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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1981 | 8 de fevereiro
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das reformas de Josias, por volta de 648 A.E.C. — Sof. 1:4, 5.
Quando Sofonias começou a profetizar, a idolatria, a violência e o engano abundavam em Judá. Muitos afirmavam no seu coração: “Jeová não fará o que é bom e não fará o que é mau.” (Sof. 1:12) Mas a ação profética de Sofonias tornava claro que Jeová executaria vingança sobre os malfeitores impenitentes. (Sof. 1:3 a 2:3; 3:1-5) Seus julgamentos adversos recairiam, não só sobre Judá e Jerusalém, mas também sobre outros povos, os filisteus, os amonitas, os moabitas, os etíopes e os assírios. — Sof. 2:4-15.
A profecia de Sofonias teria sido especialmente confortadora para aqueles que se empenhavam em servir a Jeová e que tinham ficado muitíssimo angustiados com as práticas detestáveis dos habitantes de Jerusalém, inclusive seus príncipes, juízes e sacerdotes corruptos. (Sof. 3:1-7) Visto que as pessoas de disposição justa teriam aguardado com expectativa a execução do julgamento divino sobre os iníquos, a elas são evidentemente dirigidas as palavras: “‘Estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo, pois a minha decisão judicial é ajuntar nações, para que eu reúna reinos, a fim de derramar sobre elas a minha verberação, toda a minha ira ardente.’” (Sof. 3:8) Por fim, depois de extravasar sua ira sobre a “terra”, Jeová voltaria sua atenção favorável para o restante de Seu povo, Israel, restaurando-o do cativeiro, e tornando-o um nome e um louvor entre todos os demais povos. — Sof. 3:10-20.
AUTENTICIDADE
A autenticidade do livro de Sofonias é bem comprovada. Amiúde, as idéias expressas neste livro encontram paralelos em outras partes da Bíblia. (Coteje Sofonias 1:3 com Oséias 4:3; Sofonias 1:7 com Habacuque 2:20 e Zacarias 2:13; Sofonias 1:13 com Deuteronômio 28:30, 39 e Amós 5:11; Sofonias 1:14 com Joel 1:15, e Sofonias 3:19 com Miquéias 4:6, 7.) Ele se harmoniza inteiramente com o resto das Escrituras ao sublinhar verdades vitais. Por exemplo: Jeová é um Deus de justiça. (Sof. 3:5; Deu. 32:4) Embora dê oportunidade para o arrependimento, ele não permite indefinidamente que transgressão passe sem punição. (Sof. 2:1-3; Jer. 18:7-11; 2 Ped. 3:9, 10) Nem a prata nem o ouro podem livrar os iníquos no dia da fúria de Jeová. (Sof. 1:18; Pro. 11:4; Eze. 7:19) Para ser favorecido com a proteção divina, a pessoa precisa portar-se em harmonia com os julgamentos justos de Deus. — Sof. 2:3; Amós 5:15.
Outra evidência notável da canonicidade do livro é o cumprimento das profecias. A predita destruição sobreveio à capital assíria, Nínive, às mãos de Nabucodonosor, em 632 A.E.C. (Sof. 2:13-15), e sobre Judá e Jerusalém em 607 A.E.C. (Sof. 1:4-18; compare com 2 Reis 25:1-10.) Como aliados dos egípcios, os etíopes evidentemente sofreram a calamidade na época em que Nabucodonosor conquistou o Egito. (Sof. 2:12; confronte com Ezequiel 30:4, 5.) E os amonitas, os moabitas e os filisteus por fim deixaram de existir como povo. — Sof. 2:4-11.
[Continua]
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“Elas praticam o que pregam”Despertai! — 1981 | 8 de fevereiro
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“Elas praticam o que pregam”
DESDE a Segunda Guerra Mundial, as Testemunhas de Jeová na Itália aumentaram de umas poucas centenas de pessoas para mais de 81.000 pregadores ativos. Tal crescimento, bem como a qualidade espiritual das Testemunhas italianas, não deixaram de ser notados pela imprensa italiana.
O bem-conhecido jesuíta Virginio Rotondi escreveu no Il Tempo de 8 de outubro de 1978: “[As Testemunhas de Jeová] sabem do que estão falando. . . . elas citam um versículo específico de um capítulo específico das cartas de São Paulo, São Pedro ou São João. . . . Além do mais, os novos ‘conversos’ logo começam a pôr em prática e a ‘pregar’ o que aprenderam, em qualquer parte onde estejam. Paradoxalmente, preciso admitir que tais cristãos passam por um inegável fenômeno de crescimento.”
Daí, em 12 de agosto de 1979, La Stampa destacou que as Testemunhas de Jeová na Itália constituem “a única comunidade religiosa a ter tal surpreendente taxa de crescimento. Contudo, elas praticam o que pregam . . . Sua pregação não se resume em palavras, mas é um modo de vida . . . constituem os mais leais cidadãos que alguém poderia desejar: não sonegam impostos nem procuram se esquivar de leis inconvenientes a seus próprios interesses. Os ideais morais de amor ao próximo, recusa de poder, não-violência e honestidade pessoal (que para a maioria dos cristãos são ‘regras dominicais’, boas somente para serem pregadas do púlpito) incorporam-se no seu modo de vida ‘diário’.”
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