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  • g88 22/7 pp. 9-11
  • Tudo tem seu tempo no Japão

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  • Tudo tem seu tempo no Japão
  • Despertai! — 1988
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Despertai! — 1988
g88 22/7 pp. 9-11

Tudo tem seu tempo no Japão

Do correspondente de Despertai! no Japão

UM rapaz da zona rural, no Japão, mudou-se para Tóquio, a fim de cursar uma faculdade. Ali conheceu uma moça linda e inteligente, e fez planos de casar-se com ela. Mas a família dele se opôs com tal veemência ao namoro que o rapaz foi obrigado a desistir de seu amor. Por quê? Porque os anos em que tanto ele como ela nasceram, de acordo com o calendário tradicional nipônico, eram considerados incompatíveis.

Em 13 de junho de 1985, a filial da Sociedade Torre de Vigia (EUA) no Japão desejava iniciar os trabalhos da estrutura de aço para um novo prédio residencial em Ebina. No entanto, a construtora que trabalhava com aço preferiu não fazê-lo no dia sugerido, por ser um “dia de azar”, segundo o calendário tradicional nipônico.

Não resta dúvida de que os japoneses são um povo inteligente, laborioso e instruído. Todavia, existe uma tradição profundamente arraigada que prescreve o momento auspicioso para cada empreendimento. No Japão, tudo tem seu tempo para ser feito ou não. Como é que se originou tal conceito arregimentado e supersticioso sobre o tempo? Até que ponto ele influi na vida da moderna sociedade nipônica? E como é que entender este assunto nos será de ajuda?

O Calendário Tradicional Japonês

Embora o calendário de estilo ocidental seja comumente usado no Japão, muitas vezes, junto com ele, usa-se um antigo calendário lunar, adotado da China em 604 AEC. Este sistema de contagem do tempo baseia-se num ciclo sexagenário, ou um ciclo de 60, formado pela permuta e pela combinação de dois conjuntos de símbolos chamados de 10 troncos celestiais e 12 ramos terrestres.

Na versão nipônica, os primeiros (os troncos) baseiam-se no conceito nipônico sobre o universo, que se diz consistir em cinco elementos — madeira, fogo, terra, metal e água — e cada elemento possui dois aspectos: yang (masculino, ou características positivas, tais como brilho, calor, secura, ação) e yin (feminino, ou qualidades negativas, tais como escuridão, frio, umidade, passividade). Os 12 ramos terrestres são representados por uma seqüência de 12 animais — rato, boi, tigre, lebre, dragão, cobra, cavalo, ovelha, macaco, galo, cachorro e javali.

O ciclo começa com a combinação do primeiro tronco com o primeiro ramo, a saber, madeira-yang rato. Em seguida vem a combinação do segundo tronco com o segundo ramo, ou madeira-yin boi. Daí segue-se o fogo-yang tigre, fogo-yin lebre, e assim por diante. A combinação total, neste estilo, é de 60, daí o ciclo sexagenário. Dias, meses e anos são todos contados pelo mesmo ciclo de 60. O ano 604 EC deu início ao primeiro ciclo, e a cada 60 anos depois disso começou um novo ciclo. O ciclo atual começou em 1984. Assim, que ano seria 1988? Visto tratar-se do quinto ano do ciclo, é um ano terra-yang-dragão.

O Almanaque Que “Fixa os Tempos”

Devido às óbvias conexões astrológicas, logo foram atribuídos significados supersticiosos aos símbolos do ciclo. Por fim, estas diversas idéias e observâncias supersticiosas foram impressas num almanaque anual. Até mesmo hoje, muitos japoneses ainda consultam o almanaque para tentar determinar a boa ou a má sorte, o êxito ou o fracasso, em todas as sortes de atividades da vida cotidiana.

Por exemplo, muita gente, no Japão, ainda acredita que a pessoa nascida em certo ano assume as características do animal representado na combinação daquele ano. Diz-se que os nascidos sob o signo do rato, por exemplo, são inquietos e sovinas; os nascidos no ano do boi são pacientes e vagarosos; no do tigre, rudes e duros; no da cobra, suspeitosos e incapazes de dar-se bem com outros. ‘Oh! Ela nasceu no ano da cobra — é por isso que ela é desse jeito!’ Expressões semelhantes a esta ainda são comumente ouvidas no Japão.

De acordo com o almanaque, as mulheres nascidas no ano do fogo-yang-cavalo (43.º do ciclo), são supostamente cabeçudas, tendo a tendência de matar os maridos. Por conseguinte, as pessoas, especialmente as da zona rural no Japão, evitavam ter filhos naquele ano, resultando em acentuado declínio no tamanho das turmas escolares. Assim, em outubro de 1985, o jornal Asahi Shimbun, sob a manchete “Aumentam as Falências das Escolas Superlotadas”, explicava que, em 1966 (um ano fogo-yang-cavalo), a taxa de nascimentos no Japão foi acentuadamente inferior à normal, e as crianças nascidas naquele ano normalmente freqüentariam as escolas em 1984 e 1985.

Certos dias do ciclo são considerados auspiciosos, ou dias de sorte, e outros são justamente o contrário. Entre estes últimos acham-se os Gomunichi, ou dias de cinco túmulos, nos quais não se pode perturbar nem mexer na terra. Muitas pessoas cautelosamente evitam realizar um enterro naqueles dias, pois ninguém deseja terminar tendo cinco túmulos, isto é, com cinco pessoas mortas. Apenas para garantir-se, antes de qualquer empreendimento de porte, a pessoa tem de consultar o almanaque.

O calendário e o almanaque desempenham um papel especialmente importante nos casamentos. Embora seis em cada dez casais, nos dias de hoje, afirmem que o deles é um “casamento por amor”, ainda são comuns, no Japão, os casamentos pré-arranjados, e predizer a compatibilidade é um assunto de grande interesse. O almanaque não só aconselha qual é a época auspiciosa para alguém se casar, mas também diz quais as pessoas que lhe são compatíveis. Por exemplo, uma pessoa nascida no ano do rato (1948, 1960, 1972) seria especialmente compatível com alguém que nasceu no ano do dragão (1952, 1964, 1976), do macaco (1956, 1968, 1980), ou do boi (1949, 1961, 1973). Os parentes muitas vezes exercem pressão, até mesmo nos “casamentos por amor”, para que a pessoa só se case com alguém cujo ano de nascimento seja “compatível”.

Efeito de Tal Sistema “Fixo”

O temor do desconhecido e a busca da boa sorte exerceram rígido domínio sobre o modo de vida na antiga sociedade nipônica. Mas o forte domínio da superstição pouco diminuiu no Japão moderno, apesar de sua taxa de quase 100 por cento de alfabetização, e de sua tecnologia avançada.

Uma pesquisa feita, em 1950, pelo Ministério de Educação, verificou que, dentre 6.373 adultos que responderam a ela, 33 por cento classificaram as idéias sobre dias auspiciosos e inauspiciosos como “definitivamente verdadeiras”, e 44 por cento como “possivelmente verdadeiras”. Quanto à predição de compatibilidade matrimonial, 23 por cento responderam ser ela “definitivamente verdadeira”, e 36 por cento, “possivelmente verdadeira”. Em vez de ser uma coisa do passado, de metade a três quartos das pessoas entrevistadas ainda se apegam a tais idéias supersticiosas. Como comenta o livro Japanese Religion (Religião Japonesa): “Isso faz parte da vida das pessoas.”

Mas, como é que tais crenças influenciam as pessoas? Por um lado, o indivíduo, por seguir mecanicamente os ditames arbitrários das idéias supersticiosas, pode começar a perder a capacidade de pensar e de arrazoar sobre assuntos pessoais. Os dizeres, os conselhos e as orientações do almanaque, não importa quão desarrazoados e ilógicos sejam, passam a dominar as escolhas que ele tem de fazer na vida. Dentro em breve, ele pode dar-se conta de que é incapaz de fazer qualquer decisão sem consultar o almanaque.

A crença em “tempos fixados” e na sorte também promove um conceito fatalista de vida. Quando um empreendimento fracassa, ou algo sai errado, é tão fácil pôr a culpa na má sorte, ou num momento inauspicioso. Em vez de procurar as verdadeiras causas do fracasso, a pessoa vai em frente, esperando ter melhor sorte. Quando isto resulta em mais desapontamento, então o indivíduo pode simplesmente resignar-se de que, já desde o início, não era seu quinhão ter êxito. Tal ciclo vicioso somente serve para escravizar as pessoas, cada vez mais, à superstição e ao temor.

Existe qualquer esperança? Existe sim, deveras. Já mais de 125.000 Testemunhas de Jeová no Japão experimentam a promessa da Bíblia: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32) Isto inclui ser liberto da escravização à superstição. O estudo da Bíblia as tem conduzido à clara faculdade de raciocínio, à aprimorada autoconfiança, à esperança de um futuro feliz e sua resultante alegria.

[Fotos na página 10]

A escolha dum cônjuge e da data do casamento é, muitas vezes, feita por consulta ao almanaque.

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