos mortos feita pelo mar e pela morte e pelo Hades, fala-nos da ressurreição dos 144.000 seguidores espirituais de Jesus Cristo, nas seguintes palavras:

      8 “Eu vi tronos, e havia os que se assentavam neles, e foi-lhes dado poder para julgar. Sim, vi as almas dos executados com o machado, pelo testemunho que deram de Jesus e, por terem falado a respeito de Deus, e os que não tinham adorado nem a fera nem a imagem dela, e que não tinham recebido a marca na sua testa e na sua mão. E passaram a viver e reinaram com o Cristo por mil anos. (Os demais mortos não passaram a viver até terem terminado os mil anos.)Esta é a primeira ressurreição. Feliz e santo é todo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes a segunda morte [simbolizada pelo lago de fogo] não tem autoridade, mas serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele por mil anos.” — Rev. 20:4-6, 14; 21:8.

      “A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO”

      9. (a) Será que isto significa que os 144.000 co-herdeiros de Cristo jamais irão para o Hades ou Seol? (b) Segundo as palavras de Jesus dirigidas a Pedro, em Mateus 16:18, o que não sobrepujará os 144.000?

      9 Quando dizemos que Revelação 20:13 não inclui os 144.000 co-herdeiros de Jesus Cristo, acima mencionados, não queremos dizer que estes 144.000 não vão, ao morrerem, para o Hades ou Seol, ou para a morte no mar, se acontecer de morrerem no mar e seus corpos não serem recuperados para sepultamento em terra seca. A fim de ter parte na “primeira ressurreição”, precisam ser levantados do Hades ou da morte no mar. As palavras de Jesus Cristo nos dão a entender claramente isto quando ele falou a seus doze apóstolos sobre edificar sua igreja ou congregação sobre si mesmo qual rocha fundamental, pois disse: “Sobre esta rocha [petra] construirei a minha congregação, e os portões do Hades não a vencerão.” (Mat. 16:18) E, depois de sua própria ressurreição dentre os mortos, Jesus disse em sua visão ao apóstolo João: “Eu sou o Primeiro e o Último, e o vivente; e fiquei morto, mas, eis que vivo para todo o sempre, e tenho as chaves da morte e do Hades.” “Quem tem ouvido ouça o que o espírito diz às congregações: Aquele que vencer, a segunda morte de modo algum fará dano”, e, assim, será ressuscitado. — Rev. 1:17, 18; 2:11.

      10. (a) Com respeito á morte e ao Hades, como é que Jesus Cristo desfaz o seu poder para com os seus 144.000 co-herdeiros? (b) No tocante ao julgamento, como é que Revelação 20:4 representa os 144.000?

      10 O ressuscitado Jesus Cristo reduzirá a nada o Diabo “que tem os meios de causar a morte”. Visto que Jesus possui as chaves da morte e do Hades, não permitirá que o Hades sobrepuje sua congregação fiel de 144.000 irmãos espirituais. Depois de sua entronização celeste qual Rei em 1914 E. C., desfaz o poder da morte e do Hades e liberta os membros mortos de sua congregação para tomarem parte na “primeira ressurreição”. Por esta ressurreição invisível, espiritual, os 144.000 unem-se a ele nos céus como seus co-herdeiros para reinarem e serem sacerdotes e juízes junto com ele durante os mil anos em que Satanás, o Diabo, está amarrado no abismo. Não são representados como estando diante do “grande trono branco” para serem julgados. Ao invés, Revelação 20:4 diz que estavam sentados em tronos e “foi-lhes dado poder para julgar”. Assim, a sua morte no Hades não se torna morte infindável, morte interminável, o que é expresso pela frase “a segunda morte”.

      11, 12. Como, em João 6:39-54, assegurou Jesus a seus discípulos que a morte e o Hades não os sobrepujariam para sempre?

      11 Repetidas vezes, Jesus Cristo assegurou a seus discípulos fiéis que a morte e o Hades não os sobrepujariam para sempre. Como instrumento de Deus para ressuscitar, ele se certificaria que a morte deles em fidelidade a ele não se tornasse eterna. Disse:

      12 “Esta é a vontade daquele que me enviou, que eu não perca nada de tudo o que ele me tem dado, mas que eu o ressuscite no último dia. Pois esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que observa o Filho e exerce fé nele tenha vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” “Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai, que me enviou, o atraia; e eu o ressuscitarei no último dia. . . . A menos que comais a carne do Filho do homem e bebais o seu sangue [por meio da fé], não tendes vida em vós mesmos. Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna, e eu o hei de ressuscitar no último dia.” — João 6:39, 40, 44, 53, 54.

      13. De que poder deu Jesus um exemplo em relação com seu amigo Lázaro, e como?

      13 Até mesmo na terra, Jesus Cristo nos deu exemplos de seu vindouro poder de ressurreição. Trouxe de volta à vida seu prezado amigo Lázaro, que estava então no Seol já pelo quarto dia. Pouco antes disso, Jesus disse à Marta, a irmã de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, passará a viver; e todo aquele que vive e exerce fé em mim, nunca jamais morrerá.” Depois disso, Jesus fez com que fosse removida a pedra em frente do túmulo memorial e então chamou a Lázaro de volta à vida e para fora do túmulo. Deste modo milagroso, Marta recebeu de volta a seu irmão Lázaro antes do que esperava, pois ela dissera a Jesus: “Sei que ele se levantará na ressurreição, no último dia.” — João 11:24-44.

      14. O que aconteceu a Lázaro mais tarde, mas, qual é a nossa expectativa quanto a ele?

      14 Naturalmente, Lázaro morreu de novo, presumivelmente como fiel discípulo de Jesus Cristo. Portanto, voltou ao Seol ou Hades. Mas, o Hades não o sobrepujará como membro da fiel congregação cristã, pois não, pôde sobrepujá-lo naquele dia, quando Jesus veio a Betânia para despertá-lo de seu sono de morte já no quarto dia. Apenas que, desta vez, depois de ser levantado do Hades junto com o restante da congregação cristã por Jesus Cristo, quando dominar qual Rei no reino de Deus, Lázaro jamais morrerá de novo. — João 11:26.

      15. O que se indica por “primeira ressurreição” no tocante à ressurreição como um todo, e como é que 1 Coríntios 15:20-23 prova isso?

      15 Visto que Revelação 20:5, 6 fala da “primeira ressurreição”, indica que há certa ordem que é seguida na ressurreição como um todo. Isto é claramente dito a nós em 1 Coríntios 15:20-23, que nos fala da ressurreição dos 144.000 discípulos que terão uma ressurreição gloriosa, celeste e espiritual. Aqueles versículos citados rezam: “Agora Cristo tem sido levantado dentre os mortos, as primícias dos que adormeceram na morte. Pois, visto que a morte é por intermédio dum homem, também a ressurreição dos mortos é por intermédio dum homem. Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados. Mas, cada um na sua própria categoria: Cristo, as primícias, depois os que pertencem a Cristo durante a sua presença.”

      16. Como é que Revelação, capítulo vinte, também indica ordem quanto à ressurreição?

      16 Revelação, capítulo vinte, também indica ordem por representar para nós primeiramente o avivamento dos 144.000 co-herdeiros de Jesus Cristo, que se tornam felizes na primeira ressurreição, e, mais tarde, a libertação do mar e do Hades de todos os outros mortos que obtêm a oportunidade de vida eterna na terra.

      “UMA RESSURREIÇÃO MELHOR”

      17. Em Hebreus 11:35, a quem é aplicada a expressão “ressurreição melhor”?

      17 Em Hebreus 11:35 ocorre esta interessante expressão a respeito de pessoas que viveram antes da morte e da ressurreição de Jesus Cristo: “Mulheres receberam os seus mortos pela ressurreição; mas outros homens foram torturados porque não queriam aceitar um livramento por meio de algum resgate, a fim de que pudessem alcançar uma ressurreição melhor.”

      18. A respeito das façanhas de quem nos conta Hebreus, capitulo onze, e como mostra que a sua ressurreição será certa?

      18 Este versículo se encontra num capítulo que nos fala das façanhas de “tão grande nuvem de testemunhas”, que remontava desde os tempos de João Batista até a primeira testemunha fiel de Jeová, Abel, o irmão mais moço de Caim, filho de Adão e Eva. (Heb. 11:4 a 12:1) A ressurreição destes homens e mulheres da antiguidade, de fé piedosa, é certa, pois o escritor cristão de Hebreus, capítulo onze, prova que criam que ‘Deus era capaz de levantar pessoas até mesmo dentre os mortos’, e, no fim deste capítulo, diz a seus leitores cristãos: “Contudo, embora todos estes recebessem testemunho por intermédio de sua fé, não obtiveram o cumprimento da promessa, visto que Deus previu algo melhor para nós, a fim de que eles não fossem aperfeiçoados à parte de nós.” — Heb. 11:19, 35, 39, 40.

      19. De que modo a sua ressurreição não ocorre “à parte de nós” (os 144.000)?

      19 Os 144.000 discípulos fiéis de Jesus Cristo irão todos ser “aperfeiçoados” pela ressurreição dentre os mortos, assim como o próprio Jesus Cristo foi. A parte destes cristãos, ou antes que tais cristãos sejam “aperfeiçoados” nos céus, a ressurreição da “nuvem de testemunhas” dos tempos pré-cristãos não poderia ocorrer. Isto se dá porque os 144.000 co-herdeiros fiéis de Jesus Cristo tomam parte na “primeira ressurreição”, ressurreição que é primeira em tempo bem como em qualidade e em importância.

      20. (a) Será “ressurreição melhor” em comparação com a dos 144.000? (b) De que modo será “uma ressurreição melhor?

      20 Por isso, a “ressurreição melhor” que a antiga “nuvem de testemunhas” terá não será melhor que a ressurreição dos 144.000 herdeiros do reino celeste de Deus. Será melhor que a das pessoas que foram levantadas dentre os mortos pelos profetas Elias e Eliseu. Sim, até mesmo melhor que a ressurreição daqueles a quem Jesus Cristo e seus apóstolos levantaram dentre os mortos.a Como será “melhor”? Porque todos a quem estes servos de Deus levantaram para a vida tiveram de morrer de novo na carne e ir para o Hades ou Seol. Por que isso se deu? Porque ainda não começara a dominar o reino celeste de Deus mediante seu Filho, Jesus Cristo, visto que os “tempos dos gentios” para o domínio da terra não deviam expirar até o ano 1914 E. C. A “ressurreição melhor” da antiga “nuvem de testemunhas” ocorrerá sob o reino celeste de Deus, que agora já foi estabelecido. Quando Jesus Cristo, o Rei celeste, usar as “chaves da morte e do Hades” e trouxer de volta do Hades ou Seol àquelas antigas testemunhas, não precisarão morrer de novo. Por que não?

      21. Por que, depois da ressurreição aquelas testemunhas antigas não precisarão morrer de novo?

      21 Por manterem seus nomes inscritos no “rolo da vida”, mediante sua contínua fé e obediência piedosas, serão gradualmente soerguidas à perfeição humana. Por fim, lhes será dado o prêmio de vida eterna na perfeição humana sobre a nossa terra transformada num Paraíso. Não serão ‘lançadas no lago de fogo’, que quer dizer, na “segunda morte”. Visto que são pessoas de fé já no início de sua ressurreição, há muito mais razão de fazerem progresso mais fácil em direção à perfeição humana naquele tempo.

      22. De que foi assegurado Daniel, em Daniel 12:13, e em que tempo?

      22 Por exemplo, houve o profeta Daniel. “No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia”, o anjo de Deus deu a Daniel uma profecia maravilhosa a respeito deste “tempo final”. Concluiu sua profecia por dizer a Daniel: “Quanto a ti, vai até o fim. Tu te repousarás e te levantarás para receber tua parte de herança, no fim dos tempos.” (Dan. 10:1 a 12:13, CBC)b Daniel é, sem dúvida, um dos mencionados em Hebreus 11:33, que “taparam as bocas de leões”. Ele ‘se levantará’ para receber sua herança por uma ressurreição sob o reino de Deus. — Eze. 14:14, 20; 28:3; Mat. 24:15.c

      23. (a) Para onde foi Abel ao ser assassinado? (b) O que acontecerá com aqueles cujos túmulos memoriais pereceram antes do Dilúvio ou têm perecido desde o Dilúvio?

      23 Quando o primeiro daquela antiga “nuvem de testemunhas”, a saber, Abel, foi morto pelo seu irmão Caim e foi sepultado, desceu ao Seol. Se Abel foi ou não colocado num túmulo memorial, a Bíblia não declara: (Mat. 23:35; Luc. 11:51; Heb. 12:24; Gên. 4:8-11) Sem dúvida, muitos túmulos memoriais foram feitos para os mortos desde os tempos de Abel até o dilúvio mundial dos dias de Noé, mas, na maior parte, tais túmulos memoriais foram varridos pelo dilúvio destrutivo. No entanto, o Deus onisciente, Jeová, sabe e se lembra de todos os que desceram ao Seol ou Hades antes do Dilúvio “tanto de justos [como Abel e Enoque] como de injustos”. Jeová fará com que o Hades ou Seol entregue todos aqueles mortos sob seu reino por Jesus Cristo. O mesmo se dará com respeito às muitas sepulturas e túmulos memoriais que desapareceram desde aquele dilúvio, em 2370 A. E. C. até nossos próprios dias.

      GEENA, “O VALE DE HINOM”

      24, 25. (a) Jesus falou de alguns homens como indo para que lugar diferente ao morrerem, e o que isso significaria para eles? (b) Em Mateus 23:13-33, quem foi que Jesus especificou que eram tais homens?

      24 No ano 33 E. C., quando Jesus falava a respeito do “sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias”, êle falou de homens que então viviam que, ao morrerem, não iriam para o Hades ou Seol, mas sim para outro lugar, a Geena. Por tal razão, isso significaria “ais” para êles. Quem eram tais homens? No capítulo vinte e três de Mateus, Jesus especificou quem eram, dizendo:

      25 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós mesmos não entrais, nem deixais entrar os que estão em caminho para entrar. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra seca para fazer um prosélito, e, quando se torna tal, fazeis dele objeto para a Geena duas vezes mais do que vós mesmos. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque construís os sepulcros dos profetas e decorais os túmulos memoriais dos justos e dizeis: ‘Se nós tivéssemos existido nos dias de nossos antepassados, não teríamos sido parceiros deles no sangue dos profetas.’ Portanto, dais testemunho contra vós mesmos de que sois filhos daqueles que assassinaram os profetas. . . . Serpentes, descendência de víboras, como haveis de fugir do julgamento da Geena?” — Mat. 23:13-15, 29-33.

      26. Por que eram tais pessoas objetos para a Geena ou passíveis de seu julgamento, e como foi que Jesus mostrou isto então?

      26 Assim, tais pessoas religiosas que eram objetos para a Geena e que eram passíveis do julgamento da Geena eram os não-arrependidos escribas e fariseus judaicos e seus prosélitos. Eram pessoas que não estavam arrependidas e que se recusavam a entrar no reino dos céus. Jesus mostrou isto por dizer a seguir: “Por esta razão, eu vos estou enviando profetas, e sábios, e instrutores públicos. A alguns deles matareis e pendurareis em estacas, e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade; para que venha sobre vós todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem assassinastes entre o santuário e o altar. Deveras, eu vos digo: Todas essas coisas virão sobre esta geração.” — Mat. 23:34-36.

      27. Como é que o livro de Atos mostra se alguns de tais passíveis fugiram do julgamento da Geena?

      27 Alguns fariseus realmente se arrependeram e deixaram de fechar o reino dos céus, como Saulo de Tarso, que se tornou o apóstolo cristão Paulo. (Atos 7:58; 8:1-3; 9:1-30; 22:1-5; 23:6; Fil. 3:4-6) Também, Atos 2:10; 8:27-39 fala de prosélitos circuncisos, e Atos 6:7 diz: “O número dos discípulos multiplicava-se grandemente em Jerusalém; e uma grande multidão de sacerdotes começou a ser obediente à fé.” Estes abandonaram toda a hipocrisia religiosa e permaneceram fiéis à fé cristã. Assim, fugiram com êxito do julgamento da Geena, ao qual eram passíveis. Provaram que não eram “serpentes, descendência de víboras”, filhos do Diabo qual pai religioso, descendência da “serpente original, que é o Diabo e Satanás”. — João 8:44; Rev. 20:2.

      28. Do que é tirada a palavra grega Geena, e qual é a tradução literal da expressão original?

      28 Exatamente o que é este lugar chamado Geena ou o que simboliza? A. palavra grega “Geena” é transliteração da expressão hebraica Gei-Hinnom, significando “o vale de Hinom”. Na palavra grega Geena a sílaba “Ge” equivale à palavra hebraica Gai (גיא), que significa “Vale” e a adição “ena” equivale a Hinom, o nome dum homem dos dias do Juiz Josué.

      29. O que era a Geena original, e o que assinalava, segundo Josué 15:8; 18:16?

      29 Este Vale de Hinom é mencionado primeiramente na Bíblia em Josué 15:8 (ALA), como constituindo a divisa entre os territórios das tribos de Judá e Benjamim, e acha-se associado com Jerusalém: “[A divisa de Judá] sobe pelo vale do filho de Hinom, da banda dos jebuseus do sul, isto é, Jerusalém; e sobe este termo até ao cume do monte que está diante do vale de Hinom [Gei-Hinnom, hebraico; Ge-Ennom, latim] para o ocidente, que está no fim do vale dos refains da banda do norte.” Aqui, a Versão dos Setenta, grega, a chama de Pharanx de Onom, isto é; a Fenda (Cova, Ravina, Barranco) de Onom. O Vale de Hinom é também mencionado em Josué 18:16, em relação com a divisa territorial da tribo de Benjamim.

      30. Como foi que a Geena veio a ser usada erroneamente pelos israelitas, e como foi que se tornou inapropriada para tal uso errôneo?

      30 O Vale de Hinom, situado para o oeste e o sudoeste da antiga Jerusalém, veio a ser usado erroneamente pelos judeus apóstatas. Em 2 Crônicas 28:3 (ALA), lemos a respeito do Rei Acaz de Jerusalém: “Queimou incenso no vale do filho de Hinom [Gai-benenom, LXX], e queimou a seus próprios filhos no fogo.” (Também, 2 Crô. 33:6; Jer. 7:31, 32; 32:35) O fiel Rei Josias achou bom conspurcar este Vale de Hinom porque fora usado para a adoração idólatra de Baal e para se oferecerem sacrifícios humanos a este falso deus. Em 2 Reis 23:10 (ALA) se fala de Josias: “Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém queimasse a seu filho ou a sua filha como sacrifício a [ao deus falso] Moloque.”d O nome moderno do vale é Wadi el-Rababi.

  • Segunda parte
    A Sentinela — 1965 | 1.° de setembro
    • Segunda parte

      1. Nos dias de Jesus, o que era a Geena, e de que punição foi usada qual símbolo?

      GEENA, ou o Vale de Hinom, é mencionada doze vezes nas Escrituras Gregas Cristãs. Nos dias de Jesus Cristo na terra, era lugar ardente, e, sendo um vale fora dos muros de Jerusalém, achava-se na terra. Tornou-se símbolo do pior castigo que poderia sobrevir à pessoa. Por exemplo, em Mateus 5:22, em seu Sermão do Monte, Jesus disse: “Todo aquele que continuar furioso com seu irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça; mas, quem se dirigir a seu irmão com uma palavra imprópria de desprezo [Raca], terá de prestar contas ao Supremo Tribunal; ao passo que quem disser: ‘Tolo desprezível!’, estará sujeito à Geena ardente.” Jesus assim classifica a “Geena ardente” como terceira e pior. Por quê? Porque quem chamasse a outrem de tolo desprezível e fosse sentenciado à Geena ardente, seria morto e não teria enterro: Seu cadáver seria queimado nas chamas da Geena e as cinzas jamais seriam reunidas para ser preservadas numa urna. Portanto, era representado como não indo para o Hades.

      2, 3. O que mostra Mateus 5:29, 30 quanto ao cadáver dum pecador?

      2 Poucos versículos depois, no mesmo Sermão do Monte, Jesus mostra que o cadáver do pecador é lançado na Geena qual crematório. Em Mateus 5:29, 30, diz Jesus:

      3 “Se, pois, aquele olho direito teu te faz tropeçar, arranca-o e lança-o para longe de ti. Porque é mais proveitoso para ti que percas um dos teus membros, do que ser todo o teu corpo lançado na Geena. Também, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a para longe de ti [e não, atormenta-a]. Porque é mais proveitoso que percas um dos teus membros, do que todo o teu corpo acabar na Geena.”

      4. Em que sentido usou Jesus ali a Geena, e como se mostra isso?

      4 Por tal linguagem, vemos que Jesus usou de modo simbólico a antiga Geena, que estava localizada fora dos muros de Jerusalém. Jesus não quis dizer que seus seguidores deveriam arrancar um olho literal ou cortar a mão direita literal. Antes, Jesus falava de algo precioso que nos causa pecar com o olho direito ou a mão direita. Segundo isto; então, assim como foram mencionados simbòlicamente o olho e a mão direita, Geena também deve ter sido mencionada de forma simbólica, e não literalmente.

      5. Em Mateus 18:8, 9, com o que contrasta Jesus ser a pessoa lançada na Geena simbólica?

      5 Note como Jesus contrasta ser a pessoa lançada na Geena com a pessoa entrar no gozo da vida. Isto indica que a Geena simbólica é um lugar de nenhuma vida. Em Mateus 18:8, 9, disse Jesus: “Se, pois, a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o para longe de ti; é melhor para ti entrares na vida aleijado ou coxo, do que seres lançado com duas mãos ou dois pés no fogo eterno. Também, se o teu olho te faz tropeçar, arranca-o e lança-o para longe de ti [e não, atormenta-o]; é melhor para ti entrares com um só olho na vida, do que seres com os dois olhos lançado na Geena ardente.” Nesta “Geena ardente” é onde queima o “fogo eterno”, falando-se simbolicamente.

      6, 7. (a) Além de fogo, que outras coisas destrutivas havia na Geena, fora de Jerusalém? (b) Como foi que Jesus indicou isso em Marcos 9:43-48?

      6 Jesus nos faz lembrar de que na Geena, fora de Jerusalém, havia também vermes ou gusanos, não, por certo, no fogo, mas na matéria orgânica em decomposição próxima do fogo. Estes, por certo, não são minhocas tais como as que rastejam pelo solo e se alimentam de corpos humanos enterrados nas sepulturas. São como os vermes dos quais morreu o Rei Agripa I, segundo as seguintes palavras de Atos 12:23: “O anjo de Jeová o golpeou instantaneamente, porque não deu glória a Deus; e, comido de vermes, expirou.” Usando esta mesma palavra grega (skólex), disse Jesus:

      7 “Se a tua mão te fizer alguma vez tropeçar, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado, do que ires com as duas mãos para a Geena, para o fogo inextinguível. E, se o teu pé te fizer tropeçar, corta-o; melhor te é entrares na vida coxo, do que seres com os dois pés lançado na Geena. E, se o teu olho te fizer tropeçar, lança-o fora; melhor te é entrares com um olho no reino de Deus, do que seres com os dois olhos lançado na Geena, onde o seu gusano [skólex] não morre e o fogo não se extingue.” — Mar. 9:43-48; Isa. 66:24.

      8. Assim, a Geena foi representada como sendo lugar de que, e como é que a Cyclopaedia de M’Clintock e Strong fala sobre a Geena?

      8 Portanto, se o corpo morto lançado na Geena, fora de Jerusalém, não acabou no fogo misturado com enxofre, seria consumido de qualquer maneira. Como? Pelos gusanos surgidos dos ovos que as moscas depositavam no cadáver em decomposição. A Geena era assim um lugar de total destruição ou consumação, na qual eram lançados os corpos mortos daquelas pessoas que eram consideradas indignas de serem enterradas numa assinalada sepultura ou túmulo memorial. A respeito da Geena, a página 764 do Volume 3 da Cyclopaedia de M’Clintock e Strong diz:

      Em conseqüência destas abominações, o vale foi poluído por Josias (2 Reis 23:10); subseqüentemente ao que se tornou a lixeira comum da cidade, onde os corpos mortos dos criminosos, e os cadáveres dos animais, e todo outro tipo de imundície era lançado, e, segundo autoridades posteriores e um tanto questionáveis, a parte combustível era consumida pelo fogo. Por causa da profundidade e estreiteza da garganta, e, talvez, de seus fogos sempre ardentes, bem como por ser receptáculo de todos os tipos de matéria putrefata, e tudo que conspurcasse a cidade santa, tornou-se, nos tempos posteriores, a imagem do lugar de castigo eterno, “onde o seu gusano não morre e o fogo não se extingue”; em que os talmudistas colocavam a boca do Inferno: “Há duas palmeiras no vale de Hinom, entre as quais sobe uma fumaça . . . e esta é a porta da Geena.”a

      O QUE SIMBOLIZA

      9. (a) O que disse Jesus a respeito da Geena em Mateus 10:28 e em Lucas 12:4, 5? (b) Quando Deus destrói tanto o corpo como a alma, o que resulta disso?

      9 Não importa o que quaisquer autoridades de referência tenham a dizer a respeito da Geena, o que tinha a dizer sobre ela Jesus Cristo, o Filho de Deus? O que significava para a pessoa sentenciada por Deus, o Todo-poderoso, à Geena simbólica? Jesus respondeu expressamente quando enviou seus doze apóstolos no trabalho missionário e disse: “E não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” (Mat. 10:28) Em outra ocasião, Jesus disse a uma multidão de milhares de pessoas: “Além disso, eu vos digo, meus amigos: Não temais os que matam o corpo e depois disso não podem fazer mais nada. Mas, eu vos indicarei quem é para temer: Temei aquele que, depois de matar, tem autoridade para lançar na Geena. Sim, eu vos digo, temei a Este.” (Luc. 12:4, 5) Quando o Deus Todo-poderoso destrói tanto o corpo como a alma duma criatura humana, o que sobra? Há completa destruição; e, por ser eterna esta destruição, tal destruição do corpo e da alma humanos é castigo eterno. Não há ressurreição de tal destruição.

      10. O que deve ser entendido por o “fogo” da Geena simbólica ser “fogo eterno”?

      10 Jesus usou assim a Geena qual símbolo da destruição completa, infindável, assim como o fogo é destrutivo. Por ser eterna a destruição, o fogo da Geena simbólica, segundo se diz, é “fogo eterno”. Isto significa que tal Geena sempre existirá; jamais entregará os que estão nela; jamais será esvaziada, jamais será extirpada como serão a morte adâmica e o Hades. (Rev. 20:13) Falando-se figuradamente, a Geena simbólica sempre arderá e sempre estará disponível para executar qualquer pessoa que se rebele contra Deus durante o tempo eterno, toda a eternidade.

      11. Por que não há ressurreição da Geena simbólica?

      11 Visto que a Geena simbólica é o lugar de destruição eterna, Jesus colocou corretamente a entrada da pessoa na Geena como o oposto de a pessoa entrar no gozo da vida. Por isso, se alguém entrar na Geena simbólica, na qual Deus destrói tanto o corpo como a alma, como pode a pessoa ter ressurreição para uma oportunidade de vida eterna no reino celeste de Deus ou no Paraíso restaurado aqui na terra, sob o reino de Deus? Não há ressurreição da Geena simbólica.

      12, 13. (a) A língua descontrolada a quantos pode inflamar, e pode manchar o quê? (b) Como a Geena, o que pode causar?

      12 Por ser destrutiva a Geena ardente, o discípulo Tiago a relaciona com a língua humana descontrolada, nestas palavras: “Ora, [como a pequena fagulha que incendeia grande bosque], a língua é um fogo. A língua constitui um mundo de injustiça entre nossos membros, pois mancha todo o corpo e incendeia a roda da vida natural, e é incendiada pela Geena.” — Tia. 3:6.

      13 Por isso, todo o mundo da humanidade, não uma determinada pessoa, tem de cuidar da língua, pois todo o mundo nasce em injustiça. A língua, pela sua propaganda que se espalha de língua em língua, pode inflamar todo um mundo de pessoas e incitá-las à injustiça. Mancha não só a boca em que badala, mas todo o corpo humano; de modo que, se a pessoa tiver bonito corpo mas língua descontrolada, isso elimina a ótima impressão feita pelo corpo atraente. Isto se dá especialmente perante Deus, porque, conforme Jesus nos diz, pelas nossas palavras seremos declarados justos, e pelas nossas palavras seremos condenados. (Mat. 12:37) Como a Geena, a língua pode causar destruição que é irreparável.

      14. Ao quê pode a língua, quando “incendiada pela Geena”, fazer com que a pessoa seja sentenciada?

      14 A inteira roda da vida da pessoa pode ficar afetada pelas palavras ardentes que maculam o corpo de quem fala, inflamando-o à ação destrutiva. Tiago 3:8 diz bem: “Mas a língua, ninguém da humanidade a pode domar. É uma coisa indisciplinada e prejudicial, cheia de veneno mortífero.” A língua, quando “incendiada pela Geena”, pode causar que quem a use seja sentenciado por Deus para ir à Geena simbólica, visto que denota má condição de coração. — Vejam-se Salmo 5:9; Romanos 3:13.

      A “TERRA DA QUAL NÃO SE VOLTA MAIS”

      15. (a) Como é simbolizado na Revelação aquilo que a Geena representa? (b) Como foi que o fogo e enxofre vindos do céu afetaram Sodoma e Gomorra?

      15 No último livro da Bíblia, Uma Revelação a João, a palavra “Geena” não ocorre. No entanto, o que a Geena representa é ali simbolizado pelo “lago ardente, que queima com enxofre”, ou o “lago de fogo e enxofre”, “o lago de fogo”, “o lago que queima com fogo e enxofre”. (Rev. 19:20; 20:10, 14, 15; 21:8) Sabemos qual é o efeito do fogo misturado com enxofre sobre coisas combustíveis. Nos dias de Abraão e seu sobrinho Ló, conforme nos conta Gênesis 19:24 (CBC), “o Senhor [Jeová] fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vindo do Senhor, do céu”. Como isto afetou Sodoma e Gomorra, Jesus nos conta, dizendo: “No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos.” — Luc. 17:29.

      16. (a) No caso de Sodoma, como estava um lago associado com fogo e enxofre? (b) Qual foi o efeito temporário e o efeito final do fogo e do enxofre que choveram sobre as pessoas?

      16 Ainda mais, Sodoma estava perto do Mar Morto ou Mar Salgado. Este é um grande lago interior em que não existe nada vivo, fato que comprova a idéia da completa mortandade causada pelo fogo e enxofre literais que choveram sobre as cidades daquele distrito. Assim, também, como na Revelação, temos um lago mortífero associado com fogo e enxofre. As pessoas sobre as quais choveu fogo e enxofre talvez fossem atormentadas enquanto continuaram cônscias, mas o efeito final do fogo e enxofre juntos foi de destruí-las.b Esta destruição precedida de tormento é a idéia transmitida em Revelação 14:10, 11, e também no Salmo 11:5, 6, onde o fogo e o enxofre são mencionados juntos, evidentemente em sentido simbólico.

      17. O que choverá sobre, o exército de Gogue de Magogue, e qual será o efeito disto?

      17 Entre as forças destrutivas que Deus derramará sobre o exército de Gogue da terra de Magogue, quando este atacar o povo restaurado de Jeová, acham-se incluídos “fogo e enxofre”, em Ezequiel 38:22. Ao passo que estes elementos possam atormentar e torturar por certo tempo o exército de Gogue, por fim destroem o exército inimigo, matando a todos. Que este é o caso é demonstrado no capítulo seguinte, em Ezequiel 39:11-20, que descreve como os corpos mortos do exército de Gogue de Magogue serão consumidos até o último osso.

      18. Em Revelação 20:14, como é demonstrada a diferença entre Hades ou Seol e o lago de fogo e enxofre?

      18 De todo o precedente, torna-se inequivocamente claro que o Hades ou Seol é diferente da Geena e do “lago que queima com fogo e enxofre”. De outra forma, como poderia Revelação 20:14 declarar: “A morte e o Hades foram lançados no lago de fogo”? Este versículo também mostra o significado do “lago de fogo”, dizendo: “Este significa a segunda morte, o lago de fogo.”

      19. (a) Será que a “segunda morte” (“lago de fogo”) entrega aqueles lançados nele? (b) Portanto, de que é símbolo a Geena ou o lago de fogo e enxofre?

      19 Assim, a morte que se espalhou a todos os homens por nascerem de Adão, será morta na “segunda morte”. A morte será destruída na “segunda morte” e não será atormentada para sempre ali. Nem será o Hades atormentado para sempre na “segunda morte”, mas será destruído para sempre neste simbólico “lago de fogo”. Este “lago de fogo” ou “segunda morte” jamais entregará “a morte e o Hades” que são lançados nele. Por isso, a Geena ou o lago que queima com fogo e enxofre é figura bíblica da destruição eterna ou absoluta, da qual não há ressurreição. É por isso que as pessoas ressuscitadas que, foram entregues pela morte herdada e pelo Hades podem mais tarde ser ‘lançadas no lago de fogo’ e sofrer a “segunda morte”, porque não têm seus nomes inscritos no rolo da vida. — Rev. 20:15.

      20. (a) No que são lançados a “fera” e o “falso profeta”, quando, e por quanto tempo? (b) O que é assim simbolizado?

      20 Segundo Revelação 19:20, a “fera” e o “falso profeta” simbólicos hão de ser “lançados no lago ardente que queima com enxofre” durante a vindoura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Isto ocorre pouco antes de o Diabo, Satanás, e seus demônios serem amarrados e lançados no abismo, para os mil anos do reinado de Cristo. No fim dos mil anos, a “fera” e o “falso profeta” simbólicos ainda estão naquele simbólico “lago de fogo e enxofre” e não são libertos dele até mesmo quando Satanás e seus demônios forem libertos do abismo para tentarem desviar a humanidade. A “fera” e o “falso profeta” simbólicos jamais são soltos daquele lugar de destruição, “a segunda morte”, mas ainda estão lá quando recebem a companhia de todos os que são mais tarde lançados no “lago de fogo”. (Rev. 20:10, 15) Assim, na vindoura “guerra do grande dia”, no Armagedom, a “fera” e o “falso profeta” simbólicos hão de ser destruídos para sempre, sem nenhuma esperança de ressurreição.

      21. (a) Onde é lançado Satanás, o Diabo, depois de sua breve libertação do abismo, e como se cumpre assim completamente Hebreus 2:14? (b) Como é seu lugar de castigo eterno simbolizado em Mateus 25:41?

      21 No fim dos mil anos do domínio bem sucedido de Cristo sobre a humanidade remida, Satanás e seus demônios serão soltos do abismo. Assim, com efeito, aquele abismo deixará de existir, sendo esvaziado deles. Durante o seu pouco tempo de liberdade, tentarão desviar para a destruição tantos dos súditos terrestres do reino de Deus quantos possam. Depois disso, são lançados na “segunda morte”, onde a “fera” e o “falso profeta” têm estado durante todo este tempo. (Rev. 20:1-3, 7-10) Desta forma é que Jeová Deus faz cumprir seu glorioso propósito mediante seu Filho, Jesus Cristo, que sacrificou a si mesmo, “para que, pela sua morte, reduzisse a nada aquele que tem os meios de causar a morte, isto é, o Diabo”. (Heb. 2:14) Este castigo de “destruição eterna” é que é simbolizado pelo “fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”, para o qual também serão enviadas as pessoas amaldiçoadas da terra, semelhantes a cabritos, no Armagedom, segundo as palavras de Jesus em Mateus 25:31-33, 41, 46.

      INDIGNOS DE RESSURREIÇÃO

      22, 23. (a) Em que termos avisou Jesus aos lideres religiosos judeus, mas, com que efeito? (b) Como é que as palavras de Estêvão ao Sinédrio de Jerusalém mostraram se aqueles juízes tinham dado ouvidos ao aviso de Jesus?

      22 Há dezenove séculos atrás, em seus dias qual homem na terra, Jesus Cristo avisou os judeus daquela geração quanto ao perigo de irem para a destruição eterna, simbolizada pela Geena. Disse aos hipócritas líderes religiosos dos judeus que eles faziam as pessoas gentias a quem tornavam prosélitos ‘objetos para a Geena duas vezes mais do que vós mesmos’. Chamou os hipócritas escribas e fariseus judaicos de serpentes e descendência de víboras, assim os identificando quais filhos de Satanás, o Diabo, a “Serpente original”. Então, perguntou como podiam “fugir do julgamento da Geena” quando por gosto continuavam a se opor ao reino de Deus e aos pregadores desse reino. (Mat. 23:13-15, 29-36) Continuavam nas ações mentirosas e assassinas de seu “pai, o Diabo”. (João 8:44) E, pouco antes de eles matarem Estêvão, “homem cheio de fé e espírito santo”, este disse aos juízes judeus no tribunal:

      23 “Homens obstinados e incircuncisos nos corações e ouvidos, vós sempre resistis ao espírito santo; assim como fizeram os vossos antepassados, também vós fazeis. A qual dos profetas foi que os vossos antepassados não perseguiram? Sim, mataram os que faziam anúncio antecipado a respeito da vinda do Justo, cujos traidores e assassinos vós vos tornastes agora, vós, os que recebestes a Lei, conforme transmitida por anjos, mas não a guardastes.” — Atos 6:5; 7:51-60.

      24. (a) Para onde foram ao morrerem os líderes religiosos judeus não-arrependidos, e com que possibilidade de ressurreição? (b) Quem foi para lá junto com êles, segundo Mateus 15:12-14?

      24 Quaisquer de tais líderes religiosos judeus que não se arrependeram deste proceder de resistir ao espírito santo e de opor-se ao reino Messiânico de Deus e de perseguir os pregadores do Reino, não ‘fugiram do julgamento da Geena’. Ao morrerem, não importa quando isto ocorreu, foram para a Geena. Por tal razão, não terão ressurreição na terra sob o reino de Deus. Talvez tenham sido honrados com solenes exéquias, mas não foram para o Hades ou Seol. De Deus, sofreram o “julgamento da Geena”. Eram “guias cegos”, e os judeus e prosélitos religiosamente cegos que seguiram estes hipócritas guias cegos em tal proceder, findaram com eles na Geena. Tanto os guias como os guiados “cairão numa cova”, disse Jesus em Mateus 15:12-14. Vão para a “segunda morte” e o sacrifício de Cristo não provê para eles a ressurreição dentre os mortos. Ele não morreu a favor dos que vão para a Geena. — Mat. 23:16, 17, 19, 24, 26.

      25, 26. (a) Que pergunta surge quanto à inteira geração judaica através da terra daqueles dias? (b) Segundo as palavras de Jesus em Mateus 12:39-42, por quem seria condenada aquela geração?

      25 O que dizer daquela geração de judeus como um todo, espalhada pela então conhecida terra habitada, naquele primeiro século de nossa Era Comum? Por não se tornarem cristãos, com esperança celeste, será que todos vêm a estar sob uma responsabilidade comunal judaica que os condenou à Geena ao morrerem, tornando-os indignos duma ressurreição? Para ajudar-nos a obter a resposta certa, Jesus fez uma comparação daquela geração judaica com outras pessoas e referiu-se ao profeta Jonas e à rainha de Sabá, dizendo:

      26 “Uma geração iníqua e adúltera persiste em buscar um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal de Jonas, o profeta. Porque, assim como, Jonas esteve três dias e três noites no ventre do enorme peixe, assim estará também o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra. Homens de Nínive se levantarão [anastesontai] no julgamento [krisis] com esta geração e a condenarão; porque eles se arrependeram com o que Jonas pregou, mas, eis que algo maior do que Jonas está aqui. A rainha do sul será levantada no julgamento com esta geração e a condenará; porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, mas, eis que algo maior do que Salomão está aqui.” — Mat. 12:39-42; Luc. 11:29-32.

      27. Para que os ninivitas assírios possam fazer isso, o que terão de ter, de acordo com outros textos?

      27 Para que os “homens de Nínive” se levantem ou se apresentem no julgamento quais testemunhas, será necessário que sejam ressuscitados dentre os mortos. Nínive era a capital real da antiga Assíria. Lembramo-nos de que Ezequiel 32:21, 22 revela-nos que é no Seol ou Hades “onde estão a Assíria e toda a sua congregação. Seus lugares de sepultamento estão em todo o redor dele”. Visto que o Hades ou Seol entregará todos os mortos nele no dia de julgamento (Rev. 20:11-15), podemos apreciar que isto significará a ressurreição dos ninivitas mortos de seus lugares de sepultamento na terra, durante o reinado milenar de Jesus Cristo.

      28. Fariam os ninivitas tal condenação sem que aquela geração de judeus ressuscitasse, e como condenariam eles a estes últimos?

      28 Ao examinarmos a linguagem de Jesus, notamos que ele disse que os homens de Nínive se levantarão no julgamento “com esta geração”, não contra esta geração. Isto indica que nem todos os judeus daquela geração dos dias de Jesus e seus apóstolos foram sentenciados ao “julgamento da Geena” ao morrerem. Pela misericórdia de Deus, foram para o Hades ou Seol, apesar de não morrerem quais conversos cristãos. Serão ressuscitados da mesma forma que os assírios e ninivitas, para ficarem uns ao lado dos outros em julgamento perante o “grande trono branco”. Então, pela sua simples conduta há muito tempo atrás, nos dias de Jonas, aqueles ninivitas do oitavo século antes de nossa Era Comum condenarão aqueles judeus dos dias de Jesus. Por quê? Porque os ninivitas assírios se arrependeram por causa da pregação do profeta de Jeová, Jonas, embora não se tornassem prosélitos judeus, ao passo que os judeus não se arrependeram pela pregação de Jesus Cristo, que era muito maior e mais importante do que Jonas.

      29. (a) Será que a condenação feita pelos ninivitas significará serem sentenciados os judeus? (b) Como se provará se saíram ou não para uma ressurreição de julgamento adverso?

      29 Os ninivitas assim condenarão os judeus daquela geração por sua descrença e dureza de coração, mas, não sentenciarão tais judeus à Geena. Somente o Juiz celeste, Jeová Deus, e seu Representante, Jesus Cristo, podem fazer isso. Pelo que aqueles judeus da geração condenada fizerem na terra durante os anos restantes do reinado milenar de Cristo, provarão uma das duas coisas. Quais? Se merecem ser, sentenciados à Geena ou ao “lago de fogo”, “a segunda morte” ou merecem ter seus nomes inscritos no “rolo da vida”. Terão assim de provar se saíram do Hades ou Seol para uma ressurreição de vida ou para uma ressurreição de julgamento adverso. — João 5: 28, 29.

      30. (a) Por meio de quem mais virá uma condenação sobre aquela geração judaica? (b) Para isso, o que terá de ter a rainha de Sabá?

      30 A condenação similar daqueles judeus dos dias de Jesus procederá de outra parte, além de dos homens da Nínive assíria, a saber, da “rainha do sul”. Segundo 1 Reis 10:1-10 e 2 Crônicas 9:1-9, ela era a rainha de Sabá. O país dela, Sabá ou terra dos sabeus, situava-se a mais de mil e seiscentos quilômetros ao sul de Jerusalém, no sudoeste da Arábia, provavelmente na área oriental do que hoje é conhecido como o Iemém. A sua terra ou seu povo não é mencionado em Ezequiel, capítulos 31 e 32, entre aquelas nações cujos mortos são declarados como estando no Seol ou Hades, mas sua terra estava naquela área geral de terra. Esta rainha do sul ou de Sabá “será levantada no julgamento com [e não, contra] esta geração”. Isto exigirá a ressurreição dela, e não é razoável pensar que ela será a única de seu povo a ser levantada naquele julgamento perante o “grande trono branco” durante os mil anos do reinado de Cristo. Como os demais a quem Ezequiel menciona, a rainha do sul e seu povo estão no Seol ou Hades e, por conseguinte, terão ressurreição.

      31. (a) Por que foi a conduta da rainha do sul condenatória da geração judaica dos dias de Jesus? (b) Como deve isto influir sobre eles no Dia de Juízo?

      31 Entre o seu povo ressuscitado, a rainha em especial condenará a geração judaica dos dias de Jesus, pela sua conduta mil anos antes dos dias de Jesus. Ela percorreu toda aquela distância, pelos transportes daquele tempo, para ouvir a sabedoria do Rei Salomão, e contemplar suas obras em Jerusalém: e, como resultado, reconheceu o Deus do Rei Salomão. Mas, Jesus Cristo era muito maior e mais importante que o Rei Salomão; e, ainda assim, a geração judia dos dias de Jesus, na maior parte, não quis dar ouvidos à sua sabedoria celestial. Portanto, no dia de juízo, durante o reinado de Cristo, o contraste entre eles e a rainha do sul será algo adicional para humilhá-los. Isto deverá ajudá-los a ser obedientes ao reinado milenar do Salomão Maior.

      32. Que pergunta surge sobre o próprio Rei Salomão, e como é que 1 Reis 11:43 e 2 Crônicas 9:31 lançam luz sobre o assunto?

      32 A rainha de Sabá será favorecida com a ressurreição do Seol ou Hades, mas, o que dizer do Rei Salomão, a quem ela visitou? Seu pai Davi é mencionado em Hebreus 11:32 como estando entre as aprovadas testemunhas de Jeová da antiguidade, mas Salomão, o rei mais sábio dos tempos antigos, e o escritor de três livros da Bíblia, não é mencionado ali. Algum tempo depois de a rainha de Sabá o visitar, cedeu à influência de suas centenas de esposas e concubinas e desviou-se para a tola adoração dos ídolos pagãos. (1 Reis 11:1-8; Nee. 13:25, 26; Rom. 1:25) No entanto, tanto 1 Reis 11:43 como 2 Crônicas 9:31 (CBC) dizem que “Salomão adormeceu com seus pais” e foi sepultado “na cidade de Davi, seu pai”. Portanto, visto que Salomão adormeceu na morte com seus antepassados, inclusive Davi, isso o coloca no Seol ou Hades, com a perspectiva de ser levantado dali sob o reino do Salomão Maior. — Compare-se com Deuteronômio 31:16; 2 Samuel 7:12; 1 Reis 1:21; 2 Reis 20:21.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Na página 18 do Apêndice Alfabético do Novo Testamento de The Emphatic Diaglott, de Benjamin Wilson, lemos:

      “GEENA, a palavra grega traduzida inferno, na versão comum, ocorre 12 vezes. É o modo grego de soletrar as palavras hebraicas que são traduzidas ‘O vale de Hinom’. Este vale também era chamado Tofé; algo detestável, uma abominação. Neste lugar eram lançados todos os tipos de sujeira, junto com as carcaças dos animais, e os corpos não-sepultados de criminosos que haviam sido executados. Fogos contínuos eram mantidos para consumi-los. . . . Geena, então, conforme ocorre no Novo Testamento, simboliza a morte e a destruição total, mas, em nenhum lugar, significa lugar de tormento eterno.”

      Sob HINOM, a Cyclopaedia de M’Clintock e Strong diz:

      “Aprendemos de Josefo que a última contenda terrível entre os judeus e os romanos ocorreu aqui (Guerra, VI, 8, 5), e aqui, também, parece que os corpos mortos foram lançados da cidade depois do cerco (V, 12, 7). . . . A maioria dos comentaristas seguem Buxtorf, Lightfoot, e outros, em asseverar que fogos perpétuos eram mantidos acesos para consumir os corpos de criminosos, carcaças de animais, e tudo o mais que era combustível, mas as autoridades conjugadas usualmente apresentadas em apoio desta idéia parecem insuficientes. . . .” — Volume 4 (edição de 1891), página 266.

      b Visto que os elementos que compõem o corpo humano são mais de 90 por cento água, seria necessário um fogo de calor vulcânico, fogo que alcançasse uma temperatura de 1.600 a 2.700 graus centígrados, para destruí-lo. Assim, podemos avaliar por que o enxofre era acrescentado aos fogos que ardiam na Geena, fora dos muros da antiga Jerusalém, de modo a acelerar e efetuar tanto quanto possível a destruição total dos corpos mortos lançados nela.

      O Dr. Wilton Krogman, professor de antropologia física da Universidade de Pensilvânia, em Filadélfia, Pensilvânia, disse que observou um corpo num crematório ser queimado por mais de oito horas a mais de 1.100 graus centígrados, sendo queimado sob as melhores condições possíveis no que toca ao calor e combustão, tudo sendo controlado; mas, ao fim daquele tempo, viu dificilmente um osso que ainda não estivesse presente e completamente reconhecível como sendo osso humano. Na verdade, estava calcinado, mas não se tornara cinza ou pó. Foi apenas a mais de 1.600 graus centígrados que ele viu um osso se liquefazer e correr, e se tornar volátil. — Veja-se o artigo “The Baffling Burning Death” (A Desconcertante Morte Ardente) de Allan W. Eckert na revista intitulada “True The Man’s Magazine”, de maio de 1964, páginas 33, 105-112.

  • Recuperando o tempo perdido
    A Sentinela — 1965 | 1.° de setembro
    • Recuperando o tempo perdido

      Uma testemunha de Jeová de Lins, S. P., Brasil, relata a seguinte experiência de como ajudou um casal a recuperar o grande tempo perdido na religião falsa: “Trabalhando de casa em casa, encontrei uma senhora que há 17 anos fazia parte da ‘Assembléia de Deus’ e que afirmou já estar salva e que iria para o céu. Ela já possuía o livro ‘Seja Deus Verdadeiro’, ofertado por seu cunhado, que também era Testemunha. Usando o próprio livro como base, mostrei a ela a verdadeira esperança do cristão, tanto da classe celeste como da terrestre. Quatro semanas depois, o marido dessa senhora procurou meu pai para pedir serviço, contanto não se tocasse em religião. O casal veio morar perto de nossa casa. Certo dia, depois de algum tempo, quando revisitei a família, já os encontrei dispostos a comentar sobre a verdade, eles mesmos declarando que só as Testemunhas falavam a verdade, visto que tudo que dizem também mostram na Bíblia. Iniciado um estudo, dentro de apenas três meses já entendiam claramente os propósitos de Deus. Assim, na próxima assembléia foram batizados, e desde então recuperam os 17 anos perdidos como membros de parte de Babilônia, a grande.”

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