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  • Nosso “oceano” atmosférico
    Despertai! — 1977 | 22 de janeiro
    • bem atenuado, por vários raios terrestres (um raio terrestre = 6.372 quilômetros) no espaço. Muitos de seus mistérios acham-se tão ocultos como nunca, e surgem outros, à medida que se expande a exploração espacial.

  • Breve exame da ‘tartaruga do prefeito’
    Despertai! — 1977 | 22 de janeiro
    • Breve exame da ‘tartaruga do prefeito’

      JA OUVIU falar na ‘Tartaruga do Prefeito’? Na realidade, não existe nenhuma espécie de tartaruga assim chamada, oficialmente. Mas, na Inglaterra, o banquete do Prefeito tradicionalmente começava com um prato de sopa de tartaruga-franca, de modo que o nome foi aplicado à tartaruga-franca das Caraíbas.

      Talvez já tenha provado a sopa de tartaruga, feita das substâncias gelatinosas sob a carapaça das tartarugas-francas marinhas. Na Alemanha Ocidental, nos Estados Unidos e em outras partes afluentes do mundo, é considerada um petisco. Mas, ser a fonte dum petisco, bem como oferecer uma reserva de carne rica em proteína tem levado a tartaruga-franca a ficar ameaçada de extinção. Venha junto conosco e considere de perto a vida interessante destas criaturas. Aqui, na Costa Rica, tem a oportunidade incomum de fazer isso.

      Durante séculos, buscavam-se os ovos e a carne suculenta da tartaruga-franca para servir de alimento. Mas, com a chegada dos espanhóis às Américas, iniciou-se em ampla escala a caça deste grande réptil anfíbio por parte do homem. Segundo certa autoridade sobre tartarugas marinhas, o zoólogo Archie Carr, “mais do que qualquer outro fator dietético, a tartaruga-franca apoiou a exploração das Antilhas”. Diz-se que, durante o primeiro século após a invasão dos espanhóis, mais de 75 por cento das colônias de reprodução foram destruídas. Agora, a Costa Rica possui a único lugar amplo de desova que resta nas Antilhas.

      Até recentemente, caçavam-se indiscriminadamente as tartarugas na Costa Rica. Daí, o governo, cônscio dos perigos da extinção, promulgou leis que proibiam a caça de tartarugas ou de seus ovos nas praias. Esta não foi a primeira tentativa de acabar com sua destruição desenfreada. Já em 1620, a Assembléia das Bermudas promulgou uma lei para proteger “tão excelente peixe”. Tal lei proibia a matança de tartaruguinhas nas praias destas ilhas ou próximo a elas. Os transgressores eram punidos com uma multa de quinze libras (5.800 quilos) de fumo, a metade das quais eram para uso público e a outra metade para o informante.

      Visita a Tortuguero

      A tartaruga-franca (Chelonia mydas) usa como seu campo de reprodução e ninho uma faixa de 32 quilômetros da praia da costa atlântica da Costa Rica, chamada Tortuguero. Nos meses de julho a outubro, tartarugas-francas de todas as Antilhas convergem para esta faixa estreita de praia, para realizar seus ritos de acasalamento. O acasalamento real é feito em alto-mar e só raramente é testemunhado pelo homem. Depois disso, as fêmeas são obrigadas a arriscar sua vida a fim de depositar seus ovos na areia quente, que serve como incubadeira. Em intervalos de duas semanas, a fêmea pode realizar essa missão perigosa até por sete vezes, durante a época do acasalamento.

      Decidi que poderia descrever melhor a cena se eu a visse por mim mesmo. Cheguei de lancha na praia de Tortuguero, quando começava a escurecer. Com ajuda duma lanterna, consegui abrir caminho por entre os ramos de árvores e outros obstáculos que estavam espalhados pela rebentação. Depois de andar cerca de quinze minutos, dei de encontro a dois rastos paralelos, com cerca de 60 centímetros de distância um do outro. Meu coração pulou. Poderia ser o rasto duma tartaruga em busca dum ninho? Decidi seguir os rastos e, com toda certeza, eles me levaram a uma tartaruga semi-escondida na areia. Ela certamente era grande, mas eu devia ter previsto isso, pois uma tartaruga-franca adulta pode pesar até 113 quilos.

      Verifiquei, contudo, que tínhamos companhia. Três policiais, armados de espingardas, estavam vigilantes contra os caçadores furtivos. Quando lhes disse que só queria tirar umas fotos, mostraram-se muito cooperadores. O som das vozes e a luz das lanternas e do flash da câmara não interromperam a tartaruga, à medida que ela silenciosamente se ocupava em cavar um buraco adequado. Alternadamente, ela enfiava suas patas na areia, enroscava-as e, com um movimento rápido, jogava a areia para fora do buraco.

      Quando não conseguiu mais aprofundar-se, começou a depositar seus ovos. Eles caíram no ninho como se fossem bolas de pingue-pongue, dois ou três de cada vez. Depois de pôr cerca de cem ovos, ela iniciou a tarefa de encher o buraco e cobrir seus rastos com movimentos diferentes de suas patas. Nós, observadores, ficamos intrigados.

      Por volta desse tempo, garotinhos do povoado tinham chegado ao local. Ajudam as autoridades em seu programa de conservação, recebendo três colones (cerca de Cr$ 4,50) para cada tartaruga que viram de barriga para cima. Isto não machuca as tartarugas e, de manhã, elas são marcadas com uma chapinha de metal antes de serem soltas no mar. Estas chapinhas ajudam a verificar as rotas de emigração e locais de alimentação das tartarugas. Nessa noite, vi cerca de oito tartarugas em diferentes estágios do processo da postura.

      Perigos à Frente

      Cem ovos podem parecer muito para uma postura. Mas, provável é que menos de uma em mil tartaruguinhas sobreviva. Se acontece que a areia está úmida demais ou seca demais, os ovos podem ser atacados por fungos ou bactérias. Os caçadores furtivos de ovos também constituem constante ameaça, visto que tais ovos são uma boca ou aperitivo favorito, e são servidos junto com bebidas nos bares locais.

      O período de incubação dura cerca de dois meses. Daí, as criaturinhas começam a usar seus bicos aguçados para romper as cascas dos ovos. A seguinte tarefa é atingir a superfície. Isto exige muito trabalho de equipe. Assim, aquelas que são incubadas primeiro esperam até que todos os seus irmãos e suas irmãs sejam incubados e suas carapaças tenham endurecido. Numa experiência, 22 ovos foram enterrados separadamente. Destes, apenas seis tartaruguinhas conseguiram chegar à superfície.

      Mas, como é que grupos de cem ou mais conseguem chegar à superfície? À medida que as tartaruguinhas emergem de seus ovos, aumenta o espaço disponível no ninho. O espaço ocupado pelas recém-nascidas e pelas cascas estouradas de ovo é inferior ao do ocupado pelos próprios ovos. Quando todos foram incubados e as condições são ideais, as tartaruguinhas começam a debater-se com suas diminutas patas. As que estão em cima rompem o teto, as dos lados escavam as paredes, e as de baixo socam a areia caída no chão. Deste modo, todas sobem à superfície em massa.

      As criaturinhas, pesando apenas cerca de 85 gramas, têm agora de partir para o mar. Instintivamente, suas patinhas começam a levá-las tão rápido quanto possível em direção ao oceano, que elas jamais viram. Lá em cima, abutres negros talvez aguardem o momento de mergulhar e tragá-las. Cães e outros animais também colhem seu tributo. Assim, embora a rebentação talvez só esteja a alguns minutos de distância, nem todas as tartarugas chegam a ela. Se a tartaruguinha consegue sobreviver a este período perigoso, poderá vir a viver mais de cem anos.

      Muito pouco se sabe do que acontece às tartaruguinhas depois que elas chegam ao oceano. Quando os filhotinhos são soltos em tanques, em cativeiro, eles usualmente nadam por cerca de dez dias sem pararem sequer para comer. Assim, no oceano, poderiam estar a centenas de quilômetros da praia, por volta desse tempo. Depois de cerca de seis anos de vida oceânica, as fêmeas voltam à mesma praia para repetir a cena de desova representada por suas mães.

      Sua Capacidade de Navegação

      Embora pouco saibamos sobre o que acontece com as tartaruguinhas depois que entram na água, podemos estar bem certos de que elas não se perdem. Segundo naturalistas, dispõem duma capacidade de voltar para casa e de navegar que se rivaliza à dos pombos, das abelhas e do salmão. Houve fêmeas que receberam etiquetas nas praias de Costa Rica e que, em pouco mais de um ano, apresentaram-se a cerca de 2.250 quilômetros de distância. Todavia, estudos provam que sempre retornam à mesma praia para pôr seus ovos, talvez a uns 183 metros de onde elas mesmas foram incubadas. Segundo A Natural History of Sea Turtles (História Natural das Tartarugas Marinhas), nenhuma tartaruga que recebeu etiqueta em Tortuguero jamais fez a desova em outro lugar.

      Como é que a tartaruga consegue encontrar o caminho de volta para esta praia, depois de ter percorrido milhares de quilômetros do oceano, Propuseram-se muitas teorias, mas, até agora, não se obteve nenhuma resposta satisfatória. Considere algumas das possíveis soluções deste maravilhoso mistério.

      Uma lenda nativa afirma que as tartarugas são guiadas pelo Cerro Tortuguero. Trata-se dum monte de rocha vulcânica, situado no extremo norte da praia de postura. Tem 152 metros de altitude e é recoberto de vegetação tropical. Mas, as tartarugas marinhas não conseguem ver muito bem ‘acima da água, e muitas tartarugas voltam para partes da praia de desova que estão fora da vista do monte.

      Outra teoria é que as tartarugas-francas usam a navegação celeste, orientando-se por observar as estrelas. Achar a posição celeste exigiria um senso de mapeamento fantasticamente complicado. Todavia, sua visão deficiente, quando suas cabeças estão fora da água, representa um problema para esta explicação possível.

      Certo professor de zoologia, que estudou nossas tartarugas-francas de Costa Rica durante muitos anos, especula que as tartarugas encontram seu caminho de volta à mesma praia pelo “olfato”. Imagine só! Mas, como? Existe algo nas caraterísticas químicas da areia ou da água do solo desta área que as tartarugas conseguem reconhecer? Daí, como se orientam na ida e volta durante anos até as “pastagens” oceânicas localizadas a muitos quilômetros de distância? Este especialista em tartarugas-francas conclui: “Realmente fizemos muito pouco progresso em explicar quer a navegação de longo alcance das tartarugas, quer sua habilidade de reconhecer seu local de incubação.”

      Futuro de Nossas Tartarugas

      Apesar das leis que proíbem a destruição desenfreada destas criaturas deleitosas, seu número continua a diminuir. A espécie se vê ameaçada de extinção. Alguns caçadores ainda desafiam a lei, pois é difícil patrulhar longas faixas de praias isoladas. Amiúde, os caçadores furtivos não se incomodam de levar o animal todo, mas cortam as substâncias gelatinosas e abandonam o restante. Quando secas, estas substâncias gelatinosas podem pesar menos de 2,200 quilos. Ainda assim, por causa da grande demanda para fazer sopas, os caçadores furtivos conseguem ganhar dinheiro com facilidade, ao invés de fazerem um trabalho honesto.

      A evidência histórica, encontrada nos registros dos navios, indica que existiam no passado outros locais de reprodução. A Operação “Tartaruga-franca” foi organizada pela Sociedade Conservadora das Antilhas, visando aumentar a população de tartarugas e na esperança de reabrir alguns desses anteriores locais de reprodução. Centenas de milhares de tartarugas-francas foram incubadas em cativeiro, transportadas e soltas perto de anteriores locais de ninhos, na esperança de que as fêmeas voltassem para lá, para pôr seus ovos. No entanto, o projeto foi abandonado, visto não parecer ter havido aumento na população das tartarugas, e nenhum local novo de incubação foi estabelecido.

      Ademais, algumas das nações, em cujas águas as tartarugas pastam, não cooperaram no esforço de preservar este recurso decrescente. As tartarugas são implacavelmente caçadas na água próxima de seus locais de alimentação, sendo arpoadas ou capturadas em redes, à medida que sobem para respirar. Continuarão os homens a explorar estas criaturas interessantes, até que elas, como a ave dodó e o pombo bravo da América do Norte, sejam levadas à extinção? Esperamos que não, pois as tartarugas-francas aumentam a veracidade da seguinte declaração de louvor sobre seu Criador:

      “Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria. . . . Quanto a este mar, tão grande e largo, há ali inúmeras coisas que se movem, criaturas viventes, tanto pequenas como grandes. . . . Jeová se alegrará com os seus trabalhos.” — Sal. 104:24, 25, 31.

  • De onde vem o amarelo do ovo?
    Despertai! — 1977 | 22 de janeiro
    • De onde vem o amarelo do ovo?

      Do correspondente de “Despertai!” na Alemanha Ocidental

      A COR da gema do ovo pode variar dum amarelo pálido a um laranja forte. Faz-lhe alguma diferença de que cor é a gema? Faz, para muitos. Naturalmente, as preferências entre os comedores de ovos diferem dum país para outro. A maioria dos compradores na Alemanha Ocidental, para exemplificar, preferem ovos com gema de cor forte. De onde provém essa cor?

      A cor da gema do ovo é devida aos pigmentos que as galinhas naturalmente obtêm em sua ração. Tais pigmentos, chamados carotenóides, acham-se no milho e nas folhas verdes das plantas tais como a alfafa. Uma mistura dos pigmentos amarelo e vermelho é o que produz a cor encontrada nas gemas dos ovos. Conforme as diferenças na quantidade dos pigmentos contidos na ração, a cor das gemas dos ovos variará grandemente. Por isso, no caso da ração natural, muito dependerá do tipo de ração, bem como da época do ano.

      Em algumas localidades, os ovos com gemas pálidas são classificados como de qualidade inferior. Por se adicionar carotenóides naturais, poder-se-ia alcançar a uniformidade da coloração, mas, visto que tais pigmentos têm vida muito curta, já desapareceram por completo na ração estocada até por um ano. Gemas pálidas podem resultar de tal ração, e os compradores podem tender a evitar tais ovos.

      Tornou-se possível produzir artificialmente um carotenóide, contido naturalmente em frutas cítricas. Parte desse pigmento pode ser adicionado às rações, destarte garantindo-se que as gemas tenham a coloração desejada.

      Assim, da próxima vez que observar a linda coloração amarela das gemas dos ovos em seu prato de desjejum, terá uma idéia um pouco melhor da fonte da coloração.

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