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g84 8/2 pp. 12-15

Cocaína — droga perigosa ou divertimento inocente?

ELA “MATA a fome, renova as forças dos abatidos e exaustos e faz os infelizes esquecer suas tristezas”. O escritor, Garcilaso de la Vega, historiador espanhol do século 16, referia-se às folhas de um arbusto que cresce nas encostas orientais da Cordilheira dos Andes — Erythroxylon coca. Os efeitos que ele descreveu provinham de um dos alcalóides nas folhas de coca — a droga cocaína.

Muitos atuais usuários de cocaína — calculados 20 milhões só nos Estados Unidos — têm sobre ela quase a mesma opinião. Como disse Scott, ex-viciado de 23 anos: “Ela o eleva acima do que você realmente é. Faz você pensar que é incapaz de errar. Nada mais tem importância.”

Considerada uma droga segura pela maioria dos usuários, em anos recentes tornou-se a preferida para uso por prazer. Louvada como “o caviar das drogas”, “a ambrosia dos aristocratas” e “o embalo do rico”, usar cocaína tornou-se socialmente aceitável como fonte de prazer. Milhões a consideram um respeitável e inocente divertimento.

Cara e Sedutora

O uso da cocaína se tornou tão amplo que as estimativas de vendas (mais de 30 bilhões de dólares anuais nos Estados Unidos) levam o comércio de cocaína bem ao alto da lista dos negócios rentáveis. A preços às vezes superiores a 2.500 dólares a onça, a a cocaína é várias vezes mais cara do que o ouro.

“Tem havido nos últimos anos um explosivo aumento no uso de cocaína pelos americanos”, diz o dr. William Pollin, diretor do Instituto Nacional de Combate à Toxicomania, dos Estados Unidos. Acrescenta: “Embora a cocaína não seja fisiologicamente viciadora, considero este um aumento muito perigoso, porque referimo-nos a uma droga que pode ser a mais sedutora, intensa e ameaçadora droga que conhecemos.” O grifo é nosso.

Quais são alguns dos argumentos que os usuários de cocaína apresentam para justificar o seu uso, embora proibido por lei? Eles afirmam que essas leis se fundamentaram em informação incorreta e preconceito. Destacam que a lei qualifica a cocaína de narcótico, ao passo que é realmente um estimulante. Dizem que não é mais perigosa do que o álcool ou o tabaco, usados legalmente. Ademais, acham que não é fisicamente viciadora, que é relativamente inofensiva e que é improvável que alguém morra por usá-la. Acreditam que têm controle e podem parar de usar cocaína a qualquer momento que quiserem.

É Viciadora?

Mas, podem largar o hábito a qualquer momento que quiserem? Certo usuário escreveu: “Eu costumava fumar dois maços de cigarros [de tabaco] por dia. Larguei esse vício na primeira tentativa. Tentei largar a cocaína 32 vezes.” Embora o uso de cocaína possa não ser tecnicamente considerado fisicamente viciador, há crescente evidência de viciação psicológica.

Diz o dr. Robert L. DuPont Jr., ex-diretor do Instituto Nacional de Combate à Toxicomania: “De todas as drogas, é a mais poderosa em transmitir uma sensação de bem-estar. O usuário de cocaína quer sempre mais dela, e quando pára de usá-la, sente-se deprimido e exausto. Assim, ele tenta redobrar a dose.” O abatimento mental e físico que ocorre quando a droga perde seu efeito exerce tremenda motivação para repetir o uso. A cocaína pode tornar-se severamente viciadora.

O escritor Tom Henderson, outrora ele mesmo viciado em cocaína, explica: “A cocaína estimula os centros de prazer como quase nada o consegue, e, uma vez estimulados, tomam conta.” O dr. David Smith, de São Francisco, EUA, declarou: “Viciação é compulsão . . . e uso contínuo apesar das conseqüências. A cocaína é muito viciadora.” (Time, 11 de abril de 1983) Há muitos casos de pessoas que simplesmente não conseguem largar seu freqüente uso de cocaína, embora isso possa significar a perda do emprego e a ruína financeira. Diz o dr. Charles Schuster, chefe do Centro de Pesquisa da Toxicomania da Universidade de Chicago: “Esta é uma droga extremamente sedutora. É tão boa que você não deve experimentá-la nem uma única vez.” Mas é fisicamente perigosa?

É Perigosa?

“Não se engane em pensar que a cocaína é uma droga segura”, alerta o dr. Schuster. Mesmo os que usam e aprovam a droga admitem certos sintomas desagradáveis, tais como nervosismo, tremedeira, coriza, sangramento e vômitos. E, embora o uso de cocaína possa temporariamente reprimir o desejo de alimento e sono do corpo, ela não compensa a necessidade destes. Apenas nocauteia o sistema de alarme natural e dá uma falsa sensação de bem-estar. Por fim, o corpo obrigatoriamente se debilita ou adoece. O resultado é a exaustão física e o colapso.

“Muitos olham para a cocaína e acham que seu uso não acarreta conseqüências, que nada de grave acontecerá”, diz o dr. Everett Ellinwood, especialista em toxicomania. Continua: “Você pode desenvolver paranóia, suspeição profundamente arraigada e daí passar a alucinações, ilusões de grandeza e depressão maníaca. Uma dose suficientemente forte pode torná-lo psicótico e uma superdose pode matá-lo.”

Don, paramédico de 36 anos e ex-usuário de cocaína, apóia esta conclusão, dizendo: “Eu sofria alucinações e via aparições. Naquela época eu também me aprofundava no ocultismo. Sob o efeito da cocaína eu tinha contato com personagens e ouvia vozes. Vejo agora quão facilmente as drogas e o demonismo podem entrelaçar-se.”

O comportamento sexual também pode mudar “Ela induz a pessoa a um comportamento bizarro”, disse certa usuária de cocaína. Eu participava em sexo grupal, coisa que normalmente jamais faria. A pessoa pensa que está realizando fantasias, mas no fim são insatisfatórias. A pessoa ‘vira bicho’.”

Sob o cabeçalho “Cocainomania Ligada a Surto de Mortes e Doenças”, uma notícia no The New York Times dizia: “A cocaína . . . envia cada vez mais usuários à sala de emergência ou ao necrotério.” Num estudo de 68 mortes ligadas ao uso de cocaína, 24 foram diretamente devidas a seus efeitos tóxicos.

Os relatórios falam também de como o uso de cocaína altera a personalidade e a sociabilidade dos que a usam e os induz a comportamento autodestrutivo. Além de virarem suspeitosos e paranóicos, alguns ficam tão totalmente obsedados com a droga que abandonam tudo o que antes significava alguma coisa na vida para eles e ficam totalmente absortos nela.

Embora seja verdade que os efeitos do uso da cocaína variam, dependendo da dose e da química do corpo da pessoa, os perigos são reais. E aumentam com a quantidade usada. O mais comum é “cafungar”, a inalação de cocaína pelo nariz onde é absorvida através das membranas mucosas. Além de dar ao usuário um nariz obstruído e gotejante, isto enfraquece e destrói o tecido nasal, resultando em sangramento e eventualmente na perfuração do septo — um orifício na membrana que divide as narinas.

O método de “cafungar” pode levar a outras formas comuns de uso: a injeção e o fumar, para se obter um “embalo” maior, melhor e mais rápido. Estas formas são consideradas as mais perigosas e viciadoras, uma vez que a droga rapidamente chega ao cérebro. Embora se produza um rápido “embalo”, amiúde é seguido de um colapso ou de um período de extremo mal-estar. Daí, para aliviar o mal-estar, precisa-se tomar mais. Ou talvez se inicie o vício de heroína para acalmar o usuário e aliviar a irritabilidade. Ou, mistura-se a cocaína e a heroína, num processo chamado “speedballing”. Pode resultar em morte, pois há grande perigo de superdose por causa do processamento e das misturas desiguais feitos várias vezes antes de a droga chegar ao usuário.

Uso da Cocaína e a Bíblia

A Bíblia previne que nos “últimos dias” do atual sistema de coisas deste mundo os homens se tornariam “amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, . . . sem autodomínio, . . . mais amantes de prazeres do que amantes de Deus”. (2 Timóteo 3:1-4) Vivemos hoje num mundo inclinado ao prazer. Cada vez mais pessoas buscam uma fuga da realidade na agradável estimulação de seus sentidos. A cocaína lhes dá essa intensa sensação de euforia. Mas, concernente aos amantes do ego e do prazer, a Bíblia aconselha: “Destes afasta-te.” — 2 Timóteo 3:5.

Quão apropriado para os que vivem nos últimos dias é o conselho bíblico: “Mantende estrita vigilância para não andardes como néscios, mas como sábios, comprando para vós todo o tempo oportuno”! (Efésios 5:15, 16) Seria insensato, então, deixar-se tornar um indivíduo indiferente, irresponsável, unicamente voltado ao prazer egoísta. Esta, todavia, é uma armadilha do uso de cocaína. Diz o dr. Schuster: “Um dos maiores perigos da cocaína é que ela desvia as pessoas da busca de interesses normais; pode induzir e redirecionar as atividades das pessoas rumo a uma preocupação quase que exclusiva com a droga.”

Enquanto estamos ainda neste atual sistema de coisas, a Bíblia nos manda “repudiar a impiedade e os desejos mundanos, e a viver com bom juízo, e justiça, e devoção piedosa”, sendo ao mesmo tempo “obedientes a governos e autoridades como governantes”. (Tito 2:12; 3:1; veja também Romanos 12:2, 3.) Em linha com este conselho, a pessoa certamente não desejaria se empenhar em nada que fosse ilegal ou que envolvesse contato com o mundo do crime.

O uso de cocaína não produz “bom juízo”. “Ela faz você sentir que venha o que vier, você pode dar conta do recado”, disse o jovem Alvin, ex-usuário de cocaína. Mas, a sensação de melhora no intelecto e nas habilidades físicas, provocadas pela cocaína, é enganosa. Diz a revista Newsweek: “Como a maioria das drogas que atuam na mente, a cocaína lida com ilusões, não com a realidade — de modo algum é benéfica ao dar às pessoas qualidades que estas não possuem em si.”

Como Parar

Obviamente, a cocaína não é um passatempo inocente. Mas, como pode a pessoa parar de usá-la? Para os viciados, é um problema dificílimo. Mas tem solução.

Um passo vital é: Evite a todo o custo os que usam cocaína. Nem mesmo fale sobre ela, pois isso pode acender o desejo de usá-la de novo. Joana, ex-viciada, expressou-se do seguinte modo: “Para mim, só sentir o cheiro de drogas é perigoso agora — parece desencadear as sensações.”

O mais importante: Reconheça os perigos da cocaína, o domínio e os efeitos dela sobre você, e esteja determinado a parar. Visto que a atração da cocaína é tão forte, você precisa duma razão sobrepujante para não usá-la. Esta deve ser suficientemente forte para mantê-lo afastado dela permanentemente, pois é muito fácil recair. Don, citado antes, achou uma motivação poderosa: “Compreendi que morreria logo se não acabasse com isso.” Com o apoio da Bíblia ele largou o vício.

Sim, o desejo de agradar e servir a Deus segundo a Bíblia pode ser uma das mais poderosas dissuasões, pois a devoção piedosa “tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir”. (1 Timóteo 4:8-10) Este desejo de viver para sempre no vindouro justo novo sistema de coisas de Deus, pode prover a necessária motivação.

Mesmo agora você colherá benefícios. Diz o ex-viciado em cocaína Tom Henderson: “Não consigo descrever quão emocionante era dormir à noite. Quão bom era acordar alerta. Quão emocionante era ficar com fome e comer. Quão bom era não ter coriza pela primeira vez em 18 meses. Quão bom era não ter medo da polícia, das pancadas e das prisões.” Sim, se estiver usando esta droga perigosa e sedutora, agora é o tempo de parar. A cocaína não é um divertimento inocente.

[Nota(s) de rodapé]

a 1 onça = 28 gramas.

[Destaque na página 13]

“Faz você pensar que é incapaz de errar. Nada mais tem importância.”

[Destaque na página 14]

‘Larguei o vício de cigarros [de tabaco] na primeira tentativa. Tentei largar a cocaína 32 vezes.’

[Destaque na página 14]

“Esta é uma droga extremamente sedutora. . . . Você não deve experimentá-la nem uma única vez.”

[Destaque na página 15]

Você precisa duma razão sobrepujante para não usá-la. O que lhe pode dar essa motivação?

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