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  • g84 22/5 pp. 16-20
  • A morte que vem do céu!

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  • A morte que vem do céu!
  • Despertai! — 1984
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  • Uma Praga Que Se Espalha
  • O Que Isto Causa ao Meio Ambiente?
  • Crescentes Danos
  • Qual É a Solução?
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Despertai! — 1984
g84 22/5 pp. 16-20

A morte que vem do céu!

“Cremos que o júri já está em sessão. As autoridades científicas de todo o mundo concordam que existe a precipitação ácida e que algo precisa ser feito para detê-la.” Assim afirma Robert F. Flacke, comissário do Departamento de Conservação do Meio Ambiente do Estado de Nova Iorque.

“Cremos que o júri ainda não começou”, replica Carl E. Bagge, presidente da Associação Nacional do Carvão, dos EUA. “As causas e os eleitos da chuva ácida ainda são desconhecidos”, assevera.

Dois porta-vozes destacados, duas opiniões conflitantes. Que lado está certo?

“QUANDO eu vim para cá, nem pode imaginar os peixes que se pescava.” Ao falar, Peter Peloquin, um morador há muito tempo e proprietário duma pequena hospedaria na margem do lago Chiniguchi, do Canadá, inclinou-se sobre a mesa, para sublinhar o que dizia. “Naquela cadeia de Chiniguchi”, prosseguiu, “costumava-se realizar espetacular pescaria em quase uma dúzia de grandes lagos”.

Mas, em fins da década de 50 e no início da década de 60, coisas curiosas começaram a ocorrer neste lago. Trutas jovens se contorciam na superfície da água — algo que normalmente nunca fazem — e as gaivotas as transformavam em refeições rápidas e fáceis. Nesse mesmo período, apanharam-se os últimos peixes grandes. Hoje em dia não há mais peixes em Chiniguchi, nem em centenas de lagos na vizinhança.

O que provoca tal devastação? A chuva ácida — um dos mais graves problemas ecológicos de nossos tempos.

O Mau Hálito da Indústria

Na América do Norte, 30 por cento da chuva ácida é causada por óxidos nítricos — a metade dos quais provém dos escapamentos de veículos motorizados. A outra metade provém da queima de combustíveis fósseis, notadamente o carvão, por parte das companhias de energia elétrica e outras indústrias. O carvão também é a fonte de um dos piores culpados — o bióxido de enxofre, que compõe os outros 70 por cento da chuva ácida. Nos céus da América do Norte são lançados, anualmente, 60 milhões de toneladas destes gases. A atmosfera se torna um vazadouro de lixo.

Movimentando-se no alto de predominantes padrões climáticos, tais óxidos passam por mudanças químicas complexas e pouco entendidas, num meio composto de luz solar e vapor d’água. A resultante interação produz ácido sulfúrico e nítrico — a chave ácida. Tais ácidos também se precipitam como neve, saraiva, granizo e fog (neblina) ácidos, e até mesmo numa forma seca.

Uma Praga Que Se Espalha

Em 1852, quando o cientista inglês Robert Angus Smith descobriu a chuva ácida perto da cidade industrial de Manchester, onde se queimava o carvão, ela era um simples fenômeno local. Já na década de 50 e de 60, as emissões de fumaça geravam irado protesto das comunidades situadas perto das usinas e fábricas que queimavam carvão e óleo.

A que solução se chegou na década de 70? A de se construírem chaminés mais altas. Para exemplificar, em Sudbury, o gigante industrial “International Nickel” (agora “Inco Limited”) do Canadá, despejava no ar, por dia, até 7.000 toneladas de bióxido de enxofre. Os gases tóxicos devastaram de tal forma aquela área que, em fins da década de 60, os astronautas dos Estados Unidos praticaram ali a caminhada pela lua. Daí, a Inco construiu a “superchaminé” — de mais de 380 metros de altura, a maior do mundo, naquela época! Começaram a crescer de novo grama, flores e árvores em Sudbury. No entanto, a “superchaminé”, junto com centenas de outras chaminés que foram elevadas no Canadá, Estados Unidos e outros países, resultaram ser um crasso erro ecológico — transformando um problema local em um problema internacional.

A poluição móvel, então lançada bem alto no ar, invade outras terras. A Suécia e a Noruega são locais de despejo para poluentes que emanam do coração da Europa industrializada. O Canadá recebe correntes ácidas de ar dos Estados Unidos. Por sua vez, o Canadá exporta a chuva ácida para o nordeste dos Estados Unidos. Ilhas isoladas, como as do Havaí e das Bermudas, não escaparam disso. Até a China e países do hemisfério sul são atingidos.

O Que Isto Causa ao Meio Ambiente?

Nos meios ambientes de alta acidez, as águas dos lagos se tornam desnaturalmente claras, uma vez que o plâncton e outros tipos de vida microscópica perecem. A reprodução dos animais aquáticos é obstruída ou cessa. Daí, também, o alumínio e outros metais, que são normalmente encontrados em compostos inofensivos, são liberados do solo em formas tóxicas. O alumínio ataca as guelras dos peixes, tornando difícil a respiração. Morrem literalmente sufocados.

Especialmente trágica é a primavera, quando a vida desperta de seu sono hibernal, quando os peixinhos eclodem e as rãs e salamandras põem seus ovos nos banhados formados pelas águas da neve derretida. A concentração de poluição na neve que se derrete amiúde eleva 100 vezes a acidez, impedindo que mais de 80 por cento dos ovos eclodam.

“Há uma mudança em todo o sistema aquático”, afirma o dr.Harold Harvey, pioneiro na pesquisa da chuva ácida. “Vão-se primeiro os mariscos, daí os caracóis, em seguida os lagostins; e muitos dos insetos aquáticos, como a efêmera, zigópteros e plecópteros, e a libélula. Daí, começa-se a perder coisas como os anfíbios. . . . Daí se vão os peixes, e assim por diante.”

Qual tem sido o resultado? Não se conseguem mais manter trutas e percas em 2.000 a 4.000 Lagos em Ontário. O salmão está desaparecendo em nove rios da Nova Escócia onde outrora vicejava. Informes governamentais afirmam que 48.000 outros lagos estão ameaçados.

Na parte nordeste dos Estados Unidos, mais de 200 lagos nos montes Adirondack não têm mais peixes. Dez por cento dos maiores lagos de água doce da Nova Inglaterra já são considerados mortos. Um estudo feito pelo governo de Ohio prediz que “se não for tomada logo nenhuma medida, 2.500 lagos por ano, no fim do século, morrerão em Ontário, Quebec e Nova Inglaterra”.

Mas a lista de mortos é pior na Suécia. De acordo com o Ministro do Meio Ambiente, Anders Dahlgren, o número de lagos mortos ali já atingiu 20.000!

Crescentes Danos

A chuva ácida está estragando o solo — removendo nutrientes essenciais como cálcio, magnésio, potássio e sódio. O alumínio mortífero está atacando as raízes das árvores, impedindo a absorção de água e destruindo suas defesas contra doenças. Nos montes Green, de Vermont, EUA, 50 por cento dos espruces-vermelhos — jovens e velhos — já morreram desde 1965.

As florestas também estão morrendo na Inglaterra, França, Suíça, Iugoslávia e Polônia. Calculadamente 30 por cento do terço que dispõe de florestas da Alemanha Ocidental já foi gravemente atingido. Mesmo que as emissões de enxofre permaneçam estáveis, afirmam os peritos — as árvores perdem sua capacidade de combater a acidez. É com alarme que a BUND (sigla, em alemão, da União Conservadora do Meio Ambiente e da Natureza, da Alemanha) comunica que em menos de um ano dobrou a extensão das florestas doentes na Alemanha Ocidental. Na Europa, a chuva ácida é chamada de “holocausto ecológico”.

Mas isso não é tudo. A corrosão dos metais aumenta sob os efeitos desta lavagem ácida. E o bióxido de enxofre no ar tem transformado o cálcio existente no arenito, no calcário, no concreto e no gesso em sulfato de cálcio em decomposição. Nos Estados Unidos, o presidencial Conselho Sobre a Qualidade Ambiental calcula que os danos aos prédios e monumentos atinge mais de US$ 2 bilhões anuais. As colunas do Partenon, de Atenas, o Coliseu de Roma, e os prédios do parlamento do Canadá estão sofrendo desgaste.

Quanto à saúde humana, a evidência dos efeitos adversos da chuva ácida é ainda vaga, porém, mesmo assim, alarmante. A água ácida dos lagos faz com que o chumbo e o cobre tóxicos dos encanamentos passe para as reservas aquosas. Em certas áreas, isto tem provocado muitas doenças, tais como a diarréia em bebês. O mais atemorizante, porém, têm sido estudos que sugerem que o bióxido de enxofre no ar provoca bronquite, enfisema e a tensão do sistema cardíaco e circulatório, causando doenças que talvez matem 50.000 norte-americanos por ano!

Qual É a Solução?

Obviamente, o meio ambiente precisa ser purificado. A indústria do carvão e muitas companhias de serviços públicos do centro-oeste dos EUA, todavia, afirmam não haver evidência conclusiva de que uma dura legislação sobre o controle de emissões tóxicas tenha qualquer efeito sobre os níveis de chuva ácida.

Daí, em 29 de junho passado, o Conselho Nacional de Pesquisas, dos EUA, publicou um informe que, segundo a revista Science (Ciência), provavelmente será o estudo definitivo sobre a chuva ácida durante muitos anos. O conselho concluiu que de 90 a 95 por cento da chuva ácida no nordeste da América do Norte provém de fontes humanas, tais como a fumaça industrial e os gases tóxicos dos carros. “Uma redução de 50 por cento das emissões dos gases de enxofre e nitrogênio”, segundo se declara, “produzirá uma redução de cerca de 50 por cento nos ácidos que caem sobre a terra e a água, tangidos pelo vento, provindo da fonte emissora”.

Contudo, a “American Electric Power Company”, proprietária de uma cadeia de usinas que queimam carvão, no centro-oeste, afirma que uma emenda sobre a chuva ácida, proposta à Lei do Ar Limpo (EUA), aumentaria as taxas de energia elétrica residenciais em 50 por cento, e as taxas industriais em 80 por cento.

Os ambientalistas, contudo, discordam, citando suas próprias estatísticas. De acordo com recente cálculo de custos feito pelo Congresso, com base num estudo formulado para “Edison Electric Institute” e outro para a Federação Nacional de Vida Selvagem e a Coalizão Nacional a Favor do Ar Limpo, dos EUA, os custos se situariam entre US$ 2.400 milhões e US$ 4.600 milhões em 1990 — um aumento nas taxas de energia elétrica de apenas 2,4 a 4,6 por cento.

Apesar do custo, diversos países já começaram a agir. O Japão tem cuidado eficazmente de suas emissões, durante anos, por meio de filtros, com um modesto aumento de 12 por cento nas tarifas de energia. Impôs também um imposto sobre as emissões de enxofre, para penalizar as indústrias poluidoras. A Suécia impôs rígidas restrições às suas indústrias que queimam óleo, ainda que 67 por cento da poluição que enfrenta provenha de fontes além de suas fronteiras. Tudo isto tem sido feito apesar das afirmações, de algumas indústrias poluidoras, de que não existe suficiente evidência para se agir contra elas.

Quantos anos mais se passarão até que se tomem medidas apropriadas? Avisa o perito em chuva ácida, Eville Gorham: “Se esperarmos até a última centelha de evidência ser juntada, e ser estabelecida a cadeia completa de causas, uma parte frágil da vida em nosso planeta já terá sido prejudicada.” O preço da delonga poderia ser “um meio ambiente permanentemente corroído e envenenado, a ruína das indústrias de pesca, de reflorestamento e de turismo, e, possivelmente, o dano à saúde humana”, segundo uma avaliação feita por um informe do governo do Canadá.

Com toda essa retórica, a pessoa não se sente segura quanto a em que deve crer. Os ambientalistas, por um lado, são acusados de exagerarem os perigos da chuva ácida. Mas, por outro lado, afirma a revista Time: “A preocupação dos ambientalistas é de que os industriais continuem a utilizar táticas retardatárias para adiar custosos aprimoramentos básicos que são necessários para se reduzir as emissões.”

No entanto, ao passo que os humanos discutem e brigam, um remédio permanente já está a caminho. Dentro em breve o Grandioso Criador da terra agirá de forma a purificá-la de todos os poluidores egoístas, de maneira que nunca mais as belezas de nosso lar terrestre sejam estragadas pela chuva ácida ou qualquer outra praga industrial. Será que isto o atrai? Então, pense seriamente sobre a promessa segura da Bíblia sobre esse vindouro governo do Reino. — Revelação 11:17, 18.

[Diagrama/Foto na página 17]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

A chuva ácida está danificando gravemente muitas florestas na parte norte dos Estados Unidos e da Europa.

Deficiência de cálcio; morte da copa da árvore.

Caem agulhas e folhas.

Cerceado o crescimento da árvore; menos resistência à geada e às pragas.

Reduz-se o suprimento de água e de nutrientes.

O alumínio tóxico destrói pontas das raízes; diminuem as defesas contra doenças.

Carência de manganês; folhas do pinheiro ficam amareladas.

Removida a camada de cera que protege as folhas. Folhas com cicatrizes. Respiração prejudicada.

Bactérias impedidas de decomporem as folhas mortas; menos nutrientes.

Destruídas as minhocas.

Acidez erode os nutrientes essenciais — cálcio, magnésio, potássio, sódio.

[Diagrama/Mapa na página 18]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

A Europa é um caldeirão de emissões de enxofre levadas pelo vento. As florestas da Europa central estão morrendo. Milhares de lagos sensíveis à acidez, na Escandinávia, já estão mortos.

[Diagrama/Mapa na página 18]

(Para o texto formatado, veja a publicação)

Ventos predominantes levam as emissões de enxofre do vale do rio Ohio, EUA, para o Canadá. Por sua vez, o Canadá manda a poluição para o nordeste dos Estados Unidos.

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