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Partículas elementares do mundo do átomoDespertai! — 1981 | 8 de agosto
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começou a estudar o átomo e pegá-lo em separado. Os léptons parecem ser realmente “elementares” — isto é, não têm tamanho discernível e parecem não ter estrutura interna. Além disso, há apenas seis léptons conhecidos, número bem reduzido que sugere simplicidade. Os hádrons não são tão simples. Têm tamanho comensurável e montam a centenas. Quando um hádron se desintegra, outros hádrons se lançam dos destroços.
Na década de 1960, Murray Gell-Mann e George Zweig propuseram uma nova partícula, o quark. Sua teoria declarava que todos os hádrons eram constituídos de dois ou três quarks, combinados de alguma forma. Por atribuir certas propriedades aos seus quarks teóricos, Gell-Mann e Zweig podiam considerar todas as partículas nucleares conhecidas (hádrons) como compostas de apenas três quarks diferentes denominados “up” (para cima), “down” (para baixo) e “strange” (estranho). Um bônus da teoria foi a predição da existência duma partícula não descoberta anteriormente que foi posteriormente produzida e verificada como tendo as propriedades previstas. Isto contribuiu grandemente para a aceitação da teoria. Experiências recentes sugerem agora fortemente a presença de mais três variedades de quarks cognominados “charmed” (encantado), “truth” (verdade) e “beauty” (beleza).
No tempo em que se escreveu este artigo, não haviam sido decisivamente detectados quarks isolados; alguns acham que nunca serão isolados. Mas os quarks são uma base teórica firme para todos os físicos nucleares. Como se deu com o neutrino, os cientistas crêem neles sem vê-los porque podem ser usados para predizer o que as partículas detectáveis do átomo farão sob certas condições.
Continuará o número de quarks, que constituem a teoria atual, a justificar as novas partículas que ainda estão para ser descobertas? Desvendar-se-ão novos quarks? Isolar-se-á algum dia um quark? São os quarks realmente as “partículas elementares” derradeiras do núcleo do átomo? Se não, do que é constituído o quark?
“Do que é ele constituído?” talvez nunca seja plenamente respondido. Cada vez que o estudo da matéria avança um passo, a assim chamada “partícula elementar” parece constituir-se de algo mais simples. (Agora se fala de “glúons”.) Será que a pesquisa nunca terminará? É possível que nossa curiosidade nunca seja completamente satisfeita. Para alguns, tal perspectiva parece mais tantalizante do que desanimadora. Sentem-se como o apóstolo cristão Paulo: “Ó profundidade das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos!” — Rom. 11:33.
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Velhas sementes germinamDespertai! — 1981 | 8 de agosto
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Velhas sementes germinam
Há mais de 100 anos, o botânico William Beal começou uma experiência com sementes de plantas para verificar quanto tempo podem sobreviver e ainda germinar. Perto de seu laboratório, em East Lansing, Michigan, (E.U.A.) ele enterrou 20 recipientes, cada um contendo 1.000 sementes de 20 variedades de plantas. Depois de cinco anos desenterrou um destes recipientes, plantou as sementes e elas brotaram. Fez isto a cada cinco anos, até 1920, e descobriu que todas as amostras que desenterrou germinaram. Ao morrer, em 1924, seus colegas continuaram as experiências a cada 10 anos. Em 1980, mais de 100 anos mais tarde, outro recipiente foi aberto e as sementes foram plantadas. Vinte e nove sementes germinaram, embora seis tenham morrido. As 23 que cresceram eram de três diferentes variedades.
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