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  • O que aconteceu com o Reno?
    Despertai! — 1977 | 22 de maio
    • O que aconteceu com o Reno?

      Do correspondente de “Despertai!” na Alemanha Ocidental

      A ÚLTIMA vez em que nadei no Rio Reno foi em 1949. Foi preciso muito esforço para retirar a sujeira que grudou no meu corpo quando eu saí da água. Nos últimos vinte e oito anos desde então, amiúde fico parado às margens deste grande rio e recordo os dias de minha infância, há muito tempo, quando as águas do Reno eram limpas, e as crianças brincavam em suas praias durante as férias escolares de verão.

      Mas, isto não mais acontece. Hoje, alguns se referem ao Reno como o “esgoto da Europa”. Segundo me lembro, a tendência para poluir este rio começou na década de 1930. Naquele tempo, a industrialização na Alemanha começou a fazer rápido progresso. Ao passo que a maioria dos germânicos tiraram alguns benefícios da industrialização, seu efeito sobre o Reno e outras massas aquosas tem sido trágico.

      A Ruína dum Ciclo Natural

      O que é responsável por tal situação? As causas físicas são basicamente simples. Sob as circunstâncias normais, um maravilhoso ciclo natural devia tornar um rio ‘autopurificador’. O ciclo começa quando as bactérias aeróbias da água utilizam o oxigênio para decompor os resíduos orgânicos em substâncias químicas que servem quais nutrientes para as algas. Diminutos animais chamados zooplanctos comem as algas. Os peixinhos consomem os zooplanctos. Daí, os peixes grandes comem os peixinhos. Quando os peixes grandes morrem, as bactérias aeróbias iniciam tudo de novo. Este processo funciona tanto para os resíduos naturais, tais como os peixes mortos, como para grande parte do que é lançado na água pelo homem.

      Mas, que acontece quando as indústrias lançam quantidades excessivas de resíduos no rio? Isto faz com que as bactérias aeróbias tenham de labutar de modo extra para transformá-los em nutrientes ou em outras substâncias inofensivas às formas de vida existentes nas águas. Devido à carga extra, tais bactérias utilizam mais oxigênio do que retorna ao rio por processos naturais. Ademais, dezenas de milhares de toneladas de resíduos tragados pelo Reno a cada dia são substâncias químicas que as bactérias não conseguem decompor. Devido a tais fatores, inicia-se o rompimento do ciclo de autopurificação. A água se torna cada vez mais suja, e morrem os animais e as plantas.

      Triste é dizer que esta tem sido a sorte do Reno por mais de quatro décadas. Para exemplificar: Em Ludwigshafen sobre o Reno encontra-se a maior indústria química da Europa. Segundo a própria declaração dela, em 1973, esta fábrica dispôs de cerca de 240 milhões de metros cúbicos de esgotos. Agora esta quantidade aumentou para cerca de 255 milhões de metros cúbicos. Em adição, a cada dia, o Reno transporta para o oceano três toneladas de arsênico, 450 quilos de mercúrio, 60.000 toneladas de sais das minas de potassa e enormes quantidades de outras substâncias venenosas.

      Esforços de Purificação

      Há séria necessidade de combater a poluição no Reno. Cerca de 20 milhões de pessoas obtêm sua água potável deste rio (depois de a água ser filtrada) e a indústria capta outros 20 bilhões de metros cúbicos de água diretamente do Reno, a cada ano. Existe algum meio de se melhorar a pureza desta água?

      Através das estações de tratamento dos esgotos foram conseguidos bons resultados. Elas tratam os resíduos antes de lançá-los no rio. Em determinado processo, os resíduos passam por “canais de areia” que permitem que as substâncias inorgânicas pesadas, tais como a areia e o cascalho, se depositem.

      Daí, o efluente vai para um grande digestor a que se adiciona o ar. Isto faz com que floresçam as bactérias aeróbias. A mistura entra então num tanque de aeração, para o qual se bombeia mais ar comprimido. Adiciona-se neste ponto a “lama sedimentada”, um resíduo dos sólidos resultantes dos dejetos já tratados. Tal substância contém outras grandes quantidades de bactérias aeróbias, que “digerem” os sólidos em suspensão no efluente.

      No passo seguinte, a mistura vai para um tanque de decantação, onde os sólidos digeridos assentam no fundo. Tais sólidos, carregados de bactérias aeróbias, constituem a lama sedimentada. Esta é removida do fundo do tanque de decantação. O líquido que flui deste tanque recebe então um tratamento químico para livrá-lo de qualquer bactéria perigosa. Depois disso, é derramado de novo no rio, sem causar poluição. Conforme indicado acima, parte da lama sedimentada que foi removida do tanque de decantação é adicionada ao tanque de aeração para acelerar a decomposição de outras partidas de efluentes.

      Outro processo do tratamento de esgotos envolve o que alguns chamam de ‘filtros ou leitos percoladores’. Nestes, os resíduos líquidos que vêm dum tanque gotejam sobre um filtro que consiste de pedras ou escória. Este filtro não atua como coador. Antes, provê uma superfície em que as bactérias aeróbias podem florescer. À medida que o efluente se move sobre o filtro, as bactérias fazem com que os resíduos orgânicos se decomponham.

      Obstáculos Que Impedem o Progresso

      Ninguém espera que estes métodos de tratamento de esgotos restaurem o Reno à sua pureza original. Purificar os dejetos em 100 por cento seria por demais oneroso para merecer consideração. Assim, uma estação de tratamento das indústrias químicas de Ludwigstafen só purifica parcialmente os dejetos. Todavia, a construção dessas instalações custou 450 milhões de marcos.a Exigem-se outros 70 milhões de marcos anuais de manutenção, com o consumo de energia equivalente a uma cidade com 50.000 habitantes.

      Ao passo que lama sedimentada em excesso pode servir para uma finalidade útil como fertilizante, a disposição final dela incorre em despesas adicionais. Poucos se inclinam a favorecer os gastos necessários para o tratamento extensivo dos esgotos.

      E o que dizer da destinação final diária de dezenas de milhares de toneladas de resíduos químicos que não podem decompor-se biologicamente? Certos detergentes causam especiais dificuldades. Provocam montanhas de espuma que se depositam sobre as águas por longos períodos. E, embora a espuma por fim desapareça, os detergentes permanecem como poluentes venenosos. O petróleo, também, é um vilão. Uma vez penetre numa massa aquosa, é difícil remover o petróleo. As vezes exsuda na água potável, tornando-a inutilizável.

      Devido aos altos custos e a outros problemas, muitos acham que o melhor enfoque para se reduzir a poluição do Reno é diminuir a quantidade de poluentes lançados nele. Mas, existem poucas esperanças de progresso significativo neste sentido. Por quê? Porque isso exigiria que muitos baixassem seu padrão de vida. Infelizmente, a maioria das pessoas preferiria agüentar a água poluída a abandonar as conveniências modernas que a indústria provê. Ademais, os comerciantes que encaram o lucro mercantil como o alvo todo-importante da vida com certeza se oporão aos esforços de reduzir a produção industrial.

      A poluição do Reno é apenas outra evidência do egoísmo e da ganância humanos. A solução deste e de outros males do mundo só pode vir pelas mãos do Deus Onipotente, quando ele ‘arruinar os que arruínam a terra’. — Rev. 11:18.

      [Nota(s) de rodapé]

      a O marco da Alemanha Ocidental vale agora cerca de Cr$ 5,50.

  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    Despertai! — 1977 | 22 de maio
    • Ajuda ao Entendimento da Bíblia

      [Matéria selecionada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

      ALIANÇA. Uma união de diferentes partes, famílias, pessoas ou estados, quer pelo casamento, por acordo mútuo, quer por ajuste legal. Uma aliança usualmente subentende o benefício mútuo ou a busca unida de um propósito desejado.

      Abraão parece ter entrado numa aliança inicial com Manre, Escol e Aner, dos amorreus. Não se declara a natureza da confederação, mas eles se juntaram a Abraão em sua marcha para livrar seu sobrinho Ló dos reis invasores. (Gên. 14:13-24) Abraão morava então como estrangeiro numa terra controlada por diminutos reinos e, neste caso, alguma declaração formal, em forma dum pacto, pode ter sido exigida dele como pré-requisito para que residisse pacificamente entre eles. No entanto, Abraão evitava obrigar-se desnecessariamente com tais regentes políticos, como se manifesta por sua declaração ao rei de Sodoma, em Gênesis 14:21-24. Mais tarde, em Gerar, o rei filisteu, Abimeleque, relembrou a Abraão a sua condição de forasteiro, em que residia na terra da Filístia por consentimento de Abimeleque, e solicitou-lhe que fizesse um juramento que garantisse a conduta fiel. Abraão aquiesceu e, mais tarde, em seguida a uma disputa por direitos à água, faz um pacto com Abimeleque. — Gên. 20:1, 15; 21:22-34.

      O filho de Abraão, Isaque, também veio a morar em Gerar, embora Abimeleque lhe pedisse posteriormente que se mudasse daquela vizinhança imediata, e ele obedeceu voluntariamente. Ocorreram novamente disputas quanto aos direitos à água, mas, depois disso, Abimeleque e seus principais associados se dirigiram a Isaque, solicitando um juramento de obrigação e um pacto, sem dúvida como renovação do feito com Abraão. Ambas as partes fizeram declarações juramentadas que garantiam a conduta pacífica recíproca. (Gên. 26:16, 19-22, 26-31; compare com Gênesis 31:48-53.) O apóstolo Paulo relata que estes primitivos patriarcas declararam-se, de modo público, ser estranhos e residentes temporários que moravam em tendas no país, e que esperavam uma cidade com verdadeiros alicerces cujo construtor e criador é Deus. — Heb. 11:8-10, 13-16.

      Diferente situação prevalecia com a entrada da nação de Israel em Canaã, a Terra da Promessa. O Soberano Deus concedera a Israel o pleno direito à terra, em cumprimento de sua promessa aos antepassados deles. Portanto, não entravam como residentes forasteiros, e Jeová proibiu que fizessem alianças com as nações pagãs da terra. (Êxo. 23:31-33; 34:11-16) Deviam ficar sujeitos apenas às leis e aos estatutos de Deus, e não aos das nações que se destinavam a ser expulsas dela. (Lev. 18:3, 4; 20:22-24) Avisou-se-lhes, de modo especial, a que não formassem alianças matrimoniais com tais nações. Tais alianças os envolveriam intimamente, não só com esposas pagãs, mas também com parentes pagãos e suas práticas e costumes da religião falsa, e isto resultaria em apostasia e em laço. — Deu. 7:2-4; Êxo. 34:16; Jos. 23:12, 13.

      ALIANÇAS MATRIMONIAIS

      Muito antes disso, Abraão insistira que a esposa de Isaque não fosse escolhida entre as cananéias. (Gên. 24:3, 4) Isaque deu instruções similares a Jacó. (Gên. 28:1) Na ocasião em que Siquém, o heveu, violou Diná, instou Hamor com a família de Jacó a que formasse alianças matrimoniais com tal tribo. Embora os filhos de Jacó não mantivessem sua aparente aceitação disso, realmente tomaram cativas as mulheres e os filhos dos heveus depois de vingarem a honra de Diná. (Gên. 34:1-11, 29) Judá mais tarde se casou com uma cananéia (Gên. 38:2), e a esposa de José era egípcia. (Gên. 41:50) Moisés casou-se com Zípora, midianita (evidentemente chamada “cusita” em Números 12:1). Tais casamentos, contudo, foram contraídos antes de ser dada a Lei, e, por isso, não podiam ser considerados uma violação de seus requisitos. — Êxo. 2:16, 21; Núm. 12:1.

      Na batalha contra Midiã, os israelitas só preservaram as virgens entre as mulheres e as jovens. (Núm. 31:3, 18, 35) A Lei permitia que se tomasse uma esposa entre tais cativas de guerra que não tivessem genitores. (Deu. 21:10-14) Na própria Terra Prometida, era amiúde ignorado o aviso de Deus a respeito das alianças matrimoniais com os pagãos, com resultantes problemas e apostasia. — Juí. 3:5, 6.

      Às vezes as alianças matrimoniais eram feitas com vistas a certos fins, como no caso em que o Rei Saul convidou Davi a formar uma aliança matrimonial com ele por receber como esposa a Mical, filha dele. (1 Sam. 18:21-27) Uma das seis esposas que mais tarde deram filhos a Davi em Hébron era a filha do rei de Gesur (2 Sam. 3:3), e alguns consideram isto como uma aliança matrimonial feita por Davi, visando enfraquecer a posição do rival, Is-Bosete, visto que Gesur era um diminuto reino que jazia do outro lado da capital de Is-Bosete, Maanaim. No início de seu reinado, o Rei Salomão formou uma aliança matrimonial com Faraó aceitando a filha dele como esposa. (1 Reis 3:1; 9:16) Este casamento, junto com outros com mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hititas, por fim fizeram que Salomão sucumbisse à crassa idolatria.

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