BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g75 22/2 pp. 13-16
  • O que foi que aconteceu com as viagens à lua?

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • O que foi que aconteceu com as viagens à lua?
  • Despertai! — 1975
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • Por Que a Desilusão?
  • Indesejável
  • Mais Realistas
  • Qual é a situação atual dos vôos espaciais tripulados?
    Despertai! — 1972
  • A lua — o que se descobriu?
    Despertai! — 1973
  • Lua
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
  • Lua
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
Veja mais
Despertai! — 1975
g75 22/2 pp. 13-16

O que foi que aconteceu com as viagens à lua?

EM 20 de julho de 1969, milhões de pessoas em todo o mundo estavam ‘grudadas’ a seus televisores. Viam surpreendente consecução — o primeiro homem pisava na lua.

À medida que o astronauta estadunidense pisava na superfície lunar, falava do “gigantesco salto para a humanidade”. Isso excitou a imaginação das pessoas em toda a parte. Alguns consideravam isto como grande abertura para o espaço. Falava-se de vôos tripulados aos outros planetas, até mesmo “às estrelas”.

Mas, os seis pousos lunares dos estadunidenses findaram três anos depois, em 1972; desde então não houve mais nenhum. E, na atualidade, não se planejam outros. Exceto para um vôo conjunto dos Estados Unidos e União Soviética, em órbita da terra, em 1975, não se programa que os astronautas estadunidenses voltem ao espaço até que se termine o “ônibus espacial”, e projeta-se isto para cerca de 1980.

Ao passo que os pousos lunares certa vez cativaram a imaginação das pessoas, isto não mais acontece. A maioria não mais fica emocionada com conversas de colônias lunares, ou de descobertas de ampla importância advindas das viagens lunares, ou de se trazer mais “rochas lunares”. Deveras, para grandes números, o interesse nas aventuras lunares está ‘tão morto quanto a ave dodó’.

O que aconteceu? Por que não há planos para outros estadunidenses pousarem na lua? Por que se desvaneceu tanto o interesse do público?

Por Que a Desilusão?

Na verdade, houve consecuções definidas feitas nas viagens lunares. Simplesmente chegar até lá foi um dos maiores feitos da história humana. Também, foram obtidas mais informações sobre a lua e outras partes do sistema solar. E aprenderam-se algumas coisas que poderiam ser aplicadas ao uso industrial.

Todavia, muitos acham que os bilhões de dólares necessários para levar alguns homens à lua representam dinheiro demais para pouquíssimos resultados. Acham que o conhecimento adicional do sistema solar, ou o conhecimento que beneficie a indústria, pode ser obtido mais barato por sondas espaciais não-tripuladas. Muitos outros até mesmo acham que o dinheiro, a energia mental e o esforço poderiam ser muito melhor utilizados em outros projetos científicos ou industriais aqui na terra.

Somente as missões Apolo à lua custaram bem mais de 20 bilhões de dólares (Cr$ 150 bilhões). Outras aventuras “espaciais” custaram bilhões adicionais. Mas, havendo tanta pobreza, fome, escassezes e outros problemas entre a humanidade, é compreensível por que muitos se sintam desiludidos com os vastos dispêndios de dinheiro com o que consideram de tão poucos resultados práticos. A maioria ficaria mais feliz se seu governo não gastasse esse dinheiro, e, ao invés disso, fizesse uma restituição de impostos já pagos!

Admite-se amplamente que a desilusão é geral. Durante um vôo do “Skylab III”, que em fins de 1973 rodeou a terra por 84 dias, com três homens a bordo, observou o Times de Nova Iorque:

“Depois de 16 anos de vôos espaciais, o fato de que os homens circulam em volta da terra uma vez a cada 93 minutos, durante semanas seguidas, dificilmente é notícia. . . .

“E há apenas quatro anos e meio depois que Neil A. Armstrong deu ‘um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade’, poucas pessoas se queixam de que os homens não mais irão à lua.”

O Times falou da “reação impassível a cada novo lançamento de espaçonaves”. E comentou o colunista Russell Baker:

“Para as pessoas que observam aquelas incessantes contagens regressivas em Cabo Kennedy, também parecia sem sentido.

“Ir à lua, por exemplo. Todos sabemos que os cientistas ficaram emocionados com as rochas, o pó e sabe-se lá o que mais que retornou da lua, mas não mintamos sobre as nossas próprias reações anticientíficas.

“Sentados aqui, junto ao tubo [de televisão], observando o vôo, a maioria de nós provavelmente sentiu desagradável impulso de pensar: ‘E daí?’

“Eis aqui alguns camaradas que percorreram todo o caminho até à lua e não tinham nada que fazer quando chegaram lá, exceto dar uma caminhada de uns 22 quilômetros. Isso poderia ser feito em Wyoming, muito mais barato, e através de paisagem semelhante.

“Foi maravilhoso, mas realmente não abriu quaisquer horizontes para a maioria de nós, e certamente era difícil de ver como isso iria melhorar o quinhão do homem.”

Também, tornou-se mais óbvio que, visto que é preciso tão tremendo esforço para tirar da terra apenas alguns homens, a viagem espacial não será algo para o povo comum durante seu período de vida. Não haverá passagens baratas à lua ou para qualquer outro lugar distante da terra. Com, efeito, dificilmente há quaisquer passagens baratas para se viajar até mesmo na terra, nos dias de hoje!

Houve também desapontamentos quanto aos resultados dos pousos lunares. Para exemplificar, os cientistas esperavam que os mais de 360 quilos de rochas lunares trazidos pelos seis pousos lunares resultassem de valor para determinar-se a origem da lua. Mas, noticia o Times de Nova Iorque:

“Durante anos, antes do primeiro pouso lunar, os cientistas argumentaram sobre os méritos de várias teorias [quanto à origem da lua] com grande intensidade, mas a batalha terminou empatada. . . .

“Todo o mundo esperava que os pousos lunares resolvessem prontamente o debate: Parecia óbvio que, logo que descobríssemos de que a lua era feita, poderíamos dizer de onde ela veio. . . .

“Tais esperanças não se materializaram. A análise das rochas lunares demonstrou que a química era diferente, provando que a lua não proveio da terra. Mas, não sugeriu quaisquer outras alternativas.

“A origem da lua permanece tão misteriosa quanto era antes da Apolo.”

Outro desapontamento para os cientistas é que a lua resultou ser desprovida de quaisquer formas de vida. Não forneceu indícios de vida como já tendo existido ali antes. Isto abalou as esperanças de alguns cientistas de que a lua ajudaria a promover suas teorias evolucionárias favoritas quanto à origem da vida.

Indesejável

Outra razão pela qual muitos perderam o interesse é que agora compreendem que os vôos espaciais são bastante desconfortáveis, a ponto de serem uma carga para os que os empreendem. Não é algo pelo qual as pessoas gostariam de trocar os confortos de seu lar. Não só são perigosos devido a possíveis acidentes, aos danos causados por raios cósmicos e meteoritos, mas o confinamento, as pressões sobre o corpo, a mente e as emoções humanas são consideradas indesejáveis pela maioria.

Exemplificando: há o desafio ao corpo e à mente da prolongada imponderabilidade, em virtude da ausência de gravidade uma vez distante da terra. Isto tem causado mudanças indesejáveis ao sistema cardiovascular dos astronautas, a seus músculos, aos fluidos e às funções do corpo. Tem causado a descalcificação dos ossos.

Outro resultado indesejável começou a ser observado em 1964, depois que dois astronautas estadunidenses fizeram um vôo de quatro dias em volta da terra. Os médicos que os examinaram após sua volta descobriram que perderam sangue em órbita. As experiências no vôo seguinte confirmaram a perda de sangue. No vôo de oito dias da Gemini-5, os dois astronautas perderam 8 por cento dos glóbulos vermelhos — cerca de meia pinta (cerca de um quarto de litro) de sangue. Um vôo posterior de quatorze dias feito por dois outros astronautas provocou uma perda de sangue perto de uma pinta (menos de meio litro) inteira!

Este mesmo fenômeno tem sido observado nas missões mais recentes do Skylab, os três vôos de equipes de astronautas num ‘laboratório celeste’ em órbita da terra. A equipe do primeiro vôo sofreu uma perda de 15% de glóbulos vermelhos; a segunda sentiu uma queda de 12%. A primeira equipe perdeu cerca de 10% do seu plasma sanguíneo; a segunda equipe 13%. A terceira equipe também perdeu sangue.

Comentando isto, o Journal and Constitution, de Atlanta, afirma: “Sejam quais forem as razões disso tudo, a perda de glóbulos vermelhos e de plasma sanguíneo, e de fluido celular do corpo é grave mistério médico espacial. Poder-se-ia exagerar em dizer que o futuro do vôo espacial tripulado depende de sua solução, mas a verdade não está muito longe disso.” E um dos astronautas envolvidos disse, por causa disso: “A base do que sabemos agora, não estou disposto a ir para Marte amanhã.”

Não só houve perda de sangue, mas levou semanas para que alguns dos astronautas que voltaram recuperassem o sangue perdido em vôo. Em certo caso, levou quatro semanas até que o corpo de um dos astronautas começasse a fabricar quaisquer novos glóbulos vermelhos.

Dentre os muitos outros problemas que tornam desatraentes os vôos espaciais para muitos, há o seguinte, observado por U. S. News & World Report:

“Um dos problemas mais desconcertantes da equipe [do Skylab III] foi causado pela combinação das bolhas de ar na água potável, a imponderabilidade e a comida espacial.

“Quando lhe perguntam qual foi o mais duro problema higiênico que enfrentaram, o astronauta Pogue explicou: ‘Temos de soltar tantos gases. Não quero deixar passar isso levianamente porque acho que ficar soltando gases umas 500 vezes por dia não é uma boa maneira de prosseguir. . . . O único aspecto consolador é que todo o mundo solta a mesma quantidade.’”

Viagens mais longas, tais como as que às vezes se fala em relação a Marte, que poderiam levar dois anos, apresentam problemas muito mais sérios. É por isso que afirma Saturday Review/World: “Ao passo que o astronauta talvez passe muito bem em Marte, é melhor que vigie seus passos quando voltar à [gravidade] da terra, avisam os médicos da NASA. Arrisca-se a fraturar seus ossos descalcificados até mesmo com pequena queda, se tentar usar seus músculos desprovidos de fósforo e nitrogênio muito cedo, depois do pouso.”

Mais Realistas

Por estes e muitos outros motivos, uma avaliação mais realista dos vôos tripulados à lua, ou para qualquer outra parte no espaço, a bem dizer, acha-se ultimamente na ordem do dia. É melhor compreendido agora que o “progresso” do homem no espaço é limitadíssimo. Até mesmo a viagem lunar é tida por muitos cientistas como apenas um ‘salto de pulga’ e não uma viagem ao espaço sideral.

É também melhor avaliado agora que falar-se de mandar um homem “às estrelas” se torna um absurdo nesta época. A estrela mais próxima fora de nosso sistema solar acha-se tão distante que não poderia ser alcançada no período de vida do viajante. Mesmo se pudesse, uma estrela é um sol, uma bola quente de gás incandescente que consumiria qualquer espaçonave.

Por certo, se se tivesse verificado que os vôos tripulados à lua e além dela eram muito úteis, os governos estariam correndo para chegar lá e explorar seus benefícios. Mas, isto não está acontecendo. O entusiasmo por tais aventuras já diminuiu inquestionavelmente. Assim, ao passo que as viagens à lua resultaram ser um excitamento momentâneo, a dura realidade do que está envolvido e quão pouquíssimos benefícios práticos foram derivados em comparação com seu custo, esfriou o interesse tanto do cidadão mediano como de seu governo.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar