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  • Localizar o furioso tufão
    Despertai! — 1976 | 22 de dezembro
    • Localizar o furioso tufão

      “TUFÃO!” Essa palavra instila terror nos corações dos chineses, japoneses, filipinos, guamianos e micronésios. É uma palavra de origem chinesa usada a oeste do meridiano 180 para descrever uma tempestade que inclui ventos de 120 quilômetros por hora ou mais. A leste dessa linha divisória imaginária, do norte ao sul, tais tempestades são chamadas furacões.

      Cada ano, dezenas dessas tempestades uivantes varrem a área dos Oceanos Pacífico e Índico. Vez por outra, os tufões se debruçam sobre a China continental, provocando grande destruição de vidas e propriedades. As vezes, o Japão é assolado por dois tufões ao mesmo tempo, com enchentes e deslizamentos de terra que provocam grandes perdas de vida.

      Enormes quantidades de energia são liberadas durante um tufão, ou furacão. “Calcula-se”, observa a Encyclopœdia Britannica (edição de 1974), “que um furacão maduro poderá exportar mais de 3​.​500​.​000​.​000 de toneladas de ar por hora”.

      Como é que começam estas tempestades maciças? O que é sobreviver a uma delas? Como podem ser localizadas com bastante antecedência para habilitar as pessoas a escapar de sua fúria destrutiva?

      A ZCIT

      Já ouviu falar na “zona de convergência intertropical”? Conhecida também por suas iniciais ZCIT (ou ITCZ, em inglês), trata-se de um cinturão de ventos alísios convergentes e de ar ascendente que envolve a terra próximo do equador. Esta zona é um semeadouro de tempestades tropicais, pois ali o calor do sol aquece o ar e a água mais do que em qualquer outra área da terra. Com que efeito?

      A água da superfície oceânica evapora-se continuamente e ascende junto com o ar quente; formando nuvens. Quando as condições são propícias, várias correntes de ar quente podem combinar-se, produzindo um efeito de chaminé. A medida que a chaminé continua a crescer, começará a rodopiar, devido à rotação da terra. A pressão de ar no fundo da chaminé cai rapidamente, atraindo ainda mais ar e umidade da parte externa da coluna rodopiante. É similar ao modo de a água ser sugada do fundo de um canudinho. O ar tépido e úmido pode ascender a uma altitude de 9.000 a 10.700 metros quando depara com um cobertor de ar frio. Daí, espalha-se; a umidade se condensa e começa a precipitar-se como chuva, rodopiando cada vez mais rápido junto com os ventos, à medida que se forma a tempestade.

      A água no “olho” de tal tempestade poderá situar-se de uns 3 a 5 metros acima da superfície oceânica. Um forte tufão ou furacão poderá provocar ondas oceânicas de uma altura de 15 a 30 metros. Pode imaginar a força destrutiva de tais enormes vagas? A fúria dos ventos, com a força dum tufão ou furacão, segundo se sabe, consegue fazer pequenas lascas atravessar grandes árvores, carregar enormes navios praia adentro, e destroçar trens.

      Como exemplo da fúria dum tufão, em 7 de outubro de 1737, ondas agitadas pela tempestade, de cerca de 12 metros de altura, abateram-se sobre Calcutá, na Índia, matando 300.000 pessoas. Na segunda-feira, 16 de agosto de 1971, o tufão Rose assolou a ilha de Hong Kong com chuvas e ventos de mais de 190 quilômetros horários. A feroz tempestade lançou sobre as praias rochosas de Hong Kong cerca de 40 navios oceânicos que foram arrancados de suas âncoras. Quanto ao furacão Fifi, que varreu Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e Belize, em setembro de 1975, um artigo de Seleções do Reader’s Digest (julho de 1975) relatava:

      “Fifi descarregou sua maior violência sobre Choloma e outras cidades de ambos os lados da Serra Merendón. Um furacão que se movimente com lentidão pode provocar uma precipitação de 10 a 25 centímetros de chuva em planícies, mas, em terrenos montanhosos, essa precipitação chega a quintuplicar. Em Choloma, o posto de gasolina Texaco, de Manuel Becerra, está situado num ponto alto. À medida que a água subia, as pessoas foram chegando de áreas mais baixas, relembra Becerra. ‘À meia-noite, havia pelo menos 800 refugiados em volta do posto.’

      “Foi então que o dilúvio começou. ‘Mesmo quando a chuva é forte, conseguimos distinguir as gotas de água’, disse ele, ‘mas naquele dia, de repente, pareceu que uma compacta cortina de água se abateu do céu.’

      “A chuva torrencial continuou durante quatro horas. A terra ensopada, nas encostas de Merendón, não agüentou mais. Subitamente, milhares de toneladas de terra, pedras e árvores deslizaram encosta abaixo. Em Ocotillo, Arcadio Gámez ouviu o estrondo. Saiu a correr, dando tiros para o ar, a fim de alertar os outros vizinhos. Cerca de 40 o seguiram montanha acima. Apavorados, viram todas as casas da aldeia caírem na ravina. ‘Era como se a montanha estivesse flutuando’, declarou Gámez. Trinta e uma pessoas de Ocotillo, menos afortunadas, foram levadas naquele turbilhão de morte, naquela avalancha monstruosa de terras, casas, pedregulhos, gado e enormes árvores.”

      Antes de a fúria de Fifi amainar, o furacão ceifou a vida de cerca de 7.000 a 8.000 pessoas e deixou centenas de milhares de pessoas desabrigadas, em virtude das resultantes enchentes, e deslizamentos de terra. No povoado de Choloma, mencionado acima, 2.700 de seus 5.000 habitantes foram mortos, segundo noticiado.

      Existe um meio de se evitar tão terríveis conseqüências! Podem os furacões e tufões ser localizados com bastante antecedência para que se consiga a preservação da vida em ampla escala?

      Detectando o Nascimento Duma Tempestade

      Devido às comunicações deficientes, no passado, um barômetro que baixasse rapidamente, indicando uma brusca queda de pressão atmosférica, era mais ou menos todo o aviso antecipado que as pessoas conseguiam receber. No entanto, isto amiúde acontecia tarde demais para que fugissem da fúria duma tempestade. Mais tarde, com a disseminação das comunicações radiofônicas, observadores voluntários nas cadeias de ilhas conseguiam fornecer algumas horas de aviso antecipado de que se formava uma tempestade.

      Daí, veio o radar, com sua capacidade de detectar a rodopiante formação de nuvens dum tufão. No entanto, visto que os sinais do radar percorrem uma linha reta, ao passo que a terra é curva, a detecção de tufões pelo radar só é possível quando a tempestade se acha num raio de cerca de 320 quilômetros dum radar.

      Sem comparação, o meio mais útil de se localizar os tufões é o dos satélites meteorológicos. Um deles, que circula a terra numa direção norte-sul, esquadrinha uma área de 3.200 por 3.200 quilômetros a cada quatro minutos e meio. O que o satélite “vê” é registrado em fita magnética para leitura em duas estações de controle nos Estados Unidos, uma em Fairbanks, no Alasca, e a outra na Ilha Wallops, Virgínia.

      Os instrumentos deste satélite habilitam as estações meteorológicas em Guam, Ilha Wake, Honolulu e em muitas outras localidades, a conhecer as condições atmosféricas em centenas de quilômetros em torno delas. Postos de previsão do tempo em Honolulu e Guam avaliam as fotos de nuvens recebidas e verificam se existem quaisquer formações de nuvens que sejam típicas duma tempestade tropical ou tufão.

      Outro satélite meteorológico tem sua velocidade orbital ajustada de modo a permanecer numa posição fixa num ponto equatorial do Pacífico. Isto habilita as estações meteorológicas a receber a cobertura fotográfica da maior parte da bacia do Pacífico a cada vinte e dois minutos. Um satélite similar acha-se sobre o Oceano Atlântico.

      Quando É Iminente um Tufão

      O que acontece quando um padrão de tufão surge numa foto dum satélite meteorológico? Nessa ocasião, as estações meteorológicas por toda a área são alertadas. Tomam-se medidas para a preservação da vida e, ao ponto em que é possível, para reduzir os danos causados às propriedades. Mas, isso não é tudo.

      As estações meteorológicas enviam grandes balões com equipamento transmissor. Receptores especiais captam tais transmissões, que fornecem informações quanto à temperatura, umidade, velocidade e direção dos ventos, desde a superfície da tempestade até uma altitude de cerca de 27.000 metros. Além disso, aviões especiais de patrulha contra tufões são enviados de Guam e das Filipinas para localizar a tempestade em progresso e enviar pelo rádio informações sobre as velocidades dos ventos em várias localidades, desde as extremidades da tempestade até seu centro, bem como as condições do mar. Uma testemunha ocular relata o que se sente ao voar em tal avião:

      “Estava escuro como se fosse meia-noite. Na turbulência incessante, nosso avião de uns 54.500 quilos, balançava como uma rolha numa corredeira . . . Imagine, se puder, um cubículo de cerca do tamanho dum banheiro comum, junto com duas toneladas de equipamento eletrônico, garrafas térmicas, equipamento de salvamento e a tripulação, e então agite tudo muito bem.”

      Localizar e rastrear tufões desde sua concepção é de máxima importância. Exemplificando: o tipo atol coralino de ilhas, onde muitos dos micronésios vivem, é especialmente vulnerável às ondas tempestuosas, pois tais ilhas não são, em média, duma elevação de mais de 6,5 metros acima do nível do mar. Os navios no mar, também, apreciam os avisos de tempestades que lhes dão tempo suficiente para escapar do dano.

      Deveras, tem-se feito muito progresso em fornecer avisos antecipados de furiosos tufões ou furacões. Infelizmente, porém, muitas vidas são perdidas devido a tais avisos serem ignorados. Em vista das forças destrutivas de tais uivantes tempestades tropicais, é sábio fugir de sua trilha, tão rápido quanto possível.

  • Nasceu Jesus na época do Natal?
    Despertai! — 1976 | 22 de dezembro
    • Qual É o Conceito da Bíblia?

      Nasceu Jesus na época do Natal?

      ATUALMENTE a celebração do Natal se tornou, para muitos, simples costume. Suspiram aliviados quando passa a época do Natal, por causa do espírito comercialista, ao invés de o do cristianismo, que a permeia, embora, supostamente, se baseie na data do nascimento de Jesus.

      De que valor espiritual, ou de que mérito aos olhos de Deus, é a celebração de tal evento, se se trata de mero formalismo, E muito menos ainda se sua origem e prática não são cristãs! Sobre este ponto, observe o que afirma a New Catholic Encyclopedia:

      “Segundo a hipótese . . . aceita pela maioria dos peritos hoje em dia, designou-se ao nascimento de Cristo a data do solstício do inverno (25 de dezembro no calendário juliano [23 de dezembro em nosso atual calendário gregoriano] . . .), porque, nesse dia, à medida que o sol começava seu retorno aos céus setentrionais, os devotos pagãos de Mitra celebravam o dies natalis Solis Invicti (aniversário natalício do sol invencível). Em 25 de dez. de 274, Aureliano mandou proclamar o deus-sol como o principal padroeiro do império e dedicou um templo a ele no Campo de Marte. O Natal se originou numa época em que o culto do sol era particularmente forte em Roma.” — Vol. 3, p. 658 (Observação em colchetes é nossa.).

      Ademais, os peritos bíblicos geralmente reconhecem que 25 de dezembro não é a data do nascimento de Cristo. Com efeito, a Bíblia não aponta a data do nascimento de Jesus, mas fornece-nos informações no sentido de que não se deu na estação do inverno. Lucas, o escritor do terceiro Evangelho, fornece a seguinte informação:

      O precursor de Cristo, João Batista, era da família sacerdotal de Arão, da tribo de Levi. (Luc. 1:5, 13) Por conseguinte, teria começado seu trabalho designado com trinta anos de idade. (Núm. 4:3) João era seis meses mais velho que Jesus. (Luc. 1:24, 26, 35, 36) Visto que Jesus também começou seu trabalho especial quando tinha “cerca de trinta anos”, João já estaria pregando por cerca de seis meses antes de Jesus se chegar a ele para ser batizado. — Luc. 3:23.

      João iniciou seu trabalho “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César”, o imperador romano. (Luc. 3:1, 2) Os registros históricos mostram que Tibério começou a reger em 17 de agosto de 14 E. C. (calendário gregoriano). Segundo o modo de calcular romano, o primeiro ano de Tibério decorreu da data em que assumiu o poder, 17 de agosto de 14 E. C. até 17 de agosto de 15 E. C.a Seu décimo quinto ano iria de 17 de agosto de 28 E. C. a 17 de agosto de 29 E. C. Por conseguinte, mesmo que João iniciasse sua obra em 17 de agosto de 28 E. C., Jesus, chegando a João seis meses mais tarde não veio a ele senão, contando-se o mais cedo possível, em algum tempo de fevereiro de 29 E. C. Assim, o nascimento de Jesus, ocorrido trinta anos antes, cairia no ano 2 A. E. C., e não em 4 ou 6 A. E. C., como alguns calculam.

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