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Conheça a Jeová e sirva a eleViva Tendo em Mente o Dia de Jeová
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SEÇÃO 2
Conheça a Jeová e sirva a ele
O que os livros dos 12 profetas contêm que nos faz querer conhecer ainda melhor a Jeová? Por que as mensagens de Jeová transmitidas por esses profetas são tão úteis hoje? Ao considerar os Capítulos 4 a 7 deste livro, encontrará indicações sobre como adorar a Deus e viver segundo seus padrões. Por exemplo, o que ele espera de você quanto a exercer a justiça nos seus tratos com outros? Sem dúvida, verá que esses 12 livros proféticos podem melhorar a sua vida hoje.
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Jeová — o Deus que cumpre o que predizViva Tendo em Mente o Dia de Jeová
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CAPÍTULO QUATRO
Jeová — o Deus que cumpre o que prediz
1, 2. (a) Por que alguns talvez achem que ninguém controla os assuntos humanos? (b) Como os 12 profetas retratam a personalidade de Jeová?
MUITAS pessoas acham que estão perdendo o controle de sua vida. E, com base nas notícias que leem, concluem que a inteira raça humana se encontra numa espiral descendente. Os esforços para remediar os males do mundo parecem apenas complicar uma situação já sem esperança. Vale mencionar que alguns dos 12 profetas em consideração enfrentaram preocupações comparáveis a essas, e eles transmitiram mensagens de esperança que podem nos beneficiar e ser usadas para consolar outros. — Miqueias 3:1-3; Habacuque 1:1-4.
2 A questão fundamental nesses livros proféticos é que Jeová, o Soberano do Universo, exerce pleno controle sobre os assuntos humanos e se interessa muito pelo nosso bem-estar. De fato, cada um de nós pode dizer: “Ele se interessa pelo meu bem-estar.” Os 12 profetas fazem uma bela descrição de “Jeová dos exércitos”. Deus pode ‘tocar na Terra de modo que ela se derreta’, mas ele garante ao seu povo: “Aquele que toca em vós, toca no globo do meu olho.” (Zacarias 2:8; Amós 4:13; 9:5) Não acha comovente ler trechos bíblicos que ilustram como os tratos de Deus são governados pelo amor, e como ele é misericordioso e perdoador? (Oseias 6:1-3; Joel 2:12-14) É verdade que os escritos desses profetas não abordam cada aspecto da personalidade de Deus; para isso são necessários todos os 66 livros da Bíblia. Mesmo assim, esses 12 livros nos oferecem um belo quadro dos tratos e da personalidade atraente de Deus.
3. Como os 12 profetas evidenciam que Jeová é um Deus de objetivos?
3 Os escritos dos 12 profetas podem fortalecer nossa certeza na confiabilidade de Jeová como Profetizador e infalível Cumpridor de objetivos. Eles confirmam que ele por fim estabelecerá um paraíso terrestre sob um governo divino. (Miqueias 4:1-4) Alguns desses profetas descrevem como Jeová preparou o caminho para a vinda do Messias e para o resgate que libertaria a humanidade do pecado e da morte. (Malaquias 3:1; 4:5) Por que é vital saber tudo isso?
UM SOBERANO AMOROSO EXERCE O CONTROLE
4, 5. (a) Que verdade fundamental sobre Deus enfatizaram os 12 profetas? (b) Como o poder soberano de Jeová influi em você?
4 Como vimos no capítulo anterior, Satanás lançou um desafio ao direito de Deus governar. A rebelião contra a autoridade de Jeová — e a suspeita quanto à Sua motivação — levaram alguns no céu a desobedecer a Deus e causar danos na Terra. Assim, é óbvio que o respeito e a submissão à soberania de Jeová são necessários para a plena ordem no Universo e a paz entre os humanos. Por isso, Jeová decidiu corretamente vindicar sua soberania. Vejamos como os 12 livros proféticos nos ajudam a entender melhor esse assunto.
5 Como mensageiros de Jeová, os profetas enfatizaram Sua posição enaltecida. Por exemplo, ao engrandecer o nome e a soberania do Todo-Poderoso, Amós usa 21 vezes a expressão “Soberano Senhor”. Isso mostra que o Deus verdadeiro é infinitamente grande e que nada está fora de seu alcance. (Amós 9:2-5; veja o quadro “Jeová, o Todo-Poderoso”.) Jeová é o único Soberano legítimo do Universo, incomparavelmente superior a ídolos sem vida. (Miqueias 1:7; Habacuque 2:18-20; Sofonias 2:11) A posição de Jeová como Criador de todas as coisas lhe dá o direito inerente de exercer o poder soberano sobre todos. (Amós 4:13; 5:8, 9; 9:6) Por que isso é importante para você?
6. De que modo todos os humanos estão envolvidos no cumprimento do propósito de Deus?
6 Se você já sofreu discriminação, injustiça ou preconceito, console-se em saber que o amoroso Soberano se preocupa com todos. Jeová tinha uma relação especial com uma antiga nação; no entanto, ele anunciou sua decisão de beneficiar pessoas de todas as nações e línguas. Ele é o ‘verdadeiro Senhor de toda a Terra’. (Miqueias 4:13) Jeová prometeu que seu nome “será grande entre as nações”. (Malaquias 1:11) Visto que nosso Pai celestial se dá a conhecer a todos sem parcialidade, “homens dentre todas as línguas das nações” entusiasticamente aceitam seu convite para se tornarem seus adoradores. — Zacarias 8:23.
7. Por que é importante o significado do nome de Jeová?
7 Conhecer a Deus e seus propósitos tem grande relação com o seu nome. (Salmo 9:10) Nos dias de Miqueias, o nome de Jeová era difamado, porque muitos que levavam seu nome eram crassamente desobedientes. O profeta foi inspirado a enfatizar a “superioridade do nome de Jeová” e a destacar que ‘a pessoa de sabedoria prática temerá o nome de Deus’. (Miqueias 5:4; 6:9) Por quê? Qualquer esperança confiável que você tenha quanto a um futuro eterno envolve o profundo significado desse nome, ou seja: “Ele Causa que Venha a Ser”. Leia Joel 2:26 e pense na alegria de levar esse nome e de falar a outros sobre o único Deus que pode tornar-se o que for preciso para beneficiar todas as suas criaturas. Deus tem mostrado capacidade ilimitada de fazer com que as coisas aconteçam. O cumprimento de inúmeras profecias proclamadas pelos 12 profetas prova isso.
8. De que maneiras o nome de Jeová motiva você?
8 Milhões de pessoas já se beneficiaram de aprender que Jeová pode fazer com que se realize, ou se cumpra, qualquer coisa que ele deseje. Joel indicou isso nas famosas palavras citadas por escritores cristãos: “Todo aquele que invocar o nome de Jeová salvar-se-á.” (Joel 2:32; Atos 2:21; Romanos 10:13) Será que nos identificamos com a afirmação de Miqueias, a saber, que ‘da nossa parte andaremos no nome de Jeová, nosso Deus, para todo o sempre’? (Miqueias 4:5) De fato, em períodos de perseguição ou de aflição pessoal, podemos confiantemente ‘nos refugiar no nome de Jeová’. — Sofonias 3:9, 12; Naum 1:7.
9. Quão amplo é o controle de Deus sobre os governantes humanos?
9 A leitura desses livros proféticos reforçará sua convicção de que Jeová tem controle até mesmo sobre governantes humanos e poderosos tomadores de decisão. Ele tem a capacidade de fazê-los agir segundo a Sua vontade. (Provérbios 21:1) Veja o caso de Dario, o Grande, da Pérsia. Os inimigos da adoração verdadeira queriam que ele impedisse a reconstrução do templo de Jeová em Jerusalém. Aconteceu exatamente o contrário! Por volta de 520 AEC, Dario revalidou o decreto de Ciro e apoiou a construção dos judeus. Quando surgiram outros obstáculos, a mensagem de Deus ao governador judeu Zorobabel foi: “‘Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito’, disse Jeová dos exércitos. Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície.” (Zacarias 4:6, 7) Nenhum obstáculo impedirá que Jeová destrua o atual perverso sistema mundial e estabeleça um paraíso para o usufruto de seus adoradores. — Isaías 65:21-23.
10. Qual é o alcance do controle de Deus, e por que isso é digno de nota?
10 Além disso, Jeová controla as forças da natureza, que ele poderá usar para destruir seus inimigos, se assim o decidir. (Naum 1:3-6) Enfatizando como Jeová pode proteger seu povo, Zacarias usou linguagem simbólica: “O próprio Jeová será visto sobre eles e sua flecha há de sair como raio. E o próprio Soberano Senhor Jeová tocará a buzina e ele há de andar com os vendavais do sul.” (Zacarias 9:14) Assim sendo, será que vai ser difícil para Deus provar sua supremacia sobre as nações ímpias de nossos dias? De modo algum! — Amós 1:3-5; 2:1-3.
CONFIÁVEL CUMPRIDOR DE PROMESSAS
11, 12. (a) Por que Nínive era considerada invencível? (b) O que aconteceu com Nínive, em cumprimento da palavra profética de Deus?
11 Suponha que você tivesse vivido no nono século AEC onde hoje é o Oriente Médio. De que grande cidade certamente teria ouvido falar? Nínive, sem dúvida. Ela era uma importante cidade assíria na margem leste do rio Tigre, a uns 900 quilômetros a nordeste de Jerusalém. Provavelmente teria ouvido informações sobre seu impressionante tamanho — uns 100 quilômetros de perímetro! Os que a visitavam comparavam seu esplendor ao de Babilônia, com seus palácios reais, templos, ruas largas, jardins públicos e uma notável biblioteca. Além do mais, estrategistas militares falavam de suas maciças e impenetráveis muralhas externas e internas.
12 “Invencível!” Muitos devem ter exclamado isso ao falar de Nínive. Mas alguns profetas da pequena nação de Judá afirmavam que Jeová condenara à destruição essa “cidade de derramamento de sangue”. Por causa da boa reação do povo à mensagem de Jonas, Deus a poupara temporariamente da destruição. Mas os ninivitas recaíram no seu velho proceder perverso. Naum predisse: “Nínive . . . , a espada te decepará . . . Não há alívio da tua catástrofe.” (Naum 3:1, 7, 15, 19; Jonas 3:5-10) Mais ou menos nessa mesma época, Deus predisse por meio de Sofonias que Nínive se tornaria um “baldio desolado”, ou deserto. (Sofonias 2:13) Será que a invencível potência política da época seria derrubada em cumprimento da palavra de Jeová? A resposta veio por volta de 632 AEC, quando os babilônios, os citas e os medos sitiaram Nínive. Inundações repentinas corroeram as muralhas e os agressores romperam suas defesas. (Naum 2:6-8) A ex-poderosa cidade logo virou um montão de ruínas. Até hoje Nínive permanece desabitada.a “A cidade rejubilante” não pôde impedir o cumprimento da palavra de Deus! — Sofonias 2:15.
13. Que evidências de profecias cumpridas se encontram nos 12 profetas?
13 O que aconteceu com Nínive é apenas um exemplo de profecia cumprida. Veja um mapa atual do Oriente Médio. Consegue encontrar Amom, Assíria, Babilônia, Edom ou Moabe? Não. Embora houvesse tempo em que tais nações se destacavam, os 12 profetas predisseram seu fim. (Amós 2:1-3; Obadias 1, 8; Naum 3:18; Sofonias 2:8-11; Zacarias 2:7-9) Uma por uma essas nações deixaram de existir. Jeová disse que elas se extinguiriam, e assim se deu. E a predição desses profetas, de que um restante de judeus retornaria do cativeiro em Babilônia, se cumpriu — o retorno aconteceu.
14. Por que você pode confiantemente fazer sua vida girar em torno das promessas de Jeová?
14 Como essas evidências da capacidade profética de Jeová influem na sua confiança? Você pode ter certeza de que Jeová cumprirá suas promessas; ele é o Deus “que não pode mentir”. (Tito 1:2) Além disso, na sua Palavra, Deus nos informa o que precisamos saber. Você pode fazer a sua vida girar em torno de fazer a vontade de Jeová e confiar nas suas palavras proféticas. As profecias nesses 12 livros não são meros exemplos de predições cumpridas no passado. Muitas delas se cumprem agora ou se cumprirão em breve. Assim, os registros nesses 12 livros podem fortalecer sua confiança de que as profecias a respeito dos nossos dias, e a respeito do futuro, se cumprirão. Leve-as a sério.
Nínive parecia invencível, mas como se cumpriu a profecia de Jeová?
UM PAI QUE SE IMPORTA
15. Como a experiência de Miqueias pode ajudá-lo a enfrentar problemas pessoais?
15 A confiabilidade de Deus não é apenas com respeito ao que acontecerá com as nações ou no cenário geral do mundo. Jeová prediz e cumpre coisas que podem influir em você pessoalmente. Como assim? Digamos que você tenha certo problema pessoal. Você sabe que não é mera questão de achar uma pessoa compreensiva — você precisa de alguém de confiança para ajudá-lo. No oitavo século AEC, Miqueias deve ter-se sentido muito solitário ao enfrentar o orgulhoso povo de Judá. Talvez parecesse que ele era a única pessoa fiel no mundo, e que não podia confiar nem mesmo na sua família. Por todos os lados havia pessoas sanguinárias, falsas e corruptas. Apesar disso, as promessas divinas de cuidar dos fiéis, independentemente do que outros pudessem fazer, o reanimavam. Você também pode se consolar com isso; em especial se, como adorador de Jeová, você é parte da minoria ou se sente solitário, cercado de pessoas que não honram a Deus. — Miqueias 7:2-9.
16. Por que se pode ter certeza de que Deus observa a corrupção e a opressão, e libertará os justos?
16 Os ricos e poderosos em Judá e em Israel se tornaram gananciosos e injustos, como muitas vezes acontece hoje em dia. Impostos excessivos e apoderação de terras resultavam na escravidão ilegal. Os pobres eram tratados com indiferença, até mesmo com crueldade. (Amós 2:6; 5:11, 12; Miqueias 2:1, 2; 3:9-12; Habacuque 1:4) Por meio de seus mensageiros, Deus deixou claro que não tolera a corrupção nem a opressão, e que punirá transgressores habituais. (Habacuque 2:3, 6-16) Ele prediz que “resolverá as questões com respeito a poderosas nações”, e que seus servos aprovados “realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer”. (Miqueias 4:3, 4) Imagine o alívio! Deus predisse e cumpriu muitas outras coisas. Não lhe dá isso a certeza de que essa promessa também se cumprirá?
17, 18. (a) Por que Deus oferece esperança para as pessoas? (b) Como devemos encarar a disciplina de Jeová?
17 Jeová não cumpre suas promessas apenas para mostrar sua capacidade de predição, como que para impressionar humanos. Seus atos são motivados pelo amor baseado em princípios, pois “Deus é amor”. (1 João 4:8) Lembre-se de Oseias, que viveu no oitavo século AEC. Assim como sua esposa, Gômer, foi infiel, os israelitas foram infiéis a Jeová. A sua idolatria era comparável ao adultério; eles misturavam a adoração de Baal com a adoração pura de Jeová. Além disso, simbolicamente ‘cometeram fornicação’ com a Assíria e com o Egito. Como Jeová reagiu? Oseias devia procurar trazer de volta sua esposa infiel. Por amor, Jeová procurou trazer de volta seu povo. “Continuei a puxá-los com as cordas do homem terreno, com os cordões do amor, . . . e suavemente eu levei alimento a cada um.” (Oseias 2:5; 11:4) Com arrependimento sincero, eles poderiam ser perdoados por Deus, tornando possível normalizar sua relação com ele. (Oseias 1:3, 4; 2:16, 23; 6:1-3; 14:4) Não se sente comovido com o afeto de Jeová? Pergunte-se: ‘Se Jeová foi tão afetuoso no passado, será que não posso ter certeza de seu amor e de seu leal, terno, imutável e infinito afeto?’ — Oseias 11:8.
18 Os 12 livros proféticos o ajudam também a ver que o amor de Deus pode incluir a correção. Ele garantiu a seu povo transgressor que ‘não o aniquilaria completamente’. (Amós 9:8) Quando foi necessário, Deus não deixou de punir, mas que alívio deve ter sido saber que a punição seria temporária! Malaquias 1:6 compara Jeová a um pai amoroso. Você sabe que um pai pode disciplinar seus filhos amados, a fim de corrigi-los. (Naum 1:3; Hebreus 12:6) Mas o amor do Pai celestial evita que ele se irrite com facilidade, e Malaquias 3:10, 16 confirma que ele recompensará generosamente seus servos.
19. Que autoanálise devemos fazer?
19 Malaquias começa seu livro com esta garantia: “‘Eu vos amei’, disse Jeová.” (Malaquias 1:2) Ao refletir sobre essa garantia divina dada a Israel, pergunte-se: ‘Estou fazendo algo que me impeça de ser amado por Deus? Que aspectos do amor de Deus eu gostaria de conhecer e sentir mais plenamente?’ Sentir em profundidade o amor de Deus lhe dará cada vez mais certeza de seu eterno afeto.
O PERDÃO ABRE O CAMINHO PARA A SALVAÇÃO
20. Como o perdão divino abre o caminho para a salvação?
20 Ao ler esses livros proféticos, notará que, às vezes, Jeová predisse calamidades. Por quê? Em muitos casos, era para mover seu povo ao arrependimento. Para esse fim, ele permitiu que estrangeiros destruíssem Samaria em 740 AEC e Jerusalém em 607 AEC. As predições de Deus se cumpriram; no entanto, mais tarde ele permitiu que os arrependidos voltassem para sua terra. De fato, esses livros acentuam que Deus perdoa bondosamente e restabelece os que abandonam o pecado e se voltam para ele. (Habacuque 3:13; Sofonias 2:2, 3) Miqueias foi movido a proclamar: “Quem é Deus como tu, perdoando o erro e passando por alto a transgressão do restante da sua herança? Certamente não se aferrará à sua ira para todo o sempre, pois se agrada na benevolência.” (Miqueias 7:18; Joel 2:13; Zacarias 1:4) O cumprimento de profecias confirma isso.
21. (a) O que os 12 profetas indicaram a respeito do Messias? (b) Que profecias messiânicas você acha especialmente interessantes?
21 Com relação a uma base legal permanente para o perdão duradouro, Jeová predisse a vinda do Messias, que sacrificaria sua vida humana como “resgate correspondente” pela humanidade pecaminosa. (1 Timóteo 2:6) Amós indicou uma restauração que seria realizada pelo Messias, filho de Davi. (Amós 9:11, 12; Atos 15:15-19) Miqueias até mesmo indicou o lugar do nascimento de Jesus, que traria benefícios vitalizadores para todos os que exercessem fé no seu sacrifício. (Miqueias 5:2) E Zacarias falou do “Renovo”, Jesus, que ‘se assentaria e governaria no seu trono’. (Zacarias 3:8; 6:12, 13; Lucas 1:32, 33) Sua fé sem dúvida se fortalecerá ao examinar mais a fundo essas profecias. — Veja o quadro “Principais profecias a respeito do Messias”.
22. Como sua confiança em Jeová é fortalecida pelo que os 12 profetas revelam a respeito dele?
22 Ao ler as mensagens dos 12 profetas, sua confiança na vitória final de Deus aumentará. Jeová é nosso Defensor, e ele fará com que prevaleça a verdadeira justiça. A palavra de Deus permanece firme. Ele não abandona os acordos feitos com seu povo; ele zela pelos seus servos e livra-os de todos os opressores. (Miqueias 7:8-10; Sofonias 2:6, 7) Jeová não mudou. (Malaquias 3:6) É muito animador saber que para ele não há problemas ou barreiras na realização de seus objetivos. Quando ele diz que seu dia de julgamento chegará, isso sem falta acontecerá. Portanto, mantenha-se atento ao dia de Jeová! “Jeová terá de tornar-se rei sobre toda a terra. Naquele dia Jeová mostrará ser um só e seu nome um só.” (Zacarias 14:9) Ele prediz isso; ele o cumprirá.
a Em novembro de 2002, antes da guerra no Iraque, o professor Dan Cruickshank visitou a região. Ele disse num programa de televisão da BBC: “À beira [da cidade] de Mossul ficam as vastas ruínas da cidade de Nínive, que . . . junto com as de Nimrud . . . foram escavadas entusiasticamente por arqueólogos britânicos a partir dos anos 1840. . . . A exploração dessas cidades assírias significou nada menos que a descoberta de uma civilização há muito perdida — quase mítica — que só era conhecida à base de breves, enigmáticas e nada lisonjeiras descrições na Bíblia.”
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‘Procure a Jeová’ praticando a adoração que ele aprovaViva Tendo em Mente o Dia de Jeová
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CAPÍTULO CINCO
‘Procure a Jeová’ praticando a adoração que ele aprova
1. Que bênçãos você tem junto com o povo de Deus?
COMO é grande seu privilégio de conhecer o Deus que cumpre profecias! Você pode desfrutar das condições sobre as quais o profeta Oseias escreveu: “Vou tomar-te por noiva em fidelidade; e certamente conhecerás a Jeová.” Oseias estava descrevendo uma condição segura, comparável a um paraíso, que o povo de Deus teria ao voltar do exílio em Babilônia. De modo similar, o povo de Deus nos tempos modernos desfruta de prosperidade e segurança espirituais; sua situação é comparável a um paraíso. (Oseias 2:18-20) Você agora leva o nome de Deus como um de seus servos dedicados — uma Testemunha de Jeová — e deseja continuar a levar esse nome. — Isaías 43:10, 12; Atos 15:14.
Amós
2, 3. (a) Por que Jeová chegou a odiar o modo de adoração de seu povo do passado? (b) Por que devemos dar consideração às mensagens dos profetas?
2 O Israel antigo era uma nação dedicada a Jeová. Ele lhes deu um conjunto de regulamentos que nenhuma outra nação recebeu. (Deuteronômio 4:33-35) No entanto, no fim do nono século AEC, a situação dos israelitas havia mudado tanto que Deus fez com que o profeta Amós lhes dissesse: “Odiei, rejeitei as vossas festividades . . . Se me oferecerdes holocaustos, mesmo nas vossas oferendas não terei prazer.” (Amós 5:21, 22) Embora Deus não diga algo assim à sua congregação mundial da atualidade, pode imaginar como você se sentiria caso ouvisse essa avaliação de sua adoração? Será que temos aqui uma lição para cada um de nós?
3 Naqueles dias, o povo de Deus afirmava que adorava a Jeová do modo como ele aprovava. No entanto, muitos deles serviam a deuses pagãos, como o cananeu Baal e as imagens de bezerro, ou ofereciam sacrifícios nos altos. Curvavam-se diante do “exército dos céus” e, ao mesmo tempo, faziam votos a Jeová. Assim, o Deus verdadeiro enviou profetas para exortar o povo a retornar a ele por meio da adoração pura. (2 Reis 17:7-17; 21:3; Amós 5:26) É evidente, portanto, que mesmo entre os servos dedicados de Deus pode haver aspectos que necessitem de atenção — ações ou atitudes que devem ser examinadas para se ter certeza de que refletem a adoração que Jeová aprova.
“CONHECIMENTO DE DEUS”
4. Que condições existiam no reinado do Rei Jeroboão II?
4 Pense no período em que os primeiros dos 12 profetas falaram em nome de Deus. Predizia-se que o dia de Jeová golpearia o reino de Israel, de dez tribos. Superficialmente, porém, prevalecia um ar de prosperidade. Assim como Jonas havia profetizado, o Rei Jeroboão II restaurou a fronteira de Israel desde as proximidades de Damasco, no norte, até o mar Morto. (2 Reis 14:24-27) Embora Jeroboão fizesse o que era mau, Jeová foi paciente, pois não desejava eliminar Israel da face da Terra. Ele deu tempo para os israelitas se arrependerem, a fim de ‘buscarem a Jeová e continuarem vivendo’. — Amós 5:6.
5. O que faltava aos israelitas que fez com que Jeová os rejeitasse?
5 Os prósperos israelitas poderiam ter usado esse tempo para voltar para Jeová, por vir a conhecê-lo melhor e fazer o que ele aprovava. Mas eles eram autoconfiantes, achando que ‘a calamidade não chegaria perto nem os atingiria’. (Amós 9:10) Pode-se dizer que se esqueceram de Jeová porque ‘se fartaram e seu coração começou a se enaltecer’. (Oseias 13:6) Não devemos achar que isso seja mera história antiga que não nos afeta. Note por que Jeová tinha uma causa jurídica contra Israel: “Visto que tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei para que não me sirvas como sacerdote.” Os israelitas eram dedicados a Jeová e estavam rodeados de familiares dedicados. Individualmente, porém, faltava-lhes o verdadeiro “conhecimento de Deus”. — Oseias 4:1, 6.
6. Em que sentido faltava aos israelitas conhecimento sobre Deus?
6 Não era o caso de eles nunca terem ouvido as palavras de Deus, que os pais israelitas tinham de ensinar aos filhos. Provavelmente a maioria deles tinha ouvido falar de relatos bíblicos nas conversas de seus pais com outros, ou nas reuniões públicas. (Êxodo 20:4, 5; Deuteronômio 6:6-9; 31:11-13) Por exemplo, eles ouviram falar do que aconteceu quando Arão fez um bezerro de ouro enquanto Moisés estava no monte Sinai para receber os Dez Mandamentos. (Êxodo 31:18–32:9) Assim, os israelitas nos dias dos profetas tinham algum conhecimento da Lei e haviam ouvido relatos históricos. Não obstante, o conhecimento deles era inoperante, pois não os movia a adorar a Deus do modo como ele queria.
Como a pessoa talvez comece a se esquecer de Jeová?
7. (a) Por que os israelitas desobedeciam com tanta facilidade? (b) Como um cristão pode ‘começar a esquecer-se Daquele que o fez’?
7 Talvez se pergunte: ‘Como foi possível os israelitas serem induzidos tão facilmente à desobediência?’ Oseias explica: “Israel começou a esquecer-se Daquele que o fez.” (Oseias 8:14) A forma do verbo hebraico original é bem traduzida por “começou a esquecer-se”. Os israelitas não sofreram subitamente de amnésia a respeito de Jeová. Em vez disso, aos poucos perderam de vista a importância de adorá-lo do modo como ele aprova. Acha que um cristão poderia cair nessa armadilha? Veja, como exemplo, um homem que leva a sério seu dever de prover o sustento da família. (1 Timóteo 5:8) Assim sendo, com razão ele considera importante seu serviço secular. Talvez surja determinada situação e ele conclua que precisa faltar a algumas reuniões cristãs a fim de trabalhar. Com o tempo, isso se torna frequente. Aos poucos, seu vínculo com Deus enfraquece — ele ‘começa a esquecer-se Daquele que o fez’. Algo parecido pode acontecer com um cristão cujos pais ou outros parentes não são adoradores de Jeová. Ele se depara com as questões: quanto tempo vou reservar para eles e quando? (Êxodo 20:12; Mateus 10:37) E que dizer sobre decidir quanto tempo e atenção dedicar a viagens, passatempos ou diversão?
8. Nos dias de Amós, o que significava ter “limpeza de dentes”?
8 Nós estudamos a Palavra de Deus e pomos em prática o que aprendemos. Ainda assim, cada um de nós deve considerar uma expressão usada no livro de Amós: “Limpeza de dentes.” Por meio de Amós, Deus advertiu Seu povo: “Também eu, da minha parte, vos dei limpeza de dentes em todas as vossas cidades e carência de pão em todos os vossos lugares.” (Amós 4:6) Essa limpeza de dentes não era por escová-los. Devia-se à falta de comida, ou fome. Além do mais, era um alerta sobre “uma fome, não de pão, e uma sede, não de água, mas de se ouvirem as palavras de Jeová”. — Amós 8:11.
É possível que um cristão sinta fome mesmo tendo fartura espiritual?
9, 10. (a) Como é possível que um cristão venha a sofrer de inanição espiritual? (b) Por que precisamos estar alertas aos perigos da inanição espiritual?
9 Em sentido espiritual, as palavras de Amós se cumprem na lamentável condição da cristandade. Em contraste com isso, “as comportas dos céus” estão abertas para os servos de Deus no mundo inteiro. Eles são abençoados com amplas provisões espirituais. (Malaquias 3:10; Isaías 65:13, 14) Mas o cristão talvez se pergunte: ‘Até que ponto me beneficio desse alimento espiritual?’ Curiosamente, alguns pesquisadores descobriram que animais de laboratório com lesões no centro da fome, no cérebro, perderam o apetite a ponto de morrerem de fome em meio a uma fartura de comida! Poderia o “centro da fome” de um cristão ser afetado a ponto de sofrer de inanição, mesmo tendo fartura de alimento espiritual?
10 Considerando sua situação pessoal, pense no seguinte: Jeová proveu os israelitas de uma fartura de alimento espiritual. Eles tinham a Lei, que podia fortalecer sua relação com ele; tinham um programa de ensino para inculcar os conhecimentos sobre Deus nos filhos e os profetas para ajudá-los a conhecer a vontade de Deus. Mesmo assim, aos poucos se esqueceram de Jeová. A Bíblia diz que nos dias de Oseias eles “fartaram-se [materialmente] e seu coração começou a enaltecer-se”. (Oseias 13:6; Deuteronômio 8:11; 31:20) Se não queremos que a nossa situação material interfira no nosso vínculo com Deus, temos de estar alertas a esse perigo diariamente. — Sofonias 2:3.
DÊ ATENÇÃO AOS ASSUNTOS MAIS IMPORTANTES
11, 12. (a) Durante o reinado do Rei Uzias, por que os profetas precisavam incentivar o povo a retornar a Jeová? (b) Que necessidade Joel destacou?
11 Enquanto Jeroboão II reinava em Israel, Uzias (também chamado de Azarias) governava em Judá. Ele estendeu seu território e expandiu Jerusalém. Uzias ‘demonstrava ter força num grau extraordinário’, porque ‘o Deus verdadeiro continuava a ajudá-lo’. Ele “fazia o que era direito aos olhos de Jeová” e “tendia continuamente a buscar a Deus”. Muitos em Judá, porém, continuavam a fazer fumaça sacrificial nos altos. — 2 Crônicas 26:4-9.
12 Podemos concluir então que, embora o povo em Judá e em Israel levasse o nome de Deus, muitas vezes a adoração deles incluía coisas que ele não aprovava. Os profetas tentavam ajudá-los a distinguir a adoração verdadeira da falsa. Deus rogou por meio de Joel: ‘Retornai a mim de todo o vosso coração, com jejum, choro e lamento.’ (Joel 2:12) Note: Deus queria que seu povo o procurasse ‘de todo o coração’. De fato, o problema era o coração deles. (Deuteronômio 6:5) Eles adoravam a Jeová mecanicamente, não de pleno coração. Repetidas vezes Deus enfatizava por meio dos profetas o valor da bondade, da justiça e da mansidão — que são qualidades do coração. — Mateus 23:23.
13. O que os judeus que haviam retornado de Babilônia deviam considerar?
13 Veja agora o que aconteceu depois que os judeus retornaram à sua terra de origem. Embora a adoração verdadeira à base da Lei tivesse sido restaurada, nem tudo ia bem. Os judeus jejuavam em certos dias que eram aniversários de eventos relacionados com a destruição de Jerusalém. “Jejuastes realmente para mim, sim, para mim?” perguntou Jeová. A ruína daquela cidade havia ocorrido por causa da justiça divina, algo que não se devia deplorar. Em vez de olharem para o passado e jejuarem com lamento, aqueles judeus deviam exultar, alegrando-se nas suas épocas festivas devido às bênçãos da adoração verdadeira. (Zacarias 7:3-7; 8:16, 19) E eles tinham de dar atenção a ainda outros assuntos. A quê, por exemplo? “Fazei o vosso julgamento com verdadeira justiça; e praticai mutuamente benevolência e misericórdias . . . e não maquineis nada de mal um contra o outro nos vossos corações.” (Zacarias 7:9, 10) Todos nós podemos beneficiar-nos do que esses profetas ensinaram aos israelitas sobre como adorar a Deus de todo o coração.
14. (a) Os que haviam voltado do exílio tinham de incluir o que na sua adoração? (b) Como os profetas enfatizaram os aspectos mais importantes da adoração?
14 O que inclui a adoração de todo o coração? Bem, o que se exigia do povo de Deus tanto antes como depois do exílio? Você sabe que os padrões de Deus sobre a moral tinham de ser defendidos. Havia também ações ou atividades específicas exigidas na Lei, que incluíam reunir-se para ouvir e aprender a vontade de Deus. Mas, além disso, Deus fez com que seus profetas destacassem o cultivo e a demonstração da bondade, justiça, mansidão, misericórdia e modéstia. Note como Jeová enfatizou essas qualidades: “Agrado-me da benevolência e não do sacrifício; e do conhecimento de Deus antes do que de holocaustos.” “Semeai para vós mesmos em justiça; colhei segundo a benevolência.” (Oseias 6:6; 10:12; 12:6) Miqueias declarou: “O que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?” (Miqueias 6:6-8) E o profeta Sofonias exortou o povo de Deus: “Procurai a Jeová, todos os mansos da terra . . . Procurai a justiça, procurai a mansidão.” (Sofonias 2:3) Agir desse modo é essencial à adoração que Deus aprova.
Você está procurando alcançar toda sorte de pessoas com as boas novas?
15. De acordo com as admoestações dos profetas, o que os cristãos precisam fazer na sua adoração?
15 Como esse modo de agir influi na nossa adoração? Você sabe que a pregação das boas novas é vital. (Mateus 24:14; Atos 1:8) Mas convém perguntar-se: ‘Tenho a tendência de encarar a pregação na minha região como tarefa desagradável ou pesada? Ou a encaro como oportunidade de ajudar pessoas que precisam ouvir a mensagem vitalizadora da Bíblia? Mostro-lhes misericórdia?’ De fato, a misericórdia e a bondade devem nos motivar a alertar outros sobre o dia de Jeová. A justiça e a retidão também nos motivam ao procurarmos alcançar toda sorte de pessoas com essa mensagem. — 1 Timóteo 2:4.
16, 17. Por que a mansidão e a modéstia são vitais na nossa adoração?
16 Como outro exemplo, considere a nossa obrigação de assistir às reuniões cristãs, cuja importância você reconhece. (Hebreus 10:24, 25) Já pensou como isso envolve mansidão e modéstia? Os mansos são suficientemente humildes para aceitar instrução e aplicar o que aprendem, pondo em prática as decisões judiciais de Jeová. A pessoa modesta, ciente de suas limitações, reconhecerá que precisa do encorajamento e do conhecimento que tais reuniões proporcionam.
17 Poderá ver desses exemplos como podemos beneficiar-nos do que os profetas ensinaram. Mas que dizer se você reconhece a necessidade de fazer ajustes em um ou mais aspectos mencionados acima? Ou se você cometeu erros graves que às vezes lhe causam remorso? Os 12 profetas lhe darão consolo e ajuda.
VOLTE PARA JEOVÁ
18. (a) Para quem os 12 profetas têm uma mensagem especialmente consoladora? (b) Quais são seus sentimentos para com Jeová, um Deus que insta às pessoas que voltem para ele?
18 Como vimos, os profetas em consideração fizeram muito mais do que denunciar e condenar. Eles apresentaram Jeová como alguém que exorta seu povo a voltar para ele. Reflita nos sentimentos por trás dos apelos de Oseias: “Vinde, e retornemos a Jeová, pois ele mesmo dilacerou, mas há de curar-nos. Ele estava dando os golpes, mas há de nos pensar [atar as feridas]. . . . E conheceremos, empenhar-nos-emos em conhecer a Jeová.” (Oseias 6:1-3) É verdade que Jeová Deus executou com justiça o julgamento contra Israel e, depois, contra Judá. Ainda assim, seu povo devia ter encarado esses golpes como medidas para restaurar sua saúde espiritual. (Hebreus 12:7-13) Se o desobediente povo de Jeová o buscasse de novo, ele o ‘curaria’ ou ‘ataria suas feridas’. Imagine um homem se curvando para atar as feridas de seu semelhante. Agora imagine Jeová fazendo o mesmo. Que Deus misericordioso! Um Deus que ‘ata as feridas’ dos que desejam voltar para ele. Será que isso não nos move a desejar voltar para Deus caso tenhamos pecado contra ele? — Joel 2:13.
19. O que está envolvido em conhecer a Jeová?
19 O que envolve voltar para Deus? Oseias nos lembra da necessidade de não apenas “conhecer” a Deus, mas também de ‘empenhar-nos em conhecê-lo’. Uma moderna obra de referência diz sobre Oseias 6:3: “Existe uma marcante diferença entre conhecer a respeito de Deus e conhecer a Deus. É comparável à diferença entre ler a respeito do amor e se apaixonar.” Temos de ter mais do que um conhecimento superficial a respeito de Jeová. Ele tem de tornar-se real para nós, um Amigo de confiança sempre acessível. (Jeremias 3:4) Essa relação permite a você entender como ele se sente quando você age de determinada maneira, o que é de grande ajuda para praticar a adoração que ele aprova.
20, 21. Como o Rei Josias pôs em prática o conhecimento sobre Deus?
20 O Rei Josias foi um belo exemplo em praticar a adoração verdadeira. Veja algo mais a seu respeito. Quando ele se tornou rei, a nação estava arruinada pela idolatria, violência e fraudes, que haviam prevalecido nos reinados de Manassés e de Amom. (2 Reis 21:1-6, 19-21) A exortação de Sofonias, de ‘procurar a Jeová’, deve ter causado bom efeito em Josias, pois ele “principiou a buscar o Deus de Davi”. Ele iniciou uma campanha para acabar com a idolatria em Judá, até mesmo em território que antes pertencia ao reino do norte — Sofonias 1:1, 14-18; 2:1-3; 3:1-4; 2 Crônicas 34:3-7.
Josias não apresentou desculpas quando foi preciso fazer uma purificação
21 Depois dessa purificação, Josias continuou a buscar a Jeová. Ordenou que se fizessem reparos no templo e, durante esse trabalho, foi achado o livro da “lei de Jeová” que fora dada “pela mão de Moisés”, evidentemente o manuscrito original da Lei. Como Josias reagiu à leitura desse livro? “Assim que o rei ouviu as palavras da lei, rasgou imediatamente as suas vestes.” Ele também ‘rasgou seu coração’ e logo pôs em prática o que foi lido. Não tentou justificar-se, alegando que já tinha feito muita coisa. Lembra-se do que resultou de suas reformas? “Em todos os seus dias, [os filhos de Israel] não se desviaram de seguir a Jeová, o Deus de seus antepassados.” — 2 Crônicas 34:8, 14, 19, 21, 30-33; Joel 2:13.
Você fará qualquer mudança que for necessária para se harmonizar com as normas da Bíblia?
22. Que benefício podemos tirar do exemplo de Josias?
22 ‘Como eu teria reagido?’ talvez se pergunte. Teria você, como Josias, acatado as palavras dos profetas e feito as necessárias mudanças nas suas ações ou no seu modo de pensar? Embora não vivamos nos dias de Sofonias e Josias, entendemos a necessidade de dar ouvidos às mensagens e aos conselhos de Deus hoje em dia. Assim, se um cristão sente no coração a necessidade de ajustar seu modo de vida ou sua adoração, um estudo dos 12 profetas pode despertá-lo à ação. — Hebreus 2:1.
23. O que você pode fazer caso ache que precisa melhorar em certo aspecto?
23 Às vezes você talvez se sinta como Jonas, que disse o seguinte quando estava na barriga do grande peixe: “Fui expulso de diante dos teus olhos! Como é que olharei novamente para o teu santo templo?” (Jonas 2:4) Mas quão reanimadoras podem ser as palavras de Jeová dirigidas a nós, humanos imperfeitos, propensos a cometer erros: “Retornai a mim e eu vou retornar a vós”! (Malaquias 3:7) Se você vê a necessidade de fortalecer sua relação com Jeová, os anciãos na sua congregação terão prazer em ajudá-lo. Pode-se comparar isso a dirigir um carro; é preciso começar em marcha lenta, por assim dizer. Uma vez em movimento, o avanço será mais fácil. Você pode ter certeza de que Jeová o acolherá de bom grado e o ajudará, “porque ele é clemente e misericordioso, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência”. (Joel 2:12-14) Certamente, as mensagens dos profetas são animadoras para todos os que praticam a adoração que Deus aprova.
Alguns precisam “buscar a Jeová” no sentido de voltar para ele
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“Haja tanta justiça como as águas de uma enchente” — uma chave para conhecer a DeusViva Tendo em Mente o Dia de Jeová
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CAPÍTULO SEIS
“Haja tanta justiça como as águas de uma enchente” — uma chave para conhecer a Deus
1. Por que você tem um senso de justiça?
AO LONGO da História sempre houve pessoas famosas por promoverem a justiça. Mas considere este fato: a justiça atrai porque os humanos foram feitos à imagem de Deus. Você tem um senso de justiça e deseja que outros o tratem com justiça porque você foi feito à imagem de Jeová, que ‘se agrada da justiça’. — Jeremias 9:24; Gênesis 1:27; Isaías 40:14.
2, 3. Para aprender sobre a justiça de Jeová, por que é proveitoso estudar os livros dos 12 profetas?
2 Pela leitura de vários livros da Bíblia você pode compreender a justiça de Deus. Mas será especialmente recompensado por examinar os livros dos 12 profetas. O destaque que eles dão à justiça é tão grande que uma edição de Oseias, Amós e Miqueias, publicada por uma sociedade bíblica, intitula-se Justice Now! (Justiça Já!). Veja, por exemplo, as exortações de Amós: “Haja tanta justiça como as águas de uma enchente e que a honestidade seja como um rio que não para de correr.” E note o que Miqueias colocou em primeiro lugar entre as obrigações de cada um de nós: “O que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?” — Amós 5:24, Bíblia na Linguagem de Hoje; Miqueias 6:8.
3 Portanto, para conhecermos melhor a Jeová e podermos imitá-lo, certamente temos de reconhecer a sua justiça. A justiça de Jeová é um aspecto de seu Ser, de modo que não podemos dizer que o conhecemos a menos que entendamos a sua justiça. Até mesmo servos de Jeová do passado sabiam que ele “ama a justiça”. — Salmo 33:5; 37:28.
Habacuque
4. Ilustre por que os escritos dos 12 profetas podem fortalecer sua confiança na justiça de Deus.
4 Algum tempo antes de Jeová punir Jerusalém, o profeta Habacuque perguntou: “Até quando, ó Jeová, terei de clamar por ajuda? . . . A lei fica entorpecida e a justiça nunca sai. Visto que o iníquo está em torno do justo, por isso a justiça sai pervertida.” (Habacuque 1:2, 4) O fiel Habacuque conheceu a Jeová por meio das Escrituras de que dispunha e por experiência própria. Assim, ele confiava que Deus tanto defende como incentiva a justiça. Contudo, o profeta se perguntava por que Jeová permitia a perversidade. Deus confirmou a Habacuque que trataria os fiéis com justiça. (Habacuque 2:4) Se Habacuque e outros podiam ter essa confiança, você tem ainda mais motivos para tê-la. Por quê? Porque a Bíblia hoje está completa, de modo que você tem acesso a um registro mais extenso dos tratos de Jeová e das expressões de sua personalidade, incluindo a justiça. Assim, você tem melhores condições de conhecer a Jeová e de se convencer de sua justiça perfeita.
5. Que aspecto da justiça é de interesse especial hoje?
5 Ao enviar mensageiros a Israel, Jeová enfatizou que ele é justo. (Isaías 1:17; 10:1, 2; Jeremias 7:5-7; Ezequiel 45:9) Manteve isso rigorosamente em destaque por meio dos 12 profetas. (Amós 5:7, 12; Miqueias 3:9; Zacarias 8:16, 17) Todos os que leem seus escritos podem ver que eles exortam ao exercício da justiça na vida diária. Há muitas maneiras de aplicarmos as lições desses 12 livros, mas examinemos duas áreas em que devemos exercer a justiça, conforme esses profetas enfatizaram.
JUSTIÇA NOS NEGÓCIOS E NOS ASSUNTOS FINANCEIROS
6, 7. Por que todos nós devemos interessar-nos pela justiça nos negócios e nos assuntos financeiros?
6 Jesus disse: “O homem não deve viver só de pão.” (Lucas 4:4; Deuteronômio 8:3) Ele não negou que precisamos de pão — temos de nos alimentar. Para a maioria, isso significa trabalhar ou ter alguém na família que trabalhe para obter o sustento. Era assim também no caso dos servos de Deus no passado. Alguns trabalhavam por conta própria — cultivando a terra ou fabricando coisas como roupas, móveis ou utensílios de cozinha. Outros eram patrões — contratavam homens para trabalhar nas colheitas ou para fabricar farinha, azeite ou vinho. Ainda outros eram comerciantes — compravam e vendiam mercadorias. Ou alguns talvez prestassem serviços — como consertar telhados ou tocar instrumentos musicais. — Êxodo 35:35; Deuteronômio 24:14, 15; 2 Reis 3:15; 22:6; Mateus 20:1-8; Lucas 15:25.
7 Você vê algo similar na sua própria vida ou na vida de amigos e parentes? É verdade que as atuais técnicas de trabalho em geral são diferentes, mas não concorda que o conceito de Deus sobre justiça nesses assuntos sem dúvida é o mesmo que naquele tempo? Em suas mensagens por meio dos 12 profetas, Jeová mostrou que espera que seus servos pratiquem a justiça nesses aspectos da vida. Ao considerarmos alguns indicativos disso, pense em como você é exortado a demonstrar a justiça que agrada a Deus. — Salmo 25:4, 5.
8, 9. (a) Por que a condenação expressa em Malaquias 3:5 era especialmente séria? (b) Que conceito equilibrado sobre emprego e trabalho as Escrituras promovem?
8 Deus declarou por meio de Malaquias: “Vou chegar-me a vós para julgamento e vou tornar-me testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que agem fraudulentamente com o salário do assalariado, . . . ao passo que não me temeram.” (Malaquias 3:5) De fato, Jeová condenou os que eram injustos com os empregados, ou trabalhadores contratados. Qual era a seriedade disso? Notamos que ele alistou a exploração de empregados junto com o espiritismo, o adultério e a mentira. Os cristãos sabem como Deus julgará ‘os fornicadores, os que praticam o espiritismo e todos os mentirosos’. — Revelação (Apocalipse) 21:8.
9 O que acontecia no local de trabalho não era simples questão de moral humana; envolvia a justiça de Jeová. Ele disse que, devido à traição dos que ‘agiam fraudulentamente com o salário do assalariado’, ele ‘se chegaria a tais pessoas para executar o julgamento’. É verdade que Deus não disse que o patrão precisa atender a todo e qualquer capricho de um empregado ou de um grupo de trabalhadores. Pode-se ver na ilustração de Jesus, a respeito de homens contratados para trabalhar num vinhedo, que a posição de empregador o autoriza a fixar o salário e as condições de trabalho. (Mateus 20:1-7, 13-15) É significativo nessa ilustração que todos os trabalhadores receberam um denário, o combinado ‘salário de um dia’, quer tenham trabalhado o dia inteiro, quer não. Notamos também que o empregador não recorreu à desonestidade para lucrar mais à custa dos contratados. — Jeremias 22:13.
10. Por que devemos nos interessar em como tratamos nossos empregados?
10 Se você é dono de uma firma com empregados, ou se contrata alguém para executar um trabalho, pergunte-se: ‘Será que os salários, as exigências e os assuntos financeiros se harmonizam com os princípios de Malaquias 3:5?’ É bom pensar nisso, pois a questão de não ser justo com os empregados também é considerada nas Escrituras Gregas Cristãs. A respeito dos que são injustos nesses assuntos, o discípulo Tiago perguntou: “Não se opõe [Jeová] a vós?” (Tiago 5:1, 4, 6) Por isso concluímos corretamente: os que são injustos quanto ao ‘salário do assalariado’ na realidade não conhecem a Jeová, pois não imitam a sua justiça.
11, 12. (a) Que proceder injusto destaca Oseias 5:10? (b) Como se pode aplicar o princípio de Oseias 5:10?
11 Leia agora por que Jeová se opôs a certos homens de destaque nos dias de Oseias: “Os príncipes de Judá tornaram-se como os que recuam o marco divisório. Derramarei sobre eles a minha fúria qual água.” (Oseias 5:10) Que erro Oseias denunciou? O lavrador em Judá vivia de sua terra, cujos limites eram marcados com pedras ou estacas. ‘Recuar o marco divisório’ visava reduzir o terreno do lavrador e privá-lo de parte de seu sustento, roubando-o. Oseias comparou os príncipes de Judá, que deviam defender a justiça, àqueles que recuavam os marcos divisórios. — Deuteronômio 19:14; 27:17; Jó 24:2; Provérbios 22:28.
É a justiça um princípio orientador no seu trabalho e nos seus tratos comerciais?
12 Hoje, alguns que trabalham no ramo imobiliário podem ser tentados a ‘recuar o marco divisório’ para enganar os compradores. Mas o princípio se aplica também a comerciantes, patrões, empregados ou clientes — todos os envolvidos em contratos ou acordos. Como sabe, alguns no mundo dos negócios hesitam em pôr as coisas por escrito, achando que assim será mais fácil não cumprir tudo o que foi combinado ou fazer novas exigências. Outros oferecem um contrato escrito, mas incluem detalhes em letra miúda para distorcer seu significado em proveito próprio, mesmo que isso prejudique injustamente a outra parte. Você acha que alguém que age assim — um vendedor, um comprador, um patrão ou um empregado — de fato conhece o Deus de justiça? Jeová diz na sua Palavra: “Não recues o termo . . . de meninos órfãos de pai. Porque o Redentor deles é forte; ele mesmo pleiteará contigo a causa deles.” — Provérbios 23:10, 11; Habacuque 2:9.
13. De acordo com Miqueias 6:10-12, que injustiças existiam entre o povo de Deus no passado?
13 Miqueias 6:10-12 lança ainda mais luz sobre a justiça: “Existem ainda os tesouros da iniquidade na casa do iníquo, e o efa minguado que se denunciou? Acaso posso ser moralmente puro com balança iníqua e com uma bolsa de enganosos pesos de pedra? Pois os seus próprios . . . habitantes falaram falsidade, e a língua deles é insidiosa.” Hoje em geral medimos ou pesamos os alimentos em litros ou quilos, não em efas. E praticamente não se usam mais balanças com pesos de pedra. Ainda assim, o argumento de Miqueias é claro. Os comerciantes ou homens de negócios em seus dias eram vigaristas; não usando pesos e medidas padrões, eles tratavam o povo com injustiça. Deus chamou de ‘iníquos’ os de ‘língua insidiosa na sua boca’ e nos seus tratos comerciais. — Deuteronômio 25:13-16; Provérbios 20:10; Amós 8:5.
14. O alerta de Miqueias pode nos ajudar a evitar que tipos modernos de injustiça?
14 Será que as palavras de Miqueias sobre pesos e medidas enganosos podem aplicar-se à maneira como você dirige seu negócio ou ao que você faz como empregado? É algo a pensar, pois os fregueses ou clientes são fraudados de muitas maneiras. Por exemplo, algumas firmas inescrupulosas colocam menos cimento do que o normal ou o obrigatório numa mistura. Ou, em áreas em que um profissional sabe que o serviço não ficará à mostra, talvez use materiais mais baratos do que os que foram pagos. Alguns comerciantes vendem coisas usadas como se fossem novas. Você deve ter ouvido falar de outras “espertezas” no comércio para aumentar os lucros. Ficaria tentado a usá-las? Um livro recente sobre proteção de privacidade disse que as Testemunhas de Jeová “acreditam que o Criador as observa, e a maioria delas preferiria morrer a roubar”. Acrescentou: “Elas são requisitadas em firmas que lidam com grandes somas de dinheiro.” Por quê? Porque os cristãos verdadeiros sabem que Jeová ‘pede que exerçam a justiça’, inclusive nos seus negócios e assuntos financeiros. — Miqueias 6:8.
‘PRÍNCIPES PARA A PRÓPRIA JUSTIÇA’
15, 16. Como os líderes nos dias de Miqueias tratavam o povo?
15 Com base nos livros dos 12 profetas vemos que, em certos períodos, a justiça foi seriamente prejudicada. As autoridades, que deviam ser exemplares na justiça, não eram. (Êxodo 18:21; 23:6-8; Deuteronômio 1:17; 16:18) Miqueias suplicou: “Ouvi, por favor, vós cabeças de Jacó e vós comandantes da casa de Israel. Não é vosso negócio conhecerdes a justiça? Vós odiadores do que é bom e amantes da maldade, arrancando das pessoas a sua pele e seu organismo de cima dos seus ossos.” — Miqueias 3:1-3; Isaías 1:17.
16 Essas palavras deveriam ter chocado as pessoas acostumadas com a vida rural. O pastor às vezes tosquiava as ovelhas aos seus cuidados. (Gênesis 38:12, 13; 1 Samuel 25:4) Mas os “comandantes da casa de Israel”, que deviam ‘conhecer a justiça’, exploravam as ovelhas do rebanho de Deus, como que arrancando-lhes a pele e a carne e quebrando seus ossos. (Salmo 95:7) Mudando para outra ilustração também com base na vida rural, Miqueias disse que os príncipes que ‘julgavam para ganhar uma recompensa’ eram comparáveis à sarça ou a uma cerca de espinhos. (Miqueias 7:3, 4) Imagine passar por uma área cheia de sarças e cercas de espinhos. Provavelmente, você se arranharia e rasgaria a roupa. Isso ilustra o efeito dos líderes sobre o povo de Deus. Em vez de tratarem seus irmãos com justiça, eles eram traiçoeiros e corruptos. — Miqueias 3:9, 11.
17. De acordo com Sofonias 3:3, qual era a atitude dos líderes?
17 Sofonias disse algo similar: “As suas autoridades são como leões que rugem, e os juízes são como lobos ferozes que devoram tudo de uma vez, sem deixar nada para o dia seguinte.” (Sofonias 3:3, BLH) Pode imaginar líderes do povo de Deus que, como vorazes leões selvagens, desconsideravam a justiça? Ou juízes que, como lobos esfomeados e insaciáveis, devoravam tudo de modo que de manhã só sobravam ossos? Como a justiça poderia prevalecer nessas condições? A justiça havia sido dilacerada por líderes que predavam as pessoas, em vez de cuidar delas.
Os príncipes nos dias de Miqueias e Sofonias não conheciam a Jeová
18. Como os juízes em Israel deviam tratar o povo de Deus?
18 Obviamente, esses líderes de uma nação dedicada a Deus não o conheciam. Se o conhecessem, teriam acatado as palavras de Zacarias 8:16: “Estas são as coisas que deveis fazer: Falai verazmente uns com os outros. Fazei o vosso julgamento nos vossos portões com verdade e com julgamento de paz.” Os anciãos em Israel que se reuniam nos portões das cidades para fazer julgamentos deviam fazer isso em harmonia com o modo de pensar de Deus, e não segundo sua primeira impressão ou inclinação pessoal. (Deuteronômio 22:15) Jeová havia alertado contra ser parcial em favor dos ricos ou preeminentes. (Levítico 19:15; Deuteronômio 1:16, 17) Os juízes deviam tentar restaurar a paz entre as partes em litígio com “julgamento de paz”.
19, 20. (a) Por que os anciãos cristãos podem aprender muito dos 12 profetas? (b) Como os anciãos podem mostrar que conhecem a Jeová e a sua justiça?
19 O apóstolo Paulo citou parte de Zacarias 8:16 ao escrever aos cristãos. (Efésios 4:15, 25) Portanto, podemos ter certeza de que os alertas e os conselhos dos 12 profetas a respeito da justiça têm importante aplicação na congregação hoje. Os anciãos, ou superintendentes, devem ser exemplares em conhecer a Jeová e em refletir a Sua justiça. Isaías 32:1 descreve-os animadoramente como “príncipes para o próprio juízo [ou justiça]”. Que pontos práticos a respeito desses anciãos podemos discernir dos alertas e conselhos que se encontram nos livros dos 12 profetas?
20 Os anciãos cristãos precisam ter em mente as verdades e as indicações bíblicas a respeito do modo de pensar de Jeová. Devem basear suas decisões nelas, em vez de em meras opiniões pessoais ou no que se poderia chamar de intuição. A Bíblia mostra que podem surgir casos difíceis que exijam mais tempo para preparação, sendo preciso pesquisar a Bíblia e buscar os sábios conselhos nas publicações da classe do escravo fiel e discreto. (Êxodo 18:26; Mateus 24:45) Quando os anciãos se esforçam nesse sentido, é mais provável que odeiem o que é mau e amem o que é bom, do ponto de vista de Deus. Isso os ajuda a ‘dar à justiça um lugar no portão’ e a ‘fazer o julgamento com verdadeira justiça’. — Amós 5:15; Zacarias 7:9.
21. Por que os anciãos não devem mostrar parcialidade, mas o que poderia tentá-los a agir de modo contrário?
21 Mesmo que alguém com a responsabilidade de julgar tenha conhecimento bíblico, pode mostrar certa parcialidade. Malaquias deplorou o fato de que os sacerdotes, que deviam ser fonte de conhecimento, ‘mostravam parcialidade na lei’. (Malaquias 2:7-9) Como isso era possível? Miqueias disse que alguns líderes ‘julgavam apenas por suborno e seus sacerdotes instruíam somente por um preço’. (Miqueias 3:11) Como o modo de pensar de um ancião pode ser afetado dessa maneira? Que dizer se a pessoa envolvida num caso que o ancião está cuidando tenha sido generosa com ele no passado, ou se ele prevê um possível benefício no futuro? Ou suponha que o caso que ele esteja tratando envolva algum parente. Será que os laços familiares falarão mais alto do que os princípios espirituais? A imparcialidade de um ancião pode ser afetada quando ele cuida de um caso de transgressão, ou quando analisa se determinada pessoa está biblicamente qualificada para mais privilégios de serviço na congregação. — 1 Samuel 2:22-25, 33; Atos 8:18-20; 1 Pedro 5:2.
Em todos os seus tratos, os anciãos ‘dão à justiça um lugar no portão’
22. (a) Que responsabilidade os anciãos têm com relação à justiça? (b) Que outras qualidades divinas os anciãos devem refletir ao lidar com transgressores?
22 Quando alguém peca seriamente, os pastores espirituais agem para proteger a congregação contra qualquer influência perigosa ou corrompedora. (Atos 20:28-30; Tito 3:10, 11) Mas, se o transgressor se arrepender com sinceridade, os anciãos desejarão ‘reajustá-lo num espírito de brandura’. (Gálatas 6:1) Em vez de mostrarem frieza insensível, eles aplicam a orientação: “Fazei o vosso julgamento com verdadeira justiça; e praticai mutuamente benevolência e misericórdias.” (Zacarias 7:9) Os regulamentos de Jeová sobre cuidar de casos judiciais no Israel antigo destacam a Sua justiça e misericórdia. Os juízes designados podiam ser flexíveis em muitas de suas decisões; podiam mostrar misericórdia, dependendo das circunstâncias e da atitude do transgressor. Do mesmo modo, os superintendentes cristãos devem se empenhar em julgar “com verdadeira justiça” e em mostrar ‘benevolência e misericórdia’, indicando assim que conhecem a Jeová.
23, 24. (a) Como os anciãos podem promover o “julgamento de paz”? (b) O que os 12 profetas ajudaram você a entender com relação à justiça?
23 Lembre-se de Zacarias 8:16: “Fazei o vosso julgamento nos vossos portões com verdade e com julgamento de paz.” Com que objetivo? O “julgamento de paz”. Mesmo enquanto os apóstolos ainda viviam, havia divergências pessoais ou conflitos entre alguns cristãos. Assim como Paulo fez com Evódia e Síntique, os anciãos hoje talvez precisem dar ajuda. (Filipenses 4:2, 3) Com certeza devem esforçar-se sinceramente para oferecer o “julgamento de paz”, visando restaurar a paz entre as partes discordantes. Seus conselhos bíblicos e sua atitude ao fazerem isso devem promover a paz na congregação e a paz com Deus. Assim, ficará evidente que realmente amam a Jeová e sua justiça.
24 Os dois aspectos mencionados acima ilustram que é vital aplicar na nossa vida diária os conselhos sobre justiça registrados pelos 12 profetas. Que bênção é quando nós e os que nos cercam permitimos que “haja tanta justiça como as águas de uma enchente”!
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Sirva a Jeová de acordo com seus elevados padrõesViva Tendo em Mente o Dia de Jeová
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CAPÍTULO SETE
Sirva a Jeová de acordo com seus elevados padrões
1. Nos dias de Sofonias, como as pessoas em Jerusalém encaravam os padrões de Jeová?
“JEOVÁ não fará o que é bom e não fará o que é mau.” Assim diziam as pessoas em Jerusalém nos dias de Sofonias. Elas pensavam que Jeová não esperava que vivessem de acordo com certos padrões específicos. Sofonias disse que elas estavam ‘rígidas sobre as suas borras’, que são as partículas que sedimentam no fundo de vinho estocado. Ele quis dizer que as pessoas desejavam acomodar-se no seu modo de vida confortável, sem o incômodo de alguma declaração de intervenção divina nos seus assuntos. No entanto, Deus disse àqueles judeus que ‘vasculharia Jerusalém com lâmpadas’ e ‘voltaria sua atenção’ para os que desprezavam seus padrões. De fato, Jeová tem padrões e ele se interessa em como seus servos os encaram. — Sofonias 1:12.
2. No lugar onde você mora, qual é a atitude geral com relação a padrões?
2 Também hoje, muitos odeiam a ideia de se ajustar a padrões. Talvez os ouça dizer: “Faça o que achar melhor para você!” Alguns pensam: ‘Se eu não tiver dinheiro suficiente, ou não puder satisfazer meus desejos, não há nada de mau em fazer tudo o que for preciso para mudar essa situação.’ Pouco se importam em saber o que Deus acha ou o que ele talvez requeira deles. E você? Será que os padrões de Deus o atraem?
3, 4. Por que você acha valiosa a existência de padrões?
3 Muitos que rejeitam a ideia de ter de viver à altura dos padrões de Deus aceitam prontamente os padrões humanos em vários aspectos da vida. Temos como exemplo a qualidade da água. A maioria dos governos estabelece padrões para a qualidade da água para consumo. Mas que dizer se esses padrões forem baixos demais? Isso poderá provocar diarreia e outras doenças causadas pela água, com prejuízo maior para as crianças. É mais provável, porém, que você esteja se beneficiando dos elevados padrões estabelecidos para a água potável. “Se não houvesse padrões, logo notaríamos”, diz a Organização Internacional de Padronização. “Em geral não nos damos conta do papel desempenhado pelos padrões em aumentar os níveis de qualidade, segurança, confiabilidade, eficiência e intercâmbio, bem como em oferecer tais benefícios a um custo econômico.”
4 Se você concorda que é valioso ter padrões em vários aspectos da vida, não é razoável esperar que Deus tenha elevados padrões para o povo que leva seu nome? — Atos 15:14.
OS PADRÕES DIVINOS SÃO RAZOÁVEIS?
5. Como Jeová demonstrou, por meio de Amós, a importância de se ajustar aos Seus padrões?
5 Na construção de uma casa, os padrões são importantes. Se uma parede ficar torta, toda a casa ficará torta. Rachaduras nas paredes podem tornar a casa inabitável. Essa era a ideia de uma visão que Amós, que profetizou no nono século AEC, teve a respeito das condições da nação de Israel, de dez tribos. Ele viu Jeová postado sobre uma muralha com “um prumo na sua mão”. Deus disse: “Eis que coloco um prumo no meio do meu povo de Israel. Não mais o desculparei.” (Amós 7:7, 8) Prumo é um peso pendurado num barbante e usado para determinar a verticalidade correta. A muralha figurativa, sobre a qual Amós viu que Jeová estava, havia sido “feita com o prumo”. Essa muralha era perpendicular, ou bem aprumada. No entanto, nos dias de Amós, os israelitas não mais estavam à altura da retidão espiritual — eram como uma muralha torta que devia ser derrubada antes que caísse.
6. (a) Qual é uma das ideias básicas nos escritos dos 12 profetas? (b) Com que base se pode dizer que os padrões de Deus são razoáveis?
6 No estudo dos 12 profetas, o seguinte ponto ocorre com frequência: é vital ajustar-se aos padrões de Deus. Nem todas as mensagens nesses livros eram denúncias contra um povo que não atendia aos elevados padrões divinos. Às vezes, ao examiná-lo, Jeová via que seu povo realmente vivia à altura de Seus padrões. Isso confirma que os padrões de Deus são razoáveis; humanos imperfeitos como nós podem ajustar-se a eles. Veja um exemplo.
7. Como Zacarias nos ajuda a ver que humanos imperfeitos podem ajustar-se aos padrões de Jeová?
7 Depois que os judeus repatriados lançaram o alicerce do templo, a obra de reconstrução parou. Por isso, Deus enviou seus profetas Ageu e Zacarias para animar o povo a reiniciá-la. Numa visão dada a Zacarias, Jeová mencionou que Zorobabel, governador de Judá, tinha “o prumo na mão” quando colocou a pedra de remate que completou as obras do templo. Ele foi construído em harmonia com os padrões divinos. (Zacarias 4:10) Mas note este interessante detalhe a respeito do templo terminado: “Estes sete são os olhos de Jeová. Percorrem toda a terra.” Deus observou Zorobabel colocar a pedra de remate e, com seus olhos que tudo veem, constatou que o templo reconstruído resistiu ao seu escrutínio, atendeu aos seus padrões. O ponto é que, mesmo que os padrões de Deus sejam elevados, os humanos podem viver à altura deles. Incentivados por Ageu e Zacarias, Zorobabel e seu povo fizeram isso. Como Zorobabel, você também pode viver à altura das expectativas de Deus. Como é animador saber isso!
POR QUE ACEITAR OS PADRÕES DE JEOVÁ?
8, 9. (a) Por que é apropriado que Jeová estabeleça padrões para os humanos? (b) Por que era apropriado que Deus exigisse que os israelitas obedecessem aos seus mandamentos?
8 Como Criador, Deus tem o direito de estabelecer padrões para a humanidade e esperar que os observemos. (Revelação [Apocalipse] 4:11) Jeová não precisa apresentar tudo nos mínimos detalhes, pois dotou os humanos de uma consciência que serve de guia valioso. (Romanos 2:14, 15) Deus disse aos primeiros humanos que não comessem da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”, que representava o direito divino de estabelecer padrões do que é bom e do que é mau. Você sabe o que aconteceu. (Gênesis 2:17; 3:1-19) Referindo-se à escolha errada feita por Adão, Oseias escreveu: “[Os israelitas], tal como um homem terreno, infringiram o pacto.” (Oseias 6:7) Com isso Oseias revela o caráter proposital do pecado dos israelitas.
9 Qual foi esse pecado? “Eles quebraram a aliança”, ou pacto, da Lei. (Nova Versão Internacional) Por ter libertado seu povo do Egito, Deus se tornou dono deles e, obviamente, tinha o direito de estabelecer padrões para eles. Os israelitas aceitaram o pacto com Jeová, concordando assim em viver à altura desses padrões. (Êxodo 24:3; Isaías 54:5) Ainda assim, muitos deles não aplicavam a Lei. Tornaram-se culpados de derramamento de sangue, assassinato e fornicação. — Oseias 6:8-10.
10. Como Deus procurou ajudar os que não se ajustavam aos seus padrões?
10 Jeová enviou profetas, como Oseias, para ajudar Seu povo dedicado. Na conclusão de seu livro profético, Oseias declarou: “Quem é sábio para entender estas coisas? Discreto, para sabê-las? Pois os caminhos de Jeová são retos e os justos serão os que andarão neles; mas os transgressores serão os que tropeçarão neles.” (Oseias 14:9) Um pouco antes no capítulo 14 de Oseias vemos que o profeta destacou a necessidade de voltar para Jeová. Os sensatos entenderiam que Jeová delineou os caminhos corretos que seu povo devia seguir. Como servo dedicado de Deus, você sem dúvida deseja sinceramente permanecer assim, andando nos caminhos de Jeová.
Por que você segue os padrões que o Criador estabeleceu e recomenda?
11. Por que você deseja obedecer aos mandamentos de Deus?
11 Oseias 14:9 também chama a nossa atenção aos aspectos positivos de seguir um proceder correto. Viver à altura dos requisitos de Deus resulta em bênçãos e benefícios. Como Criador, ele conhece a nossa constituição. O que ele espera de nós é para o nosso bem. Para ilustrar a relação entre nós e Deus, podemos pensar num carro e seu fabricante. O fabricante sabe como o veículo foi projetado e montado. Ele sabe que é preciso trocar o óleo do motor com certa regularidade. O que aconteceria se você desprezasse esse padrão, talvez achando que o carro está funcionando bem? Mais cedo do que o normal, o motor estragaria e falharia. Dá-se o mesmo com os humanos. Nosso Criador nos deu mandamentos. Obedecê-los é para o nosso bem. (Isaías 48:17, 18) Ter em mente que de fato nos beneficiamos nos dá motivo adicional para viver à altura dos padrões de Deus e obedecer aos seus mandamentos. — Salmo 112:1.
12. De que modo andar no nome de Deus pode fortalecer o nosso vínculo com ele?
12 A maior recompensa de obedecer aos mandamentos de Deus é que isso fortalece a relação que temos com ele. Quando vivemos à altura de seus padrões e vemos como são razoáveis e benéficos, o nosso afeto pelo seu Autor se aprofunda. O profeta Miqueias retratou belamente essa relação aprofundada: “Todos os povos, da sua parte, andarão cada um no nome de seu deus; mas nós, da nossa parte, andaremos no nome de Jeová, nosso Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre.” (Miqueias 4:5) Que privilégio temos de andar no nome de Jeová, defender sua reputação e reconhecer sua autoridade em nossa vida! Como consequência natural, desejamos refletir suas qualidades. Pessoalmente, esforcemo-nos em fortalecer nosso vínculo com Deus. — Salmo 9:10.
13. Por que temer o nome de Deus não é algo negativo ou ruim?
13 Diz-se que aqueles que vivem à altura dos padrões de Deus e andam no nome divino temem o nome de Deus. Isso não é algo negativo ou ruim. Jeová lhes garante: “Para vós os que temeis o meu nome há de brilhar o sol da justiça, com cura nas suas asas; e vós realmente saireis e escarvareis o solo como os bezerros cevados.” (Malaquias 4:2) No cumprimento dessa profecia, “o sol da justiça” é Jesus Cristo. (Revelação 1:16) Ele brilha agora oferecendo curas espirituais e, no tempo oportuno, brilhará oferecendo curas físicas para a humanidade. A alegria dos que são curados é comparável à de bezerros cevados que ‘escarvam o solo’, animados e felizes por estarem livres. Você já não sentiu uma grande medida dessa libertação? — João 8:32.
14, 15. Que benefícios você recebe de seguir os padrões de Jeová?
14 Outro benefício de seguir os padrões de Deus é a melhora nas relações com os nossos semelhantes. Habacuque declarou cinco ‘ais’ — contra os cobiçosos, os que procuram lucros desonestos, os que derramam sangue, os que tramam pecados sexuais e os idólatras. (Habacuque 2:6-19) Ter Jeová declarado essas condenações indica claramente que ele fixou padrões sobre como devemos viver. Mas note o seguinte: quatro dos erros mencionados se relacionam a como tratamos os nossos semelhantes. Se cultivarmos o conceito de Deus, não prejudicaremos o nosso próximo. Com isso, as nossas relações com a maioria das pessoas deve melhorar.
15 Um terceiro benefício diz respeito à felicidade familiar. Muitos hoje encaram o divórcio como solução definitiva para os conflitos conjugais. Mas, pela boca do profeta Malaquias, Jeová declarou: ‘Tenho odiado o divórcio.’ (Malaquias 2:16) Posteriormente analisaremos Malaquias 2:16 em mais detalhes, mas, à base desse texto, note por enquanto que Deus sabiamente fixou padrões a ser seguidos por membros da família; a paz dependerá de até que ponto farão isso. (Efésios 5:28, 33; 6:1-4) É verdade que todos nós somos imperfeitos, de modo que surgirão problemas. No entanto, no livro de Oseias, Deus, “a quem toda família no céu e na terra deve o seu nome”, forneceu uma lição objetiva sobre como resolver até mesmo graves problemas conjugais. Examinaremos isso também num capítulo posterior deste livro. (Efésios 3:15) Vejamos agora o que mais está envolvido em seguir os padrões de Deus.
‘ODEIE O QUE É MAU E AME O QUE É BOM’
16. Que relação Amós 5:15 tem com os padrões de Deus?
16 O primeiro homem, Adão, fez uma escolha tola quanto a quem havia estabelecido os melhores padrões do que é bom e do que é mau. Faremos uma escolha mais sábia? Amós nos alerta a encarar com muita seriedade esse assunto, exortando: “Odiai o que é mau e amai o que é bom.” (Amós 5:15) William Rainey Harper, falecido professor de línguas e literatura semíticas na Universidade de Chicago, disse a respeito desse versículo: “O padrão do bem e do mal, na ideia de [Amós], é a conformidade com a vontade de Yahweh [Jeová].” Esse é um conceito básico que podemos aprender dos 12 profetas. Estamos dispostos a aceitar os padrões de Jeová sobre o que é bom e o que é mau? Esses elevados padrões nos são revelados na Bíblia e explicados por cristãos maduros e experientes que compõem o “escravo fiel e discreto”. — Mateus 24:45-47.
De que modo acatar os conselhos dos 12 profetas pode ajudar a resistir à pornografia?
17, 18. (a) Por que é essencial odiar o que é mau? (b) Ilustre como podemos cultivar forte ódio ao que é mau.
17 Odiar o que é mau nos ajuda a evitar as coisas que desagradam a Deus. Por exemplo, um homem talvez saiba do perigo da pornografia na internet e procure afastar-se disso. No entanto, o que ‘o homem que ele é no íntimo’ realmente pensa do conteúdo dos sites pornográficos? (Efésios 3:16) Por acatar a exortação divina em Amós 5:15, ele achará mais fácil cultivar ódio pelo que é mau. Poderá assim vencer sua luta espiritual.
18 Veja outro exemplo. Você consegue se imaginar prostrando-se perante ídolos da adoração do sexo? A mera ideia disso é repugnante, não é? Mesmo assim, Oseias fala de antepassados dos israelitas que cometiam imoralidade perante Baal de Peor. (Números 25:1-3; Oseias 9:10) Pelo visto, Oseias mencionou esse incidente porque a adoração de Baal era um dos pecados principais do reino de Israel, de dez tribos. (2 Reis 17:16-18; Oseias 2:8, 13) Podemos imaginar esta cena repugnante: os israelitas ajoelhando-se perante ídolos em orgias sexuais. Saber o que Deus achou disso pode ajudar cada um de nós a lutar contra os laços que Satanás arma via internet. Hoje, muitos idolatram lindas mulheres ou belos homens apresentados no entretenimento popular. Mas como é diferente a atitude dos que, como nós, conhecem os alertas dos profetas contra a idolatria!
TENHA SEMPRE EM MENTE A PALAVRA DE DEUS
19. O que se pode aprender do que Jonas fez quando esteve na barriga de um grande peixe?
19 À medida que você se esforça em apoiar os elevados padrões de Deus em meio a tentações e dificuldades, às vezes talvez se sinta incapaz ou sem saber o que fazer. Se suas faculdades mentais ou emocionais parecerem ‘escassas’, como poderá enfrentar com êxito uma situação difícil? (Provérbios 24:10) Pode-se aprender algo de Jonas, que, como sabemos, era um homem imperfeito sujeito a falhas. Lembre-se do que ele fez quando esteve na barriga de um grande peixe. Ele orou a Jeová. Note o conteúdo de sua oração.
20. Como você pode preparar-se para fazer o que Jonas fez?
20 Quando Jonas orou a Deus “do ventre do Seol”, ele usou muitas palavras e frases que conhecia, expressões dos salmos. (Jonas 2:2) Muito aflito, ele implorou a misericórdia de Jeová; no entanto, foram as palavras de Davi que os seus lábios proferiram. Por exemplo, compare as palavras de Jonas 2:3, 5 com as do Salmo 69:1, 2.a Não é óbvio que Jonas conhecia os salmos de Davi que lhe estavam disponíveis? As palavras e expressões de salmos inspirados fervilhavam no seu íntimo. Jonas tinha a palavra inspirada de Deus ‘nas suas partes internas’. (Salmo 40:8) Se você está enfrentando uma situação emocionalmente desgastante, consegue lembrar-se de algumas palavras apropriadas de Deus? Conhecer cada vez melhor a Palavra de Deus com certeza será extremamente útil no futuro, à medida que você tomar decisões e resolver problemas em harmonia com os padrões divinos.
TENHA UM SADIO TEMOR DE DEUS
21. O que você precisa cultivar a fim de se apegar aos padrões de Deus?
21 Naturalmente, para se apegar aos padrões de Jeová não basta ter a Palavra de Deus na memória. O profeta Miqueias esclarece ainda mais o que você precisa para aplicar a Palavra de Deus: “A pessoa de sabedoria prática temerá o teu nome.” (Miqueias 6:9) Para ser uma pessoa de sabedoria prática, que sabe aplicar na vida seus conhecimentos, você precisa cultivar temor ao nome de Deus.
22, 23. (a) Por que Jeová enviou Ageu para falar com os judeus repatriados? (b) Que motivos você tem para confiar que poderá viver à altura dos padrões de Deus?
22 Como você pode aprender a temer o nome de Deus? Consulte, por exemplo, o profeta pós-exílico Ageu. Em seu livro bem curto, de apenas 38 versículos, ele usou 35 vezes o nome Jeová. Quando Deus o designou para profetizar, em 520 AEC, já se haviam passado 16 anos de poucas atividades na reconstrução do templo em Jerusalém. O povo de Deus estava desanimado por causa da oposição de inimigos. (Esdras 4:4, 5) As pessoas achavam que a época para reconstruir o templo ainda não havia chegado. Jeová as exortou: “Fixai o vosso coração nos vossos caminhos. . . . Construí a casa, para que eu tenha prazer nela e eu seja glorificado.” — Ageu 1:2-8.
23 O Governador Zorobabel, o Sumo Sacerdote Josué e “todos os remanescentes do povo começaram a escutar a voz de Jeová, seu Deus, . . . e o povo começou a temer por causa de Jeová”. Com isso Deus declarou: “Eu estou convosco.” Que encorajamento! Com a ajuda do espírito de Deus, as pessoas “começaram a entrar e a fazer a obra na casa de Jeová”. (Ageu 1:12-14) O sadio temor de desagradar a Deus moveu o povo, que estava desanimado, a agir apesar da oposição.
24, 25. Com exemplos específicos, ilustre como você pode aplicar os princípios apresentados neste capítulo.
24 E você? Se perceber como os padrões divinos estão envolvidos na situação que você enfrenta, terá a coragem necessária para temer a Jeová em vez de a homens? Você talvez seja uma mulher jovem e tenha um colega de trabalho que não segue os mesmos princípios divinos que você. Ainda assim, ele é bondoso e atencioso. Virá à sua mente um texto bíblico que a faça lembrar dos padrões de Jeová e dos perigos de desconsiderá-los? Que dizer de Oseias 4:11: ‘A fornicação, o vinho e o vinho doce é que tiram o bom motivo’? Em harmonia com isso, será que seu temor a Deus a moverá a apegar-se ao Seu padrão e dizer Não caso esse homem a convide para algum evento social? Se ele começar a flertar, o temor de desagradar seu amoroso Deus poderá ajudá-la a ‘fugir’. — Gênesis 39:12; Jeremias 17:9.
Como o temor a Deus ajuda numa situação como esta?
25 Voltemos agora ao exemplo de um homem que procura resistir à tentação da pornografia na internet. Será que se lembrará das palavras do Salmo 119:37, que estão em forma de oração? “Faze meus olhos passar adiante de ver o que é fútil.” E será que repassará mentalmente as palavras de Jesus no Sermão do Monte? “Todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” (Mateus 5:28) Ter temor a Jeová e desejo de viver à altura de seus padrões deve mover o cristão a evitar o que pode ser corrompedor. Sempre que for tentado a pensar ou agir contrário aos padrões de Deus, procure cultivar maior temor a Deus. E lembre-se do que Jeová lhe diz por meio de Ageu: ‘Estou contigo.’
26. O que consideraremos a seguir?
26 Realmente, você pode servir a Jeová de acordo com seus elevados padrões e se beneficiar disso. Ao continuarmos a examinar os 12 livros proféticos, entenderemos melhor os padrões de Deus, ou o que ele requer de cada um de nós. A próxima seção deste livro abordará três áreas principais nas quais Jeová estabelece admiráveis padrões: nossa conduta, nosso relacionamento com outros e nossa vida familiar.
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