BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g97 22/4 pp. 24-25
  • Os fascinantes ritmos do didgeridoo

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Os fascinantes ritmos do didgeridoo
  • Despertai! — 1997
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • Som exclusivo
  • Como se fabrica um didgeridoo
  • Os aborígines australianos: povo pitoresco
    Despertai! — 1994
  • Sou um aborígene australiano
    Despertai! — 1972
  • ‘Quem dera que eu pudesse tocar assim!’
    Despertai! — 1991
  • Música feita no Japão
    Despertai! — 1983
Veja mais
Despertai! — 1997
g97 22/4 pp. 24-25

Os fascinantes ritmos do didgeridoo

DO CORRESPONDENTE DE DESPERTAI! NA AUSTRÁLIA

VENHA conosco assistir a um corroboree aborígine, no Território do Norte da Austrália, a apenas algumas horas de carro de Darwin, a capital do território. Atualmente, grande parte dos corroborees deixaram de ser um prelúdio das guerras tribais, sendo apresentados especialmente como atração turística. É a um destes espetáculos que iremos assistir.

Os dançarinos, com o corpo pintado de cores vivas, estão em pé, esperando a deixa musical para entrar em cena. De repente começa a música, e a tranqüilidade do crepúsculo do interior australiano explode num ritmo forte e pulsante. A música é acompanhada com batidas de dois pauzinhos, percutidos ao compasso do didgeridoo.

Possivelmente poucos fora da Austrália já ouviram o didgeridoo, um instrumento musical exclusivo dos aborígines australianos. Ele geralmente é confeccionado com um ramo oco de eucalipto, e o comprimento preferido é de 1 a 1,5 metro. O instrumentista se senta no chão num dos lados do palco, tocando o seu didgeridoo — um instrumento aparentemente simples, mas fascinante.

Som exclusivo

Embora o didgeridoo produza uma freqüência relativamente constante, de tom grave, monótono e contínuo, pode também criar ritmos e vibrações complexos. Ao mesmo tempo que tem som de instrumento solo, de repente ganha força e sentimento, como se fosse uma orquestra completa.

Antes de os europeus virem à Austrália há uns 200 anos, o didgeridoo era conhecido apenas aos aborígines que vagavam pelas regiões setentrionais da ilha-continente. Nos corroborees, ele provia acompanhamento musical para danças que representavam a criação, segundo a mitologia aborígine. Na época, os que tocavam bem o didgeridoo gozavam de grande admiração, e ainda hoje o instrumentista talentoso é prestigiado na tribo.

Instrumentistas habilidosos com freqüência sobrepõem imitações vocalizadas de animais e de aves às notas fundamentais do didgeridoo. O riso do kookaburra, o uivo do cão selvagem australiano (o dingo), o suave arrulho da pomba e muitos outros sons fazem parte de sua talentosa mímica.

O The New Grove Dictionary of Music and Musicians (Novo Dicionário Grove de Música e Músicos) diz sobre o instrumentista do didgeridoo: “Entre os seus atributos, podemos citar que ele sabe usar a língua na medida certa e com agilidade, tem excelente controle da respiração, cola os lábios com aderência perfeita na extremidade do instrumento, e tem uma incrível memória musical. . . . Embora não disponha de tecnologia nem de recursos materiais, e desconheça o conceito de bocal, palheta, vara ou furos, [o aborígine] conseguiu transformar um instrumento rudimentar num instrumento musical por excelência, usando imaginação musical e habilidades físicas de altíssima categoria.”

Sem dúvida alguma, a característica mais notável da música do didgeridoo é sua nota contínua e monótona. A impressão que se tem é que o instrumentista é dotado de uma capacidade pulmonar infindável, pois pode demorar uns dez minutos até que haja uma pausa.

Como se fabrica um didgeridoo

Com olhos treinados, o artífice nativo vai para a mata atrás de uma árvore adequada de madeira dura, de preferência um eucalipto. Embora se possa usar madeira mais macia, a madeira dura proporciona um tom superior. A árvore precisa ficar mais ou menos próxima a cupinzeiros porque os cupins são os mestres-fabricantes do didgeridoo: eles escavam um oco nos ramos usados para confeccionar o instrumento.

Escolhido o ramo, este é cortado no comprimento desejado. É o comprimento que determina a freqüência do som. Retirada a casca, o alburno é raspado para evitar rachaduras, e limpa-se a parte interna. Se o miolo foi consumido por cupins na medida certa, a abertura deve ser suficiente para se passar uma moeda de bom tamanho. O próximo passo é a decoração, que aliás pode ser bem bonita. Mas o didgeridoo ainda não está pronto para ser tocado.

O instrumentista logo ficaria com a boca esfolada pelo constante atrito da madeira. Para evitar isso, passa-se uma camada de cera de abelha no bocal, deixando um acabamento suave que não machuca a pele. Hoje em dia, porém, muitos digeridoos são produzidos industrialmente, em geral de madeira macia. Mas, em timbre e riqueza, estes últimos geralmente nem se comparam aos produtos artesanais feitos de madeira dura.

Assim, ao passo que o corroboree vai se encerrando e a nossa noite tropical sob as estrelas chega ao fim, o didgeridoo para nós deixou de ser uma simples curiosidade. Na realidade, as harmonias melancólicas do didgeridoo fazem parte da riqueza cultural do povo nativo, amante da música na Austrália.

[Foto na página 24]

O didgeridoo pode ser artisticamente pintado

[Foto na página 25]

Um corroboree aborígine

[Crédito das fotos nas páginas 24, 25]

Páginas 24 e 25: aborígines. Cortesia da Australian Northern Territory Tourist Commission

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar