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Suicídio Para a Vida Após a Morte
● A preocupação com a idéia da vida após a morte e com a reencarnação resultou recentemente no suicídio dum rapaz de 16 anos e em ferimento sério para a sua namorada de 15 anos. Amigos deles contaram que os dois “de brincadeira”, haviam discutido o suicídio com outros jovens no Estado de Washington (E. U. A.), depois da leitura dum livro que tratava da vida após a morte. Os jovens inventaram um plano “fantasioso”, segundo o qual dois deles morreriam por lançarem um carro esporte contra a sua escola, a fim de passarem para um “plano mais elevado de existência”.
Naturalmente, tal reação à idéia da vida após a morte é extrema. Mas, ilustra a escravidão mental de milhões de pessoas que aceitam esses ensinos sem questões, por fazerem parte de sua formação religiosa, em vez de se fundarem no ensino bíblico. Por outro lado Jesus disse que a aderência à Palavra da verdade ‘libertaria os homens’. Ensinou aos seus discípulos a mesma verdade expressa na Palavra de Deus, séculos antes: “Os mortos . . . não estão cônscios de absolutamente nada.” O conhecimento disso teria poupado os jovens a essa tragédia. — João 8:32; Ecl. 9:5; veja João 11:11-14.
Deus Está do Lado de Quem?
● Há pouco tempo, o jornal Brazil Herald comentou a maneira em que o time de futebol do Atlético, de Belo Horizonte, celebrou ruidosamente sua vitória sobre o Fluminense do Rio de Janeiro. Mas, o Herald observou que quatro jogadores do Atlético, “recém-convertidos ao protestantismo, mantiveram-se separados, abrindo Bíblias e agradecendo ao Senhor por ajudá-los a derrotar o Fluminense”.
Será que tem sentido pedir a Deus tal vitória ou dar-lhe graças por ela? A solicitação de quem deve ser atendida, quando pessoas sinceras, de ambos os lados, oram pela vitória? Notando isso, o Brazil Herald levou a questão um passo mais adiante: “Isto suscita novamente uma pergunta amiúde feita por pessoas que não estão muito inebriadas pelo patriotismo, durante as guerras: O que é que o Senhor tem contra o outro lado — neste caso, contra o time do Fluminense do Rio, para tomar unilateralmente o partido do Atlético? Pode ser que tais pessoas superestimem o interesse que o Senhor possa ter no resultado dum jogo de futebol — ou talvez até mesmo numa guerra entre nações.”
Certamente, não se pode responsabilizar a Deus pela vitória ou pela derrota de um lado nos eventos esportivos ou nas guerras sangrentas, em que pessoas religiosas lutam umas contra as outras. A resposta a tais pessoas, que oram pela ajuda de Deus para o seu lado, é a mesma que ele deu ao antigo Israel apóstata: “E quando estendeis as palmas das vossas mãos, oculto de vós os meus olhos. Embora façais muitas orações, não escuto; as vossas próprias mãos se encheram de derramamento de sangue.” Em vez de tomar partido nas guerras dos homens, os verdadeiros cristãos permanecem neutros orando apenas pelo reino de Deus. — Isa. 1:15, 16; 2:4; Mat. 6:9, 10.
O Enigma da Política Papal
● A recente diretriz do Papa João Paulo II, no sentido de que os clérigos católicos, em todo o mundo, abandonem as atividades políticas, seculares, tem causado certa confusão. O sacerdote jesuíta e congressista dos E. U. A., Robert Drinan, disse que não se candidatará novamente ao cargo. Por outro lado, a freira Carolyn Farrell, prefeita de Dubuque Iowa, E. U. A., disse que não deixará o cargo, visto que as mulheres “nunca estiveram na categoria dos clérigos”.
Entrementes, quase que simultaneamente, o papa exortava os membros africanos da igreja a participarem na política: “Um desafio importante para o cristão é o da vida política”, disse ele a uma enorme assistência em Nairobi Quênia. “No estado, os cidadãos têm o direito e o dever de participar na vida política.” O papa acrescentou que “seria um erro pensar que o cristão individual não se deva envolver nestes campos da vida”.
Comentando a aparente contradição de princípios na diretriz do papa para os clérigos e o seu próprio empenho na política, na Polônia e na igreja, um editorial no Times de Nova Iorque observou: “Parece que não é a política que o Papa quer que os sacerdotes abandonem, mas apenas cargos eletivos.” Em vista da declaração de Jesus, de que seus discípulos “não são do mundo, como eu não sou do mundo”, poderíamos imaginar que ele fizesse expressões tão contraditórias? — João 17:14; 18:36; versão católica do Pontifício Instituto Bíblico.