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Misericórdia com os perseguidos, mas julgamento para os perseguidoresO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 8
Misericórdia com os perseguidos, mas julgamento para os perseguidores
1. Quanto tempo passou depois da profecia final de Ageu antes de ser dirigida outra mensagem inspiradora aos construtores do templo e o que haviam feito no ínterim?
NA JERUSALÉM dos dias dos profetas Ageu e Zacarias, o tempo havia avançado para o primeiro trimestre do ano 519 A.E.C., mas ainda era o segundo ano do reinado do Rei Dario I, do Império Persa, a Quarta Potência Mundial da história bíblica. Passaram-se exatamente dois meses lunares desde o dia em que Ageu foi inspirado a proferir suas profecias finais — aos sacerdotes arônicos e ao Governador Zorobabel. Isto se deu no dia 24 do nono mês (quisleu), perto do início do ano de 519 A.E.C. Naquele dia memorável da história de Jerusalém, empreendera-se novamente o trabalho no alicerce do templo no monte Moriá, pouco ao norte do monte Sião. Antes de os construtores judaicos receberem outra mensagem inspirada de seu Deus, trabalharam incessantemente no local da construção sagrada, por dois meses inteiros. Esta vez não se deixaram impedir por qualquer interferência por parte dos inimigos.
2. Quem evidentemente receberia a notícia antes do Rei Dario I, a respeito do que estava acontecendo em Jerusalém, e quanto tempo levaria obter-se uma decisão?
2 Até o 24 de sebate de 519 A.E.C., a notícia sobre o que estava acontecendo em Jerusalém talvez ainda não tivesse chegado aos ouvidos do Rei Dario, na distante capital persa. As notícias andavam devagar, mesmo por intermédio de correios em cavalos de posta que percorriam cerca de cento e sessenta quilômetros por dia. (Ester 3:13-15; 8:10, 14) De Jerusalém até Susã, passando pelo “crescente fértil”, eram mais de mil e seiscentos quilômetros, e de Susã a Ecbátana, ao norte, eram mais de trezentos e vinte quilômetros, isto se as estradas eram retas. Portanto, levaria bastante tempo até o Rei Dario receber a informação surpreendente. Os funcionários persas das províncias além do (ao oeste do) rio Eufrates, de onde estava o rei na Pérsia, obteriam razoavelmente as notícias mais cedo. Isto foi evidentemente o que aconteceu. As discussões que se seguiram e as investigações feitas devem ter levado meses (quatro ou cinco meses, segundo alguns cálculos), antes de se poder receber e fazer vigorar uma decisão da parte do Rei Dario na questão em disputa. O que aconteceu foi o seguinte, segundo registrado em Esdras 5:2 a 6:2:
3. Que perguntas fizeram aos construtores do templo os governadores persas ao oeste de além do rio Eufrates e o que fizeram aqueles?
3 “Foi então que se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jeozadaque, e principiaram a reconstruir a casa de Deus, que estava em Jerusalém; e com eles estavam os profetas de Deus para auxiliá-los. Naquele tempo chegaram a eles Tatenai, governador de além do Rio, e Setar-Bozenai, e seus confrades, e o seguinte é o que lhes disseram: ‘Quem vos deu ordem para construir esta casa e terminar esta estrutura de vigas?’ Então lhes disseram o seguinte: ‘Quais são os nomes dos varões vigorosos que constroem este edifício?’ E o olho de seu Deus mostrou estar sobre os homens mais maduros dos judeus, e não os fizeram parar até que o relatório pudesse chegar a Dario e então se enviasse de volta um documento oficial a este respeito.
4. O que dizia a carta enviada pelos governadores persas ao Rei Dario I?
4 “Aqui está uma cópia da carta que Tatenai, governador de além do Rio, e Setar-Bozenai e seus confrades, os governadores menores que havia além do Rio, enviaram a Dario, o rei; enviaram-lhe a comunicação, e a escrita nela foi da seguinte maneira:
“‘A Dario, o rei:
“‘Toda a paz! Torne-se do conhecimento do rei que fomos ao distrito jurisdicional de Judá, à casa do grande Deus, e ela está sendo construída com pedras roladas ao lugar, e colocam-se madeiras nas paredes; e esta obra está sendo feita ansiosamente e faz progresso nas suas mãos. Fizemos então perguntas a estes homens mais maduros. Isto é o que lhes dissemos: ‘Quem vos deu ordem para construir esta casa e terminar esta estrutura de vigas?’ E também lhes perguntamos pelos seus nomes, para te deixar saber, a fim de que pudéssemos escrever os nomes dos varões vigorosos que estão à sua cabeça.
“‘E esta é a palavra que nos replicaram, dizendo: “Somos os servos do Deus dos céus e da terra e estamos reconstruindo a casa que se construíra muitos anos antes, construída e terminada por um grande rei de Israel. No entanto, visto que os nossos pais irritaram o Deus dos céus, ele os entregou na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, o caldeu, e ele demoliu esta casa e levou o povo ao exílio em Babilônia. Não obstante, no primeiro ano de Ciro, rei de Babilônia, Ciro, o rei, deu ordem para que se reconstruísse esta casa de Deus. E também os vasos de ouro e de prata da casa de Deus, que Nabucodonosor tinha retirado do templo que havia em Jerusalém e levado ao templo de Babilônia, a estes Ciro, o rei, retirou do templo de Babilônia e eles foram entregues a Sesbazar, nome daquele a quem fez governador. E disse-lhe: ‘Toma estes vasos. Vai, deposita-os no templo que há em Jerusalém e reconstrua-se a casa de Deus no seu lugar.’ Então, chegando este Sesbazar, lançou os alicerces da casa de Deus, que está em Jerusalém; e desde então até agora está sendo reconstruída, mas não foi completada.”
“‘E agora, se parecer bem ao rei, faça-se uma investigação na casa dos tesouros do rei, que está lá em Babilônia, para ver se é assim, que foi dada uma ordem por Ciro, o rei, para que se reconstruísse esta casa de Deus em Jerusalém; e envie-nos o rei a decisão a respeito disso.’
5. Que ação tomou o Rei Dario ao receber a carta e o que se verificou?
5 “Foi então que Dario deu ordem, e fizeram uma investigação na casa dos registros dos tesouros depositados lá em Babilônia. E em Ecbátana, na fortificação que havia no distrito jurisdicional da Média, foi achado um rolo, e nele estava escrito o memorando [neste] teor.”
6. No ínterim, o que faziam os construtores em Jerusalém e o que aconteceu em 24 de sebate de 519 A.E.C.?
6 Durante todo o tempo em que ocorriam as coisas narradas pelo sacerdote Esdras, o restante judaico sob o Governador Zorobabel e o Sumo Sacerdote Josué prosseguiu corajosamente com a reconstrução do templo. Foi assim no vigésimo quarto dia do décimo primeiro mês, que caiu no inverno do ano 519 A. E. C. Naquele dia momentoso, o profeta Zacarias começou a receber uma série de visões animadoras. Ele nos conta sobre isso:
A PRIMEIRA VISÃO
7. Na primeira visão, em 24 de sebate, o que observou Zacarias?
7 “No vigésimo quarto dia do décimo primeiro mês, que é o mês de sebate, no segundo ano de Dario, veio a haver a palavra de Jeová para Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, o profeta, dizendo: ‘Vi de noite, e eis um homem cavalgando num cavalo vermelho, e ele estava parado ainda entre as murteiras que havia no lugar fundo; e atrás dele havia cavalos, vermelhos, rubros e brancos.’” — Zacarias 1:7, 8.
8, 9. Quem explicou o assunto a Zacarias e que perguntas suscitou a observação daqueles cavalos?
8 Durante a visão, Zacarias teve um guia angélico, que lhe explicou as coisas, coisas que nós, hoje, também queremos entender. Por que estavam lá, entre as murteiras no lugar fundo, ao lado de Jerusalém, aqueles cavalos com seus cavaleiros? Estava iminente uma guerra contra Jerusalém neste estágio da construção do templo? Na Bíblia, os cavalos são símbolo de guerra. (Jó 39:19-25; Provérbios 21:31) Quem enviou estes cavalos? A quem representavam os cavaleiros? Tinham por objetivo travar guerra? Zacarias queria saber:
9 “E eu disse então: ‘Quem são estes, meu Senhor?’”
10, 11. Quem mostraram ser aqueles cavaleiros e o que relataram ao cavaleiro parado entre as murteiras?
10 “A isso me disse o anjo que falava comigo: ‘Eu mesmo demonstrarei quem são estes.’” — Zacarias 1:9.
11 Aqueles cavaleiros mostraram ser santos anjos, enviados por Deus como que em missão de reconhecimento. Isto se torna evidente ao lermos: “Então me respondeu o homem [no cavalo] que estava parado entre as murteiras e disse: ‘Estes são os que Jeová enviou para andar pela terra.’ E eles passaram a responder ao anjo de Jeová, parado entre as murteiras, e a dizer: ‘Andamos pela terra, e eis que a terra inteira está sentada quietamente e tem sossego.’” — Zacarias 1:10, 11.
12. (a) De que modo estava a “terra inteira” em paz, conforme relatado pelos batedores angélicos? (b) Por causa de que, neste respeito, havia o Egito combatido a Assíria e depois Babilônia?
12 O que disseram estes batedores angélicos ao seu chefe montado no cavalo vermelho? Disseram que havia paz universal em toda a terra? Parece que sim! Mas isto se aplicava apenas em sentido relativo, quer dizer, com relação a outra coisa. A quê? A Jerusalém e o território de Judá. De que maneira? No sentido de que Jerusalém havia perdido sua anterior posição terrestre entre as nações. Até o ano 607 A.E.C., havia sido a sede do reino messiânico, típico, de Deus, na terra. Este reino em miniatura de Jeová, fora um fator perturbador para o mundo gentio, para as nações pagãs. O Egito combateu a Assíria e depois a Babilônia, a fim de ter relações por meio dum tratado com Jerusalém ou para ter voz dominante nos seus assuntos. Mas isto não se dava mais desde 607 A.E.C.
13. Desde 607 A.E.C., por que deixou o Egito de manter relações por tratados com o reino messiânico típico em Jerusalém?
13 Naquele ano de importância mundial, o Rei Nabucodonosor, seus exércitos babilônicos e seus aliados destruíram Jerusalém e o templo dela. Derrubou-se o reino de Davi e o rei da linhagem real de Davi deixou de se sentar no “trono de Jeová” em Jerusalém. O último rei humano a ocupá-lo, Zedequias, tio-bisavô de Zorobabel, foi capturado e levado cativo a Babilônia, passando o resto de sua vida ali como exilado, cego e encarcerado. Durante o mês de tisri de 607 A.E.C., os poucos judeus que haviam sido deixados como minoria pobre e sem conseqüência na terra de Judá, fugiram para o Egito por medo dos babilônios (caldeus), e a terra de Judá e Jerusalém ficaram desoladas, sem homem, nem animal doméstico. Exatamente como fora predito pelo profeta Jeremias! Foi então que começou a contar um período de tempo divinamente marcado. Qual?
14. Que nome deu Jesus Cristo a este período divinamente marcado, o que significava este para a política mundial e quando terminou?
14 “Os tempos dos gentios”, ou, “os tempos designados das nações”, conforme os chamou mais tarde Jesus Cristo, dizendo: “Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Lucas 21:24) Visto que Jerusalém havia sido a sede do reino messiânico de Deus, em miniatura, e por isso representava o direito de o reino de Deus governar às mãos dum descendente messiânico do Rei Davi, significava algo de especial para aquelas nações gentias, às quais se permitiria pisar Jerusalém ou o seu direito ao Reino. O quê? Nada menos do que as nações gentias serem permitidas por Jeová dos exércitos a governar a terra sem interferência da parte de um reino messiânico de Deus, tal como o anterior, cuja capital havia sido a Jerusalém terrestre. Visto que os Tempos dos Gentios, sem interrupção, haviam de durar sete “tempos” simbólicos, ou 2.520 anos literais, este período marcado se estendia de tisri de 607 A.E.C. a tisri de 1914 E.C., no nosso próprio século vinte. (Daniel, capítulo quatro) Não é de se admirar que, lá em 519 A.E.C., os batedores angélicos relatassem que toda a terra estava sem perturbação!
15. Por que não devia preocupar a situação da terra de Judá e de seu governador judaico e como foi que o indagador Governador Tatenai passou a agir com respeito a recomeçar a construção do templo?
15 Naquele segundo ano do Rei Dario I, a terra de Judá, com sua capital local em Jerusalém, era apenas uma das 127 províncias do Império Persa, “desde a Índia até a Etiópia”. (Ester 1:1-3) Tinha um governador, Zorobabel, filho de Sealtiel, mas ele não se sentava no trono de Davi, como havia feito seu avô, o Rei Joaquim, por três meses e dez dias. É provável que ele fosse diretamente responsável a um dos governadores dum distrito jurisdicional do lado ocidental do Eufrates, possivelmente ao Governador Tatenai, e daí, por fim, fosse responsável ao Rei Dario I. De modo que não havia então quase nada para causar séria perturbação quanto a Jerusalém. Naturalmente, o Governador Tatenai ficara agitado porque a obra de reconstrução havia recomeçado com os alicerces do templo e ele perguntara oficialmente: “Quais são os nomes dos varões vigorosos que constroem este edifício?” Mas ele não usou a força militar para impedir a obra. Decidiu, antes, apresentar a questão ao Rei Dario, para ele fazer a sua decisão segundo a “lei dos medos e dos persas, que é irrevogável”. (Daniel 6:8) Por que se refreou assim o Governador Tatenai? Esdras 5:5 explica:
16. Segundo Esdras 5:5, por que agiu assim o Governador Tatenai?
16 “E o olho de seu Deus mostrou estar sobre os homens mais maduros dos judeus, e não os fizeram parar até que o relatório pudesse chegar a Dario e então se enviasse de volta um documento oficial a este respeito.”
17, 18. (a) Portanto, o que podiam os batedores angélicos anunciar quanto à situação da “terra inteira”? (b) Mas a pergunta a respeito da atitude de quem era da mais alta importância e que pergunta se fez?
17 Por conseguinte, no que se referia a um desassossego mundial por causa do que Jerusalém planejava e fazia, os batedores angélicos podiam relatar ao seu chefe, entre as murteiras, no lugar fundo junto a Jerusalém: “A terra inteira está sentada quietamente e tem sossego.” O mundo gentio ou pagão, de fato, estava sentado complacentemente, sem temores de qualquer interferência nos seus assuntos por alguma espécie de reino messiânico de Jeová Deus. Mas, que dizer do próprio Jeová dos exércitos? Qual era a sua atitude para com Jerusalém e o que ela representava? Havia então qualquer outra garantia da parte Dele, já que seu profeta Ageu deixara de falar sob inspiração? Estava também complacente, igual às nações gentias, com respeito ao bem estar de Jerusalém e o papel que tinha de desempenhar no cumprimento dos propósitos de Jeová? Os anjos do céu também se interessavam nisso e especialmente Miguel, “o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos de teu povo [o de Daniel]”. (Daniel 12:1; 1 Pedro 1:12) Em prova disso, o profeta Zacarias viu a seguir na visão o seguinte:
18 “De modo que respondeu o anjo de Jeová e disse: ‘Ó Jeová dos exércitos, até quando não terás misericórdia com Jerusalém e com as cidades de Judá, que verberaste por estes setenta anos?’” — Zacarias 1:12.
19. Por que havia parecido a alguns que os “setenta anos” da verberação divina ainda continuavam?
19 Na idéia de alguns, segundo o que o anjo disse, parecia que a verberação de Jeová, “por estes setenta anos”, ainda continuava contra Jerusalém e as outras cidades de Judá. Isto se devia a que a reconstrução de Seu templo havia sido negligenciada durante os últimos dezessete anos. Ele ficara muito indignado com os pais deles, que sofreram o exílio por terem profanado o anterior templo construído pelo Rei Salomão. Então, no oitavo mês (chesvã) do ano 520 A.E.C., Jeová advertira os do restante judaico repatriado que evitassem sofrer a indignação divina por se tornarem iguais aos seus pais e não retornarem a Jeová com zelo pela plena adoração Dele por meio dum templo reconstruído. (Zacarias 1:1-6) À luz disso, devemos entender o brado do anjo em harmonia com o que estas coisas lhe poderiam ter indicado quanto à Jerusalém e as outras cidades da repovoada Judá.
20. Portanto, por que não se deve entender mal o clamor do anjo a respeito destes “setenta anos”, como se estes “anos” ainda continuassem?
20 Mencionar o anjo estes “setenta anos” faz lembrar os setenta anos mencionados pelo profeta Jeremias. Durante estes setenta anos, as nações de Judá e de Israel tinham de servir a dinastia dos reis de Babilônia, sendo que no fim dos setenta anos Jeová exigiria um ajuste de contas do rei de Babilônia e dos caldeus pela conduta errônea, e Ele os puniria por ela. (Jeremias 25:11-13) Portanto, queria aquele anjo de Jeová dizer que aqueles setenta anos ainda não haviam terminado ou que acabavam de terminar? Historicamente, não podia ser assim. Por que não? Porque cerca de vinte anos antes (em 539 A.E.C.), Jeová havia usado Ciro, o Grande, da Pérsia, para derrubar Babilônia como potência mundial, e, cerca de dois anos depois, em 537 A.E.C., Jeová induziu Ciro, que atuava como rei de Babilônia, a deixar os exilados judaicos sair de Babilônia e retornar a Jerusalém, para reconstruir o templo de Jeová. — Esdras 1:1 a 2:2; 2 Crônicas 36:20-23.
21. Como devia jazer a terra de Judá durante estes “setenta anos” e o que mostrava então se já passara há muito tempo este estado da terra?
21 Além disso, a terra de Judá havia de guardar um “sábado, para cumprir setenta anos”. (2 Crônicas 36:21) Como? Por jazer como “baldio desolado, sem homem nem animal, doméstico”, tendo sido “entregue na mão dos caldeus”. (Jeremias 32:43; 33:10-12) Tanto o profeta Zacarias como os anjos sabiam que estes setenta anos da desolação completa da terra de Judá e de Jerusalém, sem homem nem animal doméstico, haviam terminado no ano 537 A.E.C., quando os do restante judaico retornaram de Babilônia e reocuparam o país, relatando-se que estavam de volta, nas suas cidades, no sétimo mês (tisri) daquele ano. (Esdras 3:1, 2) Em vez de jazer ainda como baldio desolado, o país começou a produzir safras, conforme o profeta Ageu relatou dezessete anos depois. (Ageu 1:6-11; 2:16, 17) De modo que aqueles setenta anos já haviam passado há muito tempo!
22. Como indicou o profeta Daniel que os “setenta anos” não se estenderiam a 519 A.E.C., quando Zacarias obteve a sua primeira visão?
22 Se na ocasião da primeira visão de Zacarias aqueles setenta anos ainda continuavam ou acabavam de terminar, por que falaria o anjo assim, estando a par destas coisas? Visto que ele sabia que o período de tempo era definitivamente de setenta anos, por que dizia: “Ó Jeová dos exércitos, até quando?” (Zacarias 1:12) Ora, lá no primeiro ano de Dario, o Medo, depois da queda de Babilônia em 539 A.E.C., o profeta Daniel compreendeu “pelos livros o número de anos a respeito dos quais viera a haver a palavra de Jeová para Jeremias, o profeta, para se cumprirem as devastações de Jerusalém, a saber, setenta anos”. (Daniel 9:1, 2) E Daniel certamente verificou o número de anos, não dezessete longos anos antes de estarem para terminar, mas imediatamente antes do fim dos setenta anos, no primeiro ano do reinado do Rei Ciro, o Persa. De modo que o idoso profeta Daniel, que viveu pelo menos até o “terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia”, podia saber que havia calculado corretamente a duração do período de tempo. (Daniel 10:1) Portanto, aqueles “setenta anos” não se estenderam até o tempo em que Zacarias obteve a sua primeira visão, em 519 A.E.C.
23. Estes “setenta anos” eram o início de que período maior, e assim, ao perguntar: “Até quando?”, o anjo fazia que comparação?
23 Seja também lembrado que aqueles inesquecíveis setenta anos foram os primeiros setenta anos dos Tempos dos Gentios, “os tempos designados das nações”. Portanto, quando estes setenta anos terminaram em 537 A.E.C., os Tempos dos Gentios, para Jerusalém ser pisada pelas nações gentias, ainda continuavam. (Lucas 21:24) Evidentemente, pois, o anjo que clamou: “Ó Jeová dos exércitos, até quando?”, referia-se de volta àquele período anterior de setenta anos, como ilustração da verberação de Jeová contra seu povo escolhido. Ele perguntava se a verberação deles por Jeová seria renovada, por causa de sua longa negligência do templo Dele. E o anjo perguntou, assim, quanto tempo duraria ainda antes de Jeová ter misericórdia com Jerusalém e com as outras cidades de Judá. O profeta Zacarias também estava interessado em saber isso. E assim também nós!
24. Como respondeu Jeová, ao anjo indagador e como se sentiu Jeová para com Jerusalém e para com as nações gentias?
24 Deve ter dado satisfação a Zacarias ter permissão de ouvir a palestra entre Jeová dos exércitos e o anjo indagador: “E Jeová passou a responder ao anjo que falava comigo, com boas palavras, palavras consoladoras; e o anjo que falava comigo prosseguiu, dizendo-me: ‘Clama, dizendo: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Com grande ciúme fui ciumento de Jerusalém e de Sião. Com grande indignação estou indignado contra as nações despreocupadas; pois eu, da minha parte, indignei-me um pouco, mas elas, da sua parte, ajudaram à calamidade.””’” — Zacarias 1:13-15.
25. Por que ficara Jeová indignado com o seu povo escolhido, mas por que se indignara com as nações gentias?
25 Jeová sentiu indignação justa contra este povo escolhido, desobediente. Por isso estava obrigado a dar-lhe uma punição disciplinar. Ele usou Babilônia, os aliados e os simpatizantes dela como Seu instrumento em dar a punição. Entretanto, só se ‘indignou um pouco’. Por outro lado, as nações gentias, usadas como Seu instrumento de correção, levaram a ação disciplinar longe demais, em puro ódio ao Seu povo escolhido, e mostraram seu desprezo Dele e de Sua adoração. Perversamente, “ajudaram à calamidade” de seu povo. Em maldade, acrescentaram uma medida extra a esta calamidade. Quanto os perseguidores nos tempos modernos estão propensos a ser assim para com os adoradores de Jeová! Jeová dos exércitos podia dizer por um motivo bom e justo: “Com grande indignação estou indignado contra as nações.” Que os atuais perseguidores de mentalidade nacionalista se lembrem disso!
26. Portanto, o que propôs Jeová fazer então quanto a Jerusalém?
26 “Portanto, assim disse Jeová: ‘Certamente retornarei a Jerusalém com misericórdias. Minha própria casa será reconstruída nela’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘e estender-se-á sobre Jerusalém o próprio cordel de medir’.” — Zacarias 1:16.
27. Como provaria Jeová aos perseguidores que ele não havia abandonado permanentemente Jerusalém e como se estenderia sobre ela o cordel de medir?
27 A ação disciplinar das nações gentias contra o povo de Judá e de Jerusalém havia sido levada ao ponto de flagrante perseguição. Estas pessoas lhes haviam sido entregues completamente pelo seu Deus, devem ter pensado os perseguidores. Mas não era assim! Jeová não as havia abandonado para sempre. Estava decidido a provar isto aos perseguidores. Em símbolo disso, Jerusalém não seria deixada permanentemente desolada. Ele retornaria a ela com misericórdias, por fazê-la ser erguida do pó e dos escombros, e ser novamente povoada. Construir-se-iam casas nela e assim “estender-se-á sobre Jerusalém o próprio cordel de medir”, durante a construção de casas. Ora, até mesmo o edifício mais importante de todos seria construído nela — o próprio templo de Jeová! Que revés isto não seria para os perseguidores e seus deuses falsos!
28. A quem se manifestaria assim a escolha de Jeová e qual foi ela?
28 Havia chegado o tempo divino para a reconstrução. Nada iria agora impedi-la. Fizera-se a escolha divina de sua organização terrestre, visível. Esta escolha seria manifesta pelo favor divino, quer se ressentissem disso as nações mundanas, despreocupadas, quer não. Não se faria segredo da escolha divina. Para mostrar que se traria à atenção pública a decisão e a escolha divinas, deu-se a ordem aos ouvidos do profeta Zacarias: “Clama mais, dizendo: ‘Assim disse Jeová dos exércitos: “Minhas cidades ainda transbordarão de bondade; e Jeová ainda há de sentir lástima de Sião e realmente ainda escolherá Jerusalém.”’” — Zacarias 1:17.
29. (a) Portanto, o que reivindicava Jeová como propriedade dele e como mostraria a sua escolha neste respeito? (b) De que outro nome se chamava Jerusalém e por quê? E quem residiria ali?
29 Notemos que Jeová dos exércitos chama as cidades da província persa de Judá de “minhas cidades”. Ele as havia escolhido. Reivindicava-as como sua propriedade. Provaria que estas cidades reconstruídas eram dele por enchê-las com sua bondade. Por conseguinte, prosperariam. Cada uma destas cidades teria seu corpo de anciãos como seu governo local. Tais cidades reorganizadas não ficariam sem a sua capital terrestre. Esta cidade principal seria a escolha de Jeová. Seria aquela que havia sido a capital do povo de Jeová antes do exílio, a saber, Jerusalém, reconstruída pelo seu próprio povo. Não se tratava duma escolha democrática, nem duma escolha imperial. Tratava-se da escolha teocrática. Esta cidade escolhida pelo Teocrata celestial, Jeová dos exércitos, também se chamava Sião, porque o monte Sião havia sido o lugar do palácio do Rei Davi, ao lado do qual Davi havia armado a tenda da residência temporária da Arca do Pacto de Jeová. A reconstruída Sião ou Jerusalém seria o lugar do corpo governante provincial. Por isso residiu ali o Governador Zorobabel.
30. Como e quando foi que Jeová ‘sentiu lástima de Sião’?
30 Por causa da persistente desobediência de seus habitantes, Jeová havia decretado que Sião ou Jerusalém fosse destruída pelos babilônios e que jazesse desolada por setenta anos. No seu tempo devido, Jeová sentiu lástima da Sião desolada. Não que tivesse feito algo de errado ou cometido um engano ao fazer com que Sião fosse destruída, mas a sua vontade havia sido cumprida e seu objetivo alcançado, e ele se havia vindicado. Agora, sua indignação podia cessar e ele podia consolar-se. Podia agora ter pena do alvo de sua indignação e sentir-se livre para mostrar piedade para com este e consolá-lo. Assim, sem ter de admitir algum engano, Jeová teve lástima de Sião no fim dos setenta anos de desolação. Sem ter de desfazer qualquer ação errônea da sua parte e sem ter de fazer reparações por quaisquer danos injustificados que tivesse causado, Jeová, misericordiosamente, trouxe seu povo exilado de volta e o fez reconstruir Sião. Havia passado o tempo de destruição; chegara o tempo de construção! Que demonstração de piedade divina!
31. (a) Que nação havia clamado para que Jerusalém fosse arrasada, e em que crença? (b) Quando era o tempo de se proclamar a escolha de Jeová quanto à cidade?
31 Na ocasião em que Sião ou Jerusalém foi arrasada, no ano 607 A.E.C., os edomitas inimigos haviam incitado os conquistadores babilônios por dizer: “Exponde-a! Exponde-a até o alicerce dentro dela!” (Salmo 137:7) Os inimigos exultantes pensavam que o Deus dela, Jeová, tivesse rejeitado a cidade para sempre e que, iguais a eles, nunca mais escolheria Jerusalém. Mas Jeová não se podia esquecer de suas profecias clementes a respeito de Jerusalém, nem podia negá-las. Em fidelidade, ele ‘realmente escolheu Jerusalém’, e esta escolha ainda vigorava anos depois, em 519 A.E.C., por ocasião da primeira visão de Zacarias. Não só Jerusalém foi construída novamente pelo seu próprio povo, mas lançaram-se também os alicerces de seu templo e já se começara a trabalhar na superestrutura dele. Terminada plenamente a construção do templo, Jeová colocaria ali o seu próprio nome, sua presença estaria ali por seu espírito e se recomeçaria sua plena adoração. Isto provaria a todas as nações que Jeová havia escolhido Jerusalém. Portanto, em 519 A.E.C., era tempo de proclamar sua escolha!
32. Por que não podemos olhar para a Jerusalém moderna para ver hoje o cumprimento de Zacarias 1:17?
32 Aconteceu algo similar nestes tempos modernos? Certamente não com respeito à moderna Jerusalém, pela qual os árabes e os israelenses combateram tanto em 1948 como em 1967. Os judeus ortodoxos fazem lamentos ou recitam orações ao pé da Muralha Ocidental (Kótel Ma ‘arabí), ao passo que na plataforma, cerca de dezoito metros acima deles, os muçulmanos cultuam no Zimbório da Rocha e na mesquita el-Aksa. Ao sul disso, o bíblico monte Sião jaz desolado fora dos muros atuais da cidade. Com todo o devido respeito pelos fatos da situação, Jeová não escolheu esta Jerusalém terrestre como lugar para seu nome e sua adoração. Precisamos procurar em outra parte o cumprimento moderno de Zacarias 1:17.
33. (a) O que corresponde hoje a Zorobabel governar sobre a antiga Jerusalém? (b) Que dizer daqueles sobre os quais este governa?
33 Hoje não se faz na terra nenhuma construção dum templo por Zorobabel, como governador de Jerusalém. Mas há o Zorobabel Maior, a saber, o Senhor Jesus Cristo, glorificado nos céus. Ele governa em nome de Jeová no que Hebreus 12:22 chama de “Monte Sião e . . . cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. No fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, ele foi empossado ali como Rei reinante e governa sobre os que são seus verdadeiros discípulos fiéis na terra. Tais discípulos de modo algum fazem parte da cristandade, pois esta se constitui de centenas de seitas religiosas em conflito e adere às Nações Unidas como preservadoras da paz e segurança mundiais, tendo as mãos cheias de derramamento de sangue, por causa das guerras não cristãs deste mundo. O Zorobabel Maior, celestial, governa sobre os que adoram o mesmo Deus que ele, a saber, Jeová dos exércitos. Estes adoradores têm também a obrigação de ser testemunhas cristãs deste Deus, Jeová. (Isaías 43:10-12; 44:8) São os identificados com a “Jerusalém celestial”, sede do governo do Zorobabel Maior.
34. Durante a Primeira Guerra Mundial, de 1914-1918, por que parecia como se Jeová tivesse abandonado sua Sião ou Jerusalém espiritual?
34 Por causa de todas estas relações bíblicas, estas testemunhas cristãs de Jeová, na terra, representam o Monte Sião de cima e a “Jerusalém celestial”. O que lhes tem acontecido é como se tivesse acontecido à Sião ou Jerusalém figurativa. No tumulto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), foram perseguidas pelos chamados cristãos da cristandade por procurarem apegar-se ao Reino do Zorobabel Maior, Jesus Cristo. Seu testemunho público a respeito do reino messiânico de Jeová sofreu obstruções e ficou reduzido ao mínimo. Não se combatiam uns aos outros com armas carnais por lutarem nos lados opostos da cristandade enlouquecida pela guerra, mas a sua cooperação internacional mútua, foi interrompida pelos inimigos, quando estes desfizeram sua organização internacional. Por causa da aflição mundial que sofriam, era como se Jeová, seu Deus, tivesse abandonado a Sião ou Jerusalém espiritual.
35. No começo do período do após-guerra, entre que grupos escolheu Jeová quanto a quem devia representar a sua Sião ou Jerusalém espiritual?
35 De repente, acabou a Primeira Guerra Mundial, por meio dum armistício, em novembro de 1918. Começou o período do após-guerra. Podiam-se recomeçar as atividades do tempo de paz. Em dezembro daquele ano, os religiosos fanáticos da cristandade começaram a tomar sua posição a favor duma organização internacional em prol de paz e segurança mundiais. Isto se tornou notoriamente público pela declaração do Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América, de que a proposta Liga das Nações era “a expressão política do reino de Deus na terra”. Isto apesar de todas as nações da proposta Liga estarem manchadas com o sangue dos milhões de mortos na guerra. Estava certo o Conselho Federal na sua declaração altissonante, tão piamente religiosa na sua fraseologia? Certamente era tempo de Jeová dos exércitos expressar-se. A quem escolheria ele como seus representantes da Sião ou Jerusalém espiritual? A cristandade com seus perseguidores manchados de sangue ou os aderentes perseguidos do reino do Zorobabel Maior, Jesus Cristo? A quem organizaria ele como Suas testemunhas?
36. Que perguntas fazemos hoje para provar se a cristandade era ou não a escolha de Jeová como sua organização, logo após a Primeira Guerra Mundial?
36 É a atual desorganização e deterioração religiosa da cristandade prova superabundante de que lá, no ano de após-guerra de 1919, ela era a escolha de Jeová dos exércitos? Provam os fatos da atualidade, além de qualquer refutação, que Ele encheu-lhe as “cidades” com Sua bondade até transbordar? Ergue-se seu templo espiritual reconstruído dentro dela, como casa de adoração, quer dizer, adora ela a Jeová Deus, no seu templo espiritual, por meio de suas centenas de seitas religiosas? Quem se apresentará como testemunhas da cristandade para responder com um inequívoco sim? Na ausência de tais testemunhas, procuraremos em outra parte.
37. Com respeito a uma mudança de situação, o que atrai nossa atenção à direção certa quanto à escolha de Jeová?
37 Onde? Não é só o nome que atrai nossa atenção à escolha bem evidente de Jeová. O que atrai a atenção aos escolhidos é como se organizaram para Seu serviço no após-guerra e o que tanto têm proclamado como representado intransigentemente no cenário do mundo. Também aquilo que têm feito! Sim, também as “misericórdias” com que Jeová dos exércitos ‘retornou’ a eles. Podemos apreciar isto ao considerar o estado espiritual do qual saíram no período de após-guerra. Surgiram dum estado de aparente repúdio e rejeição por Deus. Sim, surgiram do estado de perseguidos, quase até a morte, pela cristandade, que os perseguiu não só durante a Primeira Guerra Mundial, mas também durante a Segunda Guerra Mundial, e também no intervalo entre estes banhos de sangue do mundo, tudo num esforço de desfazer sua organização religiosa e acabar com eles permanentemente como problema religioso irritante. Então, quem é tal alvo de perseguição e hostilidade religiosas, mas também das “misericórdias” divinas?
38. Quem mostrou ser na terra a escolha de Jeová no período do após-guerra e por meio de que particularidades identificadoras?
38 São identificados pelos fatos históricos desde a Primeira Guerra Mundial de 1914-1918. Seu papel no cenário internacional os destaca hoje em grande relevo. São as testemunhas cristãs que levam o nome do Deus a quem adoram e servem, Jeová. Dum estado religioso danificado, em que se encontrou no ano de após-guerra de 1919, este grupo internacionalmente desprezado, este restante dos cristãos dedicados, batizados e ungidos pelo espírito, apresentou-se no cenário mundial de ação para o serviço de Jeová. Quando o mundo político, religioso, militar e social adotou a Liga das Nações, os deste restante ungido mantiveram-se firmes a favor do reino messiânico de Jeová como única esperança para toda a humanidade e passaram a pregar “estas boas novas do reino” como nunca antes na sua carreira terrestre. Sua pregação destas “boas novas” já tem provado até agora ser exatamente assim como Jesus Cristo predisse em Mateus 24:14: “em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”. Sim, em 165 idiomas!
39. (a) Esta façanha se devia a que Jeová retornara aonde e com quê? (b) A que se chegaram estes e onde prestam serviço sagrado, sendo agora acompanhados por quem?
39 Esta façanha notável, nos anais do mundo, não foi realizada só pela sua própria força humana, capacidade, inventividade, coragem e fortaleza. Deve-se principalmente a que Jeová dos exércitos os escolheu para o serviço e testemunho predito. Isto se deu não só porque estavam inteiramente dedicados a ele, como discípulos de Jesus Cristo, mas porque teve misericórdia com eles mediante Jesus Cristo, e ‘retornara’ a eles com “misericórdias”. Por seguirem fielmente as pisadas de Cristo, chegam-se “a um Monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. Com maior entendimento e discernimento do que antes, reconhecem o templo espiritual de Jeová e o adoram ali, prestando-lhe serviço como subsacerdotes espirituais debaixo de seu Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo. Nesta sua adoração ali junta-se a eles agora uma inúmera “grande multidão” de pessoas pacíficas, semelhantes a ovelhas, de todas as nações, povos, tribos e línguas. Exatamente como foi predito! (Revelação 7:9-17) Encontram-se em 208 países e grupos de ilhas.
40. (a) Por que pode Jeová chamar estas congregações de “minhas cidades” e como estão elas organizadas? (b) De que modo ‘transbordam de bondade’ estas “cidades”?
40 Não possuem comunidades políticas, tais como cidades. Estas “cidades” figurativas são congregações religiosas de discípulos dedicados e batizados de Jesus Cristo, o Zorobabel Maior. (Mateus 28:19, 20) Estão organizadas segundo a regra teocrática delineada nas inspiradas Escrituras Sagradas, e, assim como as cidades do antigo Israel, cada uma destas congregações tem um presbitério local ou um “corpo de anciãos”. Há também “servos ministeriais” (diákonoi), para ajudar a cada corpo de anciãos. (1 Timóteo 3:1-13; 4:14, ed. ingl. 1971; Tito 1:5-9; Filipenses 1:1; 1 Pedro 5:1-4) Jeová pode apropriadamente chamar estas congregações cristãs de “minhas cidades”, porque é realmente ele o responsável pela sua organização e pelo seu crescimento, e estão dedicadas a ele sem reservas, mediante Jesus Cristo. Uma investigação destas “cidades” figurativas de Jeová revela que ‘transbordam com a bondade’ dele, em sentido espiritual. A julgar-se por toda a evidência acumulada, Jeová dos exércitos as escolheu como representantes de sua Jerusalém celestial. Louvado seja Ele, por ter tido a profecia de Zacarias 1:16, 17, tal cumprimento!
A SEGUNDA VISÃO
41. (a) O que se deve dizer quanto a se o que já sobreveio aos perseguidores ser o fim do assunto? b) A respeito de que perguntou Zacarias na sua segunda visão em 24 de sebate?
41 Que dizer, porém, dos perseguidores e dos pretensos destruidores dos adoradores dedicados de Jeová dos exércitos? Ao examinarmos a atual situação do mundo, podemos observar o que já lhes sobreveio. Mas o atual estado dos perseguidores não é o fim da questão. Com o objetivo de ilustrar o que lhes acontecerá finalmente, o profeta Zacarias recebeu outra visão logo depois da primeira, naquele mesmo dia 24 do décimo primeiro mês (sebate) de 519 A.E.C., no segundo ano do reinado do Rei Dario I, da Pérsia. O Império Medo-Persa era a Quarta Potência Mundial na história bíblica, e esta segunda visão devia ter sido de interesse para ele. O observador Zacarias nos conta: “E passei a levantar os olhos e a ver; e eis que havia quatro chifres. De modo que eu disse ao anjo que falava comigo: ‘Que são estes?’ Por sua vez, ele me disse: ‘Estes são os chifres que dispersaram Judá, Israel e Jerusalém.’” — Zacarias 1:18, 19.
42. O que simbolizavam aqueles “chifres” e o que significa serem quatro em número?
42 O profeta Zacarias sabia que, nas inspiradas Escrituras Hebraicas, o chifre é usado para simbolizar poder governamental duma nação ou dum império. Estes quatro chifres simbólicos não representariam necessariamente quatro nações ou impérios individuais, que até então tivessem disperso os povos de Judá, de Israel e de Jerusalém, arruinando as suas cidades. Nas Escrituras, o número quatro tem significado simbólico. Por exemplo, usando-se quatro com respeito aos ventos, os quatro ventos dos céus referem-se a todas as partes ou quadrantes do céu. Ou os quatro ventos poderiam simplesmente referir-se a todas as direções da terra. (Ezequiel 37:9; Daniel 7:2) As quatro rodas pertencentes ao carro celeste de Jeová, conforme visto pelo profeta Ezequiel, sugerem uma base bem equilibrada em que o carro divino andava. (Ezequiel 1:15, 21) Concordemente, quatro chifres podiam significar todos os poderes governamentais relacionados ou envolvidos, e não apenas literalmente quatro deles, agindo de todas as direções e não deixando desequilíbrio, pela omissão de qualquer canto.
43. Portanto, além do Egito, da Assíria e de Babilônia, que outras potências políticas estariam incluídas sob o símbolo daqueles “quatro chifres”?
43 De modo que não só o Egito, a Assíria e a Babilônia, como potências mundiais, haviam estado envolvidos na dispersão de Judá, de Israel e de Jerusalém, mas também outros, tais como a nação de Edom e outros aliados e colaboradores nacionais em tal ação iníqua contra o povo escolhido de Jeová. Todos estes eram perseguidores. Tais organizações políticas usaram seu poder, especialmente seu poder militar de modo malvado e violento contra o povo escolhido de Jeová. — Zacarias 1:15.
44. Por que se indignou Jeová com grande indignação contra as nações gentias que estavam despreocupadas?
44 Estas potências políticas, pagãs, tinham todas ido além daquilo que Jeová dos exércitos queria para disciplinar seu povo desobediente e indiferente. Usaram a liberdade de movimento que receberam só para expressar sua malevolência, seu ressentimento, sua inveja e seu rancor contra Judá, Israel e Jerusalém. Por este motivo, Jeová dos exércitos disse ao anjo, aos ouvidos de Zacarias: “Com grande indignação estou indignado contra as nações despreocupadas.” (Zacarias 1:15) Como se propôs Jeová expressar a sua grande indignação contra estas nações, que estavam despreocupadas por terem satisfeito seu sentimento de vingança ou de maldade contra o povo Dele? Ele revelou isto na parte adicional da segunda visão apresentada aos olhos de Zacarias: Ele disse:
45. O que mostrou Jeová na visão a Zacarias como seus instrumentos para expressar sua indignação contra as nações despreocupadas?
45 “Além disso, Jeová mostrou-me quatro artífices. Então eu disse: ‘Que vieram fazer estes?’ E ele prosseguiu, dizendo: ‘Estes são os chifres que dispersaram Judá a tal ponto que absolutamente ninguém levantou a sua cabeça; e estes outros virão para fazê-los tremer, a fim de arremessar para baixo os chifres das nações que levantam um chifre contra a terra de Judá para dispersá-la.’” — Zacarias 1:20, 21, NM; ALA; CBC.
46. (a) Por que havia quatro de tais “artífices”, e, apesar de sua profissão, qual era a sua missão? (b) Quem os enviou e o que significava isso para os perseguidores?
46 Serem estes artífices ou artesãos quatro em número contrabalançava os quatro chifres. Seu número teria o mesmo significado que o dos quatro chifres. Representariam todos os “artífices” envolvidos na questão e organizados de modo equilibrado e plenamente adequado. Sendo artífices ou artesãos, não eram destruidores. Antes, eram principalmente construtores. Mas podiam ser usados numa operação de destruição e podiam usar suas ferramentas para esse fim. Esta era a sua missão na visão. Mas, de quem eram estes artífices ou quem os enviou? Evidentemente Jeová dos exércitos, porque vieram para destruir o poder dos quatro chifres que haviam disperso o povo de Jeová, Judá, Israel e Jerusalém. Para isso usaram, sem dúvida, os martelos de seu ofício. Portanto, ai daqueles “chifres” perseguidores! Executar-se-ia o julgamento divino contra estes perseguidores.
OS PERSEGUIDORES RECEBEM ATENÇÃO DIVINA
47. Como se devia encarar depois aquilo que aconteceu às nações perseguidoras — como acontecimento mundial natural ou como quê?
47 A grande indignação de Jeová não deixou de abater-se sobre as nações perseguidoras. A história antiga mostra que as nações que malevolamente maltrataram o povo escolhido de Jeová, na antiguidade, não passaram bem depois disso; sofreram calamidade. Onde estão hoje? Este resultado calamitoso não era apenas o curso natural dos assuntos do mundo, sem intenção que se sobrepusesse a ele. Era o resultado da indignação divina contra elas. Não devemos desperceber hoje a lição disso.
48. (a) De quem se tornou Roma perseguidora no primeiro século E. C. e como continuou ela como tal? (b) De que parte da cristandade é ela hoje a cabeça?
48 No primeiro século de nossa Era Comum, veio à existência o Israel espiritual, sob a liderança do Messias enviado por Deus, Jesus, de Belém-Judá. A nação do Israel natural, circunciso, foi assim deslocada. Assim como Ismael foi deslocado por Isaque, verdadeiro herdeiro de Abraão, e tornou-se perseguidor de Isaque, assim o Israel natural perseguiu os discípulos de Cristo que compunham o Israel espiritual. O Israel natural passou mal por causa disso, destruindo-se sua cidade santa de Jerusalém no ano 70 E.C. e dispersando-se os sobreviventes da província de Judá, na maior parte sendo levados cativos. (Gálatas 4:21-31; 1 Tessalonicenses 2:14-16; Gênesis 21:1-14) Depois do incêndio de Roma, no ano 64 E.C., Roma passou a perseguir o Israel espiritual, cristão. Continuou esta perseguição, não só como senhora do Império Romano, pagão, mas como senhora religiosa do Santo Império Romano. Este Santo Império Romano deixou de existir nos dias de Napoleão Bonaparte, na primeira parte do século dezenove. Contudo, Roma continua como cabeça da parte maior, mais forte e mais populosa da cristandade religiosa. Mas, nesta qualidade, Roma foi posta a ‘tremer’.
49. Quem sucedeu a Roma como Potência Mundial perseguidora, e por meio de quem e quando foi isto predito?
49 No século dezoito, Roma, como Sexta Potência Mundial da história bíblica, teve de ceder ao Império Britânico, a Sétima e Maior Potência Mundial da profecia bíblica. Sua história revela que também tem sido culpada de perseguir e dispersar o Israel espiritual de Jeová dos exércitos. Nisto participaram também os Estados Unidos da América, mais tarde integrados na Sétima Potência Mundial para formar uma Potência Mundial Anglo-Americana, dupla. Esta perseguição foi feita notoriamente contra os do restante do Israel espiritual durante a Primeira Guerra Mundial, sim, e num grau ainda maior durante a Segunda Guerra Mundial. Isto fora vividamente predito em símbolos proféticos ao profeta exilado Daniel, “no terceiro ano do reinado de Belsazar, o rei”, quer dizer, antes da queda da antiga Babilônia e assim mais de vinte anos antes da visão de Zacarias a respeito dos quatro chifres e dos quatro artífices. (Daniel 8:1, 9-12, 23-26) De modo que Jeová sabia que haveria necessidade de seus “artífices” simbólicos “arremessar para baixo os chifres das nações”, mais de 2.490 anos depois da visão de Zacarias.
50. Além da Sétima Potência Mundial, que outros “chifres” se empenharam em perseguir os israelitas espirituais em tempos recentes?
50 Nos tempos modernos, não foi só a potência mundial dupla anglo-americana, de dois chifres, que participou na dispersão do Israel espiritual, por perseguições e opressões, mas também outros “chifres” simbólicos, modernos. Um dos casos mais atrozes disso, em tempos recentes, foram os maus tratos sadistas sofridos pelas testemunhas cristãs de Jeová no Terceiro Reich alemão, sob o Feuhrer nazista Adolf Hitler, de 1933 a 1945 E.C. As outras Potências do Eixo juntaram-se a ele nesta opressão malévola dos israelitas espirituais e de seus companheiros dedicados. Desde então, mesmo outros “chifres” políticos, que constituem um composto “rei do norte”, têm dado marradas, ferido e ameaçado os adoradores fiéis de Jeová.
51. Quando e por meio de quem se predisse a perseguição por parte do “rei do norte’, e, por isso, o que cogitava Jeová quanto à perseguição?
51 “No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia”, após a queda de Babilônia, o anjo de Jeová predisse ao profeta Daniel que tal perseguição seria infligida às testemunhas cristãs de Jeová pelo simbólico “rei do norte” dos nossos tempos. (Daniel 10:1, 18-21; 11:29-36, 44, 45) Isto torna evidente que Jeová não pensava apenas nos “chifres” que haviam perseguido seu povo típico no passado, mas também nos “chifres” que perseguiriam seu povo antitípico no futuro, nos nossos tempos modernos.
52. Jeová usou assim o caso passado de seu povo típico como advertência para quem hoje em dia e como foi isto indicado na visão de João, em Revelação 7:1-3?
52 Jeová usou assim um caso passado de perseguição de seu povo típico para advertir de antemão as nações modernas, que ‘levantam um chifre” contra o domínio espiritual, legítimo, de seus adoradores fiéis. Ele usaria seus “artífices” simbólicos contra todas estas nações. Sendo quatro os “artífices” da visão, faz-nos lembrar o que o apóstolo cristão João viu numa visão perto do fim do primeiro século E. C. Ele conta isso, dizendo: “Depois disso vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, segurando firmemente os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, ou sobre o mar, ou sobre qualquer árvore. E eu vi outro anjo ascender desde o nascente do sol, tendo um selo do Deus vivente; e ele gritou com voz alta para os quatro anjos aos quais se concedera fazer dano à terra e ao mar, dizendo: ‘Não façais dano nem à terra, nem ao mar, nem às árvores, até depois de termos selado os escravos de nosso Deus nas suas testas.’” — Revelação 7:1-3.
53. Em que resultará a soltura dos “quatro ventos” com respeito aos “quatro chifres”, mas o que fortalece os adoradores perseguidos de Jeová para suportarem?
53 A soltura dos quatro ventos resultará num vendaval mundial que causará danos a todas as nações da terra e destruirá os “chifres” simbólicos que se levantaram contra os israelitas espirituais, selados com o “selo do Deus vivente”. Isto produzirá o mesmo resultado que o retratado pelos “quatro artífices”, em martelarem e esmagarem os “quatro chifres” simbólicos de todas as nações. Em nítido contraste com todas as “misericórdias” com que Jeová retorna aos seus adoradores perseguidos, virá a execução de seus julgamentos impiedosos contra os perseguidores deles. Termos plena confiança na garantia divina disso fortalecerá a todos os perseguidos a perseverar até o fim.
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Crescimento e proteção da organização capital de DeusO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 9
Crescimento e proteção da organização capital de Deus
1. (a) Quem é o maior Organizador? (b) Segundo Romanos 1:19, 20, o que deviam as criaturas inteligentes na terra ter percebido a respeito deste Organizador?
O MAIOR organizador em existência é a “Grande Causa Primária”, o Criador de todas as coisas feitas. Sua inigualável capacidade de organização é amplamente demonstrada por todas as suas obras no céu e na terra. Na Roma (Itália) do primeiro século, havia os que adoravam, não o deus nacional Júpiter, mas o Deus Todo-poderoso, vivente. A estes adoradores se escreveu por volta dos meados do primeiro século E. C. “Aquilo que se pode saber sobre Deus é manifesto entre eles, porque Deus lho manifestou. Pois as suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis.” (Romanos 1:19, 20) Desde a criação do mundo da humanidade, os homens inteligentes deviam ter podido discernir que há um Criador, Deus, embora fosse invisível e mesmo sem ele falar-lhes desde o invisível. Deviam ter percebido pelas obras visíveis que fez e arranjou tão ordeiramente que ele é um Organizador perfeito.
2, 3. (a) Qual é a base para se crer que Ele organizaria suas criaturas inteligentes com idéias próprias? (b) Que aviso deu Ele por meio de Enoque a respeito de sua organização celestial, invisível?
2 Visto que este Deus soube organizar as criações ininteligentes de modo tão perfeito, nos céus visíveis e na espantosa ecologia da terra, ele pode organizar e organizaria todas as suas criações vivas e inteligentes. Seria no interesse da paz e harmonia universais e para impedir a anarquia, que ele organizasse tais criaturas, de idéias próprias. Ele demonstrou visivelmente a sua capacidade de organização mais de três mil e quatrocentos anos atrás, quando organizou a nação de Israel junto ao monte Sinai, na Arábia, e deu-lhes um código de leis, que não tinha igual entre todas as nações pagãs. Durante um tempo imensurável antes disso, ele já tinha uma organização invisível composta de criaturas espirituais, celestiais. Enoque, sétimo homem da linhagem do primeiro homem, deu a nos, na terra, um aviso a respeito desta organização invisível, dizendo:
3 “Eis que Jeová vem com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.” — Judas 14, 15; Gênesis 5:18-24; Hebreus 11:5.
4. Quando fazia a humanidade parte da organização universal de Deus, quando deixou de fazer parte e quando retornará a humanidade àquela organização?
4 O homem e a mulher perfeitos, no jardim edênico que Jeová Deus plantara como seu lar, faziam parte de Sua organização universal. Eram a parte terrestre, visível, dela. E visto que a terra é chamada de escabelo de Jeová, que está entronizado nos céus, o homem e a mulher perfeitos eram a parte mais inferior de sua organização universal. (Isaías 66:1) Quando o homem foi expulso do jardim do Éden por pecar em rebeldia contra Jeová Deus, ele foi expulso da santa organização universal de Deus. Querubins santos, procedentes de sua organização invisível, apareceram à entrada do jardim do Éden e impediram que o homem e a mulher desobedientes voltassem a ele. (Gênesis 3:1-24) Quando o reino messiânico de Deus restabelecer um Paraíso edênico na terra, os obedientes de toda a humanidade serão elevados à perfeição e santidade humana, e depois disso, Jeová Deus, o grande Organizador, fará da humanidade novamente parte de sua organização universal. (Lucas 23:43) Haverá então harmonia sublime entre o céu e a terra.
5. O que se propõe Deus a estabelecer sobre toda a sua criação inteligente e donde se tirarão os membros componentes disso?
5 O organizador perfeito tem mais em mente do que apenas restabelecer a parte terrestre, visível, de sua organização universal. No livro de seus propósitos registrados, a Bíblia Sagrada, ele nos informa a respeito de seu grandioso propósito de estabelecer uma organização capital sobre todas as suas criaturas inteligentes. Logicamente, esta organização capital estará nos santos céus, logo abaixo do próprio Deus Altíssimo. O mais notável de tudo é que aqueles que Ele toma para constituir esta organização capital são tirados da humanidade aqui no escabelo de Deus, a terra. Quanta exaltação isto não é para eles! No último livro da Bíblia Sagrada temos uma ilustração disso.
6. Nos dias de Davi, que foi constituído capital da organização visível de Jeová e como ficou enaltecida sua qualidade de capital nos dias de Davi?
6 Lembramo-nos de que nos dias do Rei Davi, quando a nação de Israel era a organização teocrática, visível, de Jeová Deus, a cidade de Jerusalém foi constituída em capital real desta organização teocrática. (2 Samuel 5:1-10) A categoria de capital, da cidade de Jerusalém, foi enormemente elevada quando a Arca do Pacto de Jeová foi transferida para lá e alojada numa tenda perto do palácio do Rei Davi, em Jerusalém. (2 Samuel 6:11-14; 7:1-3) Jeová estava entronizado nesta tenda sagrada por meio de seu espírito, como Rei celestial, invisível, de Israel.
7-10. (a) O nome de que cidade é adaptado à organização capital de Deus? (b) Como mostra o apóstolo João a aplicação deste nome e como descreve ele a organização capital?
7 Apropriadamente, pois, o nome da Jerusalém terrestre é adaptado à organização capital de Jeová. Só que ela se torna, naturalmente, uma Nova Jerusalém. A Bíblia Sagrada não poderia estar completa sem se trazer este fato glorioso à nossa atenção. Em Revelação, capítulo vinte e um, faz-se a aplicação do nome e identifica-se a organização à qual é aplicado. O idoso apóstolo cristão João escreve e nos diz:
8 “E eu vi um novo céu e uma nova terra, pois o céu anterior e a terra anterior tinham passado, e o mar já não é. Vi também a cidade santa, a Nova Jerusalém, descendo do céu, da parte de Deus, e preparada como noiva adornada para seu marido. Com isso ouvi uma voz alta do trono dizer: ‘Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.’
9 “E veio um dos sete anjos que tinham as sete tigelas cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: ‘Vem para cá, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.’ Levou-me assim no poder do espírito para um grande e alto monte, e mostrou-me a cidade santa de Jerusalém descendo do céu, da parte de Deus, e tendo a glória de Deus. Seu resplendor era semelhante a uma pedra mui preciosa, como pedra de jaspe, brilhando como cristal. Tinha uma grande e alta muralha, e tinha doze portões, e junto aos portões, doze anjos, e havia nomes inscritos, os quais são os das doze tribos dos filhos de Israel. Ao leste havia três portões, e ao norte havia três portões, e ao sul havia três portões, e ao oeste havia três portões. muralha da cidade tinha também doze pedras de alicerce, e sobre elas os doze nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
10 “E não vi templo nela, pois Jeová Deus, o Todo-poderoso, é o seu templo, também o Cordeiro o é. E a cidade não tinha necessidade do sol, nem da luz, para brilhar sobre ela, pois a glória de Deus a iluminava, e a sua lâmpada era o Cordeiro. E as nações andarão por meio da sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória. E os seus portões de modo algum se fecharão de dia, porque não haverá ali noite. E trarão a ela a glória e a honra das nações. Mas, tudo o que não for sagrado, e todo aquele que praticar uma coisa repugnante e a mentira, de modo algum entrará nela; somente os escritos no rolo da vida do Cordeiro entrarão.” — Revelação 21:1-4, 9-14, 22-27.
11. Que corpo é representado pela Nova Jerusalém e qual é a nacionalidade dos membros dela, em que nível oficial?
11 Não há engano sobre isso. Esta “cidade santa”, a Nova Jerusalém, representa a congregação cristã, pura, imaculada e santa. Está composta inteiramente de israelitas espirituais, judeus no íntimo, circuncidados no coração. É verdade que os “doze apóstolos do Cordeiro” eram judeus ou israelitas naturais, circuncisos; mas, a partir do dia festivo de Pentecostes do ano 33 E.C., todos tornaram-se israelitas ou judeus espirituais, pois foi então que se derramou sobre eles o espírito santo de Jeová por meio do Cordeiro Jesus Cristo. (Atos 1:12 a 2:42) Estes israelitas espirituais são 144.000 em número (12 x 12 x 1.000), agrupados como que em doze tribos, sendo os nomes destas doze tribos inscritos nos doze portões da Nova Jerusalém. (Revelação 7:4-8) O que traz à atenção seu cargo oficial é que são chamados os ‘reis da terra’. (Revelação 20:4, 6) São mais elevados do que as “nações” na terra, que andam por meio da luz da Nova Jerusalém. — Revelação 5:10.
12, 13. (a) Na descrição de Revelação, o que mostra que a Nova Jerusalém há de ser uma organização capital? (b) Como é o marido da noiva identificado por uma das simbólicas pedras de alicerce?
12 O nome Nova Jerusalém indica que se trata duma organização capital, parecida à Jerusalém nos dias do Rei Davi e de seu filho, o Rei Salomão. Mas o que mostra que a Nova Jerusalém de 144.000 israelitas espirituais seja a organização capital sobre todo o domínio da criação de Jeová? O seguinte: Nova Jerusalém é chamada “a noiva, a esposa do Cordeiro”. (Revelação 21:2, 9; 22:17) Diz-se a este Cordeiro figurativo: “Foste morto e com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre a terra.” (Revelação 5:9, 10) Este Cordeiro, antigamente morto, é o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Jeová Deus. De acordo com isso, um dos “doze apóstolos do Cordeiro” escreveu aos seus concristãos e disse:
10 “Não foi com coisas corrutíveis, com prata ou ouro, que fostes livrados da vossa forma infrutífera de conduta, recebida por tradição de vossos antepassados. Mas foi com sangue precioso, como o de um cordeiro sem mácula nem mancha, sim, o de Cristo.” — 1 Pedro 1:18, 19; 1 Coríntios 5:7.
14, 15. (a) Quem é a Cabeça desta noiva-esposa? (b) Por causa de que herança dos membros dela eleva-se a posição da noiva-esposa, e o que disse Pedro sobre a condição do Marido?
14 Como marido, o Cordeiro Jesus Cristo é a cabeça de sua noiva-esposa, a Nova Jerusalém: “o marido é cabeça de sua esposa”. (Efésios 5:23) Contudo, a noiva-esposa é composta de filhos de Deus, gerados pelo espírito, que não são só ‘herdeiros de Deus’, mas também “co-herdeiros de cristo”. (Romanos 8:16-18) Tal herança eleva a condição da noiva-esposa, e ela compartilha com seu marido da glória e da honra dele nos céus. Então, qual é a posição celestial de seu “marido”, o Cordeiro Jesus Cristo? Pedro, um dos “doze apóstolos do Cordeiro”, disse a respeito dele:
15 “Cristo morreu uma vez para sempre quanto aos pecados, um justo pelos injustos, a fim de conduzir-vos a Deus, sendo morto na carne, mas vivificado no espírito. . . . pela ressurreição de Jesus Cristo. Ele está à direita de Deus, pois foi para o céu; e foram-lhe sujeitos anjos, e autoridades, e poderes.” — 1 Pedro 3:18, 21, 22.
16. Como entra Paulo, em Filipenses 2:5-11, em maiores pormenores sobre a condição atual do Marido da noiva-esposa?
16 O apóstolo Paulo escreveu a outros “co-herdeiros de Cristo” em mais pormenores ainda, dizendo: “Mantende em vós esta atitude mental que houve também em Cristo Jesus, o qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. Não, mas ele se esvaziou e assumiu a forma de escravo, vindo a ser na semelhança dos homens. Mais do que isso, quando se achou na feição de homem, humilhou-se e tornou-se obediente até à morte, sim, morte numa estaca de tortura. Por esta mesma razão, também, Deus o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome, a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” — Filipenses 2:5-11.
17. (a) Em que posição colocou esta elevação o Filho de Deus e como criou Deus uma “organização” capital? (b) Quanto ao sacerdócio, que posições relativas ocupam Jesus Cristo e os de sua noiva-esposa?
17 Nenhuma criatura poderia elevar-se mais alto do que a “direita de Deus”, e a “posição superior” à qual Deus o enalteceu era esta posição à mão direita. (Salmo 110:1; Atos 2:34-36; Hebreus 1:3, 13; 8:1, 2; 10:12, 13; 12:2) Isto colocou o Cordeiro Jesus Cristo na posição capital sobre todo o restante da criação de Deus. Naturalmente, o Cordeiro Jesus Cristo não é em si mesmo uma “organização”. Mas, visto que Jeová Deus lhe dá uma noiva-esposa, a saber, a congregação de 144.000 co-herdeiros, o Deus Altíssimo cria uma organização capital sobre toda a sua santa organização universal. Nesta organização capital estabelecida pelo Ser Supremo, Jesus Cristo é seu Sumo Sacerdote e os da classe noiva-esposa são 144.000 subsacerdotes, um “sacerdócio real”. (1 Pedro 2:9) Biblicamente, pois, além de qualquer refutação, o Deus Altíssimo, Jeová, tem agora uma organização capital por meio da qual ele trata com todo o restante de sua organização universal.
A TERCEIRA VISÃO
18, 19. (a) Segundo a visão anterior de Zacarias, o que se precisava fazer por Jerusalém? (b) Na sua terceira visão, o que queria fazer o homem com a corda de medir?
18 Este entendimento bíblico da organização capital de Jeová, à qual se dá o nome de Jerusalém, ajudar-nos-á a compreender a terceira visão que o profeta Zacarias teve naquele maravilhoso dia 24 do décimo primeiro mês (sebate) do ano 619 A. E. C. Zacarias acabava de ter a sua visão a respeito dos quatro artífices, enviados por Jeová para “arremessar para baixo os chifres das nações que levantam um chifre contra a terra de Judá para dispersá-la”. Esta dispersão, portanto, incluía Jerusalém, e por este motivo ela teria de ser reajuntada no tempo determinado por Jeová, quando ele ‘retornaria a Jerusalém com misericórdias’. (Zacarias 1:14-21) Segue-se, portanto, logicamente o tema da terceira visão de Zacarias. Foi assim que se deu a visão:
19 “E passei a levantar os olhos e a ver; e eis que havia um homem, e na sua mão havia uma corda de medir. Eu disse, pois: ‘Aonde vais?’ Por sua vez, ele me disse: ‘Medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e qual é o seu comprimento.’” — Zacarias 2:1, 2.
20. (a) O que indicava a seu respeito ser ele homem jovem? (b) Visto que as muralhas de Jerusalém ainda não haviam sido reconstruídas, que medição permitia isso ao moço?
20 O portador da corda de medir mostrou ser um moço, e ele, naturalmente, ainda tinha muita coisa a aprender ou coisas sobre as quais tinha de ser informado. Com todo o ímpeto da juventude, ele estava interessado no pleno restabelecimento de Jerusalém e estava ansioso de ver quão larga ela ficaria e quão comprida devia ficar. Por isso tinha a corda de medir. Havia pelo menos a Jerusalém daquele ano 519 A. E. C. que se podia medir. Entretanto, as muralhas da cidade ainda não haviam sido reconstruídas, nem seriam reconstruídas ainda por muito tempo. Tanto tempo depois quanto o nono mês lunar (quisleu) do ano 456 A. E. C., mais de sessenta e três anos depois, relatou-se na capital persa de Susã: “A muralha de Jerusalém está derrocada e seus próprios portões foram queimados com fogo.” (Neemias 1:1-3) É possível que em 519 A. E. C. a Jerusalém de então ainda não tivesse atingido os limites da anterior cidade, antes do exílio. Ou é possível que a cidade restabelecida fosse estendida além de seus limites anteriores. O moço com a corda de medir talvez pensasse em medir quais deviam ser os limites finais da segunda Jerusalém.
21. Que disse um anjo a outro anjo para avisar o moço com a corda de medir?
21 Era correto que um moço entusiástico fixasse os limites da Jerusalém à qual Jeová retornava com misericórdias? Vejamos isso no que Zacarias relata a seguir: “E eis que saía o anjo que falara comigo e outro anjo saía ao seu encontro. Ele lhe disse então: ‘Corre, fala àquele moço lá, dizendo: “‘Como terra campestre será Jerusalém habitada, por causa da multidão de homens e de animais domésticos no meio dela. E eu mesmo’, é a pronunciação de Jeová, ‘tornar-me-ei para ela uma muralha de fogo ao redor e tornar-me-ei uma glória no meio dela.’”” — Zacarias 2:3-5.
22. Em vista do que aconteceu nos dias do Governador Neemias e também após a destruição de Jerusalém, em 70 E.C., devemos entender de modo literal esta informação dada ao moço?
22 Falava Jeová dos exércitos ali da literal Jerusalém terrestre dos dias de Zacarias? Os fatos posteriores indicaram claramente que Ele não o fazia. Por que não? Porque Jerusalém deixou de ser habitada “como terra campestre”. Sessenta e quatro anos mais tarde, as muralhas de Jerusalém foram completamente reconstruídas sob a liderança do Governador Neemias, em 455 A.E.C. Também, estas muralhas reconstruídas tinham doze portões, conforme relatou o Governador Neemias. (Neemias 2:3 a 6:15; 7:1) Havia o Portão do Vale, o Portão dos Montes de Cinzas e o Portão da Fonte, ao sul; o Portão das Águas, o Portão dos Cavalos e o Portão de Inspeção, ao leste; o Portão da Guarda, o Portão das Ovelhas e o Portão do Peixe, ao norte; o Portão da Cidade Antiga, o Portão de Efraim e o Portão da Esquina, ao oeste. (Neemias 2:13, 14; 3:26, 28, 31; 12:39; 3:32, 3, 6; 2 Crônicas 25:23) Esta cidade foi destruída pelas legiões romanas no ano 70 E.C. (Lucas 21:20-24) A terceira Jerusalém, que ainda existe neste ano de 1973, também é murada e tem portões em todos os quatro lados. Mas, construiu-se uma Jerusalém moderna ao lado dela, cuja população é relatada como sendo de 275.000 habitantes ao todo.
23. (a) Como se torna evidente que Zacarias 2:4, 5, não se cumpre a Jerusalém hodierna? (b) Onde, então, devemos procurar o cumprimento da profecia?
23 Embora a Jerusalém da atualidade se tenha expandido muito além da velha cidade murada, até mesmo à “terra campestre”, nenhum observador informado argumentaria, num mesmo os próprios israelenses, que Jeová dos exércitos se tenha tornado para ela “uma muralha de fogo ao redor” e “uma glória no meio dela”. Quanto à proteção, a Jerusalém da República de Israel confia nas Nações Unidas, das quais é membro desde 1949, e também na ajuda militar fornecida à República de Israel por nações amigas, tais como os Estados Unidos da América, que são na maior parte gentios. Tudo isso nos obriga a olhar para a Jerusalém espiritual em busca do cumprimento da profecia divina de Zacarias 2:4, 5. A profecia tem que ver com o restante dos israelitas espirituais, que ainda se têm de tornar parte da Nova Jerusalém celestial, sob o Governador Zorobabel Maior, Jesus Cristo, a organização capital da organização universal de Jeová.
24. Depois da Primeira Guerra Mundial, quem foram os únicos sobreviventes na terra que eram obrigados a responder à chamada incitante de Isaías 60:1-3, por causa da glória de Jeová?
24 O ano de após-guerra de 1919 E. C., encontrou um restante dos israelitas espirituais sobrevivendo na terra e ansiosamente desejando pregar “estas boas novas do reino” em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. (Mateus 24:14) A Nova Jerusalém celestial, sob Cristo, foi representada por este restante fiel. Em vista do que representavam na terra, estes israelitas espirituais eram obrigados a responder à ordem profética incitante: “Levanta-te, ó mulher, dá luz, pois chegou a tua luz e raiou sobre ti a própria glória de Jeová. Pois, eis que a própria escuridão cobrirá a terra e densas trevas os grupos nacionais; mas sobre ti raiará Jeová e sobre ti se verá a sua própria glória. E nações hão de ir à tua luz e reis à claridade do teu raiar. E terão de ir a ti os filhos dos que te atribulam, encurvando-se; e todos os que te tratam com desrespeito terão de curvar-se junto às próprias solas dos teus pés e terão de chamar-te de cidade de Jeová, Sião do Santo de Israel.
25. Até que ponto apressaria Jeová o crescimento de sua organização?
25 “E quanto ao teu povo, todos eles serão justos; por tempo indefinido terão posse da terra, rebentão da minha plantação, trabalho das minhas mãos, para eu ser embelezado. O próprio pequeno tornar-se-á mil e o menor, uma nação forte. Eu mesmo, Jeová, apressarei isso ao seu próprio tempo.” — Isaías 60:1-3, 14, 21, 22.
26. Por que era bem apropriada lá em 1919 E.C. esta chamada incitante para os representantes da “cidade de Jeová”, e como os havia glorificado Jeová?
26 A chamada à espiritual “cidade de Jeová, Sião do Santo de Israel”, foi muito apropriada na ocasião. Lá no ano de 1919 E. C., a perspectiva dos povos da terra era lúgubre e tenebrosa. Hoje é ainda mais tenebrosa! Lá naquele tempo era ocasião de os do restante representativo da Nova Jerusalém se levantarem da condição rebaixada, abatida, à qual as perseguições durante a Primeira Guerra Mundial os haviam levado, e de raiar, de ‘dar luz’. Raiar com quê? Lançar que luz? A única luz que os do restante fiel tinham, não era qualquer esclarecimento mundano desta chamada Era do Cérebro, mas a “glória de Jeová”, que havia raiado sobre seu restante devoto. A glória é resplandecente, magnífica, lançando luz. Jeová os havia glorificado por livrá-los da escravidão e da sujeição abjeta aos seus inimigos religiosos, políticos e militares. Ele havia glorificado o restante por designar os membros dele para ser testemunhas de Sua soberania e embaixadores de Seu reino messiânico estabelecido. Tinham de deixar ver em toda a parte esta “glória de Jeová” sobre eles, atuando como suas testemunhas e seus embaixadores do Reino.
27. Portanto, para quem precisa Jeová tornar-se “uma muralha de fogo ao redor”, e por quê?
27 Então, para quem deve Jeová tornar-se “uma muralha de fogo ao redor”? Não para a Nova Jerusalém, nos céus invisíveis, mas para o restante da Nova Jerusalém, ao passo que os deste restante glorificado saem neste mundo tenebroso e atuem como testemunhas de Jeová dos exércitos e como Seus embaixadores do Reino.
28. Por que é a “muralha de fogo” de Jeová ao redor do seu restante mais eficiente nesta Era da Violência do que as muralhas de pedra em torno da Antiga Jerusalém?
28 Que proteção poderia oferecer uma muralha literal de pedra, tal como cerca a Jerusalém Antiga, na República de Israel, nestes dias de armas nucleares e de mísseis com ogivas nucleares? Tal idéia é ridícula! As muralhas de pedra construídas em volta de Jerusalém pelo Governador Neemias, em 455 A. E. C. (e mais tarde) não resistiram com bom êxito às legiões romanas no ano 70 E.C. Nesta Era de Violência, a potência de fogo nuclear precisa ser enfrentada com fogo. Jeová dos exércitos pode enfrentá-la assim. Ele pode ser e prometeu tornar-se uma “muralha de fogo” ao redor do restante fiel da Nova Jerusalém. Neste caso, quem os poderia assaltar realmente?
29. De que proteção de Eliseu, em Dotã, lembram-se os israelitas espirituais e o que discernem quanto ao que resultaria para os inimigos que tentassem abrir uma “brecha” na muralha que Deus é ao redor deles?
29 Os do restante glorificado dos israelitas espirituais, portanto, não confiam em defesas feitas pelo homem ou naturais. Esperam que Jeová dos exércitos seja uma “muralha de fogo” ao redor deles, embora seja invisível para eles e para seus inimigos. Lembram-se de que os “cavalos e . . . carros de guerra, de fogo”, de que estavam cheios os morros em volta da cidade de Dotã, eram invisíveis ao servo do profeta Eliseu e às forças de guerra da Síria, que cercaram Dotã para capturar Eliseu. (2 Reis 6:13-17) Abrem-se-lhes os olhos espirituais para discernirem que o Deus Todo-poderoso, por meios invisíveis, pode protegê-los e que significaria destruição ardente para qualquer inimigo que tentasse arrombar a “muralha de fogo” e atacá-los. “Porque o nosso Deus é também um fogo consumidor.” — Hebreus 12:29.
30. Como estavam os do restante sobrevivente inclinados em 1919 E.C. a limitar o crescimento da organização e qual era o fato real a respeito da “colheita” dos “filhos do reino”?
30 Por que é que pessoas interessadas, tais como o moço com a corda de medir, pensam em delimitar o crescimento da organização capital de Jeová? Não se deve temer que, de outro modo, a “cidade” fique grande e extensa demais, tornando impossível construir uma “muralha” protetora adequada ao seu redor! Por algum tempo, lá em 1919 E.C., depois de acabar a Primeira Guerra Mundial, os do restante sobrevivente dos israelitas espirituais pensavam que a colheita predita por Jesus para a “terminação do sistema de coisas” havia terminado e que tudo o que precisavam fazer daí em diante, na terra, era uma ‘obra de respiga’, para reunir apenas alguns dos que sobravam ou que haviam sido despercebidos. (Mateus 13:39) Não discerniram no momento que a colheita espiritual estava apenas realmente começando e que havia muitos mais dos “filhos do reino” a serem reunidos à organização capital de Deus, “filhos” que eles não tinham tomado em consideração nas suas idéias preconcebidas. De fato, era preciso reunir o pleno número do restante para elevar o grupo predeterminado a 144.000 “filhos do reino”, durante esta “terminação do sistema de coisas”
31. (a) Que cálculo fazemos da população de Jerusalém nos dias de Zacarias? (b) Como se fez o moço com a corda de medir compreender que seria impróprio ele limitar o tamanho da cidade por temer o quê?
31 Evidentemente, na visão de Zacarias, de 519 A. E. C., o moço com a corda de medir queria delimitar até que comprimento e que largura a restabelecida Jerusalém devia aumentar. Naquele tempo, a população de Jerusalém, pelo que parece, não era muito grande. Lembremo-nos de que apenas 42.360 israelitas e uns 7.560 servos e cantores, num total de uns 4.920 haviam voltado do exílio em Babilônia, em 537 A. E. C., e que mais tarde, no tempo do Governador Neemias, providenciou-se “para trazer para dentro um em cada dez, para morar em Jerusalém, a cidade santa”. De modo que Jerusalém tinha apenas alguns milhares de habitantes nos dias de Zacarias. (Esdras 2:64, 65; Neemias 7:66, 67; 11:1, 2) Portanto, quando o anjo de Jeová disse ao moço que “como terra campestre será Jerusalém habitada, por causa da multidão de homens e de animais domésticos no meio dela”, este sabia que não lhe cabia delimitar o comprimento e a largura de Jerusalém, a fim de por uma muralha material em volta dela. A população dela havia de aumentar segundo o que Jeová se propunha, e ele lhe proveria proteção segura.
32. Embora o número dos participantes dos emblemas na anual Ceia do Senhor aumentasse, o que se dava quanto à proteção de Jeová?
32 No caso dos do restante hodierno dos herdeiros espirituais da organização capital de Jeová, o número dos membros aumentou com o passar dos anos. Por conseguinte, o número dos cristãos dedicados e batizados que assistiu à celebração anual da Ceia do Senhor e que participou dos emblemáticos pão e vinho, aumentou segundo os relatórios enviados para se manter um registro. Não importava até que ponto aumentasse o número dos do restante dos israelitas espirituais de Jeová em toda a terra, Jeová os protegeria como que com “uma muralha de fogo” em todo o redor. Ele os preservou durante todos estes tempos perigosos, até mesmo durante a onda de loucura de guerra, do mundo, durante 1939-1945 E.C., sim, até o presente.
33. O que mostram os fatos quanto a Jeová tornar-se “uma glória no meio dela”, conforme representada pelo restante ungido?
33 Cumpriu Jeová também para com este restante ungido de herdeiros da Nova Jerusalém a sua promessa: “Tornar-me-ei uma glória no meio dela”? (Zacarias 2:5) Fez isso realmente, porque se glorificou por ser o Protetor celestial no meio dos do restante perseguido, hostilizado e combatido. Sobreviverem apesar de não terem uma proteção visível da espécie terrena, carnal, dá glória ao Deus a quem adoram e em quem põem sua confiança. Gloriam-se Nele e não no homem; e depois de anos de testemunho ao seu nome e Reino, adotaram o nome pelo qual são conhecidos mundialmente desde 26 de julho de 1931, a saber, testemunhas de Jeová. Por meio deles, e não por meio de qualquer outra organização religiosa hoje na terra, divulgou-se em toda a terra o nome de Jeová. Eles evitam conscienciosamente lançar qualquer vitupério sobre Seu santo nome. Imitando seu Filho Jesus Cristo, esforçam-se a viver segundo as regras de conduta especificadas na Sua palavra sagrada, a Bíblia Sagrada, obedecendo antes a Ele como governante do que aos homens, e este proceder tem dado glória ao nome Dele. (Atos 5:29) Ele é deveras uma glória no seu meio!
A CHAMADA DO LIBERTADOR
34. Quem é o ponto de reunião ao qual se devem reunir todos os amantes da adoração pura e que convocação para se reunir se tem proclamado desde 1919 E.C.?
34 Não é o Deus glorioso, Jeová dos exércitos, um ponto de reunião ao qual todos os amantes da adoração pura, que não é maculada pela política, pelo militarismo e pelo comercialismo, devem reunir-se em união e fraternidade? Sim! E o lugar de se reunir é onde se vê a Sua glória. Ele faz a chamada para a reunião e liberta seu povo da escravidão religiosa à Babilônia, a Grande, convocando-os a se reunirem. Desde 1919 E. C., tem-se proclamado as palavras de sua chamada: “‘Eh! Eh! Fugi, pois, da terra do norte’, é a pronunciação de Jeová.” — Zacarias 2:6.
35. (a) O que se chamava de “terra do norte” nos dias de Zacarias e por quê? (b) O que prefigurava para hoje a fuga dali?
35 Nos dias do profeta Zacarias, a “terra do norte” era Babilônia, a cidade conquistada pelos medos e pelos persas no ano 539 A. E. C. Babilônia estava realmente ao leste de Jerusalém, mas, quando enviou seus exércitos para destruir Jerusalém, em 607 A. E. C., Babilônia fez os seus exércitos tomar a rota indireta e vir contra Jerusalém procedente do “norte”. (Jeremias 1:14-16; Ezequiel 21:18-22) Também, os territórios conquistados por Babilônia estendiam-se ao norte de Jerusalém. Quando os judeus foram levados ao exílio, nos anos 617 e 607 A. E. C., foram como que levados à “terra do norte”. Podia-se clamar para eles que fugissem daquela terra. Isto prefigurou os nossos tempos modernos. Durante a Primeira Guerra Mundial, os do restante dedicado e batizado dos israelitas espirituais vieram a estar em escravidão à Babilônia, a Grande, isto é, ao império mundial da religião falsa. Foi dali que Jeová dos exércitos chamou o restante arrependido no ano da libertação, 1919 E. C. Era dali que os do restante tinham de fugir, já que ele lhes abrira o caminho.
36. (a) Em que sentido eram verazes naquele tempo as palavras de Jeová: “Eu vos dispersei na direção dos quatro ventos dos céus”? (b) Como eram verazes no que se refere ao restante hodierno?
33 Foi uma dispersão bastante grande das doze tribos de Israel, Judá e Jerusalém que os “chifres” do Império Assírio e do Império Babilônico haviam causado como agentes da disciplina divina aplicada ao povo escolhido de Jeová. Por isso, ele podia corretamente prosseguir, conforme registrado em Zacarias 2:6 (b): “‘Pois eu vos dispersei na direção dos quatro ventos dos céus’, é a pronunciação de Jeová.” Os israelitas que se esquivaram dos conquistadores e que conseguiram escapar diante deles fugiram para diversos países, em direções diferentes. No caso dos do restante hodierno dos israelitas espirituais, eles também foram dispersos em todas as direções, aos “quatro ventos dos céus”. Isto não era necessariamente em sentido físico ou corporal, porque foram dispersos de seu domínio espiritual na terra, dado por Deus.
37. Como se realizou de modo figurativo esta dispersão dos israelitas espirituais?
37 Portanto, a dispersão deles se deu em sentido figurativo. Significava terem sido dispersos em todo tipo de situação ou circunstância que os impediam de agir dentro de seu legítimo domínio espiritual dado por Deus, na terra. Isto resultou em serem limitados nos seus privilégios espirituais, em fazerem seu trabalho espiritual. Por exemplo, proscrições governamentais de certas publicações ou de todas as publicações do restante de Jeová eram uma maneira de fazer isso. Ou a proscrição de sua organização religiosa. Ou lançar alguns dos israelitas espirituais, cristãos, em prisões ou campos militares por se negarem a violar sua neutralidade cristã para com os conflitos internacionais deste mundo. Ou prender os funcionários de suas sociedades jurídicas e mandá-los para prisões ou penitenciárias, sob falsas acusações forjadas por causa da histeria da guerra e do preconceito religioso. Podiam ser métodos de todos os tipos, em todas as direções, só para afastar o restante dos israelitas espirituais de seu domínio espiritual dado por Deus e de seus privilégios e suas atividades cristãos neste domínio espiritual.
38. Por que era apropriado que o anjo de Jeová clamasse para os exilados judaicos: “Escapa-te, tu que moras com a filha de Babilônia”?
38 Nas calamidades sofridas às mãos do Rei Nabucodonosor, de Babilônia, a maior parte dos sobreviventes judaicos foram levados ao exílio em Babilônia e nos seus territórios, que incluíam territórios tirados do anterior Império Assírio. Portanto, era bem apropriado que o anjo de Jeová dos exércitos clamasse então: “Eh, Sião! Escapa-te, tu que moras com a filha de Babilônia. Pois assim disse Jeová dos exércitos: ‘Indo atrás da glória, ele me enviou às nações que vos despojavam; pois aquele que toca em vós, toca na menina do meu olho. Pois eis que sacudo minha mão contra eles e terão de tornar-se despojo para os seus escravos.’ E vós haveis de saber que o próprio Jeová dos exércitos me enviou.” — Zacarias 2:7-9.
39. Ao clamar: “Eh, Silo”, a quem chamava Jeová para escapar?
39 A antiga Sião, que aqui é a mesma que Jerusalém, representava a nação inteira, não apenas os anteriores habitantes exilados da capital. Agora que Babilônia havia sido derrubada, em 539 A. E. C., e Ciro, o conquistador persa, havia emitido seu decreto de libertação dos exilados judaicos, a chamada à Sião foi realmente dirigida a todos os judeus exilados. Eles moravam como exilados “com a filha de Babilônia”, falando-se da cidade de Babilônia como mulher, não mais filha virgem, não violada.
40. Qual é o significado da expressão ‘ir atrás da glória’ em Zacarias 2:8
40 A expressão, ‘ir atrás da glória’, não parece significar ir atrás de glória futura, mas refere-se ao tempo. Jeová obteve glória por vindicar sua palavra de profecia como veraz, no que ele dissera a respeito de disciplinar os israelitas.
41. Ao disciplinarem o povo de Jeová, por que deviam as nações ter mostrado temor e respeito para com Ele?
41 Chegara então o tempo para Jeová dos exércitos dar atenção às nações inimigas, que usara para dar a disciplina, mas que haviam abusado de sua tarefa. Haviam ido longe demais e usado a ocasião para dar vazão ao seu ódio do povo que pertencia a Jeová Deus. Haviam ido longe demais em maltratar Sião e seu povo. (Zacarias 1:15, 21) Deviam ter tido mais consideração ao lidar com Seu povo, que Ele entregara às mãos delas com fins de disciplina. Deviam ter mostrado algum temor do Deus deste povo, algum respeito. Ele declarou o motivo disso, dizendo ao seu povo disciplinado: “Pois aquele que toca em vós, toca na menina do meu olho.”
42. (a) Sacudir Jeová a mão era que aviso duma inversão para as nações perseguidoras? (b) Qual foi tal inversão para Babilônia?
42 Concordemente, quando ele então sacode a mão contra estas nações arrogantes e presunçosas, é um aceno ameaçador da mão, como sacudir o punho. Não é um gesto ocioso, sem significado. Destinava-se a adverti-las de que elas, os dispersadores e despojadores, sofreriam represálias. Tornar-se-iam despojo para os que haviam sido seus escravos no exílio babilônico. Que inversão, e isso da parte de Jeová dos exércitos! Algo similar a esta espécie de inversão aconteceu quando os exilados judaicos foram libertos pelo conquistador Ciro, o Grande, para retornar ao lugar de Jerusalém e reconstruir o templo de Jeová. Quão grande foi a humilhação da Babilônia vencida, quando, segundo Esdras 1:7, 8, “o próprio Rei Ciro trouxe para fora os utensílios da casa de Jeová, os quais Nabucodonosor tinha tirado de Jerusalém e então posto/ na casa do seu deus. E Ciro, rei da Pérsia, passou a trazê-los para fora sob o controle de Mitredate, o tesoureiro, e a enumerá-los para Sesbazar, o maioral de Judá”. — Daniel 1:1, 2; 5:3-23.
43. Como houve uma inversão para Babilônia no caso de Daniel?
43 Com o tempo, e de muitos modos, os ex-cativos israelitas, escravizados, tiveram ocasião para pisar Babilônia sob os pés, tornando-se ela “um lugar pisado como a lama das ruas”. (Miquéias 7:8-10) Com a queda de Babilônia diante de Dario, o Medo, e de Ciro, o Persa, o profeta Daniel deixou de ser escravo de Babilônia e foi constituído um dos “três altos funcionários” que o Rei Dario, o Medo, estabeleceu sobre os cento e vinte sátrapas que estavam sobre todo o reino medo-persa. — Daniel 6:1-3, 28.
44. Como houve uma inversão com respeito à adoração babilônica e a adoração pelo povo de Jeová?
44 Também, em vista da diferença entre a religião dos adoradores persas de Zoroastro e a religião dos antigos sectários babilônicos, os sacerdotes-magos, os conjuradores, os caldeus e os astrólogos ficaram eclipsados em sentido religioso e finalmente se sentiram obrigados a se mudar do centro religioso de Babilônia. Parece que se mudaram para o oeste, para Pérgamo, na Ásia Menor, e dali para a Itália. (Revelação 2:12, 13) Em nítido contraste com isso, os adoradores de Jeová obtiveram o favor dos conquistadores de Babilônia, e seus sacerdotes e levitas foram reempossados no serviço no templo reconstruído de Jeová, no seu lugar original em Jerusalém. Foi assim que “Sião” escapou de Babilônia, voltando para casa.
A REAÇÃO DE DEUS A SE TOCAR “NA MENINA DO MEU OLHO”
45. (a) Quão sensível é Jeová a respeito de alguém tocar no seu povo com violência? (b) Portanto, por que sacode ele sua mão contra as nações atuais?
45 Tudo isso ilustra vividamente que é algo ultrajante para as nações deste mundo tocarem nos adoradores de Jeová de modo violento. Dói a Jeová Deus. É como tocar na menina de seu olho, uma parte muito sensível do corpo. Há muito tempo atrás, lá no ano 1473 A. E. C., o profeta Moisés salientou quão sensitivo Jeová era para com seu povo escolhido, dizendo: “Começou a cercá-lo, a tomar conta dele, para resguardá-lo como a menina de seu olho.” (Deuteronômio 32:10) Ele é igualmente sensitivo para com suas atuais testemunhas cristãs. Mas as nações da cristandade’ e do paganismo preferiram não fazer caso disso, ao tratarem com as testemunhas cristãs de Jeová. de se admirar, então, que ele fizesse conforme predito: “Sacudo minha mão contra eles e terão de tornar-se despojo para os seus escravos”? (Zacarias 2:9) Como tem feito isso?
46. Em 1919 E. C. como fez Jeová que os despojadores de seu povo se tornassem despojo para este?
46 Ele libertou os do seu restante de israelitas espirituais da escravidão religiosa à Babilônia, a Grande, e restabeleceu-os no céu os no seu legítimo domínio espiritual, dado por Deus, na terra. Não se curvam em subserviência abjeta diante dos amantes políticos daquela meretriz internacional, Babilônia, a Grande, mas dizem aos políticos mundanos, que procuram usurpar as coisas pertencentes a Jeová Deus: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29) No ano de libertação de 1919 E.C., começaram a proclamar em toda a parte os julgamentos adversos de Jeová Deus, especialmente contra a organização internacional de paz e segurança mundiais, a saber, a Liga das Nações, dizendo que esta falharia. Por que motivo Porque a Liga Nações fora adotada e feita vigorar em 1919 E.C. pelas nações da cristandade em lugar do reino messiânico de Deus, que havia nascido nos céus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C. — Revelação 12:5.
47. Como se tornaram estas ocasiões judiciais adversas de Jeová mais acentuadas durante os anos de 1922 a 1928?
47 Estas decisões judiciais adversas de Jeová dos exércitos tornaram-se mais acentuadas e mais amplas durante os sete anos de 1922 a 1928 inclusive. Durante este período, a Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e no Canadá, realizou uma série de assembléias internacionais, anuais, relacionadas com as quais se divulgaram comentários bíblicos que trataram das profecias divinas a respeito destes assuntos religiosos e políticos. Em cada um destes principais congressos anuais dos Estudantes Internacionais da Bíblia adotaram-se resoluções ou declarações, sendo que a primeira destas, em 1922, intitulava-se “Desafio”, e a sétima e última, em 1928, “Declaração Contra Satanás e a Favor de Jeová”. Estas sete resoluções e os discursos públicos em apoio delas, junto com declarações bíblicas relacionadas, correspondem ao que foi predito no último livro da Bíblia, Revelação ou Apocalipse, capítulos 8 a 16.
48. Estas proclamações correspondem a que, em Revelação?
48 Correspondem às sete trombetas tocadas pelos sete anjos, que introduziram sete cenas proféticas. Correspondem também às “últimas sete pragas”, derramadas de tigelas por sete anjos designados. — Revelação 21:9; 15:1 a 16:21.
49. (a) Que efeito teve o cumprimento moderno de tais coisas sobre os envolvidos? (b) Por quanto tempo continuou a publicação de tais julgamentos de Jeová, de modo que o efeito produziu o que nas nações?
49 O cumprimento moderno destas cenas introduzidas por trombetas e das sete tigelas cheias das últimas sete pragas causaram uma grande comoção, desassossego e ressentimento rebelde, tanto em Babilônia, a Grande (incluindo a cristandade), como nos governos políticos, mundiais. A publicação destes julgamentos adversos de Jeová dos exércitos não se limitou apenas a estes sete anos, de 1922 a 1928, mas tem continuado até o presente, em volume e força maior, e em escala mais ampla, do que lá na década dos 1920. Por meio de tal divulgação mundial de suas decisões judiciais, adversas, contra a religiosa Babilônia, a Grande, e seus patrocinadores políticos, Jeová dos exércitos, de fato, está sacudindo o punho, acenando com a mão ameaçadoramente contra as organizações mundiais, religiosas e políticas, que têm despojado seu povo. Faz isso por meio de Suas testemunhas, anteriormente escravos de tais opressores.
50. (a) Quando Jeová finalmente executar estes julgamentos, o que se saberá sobre o ano que foi enviado? (b) Pela execução divina produz-se a vindicação de que pessoas, mesmo em nossos dias?
50 Veremos dentro em pouco a execução destas decisões judiciais, divinas, em todos estes inimigos, que têm causado dor ao Deus Altíssimo, como que tocando na menina de seu olho. Será o tempo momentoso a respeito do qual falou o anjo aos ouvidos de Zacarias, dizendo: “E vós haveis de saber que o próprio Jeová dos exércitos me enviou.” (Zacarias 2:9) Mas, precisamos hoje esperar até este tempo do cumprimento completo? Já agora temos evidências bastantes para provar que este anjo falou a verdade, como que história escrita de antemão. Isto, por sua vez, prova que somente o próprio Jeová dos exércitos podia ser Aquele que enviou este anjo. O profeta Zacarias foi assim também vindicado como registrador de profecia verídica infalível. E que dizer da atualidade? Hoje em dia, também há uma vindicação. De quem? Das testemunhas cristãs de Jeová, que têm chamado atenção para as profecias maravilhosas de Zacarias e para o cumprimento moderno delas.
POR QUE SE FAZ AGORA A CHAMADA PARA ALEGRAR-SE
51. Por que tinham as nações maldosas motivos para clamar alto e para se alegrar durante a Primeira Guerra Mundial?
51 Antigamente, as nações maldosas tinham motivos de clamar alto e de se alegrar com o rumo dos acontecimentos entre os homens. Isto foi quando Jeová dos exércitos deixou que suas testemunhas cristãs caíssem no poder delas, durante a Primeira Guerra Mundial, e as nações ficaram livres para dar vazão ao seu ódio contra estes israelitas espirituais, cristãos. Na ocasião, as nações estavam lutando por causa da questão do domínio do mundo, não do domínio por parte do Criador do céu e da terra, mas do domínio por elas mesmas, quer pelo bloco democrático de nações, quer pelo bloco autocrático e ditatorial. Queriam dominar os recursos da terra e explorá-los por lucro comercial.
52. Por que maltrataram estas nações os israelitas espirituais porque defendiam fielmente o reino messiânico de Deus
52 Eram muito nacionalistas, havendo uma grande febre de patriotismo nacional. No seu empenho de mobilização total do povo para seus fins nacionalistas, ficaram enfurecidas com os que se negaram a integrar-se com elas por causa de sua posição a favor do reino messiânico de Deus, que havia sido inaugurado nos céus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Portanto, sob a tensão da guerra, as nações maltrataram estes paladinos do reino de Deus. Quanto se alegraram de ter matado a influência destes a favor do reino de Deus!
53. Como é o júbilo das nações descrito em Revelação 11:7-10?
53 Esta exultação e congratulação de si mesmas a que se entregaram as nações animalescas diante desta derrota dos defensores do reino messiânico de Deus foram preditas em Revelação, capítulo onze, que usa figuras de retórica da profecia de Zacarias. Revelação 11:7-10 diz em linguagem representativa: “E quando tiverem terminado seu testemunho, a fera que ascende do abismo far-lhes-á guerra, e as vencerá, e as matará. E os seus cadáveres jazerão na rua larga da grande cidade que em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi pendurado numa estaca. E os dos povos, e tribos, e línguas, e nações olharão para os seus cadáveres por três dias e meio, e não deixam que os seus cadáveres sejam colocados num túmulo. E os que moram na terra alegram-se por causa deles e regalam-se, e enviarão dádivas uns aos outros, porque estes dois profetas atormentavam os que moram na terra.” Mas o seu júbilo foi de curta duração.
54, 55. (a) Contudo, quando foi que o restante dos israelitas espirituais foi exortado a gritar com alegria? (b) Isto era igual a clamar para quem, para que gritasse, com que motivo para gritar?
54 Em 1919 E.C., assim como retratado na visão de Revelação, o Deus Todo-poderoso ressuscitou espiritualmente estas testemunhas não enterradas e reativou-as no seu serviço do Reino. As nações e sua prostituta religiosa, Babilônia, a Grande, ficaram consternadas, mas chegara então o tempo para os do restante revivificado dos israelitas espirituais clamarem alto e se alegrarem. Seu Revivificador e Libertador celestial os convidou a fazer isso. Visto que representavam a Nova Jerusalém celestial e eram candidatos a ser membros nela, era como se Deus clamasse para esta organização espiritual. Chamando esta organização de Sião (nome alternativo de Jerusalém), ele disse:
55 “ ‘Grita alto e alegra-te, o filha de Sião; pois eis que venho, e vou residir no teu meio’, é a pronunciação de Jeová. ‘E naquele dia certamente se juntarão muitas nações a Jeová e tornar-se-ão realmente meu povo; e eu vou residir no teu meio.’ E terás de saber que foi o próprio Jeová dos exércitos quem me enviou a ti. E Jeová há de tomar posse de Judá como seu quinhão sobre o solo sagrado e ainda terá de escolher Jerusalém. Cala-te, toda a carne, perante Jeová, porque ele despertou na sua santa habitação.” — Zacarias 2:10-13.
56. (a) Como mostrou Jeová se ele renunciava a sua reivindicação da terra de Judá na desolação dela? (b) Como tomou Jeová novamente posse da terra e que milagre produziu então?
56 Ao vermos o que aquela profecia significava lá nos dias de Zacarias, podemos discernir o que o cumprimento dela significa neste notável século vinte de nossa Era Comum. Lá naquele tempo, deixou Jeová de reivindicar a terra de Judá e permitiu que quaisquer nações gananciosas de território se apossassem dela of que posseiros a ocupassem? De modo algum! Embora fizesse com que seu povo fosse deportado dela para Babilônia, protegeu esta terra e lhe impôs um longo sábado de descanso. Como? Por mantê-la desolada, sem homem nem animal doméstico, assim como predissera. No fim daqueles setenta anos de guarda dum sábado para a terra, ele novamente tomou posse do território de Judá por libertar seu povo exilado e trazê-lo de volta de Babilônia para a sua pátria amada. Escolheu novamente Jerusalém como capital de Judá por fazer os exilados restabelecidos construir uma segunda Jerusalém no local antigo. Assim se produziu uma terra povoada como que com trabalhos de parto “num só dia”. Também, uma nação ‘nasceu’ “de uma só vez” por se restabelecer sua capital em Jerusalém, exercendo o domínio governamental sobre o “solo sagrado” de Judá. (Isaías 66:7, 8) Isto foi milagroso!
57. Portanto, quando passou Jeová a residir na terra de Judá e quando e como tornou-se a sua residência ali mais evidente?
57 Visto que o antigo Israel era uma nação teocrática, sob regência e lei divinas, Jeová Deus reassumiu sua residência em Jerusalém quando ela foi novamente fundada e reconstruída. Isto se tornou tanto mais evidente quando se terminou o templo de Sua adoração em 515 A. E. C. e Sua adoração regular, em plena escala, foi começada ali. Este templo reconstruído seria símbolo para todas as nações circunvizinhas de que Jeová dos exércitos passara a residir ali, que então morava em Sião, em Jerusalém. Era possível chegar-se a ele ali.
58. Que observações favoráveis fariam as pessoas sinceras das nações em redor e o que riam por isso (Zacarias 2:11)?
58 Que efeito teria isto sobre as nações pagãs em volta? Muitas das pessoas naquelas nações ficariam devidamente impressionadas com a evidência de que Jeová dos exércitos era o Deus da verdade; que ele havia demonstrado sua perfeita presciência e sua onipotência por cumprir as profecias dadas em seu próprio nome. Visto que ele havia ressuscitado seu povo de Israel da morte nacional e o havia levantado de seu túmulo em Babilônia, restabelecendo-o na terra dos viventes, na sua própria pátria, estes observadores de coração sincero viram que Ele era o único Deus vivente e verdadeiro, o Único que merecia ser adorado. Desejariam sinceramente adorá-lo, e, se possível, passariam a vir ao seu lugar de residência em Sião (Jerusalém) para fazer isso. Zacarias 2:11 não ficaria sem cumprimento: “E naquele dia certamente se juntarão muitas nações a Jeová e tornar-se-ão realmente meu povo.” Isto indicava um aumento dos adoradores de Jeová em todo o mundo, e não só no “solo sagrado” de Judá.
59, 60. (a) Como aconteceu algo similar com relação aos do restante que eram candidatos a um lugar na Nova Jerusalém e que estavam como que enterrados no domínio de Babilônia, a Grande? (b) Como mostrou Jeová que ele passou a residir com o restante?
59 Não se deu o mesmo também no caso do restante hodierno dos israelitas espirituais? Não têm eles todo motivo para ‘gritar alto e alegrar-se’, como se mandou que fizesse à “filha de Sião” nos tempos antigos, nos dias de Zacarias? Sim! Este restante dos israelitas espirituais é como uma noiva, ‘prometida em casamento a um só marido, a fim de ser apresentada como virgem casta ao Cristo’, e por isso aguarda ter parte na Nova Jerusalém celestial. Esta Nova Jerusalém, com Jesus Cristo por Cabeça, é a organização capital de Jeová Deus sobre toda a sua organização universal. (2 Coríntios 11:2; Revelação 21:2, 9, 10) Durante a Primeira Guerra Mundial, a unidade dos do restante como “nação santa” foi desfeita, eles foram exilados de seu domínio espiritual dado por Deus e foram como que enterrados num túmulo no domínio de Babilônia, a Grande. Depois de acabar este primeiro conflito mundial e cessarem suas pressões, o cumprimento extraordinário do que foi profeticamente representado em Revelação 11:11-13 espantou o mundo!
60 Jeová revivificou espiritualmente os do restante enterrado, tirando-os de seu túmulo em Babilônia, a Grande, restabelecendo-os no seu domínio espiritual, legítimo, na terra, e reintegrando-os como sua “nação santa”, unida. Ele havia escolhido novamente este restante fiel que aguardava a cidadania na Nova Jerusalém, sob Cristo. (Filipenses 3:20, 21) Jeová deu-lhes sua atenção favorável e lhes deu energia, com a poderosa força ativa, seu espírito santo, para empreender um testemunho mundial ao seu reino messiânico, tal como nunca se fez antes em toda a história cristã. (Marcos 13:10; Mateus 24:14; 28:19, 20) Não participaram com as nações da cristandade em adorar a idólatra Liga das Nações como “última esperança do mundo”, mas devotaram-se fervorosamente à adoração do “Deus da esperança” no seu templo espiritual. (Revelação 13:14, 15; 14:9) Tornaram conhecido o nome de seu Deus, Jeová, a um ponto nunca antes igualado. (Isaías 12:4, 5) Por todos os indícios externos, ele havia passado a residir com eles.
61. Portanto, como veio a acontecer que “naquele dia certamente se juntarão muitas nações a Jeová”?
61 Podemos hoje ver o efeito que isto teve sobre os povos do mundo? As nações, como entidades políticas, passaram a ter temores. Mas, no meio destas nações, havia pessoas sinceras e de coração honesto, que tinham fome e sede da religião pura, verdadeira e sensata, que realmente trazia a pessoa em contato com o verdadeiro Deus, digno de adoração. Ao passo que o restante fiel dos israelitas espirituais levou a pregação destas “boas novas do Reino” a cada vez mais partes da terra habitada, cada vez mais destas pessoas que buscavam o verdadeiro Deus foram encontradas. Aprenderam que o Senhor Jesus Cristo é o Messias de Jeová Deus e deram os passos de dedicação a Deus e do batismo em água para se tornarem discípulos de seu Messias. (Mateus 28:19, 20) Resultou em ser assim como predito, que “naquele dia certamente se juntarão nações a Jeová”. (Zacarias 2:11) Nenhuma nacionalidade ou raça estava excluída disso.
62. Até que ponto se tornou isso assim desde 1935 E.C., e como se tornaram estas o “povo’’ de Jeová?
62 Isto se tornou notavelmente assim a partir de 1935 E. C., quatro anos depois de o restante ungido ter adotado o nome de testemunhas de Jeová. A Segunda Guerra Mundial não impediu estes buscadores genuínos do verdadeiro Deus de ‘se juntarem a Jeová’ como discípulos de Seu Messias. Em comparação com quantos eram lá em 1935, sim, e em comparação com os do restante ungido, estes assim ‘ajuntados a Jeová’ tornaram-se uma “grande multidão”, sem que se fixe um número para eles na Bíblia. (Revelação 7:9-17) E, conforme Jeová disse: “Tornar-se-ão realmente meu povo.” Não professam ser do restante ungido dos israelitas espirituais. Isto se dá porque Deus não os gerou com seu espírito santo para se tornarem seus filhos espirituais, embora tenha aceito que se juntassem a Ele, dedicando-se a Ele por meio do Seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo. O que os torna aceitáveis a Jeová Deus é o mérito do sacrifício expiatório de Jesus. Por isso ele conta estes dedicados e batizados como “meu povo”, ligado a Ele. Portanto, estes, como “outras ovelhas”, tornam-se “um só rebanho” com o restante ungido, sob o Pastor Excelente, Jesus Cristo. — João 10:16.
63. Sendo tais “ovelhas”, como se ‘juntaram a Jeová’?
63 Estas “outras ovelhas” ouviram a voz do Pastor Excelente e aceitaram a sua chamada, vindo de “muitas nações”. Juntam-se ao restante ungido dos israelitas espirituais na adoração do verdadeiro Deus no seu templo espiritual. (Revelação 7:15) Assim que ‘se ajuntam a Jeová’.
64. (a) Que esperança se lhes apresentou e por quê? (b) Como encheu Jeová a sua casa de glória, por causa delas Ageu 2:7?
64 Visto que Jeová não gerou “outras ovelhas” com seu espírito para se tornarem parte da Nova Jerusalém celestial, apresenta-lhes a esperança de vida eterna no seu “escabelo”, quer dizer, nesta terra, mas então transformada num belíssimo Paraíso. (Gênesis 2:8; Lucas 23:43) Jeová Deus tem feito tremer todas as nações pelo modo em que trata dos assuntos humanos desde 1914 E.C., e estas “outras ovelhas” ficaram assim apercebidas de Seu reino messiânico. Em apreço de Seu reino, têm entrado na sua casa de adoração, e Ele as recebe como adoradores desejáveis. De fato, são as “coisas desejáveis de todas as nações”, que se predisse como ‘entrando’, e por meio delas, no seu lugar de adoração pura, Jeová enche sua casa ou seu templo de glória. — Ageu 2:7.
65. O que mostra a evidência quanto a quem enviou aqueles por meio dos quais obtivemos a terceira visão de Zacarias, e com respeito a que fortalece isso mais ainda a nossa convicção?
65 Atualmente, quase quarenta anos desde aquele ano memorável de 1935 E.C., que trouxe à nossa atenção a “grande multidão” de Revelação 7:9-17, no entendimento correto dela, vemos a grandiosa realização das coisas preditas na terceira visão dada a Zacarias. Portanto, já temos bastante evidência para saber que foi o Deus da verdade, Jeová, e não alguma fonte profética, falsa, que enviou o anjo a Zacarias e seu povo. Este mesmo Jeová enviou também Zacarias como profeta para registrar a visão para nos hoje. Isto fortalece nossa convicção de que todas as outras visões de Zacarias também se cumprirão.
66. O que se nos ordena corretamente a fazer agora, e para fazer o que ‘despertou Jeová na sua santa morada’?
66 Não devemos, então, ficar calados para ouvir o que Jeová tem a dizer? Devemos, sim! Por isso, é altamente apropriada a ordem inspirada com que se encerra a terceira visão dada a Zacarias: “Cala-te, toda a carne, perante Jeová, porque ele despertou na sua santa habitação.” (Zacarias 2:13) Ele despertou na sua santa habitação nos céus para cumprir a sua Palavra.
[Mapa na página 156]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
JERUSALÉM NOS DIAS DO RETORNO
Torre de Hananel
PORTÃO DO PEIXE
Torre de Meá
PORTÃO DAS OVELHAS
PORTÃO DA GUARDA
Área do Templo
Vale (Central) de Tiropeom
PORTÃO DE INSPEÇÃO
Praça Pública
PORTÃO DA ESQUINA
Muralha Larga
PORTÃO DE EFRAIM
Torre dos Fornos
PORTÃO DA CIDADE ANTIGA
OFEL
PORTÃO DOS CAVALOS
Praça Pública
Fonte de Giom
PORTÃO DAS ÁGUAS
CIDADE DE DAVI
PORTÃO DO VALE
PORTÃO DA FONTE
Jardim do Rei
PORTÃO DOS MONTES DE CINZAS
Vale de Hinom
Vale da Torrente do Cédron
En-Rogel
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Satanás fracassa na oposição ao sumo sacerdoteO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 10
Satanás fracassa na oposição ao sumo sacerdote
1. O que precisa hoje todo o mundo da humanidade em sentido religioso, e por que exatamente isso?
EM TODA a terra encontram-se hoje sumos sacerdotes de diversos cultos religiosos. O mais poderoso de tais chefes sacerdotais é o Pontifex Maximus, o Sumo Pontífice, na Cidade do Vaticano. Mas, todo o mundo da humanidade precisa apenas de um só sumo sacerdote. Por quê? Porque há apenas o único Deus vivente e verdadeiro, o Criador do céu e da terra, o Soberano de todo o universo. Ele precisa apenas de um só sumo sacerdote para representá-lo perante o povo e tratar com Ele a favor do povo. Isto se harmoniza com o fato de haver apenas uma só religião verdadeira, apenas uma só adoração pura Dele, “com espírito e verdade”. — João 4:24.
2. Que único sumo sacerdócio reconheceu Jeová até 16 de nisã de 33 E.C., quando apareceu que único sumo sacerdote espiritual?
2 Durante mais de quinze séculos, de 1512 A.E.C. a 33 E.C., houve apenas um só sumo sacerdócio reconhecido por este Deus vivente e verdadeiro. Este sumo sacerdócio foi estabelecido na linhagem de Arão, irmão do profeta Moisés, da tribo de Levi. Arão foi empossado no cargo no primeiro dia do mês lunar de nisã, no ano 1512 A.E.C. Durante os séculos que se seguiram, houve uma sucessão de sumos sacerdotes dentre os descendentes de Arão, até o domingo, 16 de nisã do ano 33 E.C. Este foi o dia da ressurreição do Senhor Jesus Cristo duma morte sacrificial. No quadragésimo dia depois disso, ele ascendeu como Sumo Sacerdote espiritual ao Santíssimo celestial e apresentou ali o valor precioso de seu perfeito sacrifício humano ao único Deus vivente e verdadeiro, Jeová.
3. Desde então, por que pode Jeová tratar com apenas um só sumo sacerdote?
3 Desde então, Jeová Deus tem tratado apenas com um só Sumo Sacerdote — não com um sumo sacerdote da família de Arão, o levita, mas com o único Sumo Sacerdote imorredouro, Jesus Cristo. A ele foi dito profeticamente: “Tu és sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.” — Hebreus 5:5, 6, 10; 6:19, 20; 7:15-17.
4. (a) Por meio de que outro sumo sacerdote, no Dia anual da Expiação foi Jesus Cristo também tipificado? (b) Portanto, por quem foi ele tipificado na quarta visão de Zacarias?
4 Entretanto, Jesus Cristo, como sumo sacerdote espiritual oficiante, foi também prefigurado ou tipificado pelo sumo sacerdote arônico da antiga nação de Israel. Assim como o sumo sacerdote de Israel, no Dia da Expiação anual, entrava com sangue sacrificial no Santíssimo do templo em Jerusalém, Jesus entrou similarmente com o valor de seu próprio sangue sacrificial no verdadeiro Santíssimo, o próprio céu, do templo espiritual de Jeová Deus. Por conseguinte, Jesus Cristo foi prefigurado pelo sumo sacerdote israelita Josué, filho de Jeozadaque, que retornou a Jerusalém do exílio em Babilônia no ano 537 A. E. C., para reconstruir o templo de Jeová ali. (Ageu 1:1) Deste ponto de vista, é interessante para nós considerarmos a quarta visão do profeta Zacarias, na qual este sumo sacerdote Josué é a figura principal. Como que olhando para uma sala de tribunal, Zacarias escreveu:
5. O que disse o anjo de Jeová àquele que estava ao lado de Josué?
5 “E ele passou a mostrar-me Josué, o sumo sacerdote, de pé perante o anjo de Jeová, e Satanás de pé à sua direita para se lhe opor. O anjo de Jeová disse então a Satanás: ‘Jeová te censure, ó Satanás, sim, censure-te Jeová, aquele que escolhe Jerusalém! Não é este um tição arrancado do fogo?’” — Zacarias 3:1, 2.
6. (a) Quem era este Satanás? (b) Por que se opunha ele a Josué?
6 O Satanás representado ali não era nenhum “advogado do Diabo”, eclesiástico, que agisse como promotor a favor de Jeová. Era o mesmo Satanás que compareceu à reunião dos filhos angélicos de Deus, no céu, no século dezessete antes de nossa Era Comum e que acusou erroneamente o patriarca Jó perante a face de Jeová Deus. (Jó 1:6 a 2:7) Mas, nesta visão dada a Zacarias no ano 519 A.E.C., por que procurava Satanás, o Diabo, opor-se ao sumo sacerdote Josué perante o anjo de Jeová? Porque no dia 24 do mês lunar de quisleu do ano anterior, o Sumo Sacerdote Josué havia dado um passo decisivo a favor da adoração de Jeová. Ele e o Governador Zorobabel, bem como o restante fiel de Israel, começaram a trabalhar no alicerce do segundo templo de Jeová em Jerusalém. (Ageu 2:18, 19) O Sumo Sacerdote Josué trabalhou assim a favor do seu restabelecimento no pleno serviço de Jeová no segundo templo terminado. Assumir ele seus deveres assim no templo terminado colocava a Josué numa nova situação.
7. (a) O que procurava Satanás impedir no caso de Josué? (b) As profecias de quem procurava anular Satanás, e como?
7 Satanás, o Diabo, que combatia a religião verdadeira, estava decidido a opor-se ao Sumo Sacerdote Josué por causa disso, a fim de rebaixá-lo e impedi-lo em prestar seu pleno serviço a Jeová, a favor da nação de Israel. Isto daria má fama a Josué, por causa duma grande falta no seu serviço a Deus. Para este fim, Satanás procurava contrapor-se à profecia de Ageu e de Zacarias e criar oposição esmagadora por parte dos inimigos de Israel contra a reconstrução do templo. Assim poderia acusar o Sumo Sacerdote Josué de fracassar no desincumbimento de seus plenos deveres como sumo sacerdote, e isto resultaria em vitupério para Jeová.
8. (a) Por que disse o Juiz angélico que devia ser Jeová quem censurasse a Satanás? (b) Como já havia Jeová escolhido a Jerusalém?
8 No entanto, Satanás atrasou-se demais na sua tentativa maldosa. Antes de poder fazer valer a sua oposição e lançar suas acusações iníquas contra o Sumo Sacerdote Josué, o anjo que agiu como juiz para Jeová disse a Satanás: “Censure-te Jeová, aquele que escolhe Jerusalém!” O Deus Altíssimo era Aquele que estava bastante elevado para censurar Satanás, não apenas algum anjo subordinado, que somente representasse a Jeová. Assim, o anjo deu a devida consideração à posição de Jeová. (Judas 8-10) Além disso, Jeová já começara a agir para magnificar seu próprio santo nome. Ele já escolhera Jerusalém como cidade para seu templo. Satanás não podia alterar esta escolha divina, nem torná-la uma escolha irrealizável. Ele mesmo seria frustrado, censurado por observar o templo completamente reconstruído, no ano 515 A.E.C. Esta censura seria da parte de Jeová, porque este realizara isso com bom êxito!
9. (a) O que simbolizava o “tição arrancado do fogo”? (b) O que mostrou, então, que ele havia sido arrancado do fogo e como?
9 Contudo, por que acrescentou o juiz angélico de Jeová a pergunta: “Não é este um tição arrancado do fogo”? Porque, depois de tirar um tição do fogo, não se pode logo esperar demais dum “tição” simbólico. “Este” que foi representado pelo tição arrancado do fogo foi o sumo sacerdote Josué. Mas, por causa do seu cargo, Josué representava a nação inteira de Israel, para a qual serviu como sumo sacerdote perante Deus. Josué não foi o último que voltou do exílio em Babilônia, onde Satanás, o Diabo, havia tentado reduzir a cinzas sua identidade como nação escolhida de Jeová. Mais de 42.000 outros israelitas também retornaram, junto com milhares de servos e cantores. De modo que o número inteiro do restante, em conjunto, foi como um “tição arrancado do fogo”. Foi a misericórdia de Jeová e sua fidelidade às suas promessas que os arrancaram do simbólico “fogo” babilônico e restabeleceram sua nação no “solo sagrado”. Sendo assim, Ele era paciente para com a longa demora deles em reconstruir Seu templo, mas apegou-se ao seu propósito de ter ali em Jerusalém um templo, motivo pelo qual a escolheu. Portanto, Satanás não se devia apressar demais com suas acusações.
10. O que se fez então a Josué, para remover dele qualquer motivo possível de Satanás lançar acusações contra ele?
10 Bloqueou-se a oposição de Satanás ao Sumo Sacerdote Josué. Portanto, o que se fez com Josué, para livrá-lo de qualquer coisa a seu respeito que Satanás pudesse usar como base para levantar acusações contra ele? Zacarias descreve isso para nós, dizendo: “Ora, quanto a Josué, aconteceu que estava vestido de vestes imundas e estava de pé perante o anjo. Então ele respondeu e disse aos que estavam de pé perante ele. ‘Removei dele as vestes imundas.’ E prosseguiu, dizendo-lhe: ‘Vê, fiz que passasse de ti o teu erro, e és vestido de trajes de gala.’” — Zacarias 3:3, 4.
POR QUE ERA NECESSÁRIA UMA MUDANÇA DE VESTES
11. Como podia Josué, em vestes imundas, representar o Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo?
11 Surge aqui a pergunta: Visto que se retratou Josué, o sumo sacerdote, como trajado de vestes imundas, como podia ele tipificar ou prefigurar Jesus Cristo, como Sumo Sacerdote celestial? Não diz Hebreus 7:26, 27, aos verdadeiros cristãos hoje em dia: “Para nós era apropriado tal sumo sacerdote, leal, cândido, imaculado, separado dos pecadores e que chegou a ser mais alto do que os céus. Ele não precisa, como aqueles sumos sacerdotes, oferecer diariamente sacrifícios, primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos do povo: (porque isto ele fez uma vez para sempre quando se ofereceu a si mesmo)”? Sim, é verdade. Contudo, dá-se com o Sumo Sacerdote Jesus Cristo o mesmo que com o antigo Sumo Sacerdote Josué. O sumo sacerdote representa o povo a quem serve no seu elevado cargo, e as condições deste refletem-se nele. Leva as iniqüidades de seu povo.
12. O que se dissera há muito tempo atrás aos dois filhos sobreviventes de Arão e ao próprio Arão, para indicar que os sacerdotes levavam o erro do povo?
12 Que o sacerdócio levava o erro do povo foi indicado pelo profeta Moisés, quando disse aos dois filhos sobreviventes de Arão, pelo fracasso da parte deles: “Por que não comestes a oferta pelo pecado no lugar que é santo, visto que é algo santíssimo e ele vo-lo deu para que respondais pelo erro da assembléia, a fim de fazer expiação por eles perante Jeová?” (Levítico 10:16, 17) O santuário ou templo era santo, e se o povo tocasse nele, cometeria um erro e por isso, os sacerdotes santificados tinham de servir no santuário a favor do povo, para impedir que este cometesse tal erro. Sobre isso, lemos em Números 18:1: “E Jeová passou a dizer a Arão: ‘Tu e teus filhos e a casa de teu pai contigo, responderão pelo erro contra o santuário, e tu e teus filhos contigo responderão pelo erro contra o vosso sacerdócio.’” De modo que os sacerdotes agiam como escudo contra o erro do povo.
13. Como havia Ageu salientado a impureza da nação de Israel, no seu diálogo com os sacerdotes, e por que estava ela impura?
13 Agora, quanto ao santuário ou templo em Jerusalém, no tempo em que Ageu e Zacarias começaram a profetizar, os alicerces dele haviam ficado negligenciados, sem superestrutura sobre eles, durante dezesseis anos. Isto se devia à oposição pela força por parte dos inimigos circunvizinhos. Durante este período, os israelitas repatriados haviam ficado indiferentes e haviam-se voltado para o materialismo. Portanto, no diálogo com os sacerdotes, quando Ageu perguntou o que aconteceria se alguém cerimonialmente impuro tocasse numa parte do sacrifício, eles responderam: “Tornar-se-á impura.” Ageu replicou imediatamente: “‘Assim é este povo e assim é esta nação diante de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘e assim é todo o trabalho das suas mãos e tudo o que apresentam aqui. É impuro.’” — Ageu 2:13, 14.
14. Portanto por que parecia que Josué estava trajado de vestes imundas?
14 Visto que o Sumo Sacerdote Josué representava a nação de Israel perante Jeová, esta condição impura do povo também era atribuída a ele. Em conseqüência era como se estivesse trajado de vestes imundas. Ele procurava oficiar sem templo, e isto não parecia direito. Não podia servir com a plena dignidade e grandiosidade assim como num templo. Ao lançar acusações contra o Sumo Sacerdote Josué, Satanás, o Diabo, lançava acusações contra a inteira nação negligente e impura.
15, 16. (a) Será que a condição espiritual do restante sobrevivente dos israelitas espirituais refletia favoravelmente ou desfavoravelmente sobre a aparência do Sumo Sacerdote Jesus Cristo no céu, e por quê? (b) O que indicava a exclamação do restante, similar à de Isaías no templo?
15 Algo similar se dá também com o antitípico Sumo Sacerdote, que foi prefigurado pelo Sumo Sacerdote Josué naquele ano 519 A.E.C. O Sumo Sacerdote Jesus Cristo foi afetado pela condição espiritual do restante dos israelitas espirituais na terra, quando estes entraram no ano de após-guerra de 1919 E. C. Por causa dos impedimentos devidos às restrições, à oposição e à perseguição durante a guerra, os do restante haviam falhado em muitos sentidos com respeito à adoração franca e corajosa de Jeová no Seu templo espiritual. Haviam cedido à escravidão à Babilônia, a Grande, e seus amantes políticos e militares. Estavam num estado espiritual similar ao do antigo restante de Israel que fora repatriado. Iguais a Isaías, quando este teve sua visão de Jeová no Seu santo templo, podiam dizer:
16 “Ai de mim! Pois, a bem dizer, fui silenciado, porque sou homem de lábios impuros e moro no meio de um povo de lábios impuros; pois os meus olhos viram o próprio Rei, Jeová dos exércitos!” — Isaías 6:5.
17. A julgar-se pela aparência dos do restante, como parecia seu Sumo Sacerdote, e, por isso, era esta então a condição própria para o restante?
17 Julgando-se a aparência de seu Sumo Sacerdote pela aparência espiritual do restante sobrevivente, seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo parecia “vestido de vestes imundas”. Esta era uma aparência imprópria a lhe atribuir. A condição espiritualmente imunda era uma situação imprópria em que o restante representava seu Sumo Sacerdote, e refletia mal sobre o Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo.
18. Na visão, o que se fez para remediar a situação?
18 Este estado de coisas merecia ser remediado — depressa. O anjo judicial de Jeová cuidou disso: “Removei dele as vestes imundas.” Depois disse a Josué: “Vê, fiz que passasse de ti o teu erro, e és vestido de trajes de gala.” — Zacarias 3:4.
19. O que precisou fazer o próprio sumo sacerdote para ter uma mudança de vestes perante Deus?
19 Como aconteceu isso com o Sumo Sacerdote Josué? Por se fazer a nação restabelecida de Israel, a quem ele representava no cargo sagrado, sair de seu estado impuro perante Jeová. Isto se daria por se fazer os do restante restabelecido trabalhar novamente no templo de Jeová e terminá-lo, deixando tudo o mais em lugar secundário, no segundo plano. A purificação do povo, neste sentido vital, resultaria numa aparência purificada de seu sumo sacerdote. Seria como se ele tivesse mudado de roupa. Intencionava-se que ficasse vestido de “trajes de gala”; intencionava-se que tivesse um templo em que pudesse servir vestido destes “trajes de gala”. A terminação do templo e sua inauguração exigiriam dele vestir-se destes “trajes de gala” e apresentar uma aparência gloriosa para o louvor de Jeová. O Sumo Sacerdote Josué, como representante religioso, nacional, tomou a dianteira junto com o Governador Zorobabel em fazer recomeçar novamente a reconstrução do templo, e por isso merecia uma mudança de roupa, para melhor. Assim, sua aparência religiosa não lançaria vitupério sobre Deus.
20. Como obteve o Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo, uma aparência má por causa da aparência do restante depois da primeira Guerra Mundial?
20 O mesmo se dava com aquele que foi prefigurado pelo Sumo Sacerdote Josué, a saber, o Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo. O restante de seus discípulos gerados e ungidos pelo espírito saiu da Primeira Guerra Mundial numa condição espiritual “impura”. Eram israelitas espirituais, sim, subsacerdotes espirituais de Jeová sob o seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo. Suas vestes espirituais ficaram imundas por causa de seu comportamento e de suas deficiências durante a Primeira Guerra Mundial. Isto refletia mal sobre seu Sumo Sacerdote nos céus, e por isso o difamava. Visto que ele leva a iniqüidade ou o erro da nação dos israelitas espirituais ou responde por eles, era como se ele mesmo estivesse vestido de vestes religiosas imundas.
21. Portanto, o que precisava fazer o restante sobrevivente ao se iniciar o período do após-guerra?
21 O que se precisava, então, era que os do restante dos subsacerdotes espirituais se arrependessem e retornassem a Jeová, e fossem perdoados por Ele mediante Cristo. Isto foi o que realmente aconteceu no início do período de após-guerra. Mostraram seu retorno ou sua conversão a Jeová por pesquisarem diligentemente as Escrituras Sagradas para saber qual era a vontade e a obra de Deus para o período de após-guerra, e depois empenhar-se de toda a alma nestas coisas de importância primária.
22. Em que se empenharam então os do restante perdoado e quem tomou a liderança na promoção de tais esforços?
22 Desta maneira, os do restante arrependido e convertido dos subsacerdotes espirituais empenharam-se de toda a alma na adoração a Jeová no seu templo e esforçaram-se a purificar esta adoração de toda e qualquer poluição babilônica. Seu empenho na reconstrução da adoração pura e imaculada “do ponto de vista de nosso Deus e Pai” correspondia à obra renovada dos israelitas repatriados na reconstrução do templo de Jeová em Jerusalém. (Tiago 1:27) Foi o Sumo Sacerdote invisível, celestial, Jesus Cristo, quem tomou a dianteira nesta revivificação do restante de seus subsacerdotes na adoração e no serviço de Jeová. Portanto, quando Jeová lhes perdoou misericordiosamente e os purificou, isto lhes deu uma aparência pura perante Ele.
23. Como foi o Sumo Sacerdote celestial assim aliviado das suas figurativas “vestes imundas”?
23 Até mesmo os que os acusavam falsamente, sob Satanás, o Diabo, começaram a ver a diferença nas doutrinas, na mensagem e na atividade pública dos do restante dos subsacerdotes de Cristo. Isto serviu para dar o devido crédito ao Principal Sacerdote celestial deles, Jesus Cristo. Ele não mais precisava levar tal erro da parte de seus subsacerdotes ou responder por ele. As “vestes imundas”, atribuídas indiretamente a ele, foram tiradas dele, e deu-se-lhe uma muda de roupa. Que se lhe dessem “trajes de gala”!
24. O que pediu Zacarias para pôr na cabeça de Josué e o que disse Jeová então com respeito aos privilégios de Josué?
24 Quem não gostaria de ver o sumo sacerdote do único Deus vivente e verdadeiro adornado com uma cobertura oficial para a cabeça? O profeta Zacarias queria tal coisa. Ou pensava em tal coisa ou até mesmo falou impulsivamente a respeito disso! Ele nos conta: “Então eu disse: ‘Ponha-se-lhe um turbante limpo na cabeça.’ E eles passaram a pôr-lhe o turbante limpo na cabeça e a trajá-lo de vestes; e o anjo de Jeová estava de pé ali. E o anjo de Jeová começou a dar testemunho a Josué, dizendo: ‘Assim disse Jeová dos exércitos: “Se andares nos meus caminhos e se cumprires a obrigação para comigo, então serás também tu quem julgarás a minha casa e também guardarás os meus pátios; e hei de dar-te livre acesso entre estes que ali estão de pé.”’” — Zacarias 3:5-7.
25. Por que se alegraria Josué, o sumo sacerdote, quando Zacarias lhe revelasse esta parte da visão?
25 Quanto se deve ter alegrado o sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, quando o profeta Zacarias lhe revelou esta parte da visão profética! Josué pôde assim dar-se conta de que tinha então uma aparência aceitável perante Deus e não lhe causava vitupério. Os esforços maldosos de Satanás, de achar continuamente motivos de vergonha para o sumo sacerdote de Jeová haviam fracassado!
26, 27. Que obrigações para com Jeová cumpriria Josué conscienciosamente, para usufruir que privilégios?
26 Josué certamente deve ter desejado julgar a “casa” de Israel, de Jeová, segundo a lei divina, e guardar os pátios do templo de Deus.
27 Portanto, Josué tomaria a peito o testemunho admoestador do anjo e andaria em obediência no caminho de Jeová, guardando conscienciosamente sua obrigação para com Jeová, a fim de se mostrar digno dos privilégios mencionados.
28. Quem eram os que estavam ali de pé, na visão, entre os quais Josué teria livre acesso, e como se daria isso?
28 Além disso, Josué teria “livre acesso entre estes que ali estão de pé”. Os que estavam de pé ali na visão, eram os anjos celestiais; e assim como estes tinham acesso a Deus, no céu, assim Josué, como sumo sacerdote, podia dirigir-se a Deus diretamente como intermediário para a casa de Israel. Seria também honrado com o privilégio de entrar no Santíssimo do templo terminado de Jerusalém, no Dia da Expiação anual.
29. No período do após-guerra, o que fez o Sumo Sacerdote celestial para andar no caminho de Jeová, cumprindo com a obrigação para com Ele, julgando a casa Dele e guardando Seus pátios?
29 Naturalmente, Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote ideal para todo o mundo da humanidade. O régio turbante sacerdotal foi-lhe colocado na cabeça por ser “sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque”. (Hebreus 6:20; Salmo 110:1-4; 21:1-5) Ele sempre andou no caminho de Deus e cumpriu sua obrigação para com Deus. Mas depois daquilo que seus discípulos dedicados e batizados sofreram na terra durante a Primeira Guerra Mundial, ele cuida de que os do restante de seus subsacerdotes aprendam de modo mais claro o caminho de Deus, a fim de andar nele, e ajuda-lhes a discernir mais plenamente sua obrigação sagrada para com Jeová Deus, a fim de cumpri-la plenamente. Suas gloriosas vestes sacerdotais são representadas na Revelação que ele deu ao apóstolo João, na qual se vê o glorificado Senhor Jesus andando entre os sete candelabros de ouro. (Revelação 1:12 a 2:1) Ele julga fielmente a casa do Israel espiritual segundo a lei do novo pacto. Guia-os nos pátios terrenos do templo espiritual de Jeová, designando-lhes ali seus deveres espirituais.
30. De que modo tem o Sumo Sacerdote celestial “livre acesso entre estes que ali estão de pé”, e a partir de quando e até que ponto?
30 O sumo sacerdote terrestre Josué, filho de Jeozadaque, começou a entrar no Santíssimo do templo de Jerusalém no ano 515 A.E.C. (Esdras 6:15); mas o Sumo Sacerdote espiritual, o Josué Maior, entrou no Santíssimo real, antitípico, no próprio céu, no ano 33 E.C. Ele subiu ao céu e apresentou o mérito de seu sacrifício humano na própria presença de Jeová dos exércitos. Tendo sido agora tornado “melhor do que os anjos” e tendo “herdado um nome mais excelente do que o deles”, tem também “livre acesso entre estes que ali estão de pé”, quer dizer, entre os anjos do céu. Ele, acima de todos os outros, pode chegar-se diretamente a Deus e interceder a favor dos adoradores de Jeová na terra. Conforme Jeová disse profeticamente a seu respeito: “Vou fazê-lo chegar perto e ele terá de aproximar-se a mim.” — Jeremias 30:21.
O “RENOVO” E “A PEDRA”
31. O que disse então o anjo judicial a Josué, vestido de trajes de gala, sobre o “Renovo” e a “pedra”?
31 Na visão dada a Zacarias, o anjo judicial de Jeová continuou a falar ao sumo sacerdote vestido de trajes de gala: “‘Ouve, por favor, ó Josué, sumo sacerdote, tu e teus companheiros sentados diante de ti, pois são homens servindo como portentos; pois eis que estou trazendo meu servo Renovo [Broto Novo, Byington, em inglês]! Pois, eis a pedra que pus diante de Josué! Sobre a única pedra há sete olhos. Eis que gravo a sua gravura’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘e num só dia vou afastar o erro daquela terra’.” — Zacarias 3:8, 9.
32. De que modo serviram Josué e seus “companheiros” de portentos?
32 O profeta Zacarias tinha de divulgar a mensagem desta parte da visão não só ao sumo sacerdote Josué, mas também aos seus “companheiros”, sentados diante dele, quer dizer, aos subsacerdotes. Por quê? Porque estes eram “homens servindo como portentos”. Neste caso, não seriam portentos de algo mau, mas, em vista do anúncio divino que estavam para ouvir, seriam portentos de algo bom, de algo especialmente bom. Teriam de dar testemunho do que se lhes diria por meio do anjo judicial de Jeová, e por isso seriam um portento da vinda dum sacerdócio maior no futuro não muito distante, um sacerdócio de categoria mais elevada do que o deles no templo em Jerusalém. Seria um sacerdócio messiânico, e seu sumo sacerdote seria o próprio Messias. Em harmonia com este significado portentoso que tinham assumido como subsacerdotes do segundo templo de Jerusalém, seu sumo sacerdote de então, Josué, filho de Jeozadaque, era portento do Sumo Sacerdote messiânico. Era tipo deste!
33, 34. (a) Portanto, conforme pressagiado, havia então necessidade de quê? (b) Foi este Sumo Sacerdote necessário provido segundo um mandamento legal ou segundo algo extraordinário da parte de Deus?
33 Havia necessidade dum sacerdócio melhor, especialmente dum sumo sacerdote melhor, de alguém semelhante ao antigo Melquisedeque. (Gênesis 14:18-20) Para explicar isso, escreveu-se mais tarde aos hebreus que haviam aceito o prometido Messias, em Hebreus 7:15-22:
34 “E é ainda muito mais claro que, na semelhança de Melquisedeque, surge outro sacerdote, que se tornou tal, não segundo a lei dum mandamento dependente da carne, mas segundo o poder duma vida indestrutível, pois se diz em testemunho: ‘Tu és sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.’ Certamente, pois, há uma ab-rogação do mandamento precedente por causa da sua fraqueza e ineficácia. Porque a Lei não fez nada perfeito, mas a introdução adicional duma melhor esperança o fez, sendo por intermédio dela que nos chegamos a Deus. Também, ao ponto que não foi sem juramento afiançado, (pois há deveras homens que se tornaram sacerdotes sem juramento afiançado, mas há um com juramento afiançado por Aquele que disse com respeito a ele: ‘Jeová jurou (e não o deplorará): “Tu és sacerdote para sempre”’,) a este ponto também Jesus se tornou aquele que foi dado em penhor dum pacto melhor.”
35. De que modo era o Sumo Sacerdote maior mais um “renovo” do que um “ramo”, e de que brotaria, conforme predito por Jeremias?
35 Os subsacerdotes, companheiros do Sumo Sacerdote Josué e sentados diante dele para receber dele instruções, tinham de ser “homens servindo como portentos” de algo melhor, visto que Jeová passou a dizer por meio de seu anjo judicial: “Pois eis que estou trazendo meu servo Renovo!” (Zacarias 3:8) “Meu servo”, o servo de Jeová, não havia de ser um ramo do sacerdócio da família de Arão. No que se referia ao sacerdócio, ele estava brotando dum solo inteiramente diferente, duma raiz diferente. Jeremias 23:5, 6, indica de quem o Sumo Sacerdote messiânico seria renovo, dizendo: “‘Eis que vêm dias’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu vou suscitar a Davi um renovo justo [um broto novo de Davi vindo direito, Byington]. E um rei há de reinar e agir com discrição, e executar o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo e o próprio Israel residirá em segurança. E este é o nome pelo qual será chamado: Jeová É Nossa Justiça’.” Deus trouxe este Renovo no ano 33 E.C.
36, 37. (a) De que era garantia colocar Jeová a “pedra” diante de Josué, o sumo sacerdote? (b) A quem representava esta “pedra” e como aplicou Jesus o Salmo 118:22, 23, neste sentido?
36 Que dizer, então, da “pedra” que Deus poria diante do Sumo Sacerdote Josué? De modo literal, seria a pedra com que o templo então em construção receberia o remate e seria terminado. Já se lançara o alicerce deste segundo templo, de modo que esta “pedra” serviria qual pedra de cabeça. Portanto, pôr Jeová esta pedra diante de Josué era um sinal que garantia o acabamento do templo, apesar da oposição por parte de Satanás. Esta pedra também era simbólica do Messias, o Ungido. Representando o Messias como pedra, o Salmo 118:22, 23 (Al) diz: “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça da esquina. Foi o Senhor [Jeová; Javé, LEB] que fez isto, e é cousa maravilhosa aos nossos olhos.” No ano 33 E.C., quando Jesus falou aos judeus que o rejeitaram como o Messias prometido, ele aplicou este texto a si mesmo e disse-lhes:
37 “Nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que foi rejeitada pelos construtores é a que se tem tornado a principal pedra angular. Isto procede de Jeová e é maravilhoso aos nossos olhos’? É por isso que vos digo: O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” — Mateus 21:42, 43. Veja também 1 Pedro 2:4-9.
38. O que é indicado por estarem nesta única “pedra” sete olhos?
38 Esta “pedra” simbólica devia receber plena atenção divina. Em confirmação disso, disse-se ao sumo sacerdote Josué e aos sacerdotes seus companheiros: “Sobre a única pedra há sete olhos.” (Zacarias 3:9) Não era que se esculpissem nesta pedra sete olhos, para dar a idéia de que os que viam a pedra estavam sendo olhados de modo sétuplo. Com os olhos fixamos nossa atenção em alguma coisa. Também, visto que o número sete simboliza biblicamente a perfeição, os sete olhos naquela única pedra significam que Jeová fixa sua atenção perfeita nesta Pedra simbólica, seu Messias prometido. Outros talvez despercebam esta Pedra simbólica. Ou talvez a desconsiderem e rejeitem, mas não Jeová. Em vista de tal atenção plena da Sua parte, deve ser muito preciosa para Ele.
39. De que modo grava Jeová a gravura desta Pedra simbólica?
39 Por conseguinte, ao mostrar a atenção plena que Ele dá a esta Pedra simbólica e à sua posição e aparência notáveis, Jeová prossegue: “Eis que gravo a sua gravura.” No cumprimento glorioso desta promessa, Jeová, o Gravador celestial, deu à Pedra simbólica, seu amado Filho Jesus Cristo, sinais distintivos de beleza tais como não se concedem a outro. Por conseguinte, Hebreus 1:1-3 fala a respeito do notável Filho de Deus como sendo alguém que é “a representação exata [em grego: kharaktér, significando ‘estampa’ ‘impressão’] do seu próprio ser”, quer dizer, do ser de Deus. Como simbólica pedra de remate, gravada, o Sumo Sacerdote messiânico, Jesus Cristo, recebe o mais alto e mais responsável cargo de serviço no templo espiritual da adoração de Jeová. Isto indica algo muito benéfico para toda a humanidade.
40. Qual era o “erro daquela terra” e como foi tirado por Jeová?
40 Com a pedra de cume no lugar e o templo todo terminado, para a adoração em plena escala do único Deus vivente e verdadeiro, o que poderíamos esperar logicamente a seguir? Bênçãos, bênçãos, bênçãos! Nada se interporia então a tais bênçãos, pois, Jeová prosseguiu: “Num só dia vou afastar o erro daquela terra.” (Zacarias 3:9) Por causa da longa interrupção que os israelitas repatriados permitiram na reconstrução do templo em Jerusalém, toda a terra de Judá jazia em “erro”. Seus habitantes eram considerados como impuros e o trabalho de suas mãos em coisas materialistas era impuro. (Ageu 2:13, 14) Mas então, chegando 515 A.E.C., com a terminação triunfante do segundo templo em Jerusalém, o proceder errôneo da terra de Judá foi inteiramente corrigido. De modo que Jeová se agradou e tirou o erro dos habitantes da terra “num só dia” especial, o dia em que o templo ficou completo, com a sua pedra principal ou de remate gravada e a adoração pura inaugurada ali.
41. Que estímulo nos deve dar isso hoje, com relação à adoração de Deus?
41 Quanto estímulo isto nos deve dar hoje, de colocar a adoração do verdadeiro Deus no seu templo espiritual em primeiro lugar na nossa vida! Não nos devemos deixar atrasar nisso. Não devemos permitir interrupções neste empenho.
42. Desde 1919 E.C., de que modo têm sido os do restante dos subsacerdotes espirituais como “homens servindo como portentos”?
42 Os do restante fiel dos subsacerdotes espirituais do Messias sabem que bênção receberam por fazerem isso cada vez mais decididamente durante os já mais de cinqüenta anos desde aquele ano de restabelecimento, 1919 E.C. Passaram a apreciar cada vez mais profundamente que, iguais aos subsacerdotes que eram companheiros do sumo sacerdote Josué, eles são “homens servindo como portentos” para este “tempo do fim” deste sistema mundano de coisas. São portentos das melhores coisas boas para todos os que se devotam à adoração pura e imaculada do único Deus vivente e verdadeiro.
43. Quais são as reações do restante para com aquele a quem Jeová chama de “meu servo Renovo” e de “única pedra”?
43 Não são enganados por quaisquer messias falsos ou organizações messiânicas falsas da atualidade. Identificaram aquele a quem Jeová chama de “meu servo Renovo”. É ele a quem Jeová dos exércitos empossou no trono messiânico nos céus, no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C., e quem já começou seu reinado messiânico, a saber, Jesus Cristo. Identificaram também aquele que foi simbolizado pela pedra posta diante do Sumo Sacerdote Josué, sobre a qual havia “sete olhos”. Admiram como Jeová gravou esta Pedra simbólica com uma beleza própria do alto cargo dado a esta Pedra, e alegram-se de que este tem sido feito a simbólica pedra de remate ou de cume, o mais elevado e mais responsável no sistema de adoração de Jeová. Sentem-se felizes de ser subsacerdotes sob esta simbólica Pedra gravada, Jesus Cristo. Vêem nas Escrituras Sagradas que eles, como “homens servindo como portentos”, estão sob a ordem divina de servir como testemunhas desta Pedra enaltecida, o único Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus.
PROSPERIDADE ESPIRITUAL QUE CONDUZ À VIDA INFINDÁVEL
44. Depois de Jeová tirar o “erro daquela terra”, o que se podia esperar, segundo Zacarias 3:10?
44 O que se podia esperar depois de Jeová cumprir sua promessa dada mediante Zacarias: “Num só dia vou afastar o erro daquela terra”? Nada senão o favor divino, expresso em bênçãos materiais e espirituais para os israelitas que adoravam no seu segundo templo terminado, em Jerusalém. Era bem apropriado, pois, que a promessa fosse acompanhada por esta profecia divina: “‘Naquele dia’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘chamareis um ao outro, enquanto debaixo da videira e debaixo da figueira’.” — Zacarias 3:10.
45. O que significa a profecia de Zacarias 3:10 para os adoradores no templo onde Jesus Cristo serve como Sumo Sacerdote?
45 Nestes dias, quando todas as religiões falsas desmoronam e estão prestes a ser destruídas na pior tribulação do mundo, esta profecia significa prosperidade espiritual para os sinceros que temem a Deus, que se entregam de todo o coração à adoração divina naquele único verdadeiro templo espiritual, onde serve o único aprovado Sumo Sacerdote de Jeová. Significa o cumprimento da profecia paralela de Miquéias 4:1-4 (LEB; Brasileira):
Sucederá no futuro: o monte do Templo de Javé [Jeová] será fundado no cume das montanhas e dominará as colinas: as nações aí acorrerão! Virão muitos povos e dirão: “Vinde, subamos à montanha de Javé, vamos ao Templo do Deus de Jacó, para que nos ensine Seus caminhos e sigamos Suas veredas.” A Lei [instrução, Byington] virá de Sião e de Jerusalém a palavra de Javé. Ele julgará numerosos povos, corrigirá nações poderosas, mesmo ao longe; eles forjarão relhas de suas espadas e foices de suas lanças. Uma nação não erguerá a espada contra outra, nem se treinará mais para a guerra, de modo que ficarão assentados cada um em sua vinha, e em sua figueira, sem que os inquiete, porque assim falou a boca de Javé [dos exércitos]!
46. Portanto, que condição mantêm as testemunhas de Jeová no seu domínio espiritual dado por Deus?
46 Já agora, quando o mundo está ameaçado pela guerra nuclear, as testemunhas cristãs de Jeová residem no seu domínio espiritual dado por Deus em prosperidade espiritual. Mantêm paz amorosa entre si mesmos, não tomando nenhuma parte nas guerras deste mundo. Satanás fracassou em se opor ao seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo!
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“Não por força militar, nem por poder, mas. . .”O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 11
“Não por força militar, nem por poder, mas. . .”
1. Que comparação há entre o Israel dos dias de Zacarias e a República de Israel quanto à força militar?
HAVIA força militar em armas, no Israel dos dias do profeta Zacarias? Não; hoje em dia é diferente na República de Israel, na qual até mesmo moças e mulheres são recrutadas para o exército.
2. Quanto tempo esteve o restante repatriado sem uma força militar, e, portanto, que pergunta surge quanto à construção do templo?
2 Lá no ano 522 A.E.C., durante o breve reinado de Artaxerxes (Gaumata, o mago) como rei da Pérsia, quando os adversários samaritanos impediram os construtores israelitas do templo “pela força das armas”, os israelitas em Jerusalém não convocaram uma força militar para combatê-los. (Esdras 4:7-24) Mais tarde, no décimo primeiro mês lunar (sebate) do ano 519 A.E.C., no dia 24 do mês, quando Zacarias recebeu a sua quinta visão, ainda não havia força militar em Jerusalém e na terra de Judá. Ainda era o segundo ano do Rei Dario I, que sucedeu a Artaxerxes como governante do Império Persa. Poderiam os israelitas completar o templo de Jerusalém sem uma “posição de força” por terem uma impressionante força militar? A quinta visão dada a Zacarias responde a esta pergunta.
3. (a) De que espécie de estado foi levantado Zacarias antes de receber a quinta visão? (b) O que relatou Zacarias ao anjo intérprete quanto ao que estava vendo?
3 Depois da visão inspiradora de fé a respeito do Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, o profeta Zacarias parece ter tomado uma atitude de meditação e de contemplação, na qual parecia estar adormecido. Mas a série de visões ainda não havia acabado; ele devia ver mais ainda. Por isso nos passa a dizer a respeito do anjo intérprete, que lhe explicou as coisas: “E o anjo que falava comigo passou a voltar e a despertar-me, como a um homem que desperta do seu sono. Então ele me disse: ‘Que estás vendo?’ De modo que eu disse: ‘Vi, e eis que há um candelabro, todo ele de ouro, tendo no alto uma tigela. E sobre ele estão as suas sete lâmpadas, sim, sete; e as lâmpadas no alto dele têm sete tubos. E há duas oliveiras ao lado dele, uma à direita da tigela e outra à sua esquerda.’” — Zacarias 4:1-3.
4. A vista daquele candelabro nos faz lembrar que casa, e por quê?
4 Pode formar um quadro mental do que se mostrou a Zacarias? Este candelabro de ouro, com seus sete braços encimados por sete lâmpadas alimentadas com azeite faz relembrar a casa de adoração de Jeová. Nos dias primitivos de Israel, desde os dias do profeta Moisés até os dias do Rei Davi, esta casa de adoração tinha um candelabro de ouro no seu primeiro compartimento, O Santo. (Êxodo 40:1-25) A visão deste candelabro, portanto, era bem apropriada, visto que tinha que ver com a reconstrução do templo.
5. Como foram as sete lâmpadas supridas de óleo de iluminação dum reservatório central, e como se manteve cheio este suprimento central?
5 As sete lâmpadas tinham um suprimento central de óleo de iluminação. Este provinha da tigela no alto do candelabro de ouro, da qual se estendiam sete tubos, um tubo separado para cada lâmpada, para dar-lhe óleo do depósito central. Mas de onde obtinha esta tigela seu suprimento de óleo, e isso regularmente? Daquelas duas oliveiras ao lado da tigela, uma à sua direita e a outra à sua esquerda. Estas oliveiras podiam prover um fornecimento constante e estavam bem à mão, sem necessidade de se transportar o óleo de longe.
6. Apesar de serem sete as lâmpadas, de que modo era um só candelabro?
6 Sendo que o candelabro era uma peça só, suas sete lâmpadas estavam todas ligadas com ele pelos braços que se estendiam da haste central.
7. O que perguntou então Zacarias ao anjo a respeito do candelabro?
7 Esta visão tinha significado. Por isso, Zacarias respondeu logo: “Então respondi e disse ao anjo que falava comigo, dizendo: ‘Que significam estas coisas, meu senhor?’ Portanto, o anjo que falava comigo respondeu e me disse: ‘Não sabes realmente o que significam estas coisas?’ Eu disse, da minha parte ‘Não, meu senhor.’” — Zacarias 4:4, 5.
8, 9. (a) Por meio de que proceder podemos tirar proveito desta visão, assim como Zacarias? (b) Que resposta deu o anjo a Zacarias, e o que nos dá isso, em vez de uma explicação de pormenores?
8 Iguais ao profeta Zacarias, não queremos dar à visão a nossa própria interpretação. Estamos dispostos a ser ensinados por Jeová dos exércitos, por meio de seu anjo. Só poderemos tirar proveito da visão se obtivermos a verdade divina da fonte correta. Ao ser interrogado por Zacarias, o intérprete angélico não entrou logo no significado de todos os pormenores da visão. Antes, explicou para nós a força, a lição global, da visão como um todo. Isto aumenta o vigor da visão de um mero candelabro.
9 “Por conseguinte”, diz Zacarias, “ele respondeu e me disse: ‘Esta é a palavra de Jeová a Zorobabel, dizendo: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos. Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície. E ele certamente produzirá a pedra principal [pedra de remate, CBC]. Será aclamada: ‘Quão encantadora! Quão encantadora!’”’” - Zacarias 4:6, 7.
O OBSTÁCULO A SER REDUZIDO A NADA
10. Que oposição teve de enfrentar Zorobabel, e a que se poderá ter parecido, especialmente em vista de que circunstâncias?
10 Teria alguém de nós gostado de ter a oposição dos governadores pagãos das províncias persas deste lado (o ocidental) do rio Eufrates? Não só isso, mas teria mesmo um só de nós gostado de ter a oposição do imperador de todo o Império Persa, o Rei Dario I? Esta era a oposição que, naquele tempo, se interpunha a Zorobabel ao passo que ele prosseguia com a reconstrução do templo de Jeová em Jerusalém, naquele ano de 519 A.E.C. (Esdras 5:3 a 6:2) Isto teria realmente parecido como um “grande monte” no caminho da reconstrução do templo até um fim bem sucedido, não teria? Ele não tinha nenhuma força militar entre os menos de cinqüenta mil que retornaram com ele de Babilônia, lá em 537 A.E.C. Então, como poderia resistir a uma invasão armada para parar a obra no templo, por parte dos que protestavam contra ela? Que força tinham ele ou seus companheiros israelitas? Ele não conhecia pessoalmente o Rei Dario I e não tinha nenhuma influência política junto a ele. Então, como se poderia esperar que terminasse a casa de adoração de Jeová — sem ser severamente punido?
11. (a) Qual é a resposta divina à pergunta? (b) Portanto, que apoio precisava Zorobabel ter na obra do templo, e por quê?
11 Somos nós os que perguntamos hoje ou foi o Governador Zorobabel quem perguntou: “Como”? A resposta é dada pelo maior Comandante-em-chefe militar de todos: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos.” (Zacarias 4:6) Zorobabel não precisava preocupar-se com uma força militar ou com poder de qualquer fonte humana. Tudo o que tinha de fazer era confiar Naquele que lhe dissera por meio dos seus profetas que prosseguisse com a obra e dependesse do espírito Deste, da Autoridade Suprema. O espírito Deste é, naturalmente, uma força ativa invisível, mas esta é irresistível, esmagadora, sempre bem sucedida e sempre triunfante. Opera de modo invisível, mas produz resultados segundo o propósito da Fonte divina deste espírito. Todo o poderio militar da terra inteira e todo o poder político e religioso na humanidade inteira não pode resistir à Sua santa força ativa em operação. Ao prosseguir com a obra do templo, o Governador Zorobabel tinha este espírito em seu apoio!
12. O que se havia de tornar o “grande monte” diante de Zorobabel e que garantia disso era o cumprimento de Isaías 40:4, 5?
12 Então, que é um “grande monte” figurativo como obstáculo? Jeová dos exércitos lhe disse: “Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície.” Diante de Zorobabel e do restante fiel que retornara com ele de Babilônia, Jeová havia cumprido a profecia de Isaías 40:4, 5: “Alteie-se todo vale e abaixe-se todo monte e todo morro. E o terreno acidentado terá de tornar-se terra plana e o terreno escabroso, um vale plano. E certamente se revelará a glória de Jeová, e toda a carne, juntamente, terá de vê-la, pois a própria boca de Jeová falou isso.” Ele podia então fazer algo similar no caso deste “grande monte” que confrontava o Governador Zorobabel, naquele ano de 519 A.E.C. Observemos como Ele fez isso, sem nenhum esforço estrênuo da parte de Zorobabel, mas por meio de Seu espírito.
13. (a) Como havia dado Jeová a Zorobabel já antes, em 24 de quisleu de 520 A.E.C., uma garantia contra a força militar inimiga, por meio de Ageu? (b) O que fariam os adversários, certamente depois de Zorobabel agir sob o estímulo da quinta visão de Zacarias?
13 Apenas dois meses antes, Ele declarara como lidaria com as hostes militares inimigas, dizendo: “‘Eu faço tremer os céus e a terra. E hei de subverter o trono de reinos e aniquilar a força dos reinos das nações; e vou subverter o carro e os que andam nele, e os cavalos e seus cavaleiros virão abaixo, cada um pela espada de seu irmão.’ ‘Naquele dia’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘tomar-te-ei, ó Zorobabel, filho de Sealtiel, meu servo’, é a pronunciação de Jeová; ‘e hei de constituir-te em anel de chancela, porque és tu a quem escolhi’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos.” (Ageu 2:20-23) Em vista do que o Governador Zorobabel e seus co-trabalhadores fizeram naquele dia (24 de quisleu de 520 A.E.C.), nos alicerces do templo em Jerusalém, os governadores provinciais ao oeste do rio Eufrates talvez tivessem levado sua apelação para o Rei Dario I, em Susã, na Pérsia. Mas, certamente, estes governadores provinciais devem ter protestado ao Rei Dario I, depois de Zorobabel ter prosseguido com a obra do templo sob o estímulo desta quinta visão que lhe foi relatada por Zacarias.
14. Segundo Esdras 6:1-13 o que fez o Rei Dario I ao receber a apelação dos governadores provinciais irados?
14 Até então, o Rei Dario deixara continuar a proscrição contra a construção do templo imposta pelo Rei Artaxerxes. Mas, o que fez ele ao receber a apelação dos governadores provinciais irados?
Foi então que Dario deu ordem, e fizeram uma investigação na casa dos registros dos tesouros depositados lá em Babilônia. E em Ecbátana na fortificação que havia no distrito jurisdicional da Média, foi achado um rolo, e nele estava escrito o memorando do seguinte teor:
“No primeiro ano de Ciro o rei, Ciro, o rei, deu ordem concernente à casa de Deus em Jerusalém: Reconstrua-se a casa como lugar onde se devem oferecer sacrifícios e fixem-se os seus alicerces, sendo sua altura de sessenta côvados, sua largura sessenta côvados, com três camadas de pedras roladas ao lugar e uma camada de madeiramento; e seja a despesa paga pela casa do rei. E devolvam-se também os vasos de ouro e de prata da casa de Deus que Nabucodonosor retirou do templo que havia em Jerusalém e levou a Babilônia, para que cheguem ao templo que está em Jerusalém no seu lugar, e sejam depositados na casa de Deus.
“Agora, Tatenai, governador de além do Rio Setar-Bozenai, e seus confrades, os governadores menores que estão além do Rio, mantende-vos afastados de lá. Deixai em paz a obra daquela casa de Deus. O governador dos judeus e os homens mais maduros dos judeus vão reconstruir aquela casa de Deus no seu lugar. E por mim foi dada uma ordem quanto ao que vós fareis para com estes homens mais maduros dos judeus, para a reconstrução daquela casa de Deus; e da tesouraria real do imposto de além do Rio se pagará prontamente a despesa a estes varões vigorosos, sem interrupção. E o que for preciso, novilhos bem como carneiros e cordeiros para as ofertas queimadas ao Deus do céu, trigo, sal, vinho e azeite, conforme disserem os sacerdotes que estão em Jerusalém, sejam-lhes dados continuamente, de dia em dia, sem falta; a fim de que apresentem continuamente oferendas apaziguadoras ao Deus dos céus e orem pela vida do rei e dos seus filhos. E por mim foi dada uma ordem que, quando alguém violar este decreto, se arranque da sua casa um madeiro e ele seja pendurado nele, e sua casa se tornará por esta causa uma latrina pública. E que o Deus que fez seu nome residir ali derrube a qualquer rei e povo que estender sua mão para cometer uma violação e para destruir aquela casa de Deus, que está em Jerusalém. Eu, Dario, dou deveras a ordem. Seja executada prontamente.”
Então Tatenai, o governador de além do Rio, Setar-Bozenai, e seus confrades, fizeram prontamente assim como Dario, o rei, mandara dizer. — Esdras 6:1-13.
15. (a) A que somente podemos atribuir esta espantosa reviravolta, e por quê? (b) Sabendo isso de antemão, o que disse Jeová que Zorobabel faria com a pedra principal do templo?
15 Estava o espírito de Jeová dos exércitos agindo e dirigindo esta questão? Só podemos atribuir ao Seu espírito a espantosa reviravolta, porque foi feita sem qualquer força militar ou poder humano da parte do Governador Zorobabel. O “monte” figurativo erguido pelas forças opositoras no caminho de Zorobabel foi tornado uma “planície”. Sua fé em Jeová dos exércitos e sua coragem em fazer a obra do templo foram amplamente recompensadas. Sabendo de antemão o que faria por meio de seu espírito invencível, Jeová prosseguiu, dizendo naquela quinta visão dada a Zacarias: “E ele certamente produzirá a pedra principal [pedra de remate, CBC]. Será aclamada: ‘Quão encantadora! Quão encantadora!’” — Zacarias 4:7.
A “ENCANTADORA” PEDRA PRINCIPAL
16. Quão essencial era esta pedra principal ou de remate e o que atestaria ser ela trazida por Zorobabel?
16 Esta “pedra principal” era a pedra de remate do templo a ser reconstruído em Jerusalém. Esta pedra principal era a pedra essencial que daria o remate ao templo. Ser ela produzida pelo governador Zorobabel atestaria que ele havia de levar a obra do templo ao término. Nada o impediria agora como servo de Jeová. O espírito de Jeová cuidaria disso!
17. Por que seria de exultação o dia em que esta pedra de remate fosse colocada no seu lugar e por que clamariam os espectadores: “Quão encantadora!”?
17 Seria um dia de enorme exultação quando colocasse esta pedra de remate no seu lugar, assinalando o término bem sucedido do templo na cidade em que Deus colocara seu santo nome. A multidão extasiada de espectadores, ao ver este ato culminante, clamaria em admiração desta pedra de remate no seu lugar de destaque: “Quão encantadora! Quão encantadora!” Ela era bela em si mesma, pois era a mesma pedra que fora posta diante do Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e cuja gravação havia sido feita pelo próprio Jeová por meio de seu agente. (Zacarias 3:9) Mas, esta pedra de remate, gravada, aumentou em beleza quando passou a ocupar seu lugar designado no edifício do templo e deu ao edifício do templo uma aparência agradável. Não só os olhos encantados dos adoradores no templo se fixavam nesta pedra de remate, mas também os “sete olhos” de Jeová davam a esta pedra sua atenção indivisa, especial. Ser ela colocada no lugar era em vindicação de Sua palavra de profecia por meio de Ageu e de Zacarias.
18. Segundo a história registrada, quando veio este dia de exultação?
18 Este dia de exultação e de vindicação veio no terceiro dia do mês lunar de adar do ano 515 A.E.C., pois a história registrada diz o seguinte: “E os homens mais maduros dos judeus construíam e faziam progresso sob a pronunciação profética de Ageu, o profeta, e de Zacarias, neto de Ido, e a construíram e acabaram devido à ordem do Deus de Israel e devido à ordem de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. E completaram esta casa ao terceiro dia do mês lunar de adar, isto é, no sexto ano do reinado de Dario, o rei.” — Esdras 6:14, 15.
19. Que grandiosa perspectiva nos apresenta hoje aquela ocasião religiosa, profética, e de que modo se realizará isso?
19 Quão grandiosa é a perspectiva que esta ocasião histórica, mas profética, apresenta a todos os amantes da adoração pura e imaculada do único Deus vivente e verdadeiro hoje em dia! Aponta para o tempo em que a adoração verdadeira do Soberano Senhor Jeová será levada ao seu estado aperfeiçoado, no seu templo espiritual. Isto se dará quando Babilônia, a Grande, (o império mundial da religião falsa, incluindo a cristandade sectária,) for destruída e todos os elementos políticos, militares e sociais deste mundo, que se opõem até mesmo à adoração pura, forem destruídos, deixando na terra purificada apenas o restante dos subsacerdotes espirituais do Israel espiritual e seus co-adoradores de todas as nações, povos e tribos. Esta realização culminante será produzida, conforme diz Jeová, “não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito”.
20. Que governador tem parte privilegiada no vindouro cumprimento desta profecia?
20 O antitípico Governador Zorobabel terá uma parte especialmente privilegiada em realizar o cumprimento hodierno desta profecia divina. Sabemos quem ele é — Jesus Cristo, que agora governa desde o seu trono celestial sobre o restante fiel de seus subsacerdotes espirituais e os seus dedicados e batizados companheiros na adoração.
21. Que cargos foram representados por Zorobabel e Josué, que estão combinados em Jesus Cristo e também foram prefigurados por Melquisedeque?
21 Zorobabel prefigurou o glorificado Rei Jesus Cristo num aspecto diferente daquele do Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque. O Sumo Sacerdote Josué (a quem os judeus de língua grega chamavam “Jesus”) representava a Jesus Cristo nas suas funções sacerdotais. Zorobabel, designado governador da província de Judá, representava o Senhor Jesus Cristo no seu cargo governamental como rei. Estes dois cargos, o de sumo sacerdote e o de governador, combinam-se no glorificado Jesus Cristo, pois ele é também prefigurado por Melquisedeque, a respeito de quem diz Gênesis 14:18: “Melquisedeque, rei de Salém, trouxe para fora pão e vinho; e ele era sacerdote do Deus Altíssimo.” Hebreus 7:1 o chama “Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo”. — Salmo 110:1-4.
22. (a) Para proteger e promover que obra usou Zorobabel seu poder de governador, sob o decreto de quem? (b) A quem prefigurou Zorobabel numa obra similar e como que nivelando que “grande monte”?
22 Zorobabel, como governador de Jerusalém e de Judá, promovia a reconstrução do templo, conforme decretado pelo Rei Ciro. Ele usava seus poderes governamentais para proteger a obra do templo. A ele, evidentemente sob o título de Sesbazar, foram confiados os sagrados “utensílios da casa de Jeová” pelo Rei Ciro, e Zorobabel trouxe estes utensílios sagrados de Babilônia a Jerusalém, para serem usados na casa reconstruída de Jeová. (Esdras 1:7 a 2:2; 5:13-16) Portanto, o Governador Zorobabel tomou corretamente a liderança no lançamento do alicerce do segundo templo de Jeová em Jerusalém. (Esdras 3:8-10) Desta maneira, Zorobabel prefigurou como o reinante Rei Jesus Cristo daria estímulo à obra do restabelecimento da adoração pura de Jeová no seu templo espiritual. Ele protegeria os do restante de seus subsacerdotes espirituais, ungidos, agora na terra, nos seus esforços desde 1919 E.C. para restabelecer a adoração pura de Jeová entre toda a humanidade. O “grande monte” de oposição e dificuldades que se lhes interpunha nisso foi reduzido por ele a uma “planície”.
23. (a) Como se compara Jesus Cristo com o Governador Zorobabel em promover a obra da construção do templo? (b) Como cumpre ele o quadro de trazer e colocar a pedra principal?
23 Comparável ao governador Zorobabel em produzir a pedra de remate e colocá-la no lugar no templo em 515 A.E.C., o glorificado Jesus Cristo levará a um término triunfante a obra do restabelecimento da adoração de Jeová no Seu templo espiritual. Por meio de seus santos anjos invisíveis, ele ajuntará todos os necessários do restante dos subsacerdotes espirituais e os ajudará no cumprimento de seus deveres no antitípico Santo do templo espiritual de Jeová. Ele mesmo desempenhará o papel de “pedra principal” neste arranjo espiritual para a adoração de Jeová. No tempo devido de Deus, tomará seu próprio lugar designado na estrutura espiritual desta adoração e assim dará o remate à sua terminação. Ele é o Principal, igual à figurativa pedra de remate para o aperfeiçoamento deste arranjo divino para adoração, no qual ele serve como Sumo Sacerdote Real a favor de toda a humanidade. Quando ele ocupar seu lugar e relatar a Jeová Deus que completou a obra do restabelecimento da adoração em plena escala por meio de todos os subsacerdotes necessários no templo espiritual, isto resultará num aspecto ‘encantador’.
24. Quando aclamarão os adoradores de Jeová à Pedra Principal Maior: “Quão encantadora!”?
24 Naquele momento sagrado, quando se tornar evidente que a obra com respeito à adoração verdadeira foi aperfeiçoada apesar da oposição de Babilônia, a Grande, e de seus patrocinadores políticos, todos os adoradores verdadeiros de Jeová, na terra, ficarão cheios de apreço irreprimível pelo papel desempenhado com bom êxito pelo Governador Maior, Jesus Cristo. Jubilantes o aclamarão como a Pedra Principal Maior: “Quão encantadora! Quão encantadora!”
O “DIA DAS COISAS PEQUENAS” NÃO DEVE SER DESPREZADO
25. Quando se iniciou a obra de edificação da organização teocrática para a adoração de Jeová, em 1919 E.C., por que parecia ela desprezível?
25 Quando esta obra da edificação da organização teocrática para a adoração de Jeová começou, no ano de após-guerra de 1919 E.C., parecia desprezível aos olhos da religiosa Babilônia, a Grande, e seus amantes militares e políticos. Parecia-lhes impossível de ser realizada. Por quê? Porque o restante sobrevivente dos israelitas espirituais, ungidos, era muito pequeno e estava internacionalmente desacreditado. (Mateus 24:9) Por exemplo, quando se realizou o congresso geral da Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, de 1.º a 8 de setembro de 1919, no balneário de Cedar Point, Ohio, E. U. A., havia apenas cerca de 6.000 presentes às sessões durante a semana; e outros milhares, que não podiam assistir a este congresso, logo após a Primeira Guerra Mundial, achavam-se espalhados em toda a terra, tendo uns 17.961 (segundo relatórios incompletos) assistido à celebração anterior da Ceia do Senhor, em 13 de abril de 1919. O que eram estes milhares de adoradores dedicados e batizados de Jeová em comparação com as centenas de milhões de membros das igrejas da cristandade? Nada!
26. (a) Devia o restante sobrevivente ser desprezado por causa de sua pequenez? (b) Quem trouxe a mensagem corretora e por quem foi ele enviado?
26 Contudo, devia ser desprezado este restante sobrevivente dos israelitas espirituais por causa de sua pequenez? Ou porque não tinha “força militar”? Hoje, mais de cinqüenta anos depois, temos fatos disponíveis para dar uma resposta ressonante, e eles provam que foi o Deus infalível quem enviou seu profeta Zacarias com uma mensagem para corrigir todas as idéias erradas obtidas em vista da primeira aparência das coisas. Escute o que Zacarias passa a relatar: “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘As próprias mãos de Zorobabel lançaram o alicerce desta casa e suas próprias mãos a terminarão. E terás de saber que o próprio Jeová dos exércitos me enviou a vós. Pois, quem desprezou o dia das coisas pequenas? E hão de alegrar-se e ver o prumo na mão de Zorobabel. Estes sete são os olhos de Jeová. Percorrem toda a terra.’” — Zacarias 4:8-10.
27. Quando se forneceu a prova absoluta de que fora Jeová que havia enviado Zacarias ao povo?
27 Se alguns dos do restante repatriado dos judeus na terra de Judá tivessem tido qualquer dúvida, saberiam então positivamente que foi o próprio Jeová quem enviou Zacarias ao Seu povo — no terceiro dia do décimo segundo mês lunar (adar) de 515 A.E.C. O registro de Esdras 6:14, 15, nos diz: “E os homens mais maduros dos judeus construíam e faziam progresso sob a pronunciação profética de Ageu, o profeta, e de Zacarias, neto de Ido, e a construíram e acabaram devido à ordem do Deus de Israel e devido à ordem de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia. E completaram esta casa ao terceiro dia do mês lunar de adar, isto é, no sexto ano do reinado de Dario, o rei.” A palavra profética de Jeová foi vindicada!
28. (a) Por que é que os olhos de Jeová não deixaram de ver quando Zorobabel, com o prumo na mão, colocou a pedra de remate no templo? (b) Com que acontecimento similar, porém maior, se regozijarão os seus olhos ainda mais?
28 O Governador Zorobabel talvez tivesse um prumo na mão ao terminar a casa de adoração de Jeová por colocar a pedra essencial de remate no seu lugar. Os olhos alegraram-se ao ver isto. Especialmente os olhos de Jeová. Nada escapa aos seus olhos. É como se ele tivesse uma série completa de olhos — sete — olhos que percorrem toda a terra para observar tudo o que se faz, quer feito pelos Seus inimigos, quer feito pelo Seu povo dedicado. Seus olhos não deixaram de ver a colocação da pedra de remate por Zorobabel, que tinha o prumo na mão. Seus próprios olhos alegravam-se com os de seu restante fiel, que colocavam a adoração do verdadeiro Deus em primeiro lugar na sua vida. Quanto mais se alegrarão seus olhos que observam tudo quando virem o Zorobabel Maior terminar a obra com respeito ao restabelecimento da adoração pura na terra, no Seu templo espiritual!
“OS DOIS UNGIDOS”
29. Quando Zacarias perguntou pela primeira vez sobre o significado do candelabro de ouro o que se lhe disse e como podemos agora ver a propriedade desta resposta?
29 Neste ponto, lembramo-nos do que o anjo disse ao profeta Zacarias, quando este perguntou o que significava o candelabro de ouro com as sete lâmpadas? Sim, foi o seguinte: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos.” (Zacarias 4:6) Agora podemos ver a propriedade desta forte declaração pelos pormenores adicionais que apareceram na visão com mais explicações. Para a nossa satisfação, somos informados:
30. O que disse o anjo a Zacarias sobre o que representavam as duas oliveiras ao lado do candelabro?
30 “E passei a responder e a dizer-lhe: ‘Que significam estas duas oliveiras à direita do candelabro e à sua esquerda?’ Então respondi pela segunda vez e disse-lhe: ‘Que são estes dois punhados de raminhos das oliveiras, que, por meio dos dois tubos de ouro, despejam de si o líquido dourado?’ Ele me disse, pois: ‘Não sabes realmente o que significam estas coisas?’ Eu disse, da minha parte: ‘Não, meu senhor.’ Por conseguinte, ele disse: ‘São os dois ungidos que estão de pé ao lado do Senhor de toda a terra.’” — Zacarias 4:11-14.
31. Como se fornecia óleo às lâmpadas, por que era constante o suprimento e o que representava o óleo?
31 Zacarias achou bom fazer depois de sua primeira pergunta logo uma segunda, a fim de não deixar de perguntar a respeito de uma particularidade que não havia mencionado na sua primeira pergunta. Lembramo-nos de que aquelas duas oliveiras estavam à direita e à esquerda da tigela de ouro, da qual se estendiam sete tubos até as sete lâmpadas no candelabro, para fornecer-lhes óleo dum depósito central. Onde obtinha a tigela de ouro, no alto do candelabro, seu próprio suprimento do líquido de iluminação? Do punhado de raminhos da oliveira à direita e do punhado de raminhos da oliveira à esquerda, e isto por meio dum tubo de ouro de cada punhado de raminhos. O líquido assim fornecido parecia dourado, e não podia ser impedido assim como estas duas oliveiras tampouco podiam ser impedidas. O fornecimento era constante, assim como a fonte dele era vivente e constante. Este líquido de iluminação representava, não uma força militar, nem poder humano, mas, conforme disse Jeová, “meu espírito”. Usou-se assim o óleo para representar o espírito de Deus. — Zacarias 4:6.
32. (a) Qual é a fonte do simbólico ‘óleo de oliveira’? (b) O que é simbolizado pelo candelabro que recebe tal óleo?
32 Assim como a oliveira foi criada por Jeová Deus e Ele é por isso a Fonte de seu óleo, assim ele é também a Fonte do espírito ou da força ativa invisível que acende a chama da Sua verdadeira adoração. As duas oliveiras, por conseguinte, representam os dois agentes por meio dos quais ele transmite seu espírito ao candelabro simbólico, isto é, à sua “nação santa”, o restante ungido do Israel espiritual. Então, quem são os dois agentes simbolizados pelas duas oliveiras?
33. Como usa Revelação 11:3, 4, oliveiras para simbolizar criaturas viventes de Deus, e, por isso, a quem simbolizam as duas oliveiras na visão de Zacarias?
33 Não é contrário às Escrituras dizer-se que as duas oliveiras representam criaturas inteligentes de Deus. Relacionado com a visão do templo relatada pelo apóstolo cristão João, no último livro da Bíblia, lemos: “‘E farei as minhas duas testemunhas profetizar . . . trajadas de saco.’ Estas são simbolizadas pelas duas oliveiras e pelos dois candelabros, e estão em pé diante do Senhor da terra.” (Revelação 11:3, 4) As duas oliveiras da visão de Zacarias são explicadas como sendo “os dois ungidos [literalmente: dois filhos do óleo] que estão de pé ao lado do Senhor de toda a terra”. Portanto, a quem representam? Não os profetas inspirados Ageu e Zacarias, mas duas pessoas às quais Zacarias foi mandado transmitir a palavra de Jeová dos exércitos, a saber, o Sumo Sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e o Governador Zorobabel.
34. (a) Como é que o sumo sacerdote e o governador forneceram óleo simbólico ao candelabro simbólico? (b) Como se mantiveram os próprios Zorobabel e Josué constantes no seu suprimento do espírito de Deus?
34 Por meio dos profetas inspirados Ageu e Zacarias, transmitiu-se o espírito de Jeová a Josué e a Zorobabel. Estes, por sua vez, deviam tomar a dianteira na construção do segundo templo de Jeová e em transmitir neste respeito o espírito de Jeová ao restante israelita. Estes dois “ungidos” deviam imbuir toda a nação restabelecida constantemente do espírito de Jeová, apegando-se à obra até o fim e animando os trabalhadores no templo tanto por palavras de exortação como pelo exemplo pessoal. Poderiam fazer isso se ficassem constantemente ao lado de Jeová, “o Senhor de toda a terra”. Tinham de ficar do Seu lado na questão da única adoração verdadeira e tinham de servi-lo constantemente em prol desta adoração exclusiva Dele. A obra sagrada seria assim realizada pelo espírito de Jeová. Sendo o “Senhor de toda a terra”, ele cumpre a sua vontade para com ela.
35. No cumprimento moderno da visão, a quem simbolizam as duas oliveiras?
35 No cumprimento desta visão no atual “tempo do fim”, a quem representam as “duas oliveiras”, os “dois ungidos”? Visto que, no primeiro cumprimento da visão nos próprios dias de Zacarias representavam o Sumo Sacerdote Josué e o Governador Zorobabel, devem representar apenas uma só pessoa, a saber, o Ungido, Messias ou Cristo de Jeová, Jesus, que foi ungido com o espírito santo de Deus. — Isaías 61:1-3; Lucas 4:1.
36. (a) De que modo agiu Jesus Cristo como Josué, o sumo sacerdote, e o Governador Zorobabel com relação ao espírito de Deus? (b) Como se manteve ele, igual às duas oliveiras, constantemente suprido do espírito, e a que candelabro simbólico o forneceu?
36 De fato, Jesus, o Messias, foi prefigurado tanto pelo Sumo Sacerdote Josué como pelo governador Zorobabel. Antes de ele deixar seus apóstolos leais na terra, prometeu enviar-lhes o espírito, que procede do Pai Celestial. (João 14:16, 17; 15:26; 16:13, 14) Daí, no dia festivo de Pentecostes de 33 E.C., ele serviu como as duas oliveiras da visão de Zacarias. Naquele dia, Jeová Deus começou a usá-lo para canalizar e derramar o espírito santo sobre a “nação santa” do Israel espiritual. (Atos 1:5; 2:1-35; Mateus 3:11; Marcos 1:7, 8; Lucas 3:16) Igual aos “dois ungidos” ou “dois filhos do óleo” na quinta visão de Zacarias, Cristo Jesus está “ao lado do Senhor de toda a terra”, como Sumo Sacerdote e governador, e o assiste constantemente, porque está à mão direita de Deus nos céus. (Atos 2:34-36; 7:56) Neste cargo, pode ser o canal de fornecimento constante do espírito do Senhor Deus para o “candelabro” simbólico na terra, o restante fiel do Israel espiritual.
37. (a) Por receberem energia de que e sob a liderança de quem continuam os do restante na obra do templo? (b) Portanto, a quem se darão o louvor e o crédito de elogio pelo bom êxito da obra do templo?
37 Não por uma força militar, mas pelo espírito infalível do Deus Todo-poderoso, os do restante ungido trabalham sob o seu governador e Sumo Sacerdote celestial, Jesus Cristo. Estimulados e revigorados pelo espírito santo, levarão avante a obra do templo até estar completamente terminada. Por conseguinte, os elogios, o louvor e o crédito pelo bom êxito final e culminante não serão atribuídos aos do restante dos subsacerdotes espirituais, mais sim a Jeová Deus, a Fonte do espírito, e por meio de Jesus Cristo, como Seu canal amoroso.
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Fim da permissão da iniquidadeO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 12
Fim da permissão da iniquidade
1. Em vez de passar por meras formalidades no Seu templo, o que devia a nação de Israel fazer para ter as bênçãos de Jeová segundo o Seu pacto?
A ANTIGA nação de Israel possuía em Jerusalém o belo símbolo da adoração pura do único Deus vivente e verdadeiro. Era seu templo sagrado, reconstruído. Mas a nação devia fazer mais do que apenas as realizações cerimoniais, rotineiras, neste centro de adoração. A nação escolhida de Israel, com seu templo reconstruído da adoração de Jeová em Jerusalém, devia viver esta religião diariamente em toda a sua terra dada por Deus. A sua religião não seria assim apenas uma formalidade pia, mas seria uma experiência viva. Não resultaria na profanação da casa sagrada da adoração de Jeová. Não traria zombaria e vitupério ao nome de Deus. Ele poderia então abençoar de bom grado os habitantes adoradores, no país, segundo a promessa de seu pacto solene com a nação. Não seria obrigado a enviar uma maldição mortífera sobre os que não cumpriam o pacto.
2. (a) A que devem ter ódio os adoradores de Jeová, segundo o Salmo 97:10, 11? (b) Em harmonia com que propósito de Deus não deviam tolerar nenhuma iniqüidade no seu domínio dado por Deus?
2 Da parte dos Seus adoradores sinceros, tinha de haver um genuíno ódio da iniqüidade. Neste respeito, o salmista inspirado exorta-os: “Ó vós amantes de Jeová, odiai o que é mau. Ele guarda as almas dos que lhe são leais; livra-os da mão dos iníquos. A própria luz brilhou para o justo e a alegria, até mesmo para os retos no coração.” (Salmo 97:10, 11) Não se devia tolerar a iniquidade no lugar onde moram os amantes de Jeová, no seu domínio dado por Deus. No seu próprio tempo, ao qual adere estritamente, acabará com toda a iniqüidade em toda a terra, junto com todas as suas conseqüências terríveis. Não mais permitirá a iniqüidade. Salve! tempo feliz para toda a humanidade disposta à justiça!
3. Em harmonia com este tema, que visão se deu então, e para o encorajamento de quem foi registrada?
3 Em harmonia com esta perspectiva agradável está o tema da sexta visão dada ao profeta Zacarias, no dia 24 do décimo primeiro mês lunar (sebate) do ano 519 A.E.C. Ele foi inspirado a registrá-la, a fim de preservá-la para o nosso encorajamento, neste tempo de seu cumprimento completo.
A SEXTA VISÃO
4, 5. (a) O que relatou Zacarias ao anjo intérprete quanto ao que estava vendo? (b) Como se locomovia aquele rolo pelo ar e quanta superfície escrita tinha, para que espécie de mensagem?
4 Zacarias escreveu: “Então levantei novamente os olhos e vi; e eis um rolo voador! Portanto, ele [o anjo interpretador] me disse: ‘Que estás vendo?’ Eu disse, da minha parte: ‘Estou vendo um rolo voador, cujo comprimento é de vinte côvados e cuja largura é de dez côvados.’” — Zacarias 5:1, 2.
5 O rolo está desenrolado. Estando estendido, voa pelo ar como que com asas dum avião. É um rolo grande, pois tem vinte côvados de comprimento e dez côvados de largura, num total de duzentos côvados quadrados, ou cerca de 41 metros quadrados. E se ambos os lados do rolo tiverem sido usados para só escrever, isto significaria cerca de 82 metros quadrados de superfície de escrita. Mostrou-se que estava escrito em ambos os lados. Isto tornaria possível transmitir uma mensagem impressionantemente extensa. Tratava-se duma mensagem favorável ou desfavorável para o país? Isto indicaria o significado do rolo voador. Zacarias queria saber isso. E nós também.
6. O que explicou o anjo intérprete quanto ao significado do rolo voador?
6 O que disse o anjo interpretador? “Então ele me disse: ‘Esta é a maldição que sai sobre a superfície de toda a terra, porque todo aquele que furta, segundo ela, neste lado, tem ficado impune; e todo aquele que faz um juramento, segundo ela, naquele lado, tem ficado impune.’” — Zacarias 5:3.
7, 8. Que perguntas surgem com respeito ao ladrão e ao que jurava falsamente em nome de Jeová, e o que disse Jeová quanto a que faria a maldição?
7 Então, o que acontecerá a estes malfeitores que até agora conseguiram ficar impunes? Segundo o que estava escrito num lado do rolo, qual é a maldição a ser executada no furtador que até o momento ficou impune? E segundo o que estava escrito no outro lado do rolo, que maldição se executará naquele que fizer um juramento culposo? Até mesmo nós, hoje, estamos interessados em saber isso, porque toda a terra, atualmente, está cheia de ladrões e de pessoas que não cumprem os seus juramentos O que nos diz o anjo interpretador? O seguinte:
8 “‘Eu a fiz sair’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘e terá de entrar na casa do ladrão e na casa daquele que faz um juramento falso em meu nome; e terá de pousar no meio de sua casa e terá de exterminar a ela, e seu madeiramento, e suas pedras’.” — Zacarias 5:4.
9. Até que ponto devia prosseguir o extermínio? Atingindo só as casas?
9 O ladrão e aquele que fazia um juramento falso em nome de Jeová foram amaldiçoados para a destruição. Não só se deviam eliminar as suas casas, com madeiramento, pedras e tudo o mais, mas o ladrão e o que jurava falsamente também deviam ser exterminados. O próprio lugar de sua residência devia ser eliminado do país, e eles juntamente com suas moradias. Esta era deveras uma maldição terrível! E era drástica!
10. A que terra aplicava-se isso e por que tornava isso o furto e o juramento falso tanto mais sérios?
10 Devemos lembrar-nos de que isto se aplicava à terra ocupada pelo restante dos judeus anteriormente exilados, que haviam sido libertos de Babilônia e haviam retornado à terra de Judá, com o fim de reconstruir o templo de Jeová em Jerusalém. Isto tornava o assunto tanto mais sério. Sob os Dez Mandamentos, conforme dados por intermédio do profeta Moisés, aqueles judeus naturais, circuncisos, estavam sob a ordem divina de não furtar, de não prestar juramento falso, nem de dar testemunho falso. Portanto, quem roubasse do povo escolhido de Deus, realmente roubaria de Jeová. Ao jurar de modo falso no santo nome de Jeová, quem jurasse falso, mentiria, não só àquele para quem o juramento era uma garantia ou asseguração, mas também a Jeová. Era mau uso de Seu nome, usando-se Seu nome de modo fútil. (Êxodo 20:7, 15, 16) Embora os ladrões e os que juravam falsamente escapassem por um tempo da punição às mãos daqueles que deviam ter feito vigorar a lei de Deus, ainda assim, Sua maldição se aplicaria a estes violadores e teria efeito neles, no tempo devido.
ESPÉCIES DE FURTOS
11. Era o furto por causa de fome desculpável, ou que conseqüências trazia tal furto segundo Salomão e o escritor de provérbios, Agur?
11 Não importa qual o motivo do furto e quão desculpável o furto possa parecer sob as circunstâncias, ainda assim era um pecado e merecia ser punido segundo a lei de Deus. O sábio e inspirado Rei Salomão disse: “As pessoas não desprezam o ladrão só porque furta para encher a sua alma quando está com fome. Mas, quando descoberto, ele compensará com sete vezes tanto; dará todos os valores da sua casa.” (Provérbios 6:30, 31) Agur, escritor de provérbios, filho de Jaque, não desejava ficar numa situação em que se visse obrigado a furtar, porque compreendia que seu Deus estava envolvido nisso ou afetado por isso. Por este motivo orou a Deus: “Afasta para longe de mim a inveracidade e a palavra mentirosa. Não me dês nem pobreza nem riquezas. Devore eu o alimento que me é prescrito, para que eu não me farte e realmente te renegue, e diga: ‘Quem é Jeová?’ E para que eu não fique pobre e realmente furte, e ataque o nome de meu Deus.” (Provérbios 30:1, 8, 9) De que modo atacaria o nome de seu Deus por furtar?
12. (a) À luz dos Dez Mandamentos, como é o furto, mesmo por motivo de fome, um ataque contra o nome de Deus? (b) O que diz sobre isso o apóstolo Paulo?
12 Porque o furto é uma expressão de idolatria. O ladrão idolatra a si mesmo ou a coisa que furta. Cobiça aquilo a que não tem direito, mas que pertence a outro. Para escapar da punição pelo furto, ele toma a coisa cobiçada quando o dono ou os agentes da lei não estão vigiando. Visto que o mandamento contra o furto foi dado no nome de Deus, Jeová, o ladrão desconsidera o nome de Deus e o ataca como não sendo válido ou de importância. O apóstolo cristão Paulo escreveu aos cristãos que eram herdeiros do reino celestial de Deus: “Nenhum fornicador, nem pessoa impura, nem pessoa gananciosa — que significa ser idólatra — tem qualquer herança no reino do Cristo e de Deus.” (Efésios 5:5) Ele escreveu também: “Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo e cobiça, que é idolatria.” (Colossenses 3:5) Paulo talvez pensasse na profecia de Zacarias, quando escreveu: “O gatuno não furte mais, antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” — Efésios 4:28, 25.
13. (a) Como afeta a “maldição” o cristão dedicado e batizado que passa a furtar? (b) Que furto é mais sério do que furtar a propriedade material de alguma criatura?
13 Se um cristão dedicado e batizado começar novamente a furtar assim como antes de sua conversão, ou passar a furtar, ele está atacando o nome de seu Deus. Visto que o ladrão não pode herdar o reino messiânico de Deus, ele vem sob a maldição divina. Isto significará a destruição dele, pois, se deixar de obter entrada no reino ao qual é chamado, não lhe sobra mais nada. Para alguém ser ladrão, não necessariamente precisa furtar coisas materiais de outro. É muito mais sério subtrair as palavras de Deus. Deus é contra tal furto.
14. O que diz Jeová em Jeremias 23:30-32 a respeito de quem furta as Suas palavras?
14 “‘Por isso, eis que sou contra os profetas’, é a pronunciação de Jeová, ‘aqueles que furtam as minhas palavras, cada um do seu companheiro.’ ‘Eis que sou contra os profetas’, é a pronunciação de Jeová, ‘aqueles que empregam a sua língua para pronunciar: “Uma pronunciação!”’ ‘Eis que sou contra os profetas de sonhos falsos’, é a pronunciação de Jeová, ‘que os narram e fazem meu povo vaguear por causa das suas falsidades e por causa da sua gabação’. ‘Mas eu mesmo não os enviei nem lhes dei ordem. Assim, de modo algum trarão proveito a este povo’, é a pronunciação de Jeová.” — Jeremias 23:30-32.
15. (a) O que se deve dizer quanto a furtar as palavras de nosso companheiro quando citamos a Bíblia aos outros? (b) Como furtavam os falsos profetas, nos dias de Jeremias, as palavras de Deus de seu companheiro?
15 Furtar as palavras de Jeová dum companheiro é assunto sério. Como se faz isso? Furtamos as palavras de Jeová do profeta quando citamos as palavras deste, a quem Ele inspirou a proferi-las? Não, pois damos o devido crédito ao profeta inspirado cujas palavras citamos em apoio ou prova dum ensino. Indicamos às pessoas o livro bíblico, o capítulo e o versículo que citamos. Não fazemos assim como os falsos profetas nos dias de Jeremias. Estes profetas tomavam a profecia do homem a quem Jeová inspirara para proferir a profecia e depois passavam a impingir esta profecia como sendo sua própria. E, naturalmente, quando ampliavam esta profecia que haviam furtado, não tinham a orientação divina para isso. Isto resultava em eles não a explicarem de modo correto ou em fazerem seus próprios acréscimos não autorizados, ou em adulterarem, deturparem e atenuarem a profecia. Assim usavam a profecia subtraída para seus próprios fins egoístas.
16. Como furtavam o nome de Deus os que pretendiam ser profetas inspirados ou que contavam meros sonhos?
16 Davam-se a aparência de ser profetas por dizer, como que sob inspiração: “Uma pronunciação!” Depois roubavam realmente o nome de Jeová por ligá-lo à sua própria “pronunciação”, à qual não pertencia. Inventavam sonhos falsos sobre o futuro, para influenciar o povo contra os porta-vozes verdadeiros de Jeová. Por causa de seus sonhos falsos e de sua gabação quanto ao futuro, faziam com que o povo se desencaminhasse em sentido religioso e espiritual, e o deixavam desprevenido para a realidade futura. Jeová não os enviou, nem lhes deu ordens, motivo pelo qual não tinham direito de furtar o nome de Deus de seu lugar legítimo e usá-lo para seus próprios fins enganosos. Tais ladrões não são de proveito para ninguém.
17. O que avisou Jeová de antemão sobre o que estava para vir e de que modo eram responsáveis pela conduta do povo aqueles profetas que não estavam de pé no Seu grupo íntimo?
17 “Pois, quem estava de pé no grupo íntimo de Jeová para ver e ouvir a sua palavra? Quem deu atenção à sua palavra para ouvi-la? Eis que certamente sairá o vendaval de Jeová, o próprio furor, sim, uma tormenta rodopiante. Rodopiará sobre a cabeça dos iníquos. A ira de Jeová não recuará até que ele tenha executado e até que tenha realizado as idéias de seu coração. Na parte final dos dias dareis a isso vossa consideração com compreensão. Não enviei os profetas, no entanto, eles mesmos correram. Não falei com eles, no entanto, eles mesmos profetizaram. Mas, se tivessem estado de pé no meu grupo íntimo, então teriam feito meu povo ouvir as minhas próprias palavras, e teriam feito que recuassem do seu mau caminho e da ruindade das suas ações.” — Jeremias 23:18-22.
18. De que modo fizeram os clérigos da cristandade aquilo contra que adverte Revelação 22:19, e como furtaram as palavras de seu companheiro?
18 O precedente corresponde ao que se diz aos cristãos dedicados e batizados no último livro da Bíblia: “Se alguém tirar qualquer coisa das palavras do rolo desta profecia, Deus lhe tirará o seu quinhão das árvores da vida e da cidade santa, coisas das quais se escreve neste rolo.” (Revelação 22:19) Ao ensinarem que o livro de Revelação ou Apocalipse não tem valor profético ou que a Bíblia está cheia de mitos, lendas e impossibilidades, os clérigos da cristandade certamente tiraram muita coisa da Palavra de Deus, e assim a sonegam do povo insuspeitoso. Quantas vezes, durante campanhas políticas e em tempo de guerra, se apropriaram os clérigos da cristandade dum texto da Bíblia para seus próprios fins egoístas e o empregaram como pretexto para falar às suas congregações sobre política mundial, planos de reforma social e propaganda de guerra! Não significa isso furtar a palavra de Jeová dum companheiro?
19. Como podemos nós, iguais ao apóstolo Paulo, evitar a maldição de Deus por furtar as palavras de Deus daqueles que precisam delas?
19 Em contraste com a sonegação de qualquer parte da Palavra de Deus dos que merecem ouvi-la, devemos imitar o exemplo do apóstolo Paulo, que disse: “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa. Mas, eu dei cabalmente testemunho, tanto a judeus como a gregos, do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus. Por isso, eu vos chamo como testemunhas, no dia de hoje, de que estou limpo do sangue de todos os homens, pois não me refreei de falar a todos vós todo o conselho de Deus.” (Atos 20:19-21, 26, 27) Iguais a Paulo, não queremos ser amaldiçoados por um furto espiritual.
FAZER UM FALSO JURAMENTO EM NOME DE DEUS
20. O profeta Zacarias e seus companheiros judaicos podiam lembrar-se muito bem de que caso notável de juramento falso em nome do Deus de Judá?
20 Zacarias e os demais judeus restabelecidos, nos seus dias, podiam muito bem lembrar-se dum caso notável na história, que mostrava quão sério Deus achava fazer alguém um juramento falso em Seu nome. Este caso era o do último rei no trono de Jerusalém, a saber, o Rei Zedequias, filho de Josias. Ele morreu cego numa prisão em Babilônia, antes de o restante de judeus fiéis ser liberto do exílio babilônico. Por quê? O registro em 2 Crônicas 36:12, 13, explica o motivo, dizendo: “Ele fazia o que era mau aos olhos de Jeová, seu Deus. Não se humilhou por causa de Jeremias, o profeta às ordens de Jeová. E até mesmo se rebelou contra o Rei Nabucodonosor, que o fizera jurar por Deus; e enrijecia sua cerviz e endurecia seu coração para não retornar a Jeová, o Deus de Israel.”
21. Segundo Ezequiel 17:16-20, que decisão tomou Jeová a respeito do infiel Rei Zedequias?
21 Com respeito ao juramento que o Rei Zedequias fez ao Rei Nabucodonosor em nome de Jeová, Ezequiel 17:16-20 apresenta a seguinte decisão de Jeová:
“‘Assim como vivo’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová, ‘no lugar do rei [Nabucodonosor] que constituiu rei àquele que desprezou seu juramento e que violou seu pacto, junto a ele, no meio de Babilônia, é que morrerá. . . . E ele desprezou o juramento, violando o pacto, e eis que dera a sua mão, e assim mesmo fez todas estas coisas. Não escapará.’ ‘Portanto assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: “Assim como vivo, seguramente, meu juramento que ele desprezou e meu pacto que ele violou — isso é que vou trazer sobre a sua cabeça. E vou estender sobre ele a minha rede e certamente será apanhado na minha rede de caça; e vou levá-lo a Babilônia e por-me ali em julgamento com ele quanto à sua infidelidade com que agiu contra mim.”’”
22. Como se perjurou o Rei Zedequias e contrário ao conselho de quem?
22 Visto que o Rei Zedequias havia feito um juramento ao Rei Nabucodonosor em nome do Soberano Senhor Jeová, tinha a obrigação para com Deus de cumprir seu juramento e cumprir seu pacto, de ser vassalo do rei de Babilônia. Desconsiderando o conselho inspirado do profeta Jeremias, ele se perjurou, abjurou, rebelou-se e voltou-se para Faraó do Egito, em busca de ajuda militar. — Ezequiel 17:11-15, 17; Isaías 31:1-3.
23. Similar a Zedequias, como foram as nações da cristandade e seus clérigos em busca de ajuda e violaram seu pacto?
23 Similar ao Rei Zedequias, que estava no pacto da Lei com Deus, por meio do mediador Moisés, as nações da cristandade desceram ao Egito simbólico em busca de ajuda, sim, ao mundo com seu equipamento militar. Os clérigos religiosos da cristandade acompanharam as suas nações respectivas, e abençoaram seus exércitos, suas armas militares e seus processos de guerra, orando por eles. Desta maneira, as nações da cristandade e seus clérigos, que afirmam estar no novo pacto com Deus, mediante Cristo por mediador, violaram seu pacto com Deus. Os clérigos religiosos violaram a neutralidade para com os conflitos do mundo, obrigatória a todos os cristãos.
24. (a) Como agiram os clérigos da cristandade para com os votos ou juramentos feitos quando foram ordenados ministros? (b) O que lhes acontecerá quando Deus executar a “maldição” do rolo voador na vindoura “grande tribulação”?
24 Quaisquer que tenham sido os votos ou juramentos que os clérigos sectários da cristandade tenham feito a Deus, ao serem ordenados para o ministério de suas respectivas denominações religiosas, eles violaram. Fizeram isso por seu proceder mundano, sabendo muito bem que “a amizade com o mundo é inimizade com Deus” e que, “portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. (Tiago 4:4) Que dizer da “maldição” representada pelo rolo voador extraordinariamente grande, que saía sobre a superfície de toda a terra? Entrará nas casas destes ladrões espirituais ou religiosos? Irá exterminá-los, bem como todas as suas casas religiosas, no tempo em que Deus executar esta maldição? Sim, sem falta! Tais clérigos e suas nações que professam ser cristãs são “pérfidos nos acordos” quanto a Deus, embora devessem conhecer muito bem “o decreto justo de Deus, de que os que praticam tais coisas merecem a morte”. (Romanos 1:31, 32) Ai deles na vindoura “grande tribulação”, quando esta maldição do “rolo voador” for executada por Deus. — Mateus 24:21, 22.
25, 26. (a) Quando se terá de acabar finalmente com as espécies de iniqüidade especificadas no rolo voador? (b) Por meio de que proceder escaparão os cristãos dedicados e batizados da “maldição” do rolo voador?
25 Assim como na visão dada a Zacarias a maldição devia acabar com a ladroagem e o juramento falso feito em nome de Jeová em todo o país de Seu povo, assim se terá de acabar com tais coisas em toda a terra. Especialmente agora, no domínio espiritual do restante restabelecido do Israel espiritual de Jeová. Tal espécie de iniqüidade não é mais permitida, nem tolerada, e não se permite que passe sem punição nesta terra, que pertence ao Criador dela, o Soberano Senhor Jeová. Para escapar do vindouro extermínio, todos os cristãos plenamente dedicados e batizados têm a obrigação bíblica de ‘não fazer parte deste mundo’, de se apegar inseparavelmente à neutralidade teocrática para com as disputas egoístas deste mundo. Visto que os do restante restabelecido dos israelitas espirituais fazem isso, cumpre-se para com eles o que foi predito em Revelação 22:3-5:
26 “E não haverá mais nenhuma maldição. Mas o trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade e os seus escravos lhe prestarão serviço sagrado; e verão o seu rosto, e o seu nome estará nas testas deles. Tampouco haverá mais noite, e eles não têm necessidade de luz de lâmpada, nem têm eles luz do sol, porque Jeová Deus lançará luz sobre eles e eles reinarão para todo o sempre.”
A INIQÜIDADE É REMOVIDA PARA BABILÔNIA
27. (a) O que viu Zacarias sair na sétima visão? (b) Que pergunta se suscita a respeito de “seu aspecto em toda a terra”?
27 Visto que não há de haver mais maldição da parte de Deus não deve haver mais iniqüidade. Que a iniqüidade não seria mais permitida na propriedade pertencente ao Criador divino, é indicado na sétima visão dada ao profeta Zacarias, com símbolos interessantes. Fixemos nossos olhos mentais no quadro que Zacarias nos descreve: “Então o anjo que falava comigo saiu e disse-me: ‘Levanta os olhos, por favor, e vê o que é que está saindo.’ Eu disse, pois: ‘O que é?’ Ele disse, por sua vez: ‘Este é o efa que está saindo.’ E ele prosseguiu, dizendo: ‘Este é seu aspecto em toda a terra.”’ (Zacarias 5:5, 6) No idioma usado pelo anjo, quer dizer, no hebraico, a expressão “seu aspecto” é literalmente “seu olho”. Similar a isso, em Números 11:7, “seu olho” (quer dizer, o recém-encontrado maná) é traduzido “se parecia”. Entretanto, a Versão dos Setenta grega de Zacarias 5:6 reza diferente: “Esta é a injustiça deles em toda a terra.” É o “aspecto” ou a ‘aparência’ de todos eles injusto?
28. O que é indicado, quanto aos “em toda a terra”, ter o recipiente uma medida específica?
28 Ora, teremos de ver o que há dentro daquele efa voador, o qual, conforme verificaremos, tem uma tampa de chumbo sobre ele. Uma medida de efa continha vinte e dois litros. Visto que fornece a medida do seu conteúdo, parece dizer que mede ou toma a medida do que há dentro do efa simbólico e assim apresenta o “aspecto” ou a ‘aparência’ de todos os que estavam no país ou na terra. Trata-se da injustiça, conforme sugere a tradução da Versão dos Setenta grega?
29. O que se expôs como estando dentro do efa e que nome se lhe deu?
29 “E eis que foi levantada a tampa circular de chumbo”, diz Zacarias, “e esta é certa mulher sentada no meio do efa. De modo que ele disse: ‘Esta é a Iniqüidade.’ E ele passou a lançá-la de volta no meio do efa, após o que lançou o peso de chumbo sobre a sua boca”. — Zacarias 5:7, 8.
30. (a) Portanto, o que representava a “mulher” lá dentro e o que sugere estar ela retida dentro do efa? (b) É a espécie de iniqüidade simbolizada limitada por ser o recipiente um efa, usado no comércio? Mas, em qualquer caso, aonde pertencia?
30 De modo que a iniqüidade de todos os habitantes do país é simbolizada por uma mulher. Mas agora, esta “iniqüidade” foi mantida presa como a mulher da medida de efa. Ela foi medida, e o tempo de sua permissão na terra também foi medido pelo Soberano Senhor Jeová. E para mantê-la presa, colocou-se uma pesada tampa circular de chumbo sobre a boca do efa. Sendo o efa uma medida usada no comércio, poderia sugerir algo comercial, e, por conseguinte, como contendo a iniqüidade comercial, negócios escusos. Mas, não necessariamente! Podem-se medir também todos os campos das relações e atividades humanas, e esta parece ser a maneira em que a “iniqüidade” simbolizada aqui deve ser encarada. Nenhuma espécie de iniqüidade tem qualquer lugar no país ou no domínio espiritual do povo dedicado de Jeová. Deve ser metida num recipiente e mandada para longe, em plena medida, para onde pertence. Não se deve permitir a sua permanência.
31. O que viu Zacarias acontecer a seguir à medida de Efa?
31 Esta remoção e transferência da “iniqüidade” é exatamente o que retrata esta sétima visão dada a Zacarias. Podemos alegrar-nos junto com ele, ao passo que nos diz: “Então levantei os olhos e vi, e eis que saíam duas mulheres, e havia vento nas suas asas. E tinham asas semelhantes às asas da cegonha. E aos poucos levantaram o efa entre a terra e os céus. De modo que eu disse ao anjo que falava comigo: ‘Para onde levam o efa?’” — Zacarias 5:9, 10.
32. Como se contrastam estas duas mulheres com a mulher dentro do efa e o que sugere terem o vento nas suas asas?
32 Usa-se duas mulheres simbólicas para transportar depressa a “iniqüidade” presa, como que por carga aérea nos tempos modernos. Este foi um bom uso de simbolismos. Não se usa mulheres apenas para simbolizar a iniqüidade; a iniqüidade não se limita a mulheres, mas elas podem ser também virtuosas e úteis no serviço de Jeová. E nesta visão são usadas para simbolizar agentes empregados pelo Soberano Senhor Deus, que odeia a iniqüidade. Semelhantes a Ele, estas duas mulheres simbólicas odeiam a iniqüidade e se alegram de ser usadas por ele para livrar dela o país. De modo que temos aqui um belo equilíbrio no uso de mulheres como símbolos. E visto que “havia vento nas suas asas”, mostra-se que têm ajuda celestial para eliminar às pressas a iniqüidade.
33. Que particularidades a respeito da cegonha tornaram apropriado que estas duas mulheres simbólicas tivessem neste respeito asas de cegonha?
33 Observamos que suas asas são como as “asas da cegonha”. Esta espécie de asas é bem apropriada para essas duas mulheres simbólicas, pois a palavra hebraica para “cegonha” (hhasidáh) deriva-se evidentemente da palavra hebraica (hhésed) que significa “benevolência” e “lealdade”, qualidades que assinalam as mulheres. A cegonha é conhecida por ser muito terna com sua cria e também leal ao seu companheiro durante a vida. Mas, naturalmente, não há ternura no tratamento da “iniqüidade”. Visto que as cegonhas são aves migratórias e têm percepção instintiva dos tempos de sua migração, estas duas mulheres simbólicas com asas de cegonha saberiam o tempo designado de Jeová para remover a “iniqüidade”. (Jeremias 8:7) Visto que as cegonhas têm uma envergadura de até mais de dois metros, podem voar alto e também levantar grandes pesos. Com as asas de cegonha, as duas mulheres simbólicas poderiam levantar e levar embora a pesada carga da “iniqüidade”. (Jó 39:13; Salmo 104:17) Perguntamos assim como Zacarias: “Para onde levam o efa?”
34. Onde disse o anjo que as mulheres aladas levavam o efa cheio?
34 O anjo que falava com Zacarias nos informa: “Ele me disse, por sua vez: ‘Para construir-lhe uma casa na terra de Sinear; e terá de ficar firmemente estabelecida, e ali terá de ser depositada sobre o seu devido lugar.’” — Zacarias 5:11.
35. Que particularidade a respeito da “terra de Sinear” tornava-a um lugar apropriado para se levar a “iniqüidade” e depositá-la no seu “devido lugar”?
35 Por que era levar-se a “iniqüidade” à “terra de Sinear” como depositá-la no seu “devido lugar”? Porque era ali, mesmo nos dias do profeta Zacarias, que se achava a cidade de Babilônia. Foi ali que se fundou Babilônia por Ninrode, o “poderoso caçador em oposição a Jeová”. Foi ali, tendo por centro a cidade de Babilônia, que se organizou a rebelião iníqua contra o Soberano Senhor Jeová. Ali se fundou também a religião falsa, organizada, de modo que a cidade de Babilônia veio a ser o centro mundial da religião falsa. Tornou-se a sede de “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa, cujo império religioso perdura até hoje. (Gênesis 10:8-10; 11:1-9; Revelação 14:8; 17:1-18) Portanto, é ali na “terra de Sinear”, simbolizando o local da rebelião contra a soberania universal de Jeová Deus e também o local da religião falsa, babilônica, que se deve depositar e manter a “iniqüidade”, como numa casa firmemente estabelecida sobre o seu “devido lugar” como base.
36. Em vista da reconstrução do templo em Jerusalém, para que não era lugar próprio a terra dada por Deus ao povo escolhido de Jeová, conforme até mesmo indicado por Paulo em 2 Coríntios 6:14-16?
36 A terra do povo escolhido de Jeová, dada por Deus, deveras, não era lugar para iniqüidade de qualquer espécie, quer idolatria, furtos, negócios fraudulentos, juramentos falsos em nome de Deus, quer outra coisa iníqua. Assim deve ser especialmente no caso do templo reconstruído de Jeová em Jerusalém, para a Sua adoração pura, imaculada e de toda a alma. Conforme o apóstolo cristão Paulo escreveu à congregação na cidade pagã de Corinto: “Que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? Além disso, que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo? E que acordo tem o templo de Deus com os ídolos?” (2 Coríntios 6:14-16) Nenhum! Quanto a alguém que pratica o que é errado dentro da congregação do povo dedicado e batizado de Jeová, Paulo disse: “Removei o homem iníquo de entre vós.” — 1 Coríntios 5:13.
37. Neste “tempo do fim”, o que se deve fazer com a “iniqüidade” no que se refere ao domínio espiritual dos adoradores de Jeová” dado por Deus?
37 Neste “tempo do fim”, nesta “terminação do sistema de coisas”, que seja removida toda espécie de iniqüidade do domínio espiritual dos adoradores de Jeová, dado por Deus. Seja mantida fora e restrita ao domínio de Babilônia, a Grande, e de seus patrocinadores políticos, militares e comerciais. Que permaneça estabelecida ali, como que morando numa casa firmemente estabelecida. Não queremos ter nenhuma associação ou companhia com esta simbólica mulher Iniqüidade. Que fique para a destruição, junto com Babilônia, a Grande, e todos os que se rebelaram contra a soberania universal de Jeová, “na terra de Sinear”.
38. Portanto, desde o começo da edificação da adoração pura no templo de Jeová, em 1919 E.C., que remoção tem estado em progresso e como foi isso predito por Jesus na sua parábola do trigo e do joio?
38 Esta remoção da iniqüidade como que por duas mulheres de asas de cegonha já está em progresso desde o restabelecimento e a reedificação da adoração pura de Jeová no seu templo espiritual, a partir de 1919 E.C. É assim como Jesus Cristo predisse para esta “terminação do sistema de coisas”, dizendo: “A colheita é a terminação dum sistema de coisas e os ceifeiros são os anjos. Portanto, assim como o joio é reunido e queimado no fogo, assim será na terminação do sistema de coisas. O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é contra a lei, e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.” (Mateus 13:39-42) Quando Babilônia, a Grande, e seus amantes mundanos forem destruídos como que com fogo na “grande tribulação” que se aproxima, seu choro e ranger de dentes cessará na destruição deles. — Mateus 24:21, 22; 25:41, 46.
39. Portanto, em que proceder de lealdade devemos persistir, ao passo que tomamos a peito Salmo 145:20?
39 Todos nós, os que saímos de Babilônia, a Grande, e de seus amantes mundanos na babilônica “terra de Sinear” não temos motivos para voltar àquela “iniqüidade”, que pertence àquele lugar de seu início. Nosso proceder de lealdade a Jeová, como o Soberano Senhor e único Deus verdadeiro, é persistir na sua adoração pura e imaculada, no seu templo espiritual, sob o seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo. Tomamos a peito o que seu salmista inspirado escreveu: “Jeová guarda a todos os que o amam, mas a todos os iníquos ele aniquilará.” — Salmo 145:20.
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Carros de Deus protegem a coroaçãoO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 13
Carros de Deus protegem a coroação
1. São os carros vistos na oitava visão de Zacarias aqueles que foram trazidos do Egito?
NA OITAVA e última visão dada ao profeta Zacarias aparecem carros. Estes carros não foram trazidos do Egito para a proteção dos construtores do templo em Jerusalém, naquele ano da visão, 519 A.E.C., ou no segundo ano do reinado do Rei Dario I, da Pérsia. Na visão revela-se a origem mais elevada destes carros mais poderosos. Observemos junto com Zacarias seu aparecimento no cenário:
2. Donde saíram os carros, quantos são e por que espécie de cavalos são puxados?
2 “Então levantei novamente os olhos e vi; e eis que vinham quatro carros de entre dois montes, e os montes eram montes de cobre. No primeiro carro havia cavalos vermelhos; e no segundo carro, cavalos pretos. E no terceiro carro havia cavalos brancos; e no quarto carro, cavalos malhados, variegados.” — Zacarias 6:1-3.
3. Para que servem as cores dos cavalos e que pergunta surge quanto aos montes?
3 Não precisamos adivinhar o significado das cores diferentes dos cavalos. As cores dos cavalos serviram para distinguir os carros puxados por cada grupo de cor. Zacarias não nos diz quantos cavalos havia atrelados a cada carro. Mas o que representam estes dois montes de cobre, dentre os quais saem os quatro carros? Certamente não representam o morro de Jerusalém e o Monte das Oliveiras logo ao leste dele. Seu significado torna-se claro do que se diz então a Zacarias:
4. Donde, diz o anjo, procederam os carros?
4 “E passei a responder e a dizer ao anjo que falava comigo: ‘Que são estes, meu senhor?’ Portanto, o anjo respondeu e disse-me: ‘Estes são os quatro espíritos dos céus que saem depois de terem tomado sua posição perante o Senhor de toda a terra.’” — Zacarias 6:4, 5.
5. Quem é “o Senhor de toda a terra” e por que tomaram os quatro carros sua posição perante ele?
5 Então, não se trata de carros materiais de guerra, das baixadas do Egito, mas são carros visionários, simbolizando os “quatro espíritos dos céus que saem depois de terem tomado sua posição perante o Senhor de toda a terra”. E quem é este “Senhor de toda a terra”? (Zacarias 4:14) É Jeová dos exércitos. (Miquéias 4:13) E onde está ele? Nos céus, no seu santo templo espiritual. É perante Ele que estes quatro carros simbólicos se apresentam, tomando sua posição respeitosa diante Dele para receber sua comissão oficial, sua designação com respeito à terra da qual Ele é o Senhor. Depois disso, saem de entre os dois simbólicos montes de cobre.
6. Biblicamente, o que representam os dois montes de cobre?
6 Concordemente, estes dois montes de cobre devem representar montes de Deus. Quer dizer, organizações governamentais de Deus. Isto não é surpreendente, pois, nas Escrituras Sagradas, montes são usados como símbolos de governos régios, de reinos. Por exemplo, o anjo de Deus disse ao apóstolo cristão João a respeito da fera de sete cabeças, que carregava a meretriz Babilônia, a Grande: “As sete cabeças significam sete montes, onde a mulher está sentada no cume. E há sete reis.” (Revelação 17:9, 10) Portanto, um dos montes de cobre representaria o reino pessoal de Jeová Deus, no qual ele reina como Soberano Universal. O segundo monte de cobre representaria o reino messiânico que Jeová estabelece às mãos de seu Filho unigênito, o Messias Jesus.
7. (a) Que segundo monte foi visto por Daniel na visão como passando a existir assim? (b) Quando e como se realiza o cumprimento de sua obra?
7 Este segundo monte de cobre é o visto no sonho do Rei Nabucodonosor, em Babilônia, apenas oitenta e sete anos antes desta oitava visão dada a Zacarias. Foi no início uma pedra cortada dum grande monte, sem mãos, que então golpeou e esmiuçou a imagem política do domínio gentio de toda a humanidade, após o qual esta pedra simbólica cresceu e se tornou um grande monte que encheu a terra inteira. Explicando que este monte é um quadro do reino messiânico do Filho de Deus, Daniel disse: “Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” (Daniel 2:35, 44, 45) Este reino messiânico foi ‘cortado’ no ano 1914 E.C., no fim dos Tempos dos Gentios, e, na vindoura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, limpará a terra de todos estes governos gentios.
8. Quando saíram estes carros dentre os dois montes simbólicos e como se harmoniza com o que simbolizam serem estes de cobre?
8 Por conseguinte, depois do fim dos Tempos dos Gentios em meados do segundo semestre de 1914 E.C., havia dois simbólicos “montes de cobre”, a saber, o governo régio de Jeová, de Sua soberania universal, e o reino messiânico de seu Filho régio, Jesus Cristo. Portanto, é dentre estes dois governos celestiais que saem os quatro “carros” simbólicos. Evidentemente, saíram no ano de após-guerra de 1919 E.C., quando os do restante do Israel espiritual foram soltos de Babilônia, a Grande, e passaram a trabalhar na edificação da adoração teocrática de Jeová Deus no seu templo espiritual. Antigamente, o cobre era um metal nobre igual ao ouro e à prata, e era usado no tabernáculo sagrado da adoração de Jeová e também no templo em Jerusalém. Apropriadamente, pois, a qualidade nobre do cobre dos dois montes simbólicos representava a qualidade nobre, bem como a forte estabilidade, do reino da soberania universal de Jeová e do seu reino messiânico, por seu Filho.
9. Como se podia dizer que os quatro carros são “quatro espíritos dos céus”, e que serviço prestam?
9 Como podiam os quatro carros, puxados por parelhas de cavalos de cores diferentes, ser “os quatro espíritos dos céus”? (Zacarias 6:5) Isto se dá porque, no cumprimento da visão profética, são forças espirituais angélicas, que têm acesso à presença do celestial “Senhor de toda a terra”. Jeová é Aquele que “faz os seus anjos espíritos”. (Salmo 104:1-4; Hebreus 1:7) Sendo “Jeová dos exércitos”, pode usar estes anjos numa qualidade militar para a proteção de seu povo escolhido. Assim como Jesus Cristo disse ao apóstolo Pedro diante da turba no Jardim de Getsêmane: “Pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26:53) Visto que estes “quatro espíritos dos céus” são representados por carros de guerra puxados por cavalos, representam grupos de anjos celestiais, comissionados pelo seu Comandante-em-Chefe celestial para proteger o povo Dele na terra, durante o tempo da reconstrução de Seu templo de adoração em Jerusalém.
10. Aonde vão os cavalos que puxam os carros, nas suas designações respectivas?
10 Então, para onde vão (1) os cavalos vermelhos, (2) os cavalos pretos, (3) os cavalos brancos e (4) os cavalos malhados, variegados, na sua designação? Em resposta, o anjo explicou a Zacarias os movimentos dos quatro carros: “‘Quanto àquele em que estão os cavalos pretos, estes saem para a terra do norte; e quanto aos brancos, estes têm de sair para além do mar [literalmente: ‘para trás deles’; quer dizer, para a sua própria retaguarda]; e quanto aos malhados, estes têm de sair para a terra do sul. E quanto aos variegados, têm de sair e continuar a procurar para onde ir, a fim de andar pela terra.’ Então ele disse: ‘Ide, andai pela terra.’ E começaram a andar pela terra.” — Zacarias 6:6, 7.a
11. (a) Por que parecem ter sido esquecidos os cavalos vermelhos? (b) Qual é a designação respectiva dos outros cavalos, e com que finalidade?
11 Os “cavalos vermelhos” parecem ter sido esquecidos aqui; mas este aparente esquecimento talvez se deva a já terem terminado sua tarefa de patrulha militar. Os cavalos pretos vão para “a terra do norte”, quer dizer, para território anteriormente pertencente a Babilônia. Os cavalos brancos vão para o oeste, na direção oposta àquela que encaravam (o levante). Os cavalos malhados, variegados, parecem ter tido uma designação dupla, a saber, “a terra do sul” (em direção à África, incluindo o Egito), e para reconhecer o remanescente campo aberto, as partes orientais não abrangidas pelos outros carros. O anjo de Jeová mandou que todos os carros fossem para suas designações com respeito aos diversos cantos da terra. Fizeram isso em obediência, para proteger o povo de Deus em Judá.
12. Que força tem esta visão para os que restabelecem a adoração pura e de que textos lembra-se?
12 Quão consolador deve ter sido o significado desta visão para os construtores do templo nos dias de Zacarias! Eles não precisavam preocupar-se com qualquer interferência violenta por parte dos seus inimigos, para impedir sua obra na casa de adoração de Jeová. Quão fortalecedor e animador isto é também para os do restante ungido do Israel espiritual, hoje em dia, enquanto se empenham no restabelecimento pleno da adoração pura e imaculada do Soberano Senhor de toda a terra no seu templo espiritual! Confiam na promessa divina: “O anjo de Jeová acampa-se ao redor dos que o temem, e ele os socorre.” (Salmo 34:7) Pela fé eles vêem o que os olhos milagrosamente abertos do ajudante do profeta Eliseu viram na sitiada Dotã: “A região montanhosa estava cheia de cavalos e de carros de guerra, de fogo, em torno de Eliseu.” — 2 Reis 6:17.
13. Enquanto os carros saem em patrulha, o que diz Jeová a respeito dos cavalos pretos com respeito ao Seu espírito?
13 A oitava e última visão dada ao profeta Zacarias termina quando ele vê e ouve a aprovação de Jeová expressa enquanto prosseguem as patrulhas militares dos quatro carros simbólicos. Zacarias nos conta: “E ele passou a clamar a mim e a falar-me, dizendo: ‘Vê, os que vão para a terra do norte são os que fizeram o espírito de Jeová descansar na terra do norte.’” — Zacarias 6:8.
14. Como se mostrou que havia perigo naquela “terra do norte” mesmo nos dias do Rei Dario I, da Pérsia?
14 A expressão “terra do norte” refere-se à Babilônia. (Jeremias 25:8, 9) Até mesmo durante o reinado do Rei Dario I, da Pérsia, havia perigo daquele lado. Como indício disso, lemos no livro “Caiu Babilônia, a Grande!” O Reino de Deus já Domina!, na página 376 da edição inglesa, a seguinte história:
. . . Este, naturalmente, não é Dario, o Medo, mas o Rei Dario I, o Persa, que começou a reger o império em 522 A. C.
Naquele ano, Dario I tinha de avançar contra Babilônia e seu governante local (Nidintu-Bel), que havia assumido o nome de Nabucodonosor III. Dario derrotou-o em batalha e pouco depois capturou-o e matou-o em Babilônia, que havia tentado conseguir sua independência. Depois disso, Dario I foi reconhecido como rei de Babilônia até setembro de 521 A.E.C. Babilônia revoltou-se então debaixo do armênio Araka, que tomou o nome de Nabucodonosor IV. Assim Dario teve de reconquistar os babilônios. Depois de se tomar a cidade naquele mesmo ano, ele entrou em Babilônia como conquistador. Quebrantou-se assim a tradição antiga, a saber, que o deus Bel de Babilônia era quem conferia a um homem o direito de governar esta parte da terra; e Dario, o conquistador, deixou de reconhecer tal afirmação falsa. Que golpe para Bel ou Marduque! Esta vez, depois de os persas terem tomado a cidade, não a trataram com indulgência, assim como fizera Ciro. — Veja também a página 317, parágrafo 1.
15. O que impedia assim o carro com os cavalos pretos enviado à “terra do norte”, e assim, como fizeram o espírito de Jeová descansar na terra do norte?
15 De modo que os judeus repatriados na terra de Judá não vieram novamente sob o domínio de Babilônia, que havia destruído o primeiro templo de Jeová em Jerusalém e que “nem aos seus prisioneiros abriu o caminho para casa”. (Isaías 14:17) Também, depois disso, o carro simbólico de Jeová que foi para a “terra do norte” impediu que os babilônios rebeldes se revoltassem com bom êxito e escravizassem novamente os judeus libertos, interferindo na construção do segundo templo de Jeová. Foi assim que o carro e os cavalos que foram para o norte já “fizeram o espírito de Jeová descansar na terra do norte”. Protegerem fielmente a obra, lá naquele lugar, sossegou Seu espírito lá no norte e assegurou que todos os outros carros e cavalos, nos outros cantos da terra, protegessem também a obra do templo de Deus.
16. Que garantia grandiosa dá isso às testemunhas libertas de Jeová?
16 Que garantia grandiosa isso é hoje para os adoradores libertos de Jeová no seu templo espiritual. Sob a proteção dos carros simbólicos de Jeová, nunca mais serão conquistados por Babilônia, a Grande, e todos os seus amantes políticos!
UMA COROA PARA O SUMO SACERDOTE QUE CONSTRÓI O TEMPLO
17. Com quem, procedentes de Babilônia, se mandou então que Zacarias entrasse na casa de Josias, para fazer o que naquele lugar?
17 A série de oito visões naquele memorável dia 24 do décimo primeiro mês lunar (sebate) do ano 519 tinha terminado, e indicaram-se então ao profeta Zacarias acontecimentos visíveis ao olho natural, na terra de Judá. Ora, lá vinham três recém-chegados de Babilônia, e (como parece) Josias, filho de Sofonias, leva-os para sua casa, em Jerusalém, para recepcioná-los. Quem são estes três homens e o que trazem consigo? O espírito de profecia identifica-os para Zacarias: “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘Tire-se algo do povo exilado, sim, de Heldai, e de Tobijá, e de Jedaías; e tu mesmo tens de entrar naquele dia, e tens de entrar na casa de Josias, filho de Sofonias, junto com estes que vieram de Babilônia. E tens de tomar prata e ouro, e tens de fazer uma grandiosa coroa e pô-la sobre a cabeça de Josué, filho de Jeozadaque, o sumo sacerdote.’” — Zacarias 6:9-11.
18. Por que não havia objeção a Zacarias tomar parte da prata e do ouro e realizar um ato profético?
18 É provável que o profeta Zacarias não usasse toda a prata e todo o ouro que Heldai, Tobijá e Jedaías, como delegados, trouxeram como contribuição da parte dos judeus ainda no exílio em Babilônia. Embora estes três homens de Babilônia não fossem mandados pelos remetentes a dar a prata e o ouro a Zacarias, contudo, não podia haver objeção a ele tomar parte deles, às ordens de Jeová dos exércitos, visto que a prata e o ouro foram realmente contribuídos para Ele, para a obra de restauração sob o Governador Zorobabel. Com a parte que Zacarias tomou, ele devia fazer um ato profético, como encorajamento para a obra da restauração.
19. O que devia produzir Zacarias e depois fazer o que, com isso?
19 Com os metais preciosos que tomou, Zacarias devia fazer uma “grandiosa coroa” (literalmente, “fazer coroas”, mas, evidentemente, usa-se o plural no sentido de grandiosidade). Zacarias devia pôr o que fez na cabeça do Sumo Sacerdote Josué. O que significava isso?
20. (a) O que devia construir o chamado Renovo e onde regeria? (b) O que havia de acontecer com a coroa de ouro que fora feita?
20 Escutemos o que se manda que Zacarias diga a Josué: “E tens de dizer-lhe: ‘Assim disse Jeová dos exércitos: “Aqui está o homem cujo nome é Renovo. E ele brotará de seu próprio lugar e certamente construirá o templo de Jeová. E ele mesmo construirá o templo de Jeová, e ele, da sua parte, levará a dignidade; e terá de assentar-se e governar no seu trono, e terá de tornar-se sacerdote sobre o seu trono, e o próprio conselho de paz mostrará estar entre ambos. E a própria coroa grandiosa virá a pertencer a Helém [ou: Heldai], e a Tobijá, e a Jedaías, e a Hem [ou: Josias], filho de Sofonias, como memorial no templo de Jeová. E virão os que estão longe e realmente construirão no templo de Jeová.”’” — Zacarias 6:12-15.
21. Por que era apropriado que o coroado fosse o Sumo Sacerdote Josué e não o Governador Zorobabel?
21 Na quarta visão dada a Zacarias, mandou-se que dissesse ao Sumo Sacerdote Josué: “Eis que estou trazendo meu servo Renovo!” (Zacarias 3:8) Em Jeremias 23:5, diz-se que o predito Renovo é suscitado ao Rei Davi, da casa de Judá, não ao sumo sacerdote da casa de Levi. Entretanto, era apropriado que Zacarias colocasse a coroa de ouro na cabeça do Sumo Sacerdote Josué, em vez de na cabeça do Governador Zorobabel. Por quê? Porque, a respeito do Renovo disse-se: “Terá de assentar-se e governar no seu trono, e terá de tornar-se sacerdote sobre o seu trono.” (Zacarias 6:13) A Versão dos Setenta grega reza aqui diferente, dizendo: “E haverá um sacerdote à sua mão direita”; e diversas traduções modernas da Bíblia adotam esta versão, em vez de a hebraica e siríaca. A coroação do Sumo Sacerdote Josué, em vez da do Governador Zorobabel, não podia suscitar temores no Rei Dario I da Pérsia, de que se preparasse uma revolta dos judeus. Não, o reino de Davi não estava sendo restabelecido naquele tempo, mas tinha de esperar até o fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C. — Lucas 21:20-24.
22. Sentou-se Josué, filho de Jeozadaque, num trono e governou ele como sacerdote-rei? Em vista disso, qual é a aplicação e o cumprimento da profecia?
22 O Sumo Sacerdote Josué participou com o Governador Zorobabel na terminação da construção do segundo templo de Jeová em Jerusalém e testemunhou a sua inauguração. No entanto, não governou pessoalmente como Sacerdote-Rei coroado num trono em Jerusalém. Tampouco o fez o Governador Zorobabel. Mas o ungido Sumo Sacerdote Josué foi tipo ou figura profética do Messias, o Cristo, e neste último se cumpre plenamente a profecia a respeito do Renovo. O Messias, o Filho de Deus, Jesus Cristo, torna-se Sacerdote-Rei no céu, à mão direita de Jeová Deus. Ele cumpre aquilo que foi prefigurado pelo antigo Melquisedeque, que ao mesmo tempo era tanto rei de Salém como sacerdote do Deus Altíssimo. Desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914 E.C., ele reina nos céus como Rei-Sacerdote igual a Melquisedeque, e governa agora e subjuga no meio dos seus inimigos. — Salmo 110:1-6.
23. (a) Há um conflito entre o cargo de Jesus como Sumo Sacerdote e seu cargo como Rei? (b) Para quem leva ele merecidamente a “dignidade” e para que obra lhe dará Jeová crédito?
23 O Messias Jesus, coroado em 1914 E.C., não imita os clérigos religiosos da cristandade, que se metem na política do mundo e procuram mandar nos políticos ressentidos. Não há conflito entre seu cargo de Sumo Sacerdote celestial e seu cargo de Rei messiânico. Conforme está escrito, “o próprio conselho de paz mostrará estar entre ambos”. (Zacarias 6:13) Ele leva com merecimento “a dignidade” que lhe é concedida por Deus, para quem é Sumo Sacerdote. (Hebreus 5:4-6) Ele tem prosseguido com a obra do templo na terra, desde o seu trono régio nos céus, a partir do ano de 1919 E.C., entre os do restante liberto de seus subsacerdotes espirituais, ungidos. Como no caso do Sumo Sacerdote Josué, na reconstrução do templo de Jeová em Jerusalém, Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote celestial, terminará a obra do templo. Seu Deus lhe atribuirá de direito esta honra.
24. O uso da coroa feita com o ouro contribuído pelos três que vieram de Babilônia e (indiretamente) por Josias indica o que para os que contribuem para a obra do templo?
24 Neste templo espiritual do Deus Altíssimo, serão devidamente lembrados os que contribuíram para com a obra do templo. Não se permitirá que se esqueça sua participação, assim como a coroa feita do ouro trazido por Helém (Heldai, siríaco) Tobijá e Jedaías, e, indiretamente, pelo seu anfitrião hospitaleiro, Hem (Josias, siríaco), serviu como “memorial no templo de Jeová”. (Zacarias 6:14) Perdurará na memória de Deus.
25. A vinda dos três homens de Babilônia com a contribuição precedia evidentemente a que, segundo as próximas palavras proferidas?
25 A vinda de Heldai, Tobijá e Jedaías de Babilônia, para fazer ou entregar uma contribuição em apoio da reconstrução do templo parecia ser predecessora de algo maior. Isto é indicado pelas palavras de Jeová proferidas logo depois de falar a respeito do memorial no templo, destes três exilados em Babilônia: “E virão os que estão longe e realmente construirão no templo de Jeová.” (Zacarias 6:15) Sem dúvida, embora não relatado, muitos judeus deixaram o exílio em Babilônia e vieram a Jerusalém só para dar ajuda no segundo templo em Jerusalém.
26. Como se cumpriu esta profecia desde 1919 E.C.?
26 Do mesmo modo, depois de 1919 E.C., muitos dos que desejavam adorar a Jeová deixaram Babilônia, a Grande, com um objetivo específico em vista. Alcançaram este objetivo ao se dedicarem a Jeová, como Deus, e serem batizados em água, conforme ordenado por Jesus Cristo, e eles se juntaram aos do restante ungido que havia sobrevivido às aflições do povo de Jeová durante a Primeira Guerra Mundial. Jeová Deus aceitou sua dedicação por meio de Cristo e gerou-os pelo seu espírito, acrescentando-os assim ao restante dos israelitas espirituais empenhados na obra do templo. Eles aproveitaram esta oportunidade bendita antes de terminar a obra do templo!
27, 28. O que se pode dizer quanto a se o cumprimento de Zacarias 6:15 envolve também a “grande multidão” de adoradores que não são israelitas espirituais?
27 Também, o que se pode dizer da “grande multidão” daqueles que não se tornam israelitas espirituais, mas que se juntam aos do restante ungido na adoração de Jeová e dão apoio ao restante na obra do templo? O último livro da Bíblia Sagrada, em Revelação 7:9-17, previu uma “grande multidão”, sem número, de tais co-adoradores do único Deus vivente e verdadeiro. Reconhecem-no como o Soberano entronizado do universo. Aceitam a oferta pelo pecado feita pelo Seu Cordeiro sacrificado, Jesus Cristo. Em expressão disso, dedicam-se a Jeová por meio de Cristo e dão testemunho disso pelo batismo em água. Daí, prestam o serviço sagrado que lhes é designado no pátio terreno do templo espiritual de Jeová. Passam para dentro dos muros que cercam os pátios e que separam estes pátios das coisas profanas de fora.
28 Fazem isto agora, antes da vinda da “grande tribulação” sobre Babilônia, a Grande, e todo o restante deste sistema mundano de coisas. Entram assim antes do término da obra do templo até aquela ocasião momentosa. Jeová não se esquecerá da parte deles. Lembrar-se-á dela com uma recompensa.
29. Que realização, em 515 A.E.C., provou que Zacarias havia sido enviado por Jeová?
29 Na terminação do segundo templo em Jerusalém, em 515 A.E.C., os do restante judaico e os prosélitos na terra de Judá tinham prova concludente de que Zacarias fora enviado por Deus como verdadeiro profeta. Não foi em vão que se disseram estas palavras a Zacarias: “E vós tereis de saber que o próprio Jeová dos exércitos me enviou a vós. E terá de acontecer — se sem falta escutardes a voz de Jeová, vosso Deus.” — Zacarias 6:15.
30. Como nos dias de Zacarias, se escutarmos a voz de Jeová, testemunharemos que acontecimento e obteremos a plenitude de que conhecimento?
30 O mesmo se dá hoje em nosso caso. Tudo depende de escutarmos a voz de Jeová, como nosso Deus. Se fizermos isso, teremos o privilégio de testemunhar o fim triunfante da obra do templo, com honra para o coroado Sacerdote-Rei Jesus Cristo. Teremos o pleno conhecimento de que Jeová dos exércitos enviou o profeta Zacarias e que Ele nos deu de antemão um entendimento correto da profecia de Zacarias, para nosso benefício e nossa alegria. Os quatro carros simbólicos de Jeová patrulharam toda a terra para proteger o domínio espiritual dos adoradores no seu templo. Nossa obra chega ao término sob a proteção deles!
[Nota(s) de rodapé]
a A nota ao pé da página da edição Inglesa da Tradução do Novo Mundo, ed. 1971, diz sobre “Além do mar”: “Com uma ligeira mudança em M [texto massorético hebraico]. Literalmente: ‘atrás deles’, LXXVg; não na mesma direção, mas para o oeste, para o Grande Mar, o Mediterrâneo.”
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É impróprio jejuar por causa da execução dos julgamentos de DeusO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 14
É impróprio jejuar por causa da execução dos julgamentos de Deus
1. Quando é questionável que seja próprio jejuar, mesmo por acontecimentos passados, e que efeito têm o jejum e o pranto sobre a participação na obra de Deus?
É TEMPO de jejuar quando a ocasião é de prosperidade? Especialmente quando esta prosperidade procede das mãos do Criador do céu e da terra? Quando o Deus adorado se agrada de seus adoradores e se alegra com eles, é próprio que seus adoradores pranteiem, mesmo que seja por causa do passado? Não seria mais fortalecedor e animador para seus adoradores participar na Sua alegria e prosseguir com a tarefa designada — em vez jejuar e prantear? Neemias, um governador da província persa de Judá, no quinto século, disse certa vez ao povo em Jerusalém: “O regozijo de Jeová é o vosso baluarte.” — Neemias 8:10.
2. Nos quase dois anos desde a profecia final de Ageu, quantas colheitas abençoadas deviam ter colhido os judeus, e por quê?
2 O tempo em que se suscitaram estas perguntas foi o quarto ano do reinado do Rei Dario I, do Império Persa, ou seja, o ano 518 A.E.C. Apenas vinte dias menos do que dois anos antes desta interrogação, Jeová, por meio do profeta Ageu, dissera aos judeus que haviam recomeçado a trabalhar nos alicerces do segundo templo em Jerusalém: “Por favor, fixai nisso vosso coração, deste dia em diante, desde o vigésimo quarto dia do nono mês, desde o dia em que se lançou o alicerce do templo de Jeová; fixai nisso vosso coração: Há ainda semente na cova de cereais? E até agora, a videira, e a figueira, e a romãzeira, e a oliveira — ela não produziu, não é? A partir deste dia concederei bênção.” (Ageu 2:18, 19) Desde então se deviam ter colhido duas safras abençoadas no país.
3. Quando e como suscitou a delegação de homens de Betel a questão da propriedade do jejum?
3 Então, ao se suscitar a pergunta sobre o jejum e o pranto, Jeová respondeu esta vez por meio de seu profeta Zacarias. O profeta disse: “Além disso, sucedeu no quarto ano de Dario, o rei, que veio a haver a palavra de Jeová para Zacarias, no quarto dia do nono mês, quer dizer, em quisleu. E Betel passou a enviar Sarezer e Regem-Meleque, e seus homens, para abrandar a face de Jeová, dizendo aos sacerdotes que pertenciam à casa de Jeová dos exércitos, e aos profetas, sim, dizendo: ‘Chorarei no quinto mês, observando abstinência, assim como fiz, oh! por tantos anos?’” — Zacarias 7:1-3.
4. Por causa de que acontecimento jejuavam evidentemente aqueles betelitas no quinto mês de cada ano?
4 Betel era uma das cidades que haviam sido restabelecidas na terra de Israel pelos judeus retornados do exílio em Babilônia. (Esdras 2:28; 3:1) Quando Sarezer e Regem-Meleque, de lá, perguntaram: “Chorarei?”, referia-se a cada habitante individual de Betel. Pois, “oh! por tantos anos”, os betelitas já haviam celebrado um jejum, uma abstinência de alimentos, no quinto mês lunar de cada ano. Observava-se evidentemente no décimo dia daquele mês (abe), a fim de comemorar que naquele dia Nebuzaradã, chefe da guarda pessoal de Nabucodonosor, depois de dois dias de inspeção, havia queimado a cidade de Jerusalém e seu templo. (Jeremias 52:12, 13; 2 Reis 25:8, 9) Mas agora que o restante fiel dos judeus estava reconstruindo o templo de Jeová em Jerusalém e já havia feito quase a metade, deviam os betelitas continuar a realizar tal jejum?
5. Que outros jejuns observavam aqueles betelitas cada ano, e para comemorar que acontecimentos?
5 Aqueles betelitas celebravam também mais três outros dias de jejum. Um destes no terceiro dia do sétimo mês lunar (tisri), para comemorar o assassinato do Governador Gedalias, que era da casa real do Rei Davi, e a quem Nabucodonosor constituíra em governador do país, para os judeus pobres que se permitiu que permanecessem depois da destruição de Jerusalém. (2 Reis 25:22-25; Jeremias 40:13 a 41:10) Outro jejum era observado no décimo dia do décimo mês, tebete, para recordar o dia em que Nabucodonosor, de Babilônia, iniciou seu longo sítio de Jerusalém. (2 Reis 25:1, 2; Jeremias 52:4, 5) Um quarto jejum era guardado no nono dia do quarto mês (tamuz), porque foi naquele dia que os babilônios abriram uma brecha nas muralhas de Jerusalém, em 607 A.E.C., e penetraram na cidade condenada. — 2 Reis 25:2-4; Jeremias 52:6, 7; Zacarias 8:19.
6. Os primeiros três acontecimentos comemorados foram que expressões da parte de Jeová, e, por isso, que pergunta surge apropriadamente?
6 O que comemoravam pelo jejum, até o ano 519 A.E.C., a saber, o começo do sítio de Jerusalém, o irrompimento pelas muralhas de Jerusalém pelos babilônios e a destruição de Jerusalém e seu templo pelos exércitos de Babilônia, foram todos a execução dos julgamentos de Jeová. Embora o assassinato do Governador Gedalias, por um judeu traidor, não fosse uma execução de julgamento de Deus, resultou no completo abandono e na desolação da terra de Judá, assim como Jeová havia decretado. Todos estes foram acontecimentos tristes para os judeus desobedientes. Mas eram os julgamentos executados por Jeová algo pelo qual se devia jejuar e prantear? Devia-se lamentar a execução da vontade de Deus? Trata-se de um mal que deve ser relembrado com tristeza?
7, 8. (a) A quem se comunicou diretamente o conceito de Jeová sobre o assunto? (b) Em vez de haver um jejum, o que se devia ter feito, e quando?
7 O ponto de vista de Deus sobre a questão foi transmitido ao seu profeta Zacarias, não aos sacerdotes, aos quais Sarezer e Regem-Meleque foram enviados de Betel para perguntar. O inspirado Zacarias disse:
8 “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová dos exércitos, dizendo: ‘Dize a todo o povo da terra e aos sacerdotes: “Quando jejuastes e houve lamentação no quinto mês e no sétimo mês, e isto por setenta anos, jejuastes realmente para mim, sim, para mim? E quando estáveis comendo e quando estáveis bebendo, não fostes vós que comíeis e não fostes vós que bebíeis? Não devíeis obedecer às palavras que Jeová clamou por intermédio dos profetas anteriores, enquanto aconteceu que Jerusalém estava habitada e tranqüila, com as suas cidades em sua volta, e enquanto o Negebe [Terra Sulina] e a Sefelá [Terras Baixas] estavam habitados?”’” — Zacarias 7:4-7.
9. De que ponto de vista era seu jejum durante aqueles setenta anos e depois comparável ao seu próprio comer e beber, e o que teria sido melhor?
9 Quando os judeus exilados jejuavam durante os setenta anos da desolação da terra de Judáa e também durante todos estes anos desde o retorno do restante deles à sua pátria, estavam realmente jejuando para Jeová? Era um jejum que Ele podia aceitar? Tratava-se dum jejum que ele lhes havia imposto? Não se jejuava por causa da destruição de coisas que ele condenara à destruição? Estas abstinências de alimento eram assim como se eles se entregassem a comer e a beber. Comiam para si mesmos. De modo similar, jejuavam para si mesmos, por causa das calamidades que lhes haviam sobrevindo por não obedecerem às palavras que seu Deus proclamara por meio de Jeremias e de outros profetas anteriores. Em vista de tais atitudes, como podiam tirar proveito espiritual de seu jejum? Como podia tal jejum torná-los mais inclinados a fazer a vontade de Deus? A obediência em primeiro lugar era melhor do que jejuar por causa das calamidades que lhes sobrevieram por não terem obedecido a Deus desde o começo.
10. Seria a questão endireitada por um jejum? E que medidas preventivas deviam ter tomado os envolvidos?
10 Não é um jejum por causa de dificuldades, que endireita a questão com Deus. O que faz isso é desviar-se do caminho desobediente e fazer o bem positivo, segundo as ordens de Deus. Neste respeito, observemos o que Zacarias foi mandado a dizer mais: “E continuou a vir a haver a palavra de Jeová para Zacarias, dizendo: ‘Assim disse Jeová dos exércitos “Fazei o vosso julgamento com verdadeira justiça; e praticai mutuamente benevolência e misericórdias; e não defraudeis nem viúva, nem menino órfão de pai, nem residente forasteiro, nem atribulado, e não maquineis nada de mal um contra o outro nos vossos corações.” Mas, persistiram em negar-se a prestar atenção e continuaram a oferecer um ombro obstinado, e fizeram seus ouvidos demasiadamente insensíveis para ouvir. E tornaram seu coração como pedra de esmeril para não obedecer à lei e às palavras que Jeová dos exércitos enviara por meio de seu espírito, por intermédio dos profetas anteriores; de modo que ocorreu grande indignação da parte de Jeová dos exércitos.’
11. Visto que os habitantes se haviam negado a escutar a chamada dele, o que lhes fez Jeová, com que efeito sobre a terra?
11 “‘E por isso aconteceu que, assim como ele chamou e não escutaram, assim eles chamavam e eu não escutava’, disse Jeová dos exércitos. ‘E eu, tempestuosamente, passei a lançá-los por todas as nações que não conheceram; e a própria terra ficou desolada atrás deles, sem haver quem passasse por ela e sem haver quem retornasse; e passaram a fazer da terra desejável um assombro.’” — Zacarias 7:8-14.
12. A permanência dos judeus repatriados no país dependeria então de que proceder, de jejuarem ou de fazerem o quê?
12 Isto era falar franco com Sarezer, Regem-Meleque e os homens vindos com eles de Betel. Sua pátria amada havia ficado desolada por setenta anos por causa da maldade e da desobediência para com a lei de Deus que exigia justiça segundo a verdade, benevolência e misericórdias. Agora, seu retorno de Babilônia havia descontinuado a desolação da terra. Podiam permanecer nesta terra por adotarem um proceder oposto ao de seus pais, o da obediência. Isto não se faria por jejuar em lembrança das calamidades. Relacionado com a obediência, tinham de fazer a obra do templo.
13. Por que seria impróprio o jejum por causa dos acontecimentos lamentáveis que sobrevieram ao povo de Jeová durante a Primeira Guerra Mundial, e, por isso, qual é o proceder certo que devemos adotar?
13 Pranteamos ou jejuamos hoje nos dias de aniversário de calamidades ou acontecimentos tristes que sobrevieram aos adoradores de Jeová durante a Primeira Guerra Mundial? Se estes foram julgamentos executados por Ele pelas faltas de Seu povo organizado, então, não eram corretas e certas estas execuções do julgamento divino? Prantear ou jejuar por causa de tais coisas que expressam os julgamentos justos de Deus é impróprio. Não devemos prantear ou jejuar por termos sofrido por causa deles. Isto seria egotismo — não seria jejuar para Jeová, mas lamentarmo-nos a nós mesmos. Aprenda as lições do passado e aplique-as agora! Daí, enxugadas as lágrimas de nossos olhos, alegremo-nos com o favor restabelecido de Jeová e prossigamos com a obra do seu templo!
[Nota(s) de rodapé]
a Os “setenta anos” da observância dos jejuns não podiam ter começado após a primeira deportação dos judeus pelos babilônios, no ano 617 A.E.C., pois isto teria sido uns nove anos antes de o Rei Nabucodonosor iniciar o sítio final de Jerusalém e também cerca de onze anos antes de se abrirem brechas nas muralhas da cidade (em 9 de tamuz) e da destruição da cidade (em 10 de abe) e do assassinato do Governador Gedalias no sétimo mês (tisri), acontecimentos lamentosos que celebravam com os períodos de jejum. Portanto, os “setenta anos” de jejum começaram depois de estas últimas três calamidades lamentosas terem ocorrido, no ano 607 A.E.C. Isto prova que a desolação da terra durou setenta anos e que estes “setenta anos” começaram em 607 A.E.C. e terminaram em 537 A.E.C. — Veja o livro de Flávio Josefo, “Antigüidades Judaicas”, Livro 10, capítulo 9, parágrafo 7, na edição inglesa.
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Muitas nações irão à cidade do favor divinoO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 15
Muitas nações irão à cidade do favor divino
1. Quais eram as boas novas de Jeová, mediante Zacarias, para os pretensos jejuadores?
AQUI ESTÃO as boas novas — para os pretensos jejuadores de há quase vinte e cinco séculos atrás e para os da atualidade: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘O jejum do quarto mês, e o jejum do quinto mês, e o jejum do sétimo mês, e o jejum do décimo mês tornar-se-ão para a casa de Judá exultação, e alegria, e boas épocas festivas.’” — Zacarias 8:19.
2. Tal mudança de atitude exigia que outra mudança como base, como no caso de Davi, segundo Salmo 30:1, 11?
2 Tal mudança significava realmente uma mudança de atitude mental da parte dos membros da restabelecida “casa de Judá”, lá no sexto século A. E. C. — e de nós hoje! Como base para tal mudança radical de conceito e de conduta tinha de haver uma grande mudança na série das circunstâncias envolvidas. Visto que seu Deus a predisse e assim a decretou, tinha de haver uma expressão misericordiosa do favor divino para com eles. Era assim como o Rei Davi, que capturou o Monte Sião e Jerusalém, declarou quanto ao seu próprio caso: “Eu te exaltarei, ó Jeová, porque me puxaste para cima e não deixaste meus inimigos se alegrarem de mim. Transformaste-me o meu lamento em dança; soltaste-me a serapilheira e manténs-me cingido de alegria.” — Salmo 30:1, 11.
3. Esta mudança na série de circunstâncias se daria por causa de que sentimento da parte de Jeová para com os seus adoradores e para com os seus inimigos?
3 Como isto se daria foi dito ao profeta Zacarias logo depois de se suscitar a questão do jejum dos judeus restabelecidos. Sobre isso, lemos a primeira duma série de declarações de Jeová na narrativa de Zacarias: “E continuou a vir a haver a palavra de Jeová dos exércitos, dizendo: ‘Assim disse Jeová dos exércitos: “Com grande ciúme vou ser ciumento de Sião e com grande furor vou ser ciumento dela.”’” (Zacarias 8:1, 2) Os sentimentos de Jeová, neste respeito, seriam como os de um homem cuja esposa fora maltratada e ultrajada pelos seus inimigos. Visto que ele não havia rejeitado o Monte Sião (ou, Jerusalém) em abandono completo dela, ele seria muito zeloso, seriamente ativo no restabelecimento dela de sua condição vergonhosa, à qual fora levada perante os olhos do mundo. Seria muito vigilante em resguardar os interesses dela e em demonstrar que ela fora restabelecida no seu favor. Ao passo que isto significava favor divino para ela, significava furor contra aqueles que a haviam envergonhado e que procuravam impedir seu completo restabelecimento, especialmente como adoradora de Jeová. Seu zelo neste respeito seria igual em grau ao seu furor contra os seus inimigos.
4. Havia Jeová então já retornado plenamente a Jerusalém? E quando Lhe era possível tal retorno pleno?
4 Durante setenta anos, enquanto os judeus deportados eram exilados em Babilônia, a cidade de Jerusalém e a terra de Judá haviam jazido desoladas, sem homem nem animal doméstico. Em 537 A.E.C., Jeová dos exércitos mostrou-se fiel à sua palavra e trouxe o restante arrependido de volta à sua pátria. Mas, em certo sentido, Jeová não havia naquele tempo retornado plenamente ao Monte Sião ou Jerusalém. Trouxe-os de volta para construírem um segundo templo para sua adoração em Jerusalém. Durante dezesseis anos, haviam permitido que seus inimigos suprimissem a construção daquela casa sagrada de adoração, e agora, quando Jeová falou por meio de seu profeta Zacarias, o templo ainda não estava completo nem inaugurado para o serviço divino. Portanto, só depois de se colocar no lugar a peça culminante deste templo, sua pedra de remate, e ele fosse inaugurado pelos sacerdotes dele, sim, só depois retornaria Jeová plenamente à cidade santa. Só então passaria a morar nela por passar a residir no Santíssimo do templo terminado, por meio de Seu espírito.
5. Segundo a declaração de Jeová, que nome se daria ainda a Jerusalém como cidade e também ao monte de Jeová?
5 Veio então a segunda promessa divina, introduzida pela declaração: “Assim disse Jeová [dos exércitos]”, como introdução formal: “Assim disse Jeová: ‘Vou retornar a Sião e residir no meio de Jerusalém; e Jerusalém há de ser chamada de cidade da veracidade; e o monte de Jeová dos exércitos, de santo monte.”’ — Zacarias 8:3.
6. Por que se chamaria a elevação montanhosa de Jerusalém de santo monte e ela mesma seria chamada “cidade da veracidade”?
6 O templo terminado santificaria a elevação montanhosa de Jerusalém, e esta elevação seria, por conseguinte, chamada de “santo monte”. Visto que Jerusalém, como capital provincial de Judá, mostrara-se fiel à sua obrigação para com a adoração de Jeová e colocara os interesses de Sua adoração pura em primeiro lugar e na frente de tudo o mais, Jerusalém seria corretamente chamada de “cidade da veracidade”. Praticar-se-ia nela a adoração verdadeira. As verdades da adoração pura e imaculada do verdadeiro Deus seriam faladas nela. Seu lugar montanhoso seria chamado “o monte de Jeová”. Quanto esta promessa de Deus significa para nós hoje!
7. Segundo a terceira promessa de Jeová, o que indicaria a expectativa de vida do povo de Jerusalém e o que distinguiria as suas praças públicas?
7 Mas, não era só isso, pois a seguir veio a terceira promessa de favor divino: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Ainda sentar-se-ão homens idosos e mulheres idosas nas praças públicas de Jerusalém, cada um também com o seu bastão na mão, por causa da abundância dos seus dias. E as próprias praças públicas da cidade encher-se-ão de meninos e de meninas brincando nas suas praças públicas.’” — Zacarias 8:4, 5.
8. Este quadro profético toca no cumprimento de que profecia no capítulo sessenta e cinco de Isaías?
8 Quão agradável era este quadro de saúde física, paz e segurança, e de bom aumento da população, sem estar maculado pela lamentável morte prematura de crianças! Isto confina com o cumprimento da profecia de Isaías, feita mais de cento e vinte e cinco anos antes da desolação de setenta anos de Jerusalém e da terra de Judá, sem homem nem animal doméstico:
“Pois eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração. Mas exultai e jubilai para todo o sempre naquilo que estou criando. Pois eis que crio Jerusalém como causa para júbilo e seu povo como causa para exultação. E eu vou jubilar em Jerusalém e exultar pelo meu povo; e não se ouvirá mais nela o som de choro nem o som dum clamor de queixume.
“Não virá a haver mais um nenê de poucos dias procedente daquele lugar, nem ancião que não tenha cumprido os seus dias; pois morrer-se-á como mero rapaz, embora da idade de cem anos; e quanto ao pecador, embora tenha cem anos de idade, invocar-se-á sobre ele o mal. E hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. Não construirão e outro terá morada, não plantarão e outro comerá. Porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore; e meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos. Não labutarão em vão, nem darão à luz para perturbação; porque são a descendência composta dos escolhidos de Jeová, e seus descendentes com eles.” — Isaías 65:17-23.
9. como se compara o domínio espiritual dos adoradores de Jeová na terra com as nações mundanas quanto à paz e à segurança hoje em dia?
9 Nos dias atuais, desde que os do restante fiel do Israel espiritual foram restabelecidos no seu domínio espiritual dado por Deus, no ano de 1919 E.C., o que verificamos? As nações políticas da terra dão mostras de tentar manter a paz e segurança mundiais por meio das Nações Unidas, que agora têm um rol de 132 países membros, mas há pouca segurança em qualquer parte da terra. Também, a paz de toda a humanidade está sob ameaça constante duma guerra nuclear por parte das superpotências das nações, democráticas e comunistas. Contudo, no domínio espiritual dos adoradores de Jeová encontra-se uma bendita paz e segurança. Embora se tenha juntado ao restante espiritual, especialmente desde 1935 E.C., uma “grande multidão” de discípulos dedicados e batizados de Cristo, procedentes de “todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, mesmo assim não há rivalidade internacional, nem tensão ou conflito entre eles. Antes, prevalece entre eles o amor fraternal, o fruto do espírito de Deus.
10. Como podemos ver o cumprimento da promessa de Jeová em Zacarias 8:4, 5, em sentido físico e em sentido espiritual?
10 Desde o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918 até agora já se passaram mais de cinqüenta anos, no entanto, certo número dos do restante original que sobreviveu às aflições daquele período provador tem sobrevivido, sim, até mesmo à Segunda Guerra Mundial. Agora já se tornaram mesmo fisicamente idosos, sim, alguns até mesmo usando um bastão ou bengala para andar, por causa da ‘abundância de seus dias’. E muitos destes têm criado filhos, criando-os na adoração do único Deus vivente e verdadeiro. Mas, ao procurarmos o cumprimento espiritual desta profecia encantadora, podemos ver como os ‘homens idosos e as mulheres idosas sentados nas praças públicas de Jerusalém’ representam os membros do restante do Israel espiritual, que passaram pelas perseguições e pela disciplina da Primeira Guerra Mundial. Os “meninos e . . . meninas brincando nas suas praças públicas” representam aqueles membros do restante, que Jeová dos exércitos acrescentou ao restante espiritual a partir do ano de após guerra de 1919, e daí para diante. Juntos, idosos e jovens, desenvolvem-se espiritualmente em fé, esperança e amor, ao usufruírem juntos a paz e a segurança de seu domínio espiritual.
11. Lá naquele tempo, o que era necessário para se esperar o cumprimento de tal profecia, e, por isso, o que dizia a quarta declaração de Jeová?
11 No início, exigiu enorme fé para crer que tais coisas poderiam acontecer, e, concordemente, exigiu fé para apegar-se com firmeza à recém-estabelecida organização dos adoradores de Jeová. Deus mostrou que se dava conta de como seu povo se sentia nesta questão, quando fez a sua quarta declaração de promessa, dizendo ao restante repatriado: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Embora pareça difícil demais aos olhos dos remanescentes deste povo naqueles dias, deve também parecer difícil demais aos meus olhos?’ é a pronunciação de Jeová dos exércitos.” — Zacarias 8:6.
12. Como ajudou Jeová ao restante sobrevivente na organização e no discernimento das questões, e, segundo as realidades atuais, foi difícil demais para Jeová o cumprimento da promessa?
12 Em 1919 E.C., no começo da obra de restabelecer e expandir a adoração pura e imaculada de Jeová dos exércitos, foi deveras difícil para os do restante restabelecido discernirem e conhecerem todas as coisas maravilhosas que Jeová se propôs cumprir para com eles e por meio deles, durante esta “terminação do sistema de coisas”, este “tempo do fim”. Mas, com paciência, pouco a pouco, ele corrigiu seu entendimento das profecias e sua atitude para com a organização teocrática. Orientou-os e protegeu-os na obra cristã a ser feita nestes tempos dos mais momentosos. Ajudou-os a discernir as questões que confrontavam o adorador cristão de Jeová no meio da luta internacional pelo domínio do mundo. Mais do que isso, ajudou-os a adotar a atitude bíblica nestas questões, a fim de permanecerem no Seu favor. Há meio século atrás, aquilo que agora vemos realizado dentro da Sua organização teocrática e por meio dela parecia difícil demais de fazer aos olhos do pequeno restante do Israel espiritual. No entanto, mostrou ser difícil demais para Jeová dos exércitos? As realidades atuais dizem Não!
13. Em contraste com a perda de membros por parte de Babilônia, a Grande, o que dizia Jeová na sua quinta promessa?
13 Ao examinarmos os fatos da atualidade, quando os numerosos sistemas religiosos de Babilônia, a Grande, perdem membros para os atrativos deste mundo moderno, observamos que Deus cumpriu irresistivelmente sua quinta declaração de promessa: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Eis que salvo meu povo da terra do nascente e da terra do pôr do sol. E certamente os farei entrar, e terão de residir no meio de Jerusalém, e terão de tornar-se meu povo e eu mesmo me tornarei seu Deus, em veracidade e em justiça.’” — Zacarias 8:7, 8.
14. Segundo a promessa, aonde ajuntou Jeová os do restante espiritual, e a quê?
14 Em obediência às ordens divinas dadas por meio de Jesus Cristo, os do restante restabelecido dos israelitas espirituais têm proclamado as boas novas do reino messiânico de Deus em toda a terra habitada e em testemunho a todas as nações. Têm-se empenhado em fazer discípulos de Cristo de pessoas de todas as nações, batizando-as em água, segundo o próprio exemplo de Cristo, e ensinando a estes discípulos o que Cristo ordenou, como aquele a quem Jeová Deus deu todo o necessário poder no céu e na terra. (Mateus 24:14; 28:18-20) Desde o Extremo Oriente e desde o Extremo Ocidente foram ajuntados os últimos membros da “nação santa” do Israel espiritual, sob orientação angélica. Mas não à Jerusalém terrestre, que se ergue como capital da República de Israel. Então, aonde? Ao domínio espiritual, dado por Deus, do “Israel de Deus” na terra, à união da organização teocrática e à união de atividade e de adoração pura de Jeová no Seu templo espiritual. — Gálatas 6:15, 16.
A PROSPERIDADE ESPIRITUAL SERIA NOTADA PELAS NAÇÕES
15, 16. (a) O que faz ele em prova de que se tornaram seu povo e que Ele é seu Deus? (b) Segundo a sexta declaração de Zacarias, qual havia sido a condição econômica e a condição social do restante restabelecido?
15 O Deus real prova quem é que é seu povo aceito pelo modo em que o favorece em cumprimento de suas promessas proféticas. Prova que Ele, o Deus da Bíblia, tornou-se seu Deus por mostrar fidelidade às suas profecias e ao seu pacto com eles, e por fazer por sua causa o que é justo. Sim, conta-os como justos aos Seus olhos, perdoando-lhes por meio do sacrifício resgatador de Seu Sumo Sacerdote, Jesus, o Messias. Em harmonia com isso, favorece os do seu restante restabelecido com prosperidade espiritual a tal ponto, que os povos das nações observam isso e falam disso como bom exemplo de bênção. Portanto, na sexta declaração de promessa de Deus, ele fala sobre uma mudança de ação da sua parte:
16 “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Sejam fortes as vossas mãos, vós os que nestes dias estais ouvindo estas palavras da boca dos profetas, no dia em se lançou o alicerce da casa de Jeová dos exércitos para se construir o templo. Pois antes daqueles dias não se fizera existir salário para o gênero humano; e quanto ao salário dos animais domésticos, não havia tal coisa; e não havia paz para quem saía e para quem entrava, por causa do adversário, visto que eu lançava toda a humanidade uns contra os outros.’
17. Que mudança de condições ocorreria então, e, por isso como mudariam as nações seu modo de falar a respeito do restante restabelecido?
17 “‘E agora não serei como nos dias anteriores para com os remanescentes deste povo’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos. ‘Pois haverá a semente de paz; a própria videira dará os seus frutos, e a própria terra dará a sua produção, e os próprios céus darão o seu orvalho; e eu hei de fazer os remanescentes deste povo herdar todas estas coisas. E terá de acontecer que assim como vos tornastes uma invocação do mal entre as nações, ó casa de Judá e casa de Israel, assim vos salvarei e tereis de tornar-vos uma bênção. Não tenhais medo. Sejam fortes as vossas mãos.’” — Zacarias 8:9-13.
18. Por que teria sido incoerente de parte de Jeová abençoar ele os do restante restabelecido ao passo que estes deixassem por terminar a obra do templo, por medo dos homens?
18 Estas palavras divinas fazem-nos lembrar que o templo de Jerusalém ainda não estava acabado em Jerusalém. Cerca de dois anos antes disso, foi recomeçada a obra dos alicerces do templo pelos remanescentes de todas as tribos de Israel, da “casa de Judá e [da] casa de Israel”. Esta obra foi recomeçada sob o estímulo e o encorajamento dos profetas Ageu e Zacarias. (Ageu 2:10-19; Zacarias 1:1-7; Esdras 4:23 a 5:2) Até aquele tempo, a obra do templo ficara paralisada por cerca de dezesseis anos. Se Jeová os tivesse abençoado e prosperado materialmente durante todos estes anos de descaso para com seu templo, teria parecido que não lhe importava se sua casa de adoração era terminada e posta em uso ou não. Ele havia profetizado que este segundo templo seria construído em Jerusalém. Havia liberto de Babilônia os remanescentes dos exilados judaicos, para que pudessem voltar à sua pátria especificamente para reconstruir o templo Dele. (Isaías 44:26 a 45:6) Como podia abençoá-los, quando temiam os homens e deixavam a construção de Sua casa de adoração, dedicando-se ao materialismo?
19. Por que não havia paz nem de dentro nem de fora, e o que precisava o restante fazer para haver uma mudança?
19 Durante estes anos, em que os exilados restabelecidos negligenciavam a sua comissão da parte de Deus e não procuravam magnificar a Jeová dos exércitos, por terminarem o templo para seu nome, as condições em Jerusalém e na província de Judá eram más, não só em sentido espiritual, mas também em sentido material e econômico. Havia desemprego para homem e animal doméstico. As condições climáticas prejudicavam suas plantações e reduziam suas colheitas. Nações vizinhas, hostis, interferiam nos seus assuntos religiosos e outros. Não havia paz entre eles mesmos, como companheiros israelitas, porque cada um buscava seus próprios objetivos egoístas e materialistas. Era evidente que a indignação de Jeová era contra eles. Precisavam retornar a Ele em arrependimento, para que ele retornasse a eles com favor.
20. Com que ordem iniciou e terminou Jeová sua sexta declaração de promessa, e por quê?
20 Deus, em misericórdia, trouxe estas faltas à atenção deles, por meio de seus profetas Ageu e Zacarias. Assegurados de que Jeová dos exércitos estava com eles, embora todo o Império Persa pudesse estar contra eles, tomaram coragem, e, em desafio a todas as possíveis interferências humanas, recomeçaram a tarefa designada por Deus no alicerce do templo, com a determinação de levá-la a cabo. “A partir deste dia concederei bênção”, disse Jeová dos exércitos por seu profeta Ageu (Ageu 2:19). Isto aconteceu no segundo ano do reinado do Rei Dario I da Pérsia. Quando Jeová fez então suas dez declarações de promessa, por meio de Zacarias, era o quarto ano do Rei Dario. Haviam começado as bênçãos divinas sobre a nação dos construtores do templo. Mas, ainda havia muito trabalho a fazer para terminar esta casa de adoração, apesar do desagrado daqueles que odiavam a Jeová. Os construtores do templo tinham de prosseguir. Apropriadamente, ele iniciou e terminou sua sexta declaração de promessa com a ordem de que se fortalecessem as suas mãos de trabalho. “Não tenhas medo”, disse ele, que não temessem os homens, mas sim a Deus.
21. Quando as nações circunvizinhas invocavam uma maldição ou uma bênção sobre outros, a quem usavam como ilustração, e por quê?
21 Ao terminarem o templo, receberiam plenamente o favor e a bênção divinos. Durante os muitos anos de sua indiferença para com a construção do templo, sua condição havia ficado tão péssima quanto à paz, à segurança e ao bem-estar material, que as nações circunvizinhas pensavam que a terra de Judá e seus exilados restabelecidos estavam sob uma maldição. E assim, ao amaldiçoarem outros, estas nações invocavam sobre tais uma maldição tal como descansava sobre esses israelitas na terra de Judá. Mas isto não se daria mais quando fosse completado o templo de Jeová. As nações espantadas observariam então que o Israel restabelecido obtivera uma condição bendita sob o favor de seu Deus. Por conseguinte, ao invocarem as bênçãos sobre os outros, estas nações usariam a bênção de Israel como exemplo.
22. De que modo foi similar a isso neste século vinte, e, depois de décadas de trabalho, como se comparam as testemunhas de Jeová com a cristandade em sentido espiritual?
22 Isso se daria também neste século vinte E. C., na “terminação do sistema de coisas”. Até que os do restante restabelecido do Israel espiritual passaram a empenhar-se em sincero trabalho árduo na restauração e ampliação da adoração imaculada no templo espiritual de Jeová, primeiro na sua própria vida, houve dificuldades de fora e de dentro. Os opositores religiosos da cristandade os amaldiçoavam, opunham-se a eles e procuravam febrilmente esmagá-los ou suprimir sua obra no templo. Mas depois de cinco décadas de atenção indivisa dada à adoração de Jeová e aos interesses de seu reino messiânico, como se compara o restante ungido das testemunhas cristãs de Jeová com a cristandade? Quem prospera em sentido espiritual, cristão? Quem tem a bênção divina, por aderir estritamente à Bíblia Sagrada e fazer a obra de Deus conforme especificada nela? Até mesmo os clérigos da cristandade expressam o desejo de que os membros de suas igrejas tivessem o zelo, a fé, a coragem e o conhecimento da Bíblia que as testemunhas cristãs de Jeová têm e que prosperassem em sentido religioso assim como as testemunhas.
A MUDANÇA DE IDÉIA POR DEUS PARA COM SEU POVO
23. Que mudança de idéia da parte de Deus não precisava então temer o restante?
23 Encorajamento fortalecedor adicional é dado aos do restante obediente de Deus, ao passo que Ele faz a sua sétima declaração de promessa, dizendo: “Pois assim disse Jeová dos exércitos: ‘Assim como intentei fazer-vos, o que era calamitoso, por me terem indignado os vossos antepassados’, disse Jeová dos exércitos, ‘e não o deplorei, assim vou intentar novamente, naqueles dias, tratar bem a Jerusalém e a casa de Judá. Não tenhais medo’.” — Zacarias 8:14, 15.
24. Por que não havia sido um caso de irascibilidade da parte de Jeová pensar ele em causar uma calamidade aos antepassados deles?
24 Jeová admite aqui que pensara em causar calamidade à nação de Israel, visto que os antepassados do restante fiel o haviam indignado. Mas isto não significava alguma espécie de irascibilidade e vexame furioso da Sua parte. A calamidade que pensava trazer à nação ou deixar vir sobre a nação estava estritamente em harmonia com a série calma de advertências das maldições que sofreriam se violassem seu pacto nacional com Ele. Ele os havia advertido em toda a justiça, muito antes, por meio do profeta Moisés:
“Jeová levantará contra ti uma nação mui longínqua, desde os confins da terra, assim como a águia arremete, uma nação cuja língua não entenderás, uma nação de semblante feroz, que não será parcial para com o velho, nem mostrará favor ao moço.
“E tem de dar-se que, assim como Jeová exultou sobre vós para vos fazer bem e para vos multiplicar, assim Jeová exultará sobre vós para vos destruir e para vos aniquilar e sereis simplesmente arrancados do solo ao qual vais para tomares posse dele.
“E Jeová certamente te espalhará entre todos os povos, de um confim da terra ao outro confim da terra, e lá terás de servir a outros deuses que não conheceste.” — Deuteronômio 28:49, 50, 63, 64; veja também Levítico 26:27-43.
25. (a) Por que não era nenhuma injustiça quando Jeová deixou que aquelas maldições entrassem em vigor, e por que não?
25 Portanto, era apenas justo da Sua parte que fizesse vigorar o pacto nacional com Jeová, quando deixou os israelitas violadores do pacto ser “arrancados do solo” pelos assírios e pelos babilônios, deixando depois a terra de Judá jazer completamente desolada durante setenta anos. Mas agora, depois de ter disciplinado a nação segundo os termos de Seu pacto com eles, pensava em fazer-lhes o oposto, em misericórdia. Começou por trazer os do restante fiel, arrependido, de volta à Jerusalém e à terra de Judá. Terem-se refreado por medo da construção do templo não podia ter e não teve a Sua bênção. Mas agora, “naqueles dias”, nos dias em que recomeçaram confiantemente a obra do templo e prosseguiram corajosamente com ela, Jeová, em apreço, pensava em “tratar bem a Jerusalém e a casa de Judá”. Portanto, se Jeová dos exércitos estava a favor deles e com eles na sua adoração dele de todo o coração, não deviam temer os homens.
26. Neste século vinte, como se viu que esta sétima declaração de promessa se aplica igualmente aos do restante espiritual?
26 Nos tempos modernos, Jeová havia sido fiel a esta promessa que se aplica igualmente aos do restante fiel do Israel espiritual. Por causa de suas faltas, foram espalhados de seu domínio espiritual dado por Deus, durante a Primeira Guerra Mundial. Mas hoje, podem olhar para trás, para os muitos anos desde seu restabelecimento em 1919 E.C., e podem ver quão maravilhosamente bem foram tratados pelo Deus cujo nome levam na sua obra de restauração da adoração pura dele.
27. O que cogitava Jeová então que o restante restabelecido fizesse, e em harmonia com que dois mandamentos estava isso?
27 No entanto, os misericordiosamente restabelecidos no favor divino tinham coisas vitais a fazer. O que Jeová lhes mandou fazer está em acordo com os dois maiores mandamentos da Lei, a saber, amar a Deus de todo o coração, alma, mente e força e amar o próximo como a nós mesmos. Lemos: “‘Estas são as coisas que deveis fazer: Falai verazmente uns com os outros. Fazei o vosso julgamento nos vossos portões com verdade e com julgamento de paz. E não maquineis nos vossos corações a calamidade um para com outro e não ameis nenhum juramento falso; pois todas estas são as coisas que tenho odiado’, é a pronunciação de Jeová.” — Zacarias 8:16, 17.
28. Portanto, como se deviam manter a verdade e a justiça nos seus “portões” ou tribunais, e qual era o objetivo de se julgar com o “julgamento de paz”?
28 Os do restante restabelecido não deviam fazer aquilo que Jeová dos exércitos odeia, se quisessem permanecer no Seu favor. Precisavam fazer a justiça nos seus portões ou nos seus tribunais. Não se devia recorrer ao juramento falso para trazer calamidade imerecida sobre o próximo. Devia-se ser honesto no que se dizia ao próximo ou que se jurava num tribunal, falando-se sempre a verdade e não dizendo uma coisa com a boca, mas tendo outra coisa no coração enganoso. Ao se solucionar um assunto em disputa de modo judicial, o objetivo devia ser fazer as pazes entre os que recorriam ao tribunal; e este alvo de paz só podia ser alcançado se se mantivesse a verdade e a justiça no tribunal. Devemos amar o que Deus ama, não o que ele odeia.
29. Como mostrou o apóstolo Paulo que Zacarias 8:16 se aplicava aos do restante cristão e como falam estes assim a verdade?
29 Aplica-se isso aos do restante ungido do Israel espiritual? Certamente que sim. O apóstolo Paulo disse, ao escrever aos crentes em Éfeso, na Ásia Menor, em prol da união cristã: “Falando a verdade, cresçamos pelo amor em todas as coisas naquele que é a cabeça, Cristo. Sendo que agora pusestes de lado a falsidade, falai a verdade, cada um de vós com o seu próximo, porque somos membros que se pertencem uns aos outros.” (Efésios 4:15, 25) Evidentemente, o apóstolo estava citando aqui parte de Zacarias 8:16 e o aplicava corretamente aos cristãos que constituíam o “Israel de Deus”. (Gálatas 6:15, 16) Falando verazmente ou a verdade um com o outro significaria também falar as verdades bíblicas uns aos outros, e não as falsidades religiosas de Babilônia, a Grande. Assim promovemos a adoração pura de Deus no seu templo espiritual.
DO JEJUM AO BANQUETE
30. Segundo a oitava declaração de promessa de Jeová, os tempos que até então eram de jejum deviam tornar-se ocasiões de quê?
30 Deus não parou com as acima citadas sete declarações de promessa só porque sete é um número bíblico que indica perfeição de modo espiritual. Ele passou para uma oitava, assim como lemos: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘O jejum do quarto mês, e o jejum do quinto mês, e o jejum do sétimo mês, e o jejum do décimo mês tornar-se-ão para a casa de Judá exultação, e alegria, e boas épocas festivas. Portanto, amai a verdade e a paz.’” — Zacarias 8:19.
31. A que pergunta sobre jejum respondeu e por que era então impróprio continuar tais jejuns com pranto?
31 Esta foi uma resposta direta e positiva a Sarezer a Regem-Meleque, que foram enviados da cidade de Betel para perguntar se deviam continuar a observar uma abstinência de alimentos, junto com pranto, durante o quinto mês. (Zacarias 7:1-3) Agora que a construção do segundo templo em Jerusalém se aproximava do seu término grandioso, não era ocasião para lamentar a destruição passada de Jerusalém e de seu templo, lá em 607 A.E.C., ou mais de oitenta anos antes. Era a Sua vontade para com eles que se alegrassem com sua bondade do momento para com eles e que exultassem com a anulação de toda a obra destrutiva feita pelos babilônios em Jerusalém e na terra de Judá. Fora com os jejuns de lamentação! Alegrem-se com as boas épocas festivas!
32. Como se cumpriu esta promessa no Israel espiritual, cristão, e que único dia, cada ano, observa o restante em obediência à ordem de Cristo?
32 Quão grandiosamente esta promessa divina proferida ao antigo Israel se cumpriu no Israel espiritual, cristão! Os do restante ungido não observam hoje nenhum dos jejuns e nenhuma época triste do antigo Israel. Nem mesmo o Iom Kipur anual ou Dia da Expiação, no décimo dia do sétimo mês lunar (tisri). (Levítico, capítulo 16) Alegram-se com o verdadeiro Dia da Expiação realizado pelo Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus Cristo, por meio de seu perfeito sacrifício expiatório, cujo mérito Jesus Cristo apresentou a Jeová no céu em 33 E.C., a favor de toda a humanidade. (1 João 1:7 a 2:2) O único dia que os do restante do Israel espiritual observam cada ano é o dia da morte sacrificial de Cristo, Dia da Páscoa, 14 de nisã, em obediência à ordem de Cristo aos seus discípulos. Assim, quando o restante sobrevivente celebrou a Ceia do Senhor após o pôr do sol do dia 13 de abril de 1919, havia mais de 17.961 que se reuniram em todo o mundo para observar a sua morte expiatória. Mas, na terça-feira, 17 de abril de 1973, após o pôr do sol, estiveram presentes 3.994.924, sendo que 10.523 destes participaram dos emblemas do pão não levedado e do vinho. — Lucas 22:7-20.
33. A grande assistência a Ceia do Senhor, em 1973, em todo o mundo, é explicada por que profecia na nona declaração de promessa de Jeová?
33 Donde vieram todos estes mais de 3.900.000 observadores, além dos 10.523 participantes, nesta observância da Refeição Noturna do Senhor? Este fenômeno mundial do ano de 1973 é explicado pelo cumprimento da nona declaração de promessa de Jeová, conforme registrada em Zacarias 8:20-22: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Ainda será que virão povos e os habitantes de muitas cidades; e os habitantes de uma cidade certamente irão ter com os de outra, dizendo: “Vamos seriamente para abrandar a face de Jeová e para procurar a Jeová dos exércitos. Eu mesmo vou ir também.” E muitos povos e poderosas nações virão realmente para procurar a Jeová dos exércitos em Jerusalém e para abrandar a face de Jeová.”‘
AJUNTAMENTO INTERNACIONAL À CIDADE DE DEUS
34. (a) De que modo vêm agora “povos” e “nações” ao centro de adoração de Jeová? (b) Inclui este ajuntamento pessoas de “muitos povos e poderosas nações” e de “muitas cidades”?
34 Não eram “povos” inteiros e “nações” inteiras que assim viriam ao centro de adoração de Jeová para apaziguá-lo, a fim de obter seu favor. Isto seria feito por pessoas individuais destes povos e destas nações. Não se queria dizer ali a conversão mundial ao judaísmo. Portanto, ao examinarmos o Anuário das Testemunhas de Jeová de 1974, ficamos sabendo que estas testemunhas cristãs de Jeová se encontram em 208 terras e ilhas. A lista destas terras e ilhas inclui “muitos povos e poderosas nações”. E quanto aos “habitantes de muitas cidades”, o Anuário de 1974 revela que, até 31 de agosto de 1973, havia 31.850 congregações das testemunhas cristãs de Jeová em todo o globo. Só a cidade de Nova Iorque tem mais de 212 destas congregações em diversos idiomas. Ao todo, as Bíblias e publicações bíblicas destes cristãos que adoram a Jeová são impressas em 165 idiomas. Eles adoram a Jeová assim como o próprio Jesus Cristo fez.
35. Por que não vão à atual Jerusalém terrestre, e, por isso, onde adoram a Jeová?
35 Não, não vão à atual Jerusalém terrestre, onde se ergue uma mesquita muçulmana, o Zimbório da Rocha, no lugar onde costumava estar o templo de Jerusalém. Reconhecem a existência do que Hebreus 12:22 chama de “Monte Sião e . . . cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. Exultam e alegram-se que no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914 E.C., o reino messiânico de Deus foi estabelecido neste Monte Sião, e que ali está entronizado Jesus Cristo, “filho de Davi, filho de Abraão”. (Mateus 1:1) Portanto, não mais pisam as nações gentias no direito dado por Deus à família real de Davi, de reinar na cidade de Deus. (Lucas 21:20-24) Dão a sua lealdade a este reino messiânico, que em breve destruirá todos os governos gentios da terra e reinará para sempre, em vindicação da soberania universal de Jeová dos exércitos. Adoram-no nos pátios terrestres de Seu templo espiritual e usufruem seu favor. — Salmos 84:2, 10; 116:18, 19.
36. Segundo a culminante declaração de promessa de Jeová, quantos agarrariam a aba da veste dum judeu, e o que lhe diriam?
36 É deveras maravilhoso o cumprimento hodierno desta nona declaração de promessa do Soberano Senhor Deus. Mas, ainda há uma declaração culminante de promessa, a décima, nesta grandiosa série de promessa divinas. Portanto, no versículo final (23) deste capítulo oito da profecia de Zacarias lemos: “Assim disse Jeová dos exércitos: ‘Naqueles dias, dez homens dentre todas as línguas das nações agarrarão, sim, agarrarão realmente a aba da veste dum homem judeu, dizendo: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.”’” — Zacarias 8:23.
37. Para entendermos o que se quer dizer com o termo “judeu”, que regra orientadora declarada por um judeu natural precisamos tomar em consideração?
37 Para entendermos direito esta profecia sobre a “aba da veste dum homem judeu”, precisamos tomar em consideração a regra orientadora apresentada por um homem “circuncidado no oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu nascido de hebreus; com respeito à lei, fariseu”, a saber, o apóstolo Paulo, que anteriormente, ‘com respeito ao zelo, perseguia a congregação’. (Filipenses 3:5, 6) Escrevendo à congregação cristã em Roma, do primeiro século, este judeu ou israelita natural disse: “Não é judeu aquele que o é por fora, nem é circuncisão aquela que a é por fora, na carne. Mas judeu é aquele que o é no íntimo, e a sua circuncisão é a do coração, por espírito, e não por um código escrito. O louvor desse não vem de homens, mas de Deus.” — Romanos 2:28, 29.
38. (a) Portanto, se neste assunto não conta a descendência racial, o que é que conta, mesmo para os judeus naturais? (b) Até quando se constituía a congregação cristã exclusivamente de judeus naturais e de prosélitos, e que escolha teve de fazer então Cornélio?
38 Por este motivo, o cumprimento de Zacarias 8:23 não se baseia em qualquer superioridade racial, segundo a carne. A “aba da veste dum homem judeu” não é agarrada por ele ser judeu por nascença. Neste assunto não contam em nada as relações carnais da pessoa. O que vale é: A quem adora ele? Ou, se for adorador professo de Deus: Está Deus realmente com ele? É verdade que, durante a segunda metade da septuagésima semana de anos, da profecia de Daniel 9:24-27, a saber, de Pentecostes de 33 E.C. ao outono de 36 E.C., à congregação cristã se compunha exclusivamente de judeus naturais e de prosélitos judaicos, circuncisos. Mas o que distinguia tais judeus naturais que compunham a congregação cristã? Durante este tempo, havia judeus naturais diferentes de outros judeus naturais. Deus definitivamente não estava com ambas as espécies. Deus não estava dividido. Portanto, ao fim da septuagésima semana de anos, em princípios do outono de 36 E.C., a que espécie de judeus juntou-se em adoração o gentio Cornélio, centurião italiano? O que mostra Atos 10:1-48?
39. Que grupo de judeus naturais decidiu Cornélio acompanhar?
39 Este Cornélio, que falava italiano, deixou de acompanhar a adoração dos judeus naturais e de fazer “muitas dádivas de misericórdia” aos judeus naturais, que haviam dado a Jesus Cristo uma morte violenta como blasfemador de Deus e como falso Cristo. Cornélio e outros conversos gentios com ele acompanhavam apenas os judeus naturais que se haviam tornado discípulos de Jesus Cristo e sobre os quais Deus derramara seu espírito santo por meio de Jesus Cristo, manifestando assim que Ele (Deus) estava com a congregação cristã. (Atos 2:1-47; 11:1-18) Esta congregação cristã compunha-se de judeus espirituais, de israelitas espirituais, no novo pacto com Deus por meio do mediador Cristo. O italiano Cornélio era tanto judeu ou israelita espiritual como aqueles judeus naturais, crentes. Cornélio viu que a congregação cristã se compunha de judeus espirituais e que Deus estava com estas pessoas. Por isso decidiu ir com os judeus espirituais.
40. Como podemos saber, especialmente desde a destruição de Jerusalém pelos romanos, se há qualquer base para se aplicar Zacarias 8:23 aos judeus naturais, não-cristãos?
40 Podia a destruição de Jerusalém e de seu templo material, pelas legiões romanas, ser interpretada como prova de que Deus estava com os judeus apanhados nesta terrível calamidade, só porque eram judeus segundo a sua carne circuncisa? Como poderia qualquer pessoa honesta razoável aceitar tal interpretação? Hoje não existe nenhum templo judaico no Monte Moriá, em Jerusalém, ao qual os gentios possam subir e adorar junto com os judeus. Tampouco estão os líderes religiosos e os líderes políticos judaicos imitando o Sumo Sacerdote Josué e o Governador Zorobabel, nem estão reconstruindo o templo no seu lugar histórico, embora os judeus ocupassem a antiga cidade murada de Jerusalém na guerra de seis dias de 1967. Portanto, qual é a base para se aplicar Zacarias 8:23 aos judeus naturais, circuncisos, não-cristãos, hoje ou mesmo no futuro previsível? Nenhuma!
41. Cumpre-se hoje Zacarias 8:23 na cristandade?
41 Pois bem, realiza-se então o cumprimento da profecia na atual cristandade religiosa, que por muito tempo se apegou à idéia da conversão do mundo à sua organização religiosa multi-sectária? Agarram-se dez não-cristãos de todos os povos e nações à aba dum membro duma igreja da cristandade e dizem: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco”? E com “Deus” a profecia quer dizer “Jeová dos exércitos”. O mundo pagão certamente não está sendo convertido para as seitas da cristandade na proporção de dez pagãos para um membro duma igreja. A cristandade calcula seu rol de membros das igrejas em 924.274.000, e dez vezes este número significaria duas vezes mais do que a atual população do mundo.
42. Para sabermos a quais de todos os professos judeus espirituais da atualidade se aplica Zacarias 8:23, para que perguntas precisaremos obter os fatos?
42 Assim como havia judeus naturais diferentes de outros judeus naturais nos dias dos apóstolos de Cristo, assim há também professos judeus espirituais diferentes de outros professos judeus espirituais. A cristandade tem mais de 900 milhões de tais professos judeus espirituais, que supostamente estão no novo pacto feito mediante Cristo como mediador. Mas perguntamos a respeito destas duas espécies de professos judeus espirituais: Qual delas está realmente adorando e servindo a Jeová dos exércitos no seu verdadeiro templo espiritual? A qual delas dizem os povos de todas as nações, grandes e pequenas, que irão com eles porque souberam, não que algum “Deus” sem nome está com eles, mas que Jeová Deus está com eles? Neste caso, apenas devemos basear-nos nos fatos. Que estes falem por si mesmos.
43. O que distingue hoje os israelitas espirituais aos quais se aplica Zacarias 8:23, e quantos deles há agora?
43 Segundo as evidências mundiais, são os do restante ungido dos israelitas espirituais que Jeová Deus começou a livrar de Babilônia, a Grande, o império mundial de religião babilônica falsa. Estes estão empenhados numa obra espiritual similar à construção do segundo templo de Jeová nos dias do Sumo Sacerdote Josué e do Governador Zorobabel. Promovem de todo o coração a adoração de Jeová dos exércitos em todo o mundo, por pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas. Reúnem-se anualmente no Dia da Páscoa para celebrar a morte sacrificial do Filho de Jeová, o Messias Jesus, e nesta ocasião comem do pão não-levedado e bebem do vinho assim como Jesus Cristo ordenou. À base deste testemunho eloqüente de sua parte, parecem somar hoje apenas por volta de dez mil israelitas espirituais, ungidos. Muito menos do que os do restante nos dias de Zacarias.
44. Quem se junta aos verdadeiros israelitas espirituais e em que número, segundo os relatórios?
44 No entanto, quem se junta a estes judeus espirituais na adoração do único Deus vivente e verdadeiro, no Seu templo espiritual? Assim como foi predito em Revelação 7:9-17, é uma “grande multidão”, sem número, “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. Estes também se tornam discípulos do Messias de Jeová. (Mateus 28:19, 20) Só no ano de 1973 foram batizados 193.990 destes como discípulos dedicados do Messias de Jeová. Durante este mesmo ano, relatou-se que em média 1.656.673 participaram em obedecer à ordem do Messias, de pregar “estas boas novas” do reino messiânico de Jeová em toda a parte, até o fim próximo deste sistema de coisas. (Mateus 24:14) Quão notável já é o cumprimento de Zacarias 8:23!
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A apresentação do rei resulta na libertação dos prisioneirosO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 16
A apresentação do rei resulta na libertação dos prisioneiros
1. Que espécie de aplicação tem agora a profecia de Zacarias, ao tratar de países e cidades que hoje estão nas notícias, e o que nos ajuda a saber o cumprimento atual?
HOJE em dia, os países da Síria e do Líbano, e a Faixa de Gaza, destacam-se nas notícias. Algumas cidades associadas com estes países são mencionadas no capítulo nove da profecia de Zacarias. Contudo, o que o profeta Zacarias disse lá no sexto século antes de nossa Era Comum não tem aplicação a estes países atuais, na sua relação com a República de Israel. Além de qualquer cumprimento inicial da profecia de Zacarias no primeiro século de nossa Era Comum, e de modo literal, a profecia tem seu cumprimento final hoje em dia, neste século vinte E. C., apenas de modo espiritual ou figurativo. Se nos familiarizarmos com o primeiro cumprimento, há dezenove séculos atrás, poderemos discernir seu atual cumprimento espiritual.
2. Olhamos para o mapa de que período e são judaicos os lugares mencionados em conexão com a “terra de Hadraque”?
2 Se recorrermos ao nosso mapa da Terra da Palestina durante o Reinado dos Reis Persas, observaremos Damasco, capital da Síria, e também a cidade de Hamate, há cerca de 193 quilômetros ao norte de Damasco; também as antigas cidades fenícias (agora libanesas) de Tiro e Sídon, na costa do Mediterrâneo; também as cidades filistéias de Gaza, Ascalom, Ecrom, Asdode e Gade; também as cidades de Jerusalém e Samaria. A “terra de Hadraque” não aparece em todos os mapas, porque não se sabe bem onde estava situada e quais os seus limites precisos, mas a profecia relaciona esta terra antigamente mencionada como Damasco. O Atlas do Mundo Bíblico, de Baly e Tushingham (em inglês; direitos autorais de 1971), página 199, chama a “terra de Hadraque” simplesmente “região na Síria perto de Damasco”. A Edição Revista (em inglês; 1956) do Atlas Histórico de Westminster para a Bíblia, página 124, fala da Terra de Hadraque como “distrito da Síria ao norte de Hamate”, portanto ao norte de Damasco. Pouco importa se a expressão “a terra de Hadraque” é simbólica, para significar o território em conjunto em que se encontravam as já mencionadas cidades sírias, fenícias e filistéias. Todas elas não eram israelitas, não eram judaicas.
3. Como se contrastam os versículos finais de Zacarias, capítulo oito, com os versículos iniciais do capítulo nove?
3 Os versículos finais (Zac 8:20-23) do oitavo capítulo da profecia de Zacarias falam de como pessoas de todas as línguas das nações e de muitas cidades subirão a Jerusalém para adorar a Jeová, agarrando-se até mesmo à aba da veste dum judeu para acompanhá-lo na adoração de seu Deus. O que acontece aos que não fazem isso? Os oito versículos iniciais do próximo capítulo (nove) nos informam muito bem sobre algumas das conseqüências de não se fazer isso. Portanto, leiamos esta parte, Zacarias 9:1-8:
4. Segundo Zacarias 9:1-8, quem intervém nos assuntos dos mencionados e a favor de quem?
4 “Uma pronúncia: ‘A palavra de Jeová é contra a terra de Hadraque e descansa em Damasco; porque Jeová tem o olho posto no homem terreno e em todas as tribos de Israel. E a própria Hamate também confinará com ela; Tiro e Sídon, porque ela é muito sábia. E Tiro passou a construir para si uma escarpa e a amontoar prata como pó e ouro como a lama das ruas. Eis que o próprio Jeová a desapossará e certamente golpeará a sua força militar lançando-a dentro do mar; e ela mesma será devorada pelo fogo. Ascalom o verá e ficará com medo; e quanto a Gaza, também sentirá dores muito severas; também Ecrom, porque a sua esperança aguardada terá de sofrer vergonha. E de Gaza há de perecer um rei e a própria Ascalom não será habitada. E será realmente um filho ilegítimo que se sentará em Asdode, e eu certamente deceparei o orgulho do filisteu. E vou remover-lhe da boca as suas coisas manchadas de sangue e de entre os seus dentes as suas coisas repugnantes, e então ele mesmo há de restar para o nosso Deus; e terá de tornar-se como xeque em Judá, e Ecrom, como o jebuseu. E eu vou acampar-me como posto avançado para a minha casa, de modo que ninguém passará e ninguém retornará; e não mais passará por eles algum feitor, porque agora eu o vi com os meus olhos.’”
5. Por que estava o desfavor de Jeová sobre Damasco, a “terra de Hadraque” e Hamate?
5 A Síria antiga, do sexto século A. E. C., adorava deuses falsos e mantinha sua inimizade para com a terra restabelecida de Judá. Recusava adorar a Jeová no seu templo reconstruído em Jerusalém. Portanto, havia bons motivos para a palavra de Jeová não ser favorável, mas sim contra a aterra de Hadraque”, como parte da Síria. Sua palavra desfavorável recairia sobre a capital de todo o país, a saber, Damasco; e visto que o território de Hamate confinava com Damasco, pronunciar-se-ia a palavra desfavorável de Jeová também contra Hamate. De modo que toda a Síria estava sob o desfavor divino.
6. Por que era a palavra de Jeová contra cidades da Fenícia?
6 O país da Fenícia confina com a Síria, e este também se havia voltado contra a terra de Judá, no seu tempo de maior aflição. O Salmo 83:5-8 inclui as cidades fenícias de Gebal e Tiro na conspiração internacional contra o povo de Jeová, dizendo: “Passaram a concluir contra ti até mesmo um pacto, as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os agarenos, Gebal, e Amom, e Amaleque, a Filístia junto com os habitantes de Tiro. Também a própria Assíria se juntou a eles; tornaram-se um braço para os filhos de Ló [Moabe e Amom].” Tiro era realmente uma colônia de Sídon; e Zacarias 9:2-4 menciona-as, dizendo:
7. Com quem é Tiro relacionada em Zacarias 9:2-4, e o que se predisse que aconteceria a Tiro?
7 “Tiro e Sídon, porque ela é muito sábia. E Tiro passou a construir para si uma escarpa e a amontoar prata como pó e ouro como a lama das ruas. Eis que o próprio Jeová a desapossará e certamente golpeará a sua força militar lançando-a dentro do mar; e ela mesma será devorada pelo fogo.”
8. Que Tiro era a mencionada por Zacarias e por que era assim?
8 Estas palavras tornam certo que a “palavra de Jeová” foi também proferida contra toda a Fenícia, conforme representada pelas suas mundialmente famosas cidades de Tiro e Sídon. A cidade de Tiro mencionada aqui é a cidade insular, porque o Rei Nabucodonosor, de Babilônia, destruiu a cidade continental na sua campanha da Palestina. (Ezequiel 29:17-20) Os sobreviventes de Tiro fugiram para a sua ilha ao longo do litoral e construíram nela uma forte cidade. Segundo Ezequiel 28:1-19, Tiro se tornou Diabolicamente traidora para com seu anterior amigo Israel, e Sídon associou-se com Tiro neste proceder. (Ezequiel 28:20-26) Depois do restabelecimento da terra de Judá, em 537 A. E. C., depois de ela ficar setenta anos desolada, Tiro e Sídon não mudaram de atitude de coração para com Jerusalém com seu segundo templo. Quão imprudente!
9. Como se enriquecia e fortalecia Tiro, mas em que resultou a profecia de Jeová a respeito dela?
9 Tanto Tiro como Sídon continuaram a seguir a sabedoria deste mundo, aumentando sua sabedoria para o acúmulo de riquezas, o armazenamento de ouro e prata aqui na terra, onde podem ser tomados por saqueadores. A forte escarpa que Tiro construiu para sua proteção como potência marítima e comercial não resistiu à estratégia do conquistador grego Alexandre Magno, em 332 A.E.C. Suas forças militares terrestres bem como os abordos de seus muitos navios falharam-lhe então. Jeová, por meio de seu instrumento terrestre de execução, golpeou as forças militares de Tiro lançando-as para dentro do mar, onde ela havia estabelecido seu baluarte. Jeová a desapossou por entregar as enormes riquezas dela ao conquistador. Sendo então devorada pelo fogo, causou-se-lhe a ruína completa.
10. Que interesse mostraram pessoas de Tiro e Sídon em Jesus Cristo e o que se relatou como tendo sido estabelecido em Tiro?
10 Anos depois, Tiro foi reconstruída, mas nem ela, nem Sídon, recuperaram a forte posição comercial que tinham antes de se cumprir a “palavra de Jeová” proferida contra ela. No primeiro século de nossa Era Comum, muitos vieram de Tiro e de Sídon para ouvir e observar Jesus, e para ser curados por ele. (Marcos 3:7, 8; Lucas 6:17; Mateus 15:21-29) Segundo as próprias palavras de Jesus em Mateus 11:20-22 e Lucas 10:13, 14, deve ter havido muitos em Tiro e Sídon dispostos a escutar e a agir segundo a mensagem do reino de Deus. Havia uma congregação cristã em Tiro, por ocasião da terceira viagem missionária do apóstolo Paulo. (Atos 21:2-7) Estes tírios não confiavam em forças militares, nem armazenavam tesouros na terra, mas entesouravam-nos no céu.
DECEPADO O ORGULHO DO INIMIGO PAGÃO
11, 12. (a) Que liga intermunicipal dominava antigamente a Filístia? (b) O orgulho de quem seria decepado por Jeová, e como?
11 Então, qual foi a “palavra de Jeová” proferida contra a Filístia? Antigamente, a liga das cinco cidades de Asdode, Ascalom, Ecrom, Gate e Gaza dominava a terra da Filístia. Por algum motivo, Gate deixa de ser mencionada na palavra de Jeová dirigida aqui contra os filisteus. Zacarias 9:5-7 prossegue com a profecia e diz:
12 “Ascalom o verá e ficará com medo; e quanto a Gaza, também sentirá dores muito severas; também Ecrom, porque a sua esperança aguardada terá de sofrer vergonha. E de Gaza há de perecer um rei e a própria Ascalom não será habitada. E será realmente um filho ilegítimo que se sentará em Asdode, e eu certamente deceparei o orgulho do filisteu. E vou remover-lhe da boca as suas coisas manchadas de sangue e de entre os seus dentes as suas coisas repugnantes, e então ele mesmo há de restar para o nosso Deus; e terá de tornar-se como um xeque em Judá, e Ecrom, como o jebuseu.”
13. (a) Como seriam Ascalom, Gaza e Ecrom afetadas pela destruição de Tiro em 332 A. E. C.? (b) Que mudança sofreria Asdode?
13 A cidade de Ascalom havia de ver assim a destruição de Tiro e havia de ficar com medo, ficando finalmente sem habitantes. Quanto a Gaza, sentiu severas dores evidentemente pelo mesmo motivo; e por causa deste acontecimento doloroso e suas conseqüências, sofreu uma mudança no governo e extinguiu-se nela seu rei nativo. A cidade de Ecrom evidentemente olhava para Tiro como sua esperança de proteção e socorro contra um inimigo invasor. Portanto, quando Tiro foi reduzida a ruínas depois dum sítio de sete meses por Alexandre Magno, em 332 A. E. C., Ecrom também se contorcia em severas dores, porque ficara desapontada e envergonhada na sua esperança. Mas que dizer da quarta cidade mencionada, Asdode? Evidentemente, havia de ocorrer uma mudança de população nela, porque Jeová disse: “Será realmente um filho ilegítimo que se, sentará em Asdode.” A população nativa, legítima, não permaneceria nela. Estrangeiros e estranhos ocupariam a cidade, não só quanto ao governo, mas também quanto à população.
14. De que atitude para com Israel havia sido culpada a Filístia e como seria isso decepado por Jeová?
14 Admite-se, pois, que a “palavra de Jeová” era contra a Filístia. Os filisteus haviam sido muito orgulhosos e arrogantes, especialmente para com o povo de Jeová, mesmo depois do restabelecimento deste à sua pátria. Entretanto, seu orgulho precedeu à queda. Por fazer estas coisas mencionadas às quatro cidades principais da Filístia, Jeová ‘deceparia o orgulho do filisteu’. Nenhum filisteu podia mais gabar-se, ao comparar-se com o povo de Jeová. Jeová cortaria também sua falsa adoração religiosa.
15. (a) O que se faria às “coisas manchadas de sangue” e às “coisas repugnantes” dos filisteus? (b) Que proceder seria adotado por um restante dos filisteus?
15 Na adoração de seus deuses falsos, comiam sacrifícios repugnantes a Jeová e ao seu povo. Também, as vítimas animais que comiam nas suas refeições sacrificiais não eram sangradas. Devia acabar-se com tal adoração repugnante de deuses idólatras, pois a “palavra de Jeová” prosseguiu: “E vou remover-lhe da boca [do filisteu] as suas coisas manchadas de sangue e de entre os seus dentes as suas coisas repugnantes, e então ele mesmo há de restar para o nosso Deus.” Não se explica como se removeriam tais coisas manchadas de sangue e repugnantes da boca e dos dentes do filisteu. Mas, dentre todos aqueles filisteus que se recusavam a observar o mandamento de Deus e a deixar a idolatria com seus sacrifícios e ritos abomináveis, havia de sobrar um restante que faria isso voluntariamente, em obediência. Este restante será “para o nosso Deus”, para Jeová dos exércitos. Que transformação vitalizadora! Mas, Zacarias 9:7 prossegue dizendo a respeito deste restante: “E terá de tornar-se como um xeque em Judá, e Ecrom, como o jebuseu.
16. (a) Como se tornaria o restante dos filisteus “como um xeque em Judá”? (b) Tornarem-se “como o jebuseu” indicava que nível de sociedade para os de Ecrom?
16 Naturalmente, sendo os filisteus camitas, não se podiam tornar xeques na tribo de Judá, que era semita e hebréia. (Gênesis 10:6, 13, 14, 21-25) Mas o restante obediente convertido à adoração de “nosso Deus”, Jeová, podia tornar-se “como um xeque em Judá”. O restante ocuparia assim uma posição de distinção em companhia do povo escolhido de Jeová e não seria considerado de pouca ou nenhuma importância. Como o xeque dum clã, receberiam responsabilidades. Entretanto, estas responsabilidades seriam subordinadas às dos próprios judeus. Isto é indicado pela declaração de que Ecrom se tornaria “como o jebuseu”. Os jebuseus, iguais aos filisteus, eram camitas, não por meio de Mizraim, filho de Cã, mas por meio de Canaã, filho de Cã, e por isso eram cananeus. (Gênesis 10:6, 15, 16) Os jebuseus eram os primitivos ocupantes de Jerusalém, que por isso costumava ser chamada Jebus.
17. Por que se indicava uma posição favorecida aos de Ecrom por se tornarem “como o jebuseu”?
17 Em 1070 E.C., o Rei Davi capturou a cidade dos jebuseus e chamou-a Jerusalém. (Juízes 1:21; 2 Samuel 5:4-9) Mais tarde, os jebuseus subjugados foram usados como trabalhadores escravos pelo filho de Davi, o Rei Salomão, nas diversas obras públicas de construção, inclusive do templo suntuoso em Jerusalém. (1 Reis 9:15-23; 2 Crônicas 8:1-10) Quanto privilégio era para aqueles jebuseus ter parte na construção do templo de Jeová em Jerusalém e também na de muitas construções boas para o reino messiânico, típico, de Deus no antigo Israel! Portanto, ao tornar-se “como o jebuseu”, Ecrom e seus habitantes que se voltaram para a adoração de “nosso Deus”, Jeová, foram trazidos a uma posição favorecida, embora subserviente.
18. Que experiência com o cristianismo tiveram os filisteus no primeiro século E. C.?
18 No primeiro século de nossa Era Comum, pregaram-se as boas novas do reino messiânico de Deus aos filisteus. Lembramo-nos de que o evangelizador Filipe pregou a um eunuco etíope, ao andarem no carro deste na “estrada que desce de Jerusalém para Gaza”, na Filístia. Depois de batizar este etíope convertido ao cristianismo, Filipe o deixou e foi encontrado em Asdode (Grego: Azotos; a moderna Asdode), cerca de cinqüenta e cinco quilômetros ao norte de Gaza. Sem dúvida, muitos filisteus aceitaram a evangelização de Filipe. (Atos 8:26-40) Depois da conversão do centurião italiano Cornélio, em 36 E.C., os filisteus podiam ser convertidos e podiam então receber o espírito santo de Deus mediante Cristo.
19. Como se cumpre o quadro profético de ‘um filho ilegítimo realmente se sentar em Asdode’ no caso os modernos filisteus antitípicos?
19 No nosso próprio século vinte, muitos religiosos têm sido como os antigos filisteus em adorar deuses falsos e em combater o povo de Jeová. Assim como a antiga Asdode, cidade principal na confederação de cinco cidades dos filisteus, passou por uma mudança de população, como que por filhos ilegítimos, assim estes antitípicos filisteus da atualidade passaram por uma mudança de personalidade. Dedicando-se a Deus por meio de Jesus Cristo e sendo batizados em água, deixam de fazer parte deste mundo filisteu e tornam-se ‘estrangeiros’, não-nativos, para ele e assim fora de lugar. Não vão atrás do comercialismo egoísta assim como a antiga Tiro, nem dependem dele e esperam nele, assim como Ecrom olhava para Tiro, nem confiam numa força militar, assim como fazia a antiga Síria. Abstêm-se da adoração e do serviço dos deuses sanguinários deste mundo moderno. Tomam sua posição, em devoção, a favor de “nosso Deus”, Jeová dos exércitos.
20. Estes filisteus transformados da atualidade recebem que participação com o restante dos israelitas espirituais?
20 Em reconhecimento deste proceder, tais filisteus modernos, transformados, recebem uma parte com o restante ungido dos israelitas ou judeus espirituais na promoção da adoração de Jeová no seu templo espiritual. Assim “como um xeque em Judá”, recebem tarefas e responsabilidades relacionadas com esta atividade do templo. A multidão destes servos dedicados e batizados de Jeová Deus já se tornou “grande”, e ela ainda está aumentando. Esta “grande multidão”, sem número, que passa a associar-se com o restante ungido pelo espírito, foi predita em Revelação 7:9-17.
21, 22. (a) De que proveito era para seu povo que Jeová fosse para eles um “posto avançado” e por que não passaria por eles nenhum feitor? (b) Como cumpriu Jeová esta profecia para com o seu restante do Israel espiritual hoje em dia?
21 As antigas Filístia, Fenícia e Síria eram inimigas ferrenhas do restante restabelecido dos anteriores exilados judaicos. Para assinalar o contraste entre seus tratos com estes inimigos e seus tratos com o seu povo escolhido, a casa de Israel, Jeová dos exércitos prosseguiu, dizendo: “E vou acampar-me como posto avançado para a minha casa de modo que ninguém passará e ninguém retornará; e não mais passará por eles algum feitor, porque agora eu o vi com os meus olhos.” — Zacarias 9:8.
22 Acampado como num posto avançado, Jeová dos exércitos podia impedir que os inimigos atacantes chegassem perto de Sua “casa” e a invadissem e depois se retirassem. Como “posto avançado”, podia impedir que passasse ainda um “feitor” escravizador pelo seu meio e os escravizasse. Similar a isso, o mesmo Jeová dos exércitos protegeu sua “casa” de israelitas espirituais neste “tempo do fim” quando os inimigos se ajuntaram mais do que nunca em oposição à adoração de Jeová no seu templo espiritual. Fortalecidos pelo Seu poderoso espírito, os da “casa” de Jeová do Israel espiritual resistiram com bom êxito a todos os esforços dos “feitores” do mundo, no sentido de atravessarem seu domínio espiritual e se tornarem seus feitores religiosos. Imitando os apóstolos de Cristo, obedecem a Deus antes que aos homens. — Atos 5:29.
23. (a) O que significa a expressão de Jeová: “Agora eu o vi com os meus próprios olhos”, com respeito à situação de seu povo no meio de toda a humanidade? (b) Como se dá isso atualmente com o restante espiritual e a “grande multidão” de co-adoradores?
23 Jeová dos exércitos apercebe-se das ameaças e dos empenhos dos inimigos feitos contra seus adoradores no seu templo. Conforme ele disse: “Agora eu o vi com os meus olhos.” Isto corresponde ao que ele disse anteriormente na sua “pronúncia”, nas seguintes palavras: “A palavra de Jeová é contra a terra de Hadraque e descansa em Damasco; porque Jeová tem o olho posto no homem terreno e em todas as tribos de Israel.” (Zacarias 9:1) Ele fixa seu olho observador não só em “todas as tribos de Israel”, mas também no homem terreno. Quer dizer, em toda a humanidade além de seu povo escolhido. Foi por isso que fez a sua pronúncia contra os inimigos tradicionais, tais como a Síria, a Fenícia e a Filístia, que haviam maltratado as doze tribos de Israel. Esta “pronúncia” é profética e tem aplicação espiritual hoje aos inimigos do Israel espiritual de Jeová e da “grande multidão” de co-adoradores. A diferença entre como Jeová dos exércitos trata todos estes adoradores Dele e como trata o equivalente hodierno da Síria, da Fenícia e da Filístia pode ser vista prontamente. A plena diferença será observável durante o vindouro tempo de “grande tribulação”, quando ele libertar completamente seus adoradores leais de todos os inimigos ímpios deles. — Mateus 24:21, 22; Revelação 7:14, 15; 19:11-21.
‘EIS QUE VEM O TEU PRÓPRIO REI’
24. (a) Em vista do que sofreu Gaza, que perguntas se fazem a respeito do alvo de sua hostilidade, Jerusalém? (b) Por que será o brado de Jerusalém diferente daquele de Gaza?
24 Na cidade filistéia de Gaza havia de perecer o rei, mas o que se daria com respeito ao alvo da hostilidade filistéia, Jerusalém, chamada poeticamente Sião? Sentiria ela “dores muito severas” igual a Gaza, por ver a derrubada do baluarte do comercialismo ganancioso e da força militar não-teocrática? Deveria gritar em severas dores e em temor aterrorizante? Ela gritará, sim, mas não assim como Gaza! Porque depois de fazer a sua pronúncia contra a Síria, a Fenícia e a Filístia, Jeová prosseguiu: “Jubila grandemente, ó filha de Sião. Brada em triunfo,a ó filha de Jerusalém. Eis que vem a ti o teu próprio rei. Ele é justo, sim, salvo; humilde, e montado num jumento, sim, num animal plenamente desenvolvido, filho de jumenta. E hei de decepar de Efraim o carro de guerra e de Jerusalém o cavalo. E o arco de batalha terá de ser decepado. E ele falará realmente de paz às nações; e seu domínio será de mar a mar e desde o Rio até os confins da terra.” — Zacarias 9:9, 10.
25. Por que tinha a “Filha de Jerusalém” todos os motivos para bradar em triunfo e ser muito alegre com a aproximação do rei?
25 No cumprimento desta promessa gloriosa, por que não teria Jerusalém os melhores motivos do mundo para ser muito jubilante e para ‘bradar em triunfo’? Porque na ocasião em que se deu esta promessa divina, por meio do profeta Zacarias, Jerusalém não tinha rei próprio. Ela tinha apenas um governador provincial, designado pelo imperador da Pérsia, Dario I, a saber, Zorobabel, filho de Sealtiel, da linhagem real de Davi. O reino de Davi havia sido derrubado pelos babilônios cerca de noventa anos antes, em 607 A. E. C., na destruição total de Jerusalém e na deportação de seu rei Zedequias para Babilônia. Embora já tivessem passado os setenta anos em que Jerusalém jazia completamente desolada, os Tempos dos Gentios de 2.520 anos, em que as nações não-judaicas haviam de pisar o direito de Jerusalém a um reinado davídico, ainda haviam de continuar até o ano 1914 E.C. Portanto, nos dias de Zacarias, a “filha de Jerusalém” ansiava a vinda do verdadeiro Rei-Messias da linhagem de Davi, o Messias prefigurado pelo Governador Zorobabel. — Ageu 2:23.
26. Por que não precisamos adivinhar com incerteza o cumprimento inicial desta profecia de Zacarias?
26 Hoje, nós os que estamos interessados no verdadeiro Messias, não num falso Cristo, não precisamos ficar em incerteza quanto ao cumprimento inicial da profecia de Zacarias. Ele foi registrado e descrito para nós pelo menos por três testemunhas oculares dele, a saber, Mateus Levi, cobrador de impostos, João Marcos, habitante de Jerusalém, e João, filho de Zebedeu, além de um historiador do primeiro século, que investigou os fatos do caso, o médico Lucas, da Ásia Menor. Aconteceu no domingo, 9 de nisã de 33 E.C. Mateus Levi nos diz:
Ora, quando se aproximavam de Jerusalém, e chegaram a Betfagé, no Monte das Oliveiras, Jesus enviou então dois discípulos, dizendo-lhes: “Ide à aldeia que está ao alcance de vossa vista, e logo achareis atada uma jumenta, e um jumentinho com ela; desatai-os e trazei-mos. E se alguém vos disser alguma coisa, tendes de dizer: ‘O Senhor precisa deles.’ Com isso, ele os enviará imediatamente.”
Isto aconteceu realmente para que se cumprisse o que fora falado por intermédio do profeta, que disse: “Dizei à filha de Sião: ‘Eis que o teu Rei está vindo a ti, de temperamento brando e montado num jumento, sim, num jumentinho, descendência dum animal de carga.’”
Os discípulos foram então e fizeram conforme Jesus lhes ordenara. E trouxeram a jumenta e seu jumentinho, e colocaram sobre estes as suas roupas exteriores, e ele se sentou nelas. A maior parte da multidão estendeu na estrada as suas roupas exteriores, ao passo que outros cortaram ramos das arvores e os espalhavam pela estrada. Quanto às multidões, os que lhe precediam e os que lhe seguiam clamavam: “Salva, rogamos, o Filho de Davi! Bendito é aquele que vem em nome de Jeová! Salva-o, rogamos, nas maiores alturas!”
Entrando ele então em Jerusalém, a cidade inteira ficou em comoção, dizendo: “Quem é este?” As multidões diziam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia!”
E Jesus entrou no templo e lançou fora todos os que vendiam e compravam no templo, e derrubou as mesas dos cambistas e as bancas dos que vendiam pombas. E disse-lhes: “Está escrito: ‘Minha casa será chamada casa de oração’, mas vós fazeis dela um covil de salteadores.” Aproximaram-se dele no templo também cegos e coxos, e ele os curou.
Quando os principais sacerdotes e os escribas viram as coisas maravilhosas que ele fazia e os meninos que clamavam no templo e diziam: “Salva, rogamos, o Filho de Davi!” ficaram indignados e disseram-lhe: “Ouves o que estes estão dizendo?” Jesus disse-lhes: “Sim. Nunca lestes o seguinte: ‘Da boca dos pequeninos e de crianças de peito forneceste louvor’?” — Mateus 21:1-16.
27. Se os discípulos não tivessem clamado, como se teria cumprido a profecia?
27 E o médico judeu Lucas acrescenta o seguinte pormenor:
No entanto, alguns dos fariseus dentre a multidão disseram-lhe: “Instrutor, censura os teus discípulos.” Mas ele disse, em resposta: “Eu vos digo: Se estes permanecessem calados, as pedras clamariam.” — Lucas 19:39, 40; Veja também Marcos 11:1-18; João 12:12-19.
28. De que modo estava Jesus pacífico, “humilde”, “justo”, e “salvo” na sua entrada triunfal em Jerusalém?
28 Assim, em vez de montar num cavalo de guerra, Jesus Cristo entrou em Jerusalém montado pacificamente num jumento, dessemelhante de Herodes, o Grande, que depois de sitiar Jerusalém por três meses no ano 37 A. E. C., tomou-a em assalto e destronou o rei asmoneu (macabeu), Antígono, da tribo de Levi. Jesus foi realmente “humilde”, conforme predito por Zacarias 9:9. Não era falso Cristo ou falso Messias, mas era “justo”, o Messias vindicado pelo seu Pai celestial Jeová. Era de fato “justo” por ser aperfeiçoado na carne sem pecado, imaculado, e por isso capaz de oferecer-se como perfeito sacrifício humano para tirar o pecado de todo o mundo injusto da humanidade. (Atos 7:52; Hebreus 7:26; 1 João 2:1) Foi deveras “salvo”, assim como seu antecessor antigo, o Rei Davi, foi salvo por receber a vitória sobre seus inimigos. (2 Samuel 22:1-4; 8:6, 14) Não foi em vão que a grande multidão clamou, quando Jesus entrou triunfantemente, montado, em Jerusalém: “Hosana ao Filho de Davi”, ou, “Salva, rogamos, o Filho de Davi!” Sete dias depois, o Deus Todo-poderoso salvou a Jesus da morte por ressuscitá-lo à vida imortal no céu. — Hebreus 5:7-10.
29. (a) Com respeito aos seus discípulos espirituais, como é que Jesus falou “paz às nações”? (b) Como destruirá ele todo equipamento de guerra dentro e fora da cristandade, e qual será o resultado de ele falar paz a “grande multidão” da atualidade?
29 É ele quem seria chamado: “Príncipe da Paz”. (Isaías 9:6, 7) Os discípulos judaicos dele vieram de todas as tribos de Israel, inclusive de Efraim e Judá, e ele os uniu numa pacífica fraternidade cristã; entre seus discípulos, ele rompeu até mesmo a inimizade entre os que eram judeus naturais, circuncisos, e os que eram gentios. (Efésios 2:11-20) Desta maneira já falou “paz às nações”. Mas a cristandade tem-se negado a escutar o que ele disse e continua a guerrear no seu próprio meio até o dia de hoje. Na vindoura “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, Jeová Deus usará seu Rei Messiânico para destruir os carros e os arcos de guerra, e todo o armamento de guerra violenta encontrado hoje dentro e fora da cristandade. (Revelação 16:14-16; 19:11-21) Destruirá todos os promotores da guerra violenta entre a humanidade, em todas as nações. Mas, para a “grande multidão” de adoradores amantes da paz no templo espiritual de Jeová, que saíram de todas as nações, o vitorioso Rei Jesus Cristo falará paz e em paz, e eles serão preservados. — Revelação 7:14.
30. Após o fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C., como foi Jesus Cristo apresentado formalmente à antitípica Jerusalém como Rei, mas que pergunta surge quanto a ele ser recebido?
30 Em 1914 E.C., quando os 2.520 anos dos Tempos dos Gentios terminaram para as nações gentias pisarem no direito de Jerusalém a um reinado messiânico, da linhagem real de Davi, o Deus Altíssimo Jeová empossou o Messias Jesus no trono celestial, para que reinasse e passasse a subjugar no meio dos seus inimigos. (Salmo 110:1-6; Atos 2:34-36; Hebreus 10:12, 13) Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918 E.C.), os do restante dedicado e batizado dos israelitas espirituais proclamaram publicamente que os Tempos dos Gentios haviam terminado e que o Deus Altíssimo fizera de seu Filho Jesus Cristo o Rei reinante nos céus. Assim se apresentou o Rei Messiânico de Jeová especialmente à cristandade, que foi prefigurada pela Jerusalém do primeiro século E. C. Mas, recebeu-o a cristandade, que professa compor-se de discípulos de Cristo, como Rei cujo “domínio” havia de ser “de mar a mar e desde o Rio “até os confins da terra”?
31. Até dezembro de 1918, o que provou se a cristandade recebeu ou não o Messias de Jeová como seu rei?
31 Não segundo o que a cristandade fez aos do restante ungido dos “irmãos” espirituais dele, que foi como se fizesse isso ao próprio Jesus, o Messias. (Mateus 25:40, 45; Marcos 9:37) Três anos e meio depois do fim dos Tempos dos Gentios, a cristandade aguerrida levou ao auge sua perseguição e supressão do restante dos irmãos espirituais de Cristo, na primavera de 1918 E.C. (Revelação 11:2-10) Só depois disso acabou a cristandade com a sua primeira guerra mundial, em 11 de novembro de 1918. Imitando a Jerusalém do primeiro século E. C., a cristandade negou-se a receber o Rei Messiânico de Jeová. No mês seguinte (dezembro de 1918), a cristandade tornou público que favorecia a proposta Liga das Nações como “a expressão política do Reino de Deus na terra”.
32. Em vista do proceder da cristandade, não havia ninguém que acolhesse o Rei messiânico de Jeová? E o que teriam de fazer estes, segundo a profecia?
32 Ora, não havia ninguém para acolher o Rei Messiânico apresentado por Jeová dos exércitos? Sim, havia! Assim como no domingo, 9 de nisã de 33 E.C., houve um restante dos judeus, a saber, os discípulos de Jesus Cristo, que o aclamaram e acolheram na sua entrada régia em Jerusalém, assim houve um restante de israelitas espirituais que fizeram o mesmo depois do fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C. Pelas medidas de perseguição e repressão dos governos gentios da cristandade, foram espalhados e dispersos, assim como foram os discípulos de Jesus depois de ele ser traído e preso, no quinto dia depois de sua entrada triunfal em Jerusalém. Mas, no primeiro ano do após-guerra, 1919 E.C., quando foram revivificados pelo espírito vitalizador de Deus e restabelecidos ativamente no seu serviço, eles rejeitaram a Liga das Nações que foi adotada e ativada naquele ano. Em vez de aceitarem tal falsificado reino de Cristo, adotaram o espírito de Zacarias 9:9 e ficaram ‘grandemente jubilantes’, começando a ‘bradar em triunfo’, porque chegara a eles seu Rei, o verdadeiro Messias-Cristo.
33. (a) Desde 1919 E.C., como fizeram os que receberam o Rei que se soubesse de sua alegria e que se ouvisse seu brado? (b) Quando e como deixará o Messias-Cristo de montar um jumento pacífico, em caminho para onde?
33 Deixaram sua alegria ser conhecida em todo o mundo. Deixaram seu brado ser ouvido em todo o mundo. Como? Por começarem em 1919 E.C. a maior campanha de proclamação do reino messiânico de Deus que o mundo da humanidade já conheceu. (Mateus 24:14; Revelação 14:6) Deixaram ouvir a proclamação das boas novas do reino messiânico de Deus até onde se predisse que se estenderia o “domínio” do Messias: “de mar a mar e desde o Rio [Eufrates] até os confins da terra”. (Zacarias 9:10; Salmo 72:8) Já foram ouvidos em 208 países e grupos de ilhas, e isto em 165 idiomas. No imutável tempo devido de Deus — agora já em breve — toda a cristandade e todos os outros elementos deste sistema mundial de coisas terão de ser eliminados de todo este território na “grande tribulação” que se aproxima rapidamente e que será tal como o mundo da humanidade nunca conheceu. Em Revelação 19:11-21, o Messias-Cristo é representado não mais como montado num jumento pacífico, mas num cavalo de guerra branco, avançando para a batalha para eliminar todos os opositores que têm ocupado ilegalmente seu domínio terrestre desde 1914 E.C.
A VOLTA DOS PRISIONEIROS AO REDUTO
34. (a) Fez Jesus, o Messias, apenas a proclamação da libertação dos presos? (b) Que perguntas são suscitadas pelo anúncio de Jeová à “mulher” de Zacarias 9:11, 12?
34 Jesus, o Messias, quando na terra como homem perfeito, foi enviado “para proclamar liberdade aos que foram levados cativos”. (Isaías 61:1; Lucas 4:16-21) Ele não só a proclama, mas depois de sua proclamação dela, concede-a aos cativos. A pronúncia de Jeová por intermédio de Zacarias predisse isto, ao passo que prossegue: “Também tu, ó mulher, pelo sangue do teu pacto vou enviar teus prisioneiros para fora do poço em que não há água. Voltai ao reduto, prisioneiros da esperança.” (Zacarias 9:11, 12) Quem é aquela aqui chamada mulher, quem são os “prisioneiros” e qual é o “reduto”?
35. A “mulher” a que se fala aqui está num pacto cujo sangue foi derramado em que ocasião?
35 Aquela que foi chamada como se fosse mulher é a organização que está num pacto com Jeová Deus por meio do sangue precioso da vida. Não, não é a Jerusalém terrestre, nem a nação terrena do Israel natural, circunciso. É verdade que a antiga nação de Israel estava num pacto nacional com Jeová, por meio do sangue de vítimas animais sacrificadas pelo mediador Moisés, no Monte Sinai, na Arábia. (Êxodo, capítulo 24) Segundo este pacto nacional, validado com tal sangue animal, os do restante dos israelitas haviam sido libertos de sua prisão no exílio, em Babilônia, em 537 A. E. C. Mas o que Jeová agora dizia por meio de Zacarias referia-se a uma libertação no futuro distante, muito depois daquele livramento do exílio babilônico. Refere-se à libertação do poço sem água depois da apresentação do Rei Messiânico de Jeová. Segue-se à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, cinco dias antes da Páscoa judaica de 33 E.C. Naquele Dia da Páscoa, derramou-se sangue sacrificial.
36. Ao sangue de quem se refere isso, com quem se faz o pacto por meio de sangue e quem é a chamada “mulher” de Zacarias 9:11?
36 O sangue de quem? O sangue do Messias, cujo sangue havia sido tipificado pelo sangue de todos os cordeiros pascoais sacrificados anualmente pelos judeus desde aquela primeira Páscoa lá no Egito, em 1513 A. E. C. (1 Coríntios 5:7; João 1:29, 36; 1 Pedro 1:18, 19) Em virtude do sangue do Messias, mais precioso do que o de todas as vítimas animais sacrificadas por Israel, pôs-se em vigor um novo pacto. Com quem? Não com a Jerusalém terrestre, nem com o Israel natural, que rejeitou o Rei Messiânico e causou-lhe a morte. Mas com o Israel espiritual, circunciso no coração, judeu em sentido íntimo. (Jeremias 31:31-34; Hebreus 8:7 a 9:15) O Mediador deste novo pacto entre Jeová e o Israel espiritual é o Messias Jesus. De modo que se fala em Zacarias 9:11 ao Israel espiritual como a uma mulher que está num pacto feito por sangue.
37, 38. (a) Quem são os “prisioneiros” da mulher e qual é o poço sem água neste século vinte? (b) Que significado mais amplo se poderia dar ao poço sem água, e que pacto é posto em vigor por meio do sangue?
37 Onde se encontravam então estes “prisioneiros” pertencentes a tal mulher simbólica? Aqui neste século vinte e nesta “terminação do sistema de coisas”, estes “prisioneiros” são os do restante ungido dos israelitas espirituais. A história deste século registra que durante a Primeira Guerra Mundial eles vieram a estar em escravidão à religiosa Babilônia, a Grande, e seus patrocinadores políticos e militares. Nesta condição, estavam como que num “poço em que não há água”. Não havia ali nenhum refrigério espiritual, nenhuma esperança de saírem! Mas, pelo sangue derramado de Cristo como sacrifício resgatador, seus pecados nesta condição lhes foram perdoados e eles foram restabelecidos no favor de Jeová e no seu legítimo domínio espiritual na terra, não sendo mais exilados longe Dele. Mas, o poço sem água pode também representar aquela condição desfavorável, maior, de estar sob a condenação geral do pecado e sob a sua pena de morte, herdada de nossos primeiros pais humanos, pecadores, Adão e Eva. Exigiu realmente o sangue redentor de Cristo para tirar desta condição os que constituíam este restante espiritual. O sangue dele é que foi aplicado para fazer vigorar o novo pacto. Jesus disse:
38 “Isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.” (Mateus 26:28) “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.” — Lucas 22:20; Hebreus 13:20.
39. Apenas a esperança de que fonte podiam ter estes “prisioneiros” no poço sem água e que chamada lhes fez Jeová em 1919 E.C.?
39 Assim, pela aplicação do sangue do novo pacto feito com o Israel espiritual, Jeová dos exércitos tirou o restante encarcerado do “poço” sem água da condenação do pecado e da morte. (Hebreus 12:24) A religiosa Babilônia, a Grande, não oferecia nenhuma esperança a estes “prisioneiros”; só podiam ter “esperança” se confiassem nas promessas amorosas de Jeová Deus e seu Messias. A estes, no exílio espiritual sob Babilônia, a Grande, Jeová dos exércitos fez a chamada em 1919 E.C.: “Voltai ao reduto, prisioneiros da esperança.” — Zacarias 9:12.
40. (a) O que deviam fazer os “prisioneiros” segundo a chamada? (b) Qual é o “reduto” ao qual os prisioneiros têm de retornar?
40 Esta chamada divina significava que tais “prisioneiros da esperança” deviam sair de Babilônia, a Grande! (Revelação 18:1-4) A palavra “reduto” nos faz lembrar as palavras de 2 Samuel 5:7-9: “Davi passou a capturar a fortaleza de Sião, isto é, a cidade de Davi. . . . E Davi passou a morar na fortaleza e ela veio a ser chamada de cidade de Davi.” Mas a capital do Rei Davi foi ampliada para incluir mais do que o Monte Sião, e veio a ser chamada Jerusalém. De modo que Jerusalém é um “reduto”, não tanto quanto a ser uma cidade muito fortificada, mas no que ela representava. O que representava? O reino messiânico de Deus, pois o seu rei humano foi ungido com óleo sagrado para ser governante, e este governante ungido sentava-se no “trono de Jeová”. — 2 Samuel 5:1-3; 1 Crônicas 29:23.
41. (a) Este retorno dos “prisioneiros” foi tipificado por meio de que, em 537 A. E. C.? (b) Por que foi ao reino que os “prisioneiros” puderam voltar em 1919 E.C.?
41 Em 537 A.E.C., o restante dos exilados em Babilônia voltou à terra de Judá e reconstruiu a cidade de Jerusalém, voltando assim ao reduto terrestre. Seu proceder foi típico do proceder do restante moderno do Israel espiritual. Em obediência à chamada de Jeová, os do restante ungido saíram de Babilônia, a Grande, em 1919 E.C. e voltaram ao “reduto” espiritual. Poderia haver um reduto mais inexpugnável do que o inabalável reino messiânico de Deus? Assim como o reduto terrestre de Jerusalém representava o reino messiânico de Jeová, assim o reduto espiritual representa aquilo a que a antiga Jerusalém tinha direito divino, a saber, o reino do verdadeiro Messias de Jeová, sentado à mão direita de Deus, no céu. Os Tempos dos Gentios, para as nações pisarem neste direito divino ao Reino, terminaram em 1914 E.C., e logo a seguir nasceu o reino messiânico nos céus. (Revelação 12:1-9) Portanto, os do restante ungido, ao serem soltos em 1919 E.C., podiam ‘voltar’ a este Reino semelhante a um reduto, que haviam proclamado desde 1914 E.C. Mostraram que fizeram isso por renovarem sua pregação do Reino como nunca antes.
42. O que pode dizer hoje o restante do Israel espiritual quanto ao cumprimento da promessa de Jeová à “mulher”: “Hoje eu te informo: ‘Pagar-te-ei de volta em dobro, ó mulher’”?
42 Havia motivos excelentes para os do restante ungido ‘retornarem ao reduto’, porque Jeová dos exércitos passou a dizer ao Israel espiritual, como que a uma mulher: “Também, hoje eu te informo: ‘Pagar-te-ei de volta em dobro, ó mulher.’” (Zacarias 9:12) E não foi isto feito por Jeová dos exércitos? Foi. Quando os do restante ungido dos israelitas espirituais, libertos, olham hoje para trás, vêem-se obrigados a admitir que aquilo que suportaram durante a Primeira Guerra Mundial, às mãos de Babilônia, a Grande, e seus amantes no mundo, não foi nada em comparação com as bênçãos espirituais que estão usufruindo agora no seu legítimo domínio espiritual. E isso especialmente desde o fim da Segunda Guerra Mundial! Isso tem sido mais do que esperavam receber das mãos de seu Libertador, Jeová dos exércitos. Tem sido como que o “dobro”. Quantas bênçãos usufruem!
GUERRA ESPIRITUAL CONTRA A SÉTIMA POTÊNCIA MUNDIAL
43. De que maneira disse Jeová, em Zacarias 9:13-15, que ele usaria seu povo numa guerra ofensiva, espiritual?
43 Jeová dos exércitos previu os atacantes futuros de seu povo, de seus adoradores. Que ação tomaria? Tanto ofensiva como defensiva. Quanto à sua ação ofensiva, ele disse: “’Pois vou entesar Judá como meu arco. Vou encher o arco com Efraim e vou despertar teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó Grécia, e vou fazer-te [isto é, Sião] como a espada de um poderoso.’ E o próprio Jeová será visto sobre ele e sua flecha há de sair como raio. E o próprio [Soberano] Senhor Jeová tocará a buzina e ele há de andar com os vendavais do sul. O próprio Jeová dos exércitos os defenderá, e eles realmente devorarão e subjugarão as pedras de funda. E hão de beber — ser turbulentos — como se houvesse vinho; e ficarão realmente cheios como a tigela, como os ângulos do altar.” — Zacarias 9:13-15.
44. A alegria do povo vitorioso de Deus seria como a alegria causada por quê? E, portanto, que vindoura potência mundial não precisavam temer?
44 Nesta guerra figurada, os adoradores de Jeová hão de ser vitoriosos, pois serão tumultuosos de alegria, como se seu coração tivesse sido alegrado com vinho. (Salmo 104:15) Portanto, nos dias de Zacarias, os israelitas restabelecidos não tinham nada a temer dos ‘filhos da Grécia’, quando Alexandre Magno conduziu a estes à posição de domínio mundial, como Quinta Potência Mundial. Babilônia, destruidora de Jerusalém, já havia caído como Terceira Potência Mundial. A Medo-Pérsia dominava então a terra como a Quarta Potência Mundial. E em 332 A. E. C., a Grécia havia de tomar seu lugar como a Quinta Potência Mundial e governar a terra de Judá.
45. (a) Com que desenvolvimento indireto da Potência Mundial Grega teve de travar o restante ungido uma guerra espiritual, e por causa de que questão? (b) Como prevaleceram os ‘Filhos de Sião’?
45 Entretanto, segundo Daniel 8:8-25, do Império Grego procederia algo para o Império Romano como Sexta Potência Mundial, e daí para o simbólico ‘chifre pequeno’, a potência mundial dupla anglo-americana como Sétima Potência Mundial. Com esta Sétima Potência Mundial, supostamente cristã, é que os do restante ungido do Israel espiritual tiveram de contender, especialmente durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Trata-se duma guerra espiritual que tiveram de travar no esforço de se manter neutros para com as controvérsias das potências políticas mundiais e para obedecer a Deus como governante, em vez de a homens nacionalistas. (Atos 5:29-32) Os ‘filhos de Sião’, espirituais, prevaleceram pela fé na Palavra de Deus e pela sua fidelidade ao reino messiânico de Jeová. Isto não se tem dado com o Movimento Sionista dos judeus naturais, circuncisos, até agora.
46. De que modo usa Jeová seu restante ungido na terra como arco e flecha, quão velozes são as flechas, como toca ele a “buzina” simbólica e o que ele usa como “espada de um poderoso”?
46 Quando a Sétima Potência Mundial propôs a Liga das Nações e se empenhou por ela em 1918-1919, como “expressão política do Reino de Deus na terra”, o reino messiânico de Jeová, conforme estabelecido nos céus em 1914 E.C. e representado pela antiga Sião, estava em oposição à contrafação feita pelo homem. Jeová usará o seu reino como “espada de um poderoso”. Os “filhos do reino” (os filhos espirituais de Sião) proclamam em todo o mundo a mensagem do Reino, que é também como espada espiritual. (Mateus 13:38, 43; Efésios 6:17) Assim como o antigo Judá (o arco) e como Efraim (a flecha), Jeová usa a parte sobrevivente mais velha do restante ungido para impulsionar a parte mais nova igual a uma flecha, na declaração da mensagem de julgamento do Soberano Senhor Deus contra os inimigos do reino messiânico. A “Flecha” simbólica de Jeová avança “como raio” na proclamação do Reino, proclamando o “dia da vingança da parte de nosso Deus”. (Isaías 61:1, 2) Por meio das atuais explicações de sua Palavra Sagrada, a Bíblia, Jeová toca a “buzina” espiritual para convocar seu restante ungido para a guerra espiritual.
47. (a) Especialmente desde quando se viu Jeová estar sobre o seu povo e em que sentido ele o tem defendido? (b) Como venceram eles as figurativas “pedras de funda” e por causa de que estão cheios de alegria como que por causa do vinho?
47 Ele mesmo é visto estar sobre eles, pois, desde 1931 E.C., foram especificamente chamados pelo nome dele, testemunhas cristãs de Jeová. Ele avançará contra os inimigos de seu reino messiânico como que “com os vendavais do sul”, que são notavelmente violentos no Oriente Médio. Mas ele defenderá os deste seu restante fiel de israelitas espirituais, preservando sua fé e espiritualidade, bem como seu domínio espiritual dado por Deus. Os inimigos lançam muitos impedimentos atordoantes contra o restante restabelecido, mas o restante mostra ser capaz de receber tais simbólicas “pedras de funda” sem ficar atordoado e parar de agir, e realmente subjuga tais “pedras de funda”, anulando seu efeito. Assim como as tigelas do templo eram enchidas com o sangue das vítimas animais que se aspergia contra o lado do altar de cobre de sacrifício, encharcando seus cantos, derramar Jeová o sangue vital de seus inimigos, em destruição, encherá assim o restante defendido de alegria, como se o sangue de seus inimigos fosse vinho que era lícito beber, para alegrar-lhes o coração.
48. Com que espécie de ternura prometeu Jeová tratar seu povo dedicado e como que espécie de pedras cintilaram?
48 Em vez de ser como um guerreiro que atacasse seu restante dos israelitas espirituais, Jeová será terno para com eles, assim como um pastor pacífico. Por isso leva ao auge sua “pronúncia”, dizendo: “E Jeová, seu Deus, os há de salvar naquele dia como o rebanho do seu povo; pois serão como as pedras dum diadema cintilando sobre o seu solo. Pois, quão grande é a sua bondade e quão grande é a sua formosura! O cereal é o que fará os jovens medrar, e o vinho novo, as virgens.” — Zacarias 9:16, 17.
49, 50. (a) Desde quando honra Jeová os que honram seu nome? (b) Como age Jeová como Salvador dos de seu rebanho e quão preciosos Lhe são?
49 Nos dias de Zacarias, esta foi uma profecia que fortaleceu o coração. Hoje, já tão avançado no “tempo do fim” da Sétima Potência Mundial e de todos os demais deste sistema militarizado de coisas, a profecia tornou-se um acontecimento que agora se aproxima dum grandioso clímax.
50 Desde a publicação do artigo principal: “Quem honrará a Jeová?”, no número em inglês de 1.º de janeiro de 1926 da Torre de Vigia (Sentinela), proclamou-se mundialmente, com destaque que Jeová é o Deus do restante ungido dos israelitas espirituais. Assim como Ele dissera há muito tempo por um profético “homem de Deus”: “Honrarei os que me honrarem”, ele honrou este restante que honra a Deus. (1 Samuel 2:30) Salvou-os nas perseguições e nos perigos da pior guerra de toda a história humana, a Segunda Guerra Mundial (1939-1945 E.C.), porque estes honrosos israelitas espirituais lhe eram caros, assim como um rebanho de ovelhas é para seu pastor no Oriente Médio. Quão preciosas são as pedras dum diadema real para quem o usa, cuja aparência fica notável pela cintilação delas! Tão preciosos como estas pedras cintilantes num diadema real são os fiéis do espiritual “rebanho do seu povo”. Ele ainda os salvará do ataque final do inimigo.
51. Como se tornou o quadro mental de Jeová para os do restante e com que provisões fez com que prosperassem espiritualmente?
51 Quão grande se mostrou para eles a bondade de Jeová! Quão formoso se tornou para eles o quadro mental que formam Dele! Ele os tem alimentado com alimento espiritual de sua Palavra Sagrada revelada como que com abundantes colheitas de cereais. Seu coração foi alegrado como que com vinho novo. Tudo isto fez com que prosperassem espiritualmente.
[Nota(s) de rodapé]
a Compare com isso Sofonias 3:14; Isaías 44:23; Salmo 41:12; Jó 38:7.
[Mapa na página 260]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
A TERRA DA PALESTINA DURANTE O REINADO DOS REIS PERSAS
QUITIM (CHIPRE)
Hamate
MAR MEDITERRÂNEO
Ribla
TERRA DE HADRAQUE (?)
Mtes. do Líbano
SÍRIA
FENÍCIA
Sídon
Tiro
Damasco
BASÃ
Samaria
Rio Jordão
EFRAIM
Jerusalém
Asdode
Ascalom
Gaza
FILÍSTIA
Ecrom
JUDÁ
Gate
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Unificação apesar de predições falsasO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 17
Unificação apesar de predições falsas
1. Trazerem-se de volta povos à sua própria terra, até a capacidade de seu território, sugere que problemas nestes dias de explosão demográfica e iminente fome mundial.
NESTES dias dão-se avisos ominosos a respeito da superpovoação da terra — da explosão demográfica — e a respeito duma fome mundial já no ano de 1975 E. C. Por isso é estranho falar-se em predição a respeito de jovens e de virgens medrarem com os cereais do campo e o vinho de classe dos vinhedos. Sim, e de trazer mais população, ao ponto de não se ter mais lugar para outros. Para as populações em crescimento rápido de algumas nações, parece que se precisa achar mais espaço às custas de território fora de suas fronteiras nacionais, arrebatado de terra vizinha. Precisa-se produzir mais alimentos; mais terra precisa ser cultivada. Então, por que ajuntar o povo espalhado duma nação dentro de suas fronteiras nacionais ao máximo da capacidade do território? Como se poderiam resolver seus problemas de alimentação?
2. Em contraste com os governos humanos, para quem não há problema alimentício, segundo Salmo 104:13-16?
2 Problemas de alimentação? Para os governos humanos, sim! Mas para o Plantador do paraíso da humanidade, não! Não existe tal problema nem mesmo hoje para aquele de quem se escreveu sob inspiração mais de vinte e três séculos antes da atual situação mundial: “Dos seus quartos superiores ele rega os montes. A terra farta-se com os frutos dos teus trabalhos. Ele faz brotar capim verde para os animais e vegetação para o serviço da humanidade, a fim de que saia alimento da terra, e vinho que alegra o coração do homem mortal, para fazer a face brilhar com óleo, e pão que revigora o próprio coração do homem mortal. As árvores de Jeová fartaram-se, os cedros do Líbano que ele plantou.” — Salmo 104:13-16.
3. De que direção nos manda Zacarias 10:1, 2, aguardar o alívio?
3 Que os homens confiados em si mesmos façam as predições que se atrevem fazer a respeito da solução dos problemas do mundo por meio dos esforços humanos combinados, mas há apenas um lugar do qual se pode esperar socorro. É este lugar que é indicado a todos nós pela pronúncia procedente duma fonte superior à do homem e do Diabo, escrita em Zacarias 10:1, 2: “Pedi a Jeová chuva no tempo da chuva primaveril, sim, a Jeová que faz as nuvens de temporal e que lhes dá o aguaceiro de chuva, a cada um vegetação no campo. Pois os próprios terafins falaram aquilo que é mágico; e os adivinhos, da sua parte, visionaram falsidade, e continuam a falar de sonhos fúteis, e tentam consolar em vão. Por isso hão de partir qual rebanho; ficarão atribulados por não haver pastor.”
4. Como foi demonstrada a capacidade do Criador, de dar chuva num tempo específico, demonstrada nos dias de Noé e nos dias de Elias?
4 A capacidade do Soberano Senhor Jeová, o Criador, de dar chuva em escala mundial foi demonstrada no ano 2370 A. E. C., quando, no fim duma semana durante a qual Noé e sua família foram mandados levar os espécimes de animais e de aves para dentro da arca (caixa) gigantesca, começou a chover em toda a terra durante quarenta dias, o que inundou toda a face da terra durante um ano. (Gênesis, capítulos 6-8) Outra ocasião em que ele causou chuva num tempo específico, em resposta a uma oração, foi quando, no fim de três anos e meio de seca na terra do Reino de Israel, de Dez Tribos, o profeta Elias orou. O começo dessa resposta à oração do homem justo foi “uma nuvem pequena, como a palma da mão dum homem” que subia do “mar” Mediterrâneo, após o que “os próprios céus se enegreceram com nuvens e vento, e começou a haver um grande aguaceiro”. — 1 Reis 18:43-45; Tiago 5:16-18; Lucas 4:25, 26.
5. Que experiência durante o tempo em que se negligenciou a construção do templo mostrou aos judeus restabelecidos que não se pode presumir que haja “chuvadas de bênção” (Ezequiel 34:26)?
5 Prometeu-se aos do restante fiel, restabelecido à terra de Judá, que Jeová lhes daria uma ecologia excelente ou excelentes condições ambientais. Ele disse: “Delas e dos arredores do meu morro vou fazer uma bênção e vou fazer as chuvadas descer no seu tempo. Chuvadas de bênção virá a haver.” (Ezequiel 34:26) No entanto, os do restante não deviam presumir isto como certo. Durante os anos em que negligenciaram a reconstrução do templo de Deus em Jerusalém, sofreram um calor abrasador no país, e “os céus lhes retiveram seu orvalho e a própria terra reprimiu a sua produção. E eu [Jeová] clamava pela secura sobre a terra, e sobre os montes, e sobre o cereal, e sobre o vinho novo, e sobre o azeite, e sobre o que o solo produz, e sobre o homem terreno, e sobre o animal doméstico, e sobre todo o fruto da labuta das mãos.” (Ageu 1:10, 11; 2:16, 17; Zacarias 8:10-12) Acharam então necessário orar Àquele “que faz as nuvens de temporal e que lhes dá o aguaceiro de chuva”. — Zacarias 10:1.
6. São os deuses falsos de pessoas pagãs, supersticiosas, produtores de chuva, e que declaração sobre a produção de chuva ainda será achada veraz pelos ecólogos?
6 Aos do restante fiel, que dirigiram suas orações a Ele, junto com a obediência aos seus mandamentos, ele deu “a cada um vegetação no campo”. O lote de cada um dos fiéis foi abençoado com a necessária vegetação para ter alimento. Os deuses falsos de pessoas supersticiosas e pagãs não são os a quem se deve recorrer e orar. Falando ao celestial Produtor de chuva, o profeta anterior Jeremias disse: “Acaso há entre os ídolos vãos das nações quaisquer que possam fazer chover, ou podem até mesmo os próprios céus dar chuvas copiosas? Não és tu Aquele, ó Jeová, nosso Deus? E nós esperamos em ti, porque tu mesmo fizeste todas estas coisas.” (Jeremias 14:22) Todos os ecólogos ou peritos ambientais da atualidade, que não tomam em consideração a Jeová Deus, ainda hão de verificar que é verdadeira a declaração bíblica, inspirada, a respeito de Jeová produzir chuva.
7. Por que não oram os do restante ungido por chuva literal, para impedir a fome mundial, e o que sabem ser mais importante para a sobrevivência?
7 Atualmente, os do restante ungido do Israel espiritual, que dão a sua atenção principal ao restabelecimento da adoração pura de Jeová no seu templo espiritual, não oram por chuva literal sobre a terra, na esperança de impedir uma fome mundial. Lembram-se de que Jesus Cristo predisse que, durante esta “terminação do sistema de coisas”, “fomes”, “escassez de víveres”, aumentariam os sofrimentos das nações e dos povos do mundo. (Mateus 24:7,, Al; UM) Sabem que para a sobrevivência na vindoura grande “tribulação” mundial e para se obter a vida no novo sistema de coisas de Deus são mais importantes as bênçãos espirituais — um entendimento maior da Bíblia Sagrada e de suas profecias, uma Relação favorável com Deus, mais do Seu espírito santo ou de Sua força ativa, reuniões regulares com o Seu povo dedicado, a participação na pregação das boas novas de Seu reino messiânico, e a orientação e proteção divinas, em todos os nossos empenhos de fazer a Sua vontade. O restante que teme a Deus tem orado por uma chuva de tais bênçãos. Por isso, seu domínio espiritual tem produzido muita “vegetação”. Tem-se tornado um paraíso espiritual. — 2 Coríntios 12:4.
8. De que, como deuses, tem a cristandade esperado bênçãos, mas com que resultado predito?
8 Contrário à sua “forma de devoção piedosa”, a cristandade espera suas bênçãos dos deuses falsos deste mundo, o comercialismo, o militarismo, a educação evolucionistas, o patriotismo, a ciência moderna, a tecnologia e as Nações Unidas. Seus líderes políticos consultam até mesmo astrólogos e médiuns espíritas. O que observamos como sendo o resultado? Exatamente o que Zacarias 10:2 predisse: “Pois os próprios terafins falaram aquilo que é mágico; e os adivinhos, da sua parte, visionaram falsidade, e continuam a falar de sonhos fúteis, e tentam consolar em vão. Por isso hão de partir qual rebanho; ficarão atribulados por não haver pastor.”
9. Como foram as pessoas da cristandade culpadas de usar “terafins” e “adivinhação”?
9 Na sua independência da Bíblia Sagrada, os povos da cristandade olham para seus “terafins”, quer dizer, seus deuses domésticos, seus Pe-nátes, assim como faziam os antigos romanos supersticiosos. Confiam nas suas próprias opiniões particulares, cada um tendo seu próprio tipo de religião pessoal. Olham para as predições dos especialistas militares, econômicos e políticos; também para os sacerdotes e clérigos que oram pela bênção do céu sobre tais líderes e porta-vozes do mundo. Rebelam-se contra a Palavra de Deus que lhes é proclamada pelas testemunhas cristãs de Jeová e promovem presunçosamente suas próprias idéias sobre como fazer as coisas. Aplicam-se a eles as palavras do profeta Samuel, ao falar ao desobediente Rei Saul de Israel: “A rebeldia é igual ao pecado da adivinhação, e avançar presunçosamente é igual ao uso de poder mágico e terafins.” — 1 Samuel 15:23.
10. Mostraram-se verazes os prognosticadores da cristandade, houve alívio e manteve-se o rebanho unido sob um pastor?
10 Do ponto de vista de Jeová, não só o chamado mundo pagão, mas até mesmo a cristandade estão envolvidos nos terafins idólatras, no poder mágico e na adivinhação demoníaca. Portanto, as opiniões particulares dos homens mostraram estar erradas. As predições feitas por figuras públicas a respeito duma melhora das condições do mundo por todos os meios criados pelo homem de que se fez uso mostraram ser apenas sonhos agradáveis, falsidades. Como afetou isso as pessoas enganadas e desencaminhadas? Estas certamente estão partindo como um rebanho de ovelhas, cada uma para seu lado, como ovelhas que não sabem para onde ir. Perdem-se e ficam presa dos elementos perversos da sociedade humana. Por conseguinte, entraram em grande aflição, sem que haja solução disponível de fontes humanas. Nenhum governante político, nenhuma organização política, podem pastoreá-las, protegê-las e guiá-las a pastos pacíficos e a águas tranqüilas.
11, 12. (a) De que modo não seguiram os governantes da cristandade o exemplo do Rei Davi, o salmista? (b) Segundo Zacarias 10:3-7, agrada-se Jeová dos “pastores” políticos orientados pelos clérigos religiosos?
11 Os governantes políticos, até mesmo os da professa cristandade cristã, negaram-se a seguir o exemplo do Rei Davi, que pastoreou o rebanho da nação de Israel em 1077-1037 A. E. C. O ex-pastorzinho Davi disse no Salmo 23:1, 2: “Jeová é o meu Pastor. Nada me faltará. Ele me faz deitar em pastagens Relvosas; conduz-me junto a lugares de descanso bem regados.” Pode o Pastor Supremo Jeová agradar se da conduta dos governantes políticos que, como pastores de seus povos, são guiados e apoiados pelos clérigos religiosos da cristandade? Não segundo Zacarias 10:3-7:
12 “Minha ira acendeu-se contra os pastores e ajustarei contas com os líderes caprinos; pois Jeová dos exércitos tem voltado sua atenção para a sua grei, a casa de Judá, e ele os fez como o seu cavalo de dignidade na batalha. Dele [Judá] procede o homem-chave, dele procede o governante sustentador, dele procede o arco de batalha; dele procede todo feitor, todos juntos. E terão de tornar-se como homens poderosos calcando a lama das ruas na batalha. E terão de travar batalha, pois Jeová está com eles; e os que montam em cavalos terão de passar vergonha. E vou fazer a casa de Judá superior e salvarei a casa de José. E vou dar-lhes morada, porque terei misericórdia com eles; e terão de tornar-se como os que eu não pus fora; porque eu sou Jeová, seu Deus, e lhes responderei. E os de Efraim terão de tornar-se como um homem poderoso e seu coração terá de alegrar-se como que por causa de vinho. E seus próprios filhos verão e certamente se alegrarão; seu coração jubilará em Jeová.”
13. Os clérigos deixaram os “pastores” políticos e os “líderes caprinos” em ignorância a respeito da atitude de quem para com eles, e de que modo?
13 Nem mesmo na cristandade reconhecem os “pastores” políticos que a ira de Jeová se acendeu contra eles. Não oram por eles os clérigos Religiosos, invocando a bênção do céu sobre eles? Igualmente, os obstinados “líderes caprinos” da cristandade não crêem nem temem que Jeová dos exércitos ajuste contas com eles. Não vão às igrejas da cristandade, e, por isso, não agem os sacerdotes e pregadores como mediadores deles perante Deus, endireitando as questões deles perante Deus? Por isso não esperam sentir o calor da ira ardente de Jeová na predita “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Não mostram nenhuma preocupação quanto a um ajuste de contas com eles no Har-Magedon, o campo de batalha desta “guerra”. No entanto, embora seus próprios clérigos Religiosos tenham deixado estes “pastores” políticos e “líderes caprinos” em ignorância e vaidade, Jeová dos exércitos certamente não o fez. Ele os tem avisado, fazendo-o com muita antecedência e repetidas vezes. Por que meios?
14. Por meio de quem deu Jeová tal aviso com muita antecedência e como transformou a estes de ser semelhantes a ovelhas em ser semelhantes a um magnífico cavalo de guerra?
14 Por meio de suas ungidas testemunhas cristãs, a antitípica “casa de Judá”. Estas não têm seguido os desencaminhadores “pastores” políticos e ‘líderes caprinos” da cristandade. Jeová é seu Pastor, e desde 1919 E.C. ele lhes tem dado sua atenção favorável como sendo sua “grei” de ovelhas. Durante a Primeira Guerra Mundial foram deveras como ovelhas, não tomando parte no combate militar junto com a cristandade, mas foram sujeitos aos exploradores animalescos, políticos, militares, da humanidade, que tinham a aprovação e o apoio dos clérigos Religiosos. Mas, desde aquele primeiro conflito mundial, o grande Pastor Celestial tem reajuntado sua “grei”, a espiritual “casa de Judá”. De ovelhas, Ele os transformou para serem como “seu cavalo de dignidade na batalha”. Deu-lhes por meio de sua Palavra e do seu espírito santo uma coragem semelhante àquela dum majestoso cavalo de batalha. — Zacarias 10:3.
15. Por que deve ser assim esta transformação da “casa de Judá” espiritual, desde 1914 E.C.?
15 É assim que deve ser. Pois no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C., Jeová Deus entronizou nos céus o “Leão que é da tribo de Judá” e ordenou-lhe: “Subjuga no meio dos teus inimigos.” (Revelação 5:5; Gênesis 49:9, 10; Salmo 110:1, 2) Assim como é o Líder da espiritual “casa de Judá”, assim devem ser os outros membros da “casa”. A respeito desta “casa de Judá”, Jeová prossegue dizendo: “Dele procede o homem-chave, dele procede o governante sustentador [literalmente: pino], dele procede o arco de batalha; dele procede todo feitor, todos juntos.” — Zacarias 10:4.
16. (a) Quem era o “homem-chave” nos dias de Zacarias, mas quem é ele nos nossos dias? (b) De que modo é ele o “governante sustentador”, o “arco” de batalha e o “feitor”?
16 Nos dias de Zacarias, o “homem-chave” era o Governador Zorobabel, filho de Sealtiel, da tribo de Judá. Nos nossos dias, desde o nascimento do reino messiânico de Jeová, em 1914 E.C., o glorificado Jesus Cristo, que descende de Davi, da casa de Judá, é o “homem-chave”. As coisas se centralizam nele; as responsabilidades de peso real convergem sobre ele. Igual a um “pino” do qual pendem os interesses régios e que os sustenta, o Rei messiânico é o “governante sustentador”. Na mão todo-poderosa de seu Deus, Jeová dos exércitos, ele é o “arco de batalha”, para ferir e abater os inimigos desde longe. Ele é o Feitor Principal, que distribui tarefas régias a todos os membros da “casa de Judá”, a alguns dos quais ele designa para subpastores, e todos estes precisam trabalhar junto com ele como seu Chefe e Líder. Tendo-o por chefe, toda a “casa de Judá” tem motivos para ser corajosa.
17. Por que exigem estes tempos coragem da parte da espiritual “casa de Judá, como numa guerra?
17 Os tempos exigem coragem semelhante à de Cristo. Não nos atrevemos a deixar que a situação mundial nos atinja com a paralisia do medo. Fomos claramente avisados com antecedência que este seria um tempo de guerra contra os do restante ungido do Israel espiritual, visto que Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos foram lançados fora do céu pelo reino messiânico, e a respeito deste adversário dragontino está escrito para nós hoje: “E o dragão ficou furioso com a mulher [a organização celestial de Deus] e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” (Revelação 12:17) Portanto, com a ajuda de seu Deus, os do restante da espiritual “casa de Judá” tiveram o cumprimento da promessa divina: “E terão de tornar-se como homens poderosos calcando a lama das ruas na batalha. E terão de travar batalha, pois Jeová está com eles; e os que montam em cavalos terão de passar vergonha.” — Zacarias 10:5.
18. (a) Por que se tinha de empenhar numa batalha a espiritual “casa de Judá”, e com quem ao seu lado? (b) Por causa de que tinham de ficar envergonhados os ‘montados em cavalos’?
18 O quadro apresentado aqui é de guerreiros vitoriosos que invadiram o baluarte do inimigo, cujas ruas estão cheias do sangue dos defensores mortos. Os invasores terão de calcar a tais na lama formada pelo sangue misturado com o pó. Mas, para os do restante ungido da espiritual “casa de Judá” a guerra hoje é espiritual, com armas que são “poderosas em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas”. (2 Coríntios 10:4; Efésios 6:14-18) Neste “dia iníquo”, em que o dragão Satanás, o Diabo, e seus demônios foram expulsos para baixo, a esta terra, os do restante ungido não podiam evitar ficar envolvidos na batalha. Empenharam-se nela corajosamente, “pois Jeová está com eles”. Estarem ainda empenhados na batalha até agora, perto do término do “tempo do fim”, indica o triunfo espiritual deles. Mas, quanto aos inimigos que confiam em “cavalos”, quer dizer, nos modos do mundo de lutar contra os adoradores de Jeová, passaram realmente vergonha e tiveram desapontamento. Toda a oposição, interferência e perseguição por parte destes ‘montados em cavalos’ fracassaram quanto a impedir os do restante da espiritual “casa de Judá.”
NAÇÃO UNIFICADA
19. (a) Que rompimento ocorreu na nação das doze tribos de Israel em 997 A. E. C.? (b) Como ficaram exilados juntos, em Babilônia, os sobreviventes de ambos os reinos resultantes?
19 Nos dias do profeta Zacarias, durante o sexto século antes de nossa Era Comum, a nação de Israel foi unificada pelo livramento do restante fiel, de Babilônia, e o restabelecimento deles na terra de Judá. No ano 997 A. E. C., houve um rompimento da nação. Dez tribos revoltaram-se contra a continuação da regência da família real de Davi apenas as tribos de Benjamim e de Judá permaneceram fiéis à linhagem real de Davi. O reino das dez tribos de Israel ficou sob a liderança da sua tribo mais populosa, a de Efraim, filho mais moço do patriarca José. A tribo de Manassés, primogênito de José, tomou o partido de sua tribo irmã de Efraim. O reino setentrional das dez tribos só durou até 740 A. E. C., quando sua capital de então, Samaria, foi destruída pelos assírios e os sobreviventes foram deportados para territórios assírios. Mas por volta de 632 A.E.C., Babilônia derrotou a Assíria e absorveu seus territórios e seus exilados israelitas. Portanto, quando Babilônia destruiu Jerusalém em 607 A. E. C. e deportou seus sobreviventes para Babilônia, todas as tribos ficaram exiladas.
20. (a) Por que se falava dos exilados do reino de dez tribos como “casa de Efraim” ou “casa de Josué”? (b) Como indicou Jeová ali que haveria uma unificação de ambas as casas?
20 Visto que a tribo de Efraim, filho de José, dominava o reino das dez tribos, falava-se dos seus exilados como sendo “a casa de Efraim” ou “a casa de José”, cujo principal representante era Efraim. Indicando que todas as doze tribos de Israel seriam reunificadas na terra de Judá pelo retorno dum restante fiel de exilados, Jeová falou então de ambas as casas e prosseguiu, dizendo: “E vou fazer a casa de Judá superior e salvarei a casa de José. E vou dar-lhes morada, porque terei misericórdia com eles; e terão de tornar-se como os que eu não pus fora; porque eu sou Jeová, seu Deus, e lhes responderei. E os de Efraim terão de tornar-se como um homem poderoso e seu coração terá de alegrar-se como que por causa de vinho. E seus próprios filhos verão e certamente se alegrarão; seu coração jubilará em Jeová.” — Zacarias 10:6, 7.
21. (a) Sobre quem fez Jeová que a “casa de Judá” fosse superior, e de que modo salvou Ele a “casa de José”? (b) Como se tornaram eles iguais aos que Jeová nunca havia posto para fora?
21 O Soberano Senhor Deus foi Quem fez a “casa de Judá”, que representava especialmente o reino messiânico de Davi, “superior” aos seus inimigos. Os exilados da “casa de José” também foram salvos, quer dizer, receberam a vitória sobre os seus inimigos. Jeová dos exércitos deu-lhes uma morada junto aos seus companheiros de tribo na província persa de Judá, depois de libertá-los do exílio ao qual a Assíria os havia levado. Iguais aos da casa de Judá, estes também se tornaram “como um homem poderoso” no serviço de Jeová. Ele teve misericórdia com eles assim como com os outros exilados, e todos os exilados restabelecidos juntos tornaram-se como um povo que ele nunca havia posto para fora por causa de sua desobediência. Isto se tornou bem claro, para todos verem, quando os exilados repatriados finalmente completaram a construção do segundo templo em Jerusalém, para o adorarem ali unidamente como o Deus da nação inteira. Ele demonstrou que havia ouvido suas orações por responder a elas.
22. (a) Por que há da sua parte maior estímulo à alegria do que a induzida pelo vinho? (b) De que modo participam seus “filhos” nesta alegria?
22 O estímulo para seu coração se alegrar era mais forte do que o induzido por se beber vinho. Seu estímulo era espiritual. Seu coração alegrava-se com o seu Deus, Jeová, por causa do que havia feito por eles, por causa da misericórdia que demonstrara para com eles. Seus filhos, que lhes nasceram na sua pátria recuperada, compartilhariam a misericórdia e bondade divinas. Eles também as veriam, sentiriam e se alegrariam com seus pais por causa disso.
23. No cumprimento final, o que corresponde à “casa de Judá” e à “casa de José” (Efraim), e onde e desde quando os uniu Jeová?
23 No cumprimento final da profecia, no nosso século vinte, a respeito da “casa de Judá” e da “casa de José” (Efraim), há duas partes do restante ungido do Israel espiritual a tomar em conta. Há a parte original, que atravessou as experiências duras da Primeira Guerra Mundial e foi restabelecida ao favor divino e liberta em 1919 E.C. E há a parte mais nova, liberta de Babilônia, a Grande, desde 1919 E.C., juntada ao restante ungido, original. A unificação de todos eles como um só “povo para propriedade especial” de Jeová deu-se no domínio espiritual ao qual ele os levou juntos a partir de 1919 E.C. Assim podiam trabalhar unidos em prol do restabelecimento e da expansão da adoração do único Deus vivente e verdadeiro no Seu templo espiritual. Por meio de seu espírito invencível, ele fez com que esta “grei” de discípulos semelhantes a ovelhas de Seu Messias se tornasse como cavalo de guerra, dignificado, que não teme lançar-se à batalha.
24. Como mostrou então o restante unido coragem como a dum cavalo que se lança à batalha, quer dizer, na proclamação do Reino?
24 Tornaram-se assim mais corajosos do que nunca na proclamação do reino messiânico de Deus, o reino que rege nos céus desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C. Sim, continuaram a distribuir centenas de milhões de tratados bíblicos gratuitos nos lares das pessoas. Mas, então, não deixaram o grosso do trabalho entregue a algumas centenas de “colportores” de tempo integral, pois todos empreenderam então bater nas portas das pessoas e entrevistar os moradores, deixando com eles compêndios bíblicos em forma de folhetos e livros encadernados por uma contribuição nominal para a obra. Contrataram centenas de estações de rádio para transmitir a mensagem do Reino em toda a terra, até mesmo organizando ocasionalmente algumas das maiores redes radiofônicas para chegar aos lares e aos ouvidos de quantos ouvintes fosse possível. Quando a crescente oposição Religiosa, política e judicial tornou difícil continuar livremente com a radiodifusão da mensagem do Reino, carros sonantes com alto-falantes montados no teto foram enviados para transmitir a mensagem. Levaram-se fonógrafos portáteis de porta em porta, para se tocar a mensagem gravada em discos fonográficos.
25. Como se fez uma proclamação corajosa das mensagens de julgamento transmitidas durante os anos de 1922 a 1928?
25 Durante sete anos, 1922-1928 E.C., uma série de sete assembléias gerais ou internacionais foi realizada pelo restante ungido dos israelitas espirituais. Em cada uma delas, proclamou-se em sucessão uma mensagem destemida de julgamento da Bíblia Sagrada de Deus, apoiada também por um discurso público apropriado perante assistências visíveis e invisíveis, por rádio. Estas proclamações de mensagens de julgamento e seus discursos de apoio foram publicadas em forma de tratados gratuitos para distribuição gratuita em muitas línguas, e centenas de milhões destes foram colocados na mão das pessoas em muitos países. Estas mensagens anuais, por discursos e pela página impressa, eram como que o toque duma série de sete trombetas para divulgar os julgamentos hodiernos de Jeová, para todo o mundo ouvir. É assim que são representadas no livro apocalíptico de Revelação, capítulos oito, nove e onze.
26. De que modo são os do restante retratados como guerreiros, após seu livramento de Babilônia, a Grande, na apresentação da quinta trombeta de Revelação?
26 A respeito do toque da quinta de tal mensagem de trombeta, sob orientação angélica, veja como Revelação 9:7-11 representa o restante como liberto de Babilônia, a Grande, sob o símbolo de gafanhotos, e o descreve: “E as semelhanças dos gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha; e nas suas cabeças havia o que pareciam ser coroas como de ouro, e seus rostos eram como rostos de homens, mas, tinham cabelo como o cabelo das mulheres. E os seus dentes eram como os de leões; e tinham couraças como couraças de ferro. E o som das suas asas era como o som de carros de muitos cavalos correndo à batalha. Também, têm caudas e aguilhões como os escorpiões; e a sua autoridade para fazer dano aos homens, por cinco meses, está nas suas caudas. Têm sobre si um rei, o anjo do abismo. Seu nome, em hebraico, é Abadon, mas em grego ele tem o nome de Apolion: Isto representa os do restante como sendo guerreiros.
27. De que modo está a apresentação em Revelação da sexta trombeta em harmonia com Zacarias 10:3-7, em mostrar os do restante como sendo guerreiros, como ‘homens poderosos’?
27 O quadro apocalíptico dos efeitos do toque da sexta trombeta (começando em 1927 E.C.) mostra os do restante montados em centenas de milhões de veículos de publicidade para a proclamação dos julgamentos de Jeová. Veja a descrição: “O número dos exércitos de cavalaria era de duas miríades: [Eu, João] ouvi o número deles. E é assim que eu vi os cavalos na visão, e os sentados neles: tinham couraças de cor de fogo, e de azul jacintino, e de amarelo sulfurino; e as cabeças dos cavalos eram como as cabeças de leões, e das suas bocas saía fogo, e fumaça, e enxofre. Por estas três pragas foi morto um terço dos homens, pelo fogo, e pela fumaça, e pelo enxofre que saíam das suas bocas. Pois a autoridade dos cavalos está nas suas bocas e nas suas caudas; porque as suas caudas são como serpentes e têm cabeças, e com estas fazem dano.” (Revelação 9:16-19) De modo que estas visões simbólicas estão em harmonia com Zacarias 10:3-7, em comparar o restante restabelecido ao “cavalo de dignidade [de Jeová] na batalha” e a ‘homens poderosos’.
VENCIDOS PODEROSOS OBSTÁCULOS
28. Em Zacarias 10:3-12 como falou Jeová a respeito de ele vencer obstáculos ao reajuntar seu povo do Egito e da Assíria?
28 Conforme podemos ver agora claramente, nada se mostrou ser obstáculo intransponível para Jeová dos exércitos em cumprir seu propósito declarado. Como ele lidaria com tais obstáculos ele diz em Zacarias 10:8-12: “‘Vou assobiar para eles e reuni-los; porque certamente os remirei e terão de tornar-se muitos, iguais aos que se tornaram muitos. E eu os espalharei como semente entre os povos, e lembrar-se-ão de mim nos lugares distantes; e terão de reviver com os seus filhos e voltar. E terei de trazê-los de volta da terra do Egito; e reuni-los-ei da Assíria; e levá-los-ei à terra de Gileade e ao Líbano e não se achará lugar para eles. E ele terá de passar pelo mar com aflição; e no mar terá de golpear as ondas e terão de secar-se todas as profundezas do Nilo. E o orgulho da Assíria terá de vir abaixo e o próprio cetro do Egito se retirará. E vou fazê-los superiores em Jeová, e andarão em seu nome’, é a pronunciação de Jeová.” — Zacarias 10:8-12.
29. (a) Quando humilhou Jeová o orgulho da Assíria, conforme predito? (b) Quando assobiou Ele para seu povo espalhado como semente e com que reação a isso?
29 Nesta pronunciação divina, o termo Assíria abrange os territórios para os quais os assírios deportaram os sobreviventes do reino das dez tribos de Israel, em 740 A. E. C. Mas o “orgulho” da Assíria foi humilhado por Babilônia, sob Rei Nabucodonosor. Por sua vez, o “orgulho” deste conquistador e espoliador da Assíria foi abatido pelo instrumento terrestre de Jeová, Ciro, o Grande, da Pérsia, em 539 A. E. C. Depois, Jeová podia “assobiar” para os exilados espalhados do seu povo, nas terras setentrionais do Império Babilônico. Aonde ele os havia espalhado, eles se multiplicaram quais sementes semeadas. Eles ouviriam seu ‘assobio’ e se lembrariam dele nas terras de seu exílio, não importa quão distantes. Isto teria um efeito revivificador sobre eles e sobre os seus filhos, que tiveram no exílio. Vivos e atentos ao seu ‘assobio’ convidador, retornariam à sua pátria desolada.
30. Que obstáculos se sugerem quanto ao ajuntamento de seu povo exilado no Egito, e como lidaria Jeová com tais obstáculos?
30 Muitos dos exilados haviam sido levados ao exílio ou haviam fugido para o Egito, ao sul. (2 Reis 23:31-34; 25:22-26) De modo que Jeová ‘assobiou’ também naquela direção. Reuniu dali os membros do restante para o adorarem no seu templo em Jerusalém. O cetro brandido pelo governante do Egito não podia impedir isso. A vontade de Jeová cumpriu-se como se o cetro egípcio de autoridade se tivesse retirado, como se não existisse. O ‘assobio’ do Deus Altíssimo tinha mais autoridade do que o cetro do Egito. Se as águas do deificado rio Nilo do Egito fossem um obstáculo para Seu povo, ele poderia tratá-las como se tivessem secado para seu povo. Se o Mar Vermelho fosse obstáculo, ele poderia passar através daquele mar com “aflição” para as suas águas. Poderia golpear as suas ondas, a fim de que Seus exilados retornados pudessem passar para o Seu lugar de adoração em Jerusalém. Poderia fazer de novo o que já fez antes, em 1513 A. E. C.
31. (a) Como cuidaria Jeová de qualquer tendência para com a superpovoação do país, ainda assim permitindo o crescimento? (b) Em que sentido andariam no nome Dele?
31 Não havia medo de se superpovoar o país. O Dono de toda a terra simplesmente alargaria as fronteiras do país para seus exilados restabelecidos. Suas fronteiras abrangeriam a “terra de Gileade” ao leste do rio Jordão. Sim, também a terra do Líbano ao oeste, ao longo do Mar Mediterrâneo. Nesta área ampliada de moradia, eles teriam de “tornar-se muitos, iguais aos que se tornaram muitos”. A proporção de aumento de sua população não ficaria atrás da de nenhuma outra terra populosa. Seriam tantos quantos antes. O Deus Altíssimo e Todo-poderoso os faria “superiores” a todos os esforços estrangeiros de oprimi-los, suprimi-los e diminuí-los. Eles andariam em Seu nome, ou como um povo chamado pelo Seu nome. Onde quer que andassem, lembrar-se-iam de Seu nome e procurariam honrá-lo, não fazendo nada para rebaixá-lo.
32. Quando começou Jeová a “assobiar” para os seus exilados e como?
32 No ano 537 A. E. C., Jeová começou a “assobiar” para seu povo exilado, pelo decreto de libertação emitido pelo conquistador da Babilônia, o persa Ciro, o Grande. (Esdras 1:1 a 3:2) Este decreto não se aplicava ao Egito, mas abriu-se depois o caminho para os exilados no Egito poderem retornar à sua terra dada por Deus.
33. Quando começou Jeová a “assobiar” para os exilados do Israel espiritual, e por que meios?
33 Do mesmo modo no ano 1919 E.C., Babilônia, a Grande, sofreu uma grande queda pelas mãos do Ciro Maior, o triunfante e entronizado Rei Jesus Cristo. Começou Jeová então a “assobiar” para o seu restante exilado? Evidentemente que sim! Como? Notavelmente por meio da revista quinzenal que hoje é conhecida mundialmente como A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová, que levava na capa, subscrito: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, diz Jeová.” (Isaías 43:12) Esta transmitiu aos membros do restante ungido, em toda a terra, a chamada de se reunirem e ajuntarem em apoio do reino messiânico de Deus. Como passo nesta direção, anunciou os arranjos para a realização dum congresso geral em Cedar Point, Ohio, E. U. A., de 1-8 de setembro de 1919, e convidou todos os leitores a estar presentes.
34. (a) Quantos assistiram àquela reunião geral em 1919 E.C. e o que aprenderam sobre a ampliação da pregação do Reino? (b) Em que resultou hoje a ampliação desta publicidade do Reino?
34 Cerca de seis mil acharam possível ou conveniente participar neste reajuntamento significativo e banquete espiritual. Alegraram-se de ser restabelecidos no seu domínio espiritual legítimo na terra. Ficaram sabendo dos arranjos para a ampliação dos meios de dar publicidade ao reino messiânico de Deus pelo começo duma revista companheira, então chamada A Idade de Ouro, agora Despertai!. O primeiro número dela tinha a data de 1.º de outubro de 1919. Ela serve desde então como poderoso meio de se proclamar o reino messiânico e a era de vida, paz, felicidade e prosperidade que este reino introduzirá em breve. Foi no ano de 1940 E.C. que esta revista começou a ser oferecida publicamente nas mas, ao público em geral. Hoje imprimem-se mais de sete milhões e meio de exemplares de cada número quinzenal, em mais de trinta idiomas, e o número dos que a recebem e lêem continua aumentando.
35. (a) Como se espalhou cada vez mais o ‘assobio’ de Jeová, e com que efeito? (b) Como se venceram os obstáculos a se acatar o ‘assobio’?
35 Desde aquele começo, no ano de libertação de 1919 E.C., prosseguiu o reajuntamento dos do restante. Ao passo que o fiel restante sobrevivente empreendeu corajosamente a proclamação da mensagem do Reino com grande alegria e entusiasmo, divulgando-a cada vez mais, o ‘assobio’ de Jeová espalhou-se mais. Muitos dos que buscavam o verdadeiro Deus, tanto dentro como fora da cristandade, ouviram este ‘assobio’, convidando-os para a adoração pura do único Deus vivente e verdadeiro no Seu templo espiritual. Fizeram o melhor esforço para aceitá-lo. Havia obstáculos no seu caminho, coisas tais como o rio Nilo, o Mar Vermelho ou poderes políticos de opressão, tais como a Assíria e o antigo Egito? O Deus a quem procuravam adorar no verdadeiro templo espiritual abriu-lhes a sua Palavra escrita e mostrou-lhes como vencer e transpor estes obstáculos imponentes. A obediência ao ‘assobio’ de Deus tinha de vir em primeiro lugar!
36. No seu caso pessoal, como tem de vir abaixo o “orgulho da Assíria” e se tem de retirar o “cetro do Egito”?
36 O medo precisa ser deixado de lado. Eles têm de acatar a chamada desde o céu para sair de Babilônia, a Grande, o império mundial da Religião falsa, que não só inclui a cristandade, mas também o paganismo. (Revelação 18:1-4) Não devem deixar que o “orgulho” de governos militarizados, nacionalistas, como o da Assíria, lhes suba à cabeça. Têm de por o reino messiânico de Jeová na frente de todos as governos feitos pelo homem. No seu próprio caso pessoal, os interesses de todas as altas e poderosas regências humanas precisam vir abaixo diante dos interesses da soberania universal de Jeová e de seu instrumento messiânico. O simbólico “cetro do Egito”, conforme brandido pelas potências políticas deste mundo, não deve ser considerado como supremo em poder e autoridade. Eles devem pensar no cetro brandido pelo Rei messiânico de Deus, a quem Jeová disse em 1914 E.C. “Jeová enviará de Sião [celestial] o bastão da tua força, dizendo: ‘Subjuga no meio dos teus inimigos.”’(Salmo 110:1, 2) A comparação deste cetro messiânico com o “cetro do Egito” faz este último cetro humano ‘retirar-se’.
37, 38. (a) Em vez de se adorar o Estado, Jeová tem de ser reconhecido como o que, e como se proveu ajuda para se ver este requisito? (b) O que dizia o livro Governo, em parte, sob “Teocracia” e “Jeová, o Rei”?
37 Em vez de reconhecerem o Estado político como supremo e prestarem culto ao Estado feito pelo homem, precisam reconhecer o Soberano Senhor Jeová como Governante Divino ou Teocrata. Receberam ajuda para entender este requisito por meio do livro intitulado “Governo”, que foi lançado em inglês no ano 1928, no congresso geral da Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, em Detroit, Michigan, E. U. A., de 30 de julho a 6 de agosto de 1928, no qual se começou a tocar a sétima trombeta simbólica. Revelação 11:15-18) Nas páginas 247-250, este livro considerava a “Teocracia” e “Jeová, o Rei”, dizendo em parte:
38 “Que forma de governo controlará então os povos da terra? Este governo será uma pura teocracia. Durante séculos, a criação inteira tem gemido e sofrido dores, aguardando a manifestação deste governo. (Rom. 8:19) Agora chegou o tempo de seu estabelecimento, e tanto os governantes como os governados da terra devem aprender a verdade e alegrar-se. . . . A teocracia é um governo cujo governante principal é Jeová Deus. Ele é o Criador e Executor de suas leis, por meio de suas agências devidamente constituídas. Embora seja verdade que o poder supremo sempre cabia a Jeová, quando foi derrubado o último rei de Israel, ele permitiu que o homem traçasse seu próprio rumo e não interferiu até ter chegado seu tempo para estabelecer no seu trono aquele ‘a quem pertence o direito’. É a este que Deus designou e ungiu para reger debaixo de Jeová e em harmonia com ele. . . . A grande teocracia, quando vista e apreciada pelo povo, será a alegria de toda a terra.”
39. (a) Por meio de que forma de governo será o Paraíso restabelecido para a humanidade e que espécie de organização estabeleceu Jeová no paraíso espiritual de seu restante? (b) Os que se querem juntar aos do restante no seu domínio teocrático, espiritual, terão de vencer que obstáculos?
39 Será por meio da vindoura Teocracia que se restabelecerá o Paraíso para a humanidade. Atualmente, prevalece um Paraíso espiritual entre os do restante restabelecido, entre os quais o Grande Teocrata estabeleceu uma organização teocrática. Os deste restante espiritual, assim organizados, colocam a Jeová Deus acima de todos os governantes humanos, autocráticos ou democráticos, e dizem nas palavras de Isaías 33:22: “Jeová é o nosso Juiz, Jeová é o nosso Legislador, Jeová é o nosso Rei; ele mesmo nos salvará.” Eles adotam a atitude teocrática tomada pelos doze apóstolos de Jesus Cristo, quando estavam perante o Supremo Tribunal de Jerusalém: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens. . . . E nós somos testemunhas destes assuntos, e assim é também o espírito santo, que Deus tem dado aos que obedecem a ele como governante.” (Atos 5:29-32) Portanto, os que se querem juntar ao restante ungido no seu domínio espiritual, teocrático, terão de atravessar o curso e a correnteza democráticos do simbólico rio Nilo e as marés variantes do simbólico Mar Vermelho da humanidade e terão de sujeitar-se ao arranjo teocrático de Jeová. Para os dispostos e obedientes, Ele pode fazer com que estes obstáculos aquosos não existam.
40. (a) Em que sentido fez Deus os do restante “superiores em Jeová”, e como? (b) Como se cumpriu a profecia: “Andarão em seu nome”, e em que participarão com o reino messiânico?
40 Ao reajuntar e reunificar os de seu restante ungido do Israel espiritual, o Deus Todo-poderoso deveras os tem ‘feito superiores’ a todos os obstáculos e adversários. No caso deles, deveras tem sido “não por força militar, nem por poder” humano, mas pelo espírito ou a força ativa, invisível, Dele. É como Ele disse: “Vou fazê-los superiores em Jeová.” Portanto, não deviam honrar Seu nome sagrado e esforçar-se a agir em harmonia com a oração que Jesus Cristo lhes ensinou: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome”? Eles aumentam a dignidade de Seu nome e tornam conhecido que “só o seu nome é inalcançavelmente elevado”. (Sal. 148:13) De modo que, em todos os países em que se encontram hoje membros do restante ungido, é assim como foi predito em Zacarias 10:12: “‘Andarão em seu nome’, é a pronunciação de Jeová.” Por continuarem a fazer isso até a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, participarão com o reino messiânico em vindicar para sempre o maior Nome em todo o universo.
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Conseqüências da rejeição do Pastor-Governante de DeusO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 18
Conseqüências da rejeição do Pastor-Governante de Deus
1. Por que não é estranho que Jeová compare governantes inferiores a si mesmo com pastores?
O MAIOR Governante de todos comparou-se repetidas vezes com um pastor. Por exemplo, tome esta bela comparação que Ele fez ao predizer com quanta ternura conduziria seu povo exilado de volta à sua pátria: “Eis que o próprio [Soberano] Senhor Jeová virá mesmo como alguém forte, e seu braço governará por ele. Eis que está com ele a sua recompensa e diante dele está o salário que paga. Qual pastor ele pastoreará a sua própria grei. Com o seu braço reunirá os cordeiros; e os carregará ao colo. Conduzirá com cuidado as que amamentam.” (Isaías 40:10, 11) Não seria de estranhar, portanto, que ele comparasse governantes inferiores na terra a pastores.
2. Com que plantas compara Jeová os governantes notáveis do mundo, e com que compara similarmente o restante liberto de Babilônia?
2 Ele comparou também governantes notáveis a árvores altas. O Faraó régio do antigo Egito foi assim comparado a uma árvore majestosa. (Ezequiel 31:1-18) Ele comparou com árvores até mesmo os do restante exilado, para cuja libertação ele usa seu Messias ou Ungido, para guiá-los para fora da simbólica Babilônia, para retornar à sua terra nativa dada por Deus. Faz isso ao falar sobre a tarefa que dá ao seu Messias, a saber: “Para consolar a todos os que pranteiam; para designar aos que pranteiam por Sião, para dar-lhes uma cobertura para a cabeça em lugar de cinzas, o óleo de exultação em vez de luto, o manto de louvor em vez de um espírito desanimado; e terão de ser chamados de grandes árvores de justiça, plantação de Jeová, para ele ser embelezado.” — Isaías 61:1-3.
3, 4. (a) Que contraste faz Zacarias entre as “grandes árvores de justiça” e as “árvores” mundanas? (b) Segundo Zacarias 11:1-3, por que haveria uivo e bramido?
3 É a estas simbólicas “grandes árvores de justiça, plantação de Jeová”, que se faz referência no precedente capítulo dez da profecia de Zacarias, Zac 10 versículos 3-12. Quão grande é o contraste que se faz então entre elas e as árvores simbólicas em níveis elevados de nosso mundo opressivo! Nos dias de Zacarias, os montes majestosos do Líbano estavam revestidos de florestas dos seus mundialmente famosos “cedros do Líbano” e de outras fragrantes árvores sempre-verdes. Quão lamentável era pensar-se que tais florestas seriam devastadas por um incêndio inextinguível! Bastava para fazer a pessoa uivar. Tal uivo do mundo ainda há de vir, pois, quase que em seqüência do capítulo dez da profecia de Zacarias, o capítulo onze começa com a ordem divina de soltar tais uivos. Lemos:
4 “Abre as tuas portas, ó Líbano, para que um fogo devore entre os teus cedros. Uiva, o junípero, pois o cedro caiu; porque os próprios majestosos foram assolados! Uivai, árvores maciças de Basã, porque foi deitada abaixo a floresta impenetrável! Escuta! O uivo dos pastores, porque a sua majestade foi assolada. Escuta! O bramido dos leões novos jubados, porque as moitas orgulhosas ao longo do Jordão foram assoladas.” — Zacarias 11:1-3.
5. Quando terão de queimar-se tais plantações de árvores simbólicas, fazendo com que uive quem?
5 Não se fornecem ao Líbano portas contra incêndio. Quando chegar o tempo determinado de Jeová para seu fogo consumidor assolar a terra majestosa, as portas do simbólico Líbano terão de abrir-se à Sua ordem para deixar entrar o fogo. Até mesmo os enormes cedros do Líbano terão de cair diante das chamas divinamente acesas, e é por isso que os juníperos associados terão de uivar. A qualidade maciça das árvores não as torna à prova de fogo. É por isso que terá de haver uivos da parte das florestas impenetráveis de árvores maciças nos planaltos de Basã, ao leste do rio Jordão e do Mar da Galiléia. Estes também terão de queimar-se no incêndio mundial durante a vindoura “grande tribulação”, a tribulação de todas as tribulações da humanidade. Este será um tempo de uivos para os pastores governantes.
6. Por que uivarão os pastores-governantes em vista da queima das “árvores” simbólicas e também rugirão como os leões das moitas do Jordão?
6 Se escutarmos com fé a mensagem clara da profecia bíblica, poderemos ouvir os uivos destes pastores-governantes mundanos. Na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no campo de batalha do Har-Magedon, eles serão despojados de sua majestade de aparência e de cargo. (Revelação [Apocalipse] 16:14-16) Eles mesmos são retratados por aquelas árvores majestosas do Líbano e pelas árvores maciças de Basã. São também, simbolicamente, os “leões novos jubados”. Assim como os leões novos jubados rugem por se terem queimado as moitas orgulhosas ao longo das margens do rio Jordão, nas quais estes leões costumavam esconder-se, assim tais pastores-governantes semelhantes a leões rugirão em consternação, ao se verem privados dos esconderijos, dos quais costumavam lançar-se sobre as suas vítimas incautas, o público, o povo.
7. De que modo se refere Malaquias 4:1 ao mesmo dia ardente, e qual será o resultado para os pastores-governantes?
7 O tempo do incêndio ardente que despojará estes pastores mundanos de sua imponente dignidade, estatura e posição forte também foi predito pelo profeta Malaquias, que apareceu no cenário algumas décadas depois de Zacarias. Comparando os presunçosos e iníquos a plantas, Malaquias (4:1) diz: “‘Eis que vem o dia que arde como fornalha, e todos os presunçosos e todos os que praticam a iniqüidade terão de tornar-se como restolho. E o dia que virá certamente os devorará’, disse Jeová dos exércitos, ‘de modo que não lhes deixará nem raiz nem galho’.” Estes pastores políticos afirmam governar por terem recebido, por meio duma eleição democrática, um “mandato do povo”, ou por terem nascido na linhagem duma família real, ou porque os clérigos da cristandade lhes concederam o “direito divino dos reis”. Entretanto, isto não os torna pastores teocráticos, nem governantes designados pelo Grande Teocrata, por meio de seu Messias. Por isso, o vindouro dia ardente da execução do julgamento de Deus devorará todas as suas afirmações falsas. Não restará deles nem raiz, nem galho.
PASTOR DIVINAMENTE DESIGNADO
8. Como foi que os pastores-governantes venderam as “ovelhas” para serem mortas ou massacradas e quem pode suscitar um pastor altruísta?
8 Visto que os regentes governamentais são comparados a pastores, seus súditos, o povo, são comparados a um rebanho de ovelhas. Os governantes-pastores têm tratado as ovelhas como se pertencessem a eles e têm estado dispostos a vendê-las às mãos das pessoas egoístas que podiam explorar e maltratar as pessoas semelhantes a ovelhas. De fato, entregaram-nas para ser mortas, massacradas por causa de homens ambiciosos que pagam este preço para obter controle ou vantagem sobre o povo. Mais do que isso, os pastores governamentais têm levado as pessoas num rumo que por fim resultará em serem mortas na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, na situação mundial chamada Har-Magedon. (Revelação 16:14-16; 19:11-21) Não há, porém, nenhum “pastor” real que toma mesmo a peito os interesses de todo o povo e que está disposto a gastar a si mesmo em vez de explorar as ovelhas? Quem pode suscitar tal pastor, para que as ovelhas individuais possam colocar-se sob os seus cuidados e sua orientação, e ser poupadas à terrível matança? É Jeová.
9. Ao encenar um drama profético, que rebanho se manda Zacarias pastorear?
9 Para representar isso, o profeta Zacarias foi usado para encenar uma alegoria ou um drama profético. O próprio profeta Zacarias o descreveu nas seguintes palavras: “Assim disse Jeová, meu Deus: “Pastoreia o rebanho destinado à matança, cujos compradores passam a matá-las, embora não sejam tidos por culpados. E os que as vendem dizem: “Bendito seja Jeová, enquanto eu ganho riquezas.” E seus próprios pastores não têm nenhuma compaixão com elas.”” — Zacarias 11:4, 5.
10. Quem é o “rebanho” simbólico, a quem pertence e por que foi Zacarias designado para ser pastor do “rebanho destinado à matança”?
10 Quão lastimável é o estado do “rebanho destinado à matança”! Lá naquele tempo, este “rebanho” era a nação de Israel. O salmista dirigiu-se Àquele que realmente é dono deste rebanho, dizendo: “Ó Pastor de Israel, dá deveras ouvidos, tu que conduzes a José como a um rebanho.” Reconhecendo que Este é o dono, o salmista disse: “Ele é nosso Deus, e nós somos o povo do seu pasto e as ovelhas da sua mão.” (Salmo 80:1; 95:7) Visto Ele ser o proprietário, tem o direito de designar um pastor fiel sobre eles. Fez isso por designar o profeta Zacarias. Este novo pastor terreno não recebeu seu “mandato do povo”, de modo democrático. Ele foi designado teocraticamente pelo Deus Governante, Jeová. Este Dono celestial tinha em mente salvar alguns deste “rebanho destinado à matança”. Ele já dissera: “Jeová, seu Deus, os há de salvar naquele dia como o rebanho do seu povo; pois serão como as pedras dum diadema cintilando sobre o seu solo.” (Zacarias 9:16) Na realização deste propósito, o Grande Teocrata designou Zacarias para pastor do rebanho.
11. De que modo não mostraram compaixão com as ovelhas os “pastores” que as venderam, e como eram cúmplices na matança delas?
11 Zacarias era dessemelhante dos pastores-governantes que se achavam autorizados a vender as ovelhas de Jeová por lucro pessoal. Por se enriquecerem assim, achavam que Deus os enriquecia. Após esta venda desapiedada, estes traiçoeiros pastores-governantes disseram hipocritamente: “Bendito seja Jeová, enquanto eu ganho riquezas.” Por fazerem isso, os pastores aos quais se confiaram as pessoas semelhantes a ovelhas mostraram não ter “nenhuma compaixão com elas”. Estes pastores sabiam que os compradores aos quais venderam as “ovelhas” as matariam na execução de planos ambiciosos e egotistas. Pior ainda, estes compradores não seriam “tidos por culpados” por tal matança. Pelo menos os pastores que fizeram a venda não teriam os compradores por culpados. Eram assim cúmplices na matança. Para eles, as ovelhas eram apenas um “rebanho destinado à matança”.
12. Ovelhas de quem professam ser as pessoas da cristandade, e foram designados teocraticamente seus pastores religiosos, terrestres?
12 Tudo isso lembra uma situação similar que existe na cristandade, neste século vinte. O povo, que professa ser cristão, afirma ser ovelhas de Deus. Aplicam a si o Salmo 95:7 (citado mais acima) e recitam na igreja em uníssono o Salmo 23:1 (Almeida): “O Senhor é o meu pastor: nada me faltará.” Mas estas pessoas religiosas olham também para “pastores” terrenos. Os clérigos da cristandade, especialmente em sentido religioso, afirmam ser pastores destas ovelhas, sendo que cada uma das centenas de seitas religiosas tem o seu próprio rebanho. No entanto, estes pastores não foram designados teocraticamente assim como Zacarias, pois, cada um é ordenado pelo grupo regente de sua própria seita ou confissão, ou por um bispo ou outro alto dignitário eclesiástico, ou por uma congregação. Imitam tais clérigos a estes pastores dos dias de Zacarias?
13. De que modo imitaram tais clérigos os pastores dos dias de Zacarias em vender as “ovelhas” a serem mortas?
13 Salientou-se corajosamente que os clérigos da cristandade, com suas centenas de milhões de membros das igrejas sob o seu domínio espiritual, poderiam ter impedido a guerra mundial no ano 1914 E.C. Mas não o fizeram.a Entregaram seus rebanhos, sem protesto, a mais de quatro anos da guerra mais cruel em toda a história humana até então. De fato, venderam seus rebanhos para escapar da perseguição por insistir estritamente no cristianismo e para obter o favor dos pastores militares e governamentais. Isto foi, nada mais, nada menos, o que aconteceu também na Segunda Guerra Mundial, a qual, como a primeira, começou no próprio coração da cristandade. A “matança” neste segundo combate mundial foi ainda mais horrível do que no primeiro. Além disso, os clérigos religiosos têm procurado agradar aos exploradores comerciais e aos políticos. Têm-se metido na política e têm vendido seus rebanhos aos que procuram cargos, os quais não têm escrúpulos quanto a explorar o povo.
14. Segundo afirmam os “pastores”, quem os enriqueceu, e por que não têm os compradores das ovelhas nem um escrúpulo de consciência por explorarem as ovelhas ou causarem sua matança?
14 Por assim obterem riquezas, no que se refere aos bens materiais e à popularidade junto à classe governante deste mundo, acham que Deus os abençoa. E por isso dizem piamente: “Louvado seja o SENHOR, porque me tornei rico.” (Zacarias 11:5, ALA) Visto que os “compradores” das pobres ovelhas têm a bênção dos clérigos religiosos, eles não têm senso de culpa por causa da sua exploração das ovelhas, nem mesmo por causa da violenta matança em massa das ovelhas. ‘Não são tidos por culpados’ pelos clérigos da cristandade, mas continuam a ser retidos como membros plenos das igrejas, gozando boa reputação. É bem evidente, portanto, que os “pastores”, religiosos e governamentais, “não têm nenhuma compaixão” com as “ovelhas” da cristandade.
15. Como sabemos que as pessoas gostaram de ser exploradas pelos pastores traiçoeiros?
15 Apesar de tudo isso, é assim como Deus disse em Jeremias 5:31: “Os próprios profetas realmente profetizam em falsidade; e quanto aos sacerdotes, estão subjugando segundo os seus poderes. E meu próprio povo amou-o assim; e que fareis vós ao final disso?” E como sabemos que os que professam ser o povo de Deus ‘amaram-no assim’? Por observarmos que os que professam ser o povo de Deus não seguiram a liderança do pastor fiel que Deus suscitou, conforme representado pelo profeta Zacarias. Continuam a deixar que os negociantes de “ovelhas”, os compradores e os vendedores, as levem à “matança”. Portanto, quando lhes sobrevierem as conseqüências de seu proceder, merecerão qualquer compaixão?
16. Quanto à pergunta sobre compaixão, qual é a resposta divina em Zacarias 11:6?
16 A resposta divina foi dada ao profeta Zacarias, o pastor teocrático: “‘Pois, não mais me compadecerei dos habitantes da terra’, é a pronunciação de Jeová. ‘Portanto, eis que faço que os da humanidade se encontrem, cada um na mão do seu companheiro e na mão do seu rei; e certamente esmiuçarão a terra e eu não livrarei da sua mão.’” — Zacarias 11:6.
17. A que estado egotista e desamoroso deixará Jeová chegar os do “rebanho destinado à matança”, e por que clamarão em vão?
17 Assim se dá também com referência à cristandade hodierna. Virá o tempo em que Jeová deixará de mostrar compaixão com “o rebanho destinado à matança”. Ele deixará que as pessoas desamorosas, semelhantes a ovelhas se oprimam mutuamente, os pastores (religiosos e governamentais) às ovelhas, o rei ou pastor real às ovelhas, e as ovelhas umas às outras. Será um estado de anarquia. O que pode resultar disso senão um estado geral de colapso da sociedade humana organizada? O sistema de coisas não mais se manterá unido, não se fazendo mais nada sistematicamente segundo a sabedoria mundana. Falando-se simbolicamente, os que de modo anárquico e caótico se maltratam uns aos outros inevitavelmente “esmiuçarão a terra”, isto é, seu domínio terrestre, organizado. Embora então clamem algo e por longo tempo, Jeová ‘não livrará da sua mão’. Por que deveria fazer isso? Negaram-se repetidas vezes a seguir seu próprio pastor designado.
O SALÁRIO DO PASTOR — TRINTA MOEDAS DE PRATA
18. Que espécie de designação era a de Zacarias para pastorear o “rebanho” de Israel e que pergunta surge quanto aos serviços dele?
18 Até que ponto reconhecem os que apenas afirmam ser o povo de Deus o “pastor” espiritual que Ele suscitou e lhes enviou? Isto é representado profeticamente para nós na experiência do profeta Zacarias. Não por um mandato popular, mas por uma designação teocrática é que ele foi enviado a “pastorear” o rebanho de Israel. Quanto foi apreciado? Quão altamente foram estimados os seus serviços? Ele é bastante franco em dizer-nos:
19. Quantos bordões tomou Zacarias, quantos pastores eliminou num só mês e como mostrou que rompia seu pacto com o povo?
19 “E passei a pastorear por vós o rebanho destinado à matança, ó atribulados do rebanho [ou talvez: ‘da parte dos negociantes de ovelhas’, PIB; NM ingl. 1971, margem]. Portanto, tomei para mim dois bordões. A um chamei de Afabilidade e ao outro chamei de União [literalmente: Liames], e fui pastorear o rebanho. E finalmente eliminei três pastores num só mês lunar, visto que a minha alma ficou gradualmente impaciente com eles e também a própria alma deles me abominava. Por fim eu disse: ‘Não continuarei a pastorear-vos. Morra aquela que estiver morrendo. E seja eliminada aquela que estiver sendo eliminada. E quanto às que restarem, que devorem cada uma a carne de sua companheira.’ Portanto, tomei o meu bordão Afabilidade e o cortei em pedaços, a fim de romper meu pacto que eu concluíra com todos os povos. E ele ficou rompido naquele dia, e os atribulados do rebanho que me observavam ficaram assim sabendo que era a palavra de Jeová.” — Zacarias 11:7-11.
20. Para que fim serviam os bordões e que nome respectivo lhes deu Zacarias? Por quê?
20 Zacarias, como pastor, tomou como parte do seu equipamento dois bordões, um para conduzir as ovelhas e o outro para protegê-las. O antigo pastorzinho Davi fez referência a estes no Salmo 23:1-4, dizendo: “Jeová é o meu Pastor. . . . Ainda que eu ande pelo vale da sombra tenebrosa, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; tua vara e teu bastão são as coisas que me consolam.” Zacarias chamou a um dos bordões, evidentemente o para conduzir as ovelhas, de Afabilidade, referindo-se ao favor demonstrado para com as ovelhas. O outro bordão, evidentemente o bastão para bater nos que atacavam as ovelhas, ele chamou de União (literalmente: Liames, para manter a união). Era um favor do Deus de Zacarias, Jeová dos exércitos, para com as ovelhas, que Jeová designou a Zacarias para atuar como pastor das ovelhas. Por isso, um dos bordões foi chamado de Afabilidade.
21. De que espécie de ovelhas foi Zacarias constituído pastor e de que nacionalidades se compunham? A quem representava Zacarias como pastor?
21 Entretanto, o profeta de Jeová não foi constituído pastor sobre ovelhas literais. Tratava-se de ovelhas simbólicas, a saber, a casa de Israel, composta então dum restante do reino de Judá e dum restante constituído pelos membros do reino setentrional de dez tribos de Israel, cuja principal tribo era Efraim. Por conseguinte, Zacarias foi designado teocraticamente para assumir a supervisão espiritual sobre o restante de toda a casa de Israel, igual a um governante ou governador. Neste cargo, ele realmente representava a Jeová, o Pastor celestial.
22. Foi Zacarias obrigado a pastorear de graça? Por que era seu pastoreio obrigatório para os israelitas e o que mostra se havia um contrato?
22 O profeta Zacarias não faria o pastoreio de graça. Ele tinha direito a um salário pelos serviços prestados. No fim de seus serviços, podia de direito exigir seu ordenado. Visto que era pastor designado pelo Grande Teocrata Jeová, seu pastoreio era obrigatório para o restante de Israel aceitar e apreciar pelo valor que lhe atribuía. Havia algum contrato ou compromisso específico com a casa de Israel que permitisse tal pastoreio? Que havia tal contrato ou pacto é inferido do que Zacarias nos diz ao explicar sua renúncia do trabalho, dizendo: “Portanto, tomei o meu bordão Afabilidade e o cortei em pedaços, a fim de romper meu pacto que eu concluíra com todos os povos.” (Zacarias 11:10) Quer dizer, com “todos os povos” de Israel.
23. Do contrato de quem com Israel se tratava, e por quê?
23 Então, o “pacto” ou contrato solene de quem era este? Aparentemente, era o pacto pessoal de Zacarias. Mas, lembremo-nos de que foi Jeová quem lhe disse: “Pastoreia o rebanho destinado à matança.” (Zacarias 11:4) Isto foi o que Jeová fez porque os pastores em exercício estavam vendendo para a matança ou o abate as ovelhas do rebanho que realmente pertencia a Jeová Deus. Isto significa que estava envolvido o pacto de Jeová; foi no cumprimento de seu pacto com Israel que ele fez esta designação dum profeta para ser pastor da nação. Em harmonia com este fato básico, a nota ao pé da página na Bíblia Hebraica de Rudolf Kittel, Stuttgart, Alemanha Ocidental, diz que, em vez de “meu pacto que eu concluíra”, devíamos provavelmente ler: “o pacto de Jeová, que Jeová concluíra”. Isto se dá porque os sufixos pronominais no texto hebraico, geralmente traduzidos “meu” e “eu”, são realmente abreviações do nome divino Jeová. — Veja a nota ao pé da página na edição inglesa de 1971 da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.
24. (a) Por quanto tempo pastoreou Zacarias o rebanho, e como sabemos isso? (b) Para quem pastoreou ele o rebanho?
24 Havia outros pastores trabalhando naquele tempo. Parece que eles se ressentiam da intrusão do profeta de Jeová no seu campo de atividade. Zacarias trabalhou como pastor pelo menos por um mês, pois ele nos diz: “Finalmente eliminei três pastores num só mês lunar, visto que a minha alma ficou gradualmente impaciente com eles e também a própria alma deles me abominava.” (Zacarias 11:8) Não se nos diz quem eram estes três pastores. Mas, visto que ele havia sido designado pelo Deus Altíssimo, Zacarias tinha autoridade superior entre eles, de modo que podia despedir os três. Não sabemos quanto tempo continuou a pastorear depois de eliminar estes três pastores. O motivo de ele pastorear o rebanho, às ordens de Jeová, era como explicou: “Passei a pastorear por vós o rebanho destinado à matança, ó atribulados do rebanho.” (Zacarias 11:7, NM; Authorized Version; Young) Isto era mais compassivo da parte de Zacarias do que ele “apascentar o rebanho destinado à matança da parte dos negociantes de ovelhas”. (PIB; NM ed. ingl. 1971, margem) Estas ovelhas haviam sido realmente entregues aos negociantes. (Moffatt, em inglês) Quão desapiedado!
25. (a) Que sentimento se desenvolveu entre Zacarias e os três pastores, e por quê? (b) Às instâncias de quem se rompeu o “pacto” com o rebanho, e como sabemos isso?
25 Zacarias não ficou impaciente com o rebanho de ovelhas atribuladas. Sua “alma”, todo o seu ser, ficou impaciente com os três pastores negligentes. Visto que era fiel e compassivo em pastorear o rebanho, aqueles pastores abominavam Zacarias. Ele não cooperava com os seus planos. Foi só depois de eliminá-los como pastores que Zacarias, no tempo devido de Jeová, renunciou ao seu trabalho. Assim se rompeu o “pacto” que se “concluíra com todos os povos” de Israel. Que isto não aconteceu segundo as próprias inclinações dele, mas segundo a direção e decisão do próprio Grande Pastor, é indicado por Zacarias. Pois, depois de cortar em pedaços seu bordão chamado Afabilidade, como ato simbólico do rompimento do pacto, ele prossegue: “E ele ficou rompido naquele dia, e os atribulados do rebanho que me observavam ficaram assim sabendo que era a palavra de Jeová.” — Zacarias 11:10, 11.
26. O que significava o rompimento do pacto para o rebanho de Israel quanto ao seu bem-estar e sua união?
26 O que significava para o rebanho dos povos de Israel este rompimento do pacto? Aquilo que Zacarias disse ao descontinuar seu pastoreio: “Não continuarei a pastorear-vos. Morra aquela que estiver morrendo. E seja eliminada aquela que estiver sendo eliminada. E quanto às que restarem, que devorem cada uma a carne de sua companheira.” (Zacarias 11:9) Quando se mandou que o pastor designado de Jeová se retirasse, então, quem cuidaria do rebanho? Os que procurassem aproveitar-se do rebanho deixariam morrer as moribundas, sendo que as para ser eliminadas ou para desaparecer não receberiam atenção para fazê-las sair de sua condição perdida, e as restantes ficariam lutando entre si mesmas, devorando-se mutuamente por não mostrarem amor, mas aproveitarem-se egoistamente umas das outras.
27. O pacto foi rompido por causa da falta de compaixão da parte de quem, e qual seria o resultado ao entrar em vigor a determinação de descontinuar a compaixão?
27 Portanto, resultou o rompimento do pacto da falta de misericórdia da parte de Zacarias? Não, mas foi porque chegara ao limite e se esgotara o tempo de Jeová ter compaixão. Por isso se disse antes a Zacarias: “‘Pois, não mais me compadecerei dos habitantes da terra’, é a pronunciação de Jeová. ‘Portanto, eis que faço que os da humanidade se encontrem, cada um na mão do seu companheiro e na mão do seu rei; e certamente esmiuçarão a terra e eu não livrarei da sua mão.’” (Zacarias 11:6) Visto que os povos não atendem o pastor designado de Deus, a quem ele lhes enviou na sua compaixão, quanta anarquia não resultará! Que choque de interesses egoístas! Quanta opressão! Que falta de segurança! Que ruína para o sistema de coisas, sob as atividades esmagadoras dos contra a lei e desordeiros! Que acontecimentos terríveis não aguardam os do rebanho de professas ovelhas de Jeová quando a determinação divina entrar em vigor!
O SALÁRIO E O VALOR DADO AO PASTOR
28. A quem representava nisso Zacarias e que espécie de designação recebeu este? Que sinal dela se forneceu?
28 Zacarias encenava um quadro profético ou uma alegoria. Ele representava um pastor maior no cumprimento da profecia. Este era o Messias de Jeová, Jesus, descendente e herdeiro permanente do Rei Davi. (Mateus 1:1-6) Depois de este ter trabalhado como carpinteiro em Nazaré, na Galiléia, até os trinta anos de idade, ele foi enviado como pastor espiritual da nação de Israel. Os governantes do país, tanto políticos como religiosos, não lhe pediram que se tornasse tal. Sua designação de pastor não veio por “mandato do povo”, mas foi uma designação teocrática e o colocou numa categoria superior à de todos os “pastores” constituídos pelos homens. Na própria Nazaré, sua cidade, ele indicou sua unção com o espírito de Jeová para ser o Messias e para daí em diante agir como pastor do rebanho do povo de Deus. O profeta, João Batista, viu este Jesus ser ungido com o espírito santo por meio duma manifestação visível. Isto aconteceu logo após João ter batizado Jesus no rio Jordão, segundo a vontade de Jeová. — João 1:19-36.
29. Como mostrou Jesus, numa parábola, que lhe foram entregues as ovelhas por um “porteiro” simbólico?
29 João Batista, como predecessor do Messias Jesus, atuou como “porteiro” para o aprisco de Israel. Jesus Cristo referiu-se a isso quando falou numa parábola, dizendo: “Digo-vos em toda a verdade: Quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas galga por outro lugar, esse é ladrão e saqueador. Mas, quem entra pela porta é pastor de ovelhas. Para este o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz, e ele chama por nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Tendo retirado todas as suas, vai na frente delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. De modo algum seguirão a um estranho, mas fugirão dele, porque não conhecem a voz de estranhos. . . . O ladrão não vem a não ser para furtar, e matar, e destruir. Eu vim para que tivessem vida e a tivessem em abundância. Eu sou o pastor excelente; o pastor excelente entrega a sua alma em benefício das ovelhas.” — João 10:1-11.
30. (a) A quem restringiu Jesus seu pastoreio e como indicou isso? (b) Como e quando foi este profeta predito por Moisés?
30 Restringindo os seus próprios esforços exclusivamente ao rebanho de Israel, ele enviou seus doze apóstolos e lhes disse: “Não vos desvieis para a estrada das nações, e não entreis em cidade samaritana; mas, ide antes continuamente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ao irdes, pregai, dizendo: ‘O reino dos céus se tem aproximado.’” (Mateus 10:5-7) Antes de atender o pedido duma mulher fenícia, para curar sua filha muito endemoninhada, Jesus lembrou-lhe: “Não fui enviado a ninguém senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mateus 15:22-24) Isto estava em harmonia com o pacto da lei divina que Jeová Deus celebrara com a casa de Israel por meio do mediador Moisés, no monte Sinai, em 1513 A.E.C. Ao aconselhar os israelitas a ser obedientes a este pacto, por evitarem toda espécie de demonismo, Moisés disse aos israelitas pouco antes de sua morte: “Um profeta do teu próprio meio, dos teus irmãos, semelhante a mim, é quem Jeová, teu Deus, te suscitará — a este é que deveis escutar.” (Deuteronômio 18:15) Este prometido profeta maior do que Moisés era o Messias, Jesus. — Deuteronômio 18:16-19; Atos 3:22, 23.
31. Como torna o registro evidente que Jesus teve compaixão com as ovelhas? Mas que dizer dos outros pastores?
31 Que Jesus tinha verdadeira compaixão com o rebanho de Israel, assim como o verdadeiro pastor messiânico deve ter, é evidente da narrativa: “Jesus empreendeu uma viagem por todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles e pregando as boas novas do reino, e curando toda sorte de moléstias e toda sorte de padecimentos. Vendo as multidões, sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor.” (Mateus 9:35, 36) Só podemos concluir disso que os outros, que deviam ter sido pastores, deixaram de cumprir o seu dever.
32. A quem, nos dias de Jesus, representavam os “três pastores” despedidos por Zacarias?
32 Então, para cumprir o quadro profético, quem eram os “três pastores” que Jesus Cristo eliminaria, deceparia ou despediria de seu cargo presumido? O registro da vida de Jesus não mostra três homens individuais como cumprindo o modelo profético. Evidentemente, os três pastores que o profeta Zacarias removeu representam três classes de homens no tempo de Jesus. No registro aparecem três classes que exerciam poder governamental bem como religioso em Israel. Estas eram (1) os fariseus e (2) os saduceus, classes que ambas estavam representadas no Sinédrio judaico em Jerusalém. Este corpo judicial tinha até certo ponto funções governamentais sob o governador romano, bem como funções religiosas. Assim, certo Nicodemos, membro fariseu do Sinédrio, era um “governante dos judeus”. (João 3:1, 2; 7:50-52) José, homem rico de Arimatéia, também era membro do Sinédrio. (Mateus 27:57-60; Lucas 23:50-53) O Sinédrio achava-se bastante dividido entre fariseus e saduceus. (Atos 23:1-9) Além destes sectários judaicos, havia também os (3) herodianos, os “partidários de Herodes”. — Mar. 12:13.
33. Conforme representado no caso de Zacarias, como ficou Jesus “impaciente” com aqueles “três pastores”?
33 Similar ao sentimento dos “três pastores” para com Zacarias na qualidade de pastor, estes três grupos prontamente ‘abominavam’ a Jesus Cristo na qualidade de pastor messiânico. Tramavam ou cooperavam entre si contra Jesus, para desacreditá-lo aos olhos do rebanho de Israel. (Mateus 22:15-22; Marcos 3:6) Jesus não eliminou, decepou ou removeu estes três grupos hostis “num só mês lunar” literal. O “mês lunar” literal, no caso de Zacarias, representaria no caso de Jesus um curto período de tempo. (Zacarias 11:8) Desde o começo do seu ministério, Jesus negou-se a ter qualquer coisa que ver com estes grupos governantes, egoístas, quer dizer, no que se referia a juntar-se a eles. Por fim, no término de seu ministério, sua alma havia ficado “impaciente” com eles. Em ocasiões públicas, ele silenciava todos os três grupos no que se referia a governo e doutrinas. (Mateus 22:15-45) Em resultado, conforme diz Mateus 22:46: “Ninguém foi capaz de dizer-lhe uma só palavra em resposta, nem se atreveu alguém, daquele dia em diante [terça-feira, 11 de nisã de 33 E.C.], a interrogá-lo mais.”
34. (a) O que disse Jesus no clímax de sua denúncia dos escribas e dos fariseus? (b) Como que despedaçando o bordão chamado Afabilidade, o que disse ele a Jerusalém?
34 Jesus Cristo lhes acabava de dizer: “O reino de Deus vos será tirado e dado a uma nação que produza os seus frutos.” (Mateus 21:23-43; Marcos 12:1-12; Lucas 20:9-44) Pouco depois desta declaração, ele denunciou abertamente os escribas e os fariseus como pastores opressivos e hipócritas religiosos. Ele disse no auge de sua denúncia: “Portanto, dais testemunho contra vós mesmos de que sois filhos daqueles que assassinaram os profetas. Pois bem, enchei a medida de vossos antepassados. Serpentes, descendência de víboras, como haveis de fugir do julgamento da Geena?” (Mateus 23:1-33; Marcos 12:38-40; Lucas 20:45-47) Daí, como que cortando em pedaços o bordão de pastor, chamado Afabilidade, ele acrescentou: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” — Mateus 23:37, 38.
35. Com estas palavras, o que anunciava Jesus aos judeus a respeito do Pacto da Lei de Deus com eles e o que ficaram assim sabendo os “atribulados” que observavam Jesus?
35 Quando Jeová Deus abandonou o templo judaico de sua adoração em Jerusalém, isto queria dizer que rompia o pacto da lei, que havia feito com a nação de Israel por intermédio de Moisés. Portanto, Jesus, como pastor prefigurado por Zacarias, anunciava o iminente rompimento do pacto que Jeová havia celebrado com os povos de Israel. Os “atribulados” do rebanho de Israel, que observavam Jesus e ouviam suas palavras, “ficaram assim sabendo que era a palavra de Jeová”. — Zacarias 11:11.
36. O que significava isso a respeito da afabilidade de Deus para com Israel e, finalmente, que conseqüências terríveis resultaram por causa da rejeição do Pastor-Governante de Jeová?
36 Isto significava que Jeová não mais era afável para como seu desobediente povo escolhido. Ele estava prestes a ‘não mais compadecer-se’ dos habitantes da “terra de Judá”. Esta terra havia de sofrer todos os horrores da invasão da Judéia e da destruição de suas cidades e fortalezas, inclusive de Jerusalém e de seu templo, nos anos cruéis de 70-73 E.C. Jesus Cristo predisse esta tragédia no mesmo dia de 11 de nisã de 33 E.C., na sua profecia a respeito da “terminação do sistema de coisas”. (Mateus 24:1-22; Marcos 13:1-20; Lucas 21:5-24) Esta calamidade nacional, no mínimo, era um indício doloroso de que fora rompido o pacto da Lei mosaica entre Deus e Israel. Que conseqüência terrível por se rejeitar o Pastor-Governante de Deus!
37. Como se mostrou o valor que se dava ao pastoreio de Zacarias, o que o mandou Jeová fazer e o que cortou então em pedaços?
37 Quão altamente foi avaliado o pastor designado de Jeová pelos povos de Israel? O profeta Zacarias ilustra isso na sua própria experiência e com isso prefigura algo de significado maior. Ele nos diz: “Então eu lhes disse: ‘Se for bom aos vossos olhos, dai-me o meu salário; mas, se não, deixai-o.’ E passaram a pagar-me o meu salário, trinta moedas de prata. Nisso Jeová me disse: ‘Lança-o na tesouraria — o valor majestoso com que fui avaliado do seu ponto de vista.’ Concordemente, tomei as trinta moedas de prata e lancei-as na tesouraria da casa de Jeová. Então cortei em pedaços o meu segundo bordão, União, para romper a fraternidade entre Judá e Israel.” — Zacarias 11:12-14.
38. Qual era o valor do salário pago a Zacarias e como se referiu Jeová a este pagamento?
38 “Trinta moedas de prata” — trinta siclos de prata — era o preço dum escravo segundo o pacto da Lei mosaica. (Êxodo 21:32) Não valiam o profeta Zacarias ou seus serviços de pastor mais do que um escravo? E visto que Zacarias havia sido designado pelo Pastor Celestial Jeová, o valor dado ao seu representante designado, Zacarias, era igual ao valor dado a Jeová, como Pastor. Jeová podia falar dele como sendo o “valor . . . com que foi avaliado do seu ponto de vista”. (A menos que Zacarias tenha feito ali uma referência parentética a si mesmo!) É verdade que Jeová o chamou de “valor majestoso” em vez de valor dum escravo; mas, evidentemente, esta expressão não é usada em satisfação, mas com sarcasmo ou de modo cortante. Significava que se observava certa falta de apreço.
39. O que indicava com respeito à nação de doze tribos de Israel que Zacarias cortou em pedaços o bordão União (ou: Liames)?
39 Em vista de tal desvalorização do pastor, que representava a Jeová, tirou-se a base para a união no rebanho do professo povo de Deus. Não haveria um só pastor, um só rebanho. Isto tiraria o poder protetor que a união cria contra os ataques de fora. Portanto, foi numa ocasião bem oportuna que Zacarias cortou em pedaços o bordão chamado União (ou: Liames) neste momento. Isto havia de ilustrar que se tirou o alicerce da “fraternidade” entre os do reino de Judá e os do reino das dez tribos de Israel. Foi por causa da questão de terem um só rei messiânico, alguém da linhagem real de Davi que a nação das doze tribos se partiu em dois reinos, Judá e Israel, após a morte do Rei Salomão em 997 A.E.C. Portanto, o rompimento do pacto da Lei mosaica não só significava o fim da “afabilidade” de Jeová ou de seu favor para com o seu antigo povo escolhido, mas também que cessaram o cuidado e a proteção divinos para manter a nação unida como um conjunto harmonioso. Os vínculos espirituais que criaram a fraternidade foram tirados, e os meros vínculos materiais não eram bastante fortes para mantê-los unidos como irmãos.
40. (a) Por que era esta subestimação do pastor de Jeová mais séria no caso daquele que foi prefigurado por Zacarias? (b) O que devia um Pastor-governante receber de seus súditos em pagamento?
40 A subestimação das provisões de Deus e a rejeição delas sempre leva a conseqüências tristes. Grande como foi a subestimação de Jeová como o Grande Pastor, no caso do profeta Zacarias, ela foi ultrapassada em muito no caso do Pastor messiânico representado por Zacarias. Este não foi outro senão o Filho de Deus, a quem Deus enviou do céu para se tornar o Pastor Excelente a entregar sua alma ou depor a sua perfeita vida humana a favor de todas as criaturas humanas semelhantes a ovelhas. (João 10:14-18) Visto que o Messias Jesus agia como pastor em benefício de seu Pai celestial, ele podia ter usado de seu direito de pedir seu salário em benefício de seu Pai. Qual é o salário ou o pagamento que um pastor governamental pede de seus súditos? É que seus súditos o apóiem, bem como seu governo, quer de modo material, quer por serviços leais prestados. Os funcionários nomeados sob o pastor governamental são os que devem cuidar de que o pastor receba tal salário ou pagamento de todos os seus súditos. Assim como escreveu Salomão, rei teocraticamente designado: “Filho meu, teme a Jeová e ao rei. Não te metas com os que estão a favor duma mudança.” — Provérbios 24:21.
41. (a) Obrigou Zacarias o povo a lhe pagar seu salário de pastor? (b) Quando podiam os representantes judaicos ter pago a Jesus como Pastor, mas quando foram obrigados a lhe darem um valor?
41 Jesus serviu fielmente durante quase três anos e meio como pastor espiritual sobre as “ovelhas perdidas da casa de Israel”. Perto do fim da sua obra de pastoreio, durante a última semana de sua vida na carne humana na terra, ele não foi diretamente aos representantes pastorais de Israel, assim como fez o profeta Zacarias, pedindo seu salário ou pagamento. Zacarias disse aos dos seus dias que, se não quisessem pagar, não o precisavam fazer: “Se for bom aos vossos olhos, dai-me o meu salário; mas, se não, deixai-o.” (Zacarias 11:12) No caso de Jesus, quando entrou em forma triunfal em Jerusalém, montado num jumentinho, os representantes pastorais de Israel lhe podiam ter pago o salário de aceitá-lo como o verdadeiro Messias enviado e ungido por Jeová. Mas, deixaram de fazer isso. No entanto, três dias depois (12 de nisã de 33 E.C.), foram obrigados a dar-lhe um valor monetário como pastor espiritual. De que modo? Leiamos:
42. Que valor foi estipulado a Judas Iscariotes por Jesus, e quando?
42 “Então um dos doze, aquele chamado Judas Iscariotes, dirigiu-se aos principais sacerdotes e disse: ‘O que me dareis para traí-lo a vós?’ Estipularam-lhe trinta moedas de prata. De modo que daquele momento em diante [12 de nisã] ele buscava uma boa oportunidade para traí-lo. No primeiro dia dos Pães não Fermentados [14 de nisã], os discípulos vieram a Jesus, dizendo: ‘Onde queres que preparemos para comeres a páscoa?’” — Mateus 26:14-17.
43. Qual era a atitude de Jesus para com a venda dele por este traidor conhecido e quando se consumou a venda?
43 Aqueles pastores religiosos deram a Judas Iscariotes trinta moedas de prata. (Marcos 14:10, 11; Lucas 22:3-6) Jesus sabia de antemão que seria traído e que o traidor seria Judas Iscariotes. (Mateus 17:22, 23; 20:17-19; 26:1, 2, 24, 25) Jesus não fez nada para impedir a sua venda em traição. (Mateus 26:45-57) De fato, facilitou a traição, para que ocorresse no tempo devido de Deus, pois, na ceia pascoal, ele identificou Judas Iscariotes e o mandou embora com as palavras: “O que fazes, faze-o mais depressa.” O traidor saiu imediatamente para cumprir seu trato com os pastores religiosos. (João 13:21-30) Horas depois cumpriu-se esta traição naquela noite da Páscoa e Judas Iscariotes mereceu seu dinheiro. (João 18:1-14) Consumara-se a avaliação de Jesus, o Pastor messiânico. Por trinta siclos de prata, o preço dum escravo segundo o pacto da Lei mosaica! Que valor majestoso!
44, 45. (a) O que se fez com o dinheiro com que Zacarias foi avaliado? (b) O que se fez com o dinheiro que Judas Iscariotes aceitou por trair Jesus?
44 Judas Iscariotes aceitou este preço. Ele havia sido tesoureiro dos doze apóstolos, mas não colocou o dinheiro na caixa deles. Guardou-o para si mesmo — por algum tempo! (João 12:4-6) No caso antigo do profeta Zacarias, ele não ficou com os trinta siclos de prata que lhe foram pagos como seu salário. O dinheiro pertencia realmente ao seu Amo, Jeová, e por isso Jeová lhe disse: “Lança-o na tesouraria.” Zacarias fez isso. (Zacarias 11:12, 13) Sua ação era premonição de alguma coisa. Não é que Zacarias prefigurasse Judas Iscariotes, mas, de qualquer modo, igual a Zacarias, Judas não ficou com seus trinta siclos de prata. Relata-se para nós o que fez com eles, ou antes, o que resultou de ele se livrar do dinheiro da traição:
45 “Ao amanhecer, todos os principais sacerdotes e os homens mais maduros do povo realizaram uma consulta contra Jesus, a fim de o entregarem à morte. E, depois de o amarrarem, levaram-no e entregaram-no a Pilatos, o governador. Então Judas, que o traiu, vendo que tinha sido condenado, sentiu remorso e devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e homens mais maduros, dizendo: ‘Pequei quando traí sangue justo.’ Eles disseram: ‘Que temos nós com isso? Isso é contigo!’ De modo que ele lançou as moedas de prata dentro do templo e retirou-se, e, tendo saído, enforcou-se. Mas os principais sacerdotes tomaram as moedas de prata e disseram: ‘Não é lícito deitá-las no tesouro sagrado, porque são o preço de sangue.’ Depois de se consultarem entre si, compraram com elas o campo do oleiro, para enterrar os estranhos. Aquele campo veio por isso a ser chamado de ‘Campo de Sangue’, até o dia de hoje. Cumpriu-se assim aquilo que fora falado por intermédio de Jeremias, o profeta, que disse: ‘E tomaram as trinta moedas de prata, o preço do homem com que foi avaliado, daquele a quem alguns dos filhos de Israel puseram um preço, e deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que Jeová me tinha ordenado.’” — Mateus 27:1-10.
46. (a) Como se referiu o apóstolo Pedro mais tarde a Judas Iscariotes e ao que se fez com os trinta siclos? (b) Que incoerência mostraram os sacerdotes para com o sangue que aqueles trinta siclos representavam?
46 Visto que o dinheiro usado pelos sacerdotes na compra do campo do oleiro havia sido provido por Judas Iscariotes, o apóstolo Pedro falou de Judas comprar o campo para o enterro dos judeus que morressem durante a visita a Jerusalém, ou de prosélitos. Pedro disse à congregação cristã a respeito de Judas: “Este mesmo homem, portanto, comprou um campo com o salário da injustiça, e, jogando-se de cabeça para baixo [depois de se enforcar bem alto], rebentou ruidosamente pelo meio e se derramaram todos os seus intestinos. Também todos os habitantes de Jerusalém ficaram sabendo disso, de modo que aquele campo foi chamado na língua deles Acéldama, isto é: Campo de Sangue.” (Atos 1:18, 19) Os sacerdotes apenas agiram por Judas ao tirarem o dinheiro do santuário do templo, onde Judas havia lançado os trinta siclos de prata, e o darem ao vendedor do campo do oleiro. Os sacerdotes compreenderam a impropriedade de se lançar o “preço de sangue” no tesouro do templo, mas ao mesmo tempo acharam-se aptos para servir naquele templo, apesar de terem causado o derramamento daquele sangue.
47. (a) Como podia o apóstolo Mateus dizer Jeremias e ainda assim referir-se a Zacarias? (b) Como é esta dificuldade eliminada pela versão aramaica?
47 Observamos que o apóstolo Mateus diz em Mateus 27:9, 10, que se cumpriu a declaração do profeta Jeremias. Se Mateus se referiu à parte das Escrituras Hebraicas conhecida como Os Profetas, e esta parte foi nos dias de Mateus encabeçada pela profecia de Jeremias, então o nome Jeremias inclui todos os outros livros proféticos, inclusive o de Zacarias. Neste caso, Mateus realmente se referiu a Zacarias, embora usasse o nome de Jeremias.b A Bíblia Sagrada de Antigos Manuscritos Orientais (Pesita), em inglês, omite o nome e reza: “Cumpriu-se então o que fora falado pelo profeta, a saber: Tomei as trinta moedas de prata, o preço caro que foi negociado com os filhos de Israel, e dei-as pelo campo do oleiro, conforme o Senhor me mandou.” (George M. Lamsa, 1957) O Novo Testamento Siríaco, traduzido para o inglês da Versão Pesito por James Murdock (direitos autorais de 1893), diz o mesmo, omitindo o nome do profeta.c
48. (a) Como mostra a tradução liberal de Mateus da profecia de Zacarias o que se fez com os trinta siclos? (b) Este cumprimento da profecia de Zacarias confirma que ele representava ali a quem?
48 Visto que Mateus 27:9, 10, corresponde a Zacarias 11:13, e a nada do que há no livro de Jeremias, a citação de Mateus deve ter sido uma tradução livre de Zacarias 11:13. A maneira em que Mateus traduziu Zacarias 11:13 destinava-se evidentemente a mostrar como se cumpriu Zacarias 11:13, a saber, que eles “tomaram”, quer dizer, os representantes sacerdotais de Israel tomaram, as trinta moedas de prata do chão do templo, e eles, os sacerdotes, atuando por uma pessoa, Judas Iscariotes, “deram-nas pelo campo do oleiro”. Zacarias 11:13 não nos diz o que se fez depois com os trinta siclos de prata que Zacarias lançou no tesouro do templo de Jeová. No entanto, Mateus nos diz o que se fez com o dinheiro em cumprimento da profecia, enquadrando-se nas circunstâncias mudadas. Este cumprimento confirma que o pastor Zacarias representa aqui o traído e vendido Pastor messiânico, Jesus, avaliado num preço tão baixo.
49. O cumprimento da quebra do bordão chamado “União”, por Zacarias, ocorreu quando, e com que conseqüências para os judeus?
49 Assim como Zacarias depois quebrou o segundo bordão chamado “União” ou “Liames”, assim a traição contra Jesus, por trinta siclos de prata, levou ao cancelamento do pacto da Lei mosaica com Israel por parte de Jeová. Quando o ressuscitado Jesus ascendeu ao céu e compareceu perante a presença de Deus, apresentando a Ele o valor do seu perfeito sacrifício humano, então foi apagado o pacto da Lei mosaica e foi inaugurado o prometido novo pacto com o Israel espiritual, o Israel cristão. (Efésios 2:13-16; Colossenses 2:14-17; Hebreus 9:24-28) Isto deixou os judeus naturais, circuncisos, que haviam recusado o novo pacto mediado por Jesus Cristo, expostos a falsos cristos judaicos. Deixou-os sem um verdadeiro vínculo teocrático de união, e sua desunião em várias seitas religiosas resultou em desastre para eles no sítio e na destruição de Jerusalém pelos romanos, no ano 70 E.C.
50. Como deu a cristandade, de fato, um valor barato ao Pastor messiânico Jesus Cristo, como é ela culpada da violação do pacto e como será ela afetada por não mais ter a afabilidade de Deus?
50 Igual ao antigo Israel, a cristandade, com suas centenas de seitas, rejeitou o cuidado pastoral do Pastor messiânico, o celestial Jesus Cristo. Como? Não segundo as suas profissões pias, é claro, mas segundo os seus atos. Ela o traiu por trair seus verdadeiros discípulos, aos quais ela tem perseguido, em muitos casos até a morte. Ela recusou os serviços dos pastores espirituais que lhe foram enviados pelo Pastor messiânico, celestial. O que lhes fez, de fato fez a ele. (Mateus 25:40, 45; Marcos 9:37; João 15:20, 21) Ela atribuiu assim um preço barato aos serviços pastorais dele, rejeitando-os. Isto revela que não está em harmonia com o novo pacto, que afirma aplicar-se a ela; e assim, tomando-a pela sua palavra ela violou este novo pacto. De modo que não usufrui a Afabilidade ou o favor de Jeová Deus e Ele não a protege para mantê-la em união. Ela também fica exposta a todos os falsos cristos. Sua desunião continuará até a vindoura “grande tribulação”, representada pela destruição de Jerusalém em 70 E.C. — Mateus 24:21, 22.
UM “PASTOR INÚTIL”
51. (a) A rejeição do Pastor messiânico pela cristandade deixa o povo entregue à liderança de quem? (b) Em vez de aceitar o Pastor messiânico provido por Jeová, a cristandade escolheu que organização?
51 Quando o Pastor Excelente de Jeová, Jesus Cristo, e seus verdadeiros subpastores são rejeitados pelo povo que professa adorar o Deus da Bíblia Sagrada, não resta nada a tais pessoas senão cair sob a liderança de pastores egoístas, de mentalidade mundana. (1 Pedro 5:1-4) Jeová denunciou os pastores governamentais egoístas e tranqüilizou as pessoas semelhantes a ovelhas, dizendo: “E vou suscitar sobre elas um só pastor e ele terá de apascentá-las, sim, meu servo Davi. Ele mesmo as apascentará e ele mesmo se tornará seu pastor. E eu mesmo, Jeová, me tornarei seu Deus, e meu servo Davi, maioral no meio delas. Eu, Jeová, é que falei.” (Ezequiel 34:23, 24) Jesus Cristo, filho do antigo Rei Davi, é este Pastor prometido. No ano 1919 E.C., a cristandade rebaixou o valor de seus cuidados pastorais e rejeitou a ele e seu reino. Em vez disso, ela escolheu uma organização internacional criada pelos homens em prol de paz e segurança mundiais, a Liga das Nações, que foi sucedida pelas Nações Unidas, que em 1972 tinham 132 nações-membros. Ela colheu as conseqüências disso.
52. Que conseqüências colheu a cristandade por rejeitar o Pastor messiânico e sua liderança?
52 Que conseqüências? Uma safra de pastores governamentais egoístas que engrandecem a si mesmos, junto com seus associados religiosos. Jeová Deus ilustrou tais conseqüências por meio do profeta Zacarias: pastores mundanos prefigurados por um “pastor inútil”, uma classe tola, incompetente e imprestável de líderes. Depois de todas estas décadas de experiência com tais líderes, desde 1919 E.C., podemos ver como se harmonizam com o tipo de pastor que Jeová Deus descreveu profeticamente, conforme registrado por Zacarias, que escreveu:
53. Que apetrechos se mandou que Zacarias tomasse para si, como procederia o pastor suscitado e o que lhe aconteceria?
53 “E Jeová prosseguiu, dizendo-me: ‘Toma ainda para ti os apetrechos dum pastor inútil. Pois, eis que deixo surgir no país um pastor. Não voltará a sua atenção para as ovelhas que estão sendo eliminadas. Não procurará a nova e não curará a ovelha quebrantada. Não suprirá alimento à que está sozinha e comerá a carne da gorda, e ele arrancará os cascos das ovelhas. Ai do meu pastor imprestável que abandona o rebanho! Haverá uma espada sobre o seu braço e sobre o seu olho direito. Seu próprio braço secar-se-á impreterivelmente e seu próprio olho direito turvar-se-á sem falta.’” — Zacarias 11:15-17.
54. As condições das nações atuais provam que as pessoas têm que espécie de “pastores”, e por que se permitiu que tais líderes surgissem?
54 Hoje em dia, não são as pessoas, mesmo as da cristandade, sem se falar das do paganismo, semelhantes a ovelhas eliminadas ou perdidas, quebrantadas e sem receber cura, famintas e ameaçadas pela fome mundial, das quais se alimentam pastores corrutos, subornados, parasíticos e imprestáveis, que as devoram até mesmo até os “cascos” ou que as guiam por caminhos tão acidentados, que lhes arrancam os “cascos”? As condições nas nações, tanto nas chamadas cristãs como nas pagãs, dão resposta eloqüente a esta pergunta. Por quanto tempo mais podem continuar as “ovelhas”? Mas, esta é a conseqüência de se recusar o Pastor messiânico de Jeová. Visto que o preferiram assim, ele permitiu que surgisse uma classe pastoral inútil, imprestável e prejudicial mesmo na terra da cristandade.
55. Por que foi que Zacarias, embora tomasse para si os implementos dum pastor inútil, não sofreu a tribulação que Jeová proferiu contra esta espécie de pastor inútil?
55 Mandou-se que o profeta Zacarias ilustrasse o surgimento de tal classe dum “pastor inútil” em nosso tempo, bem como no tempo de Jesus Cristo e de seus apóstolos, no primeiro século E. C. O próprio Zacarias não se tornou tal pastor inútil e tolo; mandou-se apenas que tomasse os apetrechos ou o equipamento dum pastor e retratasse a presença e a conduta falha de tal espécie de pastor. Por conseguinte, Zacarias não sofreu a tribulação que Jeová pronunciou contra tal pastor negligente, imprestável e desapiedado.
56. Como tem estado uma “espada” sobre o “braço” e o “olho direito” de tal classe dum “pastor inútil”?
56 O mundo inteiro da humanidade não pode esperar alívio ou livramento da parte de tais pastores governamentais de escolha e nomeação humanas. A espada executora da autoridade de Jeová é contra tais pastores-governantes, os quais por sua vez, por muito tempo, têm levado a “espada” do poder de execução. (Rom. 13:4; Atos 12:1, 2) Por não terem a bênção de Jeová neste seu “tempo do fim”, seu “braço” de poder e capacidade já está ressecando; seu “olho direito”, seu melhor olho para discernir soluções e para supervisão governamental, enfraquece cada vez mais. Mas, na vindoura “grande tribulação” do mundo, Jeová destruirá esta classe dum “pastor inútil”, com olhos, braços e tudo o mais.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja The Bible Students Monthly, Volume VI, N.º 7, que dizia sob o título “Rabino Wise Culpa Igrejas Pela Guerra”: “‘O fracasso das igrejas e das sinagogas de manter a liderança sobre o povo foi a causa da presente guerra’, disse ontem o Rabino Stephan S. Wise na Sinagoga Livre, no Carnegie Hall. O Rabino Wise caracterizou a atual atitude das igrejas como ‘fraca, vacilante, hesitante e tímida’. Ele disse que o Estado conquistou a igreja e que esta última se tornou seguidora em vez de líder da opinião pública.
“‘Entronizaram um Diabo de guerra’, disse ele, ‘no lugar de Deus. As igrejas não se tomam a sério. Satisfazem-se com ser apenas um objeto da organização social e defender seus países e seus governantes — justos ou injustos. A igreja é açaimada e sufocada em submissão. É igual a um cão mudo, velho e desdentado, que não mais pode morder.
“‘Muitos de nós esperavam que o poder socialista evitasse uma guerra tal como esta, e ficamos amargamente desapontados com os socialistas da Europa quando deixaram de fazer isso. Mas nunca esperávamos que as igrejas, mesquitas e sinagogas evitassem a guerra. Nenhum de nós esperava delas algo assim, e sabemos o que aconteceria a qualquer líder da Igreja Anglicana que se atrevesse a erguer a voz contra a participação de seu país no conflito atual.
“‘Franz Josef passa pela fórmula inócua de lavar os pés duma dúzia de peregrinos em cada Páscoa e a igreja está satisfeita com ele. O Czar é o chefe de sua igreja no domingo e o chefe de seu exército durante a semana.
“‘E quando as nações se preparavam para esta guerra, elas nunca consultaram as igrejas, porque elas sabiam que assim como confiavam no seu corpo de ambulâncias e na sua intendência, assim podiam confiar nas igrejas para apoiá-las.
“‘Seria melhor que os missionários ensinassem o cristianismo primeiro em casa.’
“O rabino concluiu:
“‘Nossas almas ficam feridas quando lemos a respeito da destruição de catedrais em Rheims e em outros lugares; no entanto, estas catedrais foram destruídas há muito tempo atrás e o que caiu agora são apenas as paredes externas.
“‘Deuses de guerra, deuses de dinheiro e deuses do poder têm destruído estes edifícios século após século.’” — American de Nova Iorque, 12 de outubro de 1914, página 4.
b A Versão Siríaca (filoxeniana harcleiana, uma revisão do sétimo século) usa o nome Zacarias em vez de Jeremias.
c Em Mateus 27:9, 10, o Manuscrito Sinaítico do quarto século E. C. reza “eu [tomei]” em vez de “eles [tomaram]”. Assim também rezam as versões siríacas, a filoxeniana harcleiana, a Pesito e o Códice Sinaítico. Isto concorda com Zacarias 11:13, que diz: “Tomei.”
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O reino resiste ao ataque internacionalO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 19
O reino resiste ao ataque internacional
1. Por meio de que força, não controlada por cientistas, nos foi comunicada tal proclamação desde o espaço sideral, disponível à maioria de nós por meio de quê?
COMUNICAÇÕES internacionais — por cabograma, telegrama, telefone, rádio e televisão — têm levado as proclamações dos governantes pastorais até os fins da terra. A aparente importância de tais proclamações lhes mereceu tal ampla divulgação. No entanto, por meio duma força que os cientistas deste século vinte não puderam dominar, transmitiu-se uma proclamação da mais elevada importância, desde além do espaço sideral, para a nossa terra. A classificação elevada desta proclamação não é alta demais, porque é a pronúncia feita pelo Criador da terra e do céu e foi transmitida por meio de sua força ativa invisível, a saber, seu espírito santo. Também, esta pronúncia ficou disponível para consulta pela vasta maioria da população da terra por meio de centenas de milhões de exemplares impressos da Bíblia Sagrada, em centenas de línguas. Ao lermos esta pronúncia que leva o nome do Criador, julguemos nós mesmos se é de importância internacional agora ou não:
2. Segundo esta pronúncia, como faria Jeová que Jerusalém se parecesse para as nações e semelhante a que faria Ele seu povo para as nações atacantes?
2 “Uma pronúncia: ‘A palavra de Jeová a respeito de Israel’, é a pronunciação de Jeová, Aquele que estendeu os céus, e lançou o alicerce da terra, e formou o espírito do homem no seu íntimo. ‘Eis que eu faço de Jerusalém uma taça que causa tontura a todos os povos ao redor; e também contra Judá ele virá a estar em sítio, sim, contra Jerusalém. E naquele dia terá de acontecer que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos. Todos os que a levantarem, sem falta se arranharão severamente; e todas as nações da terra hão de ser ajuntadas contra ela. Naquele dia, é a pronunciação de Jeová, ‘golpearei todo cavalo com desnorteamento e seu cavaleiro com loucura; e abrirei meus olhos sobre a casa de Judá e golpearei todo cavalo dos povos com a perda da vista. E os xeques de Judá terão de dizer no seu coração: “Os habitantes de Jerusalém são para mim uma força por Jeová dos exércitos, seu Deus.” Naquele dia farei os xeques de Judá como um braseiro entre as árvores e como uma tocha acesa entre gavelas de cereal recém-segado, e terão de devorar à direita e à esquerda todos os povos ao redor; e Jerusalém ainda terá de ser habitada no seu próprio lugar, em Jerusalém.”’
3, 4. Por que não conseguiram os judeus naturais, circuncisos, apresentar uma explicação de Zacarias 12:1-6, que se aplique à história de sua nação?
3 Estas palavras de Zacarias 12:1-6 são hoje um enigma para os judeus naturais, circuncisos. Eles procuraram achar o cumprimento destas palavras proféticas na história antiga de sua nação, entre o tempo desta “pronúncia”, no sexto século antes de nossa Era Comum (por volta de 518 A.E.C.) e a destruição de Jerusalém pelas legiões romanas no ano 70 E.C. Mas não puderam encontrar nada de autêntico em confirmação da profecia. Por que não? Porque o cumprimento da “pronúncia” chega ao seu auge ou clímax num Israel e numa Jerusalém de ordem mais elevada do que a do Israel natural, carnal, e da Jerusalém terrestre. Assim, quando a Jerusalém terrestre e seu templo foram destruídos em 70 E.C., houve então uma Jerusalém que permaneceu. Naturalmente, não uma terrena. Tratava-se daquela de que fala o escritor de Hebreus 12:22-24. Embora escrevesse por volta de 61 E.C., cerca de nove anos antes de a Jerusalém terrestre ser demolida em 70 E.C., ele escreveu a hebreus cristianizados:
4 “Mas vós vos chegastes a um Monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial, e a miríades de anjos, em assembléia geral, e à congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e às vidas espirituais dos justos que foram aperfeiçoados, e a Jesus, o mediador dum novo pacto, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel.”
5. Qual era a “congregação dos primogênitos” a que se chegaram aqueles hebreus cristianizados por volta de 61 E.C. e que cidade possuía tal “congregação”?
5 A “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus”, à qual se chegaram estes hebreus cristianizados, não era a congregação do Israel natural, carnal, da qual haviam sido parte antes de sua conversão ao cristianismo. Antes, era a “congregação” do Israel espiritual e havia sido introduzida no “novo pacto” que Jesus, o mediador, validou com o seu próprio “sangue de aspersão”, que fala melhor do que o sangue de Abel, o primeiro mártir de Jeová. Em perfeita harmonia com estes fatos, este Israel espiritual tinha uma Jerusalém mais elevada, a “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”.
6. O que representava a Jerusalém terrestre como cidade do trono de Jeová, e quando e a que se fez uma transferência do que foi representado assim?
6 A Jerusalém terrestre era o lugar onde a linhagem de reis da família real de Davi havia tido seu trono, chamado “trono de Jeová”, porque o ocupante dele representava a Jeová Deus, o verdadeiro e invisível Rei de Israel. Visto que Jeová havia pactuado com o Rei Davi um reino eterno, com um herdeiro permanente dele no trono, Jerusalém, como a cidade do trono, representava o direito dado por Deus a um reino nas mãos dum descendente do Rei Davi. (1 Crônicas 29:23; 2 Samuel 7:14-16) Jesus Cristo, “filho de Davi, filho de Abraão”, era este Herdeiro Permanente. Por conseguinte, quando Jesus Cristo, ressuscitado dentre os mortos, subiu ao céu e compareceu perante a presença de Deus, assentando-se à direita dele, acompanharam-no sua herança e seu direito ao reino, que não havia perdido. O direito ao Reino foi assim transferido da Jerusalém terrestre para a “Jerusalém celestial” no ano 33 E.C. — Atos 2:29-36; Salmo 110:1, 2; Hebreus 10:12, 13.
7. Em vista da derrubada do reino davídico na Jerusalém terrestre, em 607 A.E.C., quando foi Que Jeová tornou Jerusalém “uma taça que causa tontura a todos os povos” (Zacarias 12:2)?
7 No ano 607 A.E.C., os babilônios derrubaram o reino de Davi na Jerusalém terrestre e o reino se havia de tornar de ninguém “até que venha aquele que tem o direito legal”, tempo em que Deus o daria a este. (Ezequiel 21:25-27) Quando veio este que tem o “direito legal” e recebeu o reino de Jeová, o grande Teocrata? Foi em 1914 E.C., no fim dos Tempos dos Gentios, por volta de 4/5 de outubro (15 de tisri). Jeová entronizou então seu Filho Jesus Cristo na “Jerusalém celestial”. Foi também então, em cumprimento do Salmo 110:1, 2, que Jeová enviou o bastão de força de Cristo do Monte Sião celestial, dizendo: “Subjuga no meio dos teus inimigos.” Por meio deste ato e naquela ocasião, o Grande Criador do céu e da terra cumpriu a sua pronúncia e fez de Jerusalém, da “Jerusalém celestial”, “uma taça que causa tontura a todos os povos”. — Zacarias 12:1, 2; Revelação 11:15.
8. (a) Quando o Rei Davi fez de Jerusalém a cidade do seu trono, o que tentaram fazer os filisteus, e com que resultado? (b) Quando e como se passou a avisar a cristandade a respeito da entronização de Cristo no fim dos Tempos dos Gentios?
8 Dois mil novecentos e oitenta e três anos antes disso, o Rei Davi havia capturado a Jerusalém terrestre e a constituído em sua capital. Ao ouvirem isso, seus inimigos ferrenhos, os filisteus, subiram contra Jerusalém e tentaram destronar a Davi. Duas miraculosas derrotas sucessivas rechaçaram os atacantes para a Filístia. (2 Samuel 5:17-25; Salmo 2:1-6) O que verificamos, então, no caso da “Jerusalém celestial” com o seu recém-entronizado Rei Jesus Cristo, o Herdeiro Permanente de Davi? Durante décadas antes de 1914 E.C., desde o ano de 1876 E.C., as nações e os povos do mundo foram avisados de que os Tempos dos Gentios terminariam naquele ano.a Cristãos dedicados e batizados, tais como Charles Taze Russell, que se tornou presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.), foram usados para dar este aviso, especialmente às nações da cristandade. Estas professas nações cristãs desprezaram o aviso e iniciaram sua primeira guerra mundial em 28 de julho de 1914.
9. Durante a Primeira Guerra Mundial, como se ajuntaram aquelas nações aguerridas em volta da “Jerusalém celestial” como em volta duma “taça” de bebida para o seu prazer?
9 Durante esta guerra, as nações aguerridas aproveitaram a lei marcial e a histeria e o fervor nacionalista do tempo de guerra para perseguir estes cristãos dedicados, batizados e ungidos com espírito, que lhes haviam dado o aviso e que haviam tomado sua posição a favor do reino messiânico, estabelecido, de Jeová. As nações reuniram-se assim em volta deles como que em volta duma taça para beber, para tomar goles de prazer e dar vazão à sua oposição aos representantes do Reino de Deus. Visto que estes cristãos dedicados e ungidos faziam parte da “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus”, estas nações, de fato, reuniram-se em torno da “Jerusalém celestial” como ao redor duma “taça” para bebida. Durante um tempo, estas nações sentiram-se muito alegres, conforme predito em Revelação 11:7-10.
10, 11. Depois da Primeira Guerra Mundial, como veio a “Jerusalém celestial” a ser sitiada pelas nações, e eram estas também “contra Judá”?
10 Depois do fim da Primeira Guerra Mundial em 11 de novembro de 1918, as nações do mundo não pararam com a sua hostilidade ao reino messiânico, de Deus, estabelecido na “Jerusalém celestial”. Nos anos seguintes, adotaram a Liga das Nações como substituto do reino celestial de Deus. Iniciaram assim um sítio figurativo da “Jerusalém celestial”. Este sítio expressou-se na oposição e perseguição das nações contra o restante ungido da “congregação dos primogênitos”, que proclamavam o reino messiânico da “Jerusalém celestial”. Visto que estes discípulos de Jesus Cristo o apoiavam como “o Leão que é da tribo de Judá, a raiz de Davi”, eram judeus espirituais ou eram espiritualmente da tribo de Judá. Portanto, junto com a Jerusalém celestial, estes judeus espirituais estavam sendo sitiados pelas nações contrárias ao Reino. Foi assim como se predisse em Zacarias 12:2:
11 “Eis que faço de Jerusalém uma taça que causa tontura a todos os povos ao redor; e também contra Judá ele virá a estar em sítio, sim, contra Jerusalém.” (NM) “Eis o que farei de Jerusalém: um copo inebriante para todos os povos circunvizinhos; também Judá será cercado pelo inimigo com Jerusalém.” (CBC) “Eis que farei de Jerusalém um lugar temível para todo o povo ao redor dela, também haverá um sítio tanto contra Judá como contra Jerusalém.” (Lamsa, em inglês) “Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém.” — ALA.
12. Como mostraram os judeus espirituais um espírito diferente do que haviam mostrado durante a Primeira Guerra Mundial, adotando assim que atitude apostólica?
12 Ao passo que as nações mundanas adotaram em 1919 E. C. a Liga das Nações como organização internacional de paz e segurança mundiais, os do restante ungido de Judá espiritual começaram a proclamar mais do que nunca as boas novas do reino do “Leão que é da tribo de Judá, a raiz de Davi”. Portanto, a partir de então, as nações do mundo começaram a sitiar esta Judá espiritual na terra, prolongando e persistindo nos seus esforços de vencer a resistência e o não-conformismo destes judeus espirituais. Bem diferente de seu proceder geral durante a Primeira Guerra Mundial, estes judeus espirituais negaram-se a se deixar atemorizar pelas nações. Discerniram sua comissão do Deus Altíssimo de modo mais claro do que anteriormente e escolheram o proceder apostólico: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29) Apegaram-se a este proceder mesmo no meio da Segunda Guerra Mundial. Apegaram-se a uma estrita neutralidade cristã para com as controvérsias internacionais, assim como declararam abertamente em 1.º de novembro de 1939. As nações ficaram desnorteadas em vista da atitude de estrita neutralidade adotada por estas testemunhas cristãs de Jeová. — Veja A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová, edição inglesa de 1.º de novembro de 1939, páginas 323-333; edição portuguesa de fevereiro de 1940, páginas 19-28.
13. Por meio de que proceder ‘arranharam-se severamente’ as nações, e por quê?
13 A atitude intransigente das testemunhas cristãs de Jeová a favor da neutralidade, recorrerem corajosamente aos tribunais dos países para manter os seus direitos civis e aumentarem constantemente a pregação das boas novas do reino messiânico de Jeová, tudo isso fez com que as nações ficassem tontas. O direito do Reino, conforme representado pela “Jerusalém celestial”, tornou-se uma “pedra pesada” para as nações. Ao tentarem tirá-la do caminho de seus ambiciosos planos mundiais de domínio global, por interferirem nos pregadores do Reino, as nações intrometidas ‘se arranharam severamente’. Não obtêm satisfação para si mesmas, mas apenas dores agudas dum fracasso humilhante. Sua reputação sofre. Não podem remover nem anular o direito do Reino de ser pregado, nem podem silenciar o restante que obedece à ordem de Jeová de pregá-lo em todo o mundo.
14. Como já cumpriu Jeová sua pronúncia a respeito dos cavalos inimigos e seus cavaleiros, e para com quem abre ele os olhos? Por quê?
14 De modo figurado, Jeová dos exércitos já fez conforme diz a Sua pronúncia. Ele desnorteou os que lutam contra os judeus espirituais, os embaixadores do Seu reino. Fez-se que os que montam a máquina de guerra agissem com loucura, como no caso dos ditadores frustrados, que enlouqueceram de fúria. Seus estrategistas de guerra não sabem mais que direção tomar, como se tivessem perdido a vista. Mas Jeová abre os olhos e os mantém abertos para dirigir a estratégia de sua “casa de Judá” espiritual.
15. Como ficaram os xeques judeus inflamados “como um braseiro entre as árvores e como uma tocha acesa entre gavelas de cereal recém-segado”, para a direita e para a esquerda?
15 Quanto aos “xeques de Judá”, falando-se em sentido espiritual, o corpo governante da “casa de Judá” e os superintendentes das congregações dos judeus espirituais, Jeová os enche de zelo ardente para com os interesses terrestres do Reino da “Jerusalém celestial”. “Como um braseiro entre as árvores e como uma tocha acesa entre gavelas de cereal recém-segado”, incendeiam as coisas de modo espiritual, causando grandes discussões e controvérsias religiosas e consumindo a influência de muitos pastores-governantes, de modo que estes ficam expostos como sendo “realmente . . . lutadores contra Deus” e muitas de suas “ovelhas” se voltam para o reino de Deus. Isto ocorre à direita e à esquerda entre os povos. Em conseqüência desta atividade ardente e da determinação destes “xeques de Judá”, os judeus espirituais continuam no seu domínio espiritual dado por Deus, habitando-o em números cada vez maiores. Não abandonam a causa da “Jerusalém celestial”.
16. Os “xeques de Judá” reconhecem que sua força para isso provém de que fonte, e o que usa tal fonte a favor deles?
16 Não é na sua própria força que estes “xeques de Judá” e seus companheiros judeus realizam esta obra espiritualmente devastadora entre os que sitiam em hostilidade a causa do reino reinante de Deus. Confessam no seu coração de apreço que a força para fazer isso, sitiados por todo o mundo, vem duma fonte sobre-humana e sobrenatural. Vem da “Jerusalém celestial”, onde reina o entronizado Rei Jesus Cristo, tendo saído para subjugar no meio dos seus inimigos. Ele tem associados consigo os santos anjos. “Não são todos eles espíritos para serviço público, enviados para ministrar aos que hão de herdar a salvação?” (Hebreus 1:13, 14; Mateus 25:31) Os cristãos ungidos que se chegaram à “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”, e que terminaram sua carreira terrestre na morte, sendo ressuscitados à vida e à imortalidade nos céus, também podem conceder força invisível aos corajosos e enérgicos “xeques de Judá” e aos companheiros judeus na terra. (Revelação 2:26-29) Atrás de toda esta ajuda desde a Jerusalém celestial está “Jeová dos exércitos, seu Deus”.
ÀS NAÇÕES ATACANTES AGUARDA O ANIQUILAMENTO
17, 18. (a) Por que não poderão as nações coroar com vitória seu longo sítio? (b) O que fará Jeová às nações que vêm contra “Jerusalém”, segundo a sua pronúncia?
17 As nações mundanas não podem coroar com a vitória seu sítio longo e persistente contra o reino de Deus e os que servem como seus embaixadores em toda a terra. O Deus Todo-poderoso dará a estes judeus espirituais renovados poderes de perseverança, para suportar o sítio contra o Reino, mas ele enfraquecerá e finalmente exterminará os sitiadores que desafiam a Deus. Este é o significado das palavras adicionais da “pronúncia” divina, em Zacarias 12:7-9:
18 “E Jeová há de salvar primeiro as tendas de Judá, com o fim de que a beleza da casa de Davi e a beleza dos habitantes de Jerusalém não fique engrandecida demais sobre Judá. Naquele dia Jeová será uma defesa ao redor dos habitantes de Jerusalém; e quem entre eles estiver tropeçando terá de tornar-se naquele dia como Davi, e a casa de Davi, como Deus [ou: ‘deiformes’], como o anjo de Jeová diante deles. E naquele dia terá de acontecer que procurarei aniquilar todas as nações que chegarem contra Jerusalém.”
19. (a) O que se indica com a expressão “as tendas de Judá”? (b) Por que não se tornará a “beleza” dos outros envolvidos “engrandecida demais sobre Judá”?
19 Esta expressão, “as tendas de Judá”, indica que os judeus espirituais não se escondem atrás de muralhas protetoras de cidades, mas estão no campo aberto, defendendo destemidamente os interesses do reino messiânico conforme representado por Jerusalém, a cidade do trono. Portanto, é razoável que os atacantes, antes de poder ir diretamente contra a cidade, tenham de eliminar todas as “tendas de Judá” que cercam a cidade em sua defesa. É por isso que Jeová dos exércitos tem de salvar primeiro as “tendas de Judá”, porque estas são o primeiro alvo direto do ataque. Por este motivo, elas poderão gabar-se da salvação delas por Jeová do mesmo modo que os habitantes da “Jerusalém celestial”, o local do Reino. Estas “tendas de Judá” terão a beleza da salvação de Jeová do mesmo modo que a “casa de Davi”, representada pelo Filho régio de Davi, Jesus Cristo, e assim como os “habitantes de Jerusalém”, os ressuscitados co-herdeiros do reino messiânico, os discípulos já ressuscitados e glorificados de Cristo. — Romanos 8:15-17; 2 Timóteo 2:11, 12.
20. (a) Como tornou Jeová os “habitantes de Jerusalém” semelhantes a Davi e a casa de Davi semelhante ao anão de Jeová? (b) Como defendeu Jeová os “habitantes de Jerusalém”?
20 Se Jeová, no caso dos habitantes de Jerusalém, os defende e impede que tropecem e caiam por fazê-los fortes e corajosos como Davi, o rei combatente, ele fará o mesmo com os judeus espirituais nas “tendas” deles lá fora no campo. A folha de serviços que os do restante ungido dos judeus espirituais produziram mostra agora que Ele fez isso. E ele continuará a fazê-lo no futuro, cumprindo plenamente sua promessa. Também, em vista da responsabilidade maior envolvida, Jeová fez ainda mais para com a “casa de Davi”, “casa” que é representada pelo Herdeiro Permanente de Davi, Jesus Cristo. Jeová o fez “como Deus, como o anjo de Jeová diante deles”. Não, não como o próprio Jeová, mas como o “anjo” de Jeová, que conduziu os filhos de Israel para fora da escravidão do Egito, em 1513 A.E.C. (Êxodo 14:19; 23:20, 23) Jeová dos exércitos já defendeu os habitantes da “Jerusalém celestial” por autorizar seu Rei reinante, Jesus Cristo, a expulsar Satanás, o Diabo, “o deus deste sistema de coisas”, para fora do céu e a mantê-lo fora. — Revelação 12:7-13; 2 Coríntios 4:4.
21. (a) Em harmonia com a atuação da casa de Davi como o anjo de Jeová, qual é um dos títulos apropriados do Representante daquela “casa”? (b) Quanto tempo será o sítio de Jerusalém mantido pelo inimigo, e por que até então?
21 De modo que o deiforme Filho de Davi, Jesus Cristo, age como o anjo de Jeová a favor dos judeus espirituais nas suas “tendas” na terra. Um dos nomes pelos quais é chamado é apropriadamente Deus Poderoso. (Isaías 9:6, 7) Então, como é que todas as nações deste mundo, apoiadas por Satanás, o Diabo, poderiam triunfar contra ele e contra as “tendas de Judá”, diante das quais ele serve como anjo de Jeová? Por força das circunstâncias, o sítio que elas movem ao reino messiânico tem de fracassar. Na sua ânsia de dominar o mundo, nunca levantarão o sítio, nem se retirarão em admissão da derrota ou do fracasso. Manterão o sítio até o fim!
22. (a) Por que não precisará Jeová procurar muito ao procurar aniquilar as nações? (b) Qual será a ocasião para ele aniquilá-las?
22 Precisará Jeová dos exércitos procurar muito, naquele dia, ao procurar “aniquilar todas as nações que chegarem contra Jerusalém”? De modo algum! Por meio de sua persistente oposição ao reino messiânico Dele e seu apoio da organização internacional de paz e segurança mundiais, da criação do homem, e por meio de sua hostilização e perseguição dos judeus espirituais, estas nações acumulam antecedentes condenatórios contra si mesmas. O Juiz Supremo de todos apercebe-se das contas que precisam ser ajustadas plenamente com elas. Quando ocorrer o ataque final contra as “tendas de Judá”, produzindo a situação mundial figurativamente chamada Har-Magedon, elas encherão plenamente a medida permitida.
23. A que reduzirá Jeová estas nações e por meio de quem, com “beleza” para quem?
23 Ao examinar até que ponto foram, Jeová dos exércitos ao procurar, achará plena justificativa para aniquilar estas nações que vão contra o Reino de sua “Jerusalém celestial”. Ele reduzirá estas nações a absolutamente nada, por meio de seu Rei reinante, que é “como Deus, como o anjo de Jeová”. (Revelação 16:13-16) Com quanta “beleza” isto coroará a “casa de Davi” e os “habitantes de Jerusalém”, bem como as “tendas de Judá”!
O ‘TRASPASSADO’ QUE SE TORNOU REI
24, 25. (a) Haverá choro por causa destas nações aniquiladas? (b) O choro por causa de quem prediz Jeová como notável?
24 Não haverá nem choro nem lamentação por causa destas nações presunçosas que Jeová dos exércitos aniquilará na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso” no Har-Magedon. Mas havia choro e lamentação num acontecimento pesaroso que preparou o caminho para “a beleza da casa de Davi e a beleza dos habitantes de Jerusalém” naquele glorioso dia da salvação divina. Ao prosseguir a “pronúncia” de Jeová, o Criador do céu e da terra, ficamos sabendo deste acontecimento, pois O ouvimos dizer:
25 “E eu vou derramar sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém o espírito de favor e de rogos, e eles certamente olharão para Aquele a quem traspassaram e certamente o lamentarão como no lamento por um filho único; e haverá lamentação amarga por ele como quando há lamentação amarga por um filho primogênito. Naquele dia será grande o lamento em Jerusalém, como o lamento de Hadadrimon no vale plano de Megido. E a terra certamente lamentará, cada família sozinha; a família da casa de Davi sozinha, e suas mulheres sozinhas; a família da casa de Natã sozinha, e suas mulheres sozinhas; a família da casa de Levi sozinha, e suas mulheres sozinhas; a família dos simeítas sozinha, e suas mulheres sozinhas; todas as famílias restantes, cada família sozinha, e suas mulheres sozinhas.” — Zacarias 12:10-12; PIB.
26. Para obtermos a resposta à pergunta de quem era o traspassado, recorremos aos escritos de que apóstolo, e como responde ele a nossa pergunta?
26 Quem é “Aquele a quemb traspassaram” e para quem “certamente olharão”? Deixando de lado o emaranhado de conjeturas humanas, vamos diretamente à resposta inspirada provida por Aquele que fez esta “pronúncia” profética. Citamos as seguintes palavras inspiradas do registro escrito pelo galileu João, testemunha ocular de Jesus Cristo ser pendurado numa estaca entre dois malfeitores pendurados em estacas, na sexta-feira, 14 de nisã de 33 E.C.:
Então, os judeus, visto ser a Preparação, a fim de que os corpos não permanecessem nas estacas de tortura no sábado, (pois era grande o dia daquele sábado,) solicitaram que Pilatos fizesse quebrar-lhes as pernas e retirar os corpos. Os soldados vieram, portanto, e quebraram as pernas do primeiro homem e as do outro homem que com ele tinham sido pendurados em estacas. Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. No entanto um dos soldados furou-lhe o lado com uma lança, e saiu imediatamente sangue e água. E aquele que viu isso tem dado testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro, e esse homem sabe que diz coisas verdadeiras, a fim de que vós também creiais. De fato, estas coisas ocorreram, a fim de que se cumprisse a escritura: “Nenhum osso seu será esmagado.” E, novamente, uma escritura diferente diz: “Olharão para Aquele a quem traspassaram.” — João 19:31-37.
27. Nos seus escritos, que outra ligação faz João entre Jesus e o ‘traspassado’?
27 Há também outra maneira de se relacionar este Jesus Cristo com o ‘traspassar’, quando o mesmo apóstolo João escreve:
Aquele que nos ama e que nos soltou dos nossos pecados por meio de seu próprio sangue — e ele fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai — sim, a ele seja a glória e o poderio para sempre. Amém.
Eis que ele vem com as nuvens e todo olho o verá, e aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra baterão em si mesmas de pesar por causa dele. Sim, amém. — Revelação 1:5-7.
28. O que escreveu o médico Lucas, indicando que Jesus foi ‘traspassado’ depois, não antes, de ter morrido?
28 De modo que se traspassou o lado de Jesus algum tempo depois de ele ter expirado, não antes, sendo que o Doutor Lucas escreve sobre isso:
Bem, era então já cerca da sexta hora [meio-dia], contudo, caiu escuridão sobre toda a terra, até à nona hora [15 horas], porque a luz do sol falhou; a cortina do santuário rasgou-se então pelo meio. E Jesus exclamou com voz alta e disse: “Pai, às tuas mãos confio o meu espírito.” Dizendo isso, expirou. Vendo o que estava ocorrendo, o oficial do exército [centurião] começou a glorificar a Deus, dizendo: “Realmente, este homem era justo.” E todas as multidões, ajuntadas ali para o espetáculo, ao observarem as coisas que ocorriam, começaram a voltar, batendo-se no peito. Além disso, todos os conhecidos dele estavam parados ali à distância. Também mulheres, que juntas lhe tinham seguido desde a Galiléia, estavam paradas ali observando estas coisas. — Lucas 23:44-49; também Marcos 15:33-41.
29. No caso de Tomé, como veio o lado traspassado a ser a prova de que ele havia sido ressuscitado dentre os mortos?
29 O lado traspassado de Jesus Cristo foi também um ponto importante na prova de que Jesus fora depois ressuscitado dentre os mortos. O apóstolo Tomé, que não chegara a ver Jesus no dia de sua ressurreição (domingo, 16 de nisã de 33 E.C.), disse aos que o haviam visto materializado na carne, naquele dia: “A menos que eu veja nas suas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos, e ponha a minha mão no seu lado, certamente não acreditarei.” Uma semana depois, Jesus materializou-se de novo na carne, num corpo similar àquele em que foi pendurado na estaca, e ele disse a Tomé: “Toma a tua mão e põe-na no meu lado, e pára de ser incrédulo, mas torna-te crente.” — João 20:24-27.
30. (a) De que modo foi o lamento pelos discípulos de Jesus de seriedade maior do que o “lamento de Hadadrimon no vale plano de Megido”? (b) O que mais se precisava do que o mero lamento em pesar para se derramar sobre eles o “espírito de favor e de rogos”?
30 No cumprimento de Zacarias 12:10-14, os apóstolos e outros discípulos fiéis de Jesus Cristo devem ter pranteado e lamentado lá na Jerusalém terrestre. Lamentavam a morte do “Filho unigênito” de Deus, “o primogênito de toda a criação”, “o princípio da criação de Deus”. (João 3:16; Colossenses 1:15; Revelação 3:14) De modo que o lamento por causa dele era de seriedade maior do que o anterior “lamento de Hadadrimon no vale plano de Megido”. (Zacarias 12:11; veja 2 Reis 23:28-30; 2 Crônicas 35:20-25.) Jeová derramou sobre estes discípulos fiéis o “espírito de favor e de rogos”. Fez isso especialmente visto que aqueles discípulos ‘esperavam que este homem fosse o destinado a livrar Israel’. (Lucas 24:21) Mas, para se obter o favor divino, é preciso expressar mais do que apenas pesar em tal choro e lamentação amarga. Precisa haver a crença naquele que foi traspassado e a crença no valor de sua morte sacrificial. À base de tal crença ou fé, pode-se conceder favor divino ao pesaroso, e então serão atendidos seus rogos devidos à fé.
31, 32. (a) Para receber o “espírito de favor e de rogos”, como se precisa olhar para o traspassado, mesmo que se seja da “casa de Davi”? (b) Mesmo que se seja dos “habitantes de Jerusalém”, o que se precisa fazer, além de lamentar, para se receber o “espírito de favor e de rogos”?
31 Para se ser digno de receber este divino “espírito de favor e de rogos” é preciso olhar com olhos de fé; olhar “para Aquele a quem traspassaram”. Alguém poderá ser talvez da “casa de Davi”, mas apenas pertencer à linhagem real segundo a descendência carnal de modo algum garante que se esteja com o Messias no reino celestial, como um de seus co-herdeiros.
32 Alguém poderá ser um dos “habitantes de Jerusalém” na terra; mas, ser da capital terrestre do Rei Davi de modo algum lhe garante um lugar na “Jerusalém celestial”. Tal pessoa deve estar pesarosa por causa de qualquer responsabilidade comunal que possa ter para com a morte e o traspassar do Messias Jesus. Portanto, o choro e a lamentação amarga precisam incluir tristeza porque o Messias teve de morrer por nossos pecados e deve incluir o arrependimento de tais pecados. A morte do Messias será então de benefício para aquele que lamenta e ele receberá o “espírito de favor e de rogos”.
33. (a) Como se aplica esta regra também mesmo àquele que é da “casa de Levi” ou da família dos simeítas”? (b) Ou, como se aplica isso caso alguém seja da “família da casa de Natã”, assim como era Maria, mãe de Jesus?
33 Isto se aplica também àquele que, segundo a carne, é da “casa de Levi”. Embora como levita servisse no templo terrestre em Jerusalém, com seu altar de sacrifícios de animais, ele ainda precisa do perfeito sacrifício humano Daquele que foi traspassado. A “casa de Levi” inclui também a “família dos simeítas”. (Êxodo 6:16, 17; Números 3:17-21) Portanto, estes também precisam dum sacrifício capaz de resgatar criaturas humanas pecadoras. A “família da casa de Natã” pertencia à família real de Davi. (2 Samuel 5:13, 14) Maria, mãe terrestre de Jesus Cristo, nasceu na linhagem deste Natã, filho de Davi. (Lucas 3:23-31) Apesar de suas relações régias segundo a carne, os desta família precisam reconhecer a Jesus como o Messias e que ele foi ‘traspassado’ para cumprir a profecia divina e para mostrar-se digno do reino celestial.
34. (a) De que ponto de vista precisam todos, sem consideração de família, casa ou sexo chorar e lamentar o traspassado? (b) Como temos de fazer isso hoje, para receber o “espírito de favor e de rogos”?
34 Todos, não importa de que família ou casa, precisam chorar e lamentar com pesar de arrependimento por causa da necessidade de o Messias morrer como sacrifício de resgate pelos pecados. Isto precisa ser feito tanto por mulheres como por homens. É por isto que a profecia diz repetidas vezes que precisa haver choro da parte de “suas mulheres sozinhas”. (Zacarias 12:12-14) Do mesmo modo, cada um de nós precisa hoje olhar com arrependimento e fé para o Messias Jesus, Aquele a quem os inimigos do reino messiânico de Jeová tiveram a permissão de ‘traspassar’. Se fizermos isso, receberemos o “espírito de favor e de rogos”.
35. Quando são apagadas nossas lágrimas de choro e lamento por ter sido ‘traspassado’ o Messias?
35 Nossas lágrimas de choro e lamentação são apagadas quando discernimos também que o Messias Jesus foi ‘traspassado’ em vindicação da soberania universal de Jeová. Ser ele finalmente ‘traspassado’ prova que manteve até à morte a sua integridade perfeita ao Soberano Senhor Jeová. Em recompensa, ele foi honrado por ser entronizado como Rei messiânico no céu.
[Nota(s) de rodapé]
a “Os sete tempos terminarão em 1914 A. D.” Assim declarava o artigo especial intitulado “Tempos dos Gentios: Quando Terminam?”, de Charles T. Russell, publicado na página 27 da revista mensal chamada “Bible Examiner”, Volume XXI, Número 1 — Número Total 313, de outubro de 1876, com endereço de correspondência em Hicks Street, N.º 72, Brooklyn, Nova Iorque, sendo redator e editor George Storrs. A descontinuação de sua revista “Bible Examiner”, por causa de sua doença grave, foi anunciada sob o título “Irmão Geo. Storrs”, no número de janeiro de 1880 de Zion’s Watch Tower and Herald of Christ’s Presence, oferecendo-se-lhe o uso de parte do espaço desta última revista. Algum tempo depois de seu falecimento, publicou-se em Zion’s Watch Tower de junho do ano 1884 um artigo escrito por ele, intitulado “A Doutrina da Eleição”.
b Sobre as palavras “Aquele a quem”, a edição inglesa de 1971 da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas tem a seguinte nota ao pé da página: Sobre esta passagem, a Hebrew Grammar de Gesenius, por E. Kautzsch e A. E. Cowley (reimpressão de 1949), diz na página 446, na nota 1 ao pé da página referente a seção 138 (2) e: “Também em Zacarias 12:10, em vez do ininteligível e·la’i ēth a·sher’, devemos provavelmente ler el-a·sher’ e atribuir esta passagem a esta classe.” Em dois manuscritos hebraicos, o texto escrito reza e·la’i ēth a·sher’ (“para mim a quem”), mas a nota marginal reza e·la’iw ēth a·sher’ (“para ele [ou: para aquele] a quem”). LXX reza: “para mim, visto que”; Vg: “para mim a quem”; Sy: “para mim por aquele a quem”; Th: “para ele a quem”. Veja a tradução bíblica alemã de Emil F. Kautzsch (1890): “Para aquele a quem”; também João 19:37.
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Uma “terceira parte” é preservada numa terra purificadaO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 20
Uma “terceira parte” é preservada numa terra purificada
1. Fracassou a cristandade em produzir a espécie de terra que as pessoas sinceras desejam? É da promessa de quem temos de depender, de produzir o Paraíso desejado?
O QUE pessoas decentes, sinceras e de inclinações justas desejam hoje em dia é um país cujos habitantes levem uma vida limpa e em que não haja hipocrisia religiosa, nem fraude, nem engano. A cristandade, depois de experimentar suas centenas de variedades de religiões chamadas cristãs, falhou em produzir tal país. Já se perdeu agora toda esperança de que ela consiga fazer isso. Ela não pode apresentar nenhum único país como amostra para provar que consegue eliminar a iniqüidade e a impureza religiosa. Em parte alguma produziu um paraíso espiritual entre suas centenas de milhões de membros das igrejas. Se o Criador do céu e da terra dependesse dela para produzir uma terra purificada, com uma religião pura e imaculada, essa nunca viria a existir. Mas o Deus Todo-poderoso a produzirá a seu modo, por meio de sua própria organização teocrática. Sua promessa neste sentido ainda está de pé, podendo confiar nela hoje todos os retos.
2. Depois de falar a respeito do choro por causa do ‘traspassado’, o que diz Jeová a respeito do que é aberto para o pecado e para uma coisa abominável?
2 É muito interessante examinar como Deus ilustra seu propósito de fazer tal coisa notável. Na sua “pronúncia”, ele acabava de falar sobre o choro e o lamento amargo na sua terra, por ter sido traspassado o Messias em quem os habitantes do país depositaram sua esperança. (Zacarias 12:1, 10-14) Logo a seguir, ele prossegue: “Naquele dia virá a haver uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para o pecado e para uma coisa abominável.” — Zacarias 13:1.
3. O que prova se a cristandade se aproveita da “fonte”’ aberta para o pecado e para uma coisa abominável?
3 Não vemos hoje o ‘pecado é uma coisa abominável’ prevalecer em toda a terra, mesmo na cristandade? Em caso afirmativo, então é evidente que a cristandade não se aproveitou da “fonte” que havia de ser aberta “naquele dia”. Estamos agora “naquele dia”, não estamos? A palavra “dia” não se refere aqui a um dia de vinte e quatro horas. Como podemos saber se estamos ou não neste “dia” favorecido? Podemos fazer isso por considerarmos todas as circunstâncias envolvidas.
4. (a) Quem abre esta “fonte” para fornecer água para que fim? (b) Segundo as Escrituras, quais são algumas das coisas abomináveis que não deve haver no templo de Deus?
4 Este “dia” é bem destacado por uma “fonte”. Esta fonte foi aberta por Jeová, pois é Ele mesmo quem a cava por meio de suas provisões amorosas. Ele cuida de que esteja cheia de água pura. Qual é a finalidade declarada desta água? Não a de se beber para saciar a sede, mas a purificação. A “fonte” com a sua água é aberta “para o pecado e para uma coisa abominável”. Entre as coisas abomináveis a Deus encontra-se a descrita em Levítico 20:21: “E quando um homem toma a esposa de seu irmão, é algo abominável. E a nudez de seu irmão que ele descobriu. Devem ficar sem filhos.” Uma coisa abominável ou impura não tem lugar no templo de Deus. (2 Crônicas 29:3-5) Uma coisa abominável deve ser lançada fora, mesmo que envolva prata e ouro. (Ezequiel 7:19) Quando alguém age escandalosamente perante Deus, ele se pode tornar “uma coisa abominável”. (Lamentações 1:8) O israelita que se profanava por tocar num cadáver era considerado abominável e não devia ser tocado até depois de se ter purificado com água misturada com as cinzas duma vaca vermelha sacrificada. — Números 19:2-22.
5. Como haviam tornado a terra os habitantes dela, antes de os israelitas tomarem posse dela, e por que abriu Jeová uma “fonte . . . para o pecado e para uma coisa abominável”’ a favor do restante restabelecido ali?
5 Antes de os israelitas terem tomado posse da terra de Canaã, esta terra havia sido tornada abominável, imunda e impura “por causa da impureza dos povos das terras, por causa das suas coisas detestáveis com que a encheram de uma ponta a outra com a sua impureza”. (Esdras 9:11) Mas depois de os próprios israelitas terem ocupado o país por algum tempo, eles também tornaram o país abominável, imundo e impuro, de modo que Jeová podia dizer: “A casa de Israel está morando sobre o seu solo, e eles continuam a fazê-lo impuro com o seu procedimento e com as suas ações. Seu procedimento tornou-se diante de mim como a impureza da menstruação.” (Ezequiel 36:16, 17; Levítico 15:19-33) Portanto, era correto que Jeová não quisesse que o país do seu restante restabelecido se tornasse novamente uma terra abominável ou que continuasse como tal. Foi por isso que ele abriu esta “fonte”, para eliminar o pecado e a coisa abominável.
6. (a) Visto que isto se deu após o seu restabelecimento de Babilônia, por que precisavam a “casa de Davi” e os “habitantes de Jerusalém” de tal forte para purificação? (b) A quantos se destinava realmente a “fonte” e como podiam estes aproveitar-se dela?
6 De modo que a “fonte” foi aberta “para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém”. Mas, não percamos de vista que estes eram do restante dos israelitas libertos de Babilônia e que haviam retornado à terra de Judá, para reconstruir o templo de seu Deus em Jerusalém. Por conseguinte, embora houvesse entre eles uma “casa de Davi”, não tinham um rei da linhagem do Rei Davi sentado num trono real em Jerusalém. Zorobabel, que havia vindo de Babilônia, era da “casa de Davi”, mas apenas fora nomeado pelo Rei Ciro, da Pérsia, para ser governador de Judá. (Zacarias 4:6-10; Mateus 1:6-13) o Messias ainda havia de vir, para eles obterem um rei da “casa de Davi”. Naturalmente, pois, a “casa de Davi” e os “habitantes de Jerusalém”, de que se fala aqui, precisavam ser limpos do “pecado” e de qualquer “coisa abominável”. Precisavam que se abrisse aquela “fonte”. De fato, a “casa de Davi” e os “habitantes de Jerusalém” representavam a sua nação inteira. A nação inteira precisava desta “fonte” com a sua água purificadora, e podiam aproveitar-se desta provisão divina quando vinham a Jerusalém para as suas festividades anuais.
7. Quando foi esta “fonte” aberta para a “casa de Davi” e para os “habitantes de Jerusalém”, e com que resultado inicial?
7 Quando foi aberta esta “fonte” para a “casa de Davi” e os “habitantes de Jerusalém”, e para a nação que representavam? Foi depois de ter sido ressuscitado dos mortos Aquele a quem haviam ‘traspassado’ até à morte por pendurá-lo numa estaca, fora das muralhas de Jerusalém, no Dia da Páscoa de 33 E.C. Isto o habilitou a subir ao céu e entrar na presença de Jeová Deus, apresentando-lhe o valor expiatório de pecados do seu sangue derramado. Depois, no dia festivo de Pentecostes, 6 de sivã de 33 E.C., Jeová Deus usou o Messias expiador de pecados, Jesus Cristo, para derramar espírito santo sobre os seus discípulos fiéis em Jerusalém, para começar, sobre cerca de 120 deles. Mais tarde, naquele mesmo dia, cerca de três mil judeus confessaram sua culpa por terem participado na matança do Messias, Jesus, e eles foram batizados em água para se tornar seus discípulos, e eles também foram batizados com espírito santo. — Atos 1:2-5, 15; 2:1-36.
8, 9. (a) O que significava o conselho de Pedro para aqueles milhares de judeus de consciência ferida, no dia de Pentecostes, com respeito à “fonte”? (b) Que garantia disso forneceu Pedro mais tarde aos judeus no templo?
8 Então, quando o apóstolo cristão Pedro disse aqueles milhares de judeus de consciência compungida: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado no nome de Jesus Cristo, para o perdão de vossos pecados, e recebereis a dádiva gratuita do espírito santo”, o que queria dizer isso? (Atos 2:37, 38) Queria dizer que era ‘aquele dia’ predito em Zacarias 13:1. Significava que a “fonte” havia sido aberta “para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para o pecado e para uma coisa abominável”. Poderia ter havido uma “coisa abominável” maior do que a instigação à morte violenta do Messias, Jesus, e a participação nela? É provável que um número bastante grande de judeus dentre aqueles milhares de judeus havia olhado para o corpo de Jesus Cristo, pendurado na estaca, quando foi ‘traspassado’ pela lança do soldado romano de guarda. (João 19:37) No entanto, a água da “fonte” aberta podia limpar até mesmo esta “coisa abominável”. Pedro forneceu garantia disso ao dizer mais tarde aos judeus no templo em Jerusalém:
9 “E agora, irmãos, sei que agistes em ignorância, assim como também fizeram vossos governantes. Mas, deste modo Deus tem cumprido as coisas que ele anunciou de antemão por intermédio da boca de todos os profetas [inclusive Zacarias 12:10], que o seu Cristo havia de sofrer. Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados, para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová e para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus.” — Atos 3:17-20.
10. Segundo Paulo, quantos Judeus naturais se aproveitaram desta “fonte’, e por quanto tempo foi Jerusalém com sua “casa de Davi” aparentemente o lugar literal desta “fonte”?
10 Isto foi no ano 33 E.C., mas, mesmo até o ano 56 E.C., o apóstolo Paulo salientou sob inspiração que apenas um restante dos judeus naturais, circuncisos olhava com fé para o Messias ‘traspassado’, Jesus, aproveitando-se da “fonte” de água purificadora: “Apresentou-se também na época atual um restante, segundo uma escolha devida à benignidade imerecida.” (Romanos 11:5; 9:27, 28) No ano 70 E.C., a Jerusalém judaica foi destruída pelas legiões romanas e deixou de estar disponível para a aplicação literal a ela de Zacarias 13:1, e sua “casa de Davi” deixou de ser identificável por meio de registros genealógicos, porque estes se perderam.
11. De modo paralelo, quando se apresentou um restante de israelitas espirituais e o que apreciaram com respeito à ira de Deus para com eles (Isaías 12:1, 2)?
11 Entretanto, há um cumprimento paralelo de Zacarias 13:1 no restante dos israelitas espirituais que têm que ver com a “Jerusalém celestial”, a “cidade do Deus vivente”. Durante a primeira guerra mundial de 1914-1918 E.C., os do restante dos israelitas espirituais vieram a estar sob a servidão babilônica e mostraram-se culpados de faltas e impurezas espirituais. No ano 1919, houve a libertação deles da organização de Babilônia, a Grande, e de seus amantes políticos e militares. Começaram a apreciar e a discernir então a aplicação das palavras de Isaías 12:1, 2: “E naquele dia seguramente dirás: ‘Agradecer-te-ei, ó Jeová, pois, embora te irasses comigo, tua ira recuou gradualmente e passaste a consolar-me. Eis que Deus é minha salvação. Confiarei e não ficarei apavorado; porque Já Jeová é minha força e meu poder, e ele veio a ser minha salvação.’”a Portanto, agora, assim como no tempo de Zacarias, havia um restante restabelecido, liberto de Babilônia, a Grande, e devotado à edificação da adoração pura de Jeová no Seu templo espiritual.
12. (a) Quando foi aberta para eles a “fonte” de água purificadora, e por quê? (b) Como se cumpriu assim a profecia de Ezequiel 36:24, 25?
12 Este restabelecido restante ungido dos israelitas espirituais precisava ser purificado de todo o “pecado” e de toda “coisa abominável” que se apegara a eles durante a sua servidão sob Babilônia, a Grande, e os amantes mundanos dela. A “fonte” de água purificante, como algo que então era apropriado para as suas necessidades espirituais, foi-lhes aberta pelo misericordioso Jeová, naquele ano de libertação de 1919 E.C. Começaram imediatamente a aproveitar-se da água purificadora daquela “fonte”. Cumpriu-se, então, de modo espiritual a promessa divina de Ezequiel 36:24, 25: “E vou tirar-vos dentre as nações e reunir-vos dentre todas as terras, e vou fazer-vos chegar ao vosso solo. E vou aspergir-vos com água limpa e vós vos tornareis limpos; purificar-vos-ei de todas as vossas impurezas e de todos os vossos ídolos sórdidos.” Durante a sua servidão espiritual em Babilônia, a Grande, os do restante haviam tocado nas coisas mortas do mundo louco pela guerra; e era então como se Jeová, por meio de Cristo, aspergisse o restante arrependido com a “água de purificação”, misturada com as cinzas da vaca vermelha abatida. — Números 19:1-13.
13. Entre aqueles israelitas espirituais restabelecidos, quem deles precisava ser purificado, para corresponder à “casa de Davi” e aos “habitantes de Jerusalém”, e por quê?
13 Isto era necessário no caso de todos os membros arrependidos e restabelecidos do restante do Israel espiritual. Não havia ninguém elevado demais em importância ou responsabilidade, parecido à “casa de Davi”, nem alguém comum ou medíocre demais, e numerosos demais, parecidos aos “habitantes de Jerusalém”, que ficasse isento desta purificação por meio da água da “fonte” da provisão de Jeová. O corpo governante geral do restante do Israel espiritual e também os anciãos oficiais como superintendentes das congregações locais destes israelitas espirituais precisavam ser purificados do mesmo modo que os membros dedicados e batizados de suas congregações. (Atos 20:17-28; 14:23; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 3:1-7; 4:14; Tito 1:5-9) Havia uma purificação comunal entre eles. No seu domínio espiritual restabelecido, foram obrigados a ser puros na pregação, no ensino e na vida diária. Concordando com manterem-se imaculados deste mundo, foram levados à situação de manter uma neutralidade cristã estrita para com os conflitos violentos das nações que empilhavam os cadáveres. — Tiago 1:27; João 15:18, 19; 17:14.
A LEALDADE A DEUS ULTRAPASSA OS VÍNCULOS FAMILIARES
14, 15. (a) ‘Aquele dia’ deve ser também um tempo para se testar que qualidade para com Jeová? (b) Em Zacarias: 13:2, 3, que ilustração orientadora forneceu Jeová?
14 ‘Aquele dia’ em que a “fonte” é aberta “para o pecado e para uma coisa abominável” é também um dia de se provar o grau da lealdade da pessoa a Deus. Os do restante restabelecido, tirado de Babilônia em 537 A. E. C., foram avisados de antemão sobre isso. Descrevendo quão leais a Ele tinham de ser e seriam mesmo os seus adoradores, o Soberano Senhor Deus passou a dizer adicionalmente ao seu profeta Zacarias:
15 “‘E naquele dia terá de acontecer’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos, ‘que deceparei do país os nomes dos ídolos e eles não serão mais lembrados; e também farei passar para fora do país os profetas e o espírito de impureza. E terá de acontecer que, caso um homem ainda profetize, seu pai e sua mãe, aqueles que fizeram que nascesse, também terão de dizer-lhe: “Não viverás, porque falaste falsidade em nome de Jeová.” E seu pai e sua mãe, aqueles que fizeram que nascesse, terão de traspassá-lo por ele ter profetizado’.” — Zacarias 13:2, 3.
16. Qual é o “país” de que Jeová decepou “os nomes dos ídolos” e em que resultou isso entre os atuais israelitas espirituais?
16 No que se refere ao nosso tempo, desde o ano de 1919 E.C., Jeová dos exércitos fala aqui a respeito do domínio espiritual do restante restabelecido dos israelitas espirituais. Visto que este Deus, que exige devoção exclusiva a si, fez com que os nomes dos ídolos” passassem para fora do “país” de sua relação com Ele, recusam-se agora a adorar a “fera” que subiu do mar e também a “imagem” desta fera Ou, em linguagem clara, sem o uso dos símbolos bíblicos para instituições políticas, os israelitas espirituais negam-se a adorar o Estado político como um todo, em escala mundial, e também a liga das Nações e suas sucessoras, as Nações Unidas. Assim evitam sofrer a penalidade divina por levar a “marca” da “fera”. (Revelação 13:1-18; 14:9, 10) Visto que se chegaram “a um Monte Sião e a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”, e estão “alistados nos céus”, sua “cidadania existe nos céus”. (Hebreus 12:2, 23; Filipenses 3:20) Por isso não se entregam ao delírio do nacionalismo terrestre. Não fazem gestos de adoração nem tomam tais atitudes para com os ídolos nacionalistas. Os nomes dos ídolos não são lembrados. Os israelitas espirituais, leais, louvam o nome de Jeová, como o verdadeiro Deus, em plena lealdade de coração a Ele.
17. Em vista de que avisos de Jesus Cristo e do apóstolo João era oportuno que Jeová fizesse os falsos profetas passar para fora do “país”?
17 Jeová fez também que os falsos profetas e o “espírito de impureza” passassem para fora do domínio espiritual do seu restante restabelecido. Jesus Cristo nos advertiu de antemão a respeito desta “terminação do sistema de coisas”, de que “surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios, a fim de desencaminhar, se possível, até mesmo os escolhidos”. (Mateus 24:3, 4, 24, 25) O apóstolo João advertiu: “Amados, não acrediteis em toda expressão inspirada [ou: todo espírito] mas provai as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.” (1 João 4:1) Concordemente, haveria necessidade entre os do restante restabelecido dos israelitas espirituais de se guardarem contra os falsos profetas que invadiriam seu domínio espiritual na terra ou surgiriam no meio dele.
18, 19. (a) O que exigiu do restante restabelecido do Israel espiritual fazer Jeová os falsos profetas passar para fora do país? (b) Que conselho do apóstolo Pedro a respeito de profecia acataram eles?
18 Então, como manteve Jeová seu “país” ou domínio espiritual puro na adoração por cumprir sua promessa: “Também farei passar para fora do país os profetas e o espírito de impureza”? (Zacarias 13:2) Fez isso por causar que se corrigissem quaisquer mal-entendidos das profecias bíblicas que talvez tivessem antes de o restante ser restabelecido no seu “país” em 1919 E.C. O “tempo do fim”, a “terminação do sistema de coisas”, que começou em 1914, no fim dos Tempos dos Gentios, foi o tempo designado de Deus para cumprir muitas das profecias. Estas não podiam ser entendidas até estarem quase prestes a se cumprir ou depois de seu cumprimento. Portanto, à luz de tudo o que acontecia desde 1914, os do restante restabelecido examinaram de novo as profecias cujo cumprimento Deus reservara para o “tempo do fim”. (Daniel 12:4; Revelação 10:6, 7) Isto incluiu um novo estudo dos livros de Ezequiel e de Revelação, cuja explicação havia sido tentada e publicada em julho de 1917, no livro intitulado “O Mistério Consumado”. De modo que o restante restabelecido acatou as palavras:
19 “Temos a palavra profética tanto mais assegurada; e fazeis bem em prestar atenção a ela como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que amanheça o dia e se levante a estrela da alva, em vossos corações. Pois sabeis primeiramente isto, que nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação particular. Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.” — 2 Pedro 1:19-21.
20. Falando-se em sentido figurado, como traspassavam os pais carnais seu filho por profetizar falsamente?
20 As tentativas de interpretar a profecia, quando se mostraram incorretas à luz dos acontecimentos históricos e o entendimento mais claro da Bíblia, foram corrigidas, sem considerar quem havia provido a interpretação. A questão a ser enfrentada nisso era a lealdade a Deus e à sua Palavra inspirada. Portanto, como ilustração da lealdade exigida, mesmo que um filho carnal fizesse uma interpretação errônea duma profecia divina e persistisse nela, qual falso profeta, seus próprios pais carnais, na sua lealdade a Deus, não teriam mais nada que ver com ele em questões religiosas. Os pais cristãos não podiam fazer o mesmo que se fazia sob o pacto da Lei mosaica, a saber, entregá-lo à morte; mas podiam declará-lo espiritualmente morto para com eles mesmos, apesar de serem progenitores físicos dele. Desta maneira, falando-se de modo figurativo, eles tinham “de traspassá-lo por ele ter profetizado”. (Zacarias 13:3; veja Deuteronômio 13:1-5.) Com o pleno consentimento deles, tal falso profeta seria expulso, desassociado, da congregação cristã. Por meio de tal lealdade da parte de todos os membros do restante restabelecido far-se-ia com que o “profeta” de falsidade passasse para fora de seu “país”.
21. Como se fez também o “espírito de impureza” passar para fora de seu “país” espiritual?
21 Sim, também se faria assim com que o “espírito de impureza” passasse para fora de seu “país” espiritual. Se este espírito fosse uma expressão inspirada de impureza proferida por um pretenso profeta ou fosse uma tendência, propensão ou inclinação para a impureza, seria desaprovado e oposto pelos leais. Em conseqüência, qualquer impureza no ensino religioso ou em comportamento moral seria obrigada a passar para fora, sob a força propulsora do espírito santo de Deus. O domínio espiritual, dado por Deus, tinha de ser mantido como “país” em que prevalece o modo de vida puro, bíblico. Os espiritual e moralmente impuros tinham de ser desassociados dele. — 2 Coríntios 6:14 a 7:1; veja Deuteronômio 13:6-18.
EXPOSTA A HIPOCRISIA RELIGIOSA
22, 23. (a) Como envergonha Jeová os falsos profetas? (b) Como descreve Jeová os falsos profetas que procuram ocultar seu motivo de sentir vergonha?
22 Jeová, o Deus dos verdadeiros profetas, envergonhará todos os falsos profetas quer por não cumprir a predição falsa de tais pretensos profetas, quer por cumprir Suas próprias profecias de modo oposto ao que os falsos profetas predisseram. Os falsos profetas procurarão ocultar seus motivos de sentir vergonha por negar quem realmente são. Procurarão evitar ser mortos ou declarados espiritualmente mortos pelos adoradores leais de Jeová. Ele predisse isso por fazer com que seu verdadeiro profeta Zacarias prosseguisse, dizendo:
23 “E naquele dia terá de acontecer que os profetas ficarão envergonhados, cada um da sua visão ao profetizar; e não usarão um manto oficial de pelo com o fim de enganar. E ele certamente dirá: ‘Não sou profeta. Sou homem que lavra o solo, porque foi um homem terreno que me adquiriu desde a minha mocidade.’ E terá de dizer-se-lhe: ‘Que feridas são essas na tua pessoa entre as tuas mãos?’ E ele terá de dizer: ‘São de eu ter sido golpeado na casa dos que me amavam intensamente.”’ — Zacarias 13:4-6, NM; PIB; So; Figueiredo.
24. As feridas que deixam cicatrizes no profeta enganoso, foram admitidas por ele como tendo sido infligidas por quem? E o que indica isso quanto à lealdade a Deus, em comparação com o apego aos entes amados, carnais?
24 Jeová predisse assim que os de seu povo, no seu “país” restabelecido, estariam tão bem instruídos pela sua Palavra e seriam tão leais a Ele e às Suas profecias verdadeiras, que se negariam a ser amigos ou os que amavam intensamente qualquer falso profeta. Se não o matassem, então o disciplinariam e golpeariam tão duramente na sua indignação, que haveria feridas e cicatrizes visíveis disso. Tais marcas em alguém, sim, no peito, que ficaria parcialmente exposto, revelariam a sua identidade apesar de ter largado as vestes oficiais que presumiu usar como profeta de boa fé de Jeová Deus. De quem recebeu tais feridas que produziram cicatrizes? Dos que o amavam intensamente, quer seus próprios pais carnais, quer seus companheiros íntimos. Entretanto, sua lealdade intensa a Jeová como Deus de verdadeira profecia seria mais forte do que seu até então intenso amor a um profeta enganoso. Colocariam o amor a Deus e à sua Palavra inspirada acima de amizades pessoais com parentes carnais ou companheiros. Tal proceder faria com que passassem para fora do “país” do povo repatriado de Jeová “os profetas e o espírito de impureza”.
25. Este proceder de suprema lealdade a Jeová foi adotado por quem, e desde quando, e como tem isso afetado seu “país” espiritual?
25 Este proceder de lealdade suprema ao Soberano Senhor Jeová foi adotado pelo restante ungido desde 1919 E.C. Isto resultou na desassociação ou excomunhão dos apóstatas ou rebeldes religiosos da organização teocrática que Jeová, o Teocrata celestial, estabeleceu entre os do seu restante obediente. Os do restante leal verificaram que não é o mero “manto oficial de pelo”, não o uniforme ou tipo de vestimenta profissional, que torna alguém verdadeiro profeta do único Deus vivente e verdadeiro. Foi por isso que abandonaram Babilônia, a Grande, inclusive a cristandade, com seus sacerdotes, pregadores, frades e freiras de vestimentas distintivas. O que constitui hoje alguém em verdadeiro profeta de Jeová é a sua verdadeira personalidade cristã como identificação e sua aderência leal à Palavra de Jeová e às suas profecias. Não é de se admirar, então, que as testemunhas de Jeová, ao atuarem como ministros da Palavra de Deus, usem trajes ou roupa comum do povo comum. Portanto, os do restante leal estão dispostos a deixar de lado o amor intenso a companheiros íntimos e a infligir “feridas” espirituais a tais, em desaprovação e rejeição dos apóstatas. Isto manteve o seu “país” teocrático como domínio espiritual de vida pura e piedosa.
GOLPEAR O PASTOR CAUSA UM ESPALHAMENTO
26. (a) Como profeta, Jesus Cristo foi golpeado e ferido por que motivo? (b) Como foi isso predito por Jeová mediante o profeta Zacarias?
26 O maior profeta de Jeová, na terra, foi golpeado e ferido mortalmente, mas isto foi por ele se mostrar verdadeiro profeta do Deus Altíssimo, até o fim. (Deuteronômio 18:15-22; Atos 3:13-23) Sua morte violenta causou um espalhamento temporário de seus discípulos que lhe eram leais. O verdadeiro profeta Zacarias foi usado para predizer isso, pois Deus prosseguiu, dizendo-lhe: “‘Ó espada, desperta contra meu pastor, sim, contra o varão vigoroso que é meu colega’, é a pronunciação de Jeová dos exércitos. ‘Golpeia o pastor e sejam espalhadas as ovelhas do rebanho; e eu hei de fazer a minha mão voltar sobre os insignificantes.”’ — Zacarias 13:7.
27, 28. Para evitar o engano cometido por alguns tradutores modernos da Bíblia, a aplicação de Zacarias 13:7 feita por quem aceitaremos corretamente e segundo que registro dela?
27 Certos tradutores modernos querem aplicar estas palavras ao “pastor inútil”, o “pastor imprestável”, por transferirem as palavras de Zacarias 13:7-9 para logo após Zacarias 11:17. (Veja as traduções inglesas de Moffatt, An American Translation, The New English Bible.) Mas não cometeremos nenhum engano se fizermos a aplicação das palavras de Zacarias 13:7 assim como foi feita pelo maior Profeta de Jeová na terra, Jesus Cristo. Isto foi na noite da Páscoa judaica, em Jerusalém, em 14 de nisã de 33 E.C. Jesus acabava de celebrar a ceia pascoal e de inaugurar depois a Ceia (ou: Refeição Noturna) do Senhor, e estava então em caminho para o Jardim de Getsêmane, ao sopé do Monte das Oliveiras, junto com seus onze apóstolos fiéis. Neste ponto, lemos no registro:
28 “Jesus disse-lhes então: ‘Esta noite, todos vós tropeçareis em conexão comigo, pois está escrito: “Golpearei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão espalhadas.” Mas, depois de eu ter sido levantado, irei adiante de vós para a Galiléia.”’ - Mateus 26:31, 32; Marcos 14:27, 28.
29. (a) Ao despertar contra Jesus Cristo, como se deu que a espada despertou contra o Pastor de Jeová como contra “o varão vigoroso que é meu colega”? (b) Por que podia Jeová ter confiança em Jesus Cristo ao chamar para que a espada despertasse contra ele?
29 Fez o Grande Profeta Jesus uma aplicação veraz das palavras tiradas de Zacarias 13:7? Pouco depois, naquela mesma noite pascoal, a “espada” de guerra realmente despertou contra o verdadeiro Pastor de Jeová, sim, contra o varão vigoroso que era Seu mais antigo e mais íntimo colega, Jesus Cristo, seu Filho. Este era seu Filho unigênito, “o primogênito de toda a criação”, “o princípio da criação de Deus”. (João 3:16; Colossenses 1:15; Revelação 3:14) Antes de seu nascimento como criatura humana, ele havia usufruído a vida espiritual com Jeová Deus no céu e havia estado associado com seu Pai celestial quando criou todas as outras coisas, sendo que Jeová usou seu Filho unigênito como agente na realização disso. (João 1:1-3; Colossenses 1:16-18) Portanto, Jeová tinha a mais completa confiança no seu Filho, mesmo quando este era varão vigoroso, perfeito, na terra. Estava convencido de que seu Filho manteria a sua integridade sob a guerra travada pelo inimigo. Nesta certeza, ele convocou a “espada” marcial dos inimigos para ‘despertar’ contra seu Filho.
30. Por que citou Jesus Zacarias 13:7 como se Jeová desse o golpe, e por que não resistiu Jesus a ser golpeado?
30 Visto que foi Jeová quem deu profeticamente a ordem de ‘golpear o pastor’, foi como se Ele mesmo golpeasse o pastor. Jesus podia por isso citar as palavras proféticas de Zacarias 13:7 como se seu Pai celestial dissesse: “Golpearei o pastor.” (Veja a tradução inglesa da Versão dos Setenta grega na The Septuagint Bible, de Charles Thomson.) A multidão que veio naquela noite pascoal sob a orientação do traidor Judas Iscariotes veio com espadas e cacetes literais. Jesus não tentou resistir ao cumprimento da profecia. Se o seu Pai celestial havia dado a ordem para Jesus ser golpeado então, ele se sujeitava a isso.
31. Que pergunta fez Jesus depois de dizer a Pedro para que embainhasse sua espada que havia puxado em defesa, e que parte adicional de Zacarias 13:7 cumpriu-se então?
31 Portanto, quando o apóstolo Pedro tentou defender Jesus com uma espada, Jesus disse-lhe que devolvesse a espada à sua bainha e comentou: “Pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos? Neste caso, como se cumpririam as Escrituras, de que tem de realizar-se deste modo?” Daí, depois de Jesus perguntar à multidão por que havia vindo contra ele, pregador pacífico e público, “com espadas e com cacetes, como contra um salteador”, ele acrescentou: “Mas tudo isso se tem realizado para que se cumprissem as escrituras dos profetas.” Neste ponto, o texto de Zacarias ainda não estava todo cumprido. Uma parte adicional cumpriu-se quando, conforme diz o registro: “Todos os discípulos o abandonaram então e fugiram.” Desta maneira foram espalhadas as “ovelhas do rebanho”. — Mateus 26:51-56; Marcos 14:47-50; João 18:1-9.
32. Quem eram os “insignificantes” e como fez Jeová voltar sua mão sobre eles, segundo Zacarias 13:7?
32 Jesus havia aplicado corretamente a profecia. Naquela noite, quando ele como Pastor Excelente foi golpeado com a “espada”, suas ovelhas ficaram espalhadas, tropeçando assim em conexão com ele. Mas, como se cumpriu a parte adicional de Zacarias 13:7: “E eu hei de fazer a minha mão voltar sobre os insignificantes”? Isto mostrou ser a volta misericordiosa e favorável da mão de Jeová, como no caso de Isaías 1:25, 26. Jeová dos exércitos protegeu as ovelhas espalhadas com a sua “mão” de poder aplicado. Estes apóstolos temerosos eram “insignificantes” em comparação com o seu Pastor Excelente, Jesus Cristo. Também, do ponto de vista do mundo judaico daqueles dias, eles eram “insignificantes”, sem importância bastante para ser detidos na noite da prisão de Jesus. Contudo, não eram “insignificantes” segundo a avaliação de Jeová, e ele lhes deu a sua atenção compassiva e os protegeu e preservou. No terceiro dia depois disso, em 16 de nisã, ele os reuniu novamente para que o ressuscitado Jesus lhes aparecesse e prosseguisse a pastoreá-los. — Lucas 24:33-43; João 20:1-29.
33. Como golpearam os inimigos o Pastor de Jeová com sua “espada durante a Primeira Guerra Mundial, com que intento e como fez Jeová voltar sua mão sobre os “insignificantes”?
33 No clímax da Primeira Guerra Mundial em 1918 E.C., houve um espalhamento similar das ovelhas do Pastor governamental Jesus Cristo, a quem Jeová havia entronizado nos céus, para que passasse a ‘subjugar no meio dos seus inimigos’. (Salmo 110:1, 2) Aqueles inimigos terrenos haviam realmente declarado guerra ao Pastor celestial, designado por Jeová para pastorear o mundo da humanidade. Incapazes de usar a “espada” de guerra diretamente contra o Pastor governamental de Jeová, golpearam “as ovelhas do rebanho” na terra por usar seus poderes, medidas e arranjos do tempo de guerra contra estas “ovelhas”, a fim de espalhá-las, na esperança de separá-las permanentemente, sem se poderem reorganizar. Mas, assim como no primeiro século, Jeová dos exércitos fez voltar a sua mão sobre estes “insignificantes” do restante do Israel espiritual. Protegeu-os e preservou-os maravilhosamente, e no primeiro ano do após-guerra, 1919 E.C., ele os reuniu novamente de modo organizado. Em vista desta revivificação e exaltação deles no Seu serviço, os inimigos, aparentemente triunfantes, ficaram assombrados e temerosos. — Revelação 11:7-13.
“DUAS PARTES” SÃO DECEPADAS
34. De que é decepada uma parte enorme da população do mundo e por quê?
34 O golpe dado ao Pastor e Colega de Jeová levou a conseqüências que afetaram toda a humanidade, até o dia de hoje. O paralelo hodierno disso em nosso século vinte teve efeitos acentuados sobre esta geração, que vive neste “tempo do fim”, nesta “terminação do sistema de coisas”. Uma parte enorme da população do mundo está sendo ‘decepada’ de qualquer participação no domínio espiritual, dado por Deus, ou no “país” de favor e bênção divinos. Em vista de sua preocupação com as coisas materiais, políticas e sociais deste atual sistema de coisas, são indiferentes ou ignorantes para com a profecia de longo alcance de Zacarias 13:8, 9 que se cumpre para com eles. Note o que ela diz:
35. Quantas “partes” seriam “decepadas” segundo Zacarias 13:8?
35 “‘E terá de acontecer em toda a terra’, é a pronunciação de Jeová, ‘que duas partes nela serão decepadas e expirarão; e quanto à terceira parte, será deixada sobrar nela. E eu certamente levarei a terceira parte através do fogo; e eu realmente os refinarei como se refina a prata e os examinarei como se examina o ouro. Ela, da sua parte, invocará o meu nome, e eu, da minha parte, lhe responderei’.”
36. Significava a libertação e o restabelecimento dos do restante espiritual no seu “país”, em 1919 E.C. que Jeová havia terminado de refiná-los e de examiná-los? Que quadro típico mostra se era assim ou não?
36 Lembremo-nos de que estas palavras, por intermédio do profeta Zacarias, foram dirigidas ao restante repatriado de Israel no “país” de Judá. Aquele antigo restante israelita tipificaria ou prefiguraria profeticamente o restante ungido dos israelitas espirituais neste “tempo do fim”, nesta “terminação do sistema de coisas”, que começou quando terminaram os Tempos dos Gentios em 1914 E.C. Depois das severas provações e da escravidão pelas quais passaram durante a Primeira Guerra Mundial, os do restante israelita foram em 1919 libertos e restabelecidos no seu domínio espiritual ou “país” dado por Deus, na primavera daquele ano significativo. Passarem os do restante sobrevivente pelas perseguições e aflições daquele primeiro conflito mundial não significava que já terminara serem provados e examinados pelo Refinador celestial, Jeová Deus. Isto não se deu no caso do restante israelita (incluindo Zacarias), liberto em 537 A. E. C. da Babilônia caída. Eles tiveram muitas dificuldades para completarem o segundo templo de Jeová em Jerusalém, o que se deu só no ano 515 A. E. C. O mesmo tem acontecido com os do restante do Israel espiritual desde 1919.
37. O que profetizou Malaquias cerca de sessenta anos depois a respeito da obra de refinação de Jeová e o restabelecimento da adoração pura no Seu templo?
37 O profeta Malaquias, que profetizou na terra de Judá cerca de sessenta anos depois da vida de Zacarias, predisse que Jeová viria ao templo acompanhado pelo seu “mensageiro do pacto”. Ele se assentaria ali “como refinador e purificador de prata” e iria “purificar os filhos de Levi”. Por quê? Para realizar o restabelecimento da adoração pura do verdadeiro Deus no seu templo. Então, assim como predisse Malaquias: “Hão de tornar-se para Jeová pessoas que apresentam uma oferenda em justiça. E a oferenda de Judá e de Jerusalém será realmente agradável a Jeová, como nos dias de há muito tempo e como nos anos da antiguidade.” — Malaquias 3:1-4; escrito por volta de 443 A.E.C.
38. Que mais haveria, além da purificação dos filhos de Levi, a fim de purificar o país?
38 Haveria mais do que a purificação dos filhos de Levi, como funcionários do templo, para tornar o “país” de seu povo restabelecido uma terra dum modo de vida puro e piedoso. Jeová disse também: “‘E vou chegar-me a vós para julgamento e vou tornar-me testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que agem fraudulentamente com o salário do assalariado, com a viúva e com o menino órfão de pai, e os que repelem o residente forasteiro, ao passo que não me temeram’, disse Jeová dos exércitos. ‘Pois eu sou Jeová; não mudei. E vós sois filhos de Jacó [Israel]; não chegastes ao vosso fim. . . Retornai a mim e eu vou retornar a vós’, disse Jeová dos exércitos.” — Malaquias 3:5-7.
39. Houve no primeiro século E. C. um cumprimento da profecia de Malaquias? E o que indica se deve haver, ou não, um cumprimento da profecia de Malaquias desde 1914 E.C.?
39 Houve um cumprimento da profecia de Malaquias no primeiro século, no tempo em que o Messias Jesus estava presente em carne entre a nação de Israel. (Mateus 11:7-10; Marcos 1:11, 12; Lucas 7:24-27) Haveria também um cumprimento adicional da profecia de Malaquias após a entronização de Jesus Cristo nos céus, no ano 1914 E.C., passando assim a estar presente no seu reino. No tempo devido depois disso, Jeová Deus, acompanhado por ele como “mensageiro do pacto”, tinha de vir ao seu templo espiritual para o julgamento de todos os seus adoradores ali, inclusive os que apenas professavam adorá-lo. Jeová certamente deve ter estado no seu templo espiritual como Juiz Supremo por volta do ano 1919, quando libertou os israelitas espirituais de Babilônia, a Grande, e os restabeleceu no seu “país” ou domínio espiritual dado por Deus na terra.
40. De que modo agiu Jeová como Refinador de metal precioso, e que estava para ser ‘decepado’ a partir de 1919 E.C.?
40 Em harmonia com o quadro profético, Jeová agiria como refinador de seu povo professo. Eliminaria os que fossem como escória. Prezaria e guardaria os que fossem como metal precioso, puro, como prata e ouro refinados. Portanto, a partir de 1919 E.C., seria o tempo de alguns serem decepados do “país” habitado pelo seu povo restabelecido. Falando-se em sentido espiritual, tais ‘decepados’ teriam de ‘expirar’ quanto a ter uma relação vital com Jeová.
41. O que disse Jesus na parábola do semeador a respeito do decepamento de alguns?
41 Então, quem são as “duas partes nela” que são “decepadas e expirarão”? (Zacarias 13:8) Isto é algo que deve ser indicado a nós pelo Rei Jesus Cristo, como “mensageiro do pacto”. Tem que ver com a “terminação do sistema de coisas”, o “tempo do fim” em que vivemos desde 1914. (Daniel 12:4; Mateus 24:3-14; 28:20) O que disse Jesus a respeito deste período crítico? Explicando a parábola do semeador, ele disse:
“O semeador da semente excelente é o Filho do homem; o campo é o mundo; quanto à semente excelente, estes são os filhos do reino; mas o joio são os filhos do iníquo, e o inimigo que o semeou é o Diabo. A colheita é a terminação dum sistema de coisas e os ceifeiros são os anjos. Portanto, assim como o joio é reunido e queimado no fogo, assim será na terminação do sistema de coisas. O Filho do homem enviará os seus anjos, e estes reunirão dentre o seu reino todas as coisas que causam tropeço e os que fazem o que é contra a lei, e lançá-los-ão na fornalha ardente. Ali é que haverá o seu choro e o ranger de seus dentes. Naquele tempo, os justos brilharão tão claramente como o sol, no reino de seu Pai. — Mateus 13:37-43.
42. Quem, especificamente, são os do “joio” simbólico e de que são decepados? Por quem?
42 Esta parábola ilustrativa predisse o decepamento de grande parte na terminação do sistema de coisas, em que vivemos agora desde 1914 E.C. A parte decepada durante este tempo é o joio simbólico, que representa “os filhos do iníquo”, Satanás, o Diabo, o “inimigo” que semeou tal joio. Eles foram por muito tempo confundidos com o trigo simbólico, foram confundidos como sendo os “filhos do reino”, quer dizer, os cristãos ungidos que têm uma vocação para o reino celestial. Pretendiam ser cristãos, e por isso foram confundidos com os verdadeiros cristãos ungidos, que são herdeiros do Reino. Mas o seu desenvolvimento para o estado real do que são, neste tempo da “colheita” mostrou que são “joio”, cristãos de imitação, os quais, assim como seu semeador, o Diabo, são inimigos do Reino. São corretamente ‘decepados’ da associação com os da classe do “trigo”. Os anjos celestiais, como “ceifeiros”, é que são os usados para decepá-los. Eles lançam o “joio” no “fogo”, e o joio não passará incólume pelo “fogo”. Sua identidade falsa é destruída, e finalmente eles mesmos também.
43. Na sua profecia sobre o “sinal” da terminação do sistema de coisas, como descreveu Jesus a colheita dos escolhidos e o decepamento de quem predisse para depois disso?
43 No entanto, há outra “parte” ou classe ‘decepada’ nesta “terminação do sistema de coisas”. Jesus Cristo predisse esta “parte” ou classe na sua maravilhosa profecia a respeito do “sinal” de sua presença e da terminação do sistema de coisas. (Mateus 24:3) Nesta profecia, ele fala a respeito da “colheita” que, segundo a história, começou no ano de 1919 E.C., e disse: “Enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e eles ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade dos céus até à outra extremidade deles.” (Mateus 24:31) Daí, no meio desta profecia, ele disse:
“Por esta razão, vós também mostrai-vos prontos, porque o Filho do homem vem mima hora em que não pensais.
“Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim. Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens.
“Mas, se aquele escravo mau disser no seu coração: ‘Meu amo demora’, e principiar a espancar os seus co-escravos, e a comer e beber com os beberrões inveterados, o amo daquele escravo virá num dia em que não espera e numa hora que não sabe, e o punirá com a maior severidade e lhe determinará a sua parte com os hipócritas. Ali é onde haverá o seu choro e o ranger de seus dentes.” — Mateus 24:44-51; Compare isso com Lucas 12:42-46, com a sua parábola similar.
44. Portanto, que classe é prefigurada por aquele “escravo mau”, e por que é decepada esta classe? De que é decepada?
44 Ali é o “escravo mau” que é ‘decepado’, determinando-se-lhe a sua parte, não com os co-escravos de seu amo, mas com os hipócritas, com os infiéis, depois de ter sido punido com a maior severidade. Assim como o “escravo fiel e discreto” representa uma classe de cristãos ungidos, que estão realmente na casa do Amo Jesus Cristo como seus “domésticos”, assim também o “escravo mau” representa uma classe. Esta classe de cristãos, dessemelhantes do “joio”, foi ungida com o espírito de Deus e fazia parte da casa do Amo, sendo co-escrava nela. Entretanto, esta classe se torna infiel, egotista, perdendo o autodomínio nos seus apetites, maltratando co-escravos num abuso de poder e autoridade e tornando-se descuidada e indiferente para com o assunto de ter de prestar contas ao seu Amo na vinda dele. Portanto, durante esta “terminação do sistema de coisas”, neste tempo de sua segunda “presença” invisível como Rei, ele decepa os desta classe do “escravo mau”. Ele os desassocia para ficarem com os hipócritas religiosos e com os infiéis. Ali eles expiram.
45. Assim, quantas “partes” foram “decepadas” e quem foi levado através do fogo? Por que invocam estes o nome de Deus?
45 Assim, ser cristãos, neste tempo, são decepados do “país” ou do domínio espiritual dado por Deus do restante restabelecido de Jeová. Mas o Soberano Senhor Deus fez com que uma “terceira parte”, uma minoria dos que professam ser herdeiros do reino celestial de Deus, passasse incólume pelo “fogo” da prova e do exame de sua fé, personalidade e obras. Estes se sujeitaram humildemente ao processo de refinação aplicado pelo grande Refinador, embora fosse provador. Para suportar o calor figurativo, tiveram de invocar o nome de Jeová, e ele lhes respondeu segundo a sinceridade de seus corações.
46. Que disse Jeová a esta “terceira parte” e como? O que disse esta “parte” em resposta?
46 No cumprimento da profecia de Zacarias 13:9, o Supervisor celestial de seu “país” não decepou esta “terceira parte” do domínio espiritual dado por Deus de seu restante restabelecido. Ele disse, por meio de seu evidente favor para com eles e pelos seus tratos maravilhosos com eles como Suas testemunhas: “É meu povo.” Por sua vez, os do fiel restante ungido disseram: “Jeová é meu Deus.” Fizeram isso notavelmente desde 26 de julho de 1931, quando os deste restante ungido adotaram o nome “testemunhas de Jeová”. Permaneceram ativos até hoje no seu “país” espiritual, louvando seu Deus.
47. Quem, de todas as nações, agarra-se a esta “terceira parte”, para participar na adoração no templo de Jeová?
47 É a esta “terceira parte” deixada restar neste “país” espiritual que se agarram os “dez homens dentre todas as línguas das nações”, segurando a aba da veste destes judeus ou israelitas espirituais fiéis. A estes, os da “grande multidão” internacional, prefigurados pelos “dez homens” estão dizendo: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.” (Zacarias 8:20-23) Eles se associam em números cada vez maiores, às dezenas de milhares cada ano, aos do restante ungido no seu “país” e adoram a Jeová no seu templo. — Revelação 7:9-15.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja The Watch Tower de 1.º de junho de 1928 e seu artigo principal intitulado “Enaltecido Seu Nome”, tendo por texto temático Isaías 12:4.
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A teocracia triunfa sobre todas as naçõesO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 21
A teocracia triunfa sobre todas as nações
1. Em vez de ter o cumprimento do último capítulo da profecia de Zacarias 14, o que aconteceu a Jerusalém e ao Monte das Oliveiras em 70 E. C.?
PASSAR de ser vítima dum ataque internacional para ser o centro religioso procurado por todas as nações — este é o tema do glorioso capítulo final da profecia de Zacarias! Esta metamorfose maravilhosa não aconteceu com a Jerusalém terrestre, no ano 70 E.C. Naquele ano, os pés postos no Monte das Oliveiras que do leste dá vista para Jerusalém, eram os pés da Décima Legião das quatro legiões romanas, sob o General Tito, que cercaram a cidade condenada. Não foi a metade da cidade que foi para o exílio, mas a cidade inteira e seu templo foram destruídos, sendo que 1.100.000 judeus pereceram durante o sítio da cidade e 97.000 sobreviventes judeus foram levados cativos, ficando espalhados aos cantos da terra, “para todas as nações”. (Lucas 21:20-24) Este certamente não foi o cumprimento da profecia emocionante do Deus Altíssimo, conforme declarada em Zacarias 14:1-4:
2. Segundo Zacarias 14:1-4, quem eram os que seriam ajuntados contra Jerusalém? Seria destruída a cidade? E os pés de quem estavam sobre o Monte das Oliveiras?
2 “Eis que vem um dia pertencente a Jeová, e teu despojo certamente será repartido no meio de ti. E hei de ajuntar todas as nações contra Jerusalém para a guerra; e a cidade será realmente capturada e as casas rapinadas, e as próprias mulheres serão violentadas. E metade da cidade terá de ir para o exílio; mas, quanto aos que sobrarem do povo, não serão decepados da cidade. E Jeová há de sair e guerrear contra essas nações como no dia em que guerreia, no dia da peleja. E naquele dia seus pés estarão realmente postados no monte das oliveiras, que está defronte de Jerusalém, ao leste; e o monte das oliveiras terá de ser fendido pelo meio, desde o nascente e até o oeste. Haverá um vale muito grande; e metade do monte será realmente movida para o norte e metade dele para o sul.”
3. A quem se aplica o pronome feminino, hebraico, “ti”, e que perguntas suscita isso?
3 Nestas palavras emocionantes de profecia, o pronome “ti”, no texto hebraico, é do gênero feminino e por isso se refere à cidade. Mas, realmente não à cidade terrestre de Jerusalém, nem nos dias dos apóstolos de Jesus, nem no nosso século vinte. Estas palavras divinas são dirigidas a uma cidade mais elevada, “a uma cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”, à qual se chegou a congregação cristã dos israelitas espirituais. (Hebreus 12:22) Mas como pode ser isso? Como pode Jeová dos exércitos ajuntar todas as nações terrestres contra a “Jerusalém celestial” e esta cidade ser capturada por eles, suas casas rapinadas e suas mulheres violentadas, metade da cidade indo para o exílio?
4. No seu Sermão do Monte, que nome deu Jesus a Jerusalém, e a que direito renunciou a Jerusalém terrestre na ocasião em que ele entrou nela triunfalmente?
4 Lembremo-nos do que foi representado pela antiga Jerusalém até os dias dos apóstolos de Cristo. Lembre-se das palavras de Jesus no Sermão do Monte: “Não jureis absolutamente, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; . . . nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.” (Mateus 5:34, 35) Até o ano 607 A. E. C. costumava estar ali em Jerusalém o “trono de Jeová”, sendo um trono material ocupado por um descendente real ungido de Davi, com o qual Jeová fizera um pacto para um reino eterno na linhagem de sua família. No ano 33 E.C., quando Jesus, o descendente ungido com espírito do Rei Davi, entrou montado em Jerusalém, numa procissão triunfal, esta cidade não o quis como Rei. A Jerusalém terrestre renunciou assim ao seu direito de ter o Herdeiro Permanente do Rei Davi sentado num trono no seu meio. Seu Supremo Tribunal, o Sinédrio, fez com que Jesus fosse morto numa estaca de execução logo fora das muralhas de Jerusalém. — Mateus 21:1-43.
5. Como não se deixou falhar a promessa de Deus, de um reino eterno na linhagem de Davi, por causa da morte violenta de Jesus?
5 Falharia a promessa divina, de um reino eterno na linhagem real de Davi, por causa desta morte violenta do Herdeiro Permanente de Davi, ungido com espírito? Impossível! Os judeus descrentes, liderados pelos seus pastores religiosos, consideravam Jesus como falso cristo. Mas não era assim! Pois, no terceiro dia, o Deus Todo-poderoso do céu fez o humanamente impossível. Ele ressuscitou dentre os mortos o Herdeiro Permanente do Rei Davi, não lhe dando de volta seu corpo carnal, sacrificado para sempre, mas dando-lhe natureza espiritual, “natureza divina”, revestida de imortalidade. Este é o significado das próprias palavras do apóstolo cristão Pedro: “Até mesmo Cristo morreu uma vez para sempre quanto aos pecados, um justo pelos injustos, a fim de conduzir-vos a Deus, sendo morto na carne, mas vivificado no espírito.” — 1 Pedro 3:18; 2 Pedro 1:4; 1 Coríntios 15:42-45, 53, 34.
6. (a) A presença de quem ascendeu o ressuscitado Jesus e o que fez ali? (b) Como indicaram as palavras do apóstolo Pedro aos judeus indagadores, em Pentecostes, que a Jerusalém terrestre deixou de ter o direito de ter nela o trono de Jeová?
6 No quadragésimo dia depois disso, este transformado Jesus Cristo ascendeu do Monte das Oliveiras, ao leste de Jerusalém, para a presença celestial, invisível, de Jeová Deus, a fim de apresentar ao Juiz Supremo o valor resgatador de seu sacrifício humano, perfeito. Dez dias depois, em 6 de sivã de 33 E.C., ou no dia festivo de Pentecostes, Jeová Deus usou seu retornado Filho Jesus Cristo para derramar espírito santo sobre o apóstolo Pedro e sobre mais de cem outros discípulos que esperavam reunidos num sobrado na Jerusalém terrestre. Por conseguinte, sob a força dinâmica deste espírito derramado, o apóstolo Pedro disse à multidão de milhares de judeus indagadores: “Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” (Atos 1:12-15; 2:1-36) Estas palavras significavam que o direito de ter um trono representativo de Jeová ocupado pelo Herdeiro Permanente do Rei Davi havia passado da Jerusalém terreste para a “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. — Mateus 21:42-44.
7. Em vista da Jerusalém envolvida, que perguntas surgem quanto ao cumprimento de Zacarias 14:2?
7 Nenhuma das nações da terra, quer judaicas, quer gentias, pode destronar a Jesus Cristo de seu assento régio na “Jerusalém celestial”. Nem pode qualquer nação ou ajuntamento de nações realmente capturar a “Jerusalém celestial” e pilhá-la. Então, como pode a profecia de Zacarias 14:2 aplicar-se à “Jerusalém celestial” e achar cumprimento nela? Se é que é assim, como se cumpriu então no caso da “Jerusalém celestial”, e quando?
8, 9. (a) A que tempo aplicou o próprio Jeová esta profecia e quando começou este tempo? Por quê? (b) Que anúncio se ouviu no céu em confirmação disso?
8 Novamente, devemos lembrar-nos de que o profeta, o próprio Deus, a aplicou ao “dia [que vem,] pertencente a Jeová”. (Zacarias 14:1) Este dia espetacular, o dia de Jeová, já veio. Zacarias 14:3 prediz que o dia de Jeová seria assinalado por Sua luta, Sua guerra; portanto, este dia notável, em que Jeová novamente mostrará a todas as nações ser Guerreiro deve ser o assinalado pela “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. A questão sobre a qual esta guerra será travada será resolvida na forçosa situação mundial “que em hebraico se chama Har-Magedon”. Já podemos ver todas as nações políticas sendo reunidas por lideranças diabólicas para o local deste confronto inevitável. (Revelação 16:13-16) Por conseguinte, este “dia pertencente a Jeová” começou no ano 1914 E.C., no fim dos “tempos designados das nações” gentias, por volta de 4/6 de outubro daquele ano. Naquele tempo, houve nos céus o “nascimento” do reino messiânico de Jeová, o reino cristão de Jeová. Podia-se ouvir ali, então, a proclamação:
9 “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” — Revelação 11:15.
10. Também, por causa disso, o que diziam as vozes daqueles que defendiam o reino mundial do Senhor Jeová e do seu Cristo?
10 Podiam-se então ouvir as vozes dos que apoiavam este reino mundial de nosso Senhor Jeová e de seu Cristo, dizendo: “Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. Mas as nações ficaram furiosas, e veio teu próprio furor e o tempo designado para os mortos serem julgados, e para dar a recompensa aos teus escravos, os profetas, e aos santos e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e para arruinar os que arruínam a terra.” — Revelação 11:16-18; 12:1-10.
11. Acreditavam as nações gentias que os Tempos dos Gentios terminariam, conforme predito, em 1914 E.C.? E qual foi um dos grandes motivos de sua atitude?
11 As nações haviam sido avisadas durante mais de três décadas de que estes “tempos designados das nações” gentias terminariam no outono (hem. set.) de 1914 E.C. (Lucas 21:24) As nações não criam que estes “tempos designados” de governo ininterrupto de toda a terra pelas nações gentias, a partir do ano 607 A. E. C., terminariam naquele ano de 1914 E.C. Por que não? Em primeiro lugar, porque os clérigos em conjunto da cristandade, os sacerdotes e os pregadores de suas igrejas, não acreditavam nisso e por isso não o pregavam. Zombavam e escarneciam dos do restante ungido de israelitas espirituais, os quais, como Estudantes Internacionais da Bíblia, apontavam para a cronologia da Bíblia e declaravam que os “tempos dos gentios” terminariam em 1914, introduzindo um “tempo de tribulação” sem precedentes em todas as nações. Entretanto, a evidência sobrepujante desde aquele ano memorável prova que os clérigos da cristandade estavam errados. Os Tempos dos Gentios terminaram mesmo naquele tempo.
12. Neste respeito, o que não podiam as nações atacar diretamente? Por isso, o que atacaram, em expressão de que sentimento?
12 Em desafio à evidência que começou a acumular-se a partir de 1914, as nações gentias não quiseram crer, ou preferiram não crer, que seu prazo de poder mundial sem oposição por parte dum reino messiânico de Deus havia terminado. Não podiam desfazer o que havia ocorrido naquele ano na “Jerusalém celestial”. Não podiam atacar diretamente aquela cidade celestial invisível e seu Rei messiânico, Jesus Cristo. Mas podiam atacar o que a representava na terra. Podiam atacar os do restante ungido da “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus”. Podiam atacar este restante dos “embaixadores, substituindo a Cristo”, que avisavam as nações sobre o fim dos Tempos dos Gentios em 1914. Podiam atacar este restante de “herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo”. (Hebreus 12:22, 23; 2 Coríntios 5:20; Efésios 6:20; Romanos 8:16, 17) Isto foi exatamente o que as nações mergulhadas na guerra fizeram. Revelação 11:18 havia predito profeticamente: “As nações ficaram furiosas.” Expressaram seu furor por perseguir o restante ungido.
13. As nações, na realidade, estavam atacando a “Jerusalém celestial” por causa de que aspecto espiritual do restante ungido sob ataque, e quando acharam que tinham ‘capturado a cidade’?
13 O que as nações fizeram a este restante dos embaixadores do Reino, os herdeiros do Reino, alistados nos céus, era o mesmo que fazê-lo à “Jerusalém celestial”, onde estes do restante ungido tinham a sua “cidadania” (Filipenses 3:20) Aquelas nações começaram a guerrear, não só contra o restante ungido, mas contra tudo o que representavam e o que pregavam. Jeová Deus, o Todo-poderoso, não impediu isso, pois o havia predito. (Zacarias 14:1, 2) Ele havia predito: “A cidade será realmente capturada.” Foi mesmo? Foi, conforme representada pelo restante ungido. Muitos membros do restante ungido foram detidos em acampamentos militares ou em prisões. Mas as nações achavam que haviam mesmo ‘capturado’ a “cidade” espiritual, quando prenderam e levaram a uma penitenciária federal em Atlanta, Geórgia, E. U. A., na primavera e no verso de 1918, sete membros destacados do Corpo Governante do restante ungido.a
14. O que aconteceu à Jerusalém terrestre nos anos 1917, 1948, e 1967 E.C. foi de que importância para o cumprimento de Zacarias 14:1-4, e por quê?
14 A captura de Jerusalém, na Palestina, alguns meses antes, pelo General Allenby, britânico, cujas tropas entraram em Jerusalém em 10 de dezembro de 1917, no dia após a sua rendição, não desempenhou nenhum papel no cumprimento de Zacarias 14:2. A Jerusalém terrestre foi capturada dos turcos muçulmanos, que certamente não adoravam o Deus cujo nome é Jeová. O Soberano Senhor Jeová havia decretado a destruição da Jerusalém terrestre dos judeus, e nem antes, nem depois de sua destruição no ano 70 E.C. autorizou ele que esta cidade terrena fosse reconstruída pelo seu povo. O que lhe era então de importância real e primária era a Jerusalém superior, a “Jerusalém celestial”. Portanto, no caso da Jerusalém terrestre, reconstruída no segundo século por mãos não-judias ou gentias, o que lhe aconteceu em 1917 E.C., ou em 1948 E.C., ou em 1967 E.C., não era de nenhuma importância e não tinha nenhuma relação com o cumprimento de Zacarias 14:1-4.
15. Além de tal encarceramento e detenção, que mais ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial que corresponde aos maus tratos infligidos aos habitantes da “Jerusalém” capturada?
15 Durante a Primeira Guerra Mundial, além de encarceramentos e detenções em acampamentos militares, havia amplos ataques por turbas e maus tratos infligidos aos membros do restante ungido que representavam a “Jerusalém celestial”. Grande parte de sua propriedade foi também destruída. (Veja The Golden Age, N.º 27, de 29 de setembro de 1920, que publicou o artigo: “‘Angústia de Nações’: Causa, Aviso, Solução.”) A injustiça e a brutalidade não-cristãs que assim ocorreram, correspondiam ao que Zacarias 14:1, 2, predissera: “A cidade será realmente capturada e as casas rapinadas, e as próprias mulheres serão violentadas.”
16. (a) Como foram alguns para o exílio, conforme predito? (b) Como foi repartido o “despojo” da cidade no meio dela, segundo a profecia?
16 Sem dúvida, esta perseguição alienou muitos membros do restante ungido, sendo assim levados ao exílio espiritual pelo inimigo; conforme foi predito: “E metade da cidade terá de ir para o exílio.” Que dizer da parte adicional da profecia: “E teu despojo certamente será repartido no meio de ti”? O que os atacantes queriam era despojar os do restante ungido da riqueza de influência e do atrativo popular que o restante exercia a favor do então já estabelecido reino de Deus. Seus atacantes fizeram isso por proscrever a literatura deles e reprimir suas atividades como embaixadores do Reino.
17. Quem mostrou ser ‘os que sobraram’, a respeito dos quais se profetizou: “Não serão decepados da cidade”?
17 Apesar de todas as difamações, oposição e perseguição às mãos dos atacantes, havia uma parte fiel do restante ungido que se negou a ser alienado, exilado, do reino messiânico de Deus, então já estabelecido na “Jerusalém celestial”. Estes são os mencionados na profecia, ao dizer: “Quanto aos que sobrarem do povo, não serão decepados da cidade.” Portanto, estes são os que sobreviveram às dificuldades e provações da primeira guerra mundial, aproveitada pelos inimigos para atacar os do restante ungido e despojá-los da sua embaixada do reino messiânico de Jeová.
18. Foi este ataque das nações reunidas durante A Primeira Guerra Mundial o último ataque em cumprimento da profecia? E o que já prova se foi assim ou não?
18 Não devemos pensar, porém, que a profecia se cumprisse plenamente com a Primeira Guerra Mundial e que não houvesse mais ataques maciços pelas nações ajuntadas. A “Jerusalém celestial” ainda continuava, e ela tinha na terra um restante devoto de representantes leais, aos quais se confiaram os interesses terrestres do reino messiânico de Deus. Conforme se pode esperar, aquele ataque, da Primeira Guerra Mundial, lançado contra eles pelas nações reunidas não foi o último ataque lançado contra a “Jerusalém celestial” e seus cidadãos espirituais na terra. A Segunda Guerra Mundial de 1939-1945 provou isso. Ofereceu às nações aguerridas uma oportunidade excelente para recomeçar o ataque, sim, em escala ainda mais maciça e com maior violência. Ficou mais claro do que nunca que esta guerra atroz entre as nações terrestres foi travada pelo domínio do mundo, em desafio à soberania legítima de Jeová sobre a terra. Na luta pela dominação da boa terra de Deus, estas nações estavam de fato lutando contra o governo celestial que o Soberano Senhor Jeová havia empossado na “Jerusalém celestial”. Portanto, mais uma vez, “as nações ficaram furiosas” contra o restante.
19. Como se comparou o ataque contra a “cidade” durante a Segunda Guerra Mundial com o da Primeira Guerra Mundial e o que planejou o Corpo Governante para o futuro, a partir de 1942?
19 A violência e as medidas de repressão adotadas contra os do restante ungido das testemunhas cristãs de Jeová excederam em muito as que sofreram durante a primeira guerra mundial. A perseguição não se levantou apenas contra o restante ungido dos israelitas espirituais; levantou-se também contra aqueles dos “dez homens” de todas as línguas das nações, que se haviam juntado ao restante do Israel espiritual na adoração no templo espiritual de Jeová. (Zacarias 8:20-23) Os fiéis apegaram-se firmemente à sua neutralidade cristã para com os combates mundiais e se apegaram ao governo teocrático de Jeová como único governo legítimo de toda a terra. Notavelmente, embora os campos de concentração e as prisões abrissem suas portas para deixar entrar milhares de testemunhas cristãs, intransigentes, de Jeová, nos países em guerra, nenhum dos do Corpo Governante das testemunhas cristãs de Jeová foi encarcerado. Em vez de cederem às pressões do inimigo e providenciarem o fechamento de sua obra dada por Deus, os do Corpo Governante planejaram a partir de 1942 a expansão do testemunho do reino messiânico de Jeová para regiões mais novas da terra, mesmo antes de chegar a paz com a sua organização das Nações Unidas em 1945.
20. Resolveu a Segunda Guerra Mundial a questão predominante? E em que pensarão as nações ao fazerem o ataque final contra o restante ungido?
20 Do mesmo modo que a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial tampouco resolveu nada. Certamente, não foi resolvida a questão do domínio do mundo, mas a tensão por causa dele está aumentando entre as superpotências. Elas ainda se rebelam contra o domínio mundial do Soberano Universal Jeová. Têm ressentimento contra os que proclamam e advogam a soberania mundial por parte do grande Teocrata Jeová por meio de Seu reino messiânico. Quem advoga isso não são as igrejas religiosas da cristandade, mas as teocráticas testemunhas cristãs de Jeová. Portanto, em breve virá o tempo em que todas as nações empenhadas na rivalidade internacional pelo domínio do mundo decidirão que as testemunhas cristãs de Jeová não têm direito a um lugar na terra. Em flagrante rejeição de tudo o que sugere Deus ou a regência divina, destruirão toda a cristandade religiosa e todo o paganismo religioso. Daí, num esforço total, lançarão seu ataque final contra as testemunhas cristãs sobreviventes do Soberano Senhor Jeová. Será que as nações serão bem sucedidas esta vez?
O MONTE DAS OLIVEIRAS FENDIDO PELO MEIO
21. Que chance de sobrevivência terão os do restante ungido e seus companheiros?
21 Sob o futuro ataque em massa das nações de potência nuclear, que chance de sobrevivência têm os do restante ungido e seus co-proclamadores do reino messiânico de Jeová? Tanta “chance” como a Palavra profética de Deus lhes permite. Que “chance” lhes permite? Pois, ela diz:
22. Que prediz Zacarias 14:3-5 para o Monte das Oliveiras?
22 “E Jeová há de sair e guerrear contra essas nações como no dia em que guerreia, no dia da peleja. E naquele dia seus pés estarão realmente postados no monte das oliveiras, que está defronte de Jerusalém, ao leste; e o monte das oliveiras terá de ser fendido pelo meio, desde o nascente e até o oeste. Haverá um vale muito grande; e metade do monte será realmente movida para o norte e metade dele para o sul. E vós certamente fugireis para o vale dos meus montes; porque o vale dos montes chegará até Azel. E tereis de fugir, assim como fugistes por causa do tremor de terra nos dias de Uzias, rei de Judá. E Jeová, meu Deus, certamente chegará, estando com ele todos os santos.” — Zacarias 14:3-5.
23. Quanto a como se fenderá pelo meio o simbólico “Monte das Oliveiras”, o que diz a profecia dada a Daniel, à qual recorremos como ilustração?
23 Visto que Jerusalém aqui é simbólica — da “Jerusalém celestial” — também o deve ser o “monte das oliveiras”. Então, como será aquilo que ele simboliza “fendido pelo meio”, tornando-se dois montes, “meus montes”, conforme diz Jeová? Um profeta a quem Zacarias talvez conhecesse pessoalmente, na antiga Babilônia, registrou um sonho profético que ilustra como se dará isso. Por volta do ano 605 A. E. C., o rei de Babilônia teve seu sonho a respeito duma estátua semelhante a um homem, a qual, por meio de seus quatro metais e o barro, representava a sucessão ininterrupta de potências mundiais, desde a Babilônia até a Potência Mundial Anglo-Americana da atualidade, junto com todos os governantes políticos associados dos nossos tempos. Daí, a alguma distância, via-se um grande monte. Deste monte original foi cortada uma pedra sem a intervenção de mãos humanas. Sem que alguma mão humana a lançasse, ela se pós em movimento e seguiu velozmente seu caminho. Para o espaço sideral? Não; mas para aquela estátua metálica de domínio mundial por potências mundiais, políticas. Sem errar, ela bateu contra a estátua, atingindo-a nos seus pés, formados em parte por ferro e em parte por argila. Em vez de ela se despedaçar diante do impacto com aqueles pés, ora, quer o creia, quer não, ela os esmiuçou. Com isso caiu toda a estátua. O que veio a seguir? O seguinte:
Nesta ocasião, o ferro, a argila modelada, o cobre, a prata e o ouro foram juntos esmiuçados e tornaram-se como a pragana da eira do verão, e o vento os levou embora, de modo que não se achou nenhum traço deles. E no que se refere à pedra que golpeou a estátua, tornou-se um grande monte e encheu a terra inteira.” — Daniel 2:1, 31-35.
24. Que interpretação do sonho deu Daniel ao Rei Nabucodonosor?
24 Apenas dois montes ficaram então à vista — o grande monte que enchia a terra inteira e o monte original, longe da terra, e por isso não parte da terra. Este é o resultado que confronta todos os habitantes futuros de nossa terra, no cumprimento deste sonho simbólico. O que significa isso? Escute, ao passo que Daniel interpreta o sonho ao Rei Nabucodonosor, de Babilônia:
“E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido pois viste que se cortou do monte uma pedra sem mãos, e que ela esmiuçou o ferro, o cobre, a argila modelada, a prata e o ouro. O próprio grandioso Deus tem dado a conhecer ao rei o que há de acontecer depois disso. E o sonho é certo e a sua interpretação é fidedigna.” — Daniel 2:36-45.
25. O que representa o “monte” original, e o que representa o “monte” que se desenvolve da pedra?
25 Por meio desta interpretação inspirada, “fidedigna”, sabemos que a pedra-monte que encheu a terra inteira representa um reino permanente. Por conseguinte, o monte do qual a pedra foi cortada “sem mãos” representa um reino permanente. Visto que é o “Deus do céu” quem estabelece sobre toda a terra o “reino que jamais será arruinado”, aquele monte original, que engendra a “pedra”, representa o reino universal de Deus. Representa sua regência teocrática. O monte que se desenvolveu da pedra e que se torna o único monte na terra representa o reino do Filho de Deus, Jesus Cristo, o reino messiânico, que será o único reino dominando a terra depois de a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon, acabar com os reinos de criação humana, controlados pelo Diabo, do atual sistema de coisas. (Revelação 16:14-16) De modo que haverá dois “montes” simbólicos, dois reinos, o do Soberano Senhor Jeová, como o Grande Teocrata, e o de Seu Messias, Jesus, sobre toda a terra. Desta maneira, Jeová usará o reino de seu Filho como agente, ao mais uma vez exercer sua soberania universal.
26. O que simboliza o Monte das Oliveiras no seu estado indiviso e como se compara isso com a “Jerusalém celestial”?
26 A profecia divina dada por meio de Zacarias, a respeito ‘daquele dia’, corresponde ao sonho profético interpretado por Daniel. De modo que o “monte das oliveiras” ao leste da Jerusalém terrestre representa, no seu estado indiviso, o reino universal do Soberano Senhor Jeová. Assim como o ponto mais alto do Monte das Oliveiras se eleva à altitude de 903 metros, ultrapassando assim a altitude geral de Jerusalém em mais de 120 metros, assim o reino universal de Jeová domina a “Jerusalém celestial” e a usa como seu agente teocrático. — Hebreus 12:22.
27. Por que não representa a fenda do Monte das Oliveiras uma divisão em si do reino universal de Jeová?
27 O reino universal de Deus nunca fica dividido contra Bi mesmo. (Mateus 12:25, 26) Não é isto o que é representado pela fenda do Monte das Oliveiras, “pelo meio”. Jeová não agiu contra a sua própria soberania ao estabelecer o reino messiânico de seu Filho. Então, o que representa esta divisão do Monte das Oliveiras e quando ocorre?
28. Representa a fenda do monte a divisão da supremacia e soberania de Jeová? Portanto, o que representa realmente fender-se o monte “pelo meio”?
28 Não representa a divisão da supremacia de Jeová, nem a divisão de sua soberania universal. Ele sempre permanece o Deus Altíssimo e Soberano Senhor do universo. Em harmonia com o sonho profético interpretado em Daniel 2:44, 45, fender-se o monte ao leste de Jerusalém representa o estabelecimento de um reino subsidiário de seu próprio reino universal, porque se estende sobre uma região que realmente é território rebelde, de modo que Jeová não pode tratar diretamente com ela. É o reino de alguém da linhagem do Rei Davi, terreno, e também um reino à maneira do Rei-Sacerdote Melquisedeque. Portanto, não é um governo apenas sobre o domínio terrestre do Rei Davi, mas também sobre toda a terra. — Salmo 110:1-4; Hebreus 5:10 a 8:1; Atos 2:34-36.
29. Portanto, esta fenda produz que espécie de reino, quando ocorreu esta fenda e por quê?
29 Isto produz um reino do Filho unigênito de Deus ao lado do reino de Deus, o Pai, e sujeito a ele. E visto que este reino secundário tem relações com o reino terrestre de Davi, deve tomar em conta os Tempos dos Gentios, de 2.520 anos de duração, que foram impostos ao reino de Davi. Portanto, o reino secundário nas mãos do Rei messiânico, o Filho de Deus, foi só estabelecido no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E.C. — Lucas 21:24; Daniel 4:16, 23-25; Hebreus 10:12, 13.
30. O que chama Deus os dois montes resultantes, o que representa cada um deles e o que se precisa dizer quanto a haver oposição de um contra o outro?
30 Isto explica por que Jeová fala dos dois montes resultantes da fenda do Monte das Oliveiras como sendo “meus montes”. (Zacarias 14:5) Biblicamente, o monte ao norte representaria o reino universal de Jeová e o monte ao sul, o reino messiânico de seu Filho. (Salmo 75:6, 7) Este recém-produzido “monte” do reino está sujeito, não oposto, ao reino universal, conforme se declara em 1 Coríntios 15:25-28:
“Pois ele tem de reinar até que Deus lhe tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. Como último inimigo a morte há de ser reduzida a nada. Pois Deus ‘lhe sujeitou todas as coisas debaixo dos pés’. Mas, quando diz que ‘todas as coisas foram sujeitas’, é evidente que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. Mas, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Aquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos.”
31. (a) Como mostra a profecia que ambos os reinos permanecem sujeitos a Jeová? (b) O que indica estarem ali seus “pés”, e quem é o Principal com quem Ele vem?
31 Que ambos os reinos estão, desde o começo, sujeitos ao Soberano Senhor Deus está explicado na declaração: “E naquele dia seus pés estarão realmente postados no monte das oliveiras, que está defronte de Jerusalém, ao leste.” E quando o monte simbólico se fende, metade para o norte e metade para o sul, os pés de Jeová permanecem postos em ambos os montes, “meus montes”. Visto que o Monte das Oliveiras era mais de cem metros mais alto do que a antiga Jerusalém, O Deus Altíssimo, Jeová, podia dum ponto elevado assim observar o que estava acontecendo com respeito à “Jerusalém celestial” no que se referia aos seus interesses na tetra. Em linguagem simbólica, quando Jeová postou seus pés no Monte das Oliveiras, significava que ele havia vindo. Assim como predisse profeticamente: “E Jeová, meu Deus, certamente chegará, estando com ele todos os santos.” O Principal destes “santos” celestiais, naturalmente, é seu filho sem pecado, Jesus Cristo, a quem ele constitui rei sobre o “monte” do reino secundário. (Zacarias 14:5) Tais “santos” agem como forças executoras de Jeová.
32. (a) O que resulta da fenda do monte e que proveito se tira da formação resultante? (b) Os fugitivos passam a estar ali sob que provisão divina?
32 “Haverá um vale muito grande; e metade do monte será realmente movida para o norte e metade dele para o sul. E vós certamente fugireis para o vale dos meus montes; porque o vale dos montes chegará até Azel. E tereis de fugir, assim como fugistes por causa do tremor de terra nos dias de Uzias, rei de Judá.” (Zacarias 14:4, 5) Esta fuga do restante repatriado do povo de Jeová não é uma fuga em pânico, “a fim de entrar nas grutas das rochas e nas fendas dos rochedos” e dizer “aos montes e às rochas: ‘Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está sentado no trono e do furor do Cordeiro.’” (Isaías 2:20, 21; Revelação 6:15, 16) Será uma fuga para a provisão protetora de Deus, uma fuga para o vale muito grande entre “meus montes”, protegido ao norte e ao sul pelas metades do simbólico Monte das Oliveiras. Sim, para estar sob os pés de Jeová. Este vale de proteção divina estendia-se desde o vale do Cédron, dominado pela muralha oriental de Jerusalém, até o leste, para Azel, com bastante lugar para os fugitivos.
33. Quando começou a fuga do restante, tendo alguma relação com que fuga descrita em Revelação, capítulo doze? Contudo, por que dura mais tempo?
33 Em nosso século vinte, a fuga dos do restante restabelecido dos israelitas espirituais começou depois de sua libertação de Babilônia, a Grande, e de seus consortes políticos e militares, na primavera (hem. set.) de 1919 E.C. Em Revelação 12:1-14, a fuga da “mulher” celestial de Deus para o ermo, após o nascimento do reino messiânico e a guerra no céu, para expulsar o Diabo e seus anjos, tem alguma relação com a fuga dos do restante ungido, na terra, a partir de 1919. Mas a fuga por parte dela não é igual à deles; a fuga e permanência dela no ermo, longe da face do diabólico “dragão”, é apenas por mil duzentos e sessenta dias, ou três “tempos” proféticos e meio. Coincide parcialmente com a fuga dos do restante ungido, “os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”. (Revelação 12:17) Mas a fuga de todos estes dedicados, batizados, que se tornam parte do restante ungido, não acabou no fim dos 1.260 dias da mulher. O restante ainda está naquele “vale” simbólico, sob a proteção do reino universal de Jeová e o reino messiânico de seu Filho.
34. Quando ocorre o cumprimento desta parte da profecia a respeito de Jeová sair como no dia de sua peleja, para lutar?
34 No entanto, quando se dá o cumprimento da seguinte parte da profecia: “E Jeová há de sair e guerrear contra essas nações como no dia em que guerreia, no dia da peleja”? (Zacarias 14:3) Não se deu em 1914, no fim dos Tempos dos Gentios, embora o estabelecimento do reino messiânico dos céus fosse um passo naquela direção. Mas, ainda é futuro o tempo fixado por Jeová dos exércitos para ir travar guerra contra as nações que atacam os representantes de sua “Jerusalém celestial”, na terra. Estas nações gentias (inclusive as da cristandade) lançaram um ataque feroz contra os do restante ungido, durante a Primeira Guerra Mundial, e depois um mais violento e amplo durante a Segunda Guerra Mundial. Mas o seu ataque final está sendo planejado agora e ainda está para vir — sob a liderança do predito “Gogue da terra de Magogue”. (Ezequiel 38:1 a 39:5) Jeová dos exércitos fará então com que este seja o último ataque deles, e ele se distinguirá como Guerreiro de modo mais glorioso do que em qualquer anterior ‘dia em que guerreava’, em qualquer antigo “dia da peleja”.
A GUERRA E OS EFEITOS ‘DAQUELE DIA’
35. Como profetiza Jeová que aquele será o dia mais escuro de todos para as nações atacantes e como se indica a imobilização das coisas operacionais dos inimigos?
35 Aquele dia da guerra de Jeová contra as nações atacantes deve ser o dia mais tenebroso de sua existência. Ele até mesmo previu tal dia para eles, dizendo: “E naquele dia terá de acontecer que não se mostrará haver nenhuma lua preciosa — as coisas ficarão solidificadas.” (Zacarias 14:6) “E acontece, naquele dia, que não há luz preciosa, é intensa escuridão.” (Young, em inglês) “Acontecerá naquele dia que não haverá luz, mas frio e gelo.” (ALA) Não brilhará sobre eles nenhuma luz de favor divino, nem calor amoroso. As luzes artificiais da ciência moderna não removerão a escuridão do desfavor divino. As coisas operantes ficarão imobilizadas, endurecidas com o frio, como que solidificadas. Isto nos faz lembrar das perguntas de Jeová ao patriarca Jó: “Acaso entraste nos depósitos da neve, ou vês mesmo os depósitos da saraiva, que reservei para o tempo de aflição, para o dia de peleja e de guerra? Do ventre de quem sai realmente o gelo, e quanto à geada do céu, quem é que a dá à luz?” (Jó 38:22, 23, 29) Jeová tem à sua disposição fenômenos naturais para lutar.
36. Como fala Jeová, por meio do profeta Isaías, a respeito da escuridão da “grande tribulação” sobre Babilônia, a Grande, e o que pressagiará esta escuridão?
36 A respeito da falta de luz e de calor naquele dia, Jeová dos exércitos diz sobre o tempo vindouro da “grande tribulação” sobre toda a Babilônia, a Grande, como inimiga da “Jerusalém celestial”, as seguintes palavras: “Eis que está chegando o próprio dia de Jeová, cruel, tanto com fúria como com ira ardente, para fazer da terra um assombro e para aniquilar nela os pecadores da terra. Pois as próprias estrelas dos céus e suas constelações de Quesil não deixarão brilhar a sua luz; o sol realmente escurecerá na sua saída e a própria lua não deixará resplandecer a sua luz.” (Isaías 13:9, 10) Quando Jeová dos exércitos executar sua sentença adversa nos seus inimigos, durante este dia que pertence a ele, como que não haverá nem a luz quente do sol, nem a luz fria da lua. Tal escuridão pressagia a vindoura destruição!
37. O que será extraordinário quanto a este dia, conforme predito em Zacarias 14:7?
37 Como resulta para Jeová dos exércitos e sua organização teocrática este dia que é escuro e frio para os atacantes da “Nova Jerusalém”? Ele mesmo nos diz isso nas seguintes palavras: “E terá de tornar-se um dia conhecido como pertencente a Jeová. Não será dia, nem será noite; e terá de suceder que ao tempo da noitinha ficará claro.” — Zacarias 14:7.
38. De que modo se tornará este período, de não haver nem dia nem noite, uma luz no tempo da noitinha, e para quem?
38 Significa esta descrição um período de vinte e quatro horas de luz mediana, meio luz, meio escuridão, uma penumbra? Não para Jeová dos exércitos, nem para sua “Jerusalém celestial”, nem mesmo para os que na terra representam a “Jerusalém celestial”, nem para todos os que fugiram para o “vale muito grande” entre os dois “montes” de Jeová. Antes, significa um período de tempo que não é dividido entre um período diurno e um período noturno. Mesmo quando costumeiramente está para cair a noitinha, não ficará escuro, mas claro. Todo o período será de luz. Assim, ao passo que as nações atacantes tenham escuridão mortífera, os adoradores fiéis de Jeová, na terra, usufruem a luz contínua de seu favor e de sua aprovação, assim como durante a nona praga sobre o antigo Egito os egípcios sofreram três dias de intensa escuridão, mas “para todos os filhos de Israel mostrou-se haver luz nas suas moradas”. (Êxodo 10:23) Neste “dia”, Jeová lança crescente luz sobre os seus adoradores leais, por aumentar-lhes o entendimento de Sua Palavra inspirada, escrita. — Provérbios 4:18.
39. Por que é este um dia que pertence especialmente a Jeová e como resultará no que se refere à questão universal que já está em debate por quase seis mil anos?
39 Quão gloriosamente brilhante este dia vem a ser para Jeová dos exércitos, pois a vitória com que o coroa resulta na vindicação de sua soberania universal, não se isentando de sua soberania universal nenhuma parte de todo o seu domínio da criação, nem mesmo esta comparativamente pequena terra! Seu nome já “inalcançavelmente elevado” atinge então novas alturas de fama universal. (Salmo 148:13; Isaías 12:4) Com o Seu próprio nome pessoal ficará eternamente associado o nome hebraico Har-Magedon, a situação mundial em que se trava e ganha a guerra de todas as guerras, “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”. Jeová dos exércitos obterá esta vitória superlativa por meio de seu reino messiânico, exercido pelo seu Filho celestial, a quem Ele torna “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. (Revelação 16:13-16; 19:11-21) Ele merece que lhe pertença este dia extraordinário, pois é nele e por meio dele que resolverá para sempre a questão milenar da Soberania Universal a Seu próprio favor! O rebelde infame que suscitou esta questão há quase seis mil anos atrás, Satanás, o Diabo, sairá perdendo. Portanto, depois de as forças terrestres deste saírem perdendo no Har-Magedon, ele mesmo e seus demônios serão lançados num abismo! — Revelação 20:1-3.
40, 41. Depois de se lançar Satanás e seus demônios no abismo, que bênçãos se seguirão para os adoradores de Jeová, conforme predito em Zacarias 14:8-16?
40 Quantas bênçãos seguirão para a humanidade durante os mil anos em que Satanás, o Diabo, e seus demônios estiverem presos em cadeias, no abismo! Os efeitos deste “dia” vitorioso são profeticamente detalhados pelo próprio Deus vitorioso, nas seguintes palavras:
41 “E naquele dia terá de acontecer que sairão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental e metade delas para o mar ocidental. Isto se dará no verão e no inverno. E Jeová terá de tornar-se rei sobre toda a terra. Naquele dia Jeová mostrará ser um só e seu nome um só. Toda a terra se transformará como o Arabá, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém; e ela terá de erguer-se e ficar habitada no seu lugar, desde o portão de Benjamin até o lugar do Primeiro Portão, até o Portão da Esquina, e desde a Torre de Hananel até os tanques de lagar do rei. E as pessoas certamente habitarão nela; e não virá a haver mais nenhuma condenação à destruição, e Jerusalém terá de ser habitada em segurança.” — Zacarias 14:8-11.
“ÁGUAS VIVAS” PARA TODA A HUMANIDADE
42. O que era o mar oriental e o que era o mar ocidental com relação a Jerusalém, e o que representam respectivamente estes dois mares?
42 Com relação à Jerusalém terrestre, em que se baseia o quadro profético de Zacarias, o “mar oriental” é o Mar Salgado ou Mar Morto, e o “mar ocidental” é o Grande Mar ou Mar Mediterrâneo. Ambos estes mares são aqui usados simbolicamente, evidentemente simbolizando povos, como no caso de Revelação 17:15. O Mar Morto é o ponto mais baixo na terra, 394 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo, e não tem absolutamente nenhuns peixes nem vida vegetal. Portanto, pode muito bem representar os inúmeros mortos humanos que estão no Seol, Hades, a sepultura comum da humanidade. Por outro lado, o Mar Mediterrâneo está cheio de peixes e de vida vegetal, e está num nível mais elevado. Por isso, pode bem representar a “grande multidão” de adoradores de Jeová, que se associam agora com os do restante ungido do Israel espiritual e que sobreviverão à “grande tribulação” junto com os do restante. (Revelação 7:9-15) Os desta “grande multidão” herdaram de nosso primeiro pai humano a pecaminosidade e as imperfeições, bem como a condenação à morte. Precisam ser libertos destas incapacidades, a fim de poder viver para sempre no novo sistema de coisas de Deus. — Romanos 5:12.
43. As águas que corriam para o leste e para o oeste se comparam com as águas vistas em que outra visão? Por isso, o que representam tais águas?
43 Ambos os mares simbólicos precisarão das “águas vivas” que sairão, não da Jerusalém terrestre, no Oriente Médio, mas da “Jerusalém celestial”, que é a sede do reino messiânico do Filho querido de Jeová, Jesus Cristo. Estas simbólicas “águas vivas” não são apenas águas frescas, correntes, para saciar a sede, mas são águas que dão vida aos para quem fluem. Assim como as águas saindo do templo da visão de Ezequiel deram cura e vida ao Mar Morto, fazendo com que abundasse com peixes, assim as “águas vivas” que correm para o leste e para o oeste, desde a “Jerusalém celestial”, transmitirão vida na terra. (Ezequiel 47:1-12) De modo que estas “águas vivas” se comparam também com o “rio de água da vida” visto pelo apóstolo cristão João na visão da Nova Jerusalém. (Revelação 21:2 a 22:2) Concordemente, representam a todas as provisões de Jeová por meio de seu Messias, Jesus, uma vez sacrificado mas agora reinante, para que toda a humanidade obtivesse a vida eterna, tornada disponível durante a regência milenar de Jesus Cristo sobre toda a terra. — Revelação 14:1; 20:4-6, 13, 14.
44. (a) O que transmitirão as águas que fluem para o simbólico Mar Morto aos assim representados? (b) O que transmitirão as águas aos representados pelo Mar Mediterrâneo, e por quanto tempo se terá de tomar destas águas?
44 As “águas vivas” que fluem para o leste, evidentemente através do “vale muito grande” entre os dois montes, para o Mar Morto, transmitem uma ressurreição dos mortos para uma existência animada e consciente aqui na terra. “Há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos”, disse o apóstolo Paulo. (Atos 24:15; João 5:28, 29) As “águas vivas” que correm para o oeste, para o Mar Mediterrâneo, transmitem figurativamente livramento da condenação à morte e da pecaminosidade, das imperfeições e das fraquezas herdadas do pecador Adão. Se a humanidade continuasse em tais coisas, morreria, pois apenas os absolutamente perfeitos serão justificados para a vida eterna numa terra paradísica. Portanto, a “grande multidão” de adoradores leais de Jeová, que sobrevivem à “grande tribulação” com que terminará este sistema de coisas precisarão de tais “águas vivas”. Do mesmo modo aqueles humanos, comparados ao Mar Morto, que obtêm a ressurreição dentre os mortos, serão no início como uma “grande multidão” de sobreviventes. Ainda estarão na pecaminosidade, imperfeição, fraqueza e sujeição à morte herdadas. Terão de continuar a beber das “águas vivas”.
45. Fluírem estas águas tanto ‘no verão como no inverno’ permitirá o que aos da classe do mar oriental e da classe do mar ocidental, e qual será o resultado final disso conforme representado em Revelação 20:14?
45 “Isto se dará no verão e no inverno.” (Zacarias 14:8) Visto que estas “águas vivas” não serão afetadas pela estação seca, sem chuva, do ano, continuarão a fluir o ano inteiro, sem queda no nível de água. Durante os mil anos do reinado de Cristo sobre a humanidade, elas continuarão a fluir, para beneficiar todos os mortos resgatados e todos os vivos na terra paradísica. Deste modo, todos na terra poderão continuar a beber até terem sido curados e restabelecidos em perfeição humana imaculada e livre de doenças, igual à de Adão na sua criação perfeita no Jardim do Éden. Quando todos os do mar oriental e do mar ocidental tiverem atingido este estado glorioso, pela obediência leal ao reino messiânico, então se cumprirá o quando de Revelação 20:14:“E a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. Este significa a segunda morte, o lago de fogo.” Que provisão bendita por meio da “Jerusalém celestial”!
46. Como é o enaltecimento da “Jerusalém celestial” representado pelo que acontece à Jerusalém terrestre e à terra em volta dela, e por meio de que se torna a Jerusalém celeste assim enaltecida?
46 A “Jerusalém celestial” será então enaltecida. Não mais será como a Jerusalém terrestre capturada por nações atacantes e rapinada por elas, tendo a sua população reduzida porque metade de seus cidadãos foram levados ao exílio. (Zacarias 14:1, 2) No caso dela, tem de se cumprir o quadro profético como quando “toda a terra” em volta da Jerusalém terrestre afunda e se transforma como o Arabá, como a fossa tectônica através da qual flui o rio Jordão para o Mar Morto, e, em contraste, a cidade de Jerusalém se eleva. Fiel a este quadro, a “Jerusalém celestial” ficará enaltecida em resultado da vitória magnífica de Jeová sobre as nações atacantes e ela se tornará a capital do reino messiânico, celestial. Assim se elevará acima da terra sobre a qual rege o Reino. Este reino messiânico é assim muito superior aos reinos humanos das nações gentias na terra. Portanto, então, ao se tornar sujeita a este governo mais elevado, será como se “toda a terra”, na terra, abundasse para se tornar como a baixa fossa tectônica, transformando-se “como o Arabá, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém”. — Zacarias 14:10.
47. Para corresponder com a profecia de Zacarias 14:11, como ficará a “Jerusalém celestial” “habitada em segurança”?
47 A capital celestial, a “Jerusalém celestial”, tornar-se-á semelhante à anterior Jerusalém terrestre, com suas muralhas protetoras e seus bem conhecidos portões, torre e lagar real. Não haverá nenhuma maldição divina, “nenhuma condenação à destruição”, sobre a “Jerusalém celestial”, por causa de qualquer infidelidade da parte dos seus habitantes. (Revelação 22:3; Zacarias 14:11) A capital celestial será plenamente habitada, plenamente povoada. A inteira “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus” estará presente, o número total dos 144.000 israelitas espirituais, unidos no reino celestial com o glorificado Messias, Jesus, o Filho de Jeová Deus. (Hebreus 12:22, 23; Revelação 7:4-8; 14:1-4; 20:4-6) Morarão em segurança como que dentro das muralhas duma cidade.
48. O que é desafiado pelas nações atacantes e o que aprenderão sobre isso, com que resultado para a terra inteira?
48 As nações atacantes da terra desafiaram o reino do Deus Altíssimo, sua soberania universal. Mas, finalmente, tiveram de aprender que a sua soberania é uma realidade — para a própria destruição delas. Em vez de exercerem ainda um reino controlado pelo Diabo sobre a terra, cumprir-se-á a profecia: “E Jeová terá de tornar-se rei sobre toda a terra. Naquele dia Jeová mostrará ser um só e seu nome um só.” — Zacarias 14:9.
JEOVÁ, O REI, “UM SÓ É SEU NOME UM SÓ”
49. (a) O que significará então para a humanidade terem um só rei? (b) Em que sentido será o governo “de nosso Senhor e do seu Cristo”, e em que estado viverá a humanidade sob ele na terra?
49 O que pressagia isso para toda a humanidade senão união, sim, união em toda a terra, entre todos os habitantes da mesma! Um só Rei “sobre toda a terra” — Jeová, o Soberano Universal! Mas, assim como o Rei Davi representava a Jeová, quando se sentava no trono na Jerusalém terrestre, assim o Herdeiro Permanente do Rei Davi, o Messias Jesus, representará a Jeová na “Jerusalém celestial”, ao reinar por mil anos sobre a humanidade remida. Assim será sob “o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”, que a humanidade, os sobreviventes vivos e os mortos ressuscitados, terá a bendita oportunidade de ganhar a vida eterna em perfeição humana numa terra transformada num paraíso, que ultrapassará a todos os parques ou jardins lindos que há hoje na terra. — Revelação 11:15
50. Naquele tempo, como é que “Jeová mostrará ser um”?
50 Assim como disse o profeta Moisés, lá no ano 1473 A. E. C.: “Escuta, o Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová. E tens de amar a Jeová, teu Deus”, assim será neste “dia” agora tão próximo: “Jeová mostrará ser um.” O reinante Messias Jesus defenderá a adoração deste único Deus Altíssimo e aderirá a ela, pois, quando um escriba judaico lhe perguntou há dezenove séculos atrás: “Que mandamento é o primeiro de todos?”, Jesus respondeu: “O primeiro é: ‘Ouve, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová, e tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente, e de toda a tua força.”, (Deuteronômio 6:4, 5; Marcos 12:28-30) A doutrina anticristã da Trindade, da cristandade, de “Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo”, será rejeitada por toda a humanidade esclarecida como blasfema mentira pagã.
51. Compartilha alguma criatura o nome divino em uma forma não composta? Como se acha este nome escrito nas Escrituras Hebraicas?
51 Também, assim como Jeová é Um só, não uma autocontraditória “trindade em unidade”, assim o seu nome será um só. Ninguém em toda a criação compartilha este nome em forma não composta.b Assim como Ele disse, por meio de seu profeta Isaías: “Eu sou Jeová. Este é meu nome; e a minha própria glória não darei a outrem, nem o meu louvor a imagens entalhadas.” (Isaías 42:8) Quando o profeta Moisés escreveu pela primeira vez o nome divino, ele o soletrou com quatro consoantes hebraicas, sem vogais, a saber יהוה (IHVH). Este nome escrito com quatro letras (tetragrama) ocorre 6.961 vezes nas inspiradas Escrituras Hebraicas, de Gênesis a Malaquias.
52. “Naquele dia”, como se mostrará o nome de Jeová “um só” no que se refere à sua pronúncia?
52 Sua pronúncia exata é hoje desconhecida. Por este motivo, só no português já é pronunciado de modos diferentes; e a maneira em que outras línguas não-hebraicas pronunciam este tetragrama difere consideravelmente. Mas “naquele dia” do reino de Jeová por seu Messias, ele revelará a pronúncia exata assim como fez a Moisés. Então haverá apenas uma pronúncia deste nome sagrado por todos, em toda a terra. Isto será alcançado por se fazer com que toda a humanidade fale novamente apenas uma só língua.
53. De que outro modo, além da uniformidade na pronúncia, mostra o nome de Jeová ser “um só”, por causa de sua ocorrência de uma extremidade da Bíblia à outra?
53 Além da uniformidade mundial na pronúncia, há mais envolvido na unidade deste nome sagrado. Este nome, usado tantos milhares de vezes, desde o seu primeiro aparecimento em Gênesis 2:4 até o seu último aparecimento na exclamação jubilante “Aleluia!”, em Revelação 19:6, basta em si mesmo para ser usado em todas as muitas ligações em que está: envolvido o nome de Deus. Este único nome abrange assim em si mesmo uma multidão de associações, que nos dão uma idéia cabal de como é Deus. Este um só nome não precisa substituto; não precisa de substituição. Não é verdade que na ocasião do batismo de Jesus, no ano 29 E.C., o nome deste Filho de Deus tornou-se ‘substituto ou substituição por Jeová’, e que Jesus é o mesmo que Jeová, não se precisando assim mais usar o nome de Jeová. Tampouco é verdade que o título sem nome “O SENHOR” ou apenas “Deus” possa ser corretamente usado como substituto do nome identificador Jeová. Este é um raciocínio enganoso da parte dos clérigos religiosos da cristandade e do judaísmo. Seu raciocínio errôneo perecerá junto com eles. No vindouro novo sistema teocrático de coisas de Jeová, Seu nome será apenas um só!
FLAGELO E CONFUSÃO PARA OS INIMIGOS ATACANTES
54, 55. Por que se estremece só de pensar no que se profetizou sobre o que acontecerá aos olhos e às línguas dos que atacam a Jerusalém celestial?
54 Quando as nações da terra fizerem seu vindouro ataque final contra a “Jerusalém celestial”, zombarão irreligiosamente das testemunhas cristãs de Jeová na terra e sua língua, sem dúvida, ultrajará e blasfemará este nome santíssimo. Mas, não por muito tempo baterão com a língua nos dentes e olharão os seus olhos com desdém para os que proclamam o reino da “Jerusalém celestial”. Isto faz com que estremeçamos ao ouvir o que sobrevirá aqueles atacantes:
55 “E este mostrará ser o flagelo com que Jeová flagelará todos os povos que realmente prestarem serviço militar contra Jerusalém: Haverá apodrecimento da carne enquanto a pessoa estiver de pé; e os próprios olhos da pessoa apodrecerão nas suas órbitas e a própria língua apodrecerá na boca da pessoa. E naquele dia terá de acontecer que se espalhará entre eles a confusão da parte de Jeová; e eles realmente agarrarão, cada um, a mão de seu companheiro, e sua mão realmente se levantará contra a mão de seu companheiro. E o próprio Judá também guerreará em Jerusalém; e certamente se ajuntará a riqueza de todas às nações ao redor, o ouro, e a prata, e as vestes, em quantidade excessiva. E assim mostrará ser o flagelo do cavalo, do mulo, do camelo e do jumento, e de toda sorte de animal doméstico que vier a estar naqueles campos, semelhante a este flagelo.” — Zacarias 14:12-15.
56. Por que não pode ser sincero que os povos da cristandade se dizem chocados em vista da narrativa deste flagelo?
56 Terrível? Horrendo? Sádico? Medonho? Perverso? Os leitores da Bíblia, na cristandade, talvez se mostrem chocados com tal narrativa inspirada da batalha! Mas, não seria hipócrita da parte deles fazerem isso? Como podem estar sinceramente chocados, quando as nações chamadas “cristãs” que eles apóiam patrioticamente agora estão preparadas para travar a última guerra, com as bombas incendiárias de napalm lançadas de aviões, com fogo líquido expelido de armas, com corrosivos gases químicos, com explosivos que arrancam a face da pessoa, de modo que a vítima sobrevivente precise usar duma máscara e ser alimentada de modo intravenoso, com as bombas nucleares de potência tão enorme, que podem fazer dezenas de milhares de criaturas humanas desaparecer no ar? Como podem os apoiadores de tal malvadez achar falta em Jeová dos exércitos? Devem antes ficar chocados e horrorizados com si mesmos!
57. Ao refletirmos na seriedade do flagelo, quão sério é o ataque das nações contra a Jerusalém celestial, algo que temos de tomar em conta?
57 Ao pensarmos na severidade do “flagelo com que Jeová flagelará todos os povos que realmente prestarem serviço militar contra Jerusalém”, precisamos lembrar-nos da seriedade da ação que os povos e as nações tomam. (Zacarias 14:12) Ao prestar serviço militar contra a “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”, atacam a organização capital do Grande Teocrata, o Soberano do universo. Poderia haver maior impudência descarada? Poderia haver uma rebeldia mais extrema, mais rematada? Que insulto isto é para o maior e mais elevado Personagem em todo o domínio da existência! Tais revoltosos impudentes, desafiantes e insultantes contra a soberania universal do Grande Teocrata precisam aprender com quem estão lidando. “Porque o nosso Deus é também um fogo consumidor.” “Coisa terrível é cair nas mãos do Deus vivente.” (Hebreus 12:29; 10:31) É nas mãos dele que eles caem quando se lançam em ímpio serviço militar contra o que Jeová chama de “menina do meu olho”. — Zacarias 2:8.
58. Como é que “Judá” espiritual “guerreará em Jerusalém”, quem guerreará ao lado dele e a que serão assim poupados?
58 O ataque das nações religiosamente desiludidas será contra o que representa visivelmente a “Jerusalém celestial”, a saber, os do restante ungido dos israelitas espirituais, “que foram alistados nos céus”. (Hebreus 12:22, 23) Isto é indicado quando a profecia diz: “E o próprio Judá também guerreará em Jerusalém.” (Zacarias 14:14) Junto com este restante ungido que guerreia espiritualmente a favor dos interesses da capital teocrática de Jeová estará a “grande multidão” de pessoas de todas as nações, tribos e povos, que tomam sua posição ao lado do governo teocrático de Jeová. (Revelação 7:9-17) Sendo guerreiros em defesa do que é representado pela “Jerusalém celestial”, serão poupados ao “flagelo com que Jeová flagelará” todos os atacantes.
59. Quer seja aplicado literalmente conforme descrito, quer não, qual será o efeito do flagelo sobre as forças atacantes?
59 Quer o “flagelo” seja literalmente assim como descrito na profecia, quer não, silenciar-se-ão as bocas que se abriram para soltar terríveis gritos de guerra e de ameaças! As línguas apodrecerão. A faculdade da visão ficará de repente obscurecida, de modo que os atacantes de olhar feroz só poderão golpear cegamente contra o alvo de seu ataque. Os olhos apodrecerão! Os músculos e tendões dos altamente treinados e fisicamente desenvolvidos guerreiros perderão sua força, sua elasticidade e sua mobilidade, ao estarem de pé para uma ação de vida ou morte, não enquanto estão deitados no solo como cadáveres. A carne que reveste sua estrutura óssea apodrecerá! O flagelo atacará repentinamente também os cavalos, os mulos, os camelos, os jumentos e toda outra sorte de animais domésticos nos seus acampamentos militares. O equipamento móvel de ataque ficará imobilizado de modo impotente! — Zacarias 14:12, 15.
60. O que fará a ampla confusão dos atacantes?
60 Tudo isso já é bastante aterrorizante! Mas o terror deste desfecho surpreendente será aumentado pela confusão que o Deus Todo-poderoso criará entre os pretensos atacantes. Sua unidade de ação contra a “Jerusalém celestial” e os guerreiros de “Judá” será quebrantada. Iguais a gladiadores com capacete cegante na cabeça, num espetáculo numa arena romana perante multidões de sanguinários espectadores circenses, eles agarrarão mãos e golpearão cegamente uns aos outros. Perderão a visão do objetivo comum. Os interesses pessoais passarão a sobrepor-se. Sua teoria da evolução, a respeito da “sobrevivência do mais apto”, passará a dominá-los e controlá-los. A confusão mortífera se tornará geral, ao se empenharem em matança mútua. — Zacarias 14:13.
61. (a) Que lembranças de Jeová guerrear no passado “no dia da peleja”, se suscitam assim? (b) Do lado de quem lutará Ele na guerra vindoura?
61 Este é o clímax ‘daquele dia’! Jeová passará à ação, para “guerrear contra essas nações, no dia da peleja”. (Zacarias 14:3) Isto relembra a luta de Jeová contra os cavaleiros e os carros do orgulhoso Faraó do Egito, no Mar Vermelho, nos dias do profeta Moisés! Faz lembrar a derrota que Jeová infligiu às forças combinadas de Moabe, Amom e Monte Seir, na margem ocidental do Mar Morto, nos dias do Rei Jeosafá de Judá (936-911 A.E.C.). Faz lembrar de como Jeová, por meio de seu anjo, matou numa só noite 185.000 soldados assírios do Rei Senaqueribe, que ameaçava Jerusalém nos dias do Rei Ezequias de Judá! (Êxodo 14:1 a 16:21; 2 Crônicas 20:1-26; 2 Reis 18:13 a 19:36) Mas, impressionantes como foram estas lutas de Jeová na antiguidade, sua luta pela sua soberania universal, “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, na iminente situação mundial chamada Har-Magedon, será muito maior em magnitude. (Revelação 16:13-16) Ali Ele lutará à mão direita de seu Messias, seu Filho. (Salmo 110:4-6) A previsão registrada da luta diz:
62, 63. (a) Como descreve Revelação 17:12-14 a luta pela vitória do Messias de Jeová? (b) O que será muito precioso e muito apreciado como despojo da vitória?
62 “E os dez chifres que viste significam dez reis, os quais ainda não receberam um reino, mas eles recebem autoridade como reis por uma hora, junto com a fera. Estes têm um só pensamento, e assim, dão o seu poder e autoridade à fera. Estes batalharão contra o Cordeiro, mas, porque ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis, o Cordeiro os vencerá. Também o farão com ele os chamados, e escolhidos, e fiéis.” — Revelação 17:12-14.
63 Assim, os senhores políticos e reis da terra, embora entreguem seu poder e sua autoridade às Nações Unidas, como organização para manter a soberania humana sobre toda a terra, sofrerão a derrota às mãos do Cordeiro, uma vez sacrificado, Jesus Cristo, o Rei, e serão destruídos. (Revelação 19:11-21) Assim se vindicará eternamente a soberania de Jeová sobre todo o universo, inclusive esta terra. Esta vindicação divina será em si mesma já um despojo muito precioso da vitória. A maior questão de todos os tempos terá sido resolvida para a satisfação de todos os que vivem no céu e na terra. Os interesses da adoração pura e verdadeira do único Deus vivente e verdadeiro, no seu templo espiritual, terão sido preservados para todo o sempre. Os sobreviventes da guerra, na terra, apreciarão estas coisas inestimáveis mais do que todos os despojos materiais que os inimigos mortos deixarem atrás em abundância: “E certamente se ajuntará a riqueza de todas as nações ao redor, o ouro, e a prata, e as vestes, em quantidade excessiva.” — Zacarias 14:14.
[Nota(s) de rodapé]
a Estes membros encarcerados do Corpo Governante eram sete em número, quatro deles sendo membros da comissão editorial da revista Watch Tower (Sentinela), três deles sendo também membros da diretoria da Watch Tower Bible and Tract Society, um deles sendo o presidente da Sociedade, outro seu secretário-tesoureiro e mais outro o co-autor do livro “O Mistério Consumado”; além dos precedentes, houve o outro co-autor de “O Mistério Consumado”, um quarto membro da diretoria da Sociedade e o supervisor do escritório da Sociedade. — Veja The Watch Tower de 15 de janeiro de 1918, páginas 18, 23; de 15 de junho, página 178; de 1.º de julho, página 194; de 15 de julho página 222. (Note que nem todos os membros da Diretoria da Sociedade faziam parte da Comissão Editorial, nem eram todos os membros da Comissão Editorial também diretores da Sociedade.)
b O nome Jesus ou Jesua é um nome composto, sendo uma abreviação do nome hebraico Jeosué (Josué), que significa “Jeová É Salvação”. — Números 13:16.
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Uma festividade internacional no paraísoO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Capítulo 22
Uma festividade internacional no paraíso
1. Como afetará os adoradores de Jeová, na terra, verem Jeová ganhar a vitória “naquele dia”?
O DIA do triunfo da Teocracia de Jeová sobre todas as nações hostis da terra será glorioso nos anais da história universal. Os adoradores protegidos de Jeová ficarão muito emocionados de alegria ao observarem este Teocrata universal ganhar a vitória das vitórias na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. — Revelação 16:13-16.
2. (a) Que uso se fará dos bens materiais deixados atrás após esta guerra vitoriosa? (b) Que promessa a respeito da terra fez Jesus antes de morrer numa morte sacrificial na terra?
2 Todos os bens materiais que os sobreviventes da guerra ajuntarem após a destruição de seus inimigos internacionais serão usados no serviço do Deus-Rei Jeová. Não se preservarão como relíquias nenhuns equipamentos estragados de guerra. (Isaías 2:2-4) Será um tempo de construção, não de destruição. A terra literal, sem dúvida, terá sofrido por causa do “serviço militar” dos inimigos do reino messiânico de Jeová. Os próprios arruinadores egoístas da terra terão sido arruinados, mas muitos efeitos que seu proceder ruinoso terá causado até o fim da guerra final ainda estarão evidentes. (Revelação 11:18) A paz dos mil anos do reinado do Messias sobre toda a humanidade terá assim começo. Não poderia haver tempo mais próprio para o restabelecimento da terra, para a transformação dela dum campo de batalha num paraíso, até os seus “quatro cantos”. Antes de morrer sacrificialmente o Messias, como homem perfeito na terra, ele fez esta promessa às portas da morte, de renovar o Paraíso no escabelo de Deus, a terra.
3. O que disse Jesus ao malfeitor moribundo que expressou fé no reinado de Jesus?
3 Quando o malfeitor moribundo expressou fé no reinado de Jesus como homem justo, dizendo: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino”, este prospectivo Rei respondeu: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” — Lucas 23:39-43.
4. Depois de o Cordeiro Jesus Cristo obter a vitória sobre os inimigos animalescos, será a ocasião para ele fazer o que, para o domínio de seus súditos e também para o malfeitor compassivo? (b) Portanto, quem será também recompensado com poder usufruir o Paraíso?
4 Por meio da luta do Cordeiro Jesus Cristo contra os simbólicos “dez chifres” da fera cor de escarlate, ele obterá a posse indisputada do reino sobre toda a terra. (Revelação 17:12-14; 19:11-21) Será então o tempo devido para o embelezamento do domínio terrestre de seus súditos, igual ao original Jardim do Éden, e de introduzir nele o malfeitor há muito falecido por ressuscitá-lo dentre os mortos. Se aquele malfeitor, pela sua simples expressão de fé e compaixão, há de usufruir o Paraíso sob o reino messiânico, certamente farão isso como recompensa amorosa os da “grande multidão” de seus discípulos leais que sobreviverão à vindoura “grande tribulação”. — Revelação 7:9-17.
5. (a) Que espécie de paraíso tentaram arruinar as nações atacantes, continuamente o Paraíso terrestre? (b) Quem, dos sobreviventes de guerra, usufruirá continuamente o Paraíso terrestre?
5 O restabelecimento do Paraíso terrestre não será obra de um dia, mas os súditos terrestres do reino teocrático do Cristo terão de trabalhar neste sentido. Mas o florescimento de sua adoração verdadeira e imaculada de Jeová Deus não precisará esperar até que se complete o restabelecimento do Paraíso. Seu usufruto do Paraíso espiritual não terá de esperar até então. (2 Coríntios 12:4) Os inimigos que arruinavam a terra até o fim da guerra sobre a “Jerusalém celestial” terão tentado arruinar o Paraíso espiritual dos do restante ungido no seu domínio espiritual dado por Deus na terra. Mas não terão conseguido fazer isso, nem mesmo com toda a sua perseguição e oposição violenta. Os inimigos não terão conseguido expulsar do Paraíso espiritual o restante ungido e a “grande multidão” de adoradores de Jeová. Portanto, o Paraíso espiritual terá sobrevivido junto com eles através da “grande tribulação” e para o novo sistema de coisas de Jeová. Depois, quando os do restante ungido tiverem terminado sua designação terrestre, receberão o cumprimento da promessa divina em Revelação 2:7. Mas, os da “grande multidão” permanecerão na terra e herdarão o Paraíso terrestre. — Salmo 37:11, 37-40; Provérbios 2:21, 22.
6. (a) Qual é o requisito necessário para haver um Paraíso espiritual na terra e por que se iniciará com ele o novo sistema? (b) Que exemplo histórico possuem o restante sobrevivente e a “grande multidão” para colocar a adoração de Jeová em primeiro lugar na nova ordem?
6 O Paraíso espiritual só é possível junto com a pura adoração bíblica do único Deus vivente e verdadeiro. O novo sistema de coisas começará imediatamente com ela. Por que não se devia cultuar e adorar o Grande Teocrata, o Deus-Rei Jeová, pela sua gloriosa vitória em prol de sua soberania universal, que resulta também na libertação eterna de seus adoradores, na terra, da organização não-teocrática do Diabo? Um precedente disso foi estabelecido para os sobreviventes da “grande tribulação” pelo patriarca Noé. Depois de ter passado o dilúvio global e Deus ter mandado Noé e sua família sair da arca de preservação, Noé passou imediatamente a ofertar um sacrifício ao Deus de sua salvação. Isto agradou a Jeová e obteve para Noé e sua família a bênção divina. (Gênesis 8:15 a 9:1) Este belo exemplo será seguido pelos do restante ungido sobrevivente e da “grande multidão” de seus companheiros na sobrevivência. Com o aniquilamento de Babilônia, a Grande, e com a destruição de todos os seus opositores associados da verdadeira adoração, os do restante ungido e a “grande multidão” terão maior motivo do que nunca para colocar a adoração de Jeová em primeiro lugar na nova ordem.
7. Os ressuscitados dos mortos, na terra, terão de harmonizar-se com que alegria infindável?
7 Poderia ser diferente do que florescer o Paraíso espiritual com maior beleza e grandiosidade do que nunca antes? Todos os da humanidade pelos quais o Messias morreu e que ele chama dos túmulos memoriais dos mortos terão de harmonizar-se com este Paraíso espiritual. (João 5:28, 29) Terão de colocar a adoração de Jeová em primeiro lugar na sua vida. Terão de aceitar a verdade bíblica e cultivar os frutos do espírito santo de Deus. (Gálatas 5:22, 23) Se realmente desejarem ganhar a vida eterna na terra paradísica, terão de chegar-se à adoração do Teocrata celestial, o Deus-Rei, no seu templo espiritual. Por fazerem isso, terão alegria ilimitada, que nunca desaparecerá. Este requisito para os ressuscitados é declarado nas sentenças finais de Zacarias. Os de quem ele fala não vieram ao templo de Jeová antes de Jerusalém ser atacada. Por isso não representam os sobreviventes do Har-Magedon. Aparecem na terra depois disso, pela ressurreição.
8. O que acontecerá aos que não subirem do Egito e de outras nações para adorar a Jeová e para celebrar a Festividade das barracas?
8 “E terá de acontecer que, quanto a todos aqueles que sobrarem dentre todas as nações que vêm contra Jerusalém, terão de subir também de ano em ano para se curvarem diante do Rei, Jeová dos exércitos, e para celebrarem a festividade das barracas. E terá de acontecer que, quanto a todo aquele dentre as famílias da terra que não subir a Jerusalém para se curvar diante do Rei, Jeová dos exércitos, sim, sobre estes não virá a haver chuva copiosa. E se a própria família do Egito não subir e realmente não entrar, também sobre eles não haverá nenhuma. Virá a haver o flagelo com que Jeová flagela as nações que não sobem para celebrar a festividade das barracas. Esta é que mostrará ser a punição pelo pecado do Egito e pelo pecado de todas as nações que não subirem para celebrar a festividade das barracas.
9. Naquele dia, como serão marcadas as sinetas nos cavalos e o que acontecerá as tigelas e as bacias na terra? Quem não será mais encontrado no templo?
9 “Naquele dia virá a haver sobre as sinetas do cavalo: ‘A santidade pertence a Jeová!’ E as panelas de boca larga na casa de Jeová terão de tornar-se como as tigelas perante o altar. E toda panela de boca larga, em Jerusalém e em Judá, terá de tornar-se algo sagrado pertencente a Jeová dos exércitos, e todos os que oferecerem sacrifícios terão de entrar e tirar delas, e terão de cozinhar nelas. E não mais virá a haver naquele dia cananeu na casa de Jeová dos exércitos.” — Zacarias 14:16-21.
A PRUDÊNCIA DE AS NAÇÕES PARTICIPAREM DA FESTIVIDADE:
10. Que efeito terá a vitória de Jeová sobre as forças internacionais atacantes na atitude das nações que forneceram tais forças, e por que não desejarão arriscar uma resistência passiva a Ele?
10 Podemos imaginar como, no quadro profético, a vitória magnífica de Jeová sobre os exércitos internacionais que atacaram Jerusalém afetou o povo lá na terra daquelas nações que forneciam tais exércitos. Sua vitória demonstrava-lhes dolorosamente que Jeová é o único Deus vivente e verdadeiro e que Ele é invencível. E se Ele desbaratou desta maneira espantosa os exércitos combinados delas, o que não lhes poderia fazer se continuassem a mostrar oposição a ele e não o reconhecessem? O que lhes faria se não subissem a Jerusalém e não se curvassem diante dele como Rei, no Seu templo? Toleraria até mesmo sua resistência passiva? Se positivamente não fossem a favor Dele, não significaria que estão realmente contra Ele? Sim, significaria exatamente isso!
11. Quem é o Produtor da chuva e o que resultaria às nações (incluindo o Egito) se não o adorassem?
11 Jeová é o Produtor celestial da chuva, a respeito de quem se exorta a todas as pessoas: “Pedi a Jeová chuva no tempo da chuva primaveril, sim, a Jeová que faz as nuvens de temporal e que lhes dá o aguaceiro de chuva, a cada um vegetação no campo.” (Zacarias 10:1) Se estas nações que fornecem os exércitos atacantes não recebessem chuva, poderiam sobreviver? A seca perpétua produziria uma condição ecológica nacional que significaria a morte. O antigo Egito dependia do rio Nilo para irrigar regularmente a sua terra. Mas, se Jeová não enviasse aguaceiros nas fontes do rio Nilo, o que aconteceria ao seu rio deificado e às suas inundações anuais? Contudo, mesmo que o Egito e outras terras pudessem passar sem a umidade procedente dos céus, sua negligência em adorar o único Deus vivente e verdadeiro seria punida com o flagelo mortífero que devastou seus exércitos atacantes. Não há modo de se esquivar do requisito divino. Elas terão de subir a Jerusalém para adorar no seu templo ou senão morrer. Suas terras não se tornariam parte do Paraíso terrestre. — Zacarias 14:17-19.
12. A que festividade anual tinham de subir à nações e que sacrifícios específicos foram oferecidos durante esta festividade?
12 Zacarias 14:12-15 não diz especificamente se Jeová dos exércitos obteve ou não sua vitória sobre as nações atacantes pouco antes da festividade judaica das barracas (ou: tabernáculos), no sétimo mês lunar de tisri. No entanto, requer-se especificamente que todas as nações celebrem no templo em Jerusalém a festividade das barracas, celebrada em 15-21 de tisri de cada ano, em Jerusalém. É bem apropriado que todas as nações cheguem a esta festividade específica e se curvem diante do Rei, Jeová dos exércitos. Nesta festividade de sete dias, em Jerusalém, ofereciam-se setenta novilhos, começando com treze novilhos no primeiro dia e diminuindo o número deles cada dia sucessivo até haver sete no sétimo dia.
13. (a) Por que é significativo o número dos novilhos sacrificados e quantos tiram benefícios de tal sacrifício? (b) Para obterem bênçãos eternas, a quem precisam dedicar-se as nações?
13 Tais novilhos parecem ter sido sacrificados a favor de todas as famílias da terra, havendo setenta chefes de família mencionados no registro de Gênesis, capítulo dez, a respeito da difusão da população da terra após o dilúvio dos dias de Noé. Setenta é o produto de sete vezes dez; e, visto que nas Escrituras ambos estes números representam perfeição, inteireza, totalidade, de modo espiritual e terreno, os setenta novilhos da festividade dos tabernáculos ou barracas podiam servir figurativamente como um sacrifício para todo o mundo da humanidade, todas as nações. (Números 29:12-34; Levítico 23:33-35; Deuteronômio 16:13-15; Êxodo 23:16) Todas as nações, sem exceção, terão de dar as costas aos deuses falsos e à religião falsa, aos quais se ‘dedicaram’ antes. (Oséias 9:10) Terão de dedicar-se então à adoração do Deus-Rei Jeová, no seu templo. Isto resultará em bênção eterna para elas. — 1 Tessalonicenses 1:9.
14. Na festividade das barracas, que emoção era expressa plenamente, e, por Jeová convidar nações a ela, o que indica isso quanto a sua vontade para as nações?
14 Dentre todas as três festividades anuais celebradas em Jerusalém, a festividade das barracas ou do recolhimento era a mais alegre do ano inteiro. Por que não se deviam os celebrantes alegrar com a colheita abundante com que seu Deus os abençoou no fim do ano agrícola? A alegria nesta festividade de sete dias era tão grande, que se dizia que aquele que nunca tivesse visto a alegria na festividade das barracas não saberia o que é alegria. O grande Produtor de chuva, que abençoa a terra com umidade desde o céu, quer que todas as nações estejam alegres. Sua adoração Dele será abençoada com esta alegria transbordante. Então, quão sábio é que as nações aceitem seu convite de celebrar esta festividade no Seu templo! — Deuteronômio 32:43; Romanos 15:1O, 11.
15. Por que não devem as nações subir h Jerusalém terrestre, no Oriente Médio, para celebrar a “festividade das barracas” por sete dias?
15 Entendemos o significado deste quadro profético? Não é que todas as nações tenham de celebrar anualmente a festa literal dos tabernáculos ou barracas numa Jerusalém terrestre. A celebração da festividade dos tabernáculos, em Jerusalém, no Oriente Médio, cessou no ano 33 de nossa Era Comum. E isso foi apropriado, porque desde a morte e ressurreição do Messias Jesus e sua ascensão ao céu, no ano 33 E.C., esta festividade literal de sete dias deixou de se aplicar, de ter valor. Ela fazia parte da “lei de Moisés”, que continha “uma sombra das boas coisas vindouras”. (Hebreus 10:1; Colossenses 2:16, 17) Aquelas sombras proféticas da lei mosaica cederam às realidades, quando o Messias Jesus, depois de ascender, compareceu na presença celestial de Deus e aplicou o valor de seu sangue sacrificial à validação do prometido “novo pacto”, que introduziu as realidades cristãs. De modo que a realidade conforme prefigurada pela típica “festividade das barracas” ou a “festividade do recolhimento”, é a que deve ser celebrada agora. E a ela que têm de chegar os remidos de toda a humanidade, os sobreviventes vivos e as ressuscitadas nações mortas, sob o reino messiânico de Jesus, o Filho de Deus.
16. (a) A que Jerusalém subirão as nações para a celebração da festividade? (b) O que sobrevirá aos que se negarem a subir e o que significará isso para eles?
16 Estes celebrantes terrestres de todas as nações, tribos e povos têm de chegar-se à “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”, por reconhecerem o reino messiânico, celestial. Precisam chegar-se aos pátios terrenos do templo espiritual de Jeová, e ali têm de ‘curvar-se diante do Rei, Jeová dos exércitos’, o Grande Teocrata, o Soberano Universal. Se se negarem a abandonar sua condição anterior de inimizade com Deus e de se reunir no seu templo espiritual em obediência e serviço, sofrerão a punição por quererem permanecer no pecado. Então lhes sobrevirá o “flagelo” divino, e isto significará a morte eterna causada por Jeová mediante seu Rei messiânico, Jesus; Não virá sobre tais nenhuma “chuva copiosa” de bênçãos. Isto significará que não terão parte no Paraíso frutífero, sustentador da vida. — Zacarias 14:17-19
O ALEGRE RECOLHIMENTO INTERNACIONAL
17. (a) O que representa a antiga festividade do recolhimento e quando será celebrada? (b) O que descerá sobre os celebrantes obedientes e que prazeres do Paraíso usufruirão?
17 A antiga festividade das barracas, a festa do recolhimento, representava o ajuntamento dos remidos de todas as nações, povos e tribos, da humanidade, para a adoração do Rei, Jeová dos exércitos, no seu templo espiritual. Isto ocorrerá durante o reinado milenar do Rei-Sacerdote, Jesus Cristo. Ele servirá como Sumo Sacerdote de Jeová, igual a Melquisedeque, a favor de toda a humanidade reunida no templo espiritual de adoração. Terão de reconhecer a “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”, como capital da organização teocrática de Jeová. Sobre estes haverá uma “chuva copiosa” de bênçãos divinas. Para estes adoradores florescerá o Paraíso espiritual, com todos os frutos do espírito santo de Deus na sua vida. Para eles florescerá também o Paraíso terrestre em todo o globo. Ele produzirá seus frutos em abundância, para sustentar todos os habitantes obedientes da terra eternamente na vida humana perfeita. Ao colherem para sempre os frutos do Paraíso da terra, terão motivos para adorar e bendizer o Provedor do recolhimento infindável por todo o tempo, em alegria perpétua.
18. Como mostra o quadro profético que se reverenciará o verdadeiro Deus, até mesmo no uso de cavalos?
18 Que lugar festivo será então a terra paradísica! Que ajuntamento internacional de adoradores de Jeová na festividade das barracas e do recolhimento haverá então Dar-se-á então consideração reverente à santidade que pertence a Jeová. Dar-se-á então atenção respeitosa por parte de todos os favorecidos com o dom da vida eterna. Escute! Ouve estas sinetas tinindo nos cavalos que se aproximam, provavelmente do Egito, terra da qual se costumavam importar cavalos? Trazem agora adoradores ao centro de adoração para a celebração da festividade alegre das barracas! Ora, até mesmo estas sinetas estão inscritas com as palavras: “A santidade pertence a Jeová!” E o tinir destas sinetas traz à atenção este fato importante. O cavalo é assim usado para fins pacíficos, santos, e não mais para carros de guerra.
19. (a) A inscrição nas sinetas dos cavalos era igual a que gravura em outra parte, e o que indica isso quanto a todos os que proclamam a santidade de Jeová? (b) Tal percepção de Sua santidade agira como incentivo para quê?
19 A inscrição naquelas sinetas dos cavalos é a mesmíssima que estava gravada na “lâmina lustrosa” de ouro atada com um cordel azul à parte dianteira do turbante do sumo sacerdote de Israel. Esta lâmina lustrosa foi chamada de “sinal sagrado de dedicação”. (Êxodo 28:36-39; 29:6; 39:30) Quão belamente isto representa que desde o Sumo Sacerdote Jesus Cristo, na “Jerusalém celestial”, para baixo até os portadores dos adoradores terrestres que vão ao templo espiritual de Jeová, tudo proclama a santidade do Deus Altíssimo! Tudo parece estar permeado da percepção de que Jeová dos exércitos é Deus e Rei. Tudo é feito alegremente, visando glorificar, santificar e manter sagrado o Seu nome digno. Quanto isso aproxima o adorador a Deus, a quem ele adora! Quanta influência isso exerce sobre os adoradores viverem para dar crédito ao seu Criador e Deus, sem lançar vitupério sobre Jeová !
20, 21. (a) Como se tornarão as panelas de boca larga na casa de Jeová semelhantes às tigelas do altar? (b) Como reflete isso de que maneira deveremos então encarar cada aspecto de nossa vida?
20 Até mesmo as coisas corriqueiras da vida assumem um novo significado, um novo valor. Ora, “as panelas de boca larga na casa de Jeová terão de tornar-se como as tigelas perante o altar. E toda panela de boca larga, em Jerusalém e em Judá, terá de tornar-se algo sagrado pertencente a Jeová dos exércitos, e todos os que oferecerem sacrifícios terão de entrar e tirar delas, e terão de cozinhar nelas.” (Zacarias 14:20, 21) Significa isso que, em linguagem figurativa, as panelas na casa de Jeová doravante não mais seriam feitas de bronze ou cobre, mas de ouro semelhante ao das tigelas com que se apanhava o sangue precioso das vítimas sacrificiais e com que o sangue era lançado contra o altar de sacrifício? Talvez! E isto significaria que, não importa se cozinhar a carne sacrificial havia sido classificado ou não como não sendo da mesma importância de se apanhar o sangue da vítima sacrificial e o despojamento dele, então, no novo sistema de coisas, isso seria diferente. Cada passo da oferta dum sacrifício de participação em comum feito a Deus e a participação nele com Ele será tão precioso como cada outro passo no arranjo.
21 O importante não é o material de que é feito o vaso específico; é o serviço que ele presta, e é também a importância que se dá a este serviço. Isto significaria, então, que cada aspecto do serviço e do louvor a Deus é importante, necessário e valioso. Cada aspecto é apreciado por Deus e lhe é santo ou de qualidade sagrada para Ele. Quanto este pensamento acalenta o coração de cada adorador Dele! Quanto nos estimula como adoradores Dele, para fazer tudo o que fazemos como parte de nossa adoração a Ele e como feito diretamente a Ele! — 1 Coríntios 10:31.
22. Como poderá tal uso das panelas no templo, além das tigelas do altar, sugerir um grande aumento no número dos adoradores de Jeová?
22 O quadro profético também poderia sugerir o grande aumento no número dos adoradores de Jeová, no seu templo típico, onde oferecem seus sacrifícios. Haveria tantas vítimas animais abatidas, que as tigelas usadas normalmente para se despejar o sangue no templo não bastassem em quantidade; de modo que haveria necessidade de se recorrer também às panelas de boca larga para apanhar o sangue e despejá-lo contra o altar. (2 Crônicas 29:22) Em resultado, haveria mais carne das vítimas sacrificadas para cozinhar em preparação para ser comida nos refeitórios do templo. Usando-se assim extraordinariamente as panelas da casa de Jeová para a aspersão do sangue contra o altar, haveria falta de panelas no templo. Isto exigiria a apropriação das panelas comuns dos lares da cidade de Jerusalém, para se cozinhar a carne sacrificial no templo. Desta maneira, tais panelas comuns, domésticas, se tornariam “algo sagrado pertencente a Jeová”. Seriam santificadas para o Seu serviço.
23. Apesar do que o quadro da Jerusalém terrestre dá a entender, que dizer da falta de sacerdotes na “Jerusalém celestial” e os meios de prestar serviço sacerdotal à humanidade?
23 Qualquer que for o caso com a Jerusalém típica usada no quadro profético, não haverá falta de serviços sacerdotais na “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”. O Sumo Sacerdote Jesus Cristo e a totalidade de seus 144.000 subsacerdotes estarão lá em cima. Eles serão plenamente aptos para a obra mundial de curar a humanidade obediente dos efeitos mortíferos do pecado e da imperfeição. Não haverá como que falta de utensílios. O sangue purificador e curador do Sumo Sacerdote Jesus Cristo, como o “Cordeiro de Deus”, será amplamente suficiente no seu valor redentor para todos os que se voltarem para Jeová Deus. Ele e seus subsacerdotes ministrarão as necessidades da humanidade durante os mil anos de seu reinado; portanto, o resultado bendito será assim como se declara em Hebreus 7:24, 25: “Ele, por continuar vivo para sempre, tem o seu sacerdócio sem quaisquer sucessores. Por conseguinte, ele é também capaz de salvar completamente os que se aproximam de Deus por intermédio dele, porque está sempre vivo para interceder por eles.” Portanto, o enorme aumento de adoradores no templo espiritual de Jeová, por causa da ressurreição dos mortos, não lhe imporá um fardo grande demais.
NÃO HAVERÁ NENHUM “CANANEU PARA MACULAR A ADORAÇÃO MILENAR
24. (a) O que não molestara os celebrantes terrestres da festividade milenar no templo espiritual de Jeová? (b) Que ação de Jesus na terra, no templo de Jerusalém, prova que ele não tolerará tal molestação?
24 Quando todos os celebrantes terrestres da festividade milenar das barracas se chegarem ao templo espiritual da adoração de Jeová, não se verão confrontados nem obrigados a lidar com um enxame de negociantes de artigos religiosos, procurando egoistamente ganhar dinheiro dos que desejam adorar a Deus “com espírito e verdade”. (João 4:24) O Sumo Sacerdote celestial de Jeová não permitirá isso nem por um momento. Quando esteve na terra, como homem, a fim de oferecer sua vida humana perfeita como sumo sacerdote, ele purificou duas vezes o templo de Jerusalém de comerciantes religiosos, uma vez no primeiro ano de seu ministério público e novamente apenas quatro dias antes de sua morte sacrificial. Lemos a respeito deste último caso:
E [na sua entrada triunfal] ele entrou em Jerusalém, no templo; e olhou em volta, para todas as coisas, e, visto que a hora já estava avançada, saiu com os doze para Betânia. No dia seguinte, tendo eles saído de Betânia, . . . chegaram então a Jerusalém. Ali entrou no templo e principiou a lançar fora os que vendiam e compravam no templo, e derrubou as mesas dos cambistas e as bancas dos que vendiam pombas; e não deixou ninguém carregar qualquer utensílio através do templo, mas ensinava e dizia: ‘Não está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração para todas as nações”? Mas vós fizestes dela um covil de salteadores.’E os principais sacerdotes e os escribas ouviram isso, e começaram a procurar um meio de destruí-lo.” — Marcos 11:11-18; Isaías 56:7; João 2:12-17.
25. O Sumo Sacerdote fará com que qual parte da profecia de Zacarias se cumpra assim?
25 Com tanto zelo quanto antes, pela casa da adoração de Deus, o Sumo Sacerdote celestial Jesus Cristo cuidará de que cumpram as palavras finais da profecia de Zacarias: “E não mais virá a haver naquele dia cananeu [ou: comerciante] na casa de Jeová dos exércitos.” — Zacarias 14:21.
26. (a) Por que não terá o “cananeu” nenhum lugar na casa de adoração de Jeová? (b) Como ou com que será então santificada a terra?
26 A designação cananeu era sinônima de “comerciante”. (Provérbios 31:24; Jó 41:6; compare isso com Neemias 13:15-21.) Tais pessoas, que procuram ganhar lucro egoísta, comercial, com a coisa mais sagrada da terra, a adoração do único Deus vivente e verdadeiro, não terão lugar no pátio terrestre do templo espiritual de Jeová, nem na terra, Seu escabelo. E não as haverá, nem tampouco fraudes religiosas. O ensino da verdade pura e a prática da religião pura e imaculada serão então santificados na terra. Jeová será conhecido e adorado em todas as partes da terra. (Isaías 11:9) Ele é santo, e seus adoradores no paraíso global serão santos, iguais a ele. — 1 Pedro 1:16.
27. (a) Que privilégio especial terá a “grande multidão” de sobrevive a tribulação durante a celebração milenar da festividade? (b) Todos e então se devotarem à adoração de Jeová obterão o direito a quê?
27 Todos na terra que beberem das “águas vivas” que saem da “Jerusalém celestial” celebrarão “de ano em ano” a festividade milenar das barracas, com indizível alegria, no templo espiritual de Jeová. (Zacarias 14:8, 16) A visão observada no último livro da Bíblia, a respeito duma inúmera “grande multidão” de adoradores habitantes perante Deus, com palmas nas mãos, corresponde à cena do templo especialmente no último dia da “festividade das barracas” na antiga Jerusalém. (Revelação 7:9) A “grande multidão” de sobreviventes da “grande tribulação” terá uma alegria especial. Será a de ajudar a muitos bilhões de ressuscitados dos túmulos a subir para a celebração da festividade, sem consideração de sua anterior nacionalidade durante o antigo sistema de coisas. Deste modo, todos os que se devotarem à adoração do Rei, Jeová dos exércitos, obterão o direito dados por Deus à vida de alegria infindável numa terra paradísica sob a Teocracia de Jeová.
28. A que cena futura do propósito realizado de Deus para com a terra poderão os adoradores do Regente Divino erguer seus olhos de fé?
28 Todos os adoradores do Regente Divino Jeová, ergem os olhos de fé para a cena futura que embelezará o “escabelo” terrestre deste Teocrata celestial. Vejam toda a terra radiantemente florescente com um Paraíso pacífico que deleita até mesmo os olhos do grande Teocrata e Criador, um Paraíso adornado por vegetação e árvores, tanto belas para se olhar como produtivas em alimento para sustentar em perfeição a vida das criaturas. Cumpriu-se a comissão divina dada ao perfeito homem e à perfeita mulher, no início, no Éden, a saber: “Enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.” Toda a terra, até os seus quatro cantos, está cheia de criaturas humanas, piedosas, em perfeição física, moral e mental, às quais o Teocrata paternal tem o prazer de reconhecer como seus filhos e suas filhas, por meio do Cordeiro Jesus Cristo.
29. A quem atribuirão sua salvação todos os habitantes do Paraíso e como responderão os habitantes do céu?
29 Chega o fim do último dia da semana divina de sete dias criativos, cada um da duração de sete mil anos. Quando Deus, o Criador, examina e observa tudo o que fez, eis que é “muito bom”. (Gênesis 1:28 a 2:3) Todo o céu está observando a terra aperfeiçoada e está escutando. O coração dos serafins, querubins e anjos celestiais está cheio de admiração pelo grande Teocrata, ao observarem todos os humanos na terra adotar uma atitude de adoração. Ouve-se louvor a Deus. Emociona a multidão celestial ouvir toda a população da terra juntar-se à “grande multidão” em dizer com gratidão: “Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.” Todos os habitantes santos do céu respondem: “Amém! A bênção, e a glória, e a sabedoria, e o agradecimento, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém.” — Revelação 7:9-12.
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É muito animador, não é,quando se começam a compreender os propósitos maravilhosos de Deus conforme se relacionam com os nossos dias? Sem dúvida, sentiu-se assim ao ler este livro junto com a sua Bíblia. É possível que as coisas que aprendeu o tenham induzido a adotar um conceito completamente diferente sobre a vida. É assim que a Palavra de Deus afeta os de coração sincero. Caso se sinta afetado assim, sem dúvida desejará compartilhar isso com outros. Para ajudá-lo nisso, teremos prazer em fornecer-lhe exemplares adicionais deste livro por Cr$ 3,50 cada, porte pago, enviado, ao seu endereço ou a qualquer outro que nos indicar.
— A EDITORA
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Índice de assuntosO Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!
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Índice de assuntos
A
“Aba da veste dum homem Judeu”, agarrar, significado, 255-258, 261
“dez homens” se agarram, 365, 366
Adoração, milenar, não haverá “Cananeu”, 405-408
Adoração pura, assegurada para sempre, 82
começou a ser estabelecida, 220, 221
Adoração verdadeira, na condição perfeita, 199, 200
preservada para todo o sempre, 394
questão nos tempos modernos, 98-103
Ageu, primeira mensagem, 26-52
segunda mensagem, 54-91
terceira mensagem, 106-115
quarta mensagem, 115-123
dias modernos, começou a ser ouvido, 48-52
“Água para purificação”, 108-110
“Águas vivas”, para toda a humanidade, 385-387
Ajuntamento internacional à cidade de Deus, 254-258
Alegrar-se, por que agora a chamada para, 169-175
Anarquia, colapso da sociedade organizada, motivo, 309, 310, 314
Anel de chancela, importância, 118-122
“‘Angústia de Nações’: Causa, Aviso, Solução”, publicado em 1920 E.C., 373
Anjos, ceifeiros, 101, 102, 104, 362 orientação dos, ao ajuntar “nação santa”, 245
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