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  • O iníquo é resgate para o justo

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  • O iníquo é resgate para o justo
  • Despertai! — 1970
Despertai! — 1970
g70 22/2 pp. 27-29

“A Tua Palavra É a Verdade”

O iníquo é resgate para o justo

NÃO seria estranho se um iníquo provesse um resgate para um justo? Por certo, os homens de mente ruim, egoístas, dificilmente considerariam proveitoso ajudar voluntariamente os outros sem também tirarem proveito. Por conseguinte, é contrário a seus desejos que se cumpram neles as palavras de Provérbios 21:18: “O iníquo é resgate para o justo; e quem age traiçoeiramente toma o lugar dos retos.” Mas, como isto acontece?

Falando-se em geral, os desejos de promover seus interesses egoístas, sem consideração pelo dano causado ao próximo, jamais se submeteriam por sua própria vontade a um arranjo que significasse perda para si mesmos e lucro para outros. A libertação do justo, portanto, só pode vir às custas daqueles que direta ou indiretamente os ferem ou destroem. Tem de haver uma inversão dos assuntos, sendo o justo preservado às custas da vida do iníquo.

Vários exemplos bíblicos ilustram como isto aconteceu no passado. Por exemplo, no tempo do Império Medo-Persa, altas autoridades e sátrapas tramaram contra o profeta Daniel, em virtude de ter ele uma posição governamental de muita proeminência. Tiveram êxito em fazer com que o Rei Dario assinasse um interdito que decretava a morte na cova dos leões das pessoas que fizessem petição a qualquer deus ou homem a não ser o próprio rei, durante trinta dias. Mas, Daniel continuou a adorar a seu Deus, Jeová, erguendo-lhe petições três vezes ao dia como era seu hábito antes de ser assinada a lei. Embora fosse lançado na cova dos leões por transgredir este decreto injusto, Daniel foi libertado por um anjo da morte certa. Daí, veio a inversão. O rei Dario ordenou que os próprios tramadores iníquos fossem lançados na cova dos leões. Sua morte resgatou ou libertou Daniel de todo dano possível futuro que eles sem dúvida lhe teriam causado. — Dan. 6:1-24.

Similarmente, num período posterior, a vida de todos os judeus corria perigo. Um agagita chamado Hamã foi elevado à posição de primeiro-ministro durante o reinado do persa Rei Assuero (que se considera ser Xerxes I). Irado com a recusa do judeu Mordecai de curvar-se perante ele, Hamã procurou causar a morte de Mordecai e de todos os outros judeus no império. Falou mal deles diante de Assuero, como sendo violadores indesejáveis da lei e, então, acrescentou: “Se parecer bem ao rei, escreva-se que sejam destruídos; e eu pagarei dez mil talentos de prata [cerca de NCr$ 57.000.000,00 em valores modernos] nas mãos dos que fizerem a obra, trazendo-os ao tesouro do rei.” Dali, Assuero deu poder a Hamã que expedisse um decreto para o aniquilamento de todos os judeus, “tanto o moço como o velho, pequeninos e mulheres”. — Ester 3:1-13.

Mas, logo, inverteram-se as posições para o conspirador. A Rainha Ester, que era também prima de Mordecai, apelou a seu marido Assuero que lhe salvasse a vida e a de seu povo, e identificou Hamã como o originador da trama assassina contra eles. O rei enraivecido ordenou que Hamã fosse enforcado na própria estaca que fizera para enforcar Mordecai. O cargo de primeiro-ministro foi então dado a Mordecai, e ele e Ester receberam depois a autorização real para redigirem um contradecreto para que os judeus se defendessem de seus inimigos na ocasião em que a lei de seu extermínio entrasse em vigor, em 13 de adar. Quando chegou aquele dia, os judeus lutaram por sua vida e mataram os que procuraram causar-lhes dano. — Ester 7:3-9:2.

Embora Daniel, e, mais tarde, Mordecai e os outros judeus, experimentassem um resgate quase que imediato ou libertação às custas de seus inimigos, isto nem sempre aconteceu. Durante os cerca de seis mil anos da história humana, os iníquos mataram muitos justos. Cristo Jesus até mesmo disse concernente a seus seguidores: “Então vos entregarão à tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome.” — Mat. 24:9.

Mas, será que o fato de Deus permitir que os justos sofram lhes dá o direito de revoltar-se, obrigando seus opressores a se tornarem um resgate para eles? Não. Até mesmo no caso de Daniel e no de Mordecai, e de seus companheiros judeus, a libertação veio por meios legais. Não tomaram a lei em suas próprias mãos.

Similarmente, os verdadeiros cristãos hodiernos se sujeitam aos governos que regem sobre eles e apelam a estes para livrarem-se de injustiças. Visto que tais governos existem pela permissão de Deus, exercem corretamente a autoridade de punir os violadores da lei e podem, como fizeram Dario e Assuero, livrar as pessoas acatadoras da lei às custas dos anárquicos. — Rom. 13:1-4.

Ilustra isto a seguinte experiência que há pouco tiveram as testemunhas de Jeová em certa área de Camarões (África). As autoridades locais prenderam onze de seus membros e tentaram obrigá-los a assinar declarações renunciando à sua religião. Cerca de quatro semanas depois, uma das testemunhas de Jeová foi assassinada. Depois de investigações governamentais, para grande surpresa da populaça, o deputado local (membro da assembléia legislativa) foi preso e encarcerado. Outras autoridades importantes também foram presas. No julgamento, o deputado confessou o assassinato e foi subseqüentemente condenado à morte. Mas, antes da hora da execução, cometeu suicídio em sua cela da prisão. Outros envolvidos no caso receberam longas sentenças de prisão. Por outro lado, aqueles dentre as testemunhas de Jeová que haviam sido injustamente presos, foram soltos e incentivados a continuar sua atividade de pregação.

No entanto, até mesmo quando a autoridade governamental se recusa a fazer justiça e se torna perseguidora dos fiéis servos de Deus, isto não concede ao cristão qualquer base para tomar os assuntos em suas próprias mãos. Um motivo muito bom para isso é que os cristãos não podem determinar se qualquer opositor, até mesmo o pior perseguidor, permanecerá sendo tal. Um dos mais zelosos cristãos do primeiro século, o apóstolo Paulo, disse a respeito de seu anterior proceder: ‘Eu era anteriormente blasfemador, e perseguidor, e homem insolente.’ (1 Tim. 1:13) E, atualmente, muitos anteriores perseguidores servem agora fielmente a Jeová Deus. Por conseguinte, se os cristãos retaliassem na mesma moeda, poderiam na verdade ferir pessoas que de outra forma talvez mudassem seu proceder e, como Paulo, contribuíssem grandemente para o progresso da adoração verdadeira.

Assim, ao enfrentar a perseguição e outros abusos às mãos dos homens, os verdadeiros cristãos avaliam que a misericordiosa paciência de Deus fornece a mais pessoas a oportunidade de abandonarem seu iníquo modo de agir. (2 Ped. 3:9) Pacientemente, aguardam que Jeová Deus aja contra os transgressores voluntários de suas leis justas. Assim, às custas das vidas dos iníquos, os fiéis servos de Deus serão para sempre resgatados ou libertos da tribulação às mãos deles. — 2 Tes. 1:6-9.

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