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  • Como consolar adultos com traumas de infância
  • Despertai! — 1993
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Despertai! — 1993
g93 8/10 p. 14

Como consolar adultos com traumas de infância

ERA um expansivo jovem casal, muito respeitado na congregação. Mas havia um tom de urgência quando o marido pediu que o ancião os visitasse, e a esposa estava com lágrimas nos olhos. Ela sofria de crises de depressão profunda e ódio de si mesma, até mesmo com idéias de suicídio. Ela sofrera abusos sexuais quando criança. Grato de que a organização de Jeová tem suprido instruções sobre como ajudar as vítimas de tais crimes, o ancião estudou as cartas da Sociedade aos anciãos, bem como os artigos na Despertai! de 8 de outubro de 1991, e o artigo na Sentinela de 1.º de outubro de 1983 que tratam deste assunto. A seguir, alguns pontos úteis tirados dessas fontes.

1. Escute, escute, escute. Quando uma criança esfola o joelho, seu primeiro impulso é correr para a mamãe ou para o papai em busca de consolo. Mas uma criança que sofreu abusos talvez jamais teve essa opção. Portanto, ao se tornar adulta, a pessoa ainda tem essa mesma necessidade — falar, desabafar, ser consolado por um ouvinte compreensivo. (Compare com Jó 10:1; 32:20.) Quando o ancião visitou o casal acima mencionado, o marido ficou surpreso de quão pouco o ancião falou e o quanto escutou. Homem muito prático e prestativo, o marido constatou que estava tentando resolver o problema conciliando a emoção com a lógica, tentando corrigir sentimentos que lhe pareciam irracionais. Ele aprendeu que sua esposa precisava mais de empatia do que de respostas. (Compare com Romanos 12:15.) Ela precisava ouvir que tinha razões válidas para se sentir do jeito que se sentia.

2. Exponha as mentiras. O abuso ensina às crianças que elas são imundas, indignas de ser amadas e imprestáveis. Como no caso das doutrinas religiosas falsas, tais conceitos podem tornar muito difícil uma relação sadia com Jeová. Portanto, exponha as mentiras e substitua-as pela verdade — de modo gentil, repetido, paciente. Arrazoe à base das Escrituras. (2 Coríntios 10:4, 5) Por exemplo: “Eu entendo que você se sinta imunda. Mas o que acha Jeová a seu respeito? Se ele permitiu que seu Filho morresse e suprisse um resgate para você, não significa isso que ele a ama? (João 3:16) Aos Seus olhos, o abuso tornou você imunda ou tornou imundo o abusador? Lembre-se, Jesus disse: ‘Não há nada de fora dum homem passando para dentro dele que possa aviltá-lo; mas as coisas que procedem do homem são as que aviltam o homem.’ (Marcos 7:15) Será que o abuso realmente procedeu de você, uma criancinha? Ou será que o abusador intentou isso na sua própria mente?”

3. Fale consoladoramente. Cada pessoa é ímpar, portanto, o conselho de Paulo de ‘falar consoladoramente às almas deprimidas’ aplica-se de maneira diferente em cada caso. (1 Tessalonicenses 5:14) Uma conversa simplista, contudo, raramente parece consolar. Por exemplo, meramente dizer a uma ex-vítima de abuso que leia mais a Bíblia, que pregue mais, ou que ‘simplesmente lance o seu fardo sobre Jeová’ — por mais úteis que sejam essas sugestões às vezes — talvez não produzam resultados. (Salmo 55:22; compare com Gálatas 6:2.) Muitos já fazem essas coisas da melhor maneira que podem e se incriminam impiedosamente por não fazerem melhor. — Compare com 1 João 3:19, 20.

Similarmente, dizer a ex-vítimas de abuso que simplesmente esqueçam o passado pode causar mais mal do que bem. Se pudessem, provavelmente já o teriam feito — e não precisariam de ajuda para chegar a uma solução tão simples.a Lembre-se, elas sofrem de um grave trauma emocional. Para efeito de comparação, imagine deparar-se com uma vítima de um acidente de carro gemendo em meio às ferragens. Dir-lhe-ia simplesmente que não pensasse na dor? Obviamente, é necessário mais.

Se não tiver certeza de que aquilo que você diz é consolador e útil, por que não pergunta ao deprimido? Afinal, até mesmo os conselhos corretos e bíblicos precisam ser tanto oportunos como apropriados. — Compare com Provérbios 25:11.

Depois de algumas visitas, a irmã passou a ver alguma melhora no seu enfoque, e seu marido estava melhor preparado para ajudá-la nos tempos difíceis. Desde então ambos têm conseguido falar consoladoramente a outros que passam por traumas similares. Como fortalece a fé ver que Jeová, “o Deus de todo o consolo”, opera através de sua Palavra e de seu povo para “pensar os quebrantados de coração” nestes tempos atribulados! — 2 Coríntios 1:3; Isaías 61:1.

[Nota(s) de rodapé]

a É verdade que o apóstolo Paulo aconselhou os cristãos a ‘se esquecerem das coisas atrás’. Mas Paulo referia-se aqui ao seu anterior prestígio e sucesso no mundo, que agora eram “uma porção de refugo” para ele. Ele não se referia a suas tribulações passadas, sobre as quais falou abertamente. — Filipenses 3:4-6, 8, 13; compare com 2 Coríntios 11:23-27.

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