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g72 8/11 pp. 24-26

As eleições no Uruguai e a Igreja Católica

Do correspondente de “Despertai!” no Uruguai

POR muitos anos, o Uruguai deteve uma posição ímpar na América do Sul. Era conhecido por sua prosperidade econômica e legislação social que se situavam entre as mais avançadas do continente.

No entanto, esta imagem pacífica e próspera se deteriorou rapidamente nos tempos recentes. “Estagnação e inflação!” tem sido o clamor geral nos últimos anos. “Estamos sendo sufocados pelos impostos!”, queixam-se os comerciantes. “Por que tal escassez de gêneros alimentícios”, perguntam as donas de casa. “Estamos recebendo salários de fome!”, protestam os operários.

O modo tradicional e pacífico de vida do Uruguai foi substituído por greves e demonstrações estudantis. Mas, isso não é tudo. Grupos de terroristas desencadearam uma onda de bombas, assaltos, seqüestros e outros atos visando principalmente a polícia e o governo.

Para contrabalançar isto, o governo restringiu os direitos individuais e mobilizou suas forças armadas para combater os terroristas, conhecidos como tupamaros. Por causa deste tumulto, as sensações de medo, ansiedade e desesperança se apoderaram de muitos. Muitas pessoas esperavam que as eleições nacionais realizadas em fins de 1971 trouxessem alívio desta pressão.

Ao se aproximar o dia das eleições, a situação política parecia confusa para ambos os partidos tradicionais e conservadores. Um é o Partido Nacional, também conhecido como blancos. O outro é o Partido Colorado, também chamado de colorados.

Desde 1830, estes dois partidos se revezam em reger o país. Mas, crescente número de pessoas desejavam uma drástica mudança neste processo antigo. Achavam que era preciso mudar para salvar o país do desastre econômico e para restaurar a paz e a ordem sociais.

Muitos outros, embora desejando reformas, temem mudanças radicais. Preocupam-se com as mudanças que poderiam surgir no costumeiro modo de vida uruguaio, se os elementos esquerdistas obtivessem uma vitória nas urnas. De qualquer modo, parecia bem difícil vencer os blancos e os colorados numa eleição. Na última eleição, estes partidos obtiveram mais de 80 por cento dos votos.

O lema dos partidos esquerdistas era: “Unam-se para vencer!” Mas, era isto possível! Há anos atrás, ninguém levaria tal coalizão dos pequenos partidos a sério. Todavia, algo acontecia no Uruguai que devia produzir uma chocante surpresa para muitos. Esse algo envolvia a Igreja Católica.

Crise na Igreja

A história da Igreja Católica no Uruguai tem sido a exceção à regra na América do Sul. Em 1919, as autoridades uruguaias fizeram a completa separação entre Igreja e Estado. Depois disso, o poder e a influência do clero diminuíram. A Constituição impedia a religião de participar no governo e dava direitos iguais a todas as religiões.

No entanto, o que surpreendeu muitos recentemente foi ver cada vez mais sacerdotes tomando parte ativa na política. E não só envolvendo os partidos tradicionais, mas, desta vez, envolvendo os movimentos terroristas.

Numa surpreendente entrevista de televisão, o Jesuíta Juan C. Zaffaroni chocou sua assistência por aprovar de público a conduta dos terroristas. Perguntou-se-lhe: “Crê que a violência é compatível com a moral cristã? Sua surpreendente resposta foi: “Cristo também pegaria uma metralhadora se vivesse agora.”

Logo depois a polícia começou a implicar os sacerdotes católicos no movimento sedicioso. Quando um grupo de tupamaros foi capturado depois de seqüestrar destacado banqueiro, um do grupo era um sacerdote chamado Indalecio Olivera, segundo verificado. Outro sacerdote uruguaio chamado Uberfil Monzón foi preso no Paraguai e acusado de fazer parte de uma cadeia internacional de insurretos com sede no Uruguai.

Os jornais El País e La Manãna noticiaram que tanto a polícia como as forças militares que davam buscas em igrejas em Montevidéu e em outras cidades encontraram grandes quantidades de publicações revolucionárias. Junto se disse haver armas, munição e equipamento para bombas. Em uma igreja foi capturado um insurreto há muito procurado.

Outras Supressas

No entanto, ainda outra surpresa aguardava os católicos sinceros. Foi anunciado de público que a Partido Democrata Cristão, católico, se juntaria à comunista FIDEL (Frente Izquierda de Liberación), ao partido socialista, ao partido revolucionário dos trabalhadores, ao movimento 26 de Marzo pró-castrista, e outros grupos esquerdistas. Juntos, formariam uma nova coalizão esquerdista chamada Frente Amplio.

Algumas autoridades eclesiásticas condenaram a fusão “cristã-comunista”. Mas, outros aprovaram e até mesmo aplaudiram esta nova aliança. Assim, profunda divisão ocorreu nos círculos da Igreja. Todavia, o Vigário-Geral da Arquidiocese de Montevidéu Haroldo Ponce de León, disse: “Considero que nenhum dos partidos que estão representados nas eleições vindouras são proibidos para os cristãos.”

Uma publicação jesuíta, Perspectiva de Diálogo, aprovou a formação da Frente Amplio. A publicação criticou severamente o governo por ser “repressivo das classes populares, em benefício da oligarquia nacional e do colonialismo externo”.

Os membros mais conservadores da igreja ficaram chocados e desiludidos com o endosso de alguns do clero à coalizão esquerdista. Certo leitor católico de destacado jornal de Montevidéu, escreveu: “Parece impossível que ainda haja sacerdotes do povo de Deus que se empenhem em tornar-se líderes da Frente Marxista. . . . usam o sacerdócio como apoio para ajudar as hordas de Lenine, Mao, Castro e outros homens ‘santos’.”

“Campanha Quente”

Os ânimos se agitaram. A campanha ficou mais quente. Às vezes se tornou até “explosiva”. Bombas literais foram usadas contra a sede dos partidos rivais.

Às vezes a campanha política se transformou em lutas sangrentas. Ferimentos e mortes foram as conseqüências tristes da decisiva luta política durante os meses precedentes ao dia da eleição. Depois disso, até mesmo um duelo com pistolas foi travado entre dois candidatos presidenciais que perderam, devido aos comentários feitos nos discursos da campanha.

A nova coalizão esquerdista, Frente Amplio, caminhou para as eleições com enorme exibição pública. Quase todas as árvores e postes elétricos e partes da pavimentação e calçadas das mas das principais avenidas de Montevidéu, e de muitas outras cidades, foram pintadas com as cores da nova coalizão — vermelho, azul e branco.

Brigadas da juventude foram enviadas para consertar e limpar as mas e praças. Exibições de arte foram patrocinadas diariamente em diferentes seções da cidade. Equipes viajantes de primeiros socorros ofereciam assistência médica gratuita e verificavam a pressão sangüínea das pessoas nas ruas. Gigantescas reuniões de rua foram realizadas para apoiar os candidatos da Frente. Letreiros, carros-sonoros, incontáveis folhetos reuniões e outra publicidade da frente pareciam eclipsar os esforços dos outros partidos.

Observadores de fora se admiravam: Seria possível que o povo uruguaio, cansado de suas dificuldades durante os anos recentes, daria meia-volta e favoreceria a frente católico-esquerdista? Seriam realizadas pacificamente as eleições, visto que os terroristas que favoreciam o Frente Amplio declaravam estar determinados a obter a vitória nem que fosse pela força?

Foi o Dia das Eleições a Solução?

O dia das eleições por fim chegou. Domingo, 28 de novembro de 1971, amanheceu com céu brilhante e claro. A atmosfera estava carregada de tensão. Pela primeira vez o voto obrigatório foi imposto por meio de sanções. Esperava-se uma multidão recorde.

Logo que começou a contagem dos votos, viu-se que os dois partidos tradicionais obtiveram a maioria dos votos. A contagem final mostrava que o partido colorado vencera, seguido de perto pelos blancos. Os números mostravam:

Partido Colorado 680.440 votos

Partido Blanco 667.860 votos

Frente Amplio 303.178 votos

O novo presidente, Juan M. Bordaberry, tomou posse em 1.º de março de 1972.

Poucos dias depois da posse, os preços dos combustíveis dobraram. Daí, houve um aumento geral nos preços, em toda a parte, alguns artigos subindo até 200 por cento. Greves operárias e outras manifestações de inquietação foram renovadas.

Na quarta-feira, 12 de abril, quinze terroristas fugiram espetacularmente da Penitenciária de Punta Carretas. Os presos escaparam por meio do sistema de esgotos. Na sexta-feira 14 de abril, uma série de choques entre terroristas e a polícia resultou na morte de doze pessoas.

No dia seguinte, o Parlamento uruguaio definiu a situação como “estado de guerra interna”, e aprovou a limitação das liberdades individuais. Mais poderes foram concedidos ao exército para reprimir as atividades subversivas e guardar os presos sediciosos. Batalhas de fuzis entre terroristas e as forças armadas ainda continuam a colher seu quinhão de destruição de propriedades e vidas. É óbvio que as eleições não solucionaram os problemas do Uruguai.

Também, a Igreja Católica sofreu duro golpe. A desunião demonstrada em suas fileiras moveu cada vez maior número de pessoas a abandoná-la.

É patente que se precisa urgentemente de uma mudança, não só no Uruguai, mas em todo país onde existe inquietação e insegurança. Embora os homens discordem sobre como tal mudança deva ser feita, a Palavra infalível de Deus, a Bíblia, nos diz como ocorrerá com toda a certeza, não só para o Uruguai, mas para toda a humanidade. O tempo para esta mudança drástica está perto; bem perto. De que lado estará quando ela ocorrer?

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