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Encare os fatos: o fumo hoje em diaDespertai! — 1986 | 8 de abril
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de fumo são grandes gastadoras. Em todo o mundo, elas gastam US$ 2 bilhões por ano em publicidade — eclipsando os combinados US$ 7 milhões que a Sociedade Americana do Câncer e a Associação Americana de Tisiologia gastam na educação contra o tabagismo.
Ou considere duas agências das Nações Unidas e a embaraçosa divisão quanto às suas diretrizes sobre o fumo: A OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou recentemente que cessar a “epidemia de fumo” nas nações do Terceiro Mundo “poderia contribuir mais para melhorar a saúde e prolongar a vida . . . do que qualquer ação, de per si, no inteiro campo da medicina preventiva”. Contudo, a FAO (Organização para a Alimentação e a Agricultura) sustenta que “o cultivo do fumo gera uma oferta de empregos rurais em larga escala” no Terceiro Mundo. A FAO descreve o fumo como “fonte importantíssima e facilmente utilizável de impostos”, fornecendo “fortes incentivos” para que os lavradores “cultivem o fumo” e para que os governos “incentivem seu cultivo e industrialização”.
Encare os Fatos
Sim, o fenômeno dos cigarros, especialmente desde 1914, exige que se encarem duros fatos. Alguns dizem: ‘Se sente prazer nisso, faça-o.’ Mas os fatos que vinculam o fumo com doenças pulmonares e cardíacas rejeitam tal visão míope. Na Inglaterra, diz-se que fumar cigarros mata oito vezes mais gente do que os acidentes de carro. Em todo o mundo, esse hábito “eliminou mais pessoas do que todas as guerras deste século”, diz um informe publicado na revista Manchester Guardian Weekly.
Que dizer do vício? A dura realidade é que a nicotina gera um estado de dependência de tóxico. E muitas pessoas refletivas acham que não podem ignorar os danos morais e espirituais associados ao fumo.
Objeções Morais
Os cristãos acham as objeções morais e bíblicas ao consumo do fumo de ainda maior peso do que os avisos médicos ou sobre a saúde. O consumo do tabaco se originou com o animismo, com o espiritismo, e com a adoração de deuses forjados pelo homem — tudo isso sendo condenado pela Bíblia como práticas degradantes que levam a pessoa a afastar-se do Criador. (Veja destaque: “A Folha Sagrada Que Se Tornou Moda”, página 4.) (Romanos 1:23-25) Fumar é impuro, perigoso e contrário às normas cristãs. (2 Coríntios 7:1) O que é mais importante, o vício situa esse hábito no âmbito do “droguismo” — termo condenatório utilizado na Bíblia para práticas espiritualmente prejudiciais e supersticiosas. — Veja a nota de rodapé da Tradução do Novo Mundo, edição chamada de Bíblia com Referências, em inglês, sobre Revelação 21:8; 22:15: “‘Os que praticam o espiritismo.’ Ou, ‘feiticeiros’. Lit.: ‘droguistas’. Gr.: far·ma·.koís.”
Assim, há sérias implicações morais num hábito que agrada os sentidos da pessoa, às custas da sua saúde, que polui o ar que seu próximo tem de respirar, e influencia os jovens impressionáveis a passarem a fazer a mesma coisa. Depois de pensarem um pouco e de uma reavaliação talvez dolorosa, muitos fumantes decidem que têm de largar esse hábito — para seu próprio bem e o de seus entes queridos.
Inversão do Processo
Para romper o hábito de fumar, tem de enfrentar a pressão de seu próprio corpo e de tudo que o cerca. Como fumante, seu corpo é dependente da nicotina. Sente a mesma ânsia que um século de fumantes anela, desde que a fumaça dos cigarros tornou-se tragável. Outdoors e revistas ostentam esse hábito diante de seus olhos da mente, sempre o associando com o prazer, a liberdade, a aventura, a beleza e o luxo. Seus colegas fumantes tendem a considerá-lo algo normal, seguro, inocente, agradável, de classe e sofisticado. Tornou-se receptivo à idéia de fumar.
Em suma, para livrar-se de tal hábito, terá de pessoalmente inverter o processo que tomou conta do mundo. Sugestões práticas, tais como as fornecidas nesta página, podem ajudá-lo a resistir à tendência do mundo, mas o primeiro passo é crucial: Saiba por que deseja largar o hábito. “A decisão tem de ser feita bem no íntimo”, afirma o Dr. C. F. Tate, na revista American Medical News. “Uma vez feita tal decisão, já se venceu a maior parte da batalha.”
E que dizer do mundo que parece incapaz e indisposto a fazer as mudanças que o leitor pode fazer pessoalmente? Não, não é provável que a sociedade humana ponha fim, por seus próprios esforços, às práticas autodestrutivas, tais como seu caso amoroso com o cigarro. Mas esteja certo de que Deus promete “arruinar os que arruínam a terra”. (Revelação 11:18) E o meio de Deus para fazer isso — seu governo celeste do Reino — é sua sólida esperança de um dia ver a saúde espiritual, moral e física ser restaurada em toda a parte da Terra. — Isaías 33:24.
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Como largar o hábitoDespertai! — 1986 | 8 de abril
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Como largar o hábito
NÃO tente ir largando aos poucos: Isso só prolonga a agonia da abstinência.
NÃO desperdice dinheiro em custosos remédios contra o fumo: “Sem exceção, as ajudas que existem atualmente no mercado oferecem muito pouco no sentido de real auxílio para o fumante”, noticia a revista New Scientist. E a revista World Health afirma: “O principal elemento do êxito . . . sempre será a força de vontade do fumante. O resto é apenas enfeite.”
ASSUMA sua responsabilidade, mas também aceite ajuda: São de inestimável valor os amigos que já deixaram de fumar e que lhe possam oferecer apoio. Ore. O desejo sincero de agradar a Deus e fazer Sua vontade opera maravilhas. — Filipenses 2:4; 4:6, 13.
RECONHEÇA deveras os benefícios de não fumar: Reduz o risco de morte (por doenças do coração, apoplexia, bronquite, enfisema ou câncer); dá bom exemplo; poupa dinheiro; livra a pessoa da sujeira, do cheiro, das inconveniências, e da escravidão ao hábito.
COMPREENDA deveras as dores da síndrome de abstinência: Em questão de 12 horas depois de seu último cigarro, seu coração e seus pulmões começam a regenerar-se. Seus níveis de monóxido de carbono e de nicotina caem rapidamente. Mas, à medida que seu corpo sara, isso dói. Talvez se sinta irritável e com pavio curto, mas não precisa dum cigarro para acalmar os nervos. Este desconforto temporário é o início de uma vida mais saudável.
COMPREENDA mesmo o desafio: Preveja que haverá problemas. Evite a autocompaixão e a transigência. Mas, não tenha dúvida, poderá largar o hábito.
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