A “Tradução do Novo Mundo” em nova edição!
“A VEREDA dos justos é como a luz clara que clareia mais e mais.” De acordo com este princípio de Provérbios 4:18, em cada nova edição da Tradução do Novo Mundo, em português, incorporam-se todos os aprimoramentos das várias edições anteriores, tanto em português como em inglês, resultando em uma versão que nos ajuda a exercer a “capacidade intelectual” dada por Cristo para podermos “obter conhecimento do verdadeiro” e único Deus, Jeová. — 1 João 5:20; Salmo 83:18.
Assim é que, na atual edição de 1983, para ilustrar, já se acha incluído o termo “ancião”, em vez de “homem mais maduro”, levando-se em conta o atual entendimento de madureza cristã. Foram incluídas também, em colchetes duplos ([[]]; veja p. 6) todas as interpolações do texto original, algo não abrangido na edição original completa de 1967, lançada no Brasil em fins de 1968. Foram igualmente colocadas entre colchetes todas as declarações parentéticas que são essenciais ao entendimento, subentendidas nas línguas originais.
Maior Harmonia com Grego e Hebraico
As diferentes formas verbais do grego receberam atenção especial. De modo que, no trecho de Atos 15:29, lê-se agora “persistirdes em abster-vos” [lit.: “estejais abstendo-vos”], reforçando a ordem bíblica quanto ao sangue, os ídolos e a fornicação. Em Lucas 11:9, 10, a inclusão de “[persistir em]” reforça a continuidade da ação verbal. — Veja Ajuda ao Entendimento da Bíblia, verbete “Grego”.
Também se deu criteriosa atenção ao emprego dos artigos e seu significado. Por conseguinte, em Romanos 8:26, o artigo grego torna necessária a inclusão da expressão parentética “[problema de]” para elucidar o pensamento do escritor sobre a oração fervorosa. Em João 1:1, a fraseologia grega torna mister diferençar-se “o Deus”, Jeová, de “um deus”, Jesus, deixando claro que não se trata dum erro de imprensa, mas de uma diferença básica, doutrinal. — Veja-se A Sentinela, de 1.º de julho de 1976, p. 414, Ajuda, p. 697.
Precisão e Clareza
Para se poder adorar a Deus “com espírito e verdade” (João 4:24) e ter sólida esperança baseada na ressurreição, é preciso entender bem o ensino bíblico. Assim, em Filipenses 3:11, a leitura “ressurreição [a ocorrer] mais cedo” elucida que haverá uma ressurreição dos ungidos de Deus, a chamada “primeira ressurreição”. (Revelação 14:1-3; 20:6) Igualmente, em João 11:25, a expressão de que “quem exercer fé” em Jesus, “ainda que morra, viverá [outra vez]”, pode indicar a real situação dos mortos, e refutar a crença na inerente imortalidade da alma.
Assim, a clareza de expressão aumenta, em Lucas 4:29, quando se diz “a fim de o lançarem de cabeça para baixo”, e em Lucas 2:5, “em estado avançado de gravidez”. Em Mateus 13:26, foi a “lâmina” (e não a planta toda) que cresceu. E em Judas 9, Miguel “disputava acerca do corpo de Moisés” [lit., “ele estava dizendo em desacordo”, veja Interlinear do Reino, greco-inglesa].
Alguns aprimoramentos podem ser considerados opções de tradução, mas foram feitos a bem de maior clareza. Por exemplo, Sofonias 2:3 diz agora “provavelmente sereis escondidos”, embora, segundo o hebraico, também se poderia dizer “talvez sejais escondidos”.
Pequenas correções de medidas, em virtude de melhor entendimento do assunto, também são úteis. Assim, em João 19:39, “trinta e três quilos” é um pouco menos que os “45” anteriores. E em Lucas 24:13, “onze” é também menos que os “doze” de antes.
Um ajuste apropriado foi também feito na expressão “pendurado na estaca”, passando a rezar “pregado na estaca”, mais em harmonia com o entendimento do que realmente se deu no caso de Jesus. (Mateus 27; Marcos 15, etc.) veja ilustração disso no livro Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 170 e em A Sentinela, 1.º de outubro de 1984, p. 31.
Desde que se tornou disponível, em fins de 1968, a Tradução do Novo Mundo serviu de excelente instrumento para a divulgação das “gloriosas boas novas do Deus feliz”, e do seu Filho, Cristo Jesus. (1 Timóteo 1:11) Milhares de exemplares desta versão foram distribuídos e ajudaram pessoas sinceras a obter o conhecimento vital que “significa vida eterna”. (João 17:3) Além disso, a Tradução do Novo Mundo tem outra característica ímpar.
Dentre todas as versões da Bíblia, esta tradução restabelece e exalta o lugar do sublime nome de Deus, Jeová, em sua Palavra escrita. Assim, ao todo, o nome Jeová ocorre 6.973 vezes na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Hebraicas, além das 237 vezes em que ocorre nas Escrituras Gregas Cristãs, dando um total geral de 7.210 vezes. Nenhuma outra versão em português aponta tão sublimemente para o NOME incomparável de Deus, que precisa ser invocado a bem da nossa salvação eterna! — Romanos 10:13-15; veja-se A Sentinela, de 1.º de novembro de 1973, p. 643.
Os constantes aprimoramentos feitos nas sucessivas edições de forma alguma tornam obsoletas as edições anteriores. Antes, pelo contrário, cada uma delas pode ser objeto de criterioso estudo e contém o ensino básico da Bíblia.
Assim, que todos nós acolhamos esta nova edição de 1983 da Tradução do Novo Mundo, lançada nas Assembléias “Aumento do Reino” de 1984! Que demonstremos apreço por ela, utilizando-a plenamente no estudo particular, nas reuniões cristãs e na zelosa pregação do Reino de Deus, pois “quanto à palavra do nosso Deus, ela durará por tempo indefinido”. — Isaías 40:8.