-
Que posso eu fazer?A Sentinela — 1969 | 15 de fevereiro
-
-
“Pioneiros especiais locais (empenhados todo o tempo na pregação) cuidam agora desta congregação de trinta pessoas. Se houvesse o necessário pessoal disponível, a Sociedade reabriria ali um lar missionário, pois a população deve aumentar, em vista das novas indústrias instaladas. As Testemunhas que já estão ali gostariam de ter ajuda e dariam a sua mais plena cooperação a qualquer que viesse ajudá-las.
“Embora a Sociedade mantenha dois bons lares missionários em Assunção, capital do Paraguai, e embora haja aqui três congregações com um total de umas 300 Testemunhas, há ainda bastante território e tantas pessoas interessadas, que as Testemunhas aqui não encontram tempo suficiente para revisitar a todas elas. Entre a população da cidade, de 350.000 habitantes, há muitos que escutam pacientemente a mensagem do Reino, mesmo quando falada em espanhol imperfeito. As pessoas aqui ainda têm tempo para falar sobre a Bíblia e os propósitos de Deus.”
Naturalmente, há muitos outros lugares no Paraguai que respondem com a mesma eloqüência à sua pergunta: Que posso eu fazer?
DEVE-SE CONSIDERAR O URUGUAI
Note, também, as experiências que os que vieram de outros países tiveram no Uruguai, aprendendo a língua e os costumes locais, e estabelecendo-se na carreira de ajudar uruguaios humildes a obter conhecimento exato da Palavra de Deus. Há uma Testemunha, dos Estados Unidos, antiga católica, que deixou o conforto do lar para empenhar-se na pregação de tempo integral. Ela foi convidada à Escola de Gileade, para treinamento missionário, e já está agora na sua designação no estrangeiro por mais de vinte e dois anos. Ela diz: “Eu não gostaria de mudar nenhum dia deles.”
E outro missionário, lá no Uruguai, formou-se na primeira classe da Escola de Gileade, em 1943, e tem estado ocupado desde então. Arrependeu-se do resultado? “Por que devia estar arrependido”, diz ele, “quando tenho sido testemunha ocular do crescimento da obra do Reino neste país? Observei e participei no crescimento de 33 Testemunhas para mais de 2.400.” Até o dia de hoje ainda se lembra que, quando começou a campanha das conferências públicas, vinte pessoas, às quais tinha dado testemunho do Reino, vieram para escutar. Hoje, vários daquela primeira assistência são eles mesmos Testemunhas ativas.
Mas, há ainda muitas oportunidades para ajudadores dispostos. Uma Testemunha missionária relata que ela e três outras foram designadas, em 1963, a trabalhar uma parte de Montevidéu, um território enorme que se estendia ao longo da costa e incluía o agradável bairro residencial de Carrasco. Quando primeiro começaram a trabalhar, dirigiam um estudo bíblico no seu apartamento em benefício de um punhado de estudantes ávidas. Hoje, a assistência já aumentou para muito além do estudo de grupo do tamanho do apartamento. E elas relatam que mesmo agora grande parte do território é visitada apenas uma vez por ano. Precisa-se realmente de ajuda, para concentrar-se melhor na semente plantada da verdade bíblica, se hão de ser produtivas em mais louvadores de Deus.
RESPOSTA À SUA PERGUNTA
Portanto, há algo que pode fazer, se estiver disposto, se estiver preparado a passar sem as coisas não-essenciais, se realmente quiser encher a sua vida com trabalho satisfatório que sempre será lembrado por Deus. (Heb. 6:10) Talvez não precise sair de seu próprio país, se houver nele regiões em que há ainda necessidade de uma proclamação mais intensiva do Reino. Poderia, sob a orientação do escritório da filial da Sociedade no seu país, mudar-se para outra região e achar alguma espécie de trabalho secular para parte do tempo, para se sustentar num ministério frutífero.
Talvez haja até mesmo necessidade urgente de mais atividade de pregação na sua própria vizinhança. Neste caso, alistar-se como representante de tempo integral da Sociedade lhe daria o tempo extra. Talvez seu patrão atual concordaria em mantê-lo no emprego na base de tempo parcial, deixando-lhe bastante tempo para empenhar-se no ministério vital do Reino. Senão, talvez possa considerar seriamente mudar de lugar e até mesmo de tipo de trabalho secular, para que possa colocar o Reino e seus interesses em primeiro lugar na vida.
Se, porém, puder mudar-se para outro país, então tem o privilégio de escrever ao Escritório do Presidente, Watch Tower Bible and Tract Society, 124 Columbia Heights, Brooklyn, New York 11201, e pedir a informação básica necessária aos que querem ir para um país estrangeiro. É também de ajuda escrever ao escritório filial da Sociedade no país para o qual pretende mudar-se. Tal correspondência deve ser dirigida à Watch Tower Society no endereço respectivo publicado na página final do Anuário das Testemunhas de Jeová de 1969 (em inglês).
Se explicar a sua situação ao escritório filial, informando-o francamente sobre a sua saúde, seus meios financeiros, seus planos e seu conhecimento da língua, seus irmãos cristãos, ali, poderão avaliar a situação e aconselhá-lo quanto às possibilidades que tem à sua disposição. Deve lembrar-se, naturalmente, de que a filial da Sociedade não se pode responsabilizar pela sua pessoa. Mas, ela fornecerá plena cooperação em assuntos tais como pô-lo em contato com Testemunhas locais, informando-o dos tipos de trabalho secular disponível, apresentando os requisitos para se entrar no país e assim por diante.
OUTRAS CONSIDERAÇÕES
No ínterim, pode obter uma gramática para principiantes, da língua do país para o qual pretende ir. Se já tiver antes estudado um idioma estrangeiro, terá a vantagem de saber como fazer isso. Se houver alguém que conhece o idioma, talvez possa pedir-lhe ajuda. Se puder assistir a aulas de língua numa escola noturna, sem que isso interfira no seu ministério e nos seus estudos teocráticos, será muito útil.
Naturalmente, é de se esperar que surjam obstáculos, ao passo que toma as medidas para ter uma vida de maior utilidade no ministério do Reino. Não é óbvio que o “deus deste sistema de coisas” procurará desanimá-lo de tal propósito? (2 Cor. 4:4) Mas, persevere. Não se deixe facilmente dissuadir. Lembre-se de que é a vontade de Deus que “em todas as nações têm de ser pregadas primeiro as boas novas”. (Mar. 13:10) Ele certamente abençoará seus esforços coerentes de aumentar sua parte neste serviço dos mais altruístas.
Por fim, pode imaginar uma resposta mais eficiente à pergunta: Que posso eu fazer? do que a que foi publicada na página 59 do Anuário das Testemunhas de Jeová de 1968, em inglês? Diz:
“Em vista da maravilhosa expansão que agora ocorre em terras estrangeiras e da grande necessidade de mais fazedores de discípulos, cada uma das testemunhas de Jeová, com saúde e liberdade para empreender a obra missionária, deve dar séria consideração a dizer: ‘Eis-me aqui! Envia-me.’ A profissão mais elevada que se pode seguir é a de servir a Jeová por tempo integral. Especialmente o serviço missionário é um privilégio que, quando a pessoa se empenha zelosamente entre agora e o Armagedom, assegurará imensurável felicidade nas eras vindouras. Pense na alegria que terá, na nova ordem, de ter a companhia feliz daqueles a quem agora está ajudando a escapar da destruição deste sistema de coisas.”
Mesmo que agora não se possa habilitar para o treinamento em Gileade como missionário, talvez a sua madureza e seus anos de experiência como ministro do Reino o tenham equipado para desempenhar-se bem de uma outra designação, onde a necessidade da pregação do Reino é urgente. Por que não responde à pergunta: Que posso eu fazer? com ação positiva?
-
-
Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1969 | 15 de fevereiro
-
-
Perguntas dos Leitores
● Por que disse o apóstolo Paulo, conforme registrado em 1 Coríntios 1:17, que Cristo não o mandou “para estar batizando”? Ele batizou crentes, não batizou? — G. Q., E. U. A.
No meio dos seus comentários sobre um problema com divisões existentes na congregação coríntia, o apóstolo Paulo escreveu: “Pois Cristo não me mandou para estar batizando, mas para estar declarando as boas novas, não com sabedoria de palavra, a fim de que a estaca de tortura do Cristo não se torne inútil.” — 1 Cor. 1:17.
Podemos ter a certeza de que Paulo estava bem a par da ordem de Jesus, de fazer discípulos e de batizá-los. (Mat. 28:19, 20) E Paulo viajou muito, fazendo discípulos e ensinando pessoas a observar todas as coisas que Jesus ordenara. Não menosprezou a importância do batismo, mas recomendou-o. — Atos 19:1-5.
A declaração em 1 Coríntios 1:17 precisa ser compreendida no seu contexto. Nos versículos anteriores, Paulo mencionou que ele batizara Crispo, Gaio e a família de Estéfanas. (1 Cor. 1:14-16) Não fizera isso sem a permissão de Cristo, mas, antes, com a autorização registrada em Mateus 28:19.
O ponto salientado pelo apóstolo era, que não considerava que batizar pessoas fosse a sua designação exclusiva ou primária. Cristo disse a Paulo especificamente que devia pregar, ser “testemunha” às nações. (Atos 26:16; 9:15) Embora Paulo pudesse batizar e batizasse pessoas, há razões por que talvez não batizasse grande número delas. O contexto mostra que poderiam surgir divisões. Se os próprios apóstolos se tivessem especializado no batismo, talvez teria contribuído para a formação de partidos ou grupinhos de cristãos batizados por determinados homens.
Portanto, durante a estada de Paulo em Corinto, alguns anos antes de escrever a sua primeira carta à congregação ali, ele batizou algumas pessoas. Mas, o batismo não era um rito especial a ser realizado apenas pelos apóstolos, nem tinha mais significado quando realizado por um apóstolo do que quando feito por outro membro varão da congregação cristã.
● Se Abraão realmente acreditava que ia sacrificar seu filho Isaque, por que disse aos ajudantes que ele e Isaque retornariam a eles? — E. M., E. U. A.
Jeová dissera definitivamente a Abraão que queria que este lhe oferecesse seu filho amado Isaque como sacrifício. — Gên. 22:2.
Abraão, com fé, acompanhado de seu filho e de dois ajudantes, viajou até que o local do sacrifício estava a uma distância discernível. Abraão disse então aos seus ajudantes: “Ficai aqui com o jumento, mas eu e o rapaz queremos ir para lá e adorar, e retornar a vós.” — Gên. 22:5.
Não sabemos se Abraão avaliou plenamente a veracidade de sua declaração naquela ocasião. Mas, o que ele disse era como que profético daquilo que realmente iria acontecer.
Duvidava Abraão de que Isaque seria oferecido como sacrifício? Não; ele intencionava plenamente obedecer a Deus e tinha plena fé em Jeová e em Seu poder. Por isso, Abraão ia executar o que Deus dissera, mesmo que seu querido filho morresse. Abraão sabia que tanto ele como sua esposa Sara estiveram como que já mortos quanto à sua capacidade de procriação, e, no entanto, Deus revitalizara sua faculdade para ter filhos. Esta revitalização de sua faculdade procriativa resultou em Isaque. — Heb. 11:11, 12; Rom. 4:19-21.
-