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O que se passa com o solo que produz alimento?Despertai! — 1971 | 8 de outubro
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os bebês de peito ingleses consomem pelo menos dez vezes o máximo recomendado do pesticida dieldrin apenas, e os australianos do Oeste consomem ainda mais.
Hoje em dia, ao invés de usarem estrume e a rotação das colheitas para manter fértil o solo, os lavradores usam fertilizantes químicos. Mas, conforme observa a revista Time: “Assim como as pessoas ficam viciadas em tóxicos, assim também o solo parece tornar-se viciado aos aditivos químicos e perde sua habilidade de fixar seu próprio nitrogênio. Como resultado, tem-se de usar cada vez mais fertilizante.” As colheitas são enormes, mas o solo está continuamente sendo despojado de sua fertilidade natural.
Os efeitos prejudiciais de alguns pulverizadores químicos não são facilmente constatáveis. Na Alemanha, foram feitos estudos dos efeitos sobre as batatas e os tomateiros causados pelo matador químico de ervas daninhas mais amplamente usado. As plantas pareciam crescer sem ser afetadas, seus frutos pareciam normais. Os animais alimentados com seus produtos cresciam normalmente. Mas a descendência que produziam não crescia. Conforme o escritor declara em Bild der Wissenschaft: “Desejo repetir. Nas plantas tratadas não havia danos visíveis. Não se encontraram danos visíveis nos animais experimentais, mas havia em sua descendência.” As plantas haviam produzido invisivelmente modificações moleculares e produziram mudanças nos animais que as comeram.
A questão agora suscitada é: Como tais substâncias químicas influem nos humanos?
Além de tudo o acima, o homem tem devastado o solo pelo desflorestamento, pela mineração a céu aberto e pelo cultivo excessivo. Os cientistas calculam que é preciso cerca de quinhentos anos de decomposição vegetal e animal para produzir apenas uns dois e meio centímetros de solo arável fértil. Todavia, o descuido do homem tem feito que milhões de toneladas de solo arável sejam despojados e levados pela erosão do vento ou da água para os rios e os mares. Não deveríamos nós, ao invés disso, mostrar apreço por esta inestimável herança — e respeitar Aquele que a proveu?
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O efeito totalDespertai! — 1971 | 8 de outubro
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O efeito total
A TERRA, e o corpo humano, são maravilhas de construção. Podem sofrer duros golpes e sobreviver. Mas, há um limite.
Talvez nenhum fator de per si, dentre as muitas coisas mencionadas antes, possa ser fatal no futuro imediato. Mas, quando consideramos o efeito total daquilo a que a terra e a vida nela estão sendo submetidas, a tendência é clara como o cristal.
Dano ao Corpo Humano
Se possuísse delicada máquina, joga nela um grão de areia talvez não a estragasse. Mas, o que aconteceria se jogasse contínua corrente de areia e pedrinhas nessa máquina? Seria apenas uma questão de tempo até que quebrasse e parasse por completo.
O cancerologista Dr. William E. Smith disse que a ingestão de vários venenos no organismo humano “não é diferente de se lançar uma coleção de porcas e parafusos no mais delicado mecanismo conhecido”.
O enorme aumento de doenças crônicas mostra que as pessoas em todo o mundo estão sendo atingidas como nunca antes. O Dr. Stephen Ayres, especialista em doenças pulmonares, disse com firmeza a um repórter: “Existe muito pouca dúvida de que viver numa área poluída é como retirar alguns anos de sua vida. . . . Enquanto estamos falando e pesquisando, o problema está ficando pior e muitos ficam doentes com enfisema, câncer pulmonar, bronquite, e outras doenças respiratórias.”
O dano causado à vida animal, resultante da poluição ambiental provocada pelo homem, já é óbvio. Relata o Times de Nova Iorque: “No tempo atual, mais de 800 aves e mamíferos estão ameaçados de serem obliterados.” Importa-lhe isso? Deveria importar. Porque, quando os animais, as aves e os peixes não podem viver mais em certo ambiente, então isso é sinal claro de que o próprio homem tampouco pode viver por muito mais tempo nele.
Perda do Prazer
A pessoa talvez não note a perda gradual de saúde física, de energia ou do prazer da vida. Mas, nos nossos dias, tantas pessoas, talvez o leitor também, queixam-se a todo o tempo de cansaço, de dores e aflições e pressões. Parece que têm de empurrar-se a maioria do tempo. A vitalidade e o prazer da vida não parecem existir mais.
Algumas autoridades atribuem grande parte disto diretamente ao problema da poluição. Afirmaram as autoridades sobre poluição atmosférica da cidade de Nova Iorque: “Além da morte e as formas mais dramáticas de doenças, a. poluição pode produzir extrema fadiga, irritabilidade, dores de cabeça e tensão.” Este por certo parece ser o caso.
Até mesmo se nossos corpos, e a terra, pudessem agüentar indefinidamente os duros golpes que recebem, será que realmente bastaria apenas sobreviver? O que dizer da qualidade geral da vida? Acha agradável respirar ar que sabe ser poluído, ingerir alimento que sabe que foi bombardeado de substâncias químicas, e beber água que talvez não seja completamente pura?
Acha agradável andar numa cidade afligida pelo nevoeiro enfumaçado, com suas ‘selvas de concreto’, sua pressa, seu congestionamento e sua sujeira? Ou acha mais agradável andar por uma praia limpa, por uma floresta tranqüila, ou no ar livre e à luz do sol numa região interiorana? As respostas são óbvias.
Sim, o quadro total da crescente poluição está, mui seguramente, influindo na qualidade da vida. A maioria das pessoas simplesmente não a apreciam tanto quanto antes, e a saúde de muitos está sendo prejudicada. Pior ainda, a poluição está pondo em perigo por completo a vida nesta terra.
Na verdade, o quadro é bem chocante. Mas, como foi que veio a ficar assim?
[Foto na página 14]
A ingestão de vários venenos no corpo humano é como derramar uma corrente contínua de areia numa delicada máquina.
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