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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1977 | 22 de maio
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ALTARES DO TEMPLO
Antes da dedicação do templo de Salomão, o altar de cobre feito no deserto servia para as ofertas sacrificiais de Israel no lugar alto de Gibeão. (1 Reis 3:4; 1 Crô. 16:39, 40; 21:29, 30; 2 Crô. 1:3-6) O altar de cobre depois disso, feito para o templo, abrangia uma área dezesseis vezes tão grande quanto o feito por Bezalel, medindo cerca de 8,90 metros de cada lado, e tendo cerca de 4,50 metros de altura. (2 Crô. 4:1) Em vista de sua altura, era essencial um meio de acesso. A lei de Deus proibia o uso de degraus até o altar, a fim de impedir a exposição da nudez. (Êxo. 20:26) Alguns crêem que os calções de linho usados por Arão e seus filhos serviam para neutralizar esta ordem e, assim, tornar permissíveis os degraus. (Êxo. 28:42, 43) No entanto, parece provável que uma rampa inclinada fosse usada para se chegar ao topo do altar da oferta queimada. Josefo [Wars of the Jews (Guerras Judaicas) Livro V, cap. V, par. 6] indica que tal acesso era usado para o altar do templo mais tarde construído por Herodes. Se a disposição do altar do templo seguia à do tabernáculo, a rampa situava-se, com toda probabilidade, no lado S do altar. O “mar de fundição”, em que os sacrifícios eram lavados, seria assim conveniente, visto que também se voltava para o S. Em outros respeitos, o altar construído para o templo, pelo que parece, era modelado segundo o do tabernáculo e não se fornece nenhuma descrição pormenorizada dele.
Localizava-se onde Davi havia construído antes seu altar temporário, no Monte Moriá. (2 Sam. 24:21, 25; 1 Crô. 21:26; 2 Crô. 8:12; 15:8) Considera-se também, em sentido tradicional, que este era o local em que Abraão tentara oferecer Isaque. (Gên. 22:2) O sangue dos animais sacrificiais era derramado à base do altar, e é provável que existisse algum tipo de tubulação para transportar o sangue para longe da área do templo. Relata-se que o templo de Herodes possuía tal tubulação ligada ao chifre SO do altar (compare com Zacarias 9:15) e, na rocha da área do templo onde se crê que o altar estava erguido, encontrou-se uma abertura que leva a um canal subterrâneo que vai para o vale do Cédron.
O altar do incenso para o templo foi feito de cedro, mas esta parece ter sido a única diferença entre este e o do tabernáculo. Era igualmente recoberto de ouro. — 1 Reis 6:20, 22; 7:48; 1 Crô. 28:18; 2 Crô. 4:19.
Na inauguração do templo, a oração de Salomão foi oferecida diante do altar da oferta queimada, e, em sua conclusão, desceu fogo dos céus e consumiu os sacrifícios sobre o altar. (2 Crô. 6:12, 13; 7:1-3) Apesar de abranger uma área de mais de 79 metros quadrados, este altar de cobre provou-se pequeno demais para a imensa quantidade de sacrifícios oferecidos então, e assim, uma parte do pátio foi santificada para essa finalidade. — 1 Reis 8:62-64.
Na última parte do reinado de Salomão, e nos reinados de Roboão e de Abijão, o altar das ofertas queimadas veio a ficar negligenciado, de modo que o Rei Asa achou necessário reformá-lo. (2 Crô. 15:8) O Rei Uzias foi afligido de lepra por tentar queimar incenso no altar do incenso, de ouro. (2 Crô. 26:16-19) O Rei Acaz moveu o altar de cobre da oferta queimada para um lado e colocou em seu lugar um altar pagão. (2 Reis 16:14) Seu filho, Ezequias, contudo, mandou que o altar de cobre e seus utensílios fossem purificados, santificados e restaurados ao serviço. — 2 Crô. 29:18-24, 27.
(Continua)
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Um peixe que pode viver fora da águaDespertai! — 1977 | 22 de maio
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Um peixe que pode viver fora da água
“UM PEIXE fora da água.” Essa expressão transmite de forma clara a idéia de desamparo. A maioria das pessoas não espera que um peixe sobreviva por muito tempo fora de seu lar aquoso. Mas, que acharia de um peixe que pudesse respirar por dias em seguida fora da água? E se alguém dissesse que poderia arrastar-se pela terra e até mesmo subir numa árvore? Acreditaria nisso tudo?
Bem, lá atrás, no ano de 1797, certo Tenente Daldorf, que servia na companhia Dinamarquesa da Índia Oriental, apresentou tal peixe ao mundo em geral. Quando estava em Tranquebar, Índia, escreveu a respeito dum peixe que se diria que subia em palmeiras e ingeria seus suculentos sucos. Com efeito, relatou ter encontrado tal criatura em cima da casca duma palmeira.
Familiarizando-se com Ele
De modo científico, esse fabuloso peixe é chamado Anabas testudineus. Mas, é mais conhecido como perca-trepadora. Para tais peixes, a vida começa quando a fêmea põe ovos na superfície da água. Ali flutuam por cerca de um dia antes da incubação. Com o tempo, os filhotes se tornam adultos tendo cerca de 23 centímetros de comprimento.
Basicamente, de coloração cinza-esverdeada, e tendo barbatanas marrons, a perca-trepadora é um peixe de água doce. Algumas espécies são encontradas em África, outras no sul da África. Qual é seu alimento? Principalmente insetos, caracóis e camarões. Não há nada de espetacular na aparência externa da perca-trepadora. Mas, um exame interno é muitíssimo revelador.
Como Consegue Respirar Fora da Água?
A maioria dos peixes respiram por absorver em suas correntes sangüíneas os gases presentes nas águas que habitam. No entanto, em cima de suas câmaras branquiais normais, a perca-trepadora possui um compartimento especial que lhe possibilita respirar mesmo fora da água. Esta parte superior incomum dos opérculos branquiais contém placas ósseas recobertas por uma membrana que possui uma rede de vasos sanguíneos. O ar tragado pelo peixe passa por esta parte mediante uma abertura valvular. Uma vez consumido, é expelido pelas guelras.
Embora a perca-trepadora também tenha guelras comuns, estas são pequenas. Assim, para obter suficiente oxigênio e sobreviver até mesmo na água, o peixe tem de vir à superfície para tragar ar de vez em quando. Com efeito, se fosse retido sob a água, este peixe se afogaria.
Para o peixeiro, a perca-trepadora é um deleite. As pessoas a consideram um alimento desejável, e ele não tem dificuldades de manter um suprimento fresco. Ora, a perca-trepadora vive facilmente por um ou dois dias num receptáculo úmido! Mas, é melhor que se ponha nele uma tampa. De outra forma, a mercadoria tende a dar um pulo e sair ‘andando’!
Como É que ‘Anda’?
A perca-trepadora talvez abandone uma lagoinha que se seca e se arraste sobre a terra, pelo que parece ao buscar outro lar aquoso. A caminho, talvez se regale com minhocas. Este peixe não é grande corredor na terra. Mas, não é tampouco um fracasso. A perca-trepadora percorre uns 91 metros em cerca de meia hora. Todavia, como é que ‘anda’?
Este peixe incomum possui coberturas branquiais com espinhos que se projetam para trás. Estas coberturas branquiais — uma de cada lado da cabeça — são estendidas e alternadamente enfiadas na terra. Isto habilita o peixe a permanecer ereto enquanto vai adiante, sacudindo-se primeiro para um lado e daí para o outro. Com forte impulso da cauda, é seguro que a perca-trepadora avance. Este modo de viagem pode ser um pouco esquisito, mas certamente é eficaz.
Sobem Realmente em Árvores?
Pouco se duvida que estes peixes extraordinários possam subir num tronco duma árvore que esteja um tanto inclinado. Segundo relatado, porém, a perca-trepadora já subiu em árvores eretas por cerca de 1,50 a 2,10 metros. Podem esses peixes realmente subir essa altura?
Lá em 1927, o primeiro ictiologista da Índia, o Dr. B. K. Das, descobriu que pelo menos algumas percas-trepadoras conseguiam alguma ajuda para subir nas árvores. À medida que os peixes arrastavam-se pela terra, papagaios e corvos mergulhavam e apanhavam alguns deles. Estas aves depositavam os peixes em vários locais, colocando vários deles bem alto nas árvores.
Todavia, diz-se que este peixe surpreendente consegue subir em mangues, a procura de deliciosos insetos. Ademais, os malaios o chamam de undi-colli, isto é, “o peixe que sobe em palmeiras”. Alguns afirmam que ele sobe em coqueiros para sugar o leite. “Encontrou-se uma perca-trepadora a 2,10 metros de altura, numa “palmeira”, relatou Frank W. Lane, “e uma autoridade das Indústrias Pesqueiras de Madras certa vez treinou alguns destes peixes a subir num lençol quase vertical mergulhado na água do aquário em que viviam.”
Atualmente, alguns preferem chamar este peixe de perca-caminhante. Mas o nome perca-trepadora continua popular. Embora seus passeios pelos troncos de árvores sejam um tanto raros, esta criatura aquática ainda goza de certa fama como peixe que pode viver fora da água.
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Tem o cristianismo um símbolo visível?Despertai! — 1977 | 22 de maio
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Qual É o Conceito da Bíblia
Tem o cristianismo um símbolo visível?
ATRAVÉS da história humana, as religiões do mundo destacaram numerosos símbolos visíveis. Estrelas, crescentes lunares, peixes, dragões, gárgulas — estes, e muitos outros símbolos, aparecem nos escritos e na arte dos sistemas religiosos do mundo.
Existe um símbolo visível do cristianismo? Está pensando na cruz? Que dizer da gravura dum peixe, que aparece em alguns artefatos antigos, ligados aos cristãos? Ou existe, talvez, algum outro símbolo visível que represente o cristianismo?
Consideremos primeiro a cruz. Muitas traduções em português das Escrituras Cristãs empregam a palavra “cruz” para o instrumento em que Jesus foi pregado para morrer. (Fil. 2:8, Versão Almeida) Mas, tinha ele mesmo a forma de cruz?
Indica The Imperial Bible-Dictionary: “A palavra grega para cruz, staurós, devidamente significava uma estaca, um poste ereto, ou pedaço de ripa, em que algo podia ser pendurado, ou que poderia ser usado em cercar um pedaço de terreno. . . . Até mesmo entre os romanos a crux (da qual se deriva nossa [palavra] cruz) parece ter sido originalmente um poste reto.” É verdade que, vez por outra, estes termos foram usados para referir-se também a objetos em forma de cruz. Nestes casos, contudo, os contextos de relatos que empregavam tais palavras descrevem cruzes. Mas, este não é o significado básico quer do grego staurós quer do latim crux.
Ademais, a Bíblia também designa o instrumento em que Jesus morreu pela palavra grega xylon. Segundo um léxico greco-inglês de Liddell e Scott, esta palavra significa “madeira . . . II. uma vara ou pedaço de madeira. . . III. mais tarde, uma árvore. Na Versão Autorizada, em inglês, esta palavra é traduzida “árvore”, como em Atos 5:30, onde lemos: “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes e pendurastes numa árvore.” — Veja também Atos 13:29; Gálatas 3:13; 1 Pedro 2:24, VA.
Mas, não afirmam os escritores do início da Era Comum que Jesus morreu numa cruz? Por exemplo, Justino, o Mártir (114-167 E. C.) descreveu do seguinte modo o que ele cria ser o tipo de estaca em que Jesus morrera: “Pois uma barra é colocada ereta, da qual a ponta mais alta é erguida num chifre, quando a outra barra é ajustada nela, e as pontas parecem de ambos os lados como chifres conectados ao chifre único.” Isto indica que o próprio Justino cria que Jesus morrera numa cruz.
No entanto, Justino não foi inspirado por Deus, como o foram os escritores da Bíblia. Nasceu mais de oitenta anos depois da morte de Jesus, e não foi testemunha ocular daquele evento. Crê-se que, ao descrever a “cruz”, Justino seguia um escrito anterior conhecido como a “Carta de Barnabé”. Esta carta não bíblica afirma que a Bíblia descreve Abraão como tendo circuncidado
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