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Ungüentos E PerfumesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Já nos dias de Salomão havia “toda sorte de perfume” e de pós fragrantes disponíveis para perfumar casas, roupas, camas e os corpos dos membros da realeza e de outros que pudessem dar-se ao luxo de adquiri-los. (Ester 2:12; Sal. 45:8; Pro. 7:17; Cân. 3:6, 7; 4:10) Nem o fabrico destes preparados se restringia ao sacerdócio levítico. Até mesmo mulheres eram, às vezes, fabricantes peritas de ungüentos, e, nos dias de Neemias, havia um grupo comercial a que pertenciam, como membros, os misturadores de ungüentos. — 1 Sam. 8:13; Nee. 3:8.
O interesse público nos produtos perfumados gerava o comércio e o intercâmbio no mundo antigo, não só de tais itens de consumo, mas também das matérias-primas necessárias para a fabricação dos mesmos. Além da mirra, especialmente para os ungüentos, e do olíbano para o incenso, outros materiais, incluindo o nardo, o açafrão, a cana, a canela, o aloés, a cássia (canela-da-china), e várias especiarias, gomas e plantas aromáticas, eram amiúde transportadas a longas distâncias, antes de chegarem aos potes e às perfumarias dos fabricantes de ungüentos. — Cân. 4:14; Rev 18:11, 13.
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UnigênitoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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UNIGÊNITO
[Gr. , monogenés]. A palavra grega é definida pelos lexicógrafos (Thayer; Liddell e Scott) como significando “único de sua espécie, ímpar”, ou “o único membro de uma parentela ou espécie”. Este termo é empregado para descrever o relacionamento tanto de filhos como de filhas com seus genitores.
As Escrituras mencionam o “filho unigênito” de uma viúva que vivia na cidade de Naim; também, a ’filha unigênita’ de Jairo, e o filho “unigênito” dum certo homem, filho este a quem Jesus curou dum demônio. (Luc. 7:11, 12; 8:41, 42; 9:38) A Septuaginta emprega a palavra ao falar da filha de Jefté, a respeito de quem está escrito: “Ora, ela era absolutamente filha única. Fora dela não tinha filho nem filha.” — Juí. 11:34.
O apóstolo João repetidas vezes descreve o Senhor Jesus Cristo como o Filho unigênito de Deus. (João 1:14; 3:16, 18; 1 João 4:9) Isto não se refere ao nascimento humano dele, ou a ele como apenas o homem Jesus. Como o Lógos ou A Palavra, “este estava no princípio com o Deus”, mesmo “antes de haver [o] mundo”. (João 1:1, 2; 17:5, 24) Naquele tempo, enquanto se achava em seu estado de existência pré-humana, ele é descrito como o “Filho unigênito”, a quem o Pai enviara “ao mundo”. — 1 João 4:9.
Ele é descrito como tendo “uma glória tal como a de um filho unigênito dum pai”, aquele que residia “na posição junto ao seio do Pai”. (João 1:14, 18) É difícil imaginar-se um relacionamento mais íntimo, mais confidente, ou mais amoroso e terno, entre um pai e seu filho do que este.
Os anjos do céu são filhos de Deus, assim como Adão era “filho de Deus”. (Gên. 6:2; Jó 1:6; 38:7; Luc. 3:38) Contudo, o Lógos, mais tarde chamado Jesus, é o “Filho unigênito de Deus”. (João 3:18) Ele é o único de sua espécie, o único a quem o próprio Deus criou diretamente, sem a intermediação ou cooperação de qualquer criatura. Ele é o único a quem Deus, seu Pai, utilizou em trazer à existência todas as outras criaturas. Ele é o primogênito e o principal dentre todos os outros anjos (Col. 1:15, 16; Heb. 1:5, 6), anjos que as Escrituras chamam de “os semelhantes a Deus” ou “deuses”. (Sal. 8:4, 5) Por conseguinte, de acordo com alguns dos mais antigos e melhores manuscritos, o Senhor Jesus Cristo é devidamente descrito como “o deus unigênito [Gr. , monogenés theós]”. — João 1:18, NM; ALA; IBB; LEB; VB.
Um número reduzido de traduções, em apoio do conceito trinitário do “Deus Filho”, gostariam de inverter a frase monogenés theós e traduzi-la como “Deus único gerado”. Todavia, W. J. Hickie, em seu Greek-English Lexicon to the New Testament (Léxico Greco-Inglês do Novo Testamento; p. 123), afirma que é difícil aquilatar por que tais tradutores traduzem monogenés huiós como “o Filho unigênito”, e, ao mesmo tempo, traduziriam monogenés theós como “Deus único gerado”, em vez de “o Deus unigênito”.
Paulo se referiu a Isaque como filho “unigênito” de Abraão (Heb. 11:17), embora Abraão tivesse gerado Ismael, por meio de Agar, bem como diversos filhos com Quetura. (Gên. 16:15; 25:1, 2; 1 Crô. 1:28, 32) O pacto de Deus, contudo, foi estabelecido somente por meio de Isaque, o único filho de Abraão de acordo com a promessa de Deus, bem como o único filho de Sara. (Gên. 17:16-19) Ademais, na ocasião em que Abraão ofereceu Isaque, este era o único filho que estava na casa de seu pai. Não tinham nascido ainda os filhos de Quetura, e Ismael já tinha sido despedido por cerca de vinte anos — sem dúvida estava casado e era cabeça de sua própria casa. — Gên. 22:2.
Assim, de diversos pontos de vista com respeito à promessa e ao pacto, as coisas a respeito das quais Paulo estava escrevendo aos hebreus, Isaque era o filho unigênito de Abraão. De maneira que Paulo tece um paralelo entre “as promessas” e o filho “unigênito” e “ ‘teu descendente’ . . . por intermédio de Isaque”. (Heb. 11:17, 18) Quer Josefo tenha adotado ou não um ponto de vista similar, ele também mencionou Isaque como sendo o filho “unigênito” de Abraão. — Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro I, cap. XIII, par. 1.
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UrAjuda ao Entendimento da Bíblia
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UR
[chama]. “Ur dos Caldeus”, a cidade da Mesopotâmia em que nasceu Harã, irmão de Abrão (Abraão) — e, provavelmente, o próprio Abraão. (Gên. 11:28; Atos 7:2, 4) Jeová apareceu a Abraão e lhe mandou que partisse de Ur. A Bíblia, ao creditar tal mudança a Tera por ser este o chefe de família, afirma que Tera levou seu filho, Abraão, sua nora Sara e seu neto Ló, mudando-se de Ur para Harã. — Gên. 11:31; 12:1; Nee. 9:7.
Geralmente se identifica Ur com Tel el-Muqayyar, na margem O do rio Eufrates, c. 241 km a SE da cidade de Babilônia. As ruínas ali abrangem uma área de c. 915 por 730 m. Sendo certa vez um centro da adoração da deusa-lua Nana (ou, Sin), a característica mais notável do sítio ainda é uma torre-templo ou zigurate de uns 60 m de comprimento, 46 m de largura e 21 m de altura.
Nos túmulos reais em Ur, os escavadores encontraram muitos objetos de ouro, de prata, de lápis-lazúli, etc., bem como indícios de que antigos reis e rainhas sumários da cidade foram sepultados junto com seu séquito de escravos e escravas.
As ruínas do que parece terem sido casas, que foram encontradas nas escavações em Ur (que alguns sugerem que pertenceram ao período entre os séculos XX e XVI AEC) indicam que as casas eram construídas de tijolos, com paredes rebocadas e pintadas de cal, e dispunham de treze ou quatorze aposentos que cercavam um pátio pavimentado. Entre as tábuas de argila encontradas neste sítio havia algumas utilizadas no ensino da escrita cuneiforme. Outras tábuas indicam que os estudantes ali dispunham de tábuas de multiplicação e de divisão, e extraíam raízes quadradas e cúbicas. Muitas das tábuas são documentos de transações comerciais.
À base das escavações feitas em Ur parece claro que Abraão fez notáveis sacrifícios materiais ao partir daquela cidade. Mas, com fé, o patriarca “aguardava a cidade que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e fundador é Deus”. — Heb. 11:8-10.
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UrdiduraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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URDIDURA
Na tecelagem, o conjunto de fios que correm paralelos ao tecido é chamado de urdidura. O conjunto tecido alternadamente sobre e debaixo destes fios em ângulos retos por todo o tecido constitui a trama. Quando os sacerdotes de Israel verificavam os materiais tecidos para constatar a lepra, eles inspecionavam tanto a urdidura como a trama. — Lev. 13:47-59.
Ao terminar o tecido, o tecelão corta transversalmente os fios da urdidura, removendo o material e deixando as “franjas” ou extremos dos fios da urdidura presos ao tear. O Rei Ezequias fez alusão a isto ao relembrar sua grave doença, quando achava que Deus, aparentemente, estava prestes a lhe abreviar a vida, decepando Ezequias “dos próprios fios da urdidura” numa morte prematura. — Isa. 38:9-12.
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UriasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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URIAS
[chama de Jah, ou, minha luz é Jah]. Marido hitita de Bate-Seba. Urias era um dos guerreiros estrangeiros de Davi. (2 Sam. 23:39; 1 Crô. 11:41) As palavras, a conduta e o casamento dele com uma judia, e morar ele em Jerusalém, perto do palácio do rei, tudo sugere que ele adotara a adoração de Jeová Deus como um prosélito circuncidado. — 2 Sam. 11:3, 6-11.
Enquanto Urias se empenhava na luta contra Amom, em Rabá, Davi cometeu adultério com a esposa dele, Bate-Seba, sendo que Urias nunca veio a saber disto. Davi então mandou buscá-lo e conseguiu que Urias chegasse a Jerusalém, no que o rei lhe perguntou sobre como ia a guerra e o mandou para casa, de modo que o filho da esposa de Urias parecesse ser dele mesmo. No entanto, Urias se recusou a ir para lá, porque o exército estava no campo. (Deut. 23:9-11; compare com 1 Samuel 21:5.) Mesmo quando Davi o embriagou, Urias ainda se recusou a dormir em casa. (2 Sam. 11:1-13) O crime de Davi contra Urias tornou-se então duplo, pois Urias voltou para a guerra levando as instruções do próprio Davi, dirigidas a Joabe, para conseguir que Urias morresse em combate. — 2 Sam. 11:14-26.
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Urim E TumimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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URIM E TUMIM
(“luzes e perfeições”, plural no sentido de excelência). A primeira menção destes itens nas Escrituras ocorre em Êxodo 28:30.
Conforme registrado em Levítico 8:8, Moisés, depois de colocar o peitoral em Arão, pôs o Urim e o Tumim no peitoral. Ao passo que a preposição hebraica aqui traduzida “em” [abrangida na contração “no”] possa ser traduzida “sobre”, a mesma palavra é empregada em Êxodo 25:16 ao se falar de colocar as duas tábuas de pedra na Arca do pacto. (Êxo. 31:18) Alguns têm proposto a sugestão de que o Urim e o Tumim eram as doze pedras afixadas no peitoral. Que este não era o caso é demonstrado pelo fato de que, na cerimônia de investidura do sacerdócio, o peitoral completo, com as doze pedras costuradas nele, foi colocado em Arão, e “a seguir” o Urim e o Tumim foram colocados nele. Também, uma comparação de Êxodo 28:9, 12, 30 refuta a teoria de que consistiam nas duas pedras de ônix colocadas sobre as ombreiras do éfode do sumo sacerdote. (Êxo. 28:9-14) Constituíam, evidentemente, objetos distintos.
É notável que o Urim e o Tumim devessem ficar sobre o coração de Arão quando ele ‘entrasse perante Jeová’, sem dúvida se referindo a Arão se pôr de pé no Lugar Santo, diante da cortina do compartimento Santíssimo, ao indagar de Jeová. A localização deles, “sobre o coração de Arão”, pareceria indicar que o Urim e o Tumim eram colocados na dobra da veste ou bolso que se formava pela constituição dupla do peitoral. Eles eram para os “julgamentos dos filhos de Israel” e eram utilizados quando se fazia mister que Jeová respondesse a uma questão de importância para os líderes nacionais, e, por conseguinte, para a própria nação. Sendo Jeová, o Legislador de Israel, a
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