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  • “As principais vítimas da perseguição religiosa”

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  • “As principais vítimas da perseguição religiosa”
  • Despertai! — 1988
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Despertai! — 1988
g88 8/6 pp. 22-25

“As principais vítimas da perseguição religiosa”

A PERSEGUIÇÃO religiosa sempre existiu, no decorrer da História. O que motivou Caim a assassinar Abel foram as diferenças religiosas. Caim não gostou de Deus ter aprovado o sacrifício de Abel e de não ter visto com favor o seu. Caim ficou irado, e, por fim, assassinou seu irmão. — Gênesis 4:3-8.

Jesus Cristo profetizou que seus seguidores seriam perseguidos, especialmente no tempo do fim. Avisou ele: “Sereis entregues para serdes punidos e executados; e homens de todas as nações vos odiarão por causa de vossa lealdade a mim.” — Mateus 24:9, The New English Bible (A Nova Bíblia Inglesa).

No decorrer dos milênios, as principais religiões têm perseguido umas às outras, à medida que cada uma julga ameaçado o seu controle monopolístico sobre o povo. Católicos, protestantes, hindus, muçulmanos, judeus, e outros, têm-se empenhado em derramar o sangue uns dos outros. Em nome da ortodoxia, da verdade infalível, e da salvação da alma, justifica-se a perseguição. Os judeus têm sido perseguidos, não só por sua religião, mas também por sua raça. Em alguns países, neste século 20, o comunismo ateu tem-se voltado contra a religião como ‘o ópio do povo’.

Todavia, neste mesmo século, existe um grupo que tem sido perseguido por todo o lado — seja religioso, seja político. Quem são eles, e quais têm sido os motivos disso?

“As Principais Vítimas”

Em seu recente livro, The Court and the Constitution (O Supremo Tribunal e a Constituição; 1987), Archibald Cox, antigo promotor especial do caso Watergate, escreve: “As principais vítimas da perseguição religiosa nos Estados Unidos no século vinte foram as Testemunhas de Jeová.” O que causou esta situação? Prossegue ele: “Começaram a atrair a atenção e provocar a repressão nos anos 30, quando seu proselitismo e seus números aumentaram rapidamente. Baseando-se na revelação Divina, da Bíblia, elas se puseram de pé nas esquinas das ruas e fizeram visitas de casa em casa, oferecendo tratados da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados [EUA] e pregando que o maligno triunvirato das igrejas organizadas, do comércio e do Estado, são os instrumentos de Satanás.”

À medida que as nações se envolveram na II Guerra Mundial, as Testemunhas tornaram-se vítimas e mártires do predominante espírito de nacionalismo, incentivado pelos governos em guerra. Em algumas nações, a saudação compulsória à bandeira foi imposta nas escolas. O serviço militar obrigatório tornou-se a regra. Ao passo que as Testemunhas de Jeová crêem que se deva pagar a César o que é de César — e talvez poucos grupos paguem seus impostos e obedeçam às leis do país mais conscienciosamente do que elas — elas também pagam a Deus o que crêem que Ele requer, a saber, a adoração e a suprema lealdade. Elas respeitam os excelentes princípios muitas vezes representados pela bandeira da nação, mas, para elas, a saudação à bandeira é uma divisória adoração de imagem. Esta posição meteu-as em dificuldades nos Estados Unidos, nos anos 30 e 40.

Centenas de crianças e jovens foram expulsos das escolas por se recusarem a saudar a bandeira. Como o Professor Mason declarou em seu livro Harlan Fiske Stone: Pillar of the Law (Harlan Fiske Stone: Sustentáculo da Lei): “A recusa por parte deles não significava que eram impatriotas ou que não amavam seu país. Simplesmente significava que, ao lerem as Escrituras, a saudação à bandeira violava a injunção bíblica contra o curvar-se diante de uma imagem esculpida.”

A questão chegou ao Supremo Tribunal dos EUA, e, em 1940, por 8 votos contra 1, o recurso interposto pelas Testemunhas foi denegado. O único e corajoso voto discordante foi o do Ministro Harlan Fiske Stone. O Professor Mason explicou como alguns reagiram: “John Haynes Holmes, presidente da União Americana das Liberdades Civis, disse que o voto discordante ‘seria classificado entre um dos maiores votos discordantes da História americana’. Os comentários da imprensa foram altamente favoráveis. Cento e setenta e um destacados jornais americanos condenaram prontamente o acórdão; apenas um punhado deles o aprovou.” Mas o que aconteceu então?

O Professor Cox prossegue em seu relato: “A perseguição contra as Testemunhas aumentou. Em algumas localidades, notadamente no Texas, algumas turbas atacaram as Testemunhas, devido à sua recusa de saudar a bandeira, e estas foram, algumas vezes, tidas como ‘agentes nazistas’.” No Maine, um Salão do Reino foi incendiado. Em uma cidadezinha de Illinois, a inteira população “passou a atacar cerca de sessenta Testemunhas”. E o que fizeram as autoridades? “Na maior parte, a polícia ficou parada ou participou ativamente nisso.” Como comenta o Professor Mason: “O Ministério da Justiça confirmou que esta onda de violência se originava diretamente do acórdão do Tribunal, no primeiro processo referente à Saudação à Bandeira. O próprio Tribunal tornou-se assim uma arma na luta pelas mentes dos homens.

Dramática Reforma da Sentença

Apesar desta perseguição atroz, os filhos de Testemunhas, semelhantes aos três fiéis hebreus, recusaram-se a saudar um símbolo nacional, neste caso a bandeira. (Daniel, capítulo 3) O departamento jurídico da Sociedade Torre de Vigia (EUA) continuou a interpor recursos aos processos de saudação à bandeira junto aos tribunais de recursos. Com efeito, “As Testemunhas de Jeová continuaram a fazer valer suas reivindicações com tanto furor que [o Ministro] Stone sugeriu que elas ‘deviam receber alguma dotação orçamentária, em vista da ajuda que prestam em solucionar os problemas legais das liberdades civis’.” — Harlan Fiske Stone: Pillar of the Law, página 598.

Daí, em 14 de junho de 1943 (o Dia da Bandeira), o Supremo Tribunal dos EUA tomou uma medida excepcional. Inverteu seu acórdão, num diferente processo de saudação à bandeira (West Virginia State Board of Education v. Barnette [Junta Estadual de Educação da Virgínia Ocidental v. Barnette]) e inocentou as Testemunhas. No mesmo dia, em outro processo que envolvia as Testemunhas de Jeová, os Ministros declararam: “Conforme aplicado aos autores do processo [as Testemunhas] este [o regulamento] os pune, embora não se possa afirmar nem demonstrar que aquilo que eles comunicaram tenha sido feito com um propósito maligno ou sinistro, nem que tenha advogado ou incitado a uma ação subversiva contra a nação ou o Estado. . . . Nossa decisão é que não se pode impor uma sanção criminal por causa de tal comunicação.”

O Ministro Jackson, como porta-voz do Tribunal, incluiu um voto que continha sabedoria do tipo da de Gamaliel: “Se houver qualquer estrela fixa em nossa constelação constitucional, é a de que nenhuma autoridade, alta ou insignificante, pode prescrever o que deverá ser ortodoxo na política, no nacionalismo, na religião, ou em outras questões de opinião, nem obrigar os cidadãos a confessar, por palavras ou por ações, a sua fé nisso.” Este voto tem sido chamado de “uma das mais dramáticas sentenças reformadas na história do Tribunal”. — Compare com Atos 5:34, 38, 39.

Por que era somente razoável que não se devia obrigar, por lei, as Testemunhas de Jeová a venerar a bandeira? O Professor Cox explica: “A ofensa cometida contra os filhos [Testemunhas] de Gobitis e de Barnette foi a obrigatoriedade, imposta pelo Estado, de proclamar a ortodoxia política na qual elas não acreditavam.” Tudo que as Testemunhas fizeram foi seguir o princípio bíblico: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” — Atos 5:29.

Por Que Proteger a Minoria?

Em sua análise destes casos, Cox suscita uma pergunta significativa: “Por que nos deveríamos preocupar com a liberdade espiritual dessa diminuta minoria que se recusa a saudar a bandeira? Ou que dizer de proteger as oportunidades de criadores de casos, como as evangélicas Testemunhas de Jeová?” Ele responde: “Parte da resposta reside na premissa da dignidade individual em que repousa a nossa sociedade, dignidade esta que tanto os ortodoxos como os não-conformistas possuem. Parte reside na consciência de que, se o Estado pode fazer calar a voz das Testemunhas de Jeová. . ., a nossa própria talvez seja a próxima.”

Sim, a supressão da liberdade de adoração de uma minoria impopular pode ser aquela reduzidíssima margem que leva à supressão de outras liberdades para todos os cidadãos. Mas existe outro fator interessante, incluído pelo Professor Cox:

“E parte reside na conscientização de que alguma minoria distante poderá alcançar a verdade — uma verdade postergada, ou perdida para sempre através da sua supressão.” E, entre as verdades que se estavam tornando objeto de supressão acha-se a pregada pelas Testemunhas de Jeová, a saber, que a única esperança da humanidade de obter paz e salvação é o governo do Reino de Deus, por Cristo Jesus. — Daniel 2:44; Mateus 6:9, 10.

“Criadores de Casos” Cristãos

Quando Cox se referiu às Testemunhas como “criadores de casos”, é preciso lembrar como os oponentes descreviam os primitivos discípulos cristãos: “Estes homens, que têm criado casos em todo o mundo, chegaram até aqui agora. . . Estão todos desafiando os decretos de César, dizendo que existe outro rei, um chamado Jesus.” (Atos 17:6, 7, New International Version) Como esta situação se parece com aquela em que as Testemunhas de Jeová se encontram em muitos países! E por que isto acontece? Pelos mesmos motivos que os primitivos cristãos sofreram — por sua lealdade a Cristo Jesus, seu Rei, e ao Reino dele.

A pregação bem-sucedida das Testemunhas move o clero ortodoxo a pedir ajuda às autoridades seculares, assim como aconteceu depois do ministério bem-sucedido de Paulo. O relato nos conta: “Movidos de inveja, os judeus reuniram alguns agitadores, homens de mau caráter, promoveram um motim na cidade. . . arrastaram Jasão e alguns irmãos e os levaram diante das autoridades da cidade.” — Atos 17:5, 6, Bíblia Vozes.

As Testemunhas de Jeová têm sofrido injusta perseguição em muitos países, tanto em épocas de guerra como nas de paz. Em muitas ocasiões, os líderes religiosos foram os promotores de tal perseguição, tendo usado sua influência junto a seus contatos na elite governante do momento para impedir as atividades das Testemunhas. Um exemplo notável foi a perseguição movida contra as Testemunhas de Jeová na Espanha católica, no período de 1950 a 1970. Homens, mulheres e crianças foram caçados, multados e presos, apenas por estudarem a Bíblia na intimidade de seus próprios lares. Centenas de rapazes passaram, cada um, mais de dez anos numa prisão militar, por manterem a neutralidade cristã.a

O ocorrido com as Testemunhas de Jeová na Espanha é tão notável que um destacado advogado, Señor Martín-Retortillo, escreveu: “Qualquer pessoa que estudar dez anos de Jurisprudência, e observar as sanções governamentais por razões de perturbação da ordem pública que influem na conduta religiosa, ficará surpresa de constatar o seguinte fato: É que, em quase todos os casos considerados, os que [estão envolvidos] são membros de apenas um grupo religioso. . . ‘Testemunhas de Jeová’.”

A Perseguição Não Impede as Testemunhas

Desde 1970, as Testemunhas de Jeová têm gozado de reconhecimento legal na Espanha, e, em vez das 10.000 ativas naquele tempo, existem agora cerca de 70.000 associados em cerca de mil congregações! Os Estados Unidos também apresentam uma taxa similar de progresso. No período a que se refere o Professor Cox (anos 30 e 40), havia somente umas 40.000 a 60.000 Testemunhas nos Estados Unidos, e um total de cerca de 115.000 em todo o mundo. Atualmente há mais de 770.000 Testemunhas nos Estados Unidos, e 3.400.000 no mundo todo, em 55.000 congregações. A perseguição não impediu o progresso de sua obra educativa mundial.

Quando confrontadas com perseguição, existe apenas uma resposta que as Testemunhas podem dar: “Se é justo, à vista de Deus, escutar antes a vós do que a Deus, julgai-o vós mesmos. Mas, quanto a nós, não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” — Atos 4:19, 20.

[Nota(s) de rodapé]

a Para obter um relato pormenorizado desta perseguição ocorrida na Espanha, queira ver o Anuário das Testemunhas de Jeová de 1979, páginas 165-248.

[Foto na página 23]

Os tribunais sentenciaram que a recusa de saudar a bandeira não indica desrespeito por ela.

[Foto na página 24]

Somente o Ministro Stone apoiou a posição das Testemunhas de Jeová no acórdão baixado em 1940 pelo Supremo Tribunal dos EUA.

[Crédito da foto]

Gabinete do Curador, Supremo Tribunal dos Estados Unidos

[Foto na página 25]

Pelo voto da maioria, estes Ministros decidiram a favor das Testemunhas na questão da saudação à bandeira.

[Crédito da foto]

Gabinete do Curador, Supremo Tribunal dos Estados Unidos

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