Observando o Mundo
TUDO PARA FICAR “ALTO”
Os toxicômanos se dispõem a fazer esforços extraordinários para conseguir atingir os “altos” químicos que almejam. Os seguintes três itens bem ilustram isto.
◼ Os toxicômanos de Nova Iorque acharam um meio de neutralizar a depressão nervosa que comumente acompanha a breve e explosiva euforia obtida do tóxico conhecido como crack. Misturam o crack, uma forma de cocaína, com heroina, e fumam tal combinação num cachimbo. A euforia da heroína dura horas, e abranda o choque do fim do efeito do crack. A popularidade da heroína estava decrescendo, à medida que muitos toxicômanos jovens relutavam em usar agulhas. Mas, agora, uma clientela inteiramente nova poderá, algum dia, tornar-se viciada em heroína.
◼ Em Juárez, no México, as crianças locais foram vistas cafungando estranhas pedras verdes que encontraram no depósito de lixo municipal. As pedras provaram ser resíduos tóxicos endurecidos, alegadamente ali lançados ilegalmente por empresas dos EUA localizadas no México. Cafungar as pedras, segundo noticiado, agia sobre os jovens do mesmo modo que cheirar cola de sapateiro, trazendo perigos similares: possíveis danos aos rins, ao fígado e ao cérebro, e até esterilidade, ou o risco de algum dia produzirem filhos deformados.
◼ De acordo com o San Francisco Examiner, algumas pessoas chegam até a lamber sapos para ficar “altas”. Uma substância química chamada bufotenina exsuda da pele de certos sapos. Ingerida em pequenas quantidades, afeta os sentidos e provoca certa desorientação. Em quantidades maiores, torna-se perigosamente venenosa e tem sido colocada pelos farmacologistas na mesma categoria de outros fármacos ilegais, tais como o LSD e a heroína. Embora dificilmente seja uma prática comum, informa-se que há pessoas que tentam ficar “altas” à base da pele de sapo, em regiões tão diversas como a América do Sul, os Estados Unidos e a Austrália.
“UMA FORMA DE ABUSO DE MENORES”
O Dr. W. Gifford-Jones, escrevendo em The Globe and Mail, de Toronto, Canadá, comenta com certa preocupação que muitas crianças e jovens norte-americanos sofrem de obesidade. Por quê? O médico põe a culpa no consumo de lanches rápidos, ricos em gorduras, e na falta de exercício, comentando: “Crianças não queimam calorias quando vêem TV e engolem batatas fritas.” As crianças, comenta o médico, talvez paguem um alto preço por sua obesidade, apresentando uma variedade de problemas de saúde potencialmente graves. Ademais, as crianças de idade pré-escolar que são obesas têm 25 por cento de probabilidade de se tornarem adultos obesos, ao passo que aquelas que continuam obesas na adolescência têm 75 por cento de probabilidade de enfrentar uma vida inteira de obesidade. Ele assevera que “uma criança gorda é uma criança doente”, concluindo: “É uma forma de abuso de menores, permitir que crianças pequenas contraiam tal doença por pura negligência.”
PRAGAS NA ESTUFA
Cientistas da Nova Zelândia avisam que o efeito estufa, o gradual aquecimento da Terra causado pela poluição humana, teria um subproduto inesperado: O possível florescimento de pragas. Os cientistas predizem que o aumento de temperatura, segundo a projeção feita, permitiria que muitos insetos que escapam da quarentena estabelecida pela Nova Zelândia, ou que chegam até lá pelas correntes de vento, consigam sobreviver aos invernos, se reproduzam e pululem. Segundo o New Zealand Herald, os cientistas predizem nuvens de gafanhotos, enxames de mosquitos propagadores de doenças e bilhões de dólares gastos no combate a essa invasão. O Herald comenta que o entomologista Dr. Garry Hill disse que “pareciam já estar surgindo alguns dos efeitos da mudança”.
DESPERDIÇAR ALIMENTO
Na Europa, destruir alimentos há muito é uma norma. O Mercado Comum Europeu adquire os excedentes, para manter estáveis os preços das frutas e das hortaliças. Mas segundo um informe recente do escritório de auditoria europeu, quase 84 por cento dos excedentes comprados na Itália, na França, nos Países-Baixos e na Grécia são destruídos — cerca de 2,5 milhões de toneladas anuais de produtos. Do restante, “dez por cento é convertido em ração animal, 5 por cento é destilado para transformar-se em álcool, e apenas 1 por cento é distribuído aos pobres”, comenta o Jornal alemão Wetterauer Zeitung.
PREÇO ALTO DEMAIS
Alguns astros do rock, já mais idosos, há muito conhecidos por sua música tocada num volume de estourar os tímpanos, mencionam agora com franqueza a resultante perda de capacidade auditiva. Segundo The Toronto Star, o guitarrista de rock Ted Nugent admite que seu ouvido esquerdo “só serve por uma questão de aparência. Não funciona”. E Pete Townshend, do grupo chamado The Who, disse ao mesmo jornal que “uma das maiores agonias . . . é que, muito antes de você envelhecer, não consegue ouvir o que as crianças lhe estão dizendo”. Sobre seus anos de rock estridente, acrescenta: “Acho que vale a pena dizer que existe um preço a se pagar por isso: é a surdez prematura.” Ao passo que ele e outros músicos veteranos estão reduzindo o volume do som, muitos astros mais novos não estão.
MORTE PREMATURA
Entre 80.000 e 100.000 brasileiros sofrem morte prematura, todo ano, em decorrência de males tais como câncer pulmonar e doenças do coração causadas pelo fumo. O fumo também pode provocar derrames cerebrais, mesmo entre pessoas com menos de 35 anos. O jornal O Estado de S. Paulo cita Célio Levyman, neurologista brasileiro, como recomendando métodos de evitar os derrames cerebrais pela eliminação das causas mais freqüentes: a obesidade, o tabagismo, a má alimentação, a pílula anticoncepcional, o álcool e o stress. Apesar dos danos causados pelo fumo, a revista Veja informa que, ano passado, aumentou em 4 por cento o consumo de cigarros no Brasil. Todavia, pouco antes de morrer de câncer pulmonar, o famoso ator Yul Brynner gravou a seguinte mensagem: “O que quer que faça, por favor não fume.”
ALIMENTAR RATOS
Os nova-iorquinos estão sendo culpados pelo explosivo aumento da população de ratos em sua cidade. Os peritos afirmam que o principal problema é o incorreto fim dado ao lixo. As pessoas alimentam os ratos por jogar lixo pelas janelas, jogar comida nos trilhos do metrô, deixar restos de alimento nos parques públicos, e assim por diante. Apesar dos US$ 10,5 milhões gastos pela cidade anualmente no programa de controle de ratos, a comunidade deles continua a prosperar. Tousaint Vogelsang, um exterminador de ratos de Nova Iorque, comenta: “Por que os ratos iriam comer o veneno que colocamos para eles, quando podem comer o seu caviar — galinha, bifes, pizza — direto dos sacos de lixo! É preciso deixar que o rato fique faminto. Nenhuma comida, nenhuma água. Então ele comerá o veneno.”
FEMINISTAS TROCAM DE RELIGIÃO
Algumas feministas acham que as religiões estrangeiras elevam mais as mulheres do que as religiões locais. Segundo uma colunista do Mainichi Daily News, de Tóquio, há feministas nos Estados Unidos que rejeitam a cristandade como pendendo para o machismo, e, em vez disso, adoram a deusa-sol Amaterasu, a principal deidade feminina do xintoísmo nipônico. Por outro lado, as feministas japonesas não querem nada com Amaterasu, a quem ligam às guerras e à subjugação das mulheres, apoiadas pelo xintoísmo. Muitas se filiaram às igrejas da cristandade, arrazoando que, terem tais igrejas aberto escolas para moças, liberou as mulheres no Japão.
FLERTE COM O MARXISMO
Leonardo Boff, teólogo brasileiro, depois de recentes visitas a Cuba, China e União Soviética, declarou que “as sociedades socialistas são altamente éticas, limpas física e moralmente”. Por flertar com o marxismo e “desafiar [num de seus livros] a Igreja institucional, hierárquica, com seus bispos e padres, ao afirmar que Jesus Cristo não é o seu fundador e que os dogmas proclamados por ela não são eternos”, segundo a revista Veja, “o Vaticano se arma para cassar o título de teólogo católico” de Boff. Semelhantemente, Paulo Evaristo Arns, cardeal-arcebispo de São Paulo, deixou aborrecidos dois bispos cubanos, por suas “relações excessivamente amistosas com Fidel Castro”. Os bispos afirmam que o cardeal, numa carta enviada a Castro, até mesmo “classifica o regime político cubano com a expressão ‘sinais do reino de Deus’ e ‘uma obra de amor’”.
PEGO NO ATO
Recentes julgamentos realizados nos Estados Unidos têm decidido que mulheres toxicômanas grávidas são responsáveis pelos efeitos de seu hábito nos nascituros. A mãe que consome cocaína durante a gravidez está efetivamente ministrando tóxicos através do cordão umbilical. Em Illinois, EUA, um tribunal de menores condenou uma mãe de maus-tratos pré-natais contra seu filho e de negligência, por consumir cocaína durante a gravidez. Concluiu o juiz Frederick J. Kapala: “É o mesmo que a mãe desse a uma criança um pacote de lâminas de barbear para brincar.”