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  • Um paraíso diferente
  • Despertai! — 1998
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Despertai! — 1998
g98 8/8 pp. 25-27

Um paraíso diferente

DO CORRESPONDENTE DE DESPERTAI! NO CANADÁ

DE PÉ no alto do despenhadeiro, mirando o vale lá embaixo, você se impressiona com a extasiante paisagem: colinas onduladas e ravinas íngremes. À sua frente parece haver um infindável mar de capim. Um redemoinho de vento traz o aroma da superperfumada sálvia, a fragrância da pradaria.

Imagine que, há apenas 200 anos, podia-se viajar durante dias sem nunca perder de vista as grandes manadas de bisões-americanos que cobriam as amplas pastagens do Canadá e se podia sentir o chão tremer com o estrondo de milhões de cascos. Nem as famosas migrações de animais na África podiam rivalizar com as dos bisões-americanos que perambulavam por esse vasto mar de capim.

Atualmente, alguns dos únicos vestígios da passagem dos bisões-americanos por aqui são as pedras em que costumavam se coçar. Dá para passar a mão nos cantos gastos e ver as valas que milhares de bisões escavaram ao redor dessas pedras, quando se esfregavam nelas para aliviar a coceira no couro. Os olhos ficam cheios d’água não só por causa do vento forte que sopra do Oeste, mas também devido a um arrebatador êxtase diante das maravilhas da criação que o cercam e invadem seus sentidos. Que lugar é esse? Você está visitando um paraíso diferente.

Um parque diferente

Bem-vindo ao Parque Nacional Grasslands, no sudoeste de Saskatchewan, Canadá — o único parque da América do Norte dedicado a preservar inalterada a pradaria com suas gramíneas diversas. Na realidade o parque tem duas seções: a oriental e a ocidental, 22,5 quilômetros distantes uma da outra. Com o tempo, terá uma área de 900 quilômetros quadrados.

O terreno é acidentado e cheio de obstáculos desafiadores. É melhor explorá-lo a pé ou a cavalo. Quem tem espírito de aventura pode passar várias noites acampado sob as estrelas, mas é preciso estar preparado para levar água suficiente e as provisões necessárias. (Veja o quadro “Exploração de parques”.) Durante uma caminhada pelo parque, não se vê nenhum edifício moderno, nem estradas pavimentadas ou de cascalho, nenhuma linha de transmissão de energia, nenhum aterro sanitário e nem estacionamentos. Talvez não se encontre mais ninguém. De fato é um paraíso diferente. Quando você entra no parque, penetra num mundo de beleza única.

As Grandes Planícies da América do Norte formam um dos ecossistemas mais drasticamente alterados no mundo. Há menos de 200 anos, essa terra estava 100% intocada, selvagem. Na atualidade, no Canadá, por exemplo, menos de 25% da área de pradaria permanece virgem. A idéia de proteger essas pradarias num parque surgiu nos anos 1830. Mais de 100 anos depois, em 1957, a Sociedade de História Natural de Saskatchewan começou a trabalhar em prol da criação de um parque nacional.

Contudo, foi só em 1988 que um acordo federal-provincial criou o Parque Nacional Grasslands. Nas pradarias canadenses esse parque, bem como outros, protege agora 22 plantas, mamíferos e aves que estão na lista oficial de espécies do Canadá ameaçadas de extinção. Além disso, muitas outras são preservadas, algumas das quais não se encontram em mais nenhum lugar no mundo.

O parque Grasslands é um lugar de extremos climáticos. Situado no centro do continente, não sofre o efeito moderador de oceanos. Assim, as temperaturas no inverno podem chegar a -50°C e, no verão, não são incomuns temperaturas de mais de 40°C. Com muito pouca chuva e vento constante, o clima é rigoroso.

No entanto, embora não dê para notar a princípio, há uma abundância de vida selvagem. Com paciência e persistência, em especial por volta do amanhecer ou do anoitecer, talvez você seja recompensado com a oportunidade de fotografar veados, coiotes, linces-vermelhos, lebres, galos-das-artemísias, cascavéis, corujas-do-campo, falcões-ferruginosos, águias-reais, exóticas antilocapras (descritas como provavelmente os mais rápidos dos grandes animais da América do Norte) ou a única colônia de cães-da-pradaria-de-cauda-preta que resta no Canadá. Pode-se ver também muitos outros pássaros, bem como insetos e plantas nativos da região.

A interessante história do lugar

Se decidir visitar esse parque único, incentivamos você a fazer uma pesquisa sobre a região. Descobrirá uma história muito interessante. Por exemplo, ainda existem marcos da histórica Trilha da Farda Vermelha da Polícia Montada do Noroeste. Em 1874, quando ouviu boatos sobre conflitos entre índios e brancos, o governo canadense enviou para o Oeste um destacamento de 300 homens da Polícia Montada a fim de garantir a lei e a ordem. Isso também acalmou a muitos que temiam que o Oeste do Canadá logo fosse ocupado pelos Estados Unidos. Com suas fardas vermelhas e cavalos bem arrumados, a aparência do destacamento era tão impressionante que até hoje a trilha que seguiram é conhecida como Estrada da Farda Vermelha.

É interessante que, em 1878, essa região se tornou o lar de um dos mais temidos guerreiros indígenas da América do Norte, o grande chefe sioux Touro Sentado. Depois da vitória dos sioux sobre as forças de Custer em Little Bighorn, milhares de sioux americanos vieram para essa parte do Canadá fugindo da cavalaria americana.

No parque há cerca de 1.800 sítios arqueológicos significativos ainda mais antigos. Em muitos cumes, topos de colinas e morros isolados encontram-se rochas enormes dispostas em círculos conhecidos como anéis de tepee, ou tipi. Essas rochas antigamente seguravam as coberturas, de couro de bisão, das tepees (tendas) para evitar que o vento as levasse embora. Há também várias trilhas através das quais os índios das planícies conduziam os bisões para matá-los. Há muitos séculos, essa região era uma produtiva zona de caça para as tribos gros ventre, cree, assiniboin, blackfoot e sioux.

Voltando ainda mais no tempo, na seção oriental do parque, encontraram-se restos de dinossauros entre as bem erodidas colinas argilosas das Killdeer Badlands.

Uma linda paisagem

Se a diversidade e a abundância de flora e fauna ou a história fascinante dessa terra não bastarem para deixá-lo assombrado, outras de suas características magníficas e surpreendentes com certeza o deixarão. Há os sons de milhares de espécies de pássaros, o cheiro da sálvia e a agradável sensação do sol e do vento acariciando a sua pele. O sabor do alimento preparado num fogão a gás portátil fica ainda melhor diante da vista panorâmica, um constante banquete para os olhos. Acima de tudo, pode-se ver livremente o horizonte num ângulo de 360 graus, em especial ao longo da Trilha das Duas Árvores, na seção ocidental do parque. O imenso e límpido céu azul é enfeitado, de vez em quando, por uma nuvem branca e fofinha que fica pairando no alto como uma montanha flutuante. As paisagens surpreendentes transmitem uma fantástica sensação de liberdade e, ao mesmo tempo, de insignificância e reverência.

Nas pradarias, o importante não é apenas o que se vê, mas também o que se sente. São as sensações em relação ao lugar que o atrairão de volta a esse paraíso diferente. Depois de uma experiência que enche o coração de gratidão, seus pensamentos o induzirão a louvar o Grandioso Criador, Jeová, que fez tudo isso. Logo chegará o há muito aguardado dia em que a Terra inteira será um paraíso com todas as suas belezas naturais.

[Quadro na página 26]

Exploração de parques

Lembre-se de:

1. Inscrever-se na administração do parque e obter um pacote de informações antes de entrar nele.

2. Levar um bom suprimento de água potável. Só existe água potável no Centro de Informações do parque.

3. Usar um chapéu e sapatos resistentes e confortáveis que cubram os tornozelos para protegê-los dos cactos espinhentos.

4. Levar uma vara e vasculhar à frente ao caminhar no meio do capim alto ou dos arbustos.

5. Se você tem câmera e binóculos, leve-os. A melhor hora para observar os animais é ao amanhecer e ao anoitecer.

AVISO: Não coloque a mão ou o pé em lugares que não enxerga. As cascavéis atacam quando encurraladas ou surpreendidas. É ilegal perseguir ou caçar animais num parque nacional.

[Crédito das fotos na página 25]

Fotos: Parks Canada

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