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BabilôniaEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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Religião. Babilônia era um lugar muito religioso. A evidência derivada de escavações e de textos antigos indica a existência de mais de 50 templos. O principal deus da cidade imperial era Marduque, chamado Merodaque na Bíblia. Sugeriu-se que Ninrode fora deificado como Marduque, mas as opiniões dos peritos variam quanto à identificação de deuses com humanos específicos. Na religião babilônica também se destacavam tríades de divindades. Uma delas, composta de dois deuses e uma deusa, era Sin (o deus-lua), Xamaxe ou Samas (o deus-sol), e Istar; dizia-se que estes eram os governantes do zodíaco. E ainda outra tríade era composta dos diabos Labartu, Labasu e Accazu. A idolatria evidenciava-se em toda a parte. Babilônia, de fato, era “uma terra de imagens entalhadas”, de imundos “ídolos sórdidos”. — Je 50:1, 2, 38.
Os babilônios acreditavam na imortalidade da alma humana. — The Religion of Babylonia and Assyria (A Religião de Babilônia e Assíria), de M. Jastrow, Jr., 1898, p. 556.
Os babilônios desenvolveram a astrologia no empenho de descobrir o futuro do homem nas estrelas. (Veja ASTRÓLOGOS.) A magia, a feitiçaria e a astrologia desempenhavam um papel destacado na religião deles. (Is 47:12, 13; Da 2:27; 4:7) Muitos corpos celestes, por exemplo, planetas, receberam nomes de deuses babilônios. A adivinhação continuava a ser um dos componentes básicos da religião babilônica nos dias de Nabucodonosor, que a usava para tomar decisões. — Ez 21:20-22.
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Babilônia, a GrandeEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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Características da Antiga Babilônia. A fundação da cidade de Babilônia, nas planícies de Sinear, foi simultânea com a tentativa da construção da Torre de Babel. (Gên 11:2-9) A causa popular a ser promovida pela construção da torre e da cidade não era o enaltecimento do nome de Deus, mas que os construtores ‘fizessem para si um nome célebre’. As torres zigurates descobertas não somente nas ruínas da antiga Babilônia, mas também em outras partes da Mesopotâmia, parecem confirmar a natureza essencialmente religiosa da torre original, qualquer que tenha sido sua forma ou estilo. A ação decisiva tomada por Jeová Deus para acabar com a construção do templo claramente condena-a como tendo origem na religião falsa. Ao passo que o nome hebraico dado à cidade, Babel, significa “Confusão”, o nome sumeriano (Ka-dingir-ra) e o nome acadiano (Bab-ilu) significam ambos “Porta de Deus”. De modo que os habitantes remanescentes da cidade alteraram a forma do nome dela para evitar o original sentido condenatório, mas a forma nova ou substituta ainda identifica a cidade com a religião.
A Bíblia alista Babel primeiro ao apresentar ‘o princípio do reino de Ninrode’. (Gên 10:8-10) Em todas as Escrituras Hebraicas, a antiga cidade de Babilônia é destacada como perene inimiga de Jeová Deus e Seu povo.
Embora Babilônia se tornasse a capital dum império político, no sétimo e no sexto século AEC, destacava-se notavelmente em toda a sua história como centro religioso, do qual a influência religiosa se irradiava em muitas direções.
O Professor Morris Jastrow, Jr., na sua obra The Religion of Babylonia and Assyria (A Religião de Babilônia e Assíria, 1898, pp. 699-701), diz a respeito disso: “No mundo antigo, antes do surgimento do cristianismo, o Egito, a Pérsia e a Grécia sentiram a influência da religião babilônica. . . . Na Pérsia, o culto de Mitra revela a inconfundível influência de conceitos babilônicos; e quando é lembrado que grau de importância os mistérios relacionados com este culto adquiriram entre os romanos, acrescenta-se outro elo que liga as ramificações de cultura antiga com a civilização do vale do Eufrates.” Na conclusão, ele menciona “a profunda impressão causada no mundo antigo pelas notáveis manifestações de pensamento religioso em Babilônia e pela atividade religiosa que prevaleceu naquela região”.
A influência religiosa de Babilônia é traçada para o leste, à Índia, no livro New Light on the Most Ancient East (Nova Luz sobre o Mais Antigo Oriente), do arqueólogo V. Childe (1957, p. 185). Entre outros pontos, ele declara: “A suástica e a cruz, comuns em sinetes e placas, eram símbolos religiosos ou mágicos, como em Babilônia e Elão, no mais primitivo período pré-histórico, mas preservam este caráter também na moderna Índia como em outras partes.” De modo que a influência religiosa da antiga Babilônia se espalhou a muitos povos e nações, muito mais longe e com maior potência e persistência do que a sua força política.
Igual à Babilônia mística, a antiga cidade de Babilônia, de fato, sentava-se sobre águas, visto que estava situada às margens do rio Eufrates, e tinha diversos canais e fossos cheios de água. (Je 51:1, 13; Re 17:1, 15) Essas águas serviam de defesa para a cidade, e constituíam vias pelas quais navios traziam riquezas e luxos de muitas fontes. É notável que se retrata a água do Eufrates como se secando antes de Babilônia, a Grande, sofrer o furor do julgamento divino. — Re 16:12, 19.
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