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Repelindo o ataque dos espíritos iníquosA Sentinela — 1967 | 1.° de maio
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“Não contemplou nenhum poder sobrenatural contra Jacó, e nenhuma dificuldade viu contra Israel. Jeová, seu Deus, está com ele . . . Pois não há nenhum feitiço de má sorte contra Jacó.” — Núm. 23:21, 23.
Isso significa que, se formos realmente fiéis a Jeová, os ataques dos espíritos iníquos serão repelidos. O “iníquo” e seus demônios podem causar dificuldades ou provas, como fizeram com Jó e Jesus, mas não podem vencer-nos. A vitória nos é assegurada, se continuarmos a resistir a eles. Seja forte na fé, fazendo com que sua oração seja: “Livra-nos do iníquo.”
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Não haverá cura até que as casas fiquem sem nenhum homemA Sentinela — 1967 | 1.° de maio
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Não haverá cura até que as casas fiquem sem nenhum homem
“E eu comecei a ouvir a voz de Jeová, dizendo: ‘A quem enviarei, o quem irá por nós?’ E eu pastei a dizer: ‘Eis-me aqui! Envia-me.’” — Isa. 6:8.
1, 2. (a) Como foi que o profeta Amós datou o tempo de sua profecia? (b) Que outro profeta se referiu ao mesmo evento notável que Amós, e, em relação com que movimento da terra?
O REGISTRO sobre o terremoto não diz quantas casas foram destruídas. Mas, o terremoto foi tão notável que a ocasião de sua ocorrência foi usada para datar importante profecia do nono século A. E. C. O profeta inicia seu livro inspirado afirmando: “As palavras de Amós, que estava entre os pastores de Técoa, o que ele viu a respeito de Israel, nos dias de Uzias, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto.” (Amós 1:1, Al) Isto situaria o terremoto por volta do ano 809 A. E. C. Entretanto, causou tamanha impressão que foi relembrado três séculos depois (em 519 A. E. C.) e foi usado na profecia de Deus por meio de Zacarias para fazer uma comparação com outro movimento da terra, nas seguintes palavras:
2 “E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte e a outra metade dele para o sul. E fugireis pelo vale dos meus montes (porque o vale dos montes chegará até Asel), e fugireis assim como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá.” — Zac. 14:4, 5, Al.
3. Como é descrito nas Antiguidades Judaicas, de Josefo ben Matthias, um terremoto nos dias do Rei Uzias?
3 Seis séculos depois dessa profecia, Josefo ben Matthias, o historiador judeu de nosso primeiro século, escreveu suas Antiguidades Judaicas e descreveu vividamente o terremoto dos dias do Rei Uzias, no Livro 9, Capítulo 10, parágrafo 4, afirmando:
. . . Por conseguinte, quando chegou um dia notável, e se deveria celebrar uma festa geral, pós a roupa santa, e foi para o templo, oferecer incenso a Deus sobre o altar de ouro. Mas Azarias, o sumo sacerdote, que tinha consigo oitenta sacerdotes, afirmou que não era licito que ele oferecesse sacrifício: e que ninguém, a não ser a posteridade de Aarão, tinha permissão de fazer isso. E, quando clamaram para que ele saísse do templo, e não transgredisse contra Deus, ficou irado com eles e ameaçou matá-los, a menos que se acalmassem. No ínterim, um grande terremoto abalou o solo, e uma ruptura ocorreu no templo, e os raios brilhantes do sol reluziram através dele; e caíram sobre a face do rei, a tal ponto que a lepra tomou conta dele imediatamente. E, diante da cidade, num lugar chamado Eroge, metade da montanha se separou do restante, ao oeste, e rolou cerca de oitocentos metros; e parou na montanha a leste: até que as estradas, bem como os jardins do rei, foram danificados pela obstrução. Então, logo que os sacerdotes viram que o rosto do rei estava infetado de lepra, contaram-lhe a respeito da calamidade que lhe sobreviera, e ordenaram que ele saísse da cidade como pessoa poluída. Nisso, ele ficou tão confuso que fez o que lhe ordenaram; e sofreu este castigo terrível e miserável por causa de uma intenção presunçosa, e por causa da impiedade contra Deus subentendida nisso. Assim, residiu fora da cidade por algum tempo, e viveu uma vida privada, ao passo que seu filho Jotão assumiu o governo. Morreu com pesar e ansiedade, quanto ao que lhe sucedera; quando tinha vivido sessenta e oito anos, e reinou cinqüenta e dois; e seu corpo foi sepultado sob seu próprio jardim.
4. (a) Será que a data que Josefo deu para o terremoto concorda com a fornecida por Amós? (b) Será que a própria Bíblia menciona um terremoto por ocasião da invasão do templo por parte de Uzias, mas, o que indica a respeito da algum terremoto?
4 Visto que o Rei Uzias morreu de lepra no ano 774 A. E. C., o tempo do terremoto, conforme indicado pelo historiador judeu, Josefo, não concorda com o fornecido pelo profeta Amos, a não ser que tenha havido dois terremotos. O próprio relato da Bíblia a respeito do ocorrido ao Rei Uzias quando invadiu o compartimento sagrado do templo de Jerusalém é fornecido em 2 Crônicas 26:16-23 e 2 Reis 15:1-7. Não menciona nenhuma ocorrência dum terremoto naquela ocasião. Outrossim, o reinado do Rei Uzias foi històricamente assinalado pelo notável terremoto, merecedor de repetida citação. Mas, a extensão do dano causado às casas e a outras propriedades não é mencionada pela Bíblia. Todavia, deve ter havido considerável dano, se as pessoas fugiram de suas casas por causa do terremoto.
5, 6. Que sacudida do templo ocorreu no ano em que morreu o Rei Uzias, conforme relatado em Isaías 6:1-4?
5 No entanto, no ano que morreu o Rei Uzias, o templo de Jeová foi abalado em seu limiar, provavelmente depois da morte do afligido Rei Uzias. O profeta Isaías observou este abalo do templo, e nos fala a respeito da ocasião de sua ocorrência, no capítulo seis, versículos de um a quatro, dizendo:
6 “No ano que morreu o Rei Uzias, eu, no entanto, cheguei a ver Jeová’,a sentado num trono sublime e elevado, e suas vestes enchiam o templo. Acima dele estavam os serafins. Cada um deles tinha seis asas. Com duas, mantinha coberta a sua face, e com duas mantinha cobertos os pés, e com duas voava, E este clamou para aquele e disse: ‘Santo, santo, santo é Jeová dos exércitos. A plenitude de toda a terra é a sua glória.’ E os pivôs do limiar começaram a tremer ao som da voz daquele que chamava, e a própria casa ficou gradualmente cheia de fumaça.”
7. Que contraste há entre Uzias e Isaías a respeito da invasão do templo por parte do rei e a visão do templo que o profeta teve?
7 Que contraste se mostra aqui entre o Rei Uzias e o profeta Isaías! O Rei Uzias invadiu presunçosamente território proibido ao rei em seu trono. Desejava dar início a uma ligação nova e mais íntima entre o rei e Jeová Deus e praticar a adoração direta de Deus, e, assim, pôr de lado o sacerdócio designado por Deus. Como ímpio intrometido, viu o interior do compartimento santo do templo, onde candeeiros de ouro, tábuas do “pão da presença” e o altar de
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