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  • “Persista na obra até o fim”
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1980
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1980
w80 1/12 pp. 28-31

“Persista na obra até o fim”

Conforme narrado por Lois Dyer

Esta foi a minha decisão quando ingressei no serviço de tempo integral há 49 anos. As designações levaram-me desde Perth até Tóquio, com muitas experiências recompensadoras ao longo do caminho.

NASCI em 1910, na cidade interiorana de Northam, na Austrália Ocidental. Entre as minhas primeiras lembranças estão alguns livros grandes na prateleira mais baixa da nossa estante de livros. Eram os volumes encadernados da revista Sentinela, datando desde o ano de 1904.

Naquele tempo não havia congregação do povo de Jeová na cidade, mas, de vez em quando, recebíamos a visita dos colportores. Meu pai acreditava naquilo que lia nas publicações da Torre de Vigia, e, mesmo depois de adoecer, falava a outros sobre as verdades bíblicas. O irmão Robert Lazenby veio de Perth para proferir o discurso fúnebre de meu pai, em 1929. Ao ouvir este discurso, reconheci imediatamente a verdade, e passei a ler todas as publicações disponíveis da Sociedade.

Tinha um anseio urgente de servir a Jeová, e, em julho de 1931, escrevi à Sociedade Torre de Vigia, expressando meu desejo de tomar parte no testemunho de porta em porta. Em resposta, eles me enviaram várias caixas de livros e uma petição para o serviço de pioneiro auxiliar. Sim, o nome deste serviço especial era o mesmo de agora, e também o requisito era de devotar 60 horas cada mês à proclamação das “boas novas”. Aceitei este privilégio, embora não fosse ainda batizada.

Depois disso, a primeira carta que recebi da Sociedade continha uma cópia da resolução que adotava o nome “Testemunhas de Jeová”, no congresso de Columbus, Ohio, em 1931. (Isa. 43:10-12) Eu e minha mãe a assinamos de bom grado. Continuávamos isoladas, mas eu começara a dar testemunho na minha cidade natal. Tendo lecionado por dois anos como professora estagiária, na escola primária da localidade, eu era bem conhecida na comunidade. Não foi fácil começar sozinha o serviço de dar testemunho de casa em casa, especialmente porque faltava o contato direto com uma congregação. Foram muitos os debates com opositores religiosos. Um ministro anglicano disse desdenhosamente: “Certamente você não acredita na estória de Adão e Eva!” Outras pessoas ouviram e aceitaram literatura, mas eu não sabia como levar avante o interesse. Minha irmã e seu marido liam A Sentinela, embora não tivéssemos um estudo organizado, e eu sentia fortemente a necessidade da associação com uma congregação.

Em 1.º de janeiro de 1932, eu e minha mãe nos mudamos para Perth. Que alegria foi associarmo-nos pela primeira vez com uma congregação cristã! Alguns dias mais tarde, em 4 de janeiro de 1932, fomos ambas batizadas no Salão do Reino de Subiaco. Logo no dia seguinte, comecei a trabalhar como pioneira regular junto com um grupo de pioneiros zelosos, e certamente foi muito alegre ter a ajuda de experientes proclamadores do Reino. Todos eles me encorajaram a ‘persistir na obra até o fim’.

Algumas semanas mais tarde, nós quatro saímos de carro para cobrir certo território rural, na parte sudoeste da Austrália Ocidental. Esta região havia sido franqueada a colonos ingleses, que desbravaram a floresta, e, em grupos, estabeleceram fazendas de gado leiteiro. Cada grupo (group, em inglês) tinha um número, e os colonos eram chamados “groupies”. Visto que tinham pouco dinheiro, amiúde trocávamos livros por leite, ovos e legumes. Numa ocasião trocamos alguns livros por uma caixa de tomates que durou uma semana inteira. Mudávamos de grupo para grupo, e dormíamos em tendas onde quer que terminássemos o dia de trabalho.

Naquele ano de 1932, celebramos a Comemoração da morte de Cristo na pequena cidade de Donnybrook, na casa do Sr. Arthur Williams, uma das primeiras pessoas na Austrália Ocidental, que aceitou a verdade bíblica. Sua irmã, Vi Williams, foi por muitos anos uma fiel pioneira e me ajudou grandemente com bons conselhos. Atualmente, a família Williams é bem conhecida como Testemunha de Jeová por toda essa região.

DAR TESTEMUNHO SOB PROSCRIÇÃO

Há muito tempo, eu aprendi a pôr em prática estas palavras do Salmo 55:22: “Lança teu fardo sobre o próprio Jeová, e ele mesmo te susterá. Nunca permitirá que o justo seja abalado.” Isto se mostrou veraz, especialmente quando o governo proscreveu as Testemunhas de Jeová, de janeiro de 1941 a junho de 1943.

Durante esse tempo, continuamos a pregar clandestinamente, e foi necessário proteger as publicações bíblicas que tínhamos. A minha literatura eu guardei num baú de metal enterrado no quintal da casa de minha irmã e seu marido. Dávamos testemunho com a Bíblia, e quando encontrávamos alguém realmente interessado, tínhamos de furtivamente, à noite, cavar no quintal! O trabalho de dar testemunho prosperou e o número de publicadores do Reino, na Austrália, dobrou durante aquele tempo. Jeová realmente sustém os seus servos que persistem na obra.

O SERVIÇO DE PIONEIRA ESPECIAL

Em 1942, voltei a Northam, minha cidade natal, como pioneira especial. Nesse tempo, meu irmão Dan havia tomado sua posição quanto à verdade, junto com a esposa e os filhos. Isto foi uma grande alegria para mim. Eu e outra pioneira, Mary Ham (agora Willis), usávamos, em vez de nossas bicicletas, um cavalo e uma aranha (carruagem leve de duas rodas). O cavalo era muito velho e dava um trabalhão fazer com que ele se pusesse em marcha pela manhã. Os filhos do meu irmão ajudavam por irem na frente com um molho de capim ou um pedaço de maçã para estimulá-lo a se pôr em movimento.

Minha designação seguinte foi bem diferente. Era o território comercial da cidade de Perth. A idéia de dar testemunho nos bancos e escritórios amedrontou-me de início, mas, pensei: “As pessoas são as mesmas quer em casa quer no escritório. Portanto, por que devo temer tal ambiente?” Confiando em Jeová toquei para frente. Embora fosse difícil iniciar estudos bíblicos pessoais, formei um bom itinerário de revistas, e, antes de deixar este território, angariei 50 assinaturas de nossas revistas.

Em 1947, foi designada sozinha para a pequena cidade de Katanning, que tinha então a população de cerca de 3.000 pessoas. Esta cidade era um centro de criação de ovelhas e de cultivo de trigo. Usando uma bicicleta, eu podia rodar cerca de 30 ou 50 km diariamente para alcançar as fazendas da redondeza. As pessoas eram muito hospitaleiras e amiúde me convidavam para uma refeição. Durante a primavera, quando as flores silvestres formavam um magnífico tapete colorido em ambos os lados das estradas rurais, eu, muitas vezes, descia da minha bicicleta e parava por alguns instantes para apreciar o cenário maravilhoso.

CONVITE PARA O SERVIÇO MISSIONÁRIO

Após apenas seis meses em Katanning, foi-me estendido um novo privilégio maravilhoso de serviço. Eu fora admitida na 11.ª classe da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia, e comporia o grupo de 19 pessoas da Austrália e Nova Zelândia. Neste grupo estava Molly Heron, que tem sido minha companheira desde então. Molly havia começado o serviço de pioneira também em 1932, em Brisbane. Assim, como temos o mesmo número de anos no serviço de tempo integral, temos muitas coisas em comum. Mas, enquanto eu estou inclinada a fazer decisões rápidas, Molly age com mais cautela. Portanto, fazemos uma boa combinação e temos desfrutado de um companheirismo muito feliz por cerca de 31 anos.

Depois de cinco meses atarefadíssimos e felizes em Gileade, em South Lansing, Nova Iorque, recebemos nossa designação. Nosso grupo de cinco irmãs deveria ir para Nova Caledônia. O irmão N. H. Knorr, porém, disse mais tarde que soubera que havia ainda caçadores de cabeça naquela ilha! Assim nossa designação foi mudada para Fíji. Enquanto esperávamos os nossos vistos de entrada para Fíji, ficamos 16 meses trabalhando com a congregação de Daly City, em São Francisco, na Califórnia, onde fizemos muitos bons amigos.

Em outubro de 1949, vimos um grupo de colegas da 11.ª classe deixar São Francisco, de navio, para sua designação no Japão. Eram eles: Lloyd e Melba Barry, Percy e Ilma Iszlaub, e Adrian Thompson. Enquanto o navio se afastava do cais, dizíamos em voz alta: “Até depois do Armagedom.” (Rev. 16:14, 16, Versão Almeida) As autoridades, porém, recusaram-se a conceder-nos os vistos para Fíji. Assim, janeiro de 1950 viu-nos seguir nossos amigos para o Japão, onde nos juntamos no lar missionário de Tarumi, em Kobe.

O TRABALHO MISSIONÁRIO NO JAPÃO

Iniciou-se então o período mais agradável dos meus 49 anos no serviço de tempo integral. De início, a falta de conhecimento da língua e dos costumes do povo japonês fez com que cometêssemos muitos erros. Por exemplo, uma vez disse à pessoa que eu estava tossindo (em vez de visitando) de porta em porta. Mas, eu sempre me lembrava do conselho do irmão Knorr: “Façam o melhor que puderem, e, mesmo cometendo erros, FAÇAM ALGUMA COISA!” Continuávamos assim fazendo o melhor que podíamos, e com a ajuda de Jeová progredimos gradualmente.

Uma experiência nova foi lidar com a fúria do tufão Jane. Estávamos no serviço de campo quando começou a ventar, e os publicadores instaram conosco para que voltássemos para casa. Não fazendo idéia do perigo, eu e Molly continuamos dando testemunho o máximo que pudemos. Mas, chegou uma hora que tivemos de parar. Quando fios elétricos começaram a balançar e a se romper com o ímpeto da ventania, fugimos para o lar missionário bem a tempo de escaparmos de possíveis danos causados por telhas e galhos de árvores que voavam pelo ar.

Uma das missionárias ficou perdida! À meia-noite, porém, ela chegou para casa sã e salva, depois de passar o dia inteiro detida num vagão de trem. Quando diminuiu a tempestade, descobrimos que o lar missionário havia sofrido apenas a quebra de alguns vidros e algum dano na parte hidráulica. Em outros lugares houve perda de vidas, e, no porto, 500 barcos afundaram.

Nos últimos anos, tivemos também nossa primeira experiência com terremotos, que são bastante comuns no Japão. Um deles derrubou a grande lanterna de pedra no jardim do lar missionário. Felizmente, na ocasião não havia ninguém por perto.

Há também muitas experiências agradáveis. Durante os nossos quatro anos em Kobe, tivemos o privilégio de ajudar na formação das congregações de Tarumi e Akashi. Alguns daqueles com quem estudamos a Bíblia na ocasião servem agora como pioneiros e anciãos designados nas congregações.

Nossa designação seguinte foi Quioto, a cidade dos mil santuários e templos. Embora a maioria das pessoas estejam principalmente interessadas nas suas coloridas festas religiosas, notamos que muitas pessoas estavam desejosas de estudar a Bíblia conosco. Uma dessas pessoas era Shozo Mima, um budista sincero. No seu coração acreditava que devia existir um Criador e disse: “Quero saber a respeito do verdadeiro Deus.” Tive realmente muito prazer em estudar com ele, visto que tinha muitas perguntas e estava sempre disposto a aceitar as respostas da Bíblia. Logo tornou-se uma zelosa Testemunha pioneira e foi designado para cuidar da congregação, depois que os missionários deixaram Quioto. Naquele tempo havia ali apenas 36 publicadores do Reino, mas agora tem 11 congregações e seis Salões do Reino naquela cidade.

Eu e Molly fomos transferidas para Kumamoto, na ilha de Kyushu. Percebemos que a cidade era fortemente feudalista, e, de início, foi difícil dar prosseguimento a obra de proclamar as “boas novas” ali. Junto conosco estavam Hana Mihara e Margaret Waterer (agora Margaret Pastor), e nós, quatro irmãs, lutamos com os ‘altos e baixos’ da nova congregação. Era um verdadeiro desafio. Mas, após seis anos de trabalho árduo, pudemos deixar a congregação com 31 publicadores zelosos, e alguns deles têm estado no serviço de pioneiro já por muitos anos. Hoje, existem três congregações em Kumamoto.

Nossa próxima mudança foi para Tóquio, onde temos servido junto às congregações de Tamagawa e Setagaya nos últimos 15 anos. A maioria das pessoas com quem estudamos são de famílias budistas, embora algumas tenham tido contato com igrejas da cristandade. Logo que fomos designadas para Setagaya, conheci Toshiko Nakamura, que por 20 anos vinha procurando uma explicação para as profecias de Revelação e de Mateus capítulo 24. Ela havia freqüentado 13 igrejas diferentes e interrogado vários ministros. Mas, eles lhe disseram que ninguém poderia explicar essas profecias. Um deles disse: “Depois que você morrer, entenderá estas coisas.” Ao estudar a Bíblia, ela disse alegremente ao filho: “Finalmente encontrei a verdade.” Depois de ter sido levado por sua mãe a 13 igrejas diferentes, ele estava um pouco descrente, mas concordou em estudar e progrediu rapidamente. Tem sido por oito anos pioneiro regular e serve agora como ancião na congregação de Setagaya.

JEOVÁ DESPEJA BÊNÇÃOS

Tem sido uma grande alegria participar na obra de fazer discípulos aqui no Japão. Embora o começo tenha sido difícil, somos felizes por ter perseverado. Vimos a obra progredir de 12 publicadores para mais de 52.000, e temos tido muitas experiências acalentadoras. Como todo mundo, tivemos problemas de saúde e algumas decepções. Mas, nunca pensamos em parar antes de a obra chegar ao fim. Agora, sentimo-nos como em casa junto aos nossos irmãos e irmãs japoneses. De fato, quando vamos às assembléias no exterior, sentimos que somos visitantes ali.

Olhando para os anos atrás, que passaram tão rapidamente, posso deveras dizer que Jeová abriu as comportas dos céus e despejou uma bênção. (Mal. 3:10) O serviço de tempo integral é um tesouro. Deveras, isto se aplica a toda atividade genuína que traz louvor ao nosso Pai celestial. E certamente, se nos esforçarmos em persistir na obra até o fim, Jeová acrescentará sua rica bênção.

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