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Vinda de Jesus ou presença de Jesus — qual?A Sentinela — 1996 | 15 de agosto
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Vinda de Jesus ou presença de Jesus — qual?
“Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — MATEUS 24:3.
1. Que papel desempenhavam as perguntas no ministério de Jesus?
O USO hábil de perguntas, por parte de Jesus, induzia seus ouvintes a pensar, e até mesmo a encarar as coisas de um novo ângulo. (Marcos 12:35-37; Lucas 6:9; 9:20; 20:3, 4) Podemos ser gratos por ele também ter respondido às perguntas. Suas respostas esclarecem verdades que de outro modo talvez não conhecêssemos ou entendêssemos. — Marcos 7:17-23; 9:11-13; 10:10-12; 12:18-27.
2. A que pergunta devemos dar atenção agora?
2 Em Mateus 24:3, encontramos uma das mais importantes perguntas respondidas por Jesus. Em vista da proximidade do fim da sua vida terrestre, Jesus acabava de avisar que o templo de Jerusalém seria destruído, dando assim fim ao sistema judaico. O relato de Mateus acrescenta: “Enquanto estava sentado no Monte das Oliveiras, aproximaram-se dele os discípulos, em particular, dizendo: ‘Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença [“vinda”, Almeida] e da terminação do sistema de coisas?’” — Mateus 24:3.
3, 4. Que diferença significativa existe na maneira em que algumas Bíblias vertem uma palavra-chave em Mateus 24:3?
3 Milhões de leitores da Bíblia já se perguntaram: ‘Por que fizeram os discípulos esta pergunta, e como me deve afetar a resposta de Jesus?’ Nesta resposta, Jesus disse que o aparecimento de folhas em árvores indica que o verão “está próximo”. (Mateus 24:32, 33) Por isso, muitas igrejas ensinam que os apóstolos estavam pedindo um sinal da “vinda” de Jesus, sinal que provaria que a sua volta era iminente. Acham que a “vinda” será a ocasião em que ele levará os cristãos para o céu e então causará o fim do mundo. Acha você que este é o sentido correto?
4 Em vez de verterem a palavra por “vinda”, algumas versões da Bíblia, inclusive a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, usam a palavra “presença”. Será que aquilo que os discípulos queriam saber e o que Jesus disse em resposta diferem do que se ensina nas igrejas? O que queriam mesmo saber? E qual foi a resposta que Jesus deu?
O que queriam eles saber?
5, 6. O que podemos concluir que os apóstolos pensavam quando fizeram a pergunta que lemos em Mateus 24:3?
5 Em vista do que Jesus disse sobre o templo, os discípulos provavelmente pensavam no sistema judaico quando pediram um ‘sinal da presença [ou: “vinda”] dele e da terminação do sistema de coisas [literalmente: “era”]’. — Note a palavra “mundo” em 1 Coríntios 10:11, versão King James, e Gálatas 1:4, Almeida, revista e atualizada.
6 Naquela ocasião, os apóstolos tinham apenas uma compreensão limitada dos ensinos de Jesus. Antes, eles tinham imaginado que “o reino de Deus ia apresentar-se instantaneamente”. (Lucas 19:11; Mateus 16:21-23; Marcos 10:35-40) E mesmo depois daquela palestra no monte das Oliveiras, mas antes de serem ungidos com espírito santo, perguntaram se Jesus ia restabelecer então o Reino de Israel. — Atos 1:6.
7. Por que perguntariam os apóstolos a Jesus sobre o futuro papel dele?
7 No entanto, sabiam que ele ia embora, porque dissera pouco antes: “A luz estará entre vós por mais um pouco de tempo. Andai enquanto tendes a luz.” (João 12:35; Lucas 19:22-27) Por isso, é bem provável que se perguntassem: ‘Se Jesus vai embora, como reconheceremos a sua volta?’ Quando ele apareceu como Messias, a maioria não o reconheceu como tal. E mais de um ano depois, ainda havia perguntas sobre se ele cumpriria tudo o que o Messias devia fazer. (Mateus 11:2, 3) Portanto, os apóstolos tinham motivos para perguntar sobre o futuro. Mas, novamente, será que pediram um sinal de que ele voltaria em breve, ou pediram algo diferente?
8. Em que língua é provável que os apóstolos falassem com Jesus?
8 Imagine que tivesse sido um pássaro ouvindo essa conversa lá no monte das Oliveiras. (Note Eclesiastes 10:20.) É provável que tivesse ouvido Jesus e os apóstolos falar hebraico. (Marcos 14:70; João 5:2; 19:17, 20; Atos 21:40) No entanto, é provável que também conhecessem a língua grega.
O que Mateus escreveu — em grego
9. Em que se baseia a maioria das traduções modernas de Mateus?
9 Registros lá do segundo século EC indicam que Mateus escreveu seu Evangelho primeiro em hebraico. Pelo visto, mais tarde o escreveu em grego. Muitos manuscritos em grego chegaram até o nosso tempo e servem de base para a tradução do seu Evangelho nas línguas atuais. O que escreveu Mateus em grego sobre essa conversa no monte das Oliveiras? O que escreveu ele sobre a “vinda” ou “presença”, pela qual os discípulos perguntaram e que Jesus comentou?
10. (a) Que palavra grega para ‘vir’ usou Mateus muitas vezes, e que significados pode ter? (b) Que outra palavra grega é de interesse?
10 Nos primeiros 23 capítulos de Mateus 1-23, encontramos mais de 80 vezes um verbo grego de uso comum para “vir”, o qual é ér·kho·mai. Muitas vezes, este transmite a idéia de aproximar-se ou avizinhar-se, como em João 1:47: “Jesus viu Natanael aproximar-se.” Dependendo do uso, o verbo ér·kho·mai pode significar “chegar”, “ir”, “atingir” ou “estar em caminho”. (Mateus 2:8, 11; 8:28; João 4:25, 27, 45; 20:4, 8; Atos 8:40; 13:51) Mas em Mateus 24:3, 27, 37, 39, Mateus usou uma palavra diferente, um substantivo não encontrado em nenhum outro lugar nos Evangelhos: pa·rou·sí·a. Visto que Deus inspirou a escrita da Bíblia, por que ele induziu Mateus a escolher esta palavra grega, nesses versículos, quando este escreveu seu Evangelho em grego? O que significa ela e por que devemos querer saber isso?
11. (a) Qual é o sentido de pa·rou·sí·a? (b) Como comprovam exemplos dos escritos de Josefo nosso entendimento de pa·rou·sí·a? (Veja a nota.)
11 Especificamente, pa·rou·sí·a significa “presença”. O Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de Vine, diz: “PAROUSIA, . . . lit[eralmente], presença, para, com, e ousia, o ser ou o estar (palavra derivada de eimi), indica tanto a chegada como a conseqüente presença. Por exemplo, numa carta em papiro, uma senhora fala da necessidade de sua parousia em certo lugar, para cuidar de assuntos relacionados com a sua propriedade.” Outros léxicos explicam que a palavra pa·rou·sí·a denota ‘a visita dum governante’. Portanto, não se trata apenas do momento da chegada, mas da presença desde a chegada. É interessante que é assim que o historiador Josefo, contemporâneo dos apóstolos, usou pa·rou·sí·a.a
12. Como nos ajuda a própria Bíblia a confirmar o sentido de pa·rou·sí·a?
12 O sentido de “presença” é claramente corroborado pela literatura antiga, mas os cristãos estão especialmente interessados em como a Palavra de Deus usa pa·rou·sí·a. A resposta é a mesma — como presença. Vemos isso ilustrado nas cartas de Paulo. Por exemplo, ele escreveu aos filipenses: “Do modo como sempre obedecestes, não somente durante a minha presença, mas agora muito mais prontamente durante a minha ausência, persisti em produzir a vossa própria salvação.” Falou também sobre permanecer com eles, a fim de que a exultação deles fosse “pela [sua] presença [pa·rou·sí·a] de novo entre [eles]” (Filipenses 1:25, 26; 2:12) Outras versões rezam “minha presença de novo convosco” (Almeida, revista e atualizada; Nova Versão Internacional); “quando estiver novamente em vosso meio” (Bíblia Vozes; Mateus Hoepers); e “quando eu estiver outra vez com vocês”. (A Bíblia na Linguagem de Hoje) Em 2 Coríntios 10:10, 11, Paulo contrastou “a sua presença em pessoa” com estar ‘ausente’. Nestes exemplos, ele claramente não falava de sua aproximação ou chegada; usava pa·rou·sí·a no sentido de estar presente.b (Note 1 Coríntios 16:17.) Que dizer, porém, das referências à pa·rou·sí·a de Jesus? Têm elas o sentido de se referir à sua “vinda”, ou indicam uma presença prolongada?
13, 14. (a) Por que temos de concluir que uma pa·rou·sí·a estende-se por um período de tempo? (b) O que é preciso reconhecer sobre a extensão da pa·rou·sí·a de Jesus?
13 Nos dias de Paulo, os cristãos ungidos com espírito estavam interessados na pa·rou·sí·a de Jesus. Mas Paulo advertiu-os de não serem ‘depressa demovidos da sua razão’. Primeiro tinha de aparecer “o homem que é contra a lei”, que mostrou ser o clero da cristandade. Paulo escreveu que “a presença daquele que é contra a lei é segundo a operação de Satanás, com toda obra poderosa, e sinais . . . mentirosos”. (2 Tessalonicenses 2:2, 3, 9) É evidente que a pa·rou·sí·a, ou presença, do “homem que é contra a lei” não se referia apenas ao momento da chegada; estender-se-ia por um tempo, durante o qual se produziriam sinais mentirosos. Por que é isso significativo?
14 Considere o versículo logo antes desse: “Será revelado aquele que é contra a lei, a quem o Senhor Jesus eliminará com o espírito de sua boca e reduzirá a nada pela manifestação de sua presença.” Assim como a presença do “homem que é contra a lei” se estenderia por um período de tempo, assim a presença de Jesus se estenderia por algum tempo e culminaria na destruição desse “filho da destruição”, o qual é contra a lei. — 2 Tessalonicenses 2:8.
Aspectos da língua hebraica
15, 16. (a) Que palavra específica é usada em muitas traduções de Mateus para o hebraico? (b) Como é a palavra boh’ usada nas Escrituras?
15 Conforme já mencionado, Mateus evidentemente escreveu seu Evangelho primeiro na língua hebraica. Então, que palavra hebraica usou ele em Mateus 24:3, 27, 37, 39? Versões de Mateus, traduzidas para o hebraico moderno, usam uma forma do verbo boh’, tanto na pergunta dos apóstolos como na resposta de Jesus. Isto poderia levar a versões tais como estas: “Qual será o sinal da tua [boh’] e da terminação do sistema de coisas?” e: “Assim como eram os dias de Noé, assim será a [boh’] do Filho do homem.” O que significa boh’?
16 Embora tenha vários sentidos, o verbo hebraico boh’ significa basicamente “vir”. O Theological Dictionary of the Old Testament (Dicionário Teológico do Velho Testamento) diz: ‘Ocorrendo 2.532 vezes, boh’ é um dos verbos mais freqüentemente usados nas Escrituras Hebraicas e é o principal verbo usado para expressar movimento.’ (Gênesis 7:1, 13; Êxodo 12:25; 28:35; 2 Samuel 19:30; 2 Reis 10:21; Salmo 65:2; Isaías 1:23; Ezequiel 11:16; Daniel 9:13; Amós 8:11) Se Jesus, bem como os apóstolos, tivesse usado uma palavra com significados tão amplos, o sentido poderia ser questionável. Mas, será que a usaram?
17. (a) Por que traduções hebraicas modernas de Mateus talvez não necessariamente indiquem o que Jesus e seus apóstolos realmente disseram? (b) Onde mais podemos encontrar um indício quanto a que palavra Jesus e os apóstolos talvez tenham usado, e por que outro motivo nos interessa esta fonte? (Veja a nota.)
17 Lembre-se de que as versões hebraicas, modernas, são traduções que talvez não representem com exatidão o que Mateus escreveu em hebraico. O fato é que Jesus pode muito bem ter usado outra palavra, não boh’, uma que se enquadrava no sentido de pa·rou·sí·a. Notamos isso num livro publicado em 1955, Hebrew Gospel of Matthew (Evangelho Hebraico de Mateus), do Professor George Howard. O livro enfoca um tratado polêmico, do século 14, contra o cristianismo, do médico judeu Shem-Tob ben Isaac Ibn Shaprut. Este documento apresentou um texto hebraico do Evangelho de Mateus. Há evidência de que, em vez de ser traduzido do latim ou do grego na época de Shem-Tob, este texto de Mateus era bem antigo e foi originalmente composto em hebraico.c Talvez nos leve assim mais perto do que foi dito no monte das Oliveiras.
18. Que interessante palavra hebraica usa Shem-Tob e o que significa ela?
18 Em Mateus 24:3, 27, 39, o texto de Mateus de Shem-Tob não usa o verbo boh’. Em vez disso, usa o substantivo relacionado bi·ʼáh. Este substantivo aparece nas Escrituras Hebraicas apenas em Ezequiel 8:5, onde significa “entrada”. Em vez de expressar a ação de vir, bi·ʼáh se refere ali à entrada dum prédio; quando você está na entrada ou no limiar, você já está no prédio. Do mesmo modo, documentos religiosos, não-bíblicos, entre os Rolos do Mar Morto, usam muitas vezes bi·ʼáh referente à chegada ou ao começo de turmas sacerdotais. (Veja 1 Crônicas 24:3-19; Lucas 1:5, 8, 23.) E uma tradução hebraica da antiga Pesito siríaca (ou: aramaica), feita em 1986, usa bi·ʼáh em Mateus 24:3, 27, 37, 39. Portanto, há evidência de que na antiguidade, o substantivo bi·ʼáh possa ter tido um sentido um pouco diferente do verbo boh’ usado na Bíblia. Por que nos interessa isso?
19. Se Jesus e os apóstolos usaram bi·ʼáh, a que conclusão podemos chegar?
19 Os apóstolos, na sua pergunta, e Jesus, na sua resposta, podem ter usado este substantivo bi·ʼáh. Mesmo que os apóstolos pensassem apenas na futura chegada de Jesus, Cristo pode ter usado bi·ʼáh para incluir mais do que eles pensavam. Jesus pode ter aludido à sua chegada para assumir um novo cargo; sua chegada seria o início do novo papel que desempenharia. Isto se harmonizaria com o sentido de pa·rou·sí·a, usada subseqüentemente por Mateus. Tal uso de bi·ʼáh, compreensivelmente, apoiaria o que as Testemunhas de Jeová já ensinam por muito tempo, que o “sinal” composto, dado por Jesus, era para indicar que ele estava presente.
À espera do clímax da sua presença
20, 21. O que podemos aprender do comentário de Jesus sobre os dias de Noé?
20 Estudarmos a presença de Jesus devia influenciar diretamente a nossa vida e as nossas expectativas. Jesus exortou seus seguidores a estarem atentos. Forneceu um sinal para que sua presença pudesse ser reconhecida, embora a maioria não fizesse caso: “Assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” — Mateus 24:37-39.
21 Nos dias de Noé, a maioria das pessoas daquela geração apenas continuava com os seus afazeres normais. Jesus predisse que o mesmo se daria na “presença do Filho do homem”. As pessoas em volta de Noé talvez achassem que nada ia acontecer. Você sabe que não foi assim. Aqueles dias, que se estenderam por algum tempo, levaram a um clímax, “veio o dilúvio e os varreu a todos”. Lucas apresentou um relato similar, em que Jesus comparou os “dias de Noé” com os “dias do Filho do homem”. Jesus admoestou: “Do mesmo modo será naquele dia em que o Filho do homem há de ser revelado.” — Lucas 17:26-30.
22. Por que devemos estar especialmente interessados na profecia de Jesus no capítulo 24 de Mateus?
22 Tudo isso assume um significado especial para nós, porque vivemos numa época em que reconhecemos os eventos preditos por Jesus — guerras, terremotos, pestilências, escassez de alimentos e a perseguição movida aos seus discípulos. (Mateus 24:7-9; Lucas 21:10-12) Estas condições são evidentes desde aquele conflito que mudou a História, chamado significativamente de Primeira Guerra Mundial, embora a maioria das pessoas trate esses eventos como parte normal da História. Os cristãos verdadeiros, porém, se apercebem do significado desses eventos momentosos, assim como pessoas atentas compreendem que o verão está próximo quando brotam folhas na figueira. Jesus aconselhou: “Deste modo também vós, quando virdes estas coisas ocorrer, sabei que está próximo o reino de Deus.” — Lucas 21:31.
23. Para quem têm sentido especial as palavras de Jesus no capítulo 24 de Mateus, e por quê?
23 Jesus dirigiu grande parte da sua resposta no monte das Oliveiras aos seus seguidores. Seriam eles os que participariam na obra salvadora de vidas, na pregação das boas novas em toda a Terra, antes de vir o fim. Seriam eles os capazes de discernir “a coisa repugnante que causa desolação . . . estar em pé num lugar santo”. Seriam eles que, ao discernirem isso, ‘fugiriam’ antes da grande tribulação. E seriam eles os especialmente afetados pelas palavras adicionais: “Se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” (Mateus 24:9, 14-22) Mas o que é que significam essas palavras sérias, e por que se pode dizer que elas nos fornecem a base para termos agora maior felicidade, confiança e zelo? O estudo de Mateus 24:22, que se segue, fornecerá as respostas.
[Nota(s) de rodapé]
a Exemplos de Josefo: No monte Sinai, relâmpagos e trovões “declaravam que Deus estava ali presente [pa·rou·sí·a]”. A manifestação milagrosa no tabernáculo “indicava a presença [pa·rou·sí·a] de Deus”. Por mostrar ao servo de Eliseu os carros que o rodeavam, Deus tornou “manifesto ao seu servo seu poder e sua presença [pa·rou·sí·a]”. Quando Petrônio, oficial romano, tentou apaziguar os judeus, Josefo afirmou que ‘Deus mostrou a Petrônio a sua presença [pa·rou·sí·a]’ por fazer chover. Josefo não aplicou pa·rou·sí·a a uma mera aproximação ou ao momento da chegada. Referia-se a uma presença contínua, mesmo invisível. (Êxodo 20:18-21; 25:22; Levítico 16:2; 2 Reis 6:15-17) — Note Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro 3, capítulo 5, parágrafo 2 [80]; capítulo 8, parágrafo 5 [202]; Livro 9, capítulo 4, parágrafo 3 [55]; Livro 18, capítulo 8, parágrafo 6 [284].
b Em A Critical Lexicon and Concordance to the English and Greek New Testament, E. W. Bullinger salienta que pa·rou·sí·a significa ‘estar ou passar a estar presente, portanto, presença, chegada; uma vinda que inclui a idéia de estada permanente a partir desta vinda’.
c Uma evidência é que contém 19 vezes a expressão hebraica “O Nome”, escrita por extenso ou abreviada. O Professor Howard escreve: “A versão do Nome Divino num documento cristão, citado por um polemista judeu, é notável. Se se tratasse da tradução hebraica dum documento cristão grego ou latino, seria de esperar encontrar no texto adonai [Senhor], não um símbolo do inefável nome divino, YHWH. . . . Ter ele acrescentado o nome inefável é inexplicável. A evidência sugere fortemente que Shem-Tob recebeu sua cópia de Mateus com o Nome Divino já no texto e que ele provavelmente o preservou, em vez de correr o risco de ser culpado de removê-lo.” A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas com Referências usa o texto de Mateus de Shem-Tob (J2) em apoio do uso do nome divino nas Escrituras Gregas Cristãs.
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Será salvo quando Deus agir?A Sentinela — 1996 | 15 de agosto
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Será salvo quando Deus agir?
“Se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — MATEUS 24:22.
1, 2. (a) Por que é normal que estejamos interessados no nosso futuro? (b) O interesse natural talvez estivesse envolvido em que perguntas vitais?
QUANTO está você interessado em si mesmo? Muitos levam hoje o interesse em si mesmo a extremos, ficando egocêntricos. No entanto, a Bíblia não condena que nos interessemos devidamente naquilo que nos afeta. (Efésios 5:33) Isto inclui estarmos interessados no nosso futuro. Portanto, é normal que você queira saber o que o futuro lhe reserva. Está interessado nisso?
2 Podemos ter certeza de que os apóstolos de Jesus tinham tal interesse no futuro deles. (Mateus 19:27) É provável que esse fosse um fator, quando quatro deles estavam com Jesus no monte da Oliveiras. Perguntaram: “Quando serão estas coisas e qual será o sinal quando todas estas coisas estão destinadas a chegar a uma terminação?” (Marcos 13:4) Jesus não desconsiderou o interesse natural no futuro — o interesse deles e o nosso. Ele salientou vez após vez como os eventos futuros afetariam seus seguidores e qual seria o resultado final.
3. Por que relacionamos a resposta de Jesus com o nosso tempo?
3 A resposta de Jesus apresentava uma profecia de cumprimento maior no nosso tempo. Podemos ver isso nas guerras mundiais e em outros conflitos do nosso século, nos terremotos que põem fim a inúmeras vidas, na escassez de alimentos que causa doenças e morte, e nas pestilências — desde a pandemia da gripe espanhola de 1918 até o atual flagelo da Aids. No entanto, grande parte da resposta de Jesus também teve cumprimento que antecedeu e incluiu a destruição de Jerusalém pelos romanos, em 70 EC. Jesus advertiu os seus discípulos: “Acautelai-vos; entregar-vos-ão aos tribunais locais e sereis espancados nas sinagogas, e sereis postos diante de governadores e reis, por minha causa, em testemunho para eles.” — Marcos 13:9.
O que Jesus predisse e o que aconteceu
4. Quais são alguns dos alertas incluídos na resposta de Jesus?
4 Jesus foi além de predizer como outros tratariam seus discípulos. Alertou-os sobre como eles mesmos deveriam agir. Por exemplo: “Quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação estar de pé num lugar onde não devia (que o leitor use de discernimento), então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia.” (Marcos 13:14) O relato paralelo em Lucas 21:20 diz: “Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados.” Como se mostrou isso exato no primeiro cumprimento?
5. O que aconteceu entre os judeus na Judéia em 66 EC?
5 The International Standard Bible Encyclopedia (Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional; 1982) nos informa: “Os judeus ficavam cada vez mais rebeldes sob o controle romano, e os procuradores eram cada vez mais violentos, cruéis e desonestos. A flagrante revolta irrompeu em 66 A.D. . . . A guerra começou quando os zelotes capturaram Massada e depois, sob Menaém, marcharam contra Jerusalém. Ao mesmo tempo, judeus na cidade governamental de Cesaréia foram massacrados, e a notícia desta atrocidade se espalhou pelo país. Cunharam-se novas moedas, marcadas Ano 1 a Ano 5 da revolta.”
6. A revolta dos judeus provocou que reação dos romanos?
6 A Décima Segunda Legião romana, sob Céstio Galo, veio marchando da Síria, devastou a Galiléia e a Judéia, e então atacou a capital, chegando a ocupar até mesmo a parte superior de “Jerusalém, a cidade santa”. (Neemias 11:1; Mateus 4:5; 5:35; 27:53) Resumindo os acontecimentos, a obra The Roman Siege of Jerusalem (O Sítio de Jerusalém Pelos Romanos) diz: “Durante cinco dias, os romanos tentaram escalar a muralha, sendo repelidos vez após vez. Por fim, os defensores, vencidos por uma chuva de mísseis, recuaram. Formando um testudo — o método de juntar seus escudos sobre a cabeça para se protegerem — os soldados romanos minaram a muralha e tentaram incendiar o portão. Os defensores foram tomados de um pânico terrível.” Os cristãos dentro da cidade podiam lembrar-se das palavras de Jesus e discernir que a coisa repugnante estava num lugar santo.a Mas, visto que a cidade estava cercada, como poderiam esses cristãos fugir, conforme aconselhados por Jesus?
7. O que fizeram os romanos, quando a vitória já estava ao seu alcance, em 66 EC?
7 O historiador Flávio Josefo relata: “Céstio [Galo], sem saber do desespero dos sitiados e dos sentimentos do povo, subitamente retirou seus homens, perdeu a esperança, embora não tivesse sofrido nenhum revés, e, indo contra toda a lógica, retirou-se da Cidade.” (The Jewish War [A Guerra Judaica] II, 540 [xix, 7]) Por que se retirou Galo? Qualquer que tenha sido seu motivo, a retirada permitiu que os cristãos obedecessem à ordem de Jesus e fugissem para os montes, e para a segurança.
8. Qual foi a segunda fase da campanha dos romanos contra Jerusalém, e o que se passou com os sobreviventes?
8 A obediência salvou vidas. Não demorou muito até os romanos avançarem para esmagar a revolta. A campanha sob o General Tito culminou no sítio de Jerusalém, de abril a agosto de 70 EC. É de arrepiar ler a descrição de Josefo, de como os judeus sofreram. Além dos mortos em combate com os romanos, outros judeus foram mortos por bandos rivais de judeus, e a fome levou ao canibalismo. Quando os romanos venceram, já tinham morrido 1.100.000 judeus.b Dos 97.000 sobreviventes, alguns foram logo executados; outros foram escravizados. Josefo diz: “Os de mais de dezessete anos de idade foram postos em ferros e enviados para trabalhos forçados no Egito, ao passo que um grande número deles foi presenteado por Tito às províncias, para serem mortos nos anfiteatros pela espada ou por feras.” Mesmo enquanto se fazia esta classificação, 11.000 prisioneiros morreram de fome.
9. Por que não sofreram os cristãos o mesmo que os judeus, mas que perguntas ainda restam?
9 Os cristãos podiam ser gratos de terem obedecido à advertência do Senhor e de terem fugido da cidade antes de o exército romano voltar. Foram assim salvos da parte que Jesus chamou de “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo” com Jerusalém. (Mateus 24:21) Jesus acrescentou: “De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” (Mateus 24:22) O que significava isso naquele tempo e o que significa agora?
10. Como explicávamos anteriormente Mateus 24:22?
10 No passado, explicou-se que a ‘carne a ser salva’ se referia aos judeus que sobreviveram à tribulação sofrida por Jerusalém em 70 EC. Os cristãos haviam fugido, de modo que Deus podia deixar os romanos causar uma rápida destruição. Em outras palavras, por estarem os “escolhidos” fora de perigo, os dias da tribulação podiam ser abreviados, permitindo que alguma “carne” judaica se salvasse. Achava-se que os judeus sobreviventes prefiguravam aqueles que sobreviveriam à vindoura grande tribulação nos nossos dias. — Revelação (Apocalipse) 7:14.
11. Por que parece que se deve reconsiderar a explicação de Mateus 24:22?
11 Mas condiz essa explicação com o que aconteceu em 70 EC? Jesus disse que a “carne” humana seria “salva” da tribulação. Usaria você a palavra ‘salvos’ para descrever os 97.000 sobreviventes, visto que milhares deles morreram logo de fome ou foram mortos num anfiteatro? Josefo diz a respeito de um anfiteatro, em Cesaréia: “O número dos que pereceram em combates com feras, ou lutando um contra outro, ou por serem queimados vivos, excedeu a 2.500.” Embora não morressem durante o sítio, dificilmente pode-se dizer que foram ‘salvos’. E seriam eles considerados por Jesus como similares aos felizes sobreviventes da vindoura “grande tribulação”?
Carne salva, como?
12. Quem eram os “escolhidos” do primeiro século, nos quais Deus estava interessado?
12 Em 70 EC, Deus não mais considerava os judeus naturais como seu povo escolhido. Jesus mostrou que Deus havia rejeitado aquela nação e permitiria que sua capital, seu templo e seu sistema de adoração deixassem de existir. (Mateus 23:37-24:2) Deus escolheu uma nova nação, o Israel espiritual. (Atos 15:14; Romanos 2:28, 29; Gálatas 6:16) Este é composto de homens e mulheres escolhidos dentre todas as nações e ungidos com espírito santo. (Mateus 22:14; João 15:19; Atos 10:1, 2, 34, 35, 44, 45) Alguns anos antes do ataque de Céstio Galo, Pedro escreveu “aos escolhidos segundo a presciência de Deus, o Pai, com santificação pelo espírito”. Esses ungidos com o espírito eram ‘uma raça escolhida, um sacerdócio real, uma nação santa’. (1 Pedro 1:1, 2; 2:9) Deus levaria tais escolhidos para o céu, a fim de reinarem com Jesus. — Colossenses 1:1, 2; 3:12; Tito 1:1; Revelação 17:14.
13. Que sentido podem ter tido as palavras de Jesus em Mateus 24:22?
13 Esta identificação dos escolhidos é de ajuda, visto que Jesus predisse que os dias de tribulação seriam abreviados “por causa dos escolhidos”. A palavra grega traduzida “por causa dos” também pode ser vertida “pela causa dos” ou “pelo qual”. (Marcos 2:27; João 12:30; 1 Coríntios 8:11; 9:10, 23; 11:9; 2 Timóteo 2:10; Revelação 2:3) Portanto, Jesus poderia ter dito: ‘Se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, pela causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.’c (Mateus 24:22) Aconteceu alguma coisa que foi em benefício ou ‘pela causa dos’ cristãos escolhidos, encurralados em Jerusalém?
14. Como alguma “carne” foi salva quando o exército romano se retirou inesperadamente de Jerusalém, em 66 EC?
14 Lembre-se de que, em 66 EC, os romanos avançaram pelo país, ocuparam a parte superior de Jerusalém e começaram a minar a muralha. Josefo comenta: “Se apenas tivesse perseverado mais um pouco com o sítio, ele teria logo capturado a Cidade.” Pergunte-se: ‘Por que abandonou o poderoso exército romano de repente esta campanha e, “indo contra toda a lógica”, retirou-se?’ Rupert Furneaux, especialista na interpretação de história militar, comenta: “Nenhum historiador conseguiu fornecer um motivo satisfatório para a decisão estranha e desastrosa de Galo.” Seja como for, o efeito foi que a tribulação foi abreviada. Os romanos se retiraram, sendo em caminho atacados pelos judeus. Que dizer dos “escolhidos” cristãos ungidos que haviam ficado encurralados? O levantamento do sítio significou que eles foram salvos dum massacre que ameaçava ocorrer durante a tribulação. Portanto, os cristãos beneficiados por se abreviar a tribulação em 66 EC é que eram a “carne” salva, mencionada em Mateus 24:22.
O que lhe reserva o futuro?
15. Por que se diria que o capítulo 24 de Mateus deve ser de interesse especial nos nossos dias?
15 Alguém poderia perguntar: ‘Por que devo ficar especialmente interessado neste entendimento mais claro das palavras de Jesus?’ Ora, há muitos motivos para se concluir que a profecia de Jesus vai ter um cumprimento maior, além do que aconteceu até e durante 70 EC.d (Note Mateus 24:7; Lucas 21:10, 11; Revelação 6:2-8.) As Testemunhas de Jeová têm pregado por décadas que esse cumprimento maior, em nosso tempo, prova que podemos esperar como iminente uma “grande tribulação” em ampla escala. Como se cumprirão durante ela as palavras proféticas de Mateus 24:22?
16. Que fato animador nos apresenta Revelação sobre a grande tribulação que se avizinha?
16 Cerca de duas décadas depois da tribulação de Jerusalém, o apóstolo João escreveu o livro de Revelação. Este confirma que há uma grande tribulação à frente. E por estarmos interessados no que afeta a nós, podemos ficar aliviados por saber que Revelação nos assegura profeticamente que carne humana sobreviverá a esta grande tribulação que se avizinha. João predisse “uma grande multidão . . . de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. De quem se trata? Um voz do céu responde: “Estes são os que saem da grande tribulação.” (Revelação 7:9, 14) Deveras, haverá sobreviventes! Revelação nos fornece também discernimento referente a como as coisas ocorrerão na vindoura grande tribulação e como se cumprirá Mateus 24:22.
17. O que estará incluído na fase inicial da grande tribulação?
17 A fase inicial desta tribulação será um ataque contra uma prostituta simbólica, chamada “Babilônia, a Grande”. (Revelação 14:8; 17:1, 2) Ela representa o império mundial da religião falsa, sendo a cristandade a parte mais repreensível. De acordo com as palavras de Revelação 17:16-18, Deus porá no coração dos elementos políticos que ataquem essa meretriz simbólica.e Imagine como isso poderia parecer aos “escolhidos” ungidos de Deus e seus companheiros, os da “grande multidão”. Durante o ataque devastador contra a religião, poderá parecer que este irá eliminar todas as organizações religiosas, inclusive o povo de Jeová.
18. Por que pode parecer que nenhuma “carne” será salva na parte inicial da grande tribulação?
18 Será então que as palavras de Jesus, em Mateus 24:22, terão cumprimento em grande escala. Assim como os escolhidos, em Jerusalém, pareciam estar em perigo, assim poderá parecer que os servos de Jeová estejam em perigo de serem eliminados durante o ataque contra a religião, como se este ataque eliminasse toda a “carne” do povo de Deus. Todavia, lembremo-nos do que aconteceu lá em 66 EC. A tribulação causada pelos romanos foi abreviada, oferecendo aos escolhidos ungidos de Deus uma ampla oportunidade para escapar e continuar vivos. Podemos assim ter certeza de que não se permitirá que o ataque destrutivo contra a religião elimine a congregação global de adoradores verdadeiros. Prosseguirá rapidamente, como que “num só dia”. No entanto, será de algum modo abreviado, não se permitindo que complete seu objetivo, para que o povo de Deus possa ser ‘salvo’. — Revelação 18:8.
19. (a) O que será evidente depois da primeira parte da grande tribulação? (b) A que levará isso?
19 Depois disso, outros elementos da organização terrestre de Satanás, o Diabo, continuarão por algum tempo, lamentando a perda dos negócios com sua antiga amante religiosa. (Revelação 18:9-19) Num dado momento, notarão que sobraram os verdadeiros servos de Deus, “morando em segurança, todos eles habitando sem muralha” e parecendo ser presa fácil. Que surpresa os aguarda! Reagindo a uma agressão real ou ameaçadora contra os seus servos, Deus se levantará em julgamento contra os seus inimigos na parte final da grande tribulação. — Ezequiel 38:10-12, 14, 18-23.
20. Por que não ficará o povo de Deus em perigo por causa da segunda fase da grande tribulação?
20 Esta segunda fase da grande tribulação corresponderá ao que aconteceu a Jerusalém e seus habitantes no segundo ataque dos romanos, em 70 EC. Mostrará ser uma “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mateus 24:21) No entanto, podemos ter certeza de que os escolhidos de Deus e seus companheiros não estarão na zona de perigo, sujeitos a serem mortos. Não terão fugido para um lugar geográfico. Os cristãos do primeiro século, em Jerusalém, podiam fugir daquela cidade para a região montanhosa, tal como a de Pela, do outro lado do Jordão. No entanto, no futuro, as Testemunhas fiéis de Deus estarão em todo o globo, de modo que a segurança e a proteção não dependerão dum lugar geográfico.
21. Quem lutará na batalha final, e com que resultado?
21 A destruição não será feita pelas forças de Roma ou por outro agente humano. Em vez disso, o livro de Revelação descreve as forças executoras como procedendo do céu. Deveras, aquela parte final da grande tribulação não será executada por algum exército humano, mas pela “Palavra de Deus”, o Rei Jesus Cristo, ajudado pelos ‘exércitos no céu’, incluindo os ressuscitados cristãos ungidos. O “Rei dos reis e Senhor dos senhores” fará uma execução muito mais cabal do que os romanos fizeram em 70 EC. Eliminará todos os opositores humanos de Deus — reis, comandantes militares, homens livres e escravos, pequenos e grandes. Até mesmo as organizações humanas do mundo de Satanás terão seu fim. — Revelação 2:26, 27; 17:14; 19:11-21; 1 João 5:19.
22. Em que sentido adicional é que alguma “carne” será salva?
22 Lembre-se de que alguma “carne”, tanto do restante ungido como dos da “grande multidão”, já terá sido salva quando Babilônia, a Grande, acabar rápida e totalmente na primeira parte da tribulação. Assim também, na parte final da tribulação, será salva a “carne” que tiver fugido para o lado de Jeová. Que contraste com o que aconteceu aos judeus rebeldes em 70 EC!
23. O que pode aguardar a “carne” sobrevivente?
23 Ao pensar nas possibilidades do seu próprio futuro e daquele dos seus entes queridos, note o que se promete em Revelação 7:16, 17: “Não terão mais fome, nem terão mais sede, nem se abaterá sobre eles o sol, nem calor abrasador, porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.” Certamente isso significa serem realmente ‘salvos’ de forma maravilhosa e duradoura.
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