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Um exame dos antigos samaritanosA Sentinela — 1975 | 15 de agosto
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assírio mandou de volta do exílio um sacerdote israelita da adoração de bezerros. Este sacerdote instruiu a população transplantada a respeito de Jeová. Mas fez isso da mesma maneira do primeiro rei do reino derrubado das dez tribos, Jeroboão, que introduziu a adoração de bezerros. Assim, embora soubessem algo sobre Jeová, esta gente estrangeira continuava a adorar deuses falsos. — 2 Reis 17:24-31.
Com o tempo, as crenças destes estrangeiros parecem ter-se modificado. Sem dúvida contribuíram para isso os casamentos mistos, visto que ainda restava uma população israelita (embora grandemente reduzida) no território conquistado pelos assírios. (2 Crô. 34:6-9) Racialmente, pois, os samaritanos parecem ter sido descendentes dos israelitas remanescentes e dos povos estrangeiros trazidos ao país. Parece que, nos séculos seguintes, os samaritanos não tiveram contato com a adoração de Jeová em Jerusalém e por isso continuaram a diferir dos judeus em sentido religioso.
Os samaritanos construíram até mesmo seu próprio templo no monte Gerizim, em competição com aquele de Jerusalém. Embora esse templo não mais existisse no tempo do ministério de Jesus, os samaritanos ainda adoravam no monte Gerizim. (João 4:20-23) Aceitavam apenas os cinco livros de Moisés, o Pentateuco, e rejeitavam todo o restante das Escrituras Hebraicas, com a possível exceção do livro de Josué. Por isso tinham apenas entendimento incompleto a respeito de Jeová Deus e seu propósito. Por este motivo, Jesus Cristo disse a uma mulher samaritana: “Adorais o que não conheceis.” (João 4:22) Não obstante, por causa de sua aceitação básica do Pentateuco, os samaritanos praticavam a circuncisão e aguardavam a vinda do Messias, o profeta maior do que Moisés. — Deu. 18:18, 19; João 4:25.
As diferenças raciais e religiosas existentes entre os judeus e os samaritanos criaram fortes preconceitos. Os judeus, em geral, menosprezavam os samaritanos e negavam-se a ter quaisquer tratos com eles. (João 4:9) O termo “samaritano” era usado como expressão de vitupério. Um caso pertinente é o de quando os judeus descrentes disseram a Jesus: “Não dizemos corretamente: Tu és samaritano e tens demônio?” — João 8:48.
Jesus Cristo, porém, não adotava tal conceito preconcebido para com os samaritanos. Entre os dez leprosos que ele curou certa vez da repugnante lepra, um era samaritano. Este samaritano foi o único que voltou a Jesus, agradecendo-lhe e glorificando a Deus com voz alta. (Luc. 17:16-19) Em mais outra ocasião, junto à fonte de Jacó, Jesus falou extensivamente com uma mulher samaritana e depois passou dois dias na cidade samaritana de Sicar para proclamar a verdade de Deus. Em resultado, muitos tornaram-se crentes. (João 4:5-42) Além disso, a ilustração de Jesus a respeito do samaritano prestativo tornava claro que era errado o conceito empedernido sobre os samaritanos. — Luc. 10:30-37.
Sem dúvida, foi porque os samaritanos estavam relacionados muito mais intimamente com os judeus, em sentido racial e religioso, que se lhes ofereceu a oportunidade de se tornarem discípulos de Jesus Cristo mesmo antes de esta se apresentar aos gentios incircuncisos. Muitos samaritanos tornaram-se crentes, e, como discípulos de Jesus Cristo, usufruíram igualdade com os crentes judeus. (Atos 8:1-17, 25; 9:31) Foi só depois disso que Pedro proclamou as “boas novas” ao gentio Cornélio e aos de sua casa. — Atos 10:25-48.
O verdadeiro cristianismo trouxe deveras união aos povos que por muito tempo estavam alheados e divididos. Deu-se exatamente como o apóstolo Pedro disse a Cornélio e aos de sua casa: “Certamente percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35) Portanto, na primitiva congregação cristã, judeus, samaritanos e gentios, tendo rejeitado idéias falsas e preconceito sem fundamento, usufruíam companheirismo quais irmãos e irmãs. Barreiras existentes por séculos foram eliminadas de seu meio.
A verdadeira adoração une também hoje pessoas de todas as raças e nacionalidades. A evidência disso pode ser vista entre as testemunhas cristãs de Jeová.
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Unção para uma esperança celestial — como se manifesta?A Sentinela — 1975 | 15 de agosto
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Unção para uma esperança celestial — como se manifesta?
O APÓSTOLO Paulo, escrevendo à congregação dos cristãos ungidos em Corinto, disse que Deus “pôs também o seu selo sobre nós e nos deu o penhor daquilo que há de vir, isto é, o espírito, em nossos corações”. — 2 Cor. 1:21, 22.
Como manifestam isso os que foram ungidos por Deus, para ser seus filhos celestiais, e que recebem a selagem do espírito? É possível que alguém pense ser ungido assim, contudo, esteja enganado?
É evidente a necessidade de entendimento bíblico destes pontos. Por exemplo, em algumas congregações dum grande país da África, certas pessoas que assistiram à celebração da Refeição Noturna do Senhor participaram pela primeira vez e foram observadas tremeram visivelmente ou fazerem movimentos incomuns ao participarem. Está isso em harmonia com as Escrituras, quanto ao modo de o espírito de Deus agir para com os ungidos? É isso evidência de seu espírito no coração de tais, dando-lhes um “sinal” ou antegosto da filiação celestial para a qual são chamados?
A resposta a estas perguntas tem de ser Não. Tal conduta estranha, antes, é caraterística de certas seitas religiosas que estimulam a pessoa a entregar-se a ações irrestritas, ou de danças rituais de certas tribos que estimulam a agitação emocional.
A Bíblia em parte alguma indica que — quer por ocasião de Deus ungir alguém como chamado para o reino celestial, quer depois de tal unção — a ação do espírito de Deus produza conduta de natureza anormal, ostentosa ou indigna. É verdade que no dia de Pentecostes Jeová Deus fez ocorrerem coisas milagrosas, tais como o “ruído, bem semelhante ao duma forte brisa impetuosa”, que encheu a casa onde estavam os discípulos, e “línguas, como que de fogo”, pousavam sobre os ungidos pelo espírito santo. Estes aspectos milagrosos providos pelo próprio Deus serviram para atrair muitas pessoas, de modo que se pôde dar um poderoso testemunho e fornecer também forte evidência de que o favor de Deus havia passado do Israel carnal, sob o pacto da Lei, para o Israel
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